Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

PM descreveu como foi ataque que deixou cinco baleados no Para Pedro (TCP) em mais uma guerra de facções no Rio

A Polícia Militar descreveu como foi o ataque que deixou cinco baleados na tarde de hoje na comunidade do Pará Pedro, em Colégio, na Zons Norte do Rio. Segundo a corporacão, policiais militares foram acionados pelo PAM de Irajá, nesta quinta-feira (23/04), para verificar a entrada de cinco indivíduos feridos por disparos de arma de fogo.  Conforme as primeiras informações colhidas no local, eles foram atingidos enquanto participavam de uma festividade de São Jorge, na Rua Pedro Borges, na Comunidade Para Pedro. Segundo eles, os disparos foram feitos por homens que se aproximaram em uma moto.  Todos estão hospitalizados passando por atendimento médico.  Dos cinco atingidos, dois têm anotação na ficha criminal e um possui mandado de prisão em aberto. Ocorrência registrada na 27ªDP.   Entre os baleados, estão pai e filho, um deles atingido nas costas e o outro alvejado na cabeça, Em nota enviada à reporragem, a Polícia Civil dissse que o aso foi registrado na 27ª DP (Vicente de Carvalho). De acordo com informações preliminares, um motociclista efetuou disparos de arma de fogo, atingindo cinco pessoas, que foram socorridas para uma unidade de saúde. Diligências estão em andamento para identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias do fato. Relatos nas redes sociais apontam que a comunidade dominada pelo Terceiro Comando Puro foi alvo de ataque de traficantes rivais do Comando Vermelho. Em resposta, os bandidos do.Para Pedro foram até o Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, dominado prlo CV, fizeram disparos e deixaram um homem morto.

Justiça decreta prisão de homem suspeito de atear fogo em corpo de mulher em Nova Iguaçu por estar inconformado com fim do relacionamento

A Justiça decretou hoje a prisão de Jefferson Lopes da Silva acusado de tentar matar uma mulher ateando fogo em seu rosto e pescoço em Nova Iguaçu. Segundo os autos, na madrugada do dia 21 de abril, em ambiente doméstico, o investigado, inconformado com o término do relacionamento amoroso, teria lançado substância inflamável sobre a vítima F.D.F.L e ateado fogo em seu rosto e região do pescoço, ocasionando graves queimaduras, estando ela internada em unidade hospitalar. Após os fatos, o suspeito teria empreendido fuga, encontrando-se em local incerto e não sabido. Consta, ainda, que a vítima foi ouvida formalmente com registro audiovisual de suas declarações, havendo diligências pendentes, dentre elas oitiva de testemunhas, juntada de documentos médicos e demais providências investigativas necessárias ao completo esclarecimento dos fatos. Os autos descrevem o crime informando que o acusadso “teria lançado álcool sobre o corpo” da vítima “e, em seguida, ateado fogo utilizando um fósforo Uma testemunha disse que , na data dos fatos, encontrava-se em sua residência quando, por volta de 00h30, recebeu ligação de uma pessoa afirmnado que a vítima F precisava de ajuda, dizendo: “Vem pra cá que o Jeffeson machucou a F”. ao chegar ao local, situado na Travessa Carlos Sampaio, em Austin , tomou conhecimento da gravidade do ocorrido, sendo informado de que Jefferson havia ateado fogo no corpo da ,. Disse que encontrou a vítima em estado de choque, apresentando diversas lesões aparentes, demonstrando intenso sofrimento físico e emocional, bem como solicitando, de forma reiterada, que fosse imediatamente conduzida para atendimento médico; Falou que o suspeito evadiu-se do local levando consigo dois aparelhos celulares da vítim. O prazo para a prisão temporária do acusado é de 30 dias.

Vereador morto em Nova Iguaçu já havia sido detido em operação contra milícia e teve arma e R$ 35 mil apreendidos

O assassinato do vereador de Nova Iguaçu Germano Silva de Oliveira, conhecido como Maninho de Cabuçu, segue gerando desdobramentos e trazendo à tona episódios anteriores envolvendo o histórico do político. Levantamento feito por nossa reportagem identificou uma matéria publicada pelo jornal Extra em 22 de setembro de 2016, assinada pelo repórter Rafael Soares, que revela que Maninho — à época candidato a vereador — foi detido por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Na ocasião, a especializada realizava uma operação para cumprir mandados de prisão contra suspeitos de integrar uma milícia que atuava na Baixada Fluminense. Segundo a reportagem, denúncias anônimas encaminhadas à Draco apontavam o então candidato como suposto integrante do grupo paramilitar. Durante a ação, policiais estiveram na residência de Maninho, onde apreenderam uma pistola com documentação irregular e cerca de R$ 35 mil em espécie. Ainda de acordo com o Extra, o delegado Alexandre Herdy, então titular da Draco, confirmou que o nome de Maninho apareceu nas denúncias recebidas pela especializada no contexto da investigação. O texto também destacava que Germano Silva de Oliveira ocupou cargo de confiança na Prefeitura de Nova Iguaçu entre 2013 e junho de 2016. Conforme registro no Diário Oficial de 1º de julho daquele ano, ele foi exonerado “a pedido” pelo então prefeito Nelson Bornier para disputar as eleições. Na administração municipal, exercia a função de assessor especial do prefeito. Apesar dos episódios, Maninho não chegou a se tornar réu no caso, e seu suposto envolvimento com milícia não foi comprovado oficialmente pelas investigações. Quatro anos depois, como já revelado anteriormente por nossa reportagem, o nome do político voltou a aparecer em outra operação policial voltada ao combate à milícia. Na ocasião, sua residência foi alvo de mandado de busca e apreensão. Informações divulgadas à época — também não comprovadas — indicavam que ele teria sido apontado como possível candidato apoiado pelo grupo paramilitar. A morte de Maninho de Cabuçu está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Até o momento, não há indicação de que o homicídio tenha relação com as operações anteriores envolvendo investigações sobre milícia.

Após revelação do nosso site no RJ, denúncia contra acusado de matar modelo repercute em outros veículos e vítima expõe novos detalhes de terror

A matéria publicada por nosso site durante a madrugada — revelando que uma ex-namorada de Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, acusado de matar a modelo baiana Ana Luiza Mateus na Barra da Tijuca, denunciou ter sido espancada e estuprada por ele — não apenas repercutiu, como rapidamente ganhou dimensão nacional. Horas depois, o conteúdo foi replicado pelo site do jornal Extra, ampliando o alcance de um caso marcado por extrema violência e detalhes perturbadores. No Mato Grosso do Sul, onde parte dessa história começou, a repercussão foi imediata. A vítima decidiu falar ao portal Campo Grande News e trouxe novos detalhes que aprofundam a gravidade das denúncias. Abalada, ela afirmou que não quer ter seu nome vinculado ao de Endreo e teme os efeitos da exposição. O receio tem motivo: ela ainda mantém uma medida protetiva contra o pai do acusado, o pecuarista Éder Lincoln Gonçalves da Cunha, que, segundo relatou, a ameaçou após a denúncia contra o filho. Em meio à sequência de revelações, a jovem admitiu sentir alívio ao saber que Endreo foi encontrado morto na carceragem da Delegacia de Homicídios da Capital, no Rio de Janeiro — um desfecho que encerra uma sequência de episódios violentos. Segundo o Campo Grande News, o relacionamento teve início no fim de 2024, em Campo Grande, na empresa de locação da família dele. O que parecia um namoro comum rapidamente deu lugar a um comportamento de controle. Desde o início, Endreo demonstrava ciúmes excessivos, tentando controlar redes sociais, amizades e até o contato da vítima com a própria família. A escalada foi rápida. Ainda em dezembro, ocorreu a primeira agressão. O motivo, segundo a jovem, foram mensagens trocadas entre ela e a mãe de Endreo, nas quais pedia ajuda para lidar com o comportamento do namorado. Após o espancamento, a situação se agravou. A vítima relata que foi levada para São Paulo, onde permaneceu por 15 dias em cárcere privado, sem acesso ao celular, até que os hematomas desaparecessem — uma tentativa de ocultar as marcas da agressão. Mesmo depois, os episódios continuaram. Ainda em São Paulo, houve uma nova tentativa de agressão. Dessa vez, segundo ela, Endreo ameaçou se jogar do 14º andar do apartamento. O episódio marcou o fim do relacionamento, mas não encerrou o problema. De volta a Campo Grande, a jovem passou a ser perseguida. “Ele me perseguia no trabalho, nas redes sociais, mandava mensagens para os meus clientes, para as mulheres dos meus clientes, dizendo que eu tinha um caso com eles. Ele sabia o horário em que eu chegava e que eu saía de casa. Em 26 de outubro, ele me sequestrou”, relatou. O episódio mais grave, segundo a vítima, ocorreu justamente nessa data. Ela afirma que ficou em cárcere por cerca de 24 horas. Durante esse período, foi agredida, estuprada e enforcada com um cinto. Sofreu traumatismo em dois pontos do rosto e diversas escoriações. Sobreviveu, segundo conta, porque conseguiu manter o controle emocional. “Conversei muito com ele, falei que tudo que estava acontecendo era culpa minha, que ele ia cuidar de mim como cuidou da primeira vez. Ele me acusava de ter outros homens. Ele gravou um vídeo fazendo com que eu, toda ensanguentada, assumisse todos os relacionamentos que, na cabeça dele, existiam. Gravou por mais de meia hora me fazendo perguntas e, toda vez que eu dizia não, ele me batia mais e eu tinha que assumir tudo que ele falava. Fiquei horas negociando com ele, até que consegui fazer com que ele me deixasse na UPA. Estou aqui hoje pela graça de Deus”, disse a consultora de licitações. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em outubro de 2025. Endreo chegou a ser preso, mas acabou sendo liberado. Em 2026, se mudou para o Rio de Janeiro, onde conheceu Ana Luiza Mateus, posteriormente assassinada na Barra da Tijuca. Nem após a denúncia a vítima teve tranquilidade. Em novembro de 2025, ela relatou à polícia ter recebido uma ligação do pai de Endreo. Segundo a denúncia, o pecuarista a ameaçou de morte, afirmando que a “cortaria em pedaços” caso o filho se matasse por causa do relacionamento. O relato foi formalizado, e no dia 4 daquele mês a polícia solicitou medidas como busca e apreensão de arma de fogo e munições, além de buscas em endereços ligados ao investigado. Ao Campo Grande News, a vítima confirmou que conseguiu uma medida protetiva contra o pecuarista — proteção que segue em vigor. A sequência dos fatos — com registros de agressões, cárcere privado, estupro, perseguição e ameaças — expõe um histórico consistente e anterior ao assassinato de Ana Luiza, ampliando o peso do caso e levantando questionamentos sobre tudo o que aconteceu até o desfecho.

Vereador morto em Nova Iguaçu foi alvo de operação contra milícia há seis anos, mas nada foi comprovado

Morto na manhã desta quinta-feira após ser baleado no dia anterior, o vereador Germano Silva de Oliveira, o Maninho do Cabuçu, já havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil contra a milícia que atuava na Baixada Fluminense. A ação ocorreu em 2020, quando agentes cumpriram mandados e realizaram buscas em endereços ligados a investigados — entre eles, a residência do parlamentar. Na época, reportagens (inclusive do G1) apontaram que Maninho teria sido citado como possível candidato com apoio do grupo criminoso. Posteriormente, no entanto, não houve confirmação oficial dessa informação, nem divulgação de desdobramentos que comprovassem a acusação. Aquela operação que Maninho fo alvo era para investigar o assassinato do vereador Domingos Cabral. O irmão do político, um PM, comandava uma milícia na região. Até o momento, também não há qualquer indicação de que o atentado que resultou na morte do vereador tenha relação com aquela investigação. ATAQUE A TIROS Maninho foi baleado na tarde de quarta-feira, nas proximidades do Posto Aliança, na Avenida Abílio Augusto Távora, em Nova Iguaçu. Segundo relatos, homens armados se aproximaram e efetuaram disparos. O vereador foi atingido nas costas. Policiais do 20º BPM prestaram socorro e o levaram para a UPA de Cabuçu. Ele chegou consciente e com estado considerado estável. Em seguida, foi transferido para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta quinta-feira. CENÁRIO DA MILÍCIA NA REGIÃO A operação que citou o nome do vereador tinha como alvo a organização criminosa que, à época, era comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, e tinha como um dos principais nomes Danilo Dias Lima, o Tandera. Atualmente, segundo investigações, o grupo que atua na região é associado à liderança de Juninho Varão. INVESTIGAÇÃO O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Flumiensne que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Até agora, não há informações oficiais sobre suspeitos ou possíveis ligações entre o homicídio e investigações anteriores. NOTA OFICIAL DA CÂMARA DE NOVA IGUAÇU A Câmara Municipal de Nova Iguaçu manifesta profundo pesar pelo falecimento do vereador Maninho de Cabuçu, ocorrido na madrugada desta quinta-feira, após ter sido vítima de um atentado na tarde de ontem, em Cabuçu. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e toda a população de Nova Iguaçu, especialmente da região de Cabuçu, onde o vereador construiu sua trajetória de dedicação à vida pública. Em razão dessa perda irreparável, o presidente da Câmara, Dr. Marcio Guerreiro, decretou luto oficial de 5 dias no município. Os vereadores reforçam a necessidade de rigorosa apuração dos fatos pelas autoridades competentes e esperam que os responsáveis por este ato de violência sejam identificados e presos o mais rápido possível. Casado e pai de três filhos, Maninho estava no segundo mandato de vereador. Que sua trajetória de trabalho e compromisso com a população seja lembrada e respeitada. Ao longo do dia iremos passar mais informações sobre o falecimento do vereador. O velório será no plenário da Casa, na parte da tarde de hoje.

Suspeito de matar modelo na Barra já havia sido acusado de espancar e estuprar uma ex-namorada, apontam relatos — ele foi encontrado morto na delegacia

O homem apontado como principal suspeito da morte da modelo e miss baiana Ana Luiza Mateus, de 29 anos, já havia sido acusado anteriormente de agredir uma ex-namorada, segundo reportagens publicadas pela imprensa de Campo Grande (MS). O caso ganhou ainda mais repercussão após ele ser encontrado morto dentro da carceragem da Delegacia de Homicídios da Capital, poucas horas depois de ser preso no Rio. Endreo Lincoln Ferreira da Cunha foi detido nesta quinta-feira após a queda da modelo do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca. Horas depois, de acordo com a Polícia Civil, ele foi encontrado sem vida na cela. A principal linha de investigação é suicídio: segundo os agentes, ele teria utilizado uma peça de roupa — uma bermuda — para provocar asfixia. O local foi isolado e periciado. RELATO DE VIOLÊNCIA EXTREMA NO PASSADO Em uma reportagem divulgada no ano passado, uma ex-namorada de Endreo relatou à imprensa e às autoridades que teria vivido episódios de violência em um imóvel no bairro Villas Boas, em Campo Grande. Segundo o relato, ela afirmou que já havia sido agredida em 2024 e que, em um dos episódios mais graves, no ano seguinte, após uma discussão motivada por ciúmes, teria sido espancada com socos na cabeça, no rosto e no abdômen. Ainda de acordo com a versão apresentada pela vítima à época, mesmo já caída, ela teria sido forçada a confessar uma traição que negava e, em seguida, teria sido enforcada com um cinto. A mulher também relatou que teria permanecido por horas sob domínio do agressor, em situação que descreveu como cárcere privado, e que teria sido obrigada a manter relações sexuais contra a própria vontade. Segundo esse mesmo relato, ela conseguiu sair do local após dizer que precisava de atendimento médico por conta de um sangramento. Em uma unidade de saúde, exames teriam confirmado uma fratura na cavidade óssea do crânio, sem necessidade de cirurgia. OUTROS EPISÓDIOS ENVOLVENDO O SUSPEITO Endreo chegou a cursar medicina e, conforme informações divulgadas anteriormente, teria se envolvido em episódios de ameaça dentro da faculdade. Segundo esses relatos, ao menos dois alunos teriam solicitado medidas protetivas contra ele. Há ainda menção, em reportagens da época, de que ele teria diagnóstico de transtorno bipolar e apresentaria episódios de surto, com comportamento agressivo — informação que não implica, por si só, prática de crimes. Em 2019, conforme noticiado, ele foi baleado pelo próprio pai durante uma briga familiar. Na ocasião, o pai afirmou ter agido em legítima defesa, alegando que o filho tentava invadir sua residência. O CASO NA BARRA DA TIJUCA No caso mais recente, Ana Luiza morreu após cair do 13º andar do apartamento onde estava com o suspeito. Segundo testemunhas, o casal teria discutido ao chegar ao condomínio. Após sair, o homem retornou ao local. Funcionários relataram que a modelo chegou a dizer que iria embora, inclusive com passagem comprada para a Bahia, mas acabou permanecendo no imóvel. A queda ocorreu por volta das 5h30. De acordo com a Polícia Civil, Endreo foi preso em flagrante horas depois, suspeito de envolvimento direto na morte. Segundo o delegado Renato Martins, ele afirmou ser “culpado”, embora não tenha formalizado uma confissão. As investigações apontam ainda que ele teria alterado a cena do crime e tentado deixar o local pelos fundos. Outro ponto destacado é que ele se apresentou inicialmente com um documento de identificação em nome do próprio irmão, o que foi posteriormente confirmado por perícia. MORTE NA CARCERAGEM Poucas horas após a prisão, o caso teve um novo desdobramento: Endreo foi encontrado morto dentro da carceragem da Delegacia de Homicídios. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que ele tenha cometido suicídio utilizando uma peça de roupa. A área foi periciada, e o caso também passou a ser apurado pelas autoridades. INVESTIGAÇÃO SEGUE Com a morte do principal suspeito, a Polícia Civil segue investigando para esclarecer completamente as circunstâncias da queda da modelo e os acontecimentos dentro do imóvel. As informações sobre o passado do investigado, incluindo denúncias e relatos anteriores, fazem parte do contexto, mas não substituem a apuração oficial em andamento.

7 PMs suspeitos de ligação com Índio do Lixão podem ser expulsos: relatório revela o que cada um fazia para ajudar o CV

A Polícia Militar do Rio de Janeiro decidiu submeter ao Conselho de Disciplina — que pode levar à expulsão — sete agentes apontados em investigação da Polícia Federal como cooptados pelo Comando Vermelho. O caso tem como figura central o traficante conhecido como “Índio do Lixão”, descrito na própria decisão como peça-chave da facção e responsável pelo tráfico internacional de armas e drogas. A investigação revelou a existência de um núcleo estável e coordenado de policiais militares que atuava diretamente na segurança particular e no braço logístico da liderança criminosa, utilizando a função pública para favorecer e prestar suporte a “Índio”. A decisão esclarece que a atuação desse grupo veio à tona após a deflagração da Operação Zargun, quando surgiram novos elementos demonstrando a participação dos militares na engrenagem criminosa investigada. Segundo a Polícia Federal, o grupo funcionava como uma verdadeira rede de apoio integral à organização criminosa, desviando a função pública para assegurar proteção física a traficantes, garantir o êxito de deslocamentos, realizar transporte de valores e viabilizar operações logísticas da facção. O documento chega a registrar que os policiais atuavam como uma espécie de “empresa de terceirização de riscos” para o Comando Vermelho, não apenas monitorando acessos, mas também realizando transporte de valores e oferecendo suporte armado. Em 11 de março, a Polícia Federal cumpriu medidas cautelares deferidas pelo Supremo Tribunal Federal, executando 07 mandados de prisão preventiva e 07 mandados de busca e apreensão contra os policiais militares investigados. A decisão judicial registra diálogos encontrados no aparelho celular do cabo PM Costa. Em 6 de junho de 2024, ele informa ao PM Ormond que “Índio” desejava a formação de duas equipes de segurança, sendo uma montada por “Costa” e outra pela equipe de “Libertador”, para atuação direta em seu favor. Consta ainda que, em 11 de julho de 2024, “Costa” encaminhou a “Ormond” um áudio de um indivíduo não identificado solicitando seguranças para um influenciador, a pedido de “Índio”. A autoridade policial ressalta que a relação entre o traficante, o então deputado estadual TH Joias e o influenciador já havia sido exposta no âmbito da Operação Zargun, inclusive após terem aparecido juntos em vídeos divulgados durante o chamado “baile da escolinha”, evento promovido pelo Comando Vermelho no Complexo do Alemão. A decisão também menciona que, em 19 de agosto de 2025, antes da deflagração da operação, “Costa” enviou mensagem a “Ormond” solicitando segurança para o “amigo Índio” na Freguesia, bairro para o qual a liderança criminosa havia se mudado após deixar o Complexo do Alemão, onde viria a ser preso. O PM Ormond também é suspeito de ter negociado, em tese, a venda ilegal de uma pistola Taurus e carregadores calibre .45 para “Índio”. Nas mensagens apreendidas, há referência expressa à negociação de carregadores de pistola Taurus 845, calibre .45, que, segundo a autoridade policial, teria sido concluída com sucesso, reforçando sua atuação não apenas na segurança, mas também no fornecimento de armamento à organização criminosa. O PM Cavalcante também aparece nos diálogos, ao enviar mensagem ao colega Costa buscando notícias de “Índio”. Durante a conversa, afirmou que o traficante teria “coração bom”, mas seria muito ingênuo, acrescentando que ele sequer parecia “band” — abreviação de “bandido”. Segundo a autoridade policial, isso demonstra que o agente tinha plena ciência do envolvimento de “Índio” com atividades criminosas, inserindo-o no núcleo de policiais que, em tese, atuavam conscientemente em sua proteção. O PM Nascimento teria sido recrutado por Costa para uma missão a mando de “Índio”. No dia seguinte, afirmou em mensagem que “tinha dado bom ontem”. Em 23 de julho de 2024, Nascimento enviou a Costa um print de conversa mantida diretamente com o traficante, na qual solicitava um empréstimo de R$ 1.500, elemento interpretado pela investigação como indicativo de vínculo de confiança e promiscuidade entre agente público e liderança criminosa. Já o PM Menezes foi informado por Costa, em 27 de março de 2025, sobre um serviço de segurança às 16h, no qual ele e “Tobias” estariam escalados para atuar em favor de “Índio”. O ponto de encontro seria o chamado “posto azul”, identificado como o posto Redmil, na Estrada Adhemar Bebiano, nº 3482, Engenho da Rainha. Segundo a decisão, o local fica em uma das entradas do Complexo do Alemão e já havia sido citado em informações de Polícia Judiciária como ponto de encontro utilizado em atividades ilícitas do grupo, inclusive em deslocamentos de “Índio” para fora da comunidade. Há ainda registros de diálogos entre Costa e Menezes nos dias 13 e 15 de abril, indicando que o policial continuava atuando na segurança do traficante nessas datas. O PM Carvalho também foi flagrado em conversas com Costa, com elementos que indicam sua atuação na segurança de “Índio” em diversas ocasiões ao longo de 2024 e 2025. Consta ainda que, em 2025, quando ainda integrava a equipe responsável pela segurança do traficante, Costa informou a Carvalho que havia acertado a segurança de “Índio” para todos os dias da semana, com diálogos datados de 20 de agosto de 2025, pouco antes da operação que resultou na prisão de ambos. Por fim, a decisão aponta que “Índio” depositava confiança especial no policial Pereira. Em 16 de abril de 2024, ao recrutar agentes para uma determinada empreitada, solicitou especificamente a presença do PM, o que, em tese, evidencia o grau de confiança e proximidade entre o traficante e o agente público.

Rota suspeita: PMs passaram por 29 comércios em 3 horas sem câmera e entraram na mira de processo de expulsão

A Polícia Militar do Rio de Janeiro decidiu submeter ao Conselho de Disciplina — que pode culminar na expulsão — dois policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) por uma conduta considerada altamente suspeita durante o serviço. O caso chama atenção por um dado incomum: no dia 7 de maio de 2025, a dupla passou por 29 estabelecimentos comerciais em poucas horas sem utilizar as câmeras corporais. Entre os locais visitados estão postos de gasolina, lojas de materiais de construção, empresas de produtos alimentícios, empresas de reciclagem, borracharias, depósitos de gás e até uma empresa de bombeamento de concreto. O próprio documento aponta que não ficou claro se houve extorsão. De acordo com a apuração interna, no período entre 8h e 11h, os policiais não realizaram nenhuma abordagem e tampouco efetuaram patrulhamento ostensivo preventivo, o que chamou atenção pela incompatibilidade com a atividade policial. O relatório destaca ainda a incompatibilidade da velocidade da viatura com um deslocamento típico de patrulhamento entre os diversos estabelecimentos visitados. O documento publicado no Boletim Interno da PMERJ também revela conversas consideradas suspeitas. Em uma empresa de reciclagem, um funcionário diz aos agentes: “Vou pegar o negócio de vocês”, recebendo como resposta: “Valeu, meu chefe, fica com Deus, abraço aí”. Em outra parada, também em uma empresa de reciclagem, os policiais chamam: “Ô Caio, bora Caio”. Já em uma loja de materiais de construção, foi registrada uma situação atípica: um caminhão estava parado na contramão de uma via de mão dupla e não houve qualquer advertência por parte dos PMs. Os policiais investigados alegaram que a denúncia seria fruto de um “Disque Vingança”. Segundo eles, ambos trabalham há mais de cinco anos no Setor Golf do 15º BPM e afirmam que sua atuação no patrulhamento causa “mal-estar a malfeitores e seus associados”, destacando ainda que a área de atuação inclui diversos comércios. As alegações, no entanto, não prosperaram. De acordo com o relatório, as imagens demonstram que a viatura, desde o início do serviço, foi utilizada para fins alheios à finalidade pública, contrariando as atribuições da corporação, que incluem evitar, impedir ou eliminar práticas que perturbem a ordem pública e preservar o interesse geral da segurança nas comunidades.

Trama nascida na cadeia terminou em execução: Homem foi morto sob aval da cúpula da milícia, corpo desapareceu e vingança disparou onda de mortes em Santa Cruz

A reportagem teve acesso a documentos que mostram que uma trama iniciada dentro de um presídio terminou em um homicídio que teve autorização de um dos chefes da maior milícia do Rio de Janeiro e culminou com uma série de execuções posteriormente A vitima Jonathas Vidal da Silva, conhecida coomo Bodão, foi assassinada no dia 24 de outubro de 2024 na Avenida Cesário de Melo, em Santa Cruz. O corpo nunca apareceu. Segundo os autos, os autores teriam sido dois milciianos vulgos Zulu e Primavera (morto recentemente) com autorização de PL, um dos líderes do grupo paramilitar que atua na região. Os três vão a júri popular pelo homicídio. As investigações apontam que o crime foi praticado porque os autores acreditavam que a vítima estava transmitindo informações sobre os assasinos a um cirminoso vulgo Russo, que estava preso e desejava assumir o comando da Favela do Rodo, em Santa Cruz. Ou seja, os bandidos agiram por vigança e porque teriam se sentido traídos por Jonathan, Os autores sumiram com o cadáver de Jonathas. A vítima foi arrebatada após sair do supermercado Super Compras, situado em Santa Cruz, quando se dirigia para a residência, localizada na Favela do Rodo. Cerca de cinco minutos do arrebatamento, foi ouvido um disparo de projétil de disparo de arma de fogo, não tendo a vítima retornado a seu domicílio.Logo após o crime de homicídio, Zulu, Primavera e Parazinho portando fuzis e pistolas, tendo em poder os telefones celulares da vítima, ingressaram na residência desta e se apropriaram de documentos pessoais, bem como suas senhas bancárias e telefônicas. Curioso nesta história é que o irmão de Russo, vulgo Du Mal, que também estava preso à época, foi quem teria transmitido as informações para os assassinos,, que praticaram o crime para se vingar da suposta traição de Jonathas. A partir daí,, deu-se início a uma série de homicídios na Favela do Rodo, com notícia de corpos sendo ocultados no Rio Guandu de todos que mantinham contato com Russo. Mas a história não para por ai. Em depoimento, Russo revelou que teria sido obrigado, pago e aliciado pelos milicianos Juninho Varão, Sprint e Jiraya para prestar falsos relatos contra Felipe e Du Mal. Os três são rivais da milícia do PL. Jiraya foi assassinado na Baixada Fluminense este ano. Segundo ele, foi Sprint que ofereceu a proposta para ajudá-los com algumas falsas acusações contra os autores e para que que fosse para o lado deles e levantassem informações contra a rivalidade. A oferta, segundo ele, foi de de 600 reais. Eles deram quatro parcelas e Russo ficou na galeria deles por quatro meses; Russo contou que Sprint levou um celular para que ele falasse com Jiraya. Depois, Jiraya o botou para falar com Varão e ficaram os três conversando, A polícia contou que Russo e Zulu teriam brigado porque o primeiro ficou de receber do segundo um valor por um crime que ele foi cometer. Zulu não pagou porque houve perda de armamento. Russo, então, jurou vingança e ela seria obtida buscando informações de Zulu a partir de Jonathas, A polícia tinha informações de que a vítima era integrante da milícia do Rodo e fazia venda de terrenos do grupo, além de cobrar comerciantes. A viúva de Jonathas disse, no entanto, que ele era trabalhador, atuava com conserto de celular e fazia um curso na Microlins. Ela é sobrinha de Russo. Um outro policial disse que Russo pretendia assumir para si a área de atuação; em Santa Cruz e usava o celular do irmão para pedir informações sobre Zulu. O agente confirmou que, a partir da morte de Jonathas, Zulu teria cometido uma sequência de crimes de pessoas que estavam vinculadas ao Russo para enfraquecer a possibilidade da tentativa dele em tomar a região. Segundo o policial, foi uma série de execuções de qualquer pessoa que estivessem atreladas ao Russo. O policial disse que Dumal ao revelar a intenção do irmão de obter informações sobre Zulu teria sido agredido na cadeia e teve que ficar em isolamento.

Justiça vê esquema ativo e risco de fuga e explica por que MC Poze e MC Ryan continuam presos

A Justiça Federal de São Paulo decidiu manter presos os funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan na semana passada por entender que há indícios claros de que os investigados vinham repetindo práticas criminosas. Segundo a decisão, isso ficou evidente pela movimentação contínua de dinheiro ilegal, com valores altos circulando, algo que já vinha sendo apontado desde o início da investigação, além da estrutura organizada montada pelo grupo, o que também já teria sido demonstrado em procedimentos anteriores que confirmaram esse tipo de atuação. A Justiça ainda destacou que alguns investigados continuam soltos e que outros dois estão fora do país, em locais desconhecidos. Os funkeiros foram presos sob suspeita de envolvimento em uma associação criminosa estruturada, voltada à movimentação de grandes quantias em dinheiro vivo, transferências bancárias e também operações com criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior, com o objetivo de lavar dinheiro e viabilizar o tráfico internacional de drogas. De acordo com a decisão, os diálogos já analisados e outras análises que ainda estão em andamento devem mostrar a real capacidade dos investigados de continuar atuando mesmo de fora, o que pesa diretamente contra a soltura. Para a Justiça, colocar os envolvidos em liberdade agora poderia atrapalhar as diligências em curso, facilitar a fuga, permitir que os crimes continuem acontecendo e ainda comprometer a produção de provas. Outro ponto destacado é a gravidade concreta das condutas e o tamanho da estrutura montada pelo grupo. Segundo a decisão, a organização funcionava com vários núcleos, incluindo logística para manuseio, conferência, transporte e entrega de valores, além de áreas de comunicação, financeiro, lavagem de patrimônio, contratação de “laranjas” e uso de empresas de fachada. A Justiça também chamou atenção para a existência de uma estrutura de comando bem definida e para o fato de que as movimentações financeiras tinham alcance internacional, o que aumenta ainda mais a gravidade do caso. Diante de tudo isso, a conclusão foi direta: a prisão temporária dos investigados é considerada absolutamente necessária neste momento e não pode ser substituída por outras medidas mais leves. Segundo o entendimento da Justiça, a soltura representaria um risco grave à ordem pública, às investigações e à aplicação da lei penal.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima