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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Braço do TCP e alvo de guerra com a ADA em Campos: quem é Júnior do Beco, o traficante ligado a deputado preso pela PF

Antes de surgir nas investigações que levaram à prisão do deputado estadual Thiago Rangel, o nome de Júnior do Beco já era sinônimo de violência e domínio do tráfico no interior do Rio de Janeiro. A imprensa do Rio noticiou com destaque nesta terça-feira que Rangel, preso pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne, teria oferecido vagas na Secretaria Estadual de Educação ao traficante — mas sem detalhar quem é, de fato, o criminoso por trás desse elo explosivo. Levantamentos mostram que Júnior do Beco já era uma figura conhecida pelas forças de segurança desde os anos 2000, especialmente em Guarus, em Campos dos Goytacazes. Entre criminosos que atuavam do Rio até o interior, ele era apontado como o maior braço do Terceiro Comando Puro (TCP) na região. Ele foi flagrado em uma conversa com um comparsa em que disseram que era preciso tomar uma providência contra a opressão da facção rival Amigos dos Amigos (ADA). Na interceptação, afirmaram que “teriam que manchar o chão de sangue” e que iriam manejar armas vindas de outras localidades dominadas pelo TCP, especialmente Tira Gosto e Portelinha, para reforçar o confronto. Policiais relataram, na época, que Juninho do Beco e seu irmão, conhecido como “Cavalinho”, bagunçavam a região. A maioria dos homicídios em áreas como Custodópolis e Baixada do Rotary era atribuída a eles, consolidando um cenário de medo constante. É esse o criminoso que, segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mantinha relação íntima com o deputado Thiago Rangel. A decisão que fundamentou a prisão revela que Júnior do Beco teria recebido do parlamentar a oferta de duas vagas de trabalho como auxiliar de serviços gerais, para indicações próprias, aparentemente em órgãos públicos ligados à área de educação. Rangel foi orientado a procurar o traficante ou enviar seu número de telefone para que ele próprio entrasse em contato e definisse quem seriam as pessoas inseridas em uma planilha de contratações. Em seguida, Thiago Rangel encaminhou o contato salvo como “Junior Beco” e pediu a um conhecido que falasse com ele em seu nome, informando que possuía oito vagas de ASG (auxiliar de serviços gerais) disponíveis na educação. Dessas oito, ao menos duas seriam destinadas ao traficante, que já havia feito a solicitação. Uma das pessoas indicadas, segundo os autos, foi a própria irmã de Júnior do Beco. A Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, tem como objetivo desarticular uma quadrilha voltada para fraudes em procedimentos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma no âmbito da Secretaria Estadual de Educação. As investigações apontam para um possível esquema de direcionamento de contratações realizadas por escolas estaduais, beneficiando empresas previamente selecionadas e ligadas ao grupo criminoso. O que emerge desse cenário é uma conexão alarmante entre crime organizado e estruturas públicas, revelando indícios de que interesses de facções podem ter ultrapassado as fronteiras do tráfico e alcançado o interior da máquina do Estado.

Polícia mira quem marcou encontro com casal morto no Terreirão e aponta: identificação é crucial para destravar investigação

A investigação sobre a execução de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, passou a ter como eixo central a identificação da pessoa que marcou o encontro com as vítimas, considerada peça fundamental para esclarecer a dinâmica do crime. Sem testemunhas presenciais e ainda sem autoria definida, a Delegacia de Homicídios da Capital direciona os esforços para reconstituir os momentos que antecederam o ataque, especialmente a partir das comunicações mantidas pelo casal nos dias e horas anteriores. O crime ocorreu no dia 29 de abril e foi marcado por extrema violência. As vítimas foram atingidas por múltiplos disparos de arma de fogo, com a perícia apontando a presença de diversos estojos de calibre 9mm no local, o que indica uma ação de alta intensidade. O homem morreu na hora, enquanto a mulher, grávida de cerca de seis meses, chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos. O bebê também morreu. Diante da ausência de testemunhas e de imagens conclusivas que ajudem a identificar os autores, os investigadores consideram que os dados do celular da vítima são hoje um dos elementos mais importantes para o avanço do caso. O aparelho foi apreendido no local do crime e pode concentrar informações decisivas sobre contatos recentes, registros de chamadas, mensagens trocadas, localização e até dados eventualmente apagados que possam ser recuperados por meio de perícia especializada. A Polícia Civil já pediu à Justiça autorização para a extração forense completa do conteúdo do telefone, além da quebra de sigilo de dados telemáticos vinculados às contas das vítimas em aplicativos de mensagens e redes sociais. A expectativa é mapear toda a cadeia de comunicação, identificar interlocutores relevantes e, principalmente, esclarecer quem participou da marcação do encontro e em que circunstâncias ele foi combinado. Esse ponto é tratado como estratégico porque pode ajudar a entender o contexto da presença das vítimas no Terreirão, além de indicar possíveis conexões ainda desconhecidas pela investigação. No atual estágio do inquérito, os dados digitais são vistos como a principal ferramenta para superar as lacunas deixadas pela falta de testemunhas e pela dificuldade de reconstrução da cena do crime. Familiares das vítimas, ouvidos pelos investigadores, afirmaram que o casal não tinha qualquer envolvimento com atividades criminosas, o que reforça a linha de cautela adotada pela polícia e a necessidade de uma apuração técnica e aprofundada. A ausência de vínculos com o crime organizado também amplia a complexidade do caso e afasta, por ora, explicações simplificadas para a motivação do ataque. Com forte repercussão e pressão por respostas, a investigação segue concentrada na análise dos dados telemáticos e na identificação do responsável pelo encontro, considerados pontos-chave para esclarecer a autoria e a dinâmica de um crime que, até o momento, permanece sem solução. O que circulou na imprensa foi que o casal foi até a comunidade buscar encomenda para o chá de bebê e que na hora teria ocorrido um ataque de traficantes do Comando Vermelho a milicianos.

Só depois de sete anos, MP denuncia PMs por receber propina de milicianos para liberar carro irregular na Muzema

Depois de sete anos, o Ministério Público do Rio de Janeiro decidiu denunciar três policiais militares suspeitos de receber propina de integrantes da milícia que atuava na Muzema e em Rio das Pedras para liberar um veículo com irregularidades durante uma abordagem. A denúncia foi apresentada por promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) e tem como base provas técnicas obtidas a partir de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça no âmbito da operação “Os Intocáveis”, que investigou a atuação de organizações criminosas na Zona Oeste do Rio. De acordo com o Ministério Público, o caso aconteceu no dia 1º de fevereiro de 2019, durante uma operação de trânsito realizada por policiais militares do APTRAN do 18º BPM, em Rio das Pedras. Na ocasião, um veículo com irregularidades foi abordado pelos agentes, que chegaram a determinar sua apreensão e acionaram um reboque. No entanto, o motorista, conhecido como “Valdir do frete”, acionou integrantes ligados à milícia que dominava a região na época para evitar que o carro fosse levado. Ainda segundo a investigação, a partir desse contato, houve uma articulação entre os criminosos e os policiais militares, que resultou no pagamento de vantagem indevida para que o veículo fosse liberado. O Ministério Público aponta que os três policiais denunciados agiram em conjunto, de forma consciente, para receber a propina e deixar de cumprir o dever legal de apreender o automóvel. As provas reunidas indicam que, após negociações intermediadas por terceiros ligados ao grupo criminoso, o carro acabou sendo liberado, mesmo com as irregularidades constatadas inicialmente pelos próprios agentes. A investigação destaca ainda que o material utilizado para embasar a denúncia é majoritariamente técnico, baseado em interceptações telefônicas e cruzamento de dados, considerado mais robusto em casos envolvendo organizações criminosas, onde a prova testemunhal costuma ser limitada. Os três policiais foram denunciados pelo crime de corrupção passiva. Na denúncia, o Ministério Público também pede à Justiça a suspensão do exercício da função pública dos agentes no policiamento ostensivo, permitindo apenas atuação em funções administrativas, como forma de evitar a repetição de condutas semelhantes durante o andamento do processo. O caso remonta ao período em que a milícia ainda exercia forte controle territorial sobre a Muzema e regiões vizinhas, influenciando diretamente ações cotidianas — inclusive abordagens policiais. Agora, com a apresentação da denúncia, caberá à Justiça decidir se aceita a acusação e transforma o caso em ação penal.

VIOLÊNCIA POLICIAL NA TIJUCA: Justiça age após quase um ano: PMs têm função pública suspensa por tapa, tiro em jovem por discussão banal e mentira na delegacia para incriminar vítima

Quase um ano depois do episódio, a resposta veio — e com peso: a Auditoria da Justiça Militar decidiu suspender a função pública de dois policiais militares envolvidos em um caso de extrema violência na Tijuca, na Zona Norte do Rio. O caso envolve um jovem que estava de bicicleta, levou um tapa no rosto e acabou baleado por um dos agentes durante uma discussão. Os policiais também são acusados de mentir na delegacia, ao afirmarem que a vítima teria oferecido resistência — o que, segundo as investigações, não aconteceu. Segundo os autos, no dia 09 de junho de 2025, por volta das 08h50min, na Avenida Maracanã, um dos PMs deu um tapa no rosto de G.S.F e, em seguida, efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu a região inguinal da vítima. Por conta disso, o rapaz ficou afastado de suas ocupações habituais por mais de 30 dias. Na ocasião, o policial militar estava em patrulhamento de rotina quando, com a motocicleta da PMERJ, acessou a calçada da via, passando ao lado da vítima, que trafegava de bicicleta no local. Diante do protesto do rapaz em razão da manobra realizada pelo militar, o PM decidiu abordá-lo. Após uma discussão, desferiu um tapa no rosto da vítima e, logo em seguida, efetuou o disparo que resultou na lesão grave. Mas o caso não parou na violência da abordagem. No mesmo dia 09 de junho de 2025, entre 17h05min e 17h09min, no interior da 19ª DP, localizada na Rua General Espírito Santo Cardoso, os dois policiais militares, com o objetivo de assegurar a impunidade do crime de lesão grave, teriam, segundo a investigação, abusado do poder ao provocar a instauração de inquérito policial contra a própria vítima. Eles imputaram a G.S.F o crime de resistência, mesmo sabendo que ele era inocente. Após acionarem o Corpo de Bombeiros, que conduziu o rapaz ao Hospital Municipal Souza Aguiar para atendimento médico, os agentes se dirigiram à delegacia, onde relataram falsamente à autoridade policial que a vítima teria resistido às ordens emanadas, dando origem ao inquérito nº 019-06115/2025. A apuração aponta que essa versão foi forjada. Com a decisão da Justiça, os PMs envolvidos estão com a função pública suspensa e, até a sentença definitiva ou eventual decisão em contrário, não podem exercer atividade policial. Um caso que começa com um tapa, evolui para um tiro e termina sob a suspeita de uma tentativa de transformar a vítima em acusada — agora com a resposta da Justiça Militar.

Denúncia aceita: PMs são acusados de “cegar” câmeras em operação com morte em Itaboraí

Quase dois anos depois, a bomba estourou: a Auditoria da Justiça Militar aceitou a denúncia contra dois PMs acusados de manipular câmeras corporais em uma operação que terminou em morte, em Itaboraí. O caso ganha novos contornos com detalhes que levantam suspeitas graves sobre o que realmente aconteceu naquela ação. Segundo os autos, os policiais teriam sabotado as próprias câmeras para impedir o registro completo da ocorrência. O episódio aconteceu em 24 de agosto de 2024, na Rua Pedro Ferreira Pinto, no bairro Esperança, durante uma operação do 35º BPM na comunidade da Reta Velha. De acordo com a denúncia, um dos agentes simplesmente retirou a câmera do lugar e passou a apoiá-la em diferentes superfícies, além de bloquear a lente com o próprio corpo e até com a arma. O resultado: imagens comprometidas e partes cruciais da ação fora de registro. O outro PM não ficou atrás. Ele teria movimentado a câmera de forma excessiva e irregular, retirando o equipamento várias vezes da posição correta e também obstruindo a captação com a arma — um comportamento que, na prática, inviabilizou a documentação fiel da ocorrência que terminou com morte por intervenção policial. A suspeita é de que houve uma tentativa deliberada de esconder o que aconteceu durante a operação. Por isso, foi aberto um inquérito da Polícia Militar para apurar possível desobediência a normas internas que regulam o uso obrigatório das câmeras corporais. A investigação se baseou justamente no que restou das imagens e em depoimentos colhidos, que apontam indícios dos crimes atribuídos aos agentes. Os relatórios revelam diálogos e trechos que reforçam a linha de apuração. Para a Justiça Militar, há sinais claros de que os policiais agiram no exercício da função, mas violando deveres básicos do cargo, atingindo diretamente o interesse da administração pública. Os dois acusados têm a patente de 3º sargento. Agora, o caso entra em uma nova fase — e pode revelar o que ficou sem registro durante a operação.

Em embates na Zona Norte carioca, CV teria matado quatro do TCP e pego dois fuzis

Informações que circulam nas redes sociais nesta segunda-feira apontam que traficantes do Comando Vermelho teriam matado quatro rivais do Terceiro Comando Puro durante amanhã. Segundo relatos, o CV atacou a comunidade do Amarelinho em Irajá, matou dois inimigos e pegou um fuzil. Em outra ação, o TCP deu um baque msl sucedido na comunidade Faz Quem Quer, em Turiaçu, tendo foi-se integrantes mortos e um fuzil perdido.

Prisão decretada: Justiça manda caçar traficantes do CV por execução na guerra do Morro do Chaves — invasão e terror vêm à tona

A Justiça apertou o cerco e mandou prender dois traficantes do Comando Vermelho acusados de envolvimento em um homicídio ligado à guerra sangrenta que tomou conta do Morro do Chaves, em Barros Filho, na Zona Norte do Rio. Entre os alvos está o criminoso conhecido como GB. Mesmo sem revelar o nome da vítima ou a data do crime, os autos expõem um cenário de terror. A investigação aponta que a comunidade foi invadida por criminosos do CV, que passaram a ameaçar moradores e caçar possíveis integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP). A vítima teria desobedecido a ordem de deixar a área e acabou marcada para morrer. Foi rotulada como colaboradora da facção rival e executada em meio à escalada de violência. Um dos envolvidos já está preso. Ele foi flagrado com um verdadeiro arsenal de guerra: fuzis, munições e até uma granada. O avanço do CV faz parte de uma ofensiva para dominar territórios estratégicos e pressionar áreas do Complexo da Pedreira, controladas pelo TCP. Enquanto isso, moradores vivem sob medo constante. Há relatos de restrições ao direito de ir e vir e até suspensão de atividades escolares. Em fevereiro, a disputa ganhou novos contornos. Criminosos do TCP exibiram nas redes sociais vídeos e fotos da tentativa de retomada do morro, em tom de provocação. “Falaram que a gente não iria vir de novo… Olha onde a gente tá! Pesado, naquele pique”, diz um deles, mostrando um fuzil. Em seguida, o desafio: “Bota a cara pra morrer, pô. Cadê? Saíram correndo”. Em outra postagem, a ameaça é ainda mais direta: “Bota a cara pra morrer que eu tô doido pra arrastar cadáver”. As imagens mostram criminosos armados, em meio a pichações do CV, reforçando o clima de guerra aberta e o domínio do medo na região.

Guerra na Tijuca: CV diz que proibiu cobrança de taxas após invasão, mas domínio das comunidades segue indefinido

A guerra entre facções na Tijuca, que explodiu neste fim de semana e espalhou pânico entre moradores, continua repercutindo com força nas redes sociais, alimentando ainda mais a tensão na região. Uma página no Instagram, supostamente ligada ao Comando Vermelho, publicou um recado direto após a invasão das comunidades da Casa Branca, Chácara do Céu e Morro do Cruz. No texto, a facção afirma que estaria proibida a cobrança de taxas de comerciantes e tenta se apresentar como uma espécie de “reguladora” local: “Nossa facção CV não admite esse tipo de ato. A partir desta semana estaremos normalizando a internet e a TV a cabo para todos, a instalação será gratuita”. Enquanto isso, versões conflitantes aumentam o clima de incerteza. Há relatos de que o CV teria assumido o controle das comunidades, mas também circula a informação de que, após a chegada da Polícia Militar, os invasores recuaram e traficantes do Terceiro Comando Puro retomaram as áreas — cenário que mantém o território instável e moradores sob constante medo de novos confrontos.

Um dos maiores ladrões de carga do Rio foi achado morto com sinais de espancamento em rodovia em Caxias

Foi achado morto na manhã deste domingo na Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, Felipe Pereira dos Santos, vulgo Jack Cargas, um dos maiores ladrões de carga do Rio de Janeiro que tinha um total de 210 anotações criminais. O cadáver tinha sinais de espancamento e disparos de arma de fogo. Segundo relatos, ele teria sido morto por se relacionar com a espoa de um traficante. Jack Cargas era envolvido em um esquema criminoso sofisticado responsável por roubos de cargas e veículos, receptação qualificada e lavagem de dinheiro. As investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) começaram em 2024, após registros apontarem a atuação de dois grupos criminosos ligados à facção Comando Vermelho (CV), que utilizam comunidades da Maré como base para planejar assaltos e a revenda dos produtos roubados. Investigações revelaram a existência de um “escritório” dentro da Maré, onde criminosos se reúnem para planejar os roubos e comercializar as cargas roubadas. O esquema também incluía bloqueadores de GPS e armamento pesado para garantir o sucesso das operações criminosas. O grupo realizava os roubos principalmente nas principais vias do estado, com as cargas sendo escoadas para comunidades em Duque de Caxias, no Complexo do Alemão, Manguinhos e a própria Maré. A investigação apontou que a facção utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro, movimentando valores milionários e dificultando o rastreamento pelas autoridades. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que o grupo movimentou mais de R$ 18 milhões entre 2022 e 2023, provenientes da venda de cargas roubadas.

Tijuca em guerra: facções se enfrentam nas redes e vídeos mostram balas traçantes no céu

A disputa entre facções criminosas que transformou a Tijuca, na Zona Norte do Rio, em cenário de guerra neste fim de semana ganhou mais um capítulo — agora escancarado nas redes sociais e acompanhado em tempo real por moradores aterrorizados. Relatos indicam que traficantes do Comando Vermelho (CV), que atuam no Morro do Borel, lançaram uma ofensiva para tentar invadir os morros do Cruz, Casa Branca e Chácara do Céu, áreas sob domínio do Terceiro Comando Puro (TCP). A região, considerada estratégica, virou alvo de uma disputa violenta por território. Nas redes, o TCP negou qualquer avanço rival e reforçando a permanência na área. “Nada mudou na Casa Branca. Só TCP na pista, doido para matar comando”, escreveu o grupo. Os integrantes do CV, no entanto, chegaram a anunciar a suposta tomada da Chácara do Céu. “TCP aqui nunca mais. Nós que tá permanecendo”, diz a postagem, em tom de provocação e afirmação de controle. A resposta do TCP veio logo depois, também pela internet, negando qualquer avanço rival e reforçando a permanência na área. “Nada mudou na Casa Branca. Só TCP na pista, doido para matar comando”, escreveu o grupo. Enquanto isso, vídeos compartilhados por moradores mostram o céu da Tijuca riscado por balas traçantes durante a madrugada, evidenciando a intensidade dos confrontos e o risco para quem vive na região. Diante da escalada da violência, equipes do BOPE foram acionadas e reforçaram o policiamento com o uso de veículo blindado, o caveirão. A presença policial tenta conter o avanço dos criminosos, mas o clima segue de tensão e medo entre os moradores.

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