Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Ex-traficante do CV que tentava recomeçar a vida foi chamado de volta à favela agora sob o domínio do TCP e acabou morto; Justiça só agiu quase dois anos depois

Chamado por um suposto amigo para voltar à comunidade onde havia deixado o tráfico para trás, Lucas Soares da Silva saiu de casa dizendo que “seria rápido”. Horas depois, desapareceu. Na manhã seguinte, o jovem foi encontrado morto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Quase dois anos após o crime, a Justiça finalmente deu andamento ao caso e aceitou parcialmente a denúncia contra um dos acusados de participação no assassinato. A motivação da execução, no entanto, continua um mistério cercado de dúvidas, silêncio e versões conflitantes. Segundo familiares, Lucas tentava reconstruir a vida após abandonar o tráfico. Depois de sair da prisão em 2022, passou a trabalhar como ajudante de pedreiro ao lado do tio e também vendia roupas para sobreviver. Pessoas próximas afirmam que ele queria se afastar definitivamente do ambiente criminoso da comunidade do Danon, em Nova Iguaçu, que na sua epoca de crime era dominada pelo Comando Vermeho. Mas o passado voltou a bater à porta. De acordo com a investigação, Lucas vinha sendo procurado por antigos conhecidos da época em que atuava no tráfico. Entre eles estava “Macauly”, apontado agora pelo Ministério Público como o homem que teria atraído o rapaz para uma armadilha mortal. A namorada da vítima, M.S.S, contou em depoimento que Lucas estava em sua casa no dia 14 de setembro de 2023 quando começou a receber mensagens insistentes no WhatsApp. Pouco depois, avisou que amigos estavam chamando para um encontro na comunidade do Danon. Ela tentou impedir que ele fosse. Lucas, porém, respondeu que voltaria rápido. Foi a última vez que saiu de casa com vida. Horas depois, ele desapareceu sem deixar pistas. Na manhã seguinte, Monique recebeu uma mensagem devastadora: uma foto da identidade de Lucas acompanhada da frase “ACHARAM ESSE MENINO MORTO AQUI EM NOVA ERA”. Desesperada, ela correu até o local indicado e encontrou o corpo do namorado já sem vida. Na época, M afirmou ainda estar grávida de Lucas. A mãe da vítima revelou em depoimento que Vinicius teria até providenciado um carro de aplicativo para levar Lucas até a comunidade onde ele acabou morto. Para investigadores, esse é um dos principais elementos que sustentam a acusação de que o acusado teria participado da emboscada. Em depoimento à polícia, Macauly confirmou que era amigo de Lucas e admitiu que ambos já haviam atuado no tráfico da comunidade do Danon. Ele também declarou que esteve com a vítima horas antes do desaparecimento, afirmando que os dois saíram juntos para comprar uma peça para um tablet e depois seguiram para sua casa, onde fizeram um lanche preparado por sua mãe. Segundo Macualy Lucas deixou o local por volta das 17h para ir até a casa da namorada e, desde então, ele não teria mais mantido contato com o amigo. O acusado afirmou ainda que só soube da morte na manhã seguinte pelas redes sociais. No depoimento, Vinicius também confirmou que Lucas já havia trabalhado no tráfico do Danon e disse que, após deixar a prisão, ele teria retornado à comunidade já sob domínio do TCP. Apesar disso, alegou não saber quem matou o rapaz nem qual teria sido a motivação do crime. A Justiça decidiu não decretar a prisão preventiva de Vinicius Reis, impondo apenas medidas cautelares. Já o traficante conhecido como Boris ou Tiririca, apontado como líder do TCP no Danon e denunciado pelo Ministério Público como suposto mandante da execução, acabou beneficiado pela rejeição da denúncia. O juiz entendeu que não existem provas suficientes de que ele tenha ordenado diretamente o homicídio. Na decisão, o magistrado também afirmou que a investigação ainda não conseguiu esclarecer exatamente o que motivou a morte de Lucas. O Ministério Público sustentava a hipótese de que o rapaz teria sido executado por integrantes da facção por supostas desavenças relacionadas ao fato de ter deixado o tráfico, mas a tese não foi considerada suficientemente comprovada. O caso continua cercado de perguntas sem respostas. Por que Lucas foi chamado de volta ao Danon? O que aconteceu depois que ele entrou na comunidade? E quem decidiu sua morte? Enquanto a investigação tenta esclarecer os bastidores do crime, familiares convivem com a dor de ver o jovem que dizia querer abandonar o passado acabar executado de forma brutal após retornar ao lugar de onde tentava se afastar

Homem morto ao sair de Fórum de Campos trocou o TCP pela ADA. Rivais debocharam da morte. “Ficou feio c… vai oprimir morador no inferno”

“Ficou feio seu cuzão, vai oprimir morador no inferno, seu cuzão, ficou feio na história Cláudio Henrique fdp” Essa mensagem foi adicionada ao vídeo que mostra o corpo de Cláudio Henrique Jeremias Prudêncio. Ele foi assassinado na tarde de ontem ao sair do Fórum de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Há relatos que Cláudio era membro da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e foi morto pelos rivais do Terceiro Comando Puro (TCP). No início da década, ele fazia parte do TCP mas com a morte do líder do tráfico das “Casinhas do Parque Prazeres”, conhecido como “Felipe da Roça”, se mudou do local e teria migrado para a facção criminosa “ADA”, estabelecida no Parque Santa Rosa (Sapo 1). Cláudio foi morto , após sair do Fórum e seguir em um carro de aplicativo, na Avenida José Carlos Pereira Pinto, em Guarus, Campos. O crime aconteceu durante o trajeto, quando duas motocicletas com dois homens se aproximaram do veículo e efetuaram diversos disparos. Segundo informações apuradas no local, o motorista do aplicativo, um carro modelo HB20, cor branca, também foi atingido pelos tiros e ficou ferido. Já Cláudio Henrique, ainda conseguiu sair do carro e tentou correr pela rua, mas acabou caindo poucos metros depois e morreu antes da chegada do socorro. 

Sessões de tortura filmadas pelo TCP chocaram pequena cidade do interior do RJ “Berravam de dor”

Na pacata cidade de Cardoso Moreira, no interior do RJ, cenas que costumam acontecer na Região Metropolitana se repetiram em um município pequeno. Segundo os autos, membros da facção criminosa Terceiro Comando Puro, instauraram verdadeiro ¿tribunal do crime.  Eles submeteram duas pessoas a intenso sofrimento físico e mental, consistente em linchamento por pauladas, como forma de punição, em razão de o primeiro ter contraído uma dívida de drogas e o segundo ter furtado uma bicicleta em local dominado pela facção.  Ambas as sessões de tortura foram filmadas e compartilhadas entre os moradores do pequeno munícipio do interior, o que abalou a comunidade. Os vídeos mostram uma verdadeira sessão de tortura, sendo os ofendidos espancados a pauladas pelos réus, de forma selvagem, enquanto suplicam por clemência e berram de dor.  Os acusados exerciam domínio fático contra as vítimas, pois, através do engendramento da facção criminosa TCP, se colocaram como verdadeiro poder paralelo ao Estado, para subjugar as vítimas, se utilizando da violência, da coordenação e da superioridade numérica. O processo tramita em sigilo e não se sabe quantos são os envolvidos e se já teve mandados de prisão expedidos. Se sabe que tem um menor envolvido.

Um dos homens que estava no carro em que empresário foi morto por PMs na Pavuna já tinha sido preso com radinho e revelou na ocasião que era informante do TCP

Um dos três rapazes que estavam com o empresário Daniel Patrício Souza de Oliveira no momento em que ele foi morto por PMs na Pavuna, em abril deste ano, já havia sido preso anteriormente na própria comunidade e chegou a afirmar aos policiais que atuava como informante da facção Terceiro Comando Puro (TCP). O caso aconteceu em 2022. Segundo os autos obtidos pela reportagem, policiais militares faziam patrulhamento na região quando desconfiaram do suspeito, que pilotava uma motocicleta em atitude considerada suspeita. Os agentes deram ordem de parada e realizaram uma revista pessoal. Durante a abordagem, os PMs encontraram com ele um radiotransmissor — equipamento frequentemente utilizado por criminosos para monitorar movimentações policiais — além de uma pequena quantidade de cocaína, acondicionada em uma embalagem plástica. Na ocasião, o rapaz alegou que a droga seria para consumo próprio e afirmou que estaria colaborando como informante do TCP. Ainda de acordo com os documentos da Justiça, ele acabou condenado a nove meses de prisão. A sentença destacou que o acusado já possuía outras passagens pela polícia, incluindo um processo criminal em andamento e uma condenação definitiva por roubo majorado. O nome do rapaz voltou a aparecer em outro episódio no ano passado. Ele foi encontrado ao lado de outros dois homens em uma barraca localizada em área dominada pelo TCP, onde houve apreensão de cocaína. Apesar disso, acabou absolvido no processo. A revelação ganha peso porque o homem estava no carro com Daniel Patrício no momento da ação policial que terminou com a morte do empresário e gerou enorme repercussão. O caso segue cercado de questionamentos e investigações. Até o momento, porém, não há qualquer informação oficial que relacione o histórico do ocupante do veículo ao assassinato do empresário. As circunstâncias da ação policial continuam sendo apuradas. Os PMs envolvidos no caso foram denunciados ao Tribunal do Júri por homicídio doloso.

“Resolve e joga em Seropédica”: Conversa vazada mostra milicianos discutindo destino de corpo de adolescente que teria sido morto pelo grupo. ASSISTA

Uma conversa vazada nas redes sociais trouxe à tona detalhes assustadores sobre o desaparecimento do adolescente João Victor Campos, de apenas 16 anos, e levantou suspeitas de que o jovem possa ter sido executado por criminosos ligados à milícia que atua entre Seropédica, Itaguaí e a Zona Oeste do Rio. Além dos diálogos atribuídos aos milicianos, um vídeo que circula nas redes sociais também estaria sendo apontado como uma possível gravação do do corpo do adolescente em meio a um matagal. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a autenticidade das imagens nem sobre o paradeiro de João Victor No vídeo, um homem diz: “Ai Peoa, Pegou a visão, arrombado ta aí ficou fudido”. Nas mensagens vazadas, o miliciano Pepa, de Itaguaí, conversa com Sassá, do Cesarão, ambos apontados como integrantes ligados ao grupo de PL, atualmente associado à milícia do Zinho. Durante o diálogo, eles comentam que o miliciano Bigode — ex-chefe da milícia de Seropédica e atualmente preso em Bangu 8 — teria perguntado sobre o adolescente, que, segundo informações divulgadas em grupos da região, teria sido sequestrado pela quadrilha. O trecho mais chocante da conversa acontece quando os criminosos discutem onde o corpo do jovem poderia ser desovado. Eles citam as regiões do Jesuítas, em Santa Cruz, e Seropédica. Em seguida, Sassá teria determinado: “resolve e joga em Seropédica mesmo”. A foto de João Victor passou a circular nas redes sociais acompanhada de mensagens de despedida e forte comoção. Em uma das publicações, aparece a frase:“Eu te dei tantos conselhos, queria tanto que você estivesse me escutado. Meu coração fica apertado de saber.” O caso aumentou ainda mais o clima de medo na Baixada Fluminense, principalmente diante das informações de que integrantes ligados a PL e Bigode estariam articulando ataques contra comunidades de Seropédica atualmente dominadas pelo grupo de Juninho Varão. A possibilidade de uma nova guerra entre milicianos e traficantes deixou moradores em alerta máximo. Bigode é apontado como o antigo chefe da milícia de Seropédica, grupo que mantinha aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP). A quadrilha é investigada por diversos crimes violentos, incluindo o confronto que terminou com a morte do universitário Bernardo Paraíso e deixou duas crianças feridas. A tensão na região aumentou ainda mais após a execução de Gustavo, ex-miliciano que teria abandonado o crime para trabalhar como mototaxista. Ele foi morto na noite da última sexta-feira, na região do Km 54, no Salão Raposa. Os principais suspeitos do ataque seriam Reinaldo, GL e Peppa. GL, morador de Chaperó e apontado como integrante ligado diretamente ao GAT de Gordão/Bigode, estaria enviando áudios com ameaças contra rivais e moradores da região. Veja aqui a conversa:

NOVA IGUAÇU: Rapaz foi morto por traficantes do CV porque postou em rede social foto com time de futebol da milícia. Desesperada, mãe foi at´pe a boca de fumo pedir notícias do filho

A Justiça do Rio decretou em abril a prisão de mais dois envolvidos no assassinato de um rapaz em setembro de 2025 no bairro de Austin, em Nova Iguaçu. O rapaz foi morto porque publicou em rede social foto usando o uniforme de um time de futebol considerado rival (da milícia) pelos autores do crime, que são ligados ao Comando Vermelho. O asassinato teve contornos ainda mais dramáticos porque a mãe da vítima foi até a boca de fumo para saber da notícia do filho;Um outro suspeito, vulgo Buzico, já teve a prisão decretada em fevereiro. Narra a denúncia que “entre os dias 21 de setembro de 2025 – quando a vítima foi retirada de sua residência situada na Rua Bilu, nº 03, Bairro Vila Guimarães, Austin, Nova Iguaçu/RJ – e o dia 24 de setembro de 2025, data em que seu corpo foi localizado na Estrada do Tinguazinho, s/n, Tinguazinho, Nova Iguaçu, os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima Matheus Ribeiro dos Santos, que veio a óbito; O crime foi cometido por motivo torpe, consistente na imposição violenta de domínio territorial pela facção criminosa Comando Vermelho tendo a vítima sido executada em razão da publicação, em rede social, de fotografia na qual vestia uniforme de time de futebol cujos integrantes teriam suposto vínculo com uma organização criminosa rival daquela integrada pelos autores O homicídio foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, a qual foi retirada de sua residência pelos denunciados e por seus comparsas, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, e conduzida, sob coação, para o interior de área dominada pelo grupo armado, onde foi executada com múltiplos disparos de arma de fogo após permanecer sob o domínio dos acusados, sem qualquer possibilidade de reação ou fuga, em ambiente integralmente controlado pelos criminosos.” A mãe de Matheus foi chamada no dia 21 de setembro por dois amigos do seu filho para avisar que Buzico teria levado Matheus.Ela disse que Buzico é morador da região, e que o conhece desde que ele” nasceu; Que o filho e o bandido já tiveram problemas em um jogo de futebol no campo do zenit, em Austin. Desde então “Buzico” vinha ameaçando Matheus. A mae ao correr até a esquina de sua rua ainda conseguiu ver três motos em uma moto estava um indivíduo não identificado pilotando e Buzico na garupa e Matheus no meio. Viu ainda mais outros dois indivíduos um em cada moto, sendo uma delas a do filho. Ela não conseguiu alcançar as motos por estar a pé e foi até a comunidade São Simão, sabendo que “Buzico” é integrante do tráfico desta comunidade, dominada pela facção criminosa “comando vermelho”; Ao chegar na favela, um traficante falou para a declarante ir na “boca do flamengo onde ela viu Buzico. Ele veio em sua direção com uma moto, modelo honda PCX e arma em punho; Buzico” ficou rodeando a declarante com a moto e ela perguntando onde estava seu filho; O bandido respondeu que não tinha pego Matheus.A mãe retrucou. “Você pegou o meu filho, que eu vi”; “Buzico” respondeu “Foi eu que matei ele?”, “Pode me empurrar mais um homicídio, o do “Nando” foi eu que matei mesmo, (Fazendo referência ao homicídio do procedimento 861-00979/2024) mas pode ir lá e depois aguenta as consequências” e subiu a rampa; A mãe perguntou quem era o responsável e um dos indivíduos se identificou; Que a declarante pediu para que entregassem o seu filho e o traficante disse que ia ver o que poderia fazer, e pegou uma moto e subiu a ladeira; Quando o traficante saiu já era 02hrs da manhã e voltou depois de uma hora e meia falando para a declarante ir embora que o filho dela estava morto:A mulher pediu para que pelo menos entregassem o corpo de Matheus e o traficante Que o informou que não poderia fazer mais nada e que já tinha falado de mais;. A mãe do rapaz morto foi para casa por volta das 05hrs30min. No entanto, mpaciente com a situação foi novamente à comunidade São Simão.Ao chegar na boca, haviam dez pessoas e a cunhada dela que a acompahava perguntou a um traficante sobre Matheus e o bandido respondeu que não queria saber e que não para envolver o nome dele; A mãe recebeu uma ligação anônima que informou a declarante que não era só “Buzico” que estaria envolvido na morte de seu filho e que um traficante chamado Matheus também estaria e que a motivação seria que a vítima teria postado uma foto em que estaria usando uniforme de um time de várzea da região em que alguns integrantes do time seriam milicianos. A moto que Matheus usava era de trabalho e pertencia ao patrão dele, que disse que, no dia do fato, pelo aplicativo da seguradora da moto, constava que a localização do veículo estaria na comunidade São Simão; A tia de Matheus falou que implorou a um traficante para que entregasse o sobrinho. “Por favor Matheusn é meu sobrinho, me ajuda”. O bandido respopndeu. “Sai de perto de mim, não fala meu nome aqui não”.Perguntada o que sabia do homicídio, respondeu que pelo fato da declarante ter um comércio na região, todos comentam que Buzico e um traficante chamado Matheus e seriam os autores do homicídio em tela. Falou inclusive que Buzico já teria ameaçado o sobrinho de morte anteriormente; Sobre a motivação, a declarante respondeu que seria pelo fato de Matheys ter tirado fotografia com um time de futebol que possuem milicianos que jogam nesse time. O patrão de Matneus afirmou que Buzico e comparsa estavam “tacando” terror na comunidade e que a vítima era trabalhador e não possuía envolvimento com a milícia; Contou inclusive que quatro dias antes do homicídio, Matheus lhe relatou que Buzico teria ido até ele e perguntou se o mesmo estava na “mancada” e mandou o mesmo abrir o olho;

Milhões em espécie, notas frias e lavagem de dinheiro: o esquema do braço-direito de Adilsinho

Preso este ano, o contraventor Adilsinho voltou a ser destaque na mídia carioca com a decisão da Justiça de mantê-lo em uma penitenciária federal longe do Estado do Rio de Janeiro. Nossa reportagem foi atrás de novas informações sobre o bicheiro para não ficar na mesmice do factual e descobriu junto à Justiça uma peça-chave no funcionamento dos negócios do criminoso. O suspeito trata-se de um homem conhecido como Verdini, apontado como braço-direito de Adilsinho; Empregado da empresa de Adilsinho e sócio dele em um clube na Barra da Tijuca, Verdini chegou a movimentar cerca de R$ 5,5 milhões entre 2015 e 2024, valores em espécie incompatíveis com seus rendimentos. Ele fez isso como forma de dissimular a origem do dinheiro. Ele chegou a realizar quatro depósitos no valor de R$ 5,5 milhões, tudo em espécie, sem qualquer identifficação de origem sendo que, deste total, R4 4,8 milhões eram destinados à firma de Adilsinho. O suspeito, junto de outras pessoas, ainda fez transações de câmbio para uma mulher que vivia nos Estados Unidos, o que pode configurar evasão de divisa Segundo a investigação, Verdini comandaria a elaboração de notas falsas em favor de Adilsinho, a quem se referia como ‘presidente”; Diálogos captados pela polícia mostraram ele indicando endereço e nome de quem deveriam ser emitidas as notas. A polícia ainda identificou diversas transferências para a conta dele, muitas delas feitas pela empresa de Adilsinho no total de R$ 127 mil. Verdini era ainda o responsável pela gestão financeira e administrativa de Adilsinho e da própria organização criminosa. Foram encontrados em sua nuvem vinculada à sua conta de email, por exemplo, planilhas de fluxo financeiro por pontos de vendas de cigarros, além de uma planilha de controle de gastos pessoais da filha e da esposa do cotnraventor., bem como a declaração do imposto de renda de Adilsinho. Com ele, foram achadas ainda 500 planilhas que revelaram o fluxo de caixa da quadrilha e as movimentações com proventos econômicos do escoamento da produção de cigarros, documentando a entrada e saída de bens do estoque da matriz e de cada uma das filiais A investigação revelou que Adilsinoh passou a emitir notas fiscais falsas de compra e venda de cigarros por três de suas empresas a pessoas físicas geralmente integrantes da máfia sem capacidade financeira e com inúmeros antecedentes criminais de delitos violentos de modo a encobrir a fabricação e comercialização clandetina de cigarros de modo a dissimular a origem e a movimentação dos valores auferidos com os crimes cometidos. Verdini teve a prisão decretada em 18 de fevereiro do ano passado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. GRUPO DE EXTERMÍNIO Um outro relatório obtido pela reportagem, haveria um grupo de extermínio que contaria com a participação de PMs do 15º Batalhão (Duque de Caxias) que atenderia aos interesses da quadrilha de Adilsinho, que é chamado também de ‘patrão’, ‘zero um’ ou ‘homem’. Adilsinho explora a comercialização ilegal de cigarros e jogos de azar.

Testemunha detona: CV da Penha manda em Belford Roxo e banca ataques na cidade

No ano passado estourou uma guerra na comunidade Gogó da Ema, em Belfors Roxo,. O traficante vulgo Ésquilo deu um golpe no criminoso vulgo Lacoste e trouxe o Comndo Vermelho para a Favela. Foram semanas de tiroteios com o Terceiro Comando Puro tentando retomar o controle.  Uma testemunha ouvida pela Justiça fez uma declaração reveladora. Segundo ela, o Bonde do Ésquilo que hoje está. no Gogó é submisso ao tráfico de drogas do Complexo da  Penha, De acordo com o declarante, os traficantes prestam satisfações para o chefe da organização criminosa do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, vulgo “Doca ou Urso. A testemunha ainda disse que os ataques em Belford Roxo partem do traficante BlBochecha Rosa”, frente da comunidade do Corte 8, em Duque de Caxias; E falou ainda quem apoiava financeiramente os ataques em  em Belford Roxo, disse que eram os frentes do Complexo da Penha. Doca, Bochecha e Ésquilo foram denunciados por um homicídio resultante desta guerra. A Justica acatou a denúncia em abril mas não decretou a prisão dos suspeitos. A Corte deteminou diligências requeridas pelo Ministério Público Estadual e requisitou laudos periciais pendentes,

Deputado preso ontem pela PF foi acusado de saquear cofres de empresa pública de habitação de Campos (RJ)

Preso ontem pela Polícia Federal suspeito de fraudes na Secretaria Estadual de Educação, o deputado estadual Thiago Rangel comandava também um esquema a um esquema de lavagem de dinheiro, por meio da inserção dos recursos desviados, numa rede de postos de combustíveis administrada pelo próprio parlamentar que contava com a participação de “laranjas” próximos, Segundo a Polícia Federal, Rangel também responde a processo acusado de saquear os cofres da Empresa Pública de Habitação do Município de Campos dos Goytacazes, durante os anos de 2021 e 2022, período em que exerceu influência política junto à Prefeitura de Campos dos Goytacazes, indicando para a direção da empresa pública o seu “braço direito”, Fábio Porbauix . Naquela época, o então vereador Thiago Rangel era aliado do prefeito, Wladimir Garotinho e oposição ao vereador Marquinho Bacellar, irmão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj. Na direção da empresa, Fábio iabilizou a manipulação de diversos procedimentos de aquisição de bens e serviços, a maioria por meio do expediente da dispensa de licitação, direcionando os contratos para empresas fechadas com a organização criminosa. Na verdade, emprestadas para a organização criminosa, que assumia a execução do serviço parcialmente entregue e desviava os recursos públicos oriundos do pagamento dos contratos, para contas de terceiros (laranjas) ou deempresas em nome de terceiros (Rede de Postos de Combustíveis de Rangel A Polícia Federal aponta, também, que na referida investigação denominada “Operação Postos de Mídias”, revelaram-se elementos suficientes do surgimento de novo esquema criminoso, no âmbito do Governo do Rio de Janeiro, em virtude de o antes vereador Thiago Rangel tornou-se Deputado Estadual pelo estado do Riopassando exercer influência política no estado, possivelmente com o ex-Deputado Estadual Rodrigo Bacellar, que seria o verdadeiro responsável pelo esquema criminoso, do qualRangel aderiu e passou a gerir parte dele. O esquema consistiria no direcionamento de obras dereformas em Escolas Públicas Estaduais do Norte Fluminense – região de influência política tanto de Bacellar como de Rangel – para empresas pré-ajustadas com os integrantes da Organização Criminosa, viabilizando o posterior repasse de recursos públicos desviado para os membros da quadrilha. Acredita-se que o esquema criminoso seja mais amplo e tenha sido estruturado em todo o Estado do Rio de Janeiro, com base no apoio político dado a Bacellar. Entretanto, no bojo da Operação Postos de Mídias, apenas parte do esquema fora revelado, sendo a presente peça limitada, dessa forma, à Diretoria Regional Noroeste, da Secretria de Educação. VIOLÊNCIA A investigação chama atenção para diálogos entre Rangel e Fabio que tramam ataques violentos contra F.A.R que fazia críticas a atuação de Thiago como vereador. Rangel disse que “vou dar jeito nele”, e pede a Fábio para descobrir o endereço de Felipe. Mais adiante, envia mensagem dizendo que vai mandar “uma surpresa” para ele, bem como que “depois de 12 tiros no portão o recado está dado”. Em outro diálogo, datado de 02/01/2022, Thiago e Fábio arquitetaram um ataque a pessoa não identificada. Vê-se que a conversa se iniciou com oencaminhamento de imagem por Rabgek que, apagada, não foi passível de recuperação. Entretanto, as mensagens trocadas deixam clara a intenção violenta dosinterlocutores. FÁBIO – 21:58:40h: Vai se enforcar sozinho!FÁBIO – 21:58:50h: Ta chegando a hora dele!FÁBIO – 21:58:59h: Temos que ter sabedoria!THIAGO RANGEL – 21:59:43h: “bati palma para ele aqui,botei a mãozinha batendo palma, para o filho da putaestressar logo”FÁBIO – 22:00:01h: “posso falar para você? Não valea pena não. Vale a pena não, a gente tem que arrancar acabeça dele sem dar direito para ele, entendeu? De pensarno que aconteceu. Vale a pena não, deixa ele. Vamoscortar, vai ser igual Lorena, entendeu?THIAGO RANGEL – 22:00:47h: Safado!FÁBIO – 22:01:07h: Isso ai!FÁBIO – 22:01:07h: Rapaz…FÁBIO – 22:01:07h: Ele vai arrumar uma merda paraele mesmo se fuder!FÁBIO – 22:01:07h: Vai por mimTHIAGO RANGEL – 22:01:44h: Vamos avaliar omelhor momento e tirar.FÁBIO – 22:01:45h: E já sei comoFÁBIO – 22:01:56h: “Rapaz, eu já sei como que agente vai resolver o problema. Ele vai para a EMABH de carro, só que ele vai por dentro porque ele não temhabilitação e ele não pode dirigir por fora. Vamos esquematizar, entendeu? Um bote. Ninguém vai matar ele, vai fazer nada. Ele vai tomar um bote, tá? E esse bote omoleque vai bater na cara dele, vai dar tiro no carro dele, o caralho. Ele vai querer parar de ir, aí você vai dizer para ele, rapaz agora tem como não. Eu quis deixar você em casa e você não quis, agora não tem como não. E aí ele vai ter que pedir para sair”FÁBIO – 22:03:15h: “Ele vai ter que abandonar o emprego, entendeu? Não vai ser a gente que vai mandar ele embora não”THIAGO RANGEL – 22:03:35h: Vamos resolver isso logo!THIAGO RANGEL – 22:03:48h: Estou sem paciência com esse merda!FÁBIO – 22:04:13h: “Você já num falou para ele ficar em casa? Ele não quis. Ele não quis. Ele vai tomar um varada dessa e vai ficar com medo de ir. Nessa de ele ficar com medo, ele vai querer pedir a você para ficar em casa. Não, agora tem como não, eu tentei deixar você em casa, você não quis, agora você tem que ir.”THIAGO RANGEL – 22:05:20h: “Beleza, vamos arquitetar, orquestrar tudo aí. Porque esse cara aí, tá impossível de suportar ele, e eu não vou procurar ele nãocara, barbearia, procurar caralho nenhum, vou arrebentar esse filho da puta”.

Bunker do TCP em Senador Camará tinha 16 fuzis e uma ponto 30

Equipes do #14BPM localizaram um paiol do tráfico na Comunidade da Coréia, em Senador Camará. O local possuía uma passagem subterrânea para um cômodo, que funcionava como uma espécie de bunker secreto. No espaço, foram localizados dois criminosos, apontados como lideranças do crime local, e foram apreendidos uma metralhadora calibre ponto 30 – capaz de abater aeronaves e avariar veículos blindados – e outros 16 fuzis de guerra, além de farta quantidade de entorpecentes. Cinco criminosos foram presos, sendo dois deles apontados como lideranças do crime organizado local. Um sexto suspeito foi ferido em confronto e socorrido ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Além do 14º BPM (Bangu), a operação conta com a participação de equipes do Comando de Operações Especiais (COE) da Corporação e agentes da 34ª DP (Bangu), que vêm conduzindo diversos procedimentos investigativos sobre o grupo criminoso que atua na região, que é responsável por disputas territoriais armadas, assim como por diversos roubos de veículos e cargas na Zona Oeste da Capital Fluminense. A área é dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro e tem como chefe o traficante vulgo Sabão ou 31

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima