Kauã Fonseca Costa, de 20 anos, foi morto em agosto por traficantes do Comando Vermelho em Barra Mansa por morar em comunidade dominada pelo Terceiro Comando Puro e frequentar a área dominada por facção rival, o que levou os bandidos a acreditar que ele estaria passando informações para os inimigos.
Kauã também foi executado porque estaria mantendo relacionamento amoroso com uma prima de uma pessoa próxima dos traficantes.
Uma testemunha narrou que estava com Kauã em uma festa no bairro do Boa Vista III quando uma mulher avisou que um dos traficantes queria se encontrar com a vítima em uma boca de fumo.
Temendo por suas vidas, a testemunha deixou a festa para buscar sua motocicleta, visando se retirar do local com seu amigo Kauã, mas que ao retornar, visualizou o momento em que um dos criminosos puxou a vítima, retirando-a do local do evento, sendo que a testemunha, ao tentar se aproximar do seu amigo e impedir a execução do crime, foi contido por um outro bandido que o segurou pelo braço, para impedi-lo de ir em auxílio, facilitando, assim, o atentado contra a vida de Kauã.
Um dos traficantes teria desferido diversos disparos de arma de fogo em direção de Kauã, causando-lhe lesões corporais que foram a causa eficiente de sua morte.
Era de conhecimento da testemunha que os criminosos queriam matar Kauã, o qual, por estar em um possível relacionamento amoroso com a prima de um terceiro próximo dos acusados, estaria frequentando o bairro Boa Vista III, e que por frequentar tal bairro, os acusados acreditavam que a vítima poderia estar passando informações para a facção rival.
Também narra que quando soube que a vítima foi convidada a ir numa festa no bairro, disse-lhe para não ir, pois “…Os caras estão na maldade com ele”.
Outros elementos informativos também, especialmente os prints de conversa de id. 171, apontam que o crime teria sido cometido em razão de a vítima residir em área controlada pela facção criminosa “Terceiro Comando Puro – TCP”, isto é, no bairro Nove de Abril, enquanto o local dos fatos, bairro Boa Vista III, seria região de atuação da malta criminosa rival “Comando Vermelho”, da qual os acusados seriam integrantes.
De acordo com a Polícia Militar, Kauã foi baleado na coxa e no peito. Ele não tinha passagens criminais
Apenas um traficante está com a prisão preventiva decretada acusado do crime.