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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Policia Civil passa informação completa para um veículo sobre caso de estupro coletivo no Rio e divulga nota resumida para o restante da imprensa

Após passar todos os detalhes do crime para uma emissora de televisão com nomes dos suspeitos e tudo mais, a Polícia Civil do Rio divulgou uma nota resumida para o restante da imprensa sobre o caso de um estupro coletivo contra uma jovem ocorrido em Copacabana. A nota diz que o órgão indiciou quatro homens e um adolescente envolvidos no caso. De acordo com os agentes, a vítima relatou que recebeu uma mensagem de um aluno da sua escola a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado por ela.  No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com outros três adolescentes que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, os adolescentes passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela. Diante dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão dos homens, que responderão pelo crime de estupro e apreensão de um adolescente, que responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime. Diligências seguem em andamento para capturar e responsabilizar os envolvidos. O processo contra os suspeitos encontra-se em segredo de justiça. Esse tipo de disparidade na comunicação oficial levanta questões sobre:

Mulher está presa preventivamente suspeita de matar o marido a facada em Niterói

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, está presa preventivamente decretada Andreza Cores Lima. Ela é suspeita de matar o companheiro a facada no dia 7 de fevereiro deste ano, em Niterói. Conforme auto de prisão em flagrante, apurou-se que, naquela data, de madrugada, na Travessa do Holofote, bairro Santana, Niterói/RJ, ocorreu a morte de Levemberg Futuroso da Costa, cujo corpo foi encontrado em via pública, em decúbito dorsal, apresentando ferimento perfurocortante na região do tórax, provocado por arma branca. Consta que a autora dos fatos, Andreza Cores Lima, companheira da vítima, encontrava-se no local e assumiu ter desferido o golpe de faca que ocasionou o óbito, após discussão entre o casal. As diligências iniciais e os relatos colhidos indicam que a relação entre autora e vítima era marcada por desentendimentos frequentes, brigas e agressões recíprocas. Não foram constatadas lesões corporais na autora quando submetida a exame específico. Após os trabalhos preliminares no local, a autora e as testemunhas foram conduzidas à unidade policial, onde se formalizou a prisão em flagrante, diante da presença de indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva, enquadrando-se a conduta, em tese, no crime de homicídio qualificado. Em síntese, de acordo com as informações do caderno policial, Andreza Cores Lima, após discussão com Levemberg Futuroso da Costa, desferiu contra este um golpe de faca na região torácica, causando-lhe ferimento grave que resultou em sua morte, fato ocorrido logo após o evento, com a autora ainda presente no local, assumindo a prática do ato, circunstância que caracterizou a situação de flagrância.

Justiça decretou a prisão preventiva de Doca, chefão do CV, pelo homicídio de líder comunitário em Bangu

A Justiça decretou a prisão preventiva do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como principal líder do Comando Vermelho em liberdade e chefe do Complexo da Penha, pelo homicídio de um líder comunitário de comunidades de Bangu, na Zona Oeste do Rio, de acordo com o TJ-RJ. Segundo consta do inquérito, Doca”, teria determinado a conduta de um comparsa conhecido como Lanterna Verde “, suposto executor do crime, além de mais dois comparsas não identificados, já que, sem sua anuência, nenhuma atitude é praticada por seus comandados. De acordo com o depoimento da testemunha ocular, amigo da vítima, no dia dos fatos, ele e Lucas estavam em uma lanchonete localizada próxima da Comunidade do 48, quando desembarcaram três indivíduos de um carro branco, dois deles armados, que efetuaram mais de uma dezena de disparos de arma de fogo contra a vítima – presidente da Associação de Moradores do 48 e Santo André, área dominada pela facção rival Terceiro Comando Puro (TCP) -, que ainda tentou correr para dentro da lanchonete, mas logo caiu ao chão, alvejada. A testemunha também relatou ter ouvido um dos executores afirmar que eram “A Tropa do Urso” grupo de extermínio pertencente ao Comando Vermelho – e que, após executarem Lucas, um dos atiradores apontou a arma em sua direção, mas outro executor disse: “Ele não… ele não”. Lanterna Verde também está com a prisão decretada. Informações constam em Processo Nº 0073947-11.2025.8.19.0001

Mulher que assistiu vídeo de traficantes torturando e matando um rapaz deu depoimento impressionante sobre o caso e disse que nenhum ser humano aguentaria aquilo

Uma mulher que foi testemunha de um processo que julgou traficantes ligados à facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA) acusados de homicídios em Campos dos Goytacazes deu um depoimento impressionante sobre os fatos. O marido dela, chamado Maurício, foi assassinado pelos bandidos. Segundo os autos, testemunha contou que uma das vítimas, conhecida como Durinho, teve o aparelho dentário arrancado na covardia. Segundo ela, bateram nele com pau. “Foi uma tortura o que fizeram com ele”. Ela disse que nenhum ser humano aguenta aquilo e falou que não tem medo de ser morta e sim torturada. A decisão judicial aponta que a mulher falou que assistiu o vídeo do crime e viu um bandido batendo no rosto de Durinho, torturando o braço. Segundo ela, a vítima pedia socorro e era mais porrada em cima de porrada. Contou que as piores coisas que possa imaginar fizeram com o rapaz. De acordo com os autos, a testemunha disse que Durinho sangrava muito, estava com os braços e pernas amarradas. O rapaz era usuário de drogas. Segundo ela, eram dez pessoas contra um, cada uma tirando um pedaço do rapaz. O processo revela que a mulher contou na época que, dois anos após o fato, seu psicólogico ficou ruim e que até hoje não é uma pessoa normal mais. Foi a primeira vez que viu um negócio daquele. O relatório da Justiça informa ainda que ela ainda disse que se acontecer alguma coisa com ela, se a matarem, vai morrer feliz, por causa da coragem que está tendo em tentar acabar com o tráfico, a droga e a violência ao ser humano. Falou que a única certeza que tem é que vai morrer um dia, mas se não for por violência está tranquilo, segundo o que consta nos autos. A decisão judicial revela ainda que ela contou que já recebeu ameaças e que seu marido da declarante não deixava a declarante ter amizade com ninguém para ela não ficar sabendo de nada, pois ela não gostava de coisa errada. Falou também que após matarem o marido, , falaram que passaram a foto da declarante para a galera do ADA para matarem ela. Segundo ela, de onde a virem, vão matá-la. Sobre o marido, disse que uma ligação de dentro da cadeia pediu um traficante matá-lo pois sabia de muita coisa, diz a Justiça. O relatório informou que Maurício teria estado na mata para colocar armadilhas para passarinhos, ouviu Durinho pedir por socorro, viu avítima ser agredida e em seguida, ouviu os disparos e também ouviu quando os criminosos ligaram para informar que “estava feito”. Contudo, ao sair da mata, Maurício foi visto e, por isso , estava com medo. Dias depois, houve a negativa de Maurício de esconder armas para os traficantes e seu estabelecimento foi arrombado, tendo Maurício que não queria mais ostraficantes no bar. Após, Maurício teria sido assassinado. O assassinato de Durinho levou a condenação de Alan Carlos da Silva Nunes à pena de 34 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão. A defesa do condenado postulou a absolvição sob alegação de ser a decisão contrária à prova dos autos. Subsidiariamente requereu a revisão da pena. Em decisão promulgada em 25 de fevereiro, a Justiça negou.

Como o grupo de Adilsinho agia para tentar tomar pontos de apostas do jogo do bicho e máquinas caça-níqueis de rival. Disputa provocou atentado e assasssinatos. RELEMBRE

Em junho de 2024, publicamos trechos de um relatório da Justiça do Rio que apontava uma guerra travada pelo bicheiro Adilsinho, preso anteontem, contra Bernardo Bello. Segundo o documento, a disputa provocou assassinatos e atentados, inclusive de um milician (Marquinho Catiri). Na guerra pela expansão territorial visando tomar com violência extrema os pontos nas Zonas Sul e demais bairros do Rio de Janeiro, os homens ligados a Adilsinho agiam para dissuadir os gerentes e operadores do jogo ilícito chefiados pelo bicheiro Bello , ora realizando o monitoramento dos adversários para a sua execução. O assassinato de Fernando Marcos Ferreira Ribeiro en abril de 2023 na Tijuca visava a expansão criminosa da quadrilha chefiada por Adilsinho para dominar, tomando à força, os pontos de jogos do bicheiro Bernardo Bello. O documento diz que, na mesma época, um contraventor estava na mira do grupo de Adilsinho e dias depois da morte de Fernando, seu filho foi alvo de atentado no Catumbi, área de Bello. O contraventor na época disse que os capos estariam enviando “equipes”, formadas por policiais envolvidos para todos os pontos de bicho da área em que ele trabalha, ligada ao contraventor Bernardo Bello, e proferindo ameaças de morte contra quem resistisse em “mudar de lado” e que os bicheiros estariam tentando estabelecer “uma nova cúpula da contravenção. O relatório informava que os “seguranças” de Adilsinho, ao intimidarem os comerciantes que possuíam máquinas caça-níqueis em seus estabelecimentos, deixavam o recado de que, a partir de então, haveria uma “nova cúpula do jogo do bicho, formada por ele, Rogério Andrade e família Drummond. Um homem que funcionava como porta-voz de Adilsinho durante o mês de abril de 2023 circulava pelos pontos que eram dominados por Bernardo Bello rodeado de seguranças, anunciava que havia uma Nova cúpula, e a partir dali quem mandava era Adilsinho, fornecendo o seu próprio telefone para que qualquer conflito fosse resolvido com ele. Esse suposto porta-voz de Adilsinho acabaria sendo alvo de atentado em uma reação do grupo de Bernardo Bello enquanto os aliados de Adilsinho realizavam a troca de máquinas caça-níqueis no bar “Parada Obrigatória”, situado na esquina da Rua Souza Franco com a Boulevard Vinte e Oito de Setembro. Na época, homens ligados a Adilsinho invadiram o estabelecimento, arrombaram os cadeados das máquinas e disseram que, a partir de então, a responsabilidade seria deles. O relatório diz que Copacabana também foi palco de guerra com capangas de Adilsinho rondando e ameaçando os integrantes do grupo de Bernardo, fato ocorrido, inclusive, no dia anterior à morte da vítima Fernando Marcos. O documento ainda apontou a conexão entre a execução de Fernando Marcos e as cápsulas apreendidas na tentativa de homicídio do filho do contraventor já que houve convergência para o confronto realizado entre as cápsulas de fuzil utilizadas nos dois crimes. Segundo o relatório, as mesmas armas usadas na morte de Fernando e no atentado foram usadas também nos homicídios do miliciano Marquinho Catiri, que era considerado o “braço armado de Bernardo Bello”; e de seu segurança Sandrinho, e também em um outro homicídio, o do policial civil João Joel de Araújo, morto em 2022.

Justiça decretou a prisão preventiva de cinco supostos integrantes do CV suspeitos de levar rapaz ao ‘tribunal do tráfico’ no Ipase. Vítima foi torturada e morta acusada de praticar roubos, segundo a denúncia

A Justiça decretou hoje a prisão preventiva dos traficantes do Comando Vermelho vulgos Chapadinho, Darlanzinho, Pânico, Tubarão ou Bradock, Rogerinho e FN, suspeito de terem levado um rapaz ao ‘tribunal do tráfico’ na comunidade do Ipase, em Vila Kosmos. Lá, a vítima foi torturada até a morte ao ser acusada de praticar roubos nos arredores da localidade, segundo o TJ-RJ. O corpo até hoje não foi encontrado,. Segundo os autos, o crime foi cometido em dia 23 de Julho de 2025. Naquela data, por volta das 12h50min, na Avenida Vicente de Carvalho, nas proximidades do nº 1235, esquina com a Rua Flamínia, altura do nº 400, no bairro de Vicente de Carvalho, Chapadinho portando arma de fogo, auxiliado por Darlanzinho e Bolinho (já falecido) abordaram a vítima Kawã Santos De Oliveira, que se encontrava na via pública, imediações da Comunidade do Ipase, em uma motocicleta Honda Titan CG 150, cor vermelha, aguardando falar com uma menina (não identificada) com quem estaria mantendo uma relação amorosa, e A denúncia diz que mediante violência e grave ameaça de morte pelo emprego de arma de fogo, os suspeitos privaram-na de sua liberdade mediante sequestro e a conduziram coercitivamente para a boca de fumo da localidade conhecida como Telhadão, situada na Rua II, esquina com a Rua Soldado Bernardino da Silva, onde funciona o denominado “Tribunal do Crime”. O sequestro foi captado pelo circuito externo de câmeras de segurança (“câmera Gabriel”), No local, a vítima foi “julgada” e “condenada” à morte. Os autos dizem que os envolvidos com vontade de matar, desferiram golpes com pedaços de madeira, pedradas e coronhadas por longo período de tempo contra Kawã O processo diz que o crime foi praticado porque os bandidos teriam recebido a informação de que a vítima supostamente estaria praticando roubos próximo da região da Comunidade do Ipase, prática esta vedada pelas normas internas estabelecidas pelo grupo criminoso. A vítima foi mantida sob a mira de arma de fogo, com mínimas chances de defesa. Ainda, imputa aos acusados a conduta de “Após eliminarem a vida da vítima, ainda no interior da Comunidade da Ipase, porém em localidade não precisada nos autos, os DENUNCIADOS, de forma livre e consciente, agindo em comunhão de ações e desígnios criminosos entre si, ocultaram o cadáver da vítima em local até os dias de hoje desconhecido.” Um dos envolvidos foi preso e prestou depoimento . Disse que no dia, 28 de janeiro de 2026, quarta-feira, por volta da 06:00 horas, estava em sua residência localizada na rua A, bloco B, aptº 202- Vila Kosmos, quando foi surpreendido por quatro policiais civis que bateram em sua porta, Disse os policiais pediram sua identificação e ao fornecê-la, foi algemado. Contou que é integrante da facção criminosa Comando Vermelho a qual domina a região de Vila Kosmos e ocupava o cargo de “vapor, vendedor de drogas da boca localizada na rua 9 Falou que o “vapor” da boca não porta arma de fogo, somente os seguranças as têm. No entanto, durante os bailes ocorridos na Vila Kosmos o declarante tinha o hábito de frequentà-las portando fuzil, pistola e rádio comunicador; Sobre a morte de Kawa, disse que o rapaz era cria de Vila Kosmos e estava roubando com frequência na área da comunidade. Segundo o depoiente, Kawã, conhecedor da “Lei do Tráfico” de não permitir roubos na região, ainda assim praticava roubos a poucos metros da “boca e utilizava-se de seu conhecimento da área para, logo em seguida ao crime, evadir-se pelas ruas mais internas, local onde havia o domínio do tráfico; No dia do crime, o suspeito ainda não estava de plantão na boca assumir o horário apenas as 20:00 horas;. Ao assumir o plantão as 20:00 horas tomou conhecimento de que os “amigos da boca” Bidu, Bolinho”, ambos já falecidos em operação policial, tomaram conhecimento de que Kawâ está numa motocicleta, a qual tinha o tanque de combustível coberto, estacionado próximo a um posto de bebida, de nome ora não lembrado ( de propriedade de um policial civil de nome Ricardo) localizado na rua Flamínia próximo ao ponto de mototáxi, por volta das 13:30min; Diante desta informação, os comparsas foram armados e de motocicleta ao encontro de da vítima. O depoiente disse que Bidu e Bolinho ordenaram Kawã sentar na moto dos traficantes e logo em seguida o conduziram para o interior da comunidade Vila Kosmos; Contou que não participou da execução de Kawã, que foi morto no turno da tarde por Bolinho e Bidu As imagens de redes sociais demonstram 3 homens portando arma de fogo, rendendo e dominando a vítima, que foi obrigada a subir em uma motocicleta. Nestas imagens, através de confronto com imagens de arquivos de Identificação Civil, foi possível identificar Chapadinho, Darlanzinho e Bolinho.Segundo outros depoimentos, os executores seriam subordinados a Pânico, Rogerinho e FN nas bocas de fumo do “Telhadão” e da “Rua 9” e teriam levado a vítima diretamente à primeira localidade, onde foi morta.

PM suspeito de extorquir e estuprar jovem em Niterói vai a conselho de disciplina e pode ser expulso da corporação

A Polícia Militar decidiu submeter a conselho de disciplina que pode decidir pela expulsão de seus quadros do PM Lucas de Sousa Mathias, suspeito de extorquir e estuprar uma jovem em Niterói em janeiro. De acordo com o Boletim Interno da PM, apurou-se que, em 04 de fevereiro de 2026, policiais da 82a DP, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar, cumpriram o Mandado de Prisão Preventiva no 0800695-45.2026.8.19.0602.01.0001-11, expedidopela 2a Vara de Garantias da Comarca de Niterói/RJ, em face do investigado, no âmbito de apuração pela su- posta prática dos crimes de estupro majorado, roubo e extorsão armada. A investigação foi iniciada por meio do Procedimento no 082-00140/2026 apura os fatos vivenciados por uma jovem em janeiro de 2026, ocasião em que o acusado e seu comparsa, Dayvid N. S., sob o pretexto de cobrar suposta dívida de agiotagem no valor de R$ 800,00 (oitocentos reais), posteriormente arbitrariamente elevada para R$ 7.000,00 (sete mil reais), teriam invadido a residência da vítima, armados, subtraído bens eletrônicos e mantido a vítima sob restrição de liberdade, compelindo-a a ingerir bebidas alcoólicas. Consta, ainda, que, na madrugada de 04 de janeiro de 2026, o acusado,mediante emprego de força física e sob grave ameaça com arma de fogo, conduziu a vítima a local isolado,no bairro Limão, onde teria praticado o crime de estupro, afirmando tratar-se de “castigo”, ocasionando-lhe lesões corporais, posteriormente confirmadas por laudo pericial. Consta, ainda, que a vítima compareceu à unidade policial, ocasião em que realizou reconhecimento formal do policial militar como autor dos fatos investigados pela Polícia Civil.

Homicídios do qual a quadrilha de Adilsinho é investigada têm muitos PMs e ex-PMs entre os suspeitos. CONFIRA

Relatórios e decisões judiciais apontam que integrantes de forças de segurança e ex-agentes públicos são investigados por suposta participação em homicídios e atentados que, segundo as apurações, teriam possível ligação com o grupo comandado pelo contraventor Adilsinho, que fo preso ontem. De acordo com relatório mencionado em decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi registrada denúncia anônima junto ao Disque Denúncia (registro nº 4203.6.2022, de 20/06/2022), relatando que policiais militares do 15º BPM, identificados pelos apelidos de “sargento Dutra” e “sargento Lemos”, além de um ex-policial militar chamado Arlindo, estariam supostamente envolvidos em diversos homicídios na Baixada Fluminense e na capital. Segundo o teor da denúncia reproduzido nos autos, o grupo seria investigado, entre outros fatos, pela morte do ex-policial civil Tiago Barbosa, em Nova Iguaçu (IP nº 861-00533/2022); pelo possível envolvimento no homicídio do policial militar Ezequias Penido da Rosa, em Duque de Caxias (IP nº 861-00110/2022); e pela morte do policial civil João Joel de Araújo, na Ilha de Guaratiba (IP nº 901-00398/2022). As investigações seguem em andamento. A denúncia anônima também mencionaria que “Dutra e Lemos” teriam eventual ligação com o contrabando de cigarros e que parte dos homicídios atribuídos ao grupo poderia ter sido praticada sob ordens de integrantes da organização criminosa investigada. As informações constam nos relatórios policiais e são objeto de apuração judicial. Dutra, também conhecido como “Sem Alma”, teria sido excluído da corporação e figura como investigado e réu em ações penais relacionadas a outros homicídios, incluindo o do miliciano conhecido como “Marquinho Catiri” e de seu segurança. Em decisões judiciais, há referência à hipótese de atuação em estrutura criminosa organizada, tese que ainda será analisada no curso dos processos. Outro caso mencionado em investigações é o do policial militar Daniel Mendonça Silva, morto em 18 de abril de 2023, em Marechal Hermes. Conforme os autos, “Sem Alma” e um ex-PM são investigados por possível envolvimento no crime. Também tramita ação penal relativa à morte do empresário Cristiano de Souza, ocorrida em 6 de junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, do qual Sem Alma é um dos réus Segundo consta no processo, a vítima atuava no ramo de cigarros e teria se mudado para Juiz de Fora (MG) após relatar ameaças. De acordo com o Ministério Público, o crime teria apresentado modus operandi semelhante ao utilizado em outros homicídios sob investigação (como o assassinato do policial penal Bruno Keiler), com a suposta utilização de rastreador GPS fixado nos veículos das vítimas. Um PM conhecido como Maia também é investigado no caso “Maia”também figura como réu em processo que apura o homicídio de Fabrício Alves Martins de Oliveira (IP nº 901-00871/2022). Em relação a esse caso, a Justiça decretou a prisão preventiva de “Adilsinho”, apontando possível conexão com disputas entre organizações criminosas rivais pelo controle do comércio clandestino de cigarros. No assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido no Centro do Rio em 2023, investigações indicam a suposta participação de um policial militar, que foi preso preventivamente. Conforme consta nos autos, ele teria, em tese, fornecido veículos utilizados no crime. O caso segue em tramitação. O grupo investigado também é citado em apuração sobre a morte do policial civil José Carlos Queiroz Vianna, em Niterói. Segundo informações constantes nos inquéritos, perícias teriam apontado eventual coincidência de armamentos utilizados em outros homicídios sob investigação. Dois policiais militares foram presos preventivamente nesse contexto, além de um homem apontado como ex-integrante do grupo de Adilsinho, conhecido como Kiko. A Polícia Civil ainda apura possível participação de pessoas ligadas ao grupo no atentado contra o contraventor Vinicius Drumond, ocorrido na Barra da Tijuca. Um policial militar e um ex-PM chegaram a ser presos no curso das investigações. Outro policial, conhecido como “Coala”,ligado a Sem Alma, foi preso preventivamente sob suspeita de envolvimento em atentado contra um agente da Seap conhecido como Mizinho supostamente ligado a Bernardo Bello Ele também é investigado pelo homicídio de Emerson Teles de Menezes, ocorrido em 10/05/2024. Segundo decisão judicial, há nos autos registro de vídeo supostamente gravado pelo próprio investigado portando armamento de uso restrito (um fuzil AK 47) coincidindo com os estojos encontrados no local do crime., fato que será analisado no decorrer do processo. Todos os citados nas investigações são considerados inocentes até o trânsito em julgado de eventual sentença penal condenatória. Os casos seguem sob análise do Poder Judiciário.

Após quase ser atropelada pelo marido, ser ameaçada de morte com os dizeres “Vou te botar no caixão” e ser agredida com uma voadora na frente dos filhos, mulher revogou medida protetiva contra agressor

Depois de quase ser atropelada pelo marido, ser ameaçada de morte com os dizeres. “Você vai me botar na prisão? Eu vou te botar no caixão” e ser agredida com uma voadora, uma mulher requereu à Justiça a retirada da medida protetiva contra o cônjugue alegando qe ele não apresenta risco à sua integridade. A informação é do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que revogou a medida. O caso foi em Itaocara, no interior do RJ Dacordo com o apurado no procedimento, a vítima teria sido vítima de tentativa de homicídio praticado pelo marido. Conforme relatado nos depoimentos prestados em delegacia, o homem tentou atropelar a mulher, sendo que ele deu ré e “jogou” o carro contra a vítima, a qual se esquivou do carro para não ser atropelada, vindo a cair numa poça de água em frente sua residência; A vítima tentou buscar abrigo em sua residência, sendo seguida pelo autor, que entrou no imóvel e destruiu vários móveis e utensílios, incluindo ventiladores, uma TV e cadeiras, e a vítima continuou a pedir que o autor saísse de sua casa, mas ele se recusou, agredindo-a fisicamente com uma “voadora” e um tapa. Durante a agressão, o autor ameaçou a vítima a xingou de “Capeta” e afirmou que “Você não vale nada. O filhos da vítima, de 17 e oito anos, presenciaram a agressão e as ameaças. O filho mais velho tentou chamar a polícia, mas não conseguiu completar a ligação devido ao nervosismo. Após a evasão do autor, o filho da vítima conseguiu completar a ligação As medidas protetivas que foram deferidas pela Justiça foram 1) Afastamento do lar de convivência com a ofendida; 2) Proibição de se aproximar da ofendida e testemunhas, fixando distância mínima de 300 (trezentos) metros entre os envolvidos; 3) Proibição de ingresso na residência, domicílio, local de convivência ou local de trabalho da ofendida; 4) Proibição de que o suposto agressor mantenha contato com a vítima por qualquer meio de comunicação. Intimem-se.A vítima foi notificada e ficou ciente de que também não deveria se aproximar e/ou manter contato com o suposto acusado por qualquer meio de comunicação, bem como deveria procurar a polícia em caso de descumprimento por parte do indiciado, podendo o mesmo ser preso.

Investigação do MPF aponta suposta atuação de PM do BOPE em esquema ligado à máfia de cigarros. Ele é suspeito de fazer a escolta de uma integrante da quadrilha

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF), no âmbito de apuração sobre organização criminosa ligada à fabricação e comercialização clandestina de cigarros — grupo que teria como um dos principais nomes Deivyd Bruno Nogueira, conhecido como “Adilsinho” — aponta indícios da possível participação de um policial militar do BOPE em atividades relacionadas ao grupo. O agente encontra-se preso. De acordo com elementos reunidos na investigação, o policial militar, embora ocupante de cargo público, teria atuado fora de suas atribuições institucionais, supostamente utilizando prerrogativas funcionais para atender a interesses privados de integrantes do grupo investigado. Segundo o MPF, essa atuação incluiria, em tese, o repasse de informações e adoção de condutas que poderiam dificultar ações de persecução penal. Ainda conforme os autos, uma mulher apontada como integrante da organização teria passado a contar com serviço de escolta privada. As apurações indicam que o chefe da equipe de segurança seria o referido PM do BOPE, embora não haja registro de empresa de vigilância privada formalmente constituída em seu nome ou sob sua responsabilidade. A investigação menciona que, a partir de dados obtidos por meio de quebra de sigilo telemático autorizada judicialmente, teriam sido identificados diálogos que sugerem a prestação do serviço de escolta à mulher e a membros de sua família. As conversas também fariam referência à forma de pagamento pelos serviços. Segundo o MPF, outros três policiais militares também seriam citados como integrantes da suposta equipe de segurança. Os autos apontam ainda que o policial do BOPE teria, em outra ocasião, atuado na segurança de Matheus Haddad, conhecido como “Max”, policial militar que foi posteriormente morto em meio a disputas territoriais relacionadas, segundo as investigações, à produção clandestina de cigarros. Outro ponto destacado na apuração refere-se à transferência de R$ 10 mil feita pela mulher investigada ao policial. Conforme o Ministério Público, o valor teria sido destinado à realização de uma varredura em aparelhos celulares, supostamente com o objetivo de evitar responsabilização criminal. A defesa dos investigados poderá se manifestar no curso do processo. As investigações também registram diálogo em que o policial militar “Max” teria questionado o PM do BOPE sobre eventual conhecimento prévio de operação policial prevista para o dia seguinte. Em outra conversa, datada de 8 de setembro de 2022, a mulher investigada teria mencionado a “Max” a deflagração de uma operação que resultaria na prisão do então chefe da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Allan Turnowski. O caso segue sob análise da Justiça Federal, e todos os citados são considerados inocentes até eventual condenação transitada em julgado.

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