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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Crianças correm em pânico após granada cair de drone em Costa Barros; traficantes derrubam outro aparelho em guerra entre facções LINKS PARA VIDEOS

A guerra dos drones com granadas ocorreu em Costa Barros, na última noite. Os traficantes do Comando Vermelho jogaram uma bomba do alto na Favela da Lagartixa, no Complexo da Pedreira, dominado pelo Terceiro Comando Puro. Um vídeo divulgado nas redes sociais flagrou o momento que o artefato caiu assustando crianças que brincavam e correram. Houve gritaria. Uma oessoa ficou ferida. https://x.com/plantaoFavelarj/status/2078446689908601055/video/1 Em resposta, os bandidos do TCP também lançaram uma granada de um drone em direção ao Chapadão, mas os traficantes do CV conseguiram derrubar o aparelho. Essa guerra se acirra no momento em que o governo federal anunciou que investir R$ 200 mil para oferecer um curso gratuito de operação de drones a moradores de comunidades do Rio de Janeiro. A iniciativa busca capacitar pessoas para atuar com drones de até 250 gramas, além de oferecer aulas de empreendedorismo para incentivar a criação de negócios próprios. O curso abordará pilotagem, normas de segurança e oportunidades de trabalho em áreas como produção audiovisual, cobertura de eventos, inspeções, monitoramento e mapeamento urbano. O projeto será executado pelo IBAP-RJ e tem duração prevista até julho de 2027. O jornalista Bruno Assunçaõ foi o primeiro jornalista do Brasil a denunciar o uso de drones adaptados para lançar artefatos explosivos durante disputas territoriais no estado do Rio de Janeiro. Na época, a reportagem exclusiva rendeu a ele a Medalha Tiradentes, condecoração da Câmara do Rio de Janeiro. Hoje, a realidade é ainda mais preocupante. Os criminosos aperfeiçoaram essa tecnologia: além da chamada “gambiarra”, agora utilizam sistemas de AirDrop, tornando os ataques ainda mais eficientes. A guerra de drones com granadas também ocorre na região de Cordovil palco de disputa entre o TCP e o CV como também na região de Curicica, em Jacarepaguá, onde há conflitos entre o CV e a milícia. Na Baixada Criminosos ligados à Tropa do Corinthians (TCP) foram tentar lançar granadas no Morro da Lagoinha (CV) para atingir algum rival ligado à Tropa do BX (CV), porém o drone caiu e explodiu junto com as granadas. Veja como os traficantes preparam os drones com granadas.

Juninho Varão estaria supostamente cobrando taxas de motoristas de aplicativo em Nova Iguaçu, aponta denúncia

Informação ainda extra-oficial que circula na Internet aponta que o miliciano Gilson Ingrácio, conhecido como Juninho Varão estaria supostamente impondo uma taxa ilegal a motoristas de aplicativo que atuam em regiões sob domínio de sua facção na Baixada Fluminense A cobrança aconteceria nas proximidades de Cabuçu, KM32, Guandu, Valverde e outras localidades de Nova Iguaçu controladas pelo grupo. Segundo relatos de profissionais, estaria sendo exigido o pagamento de R$ 50,00 por semana para que possam realizar corridas na região;​ Quem se recusa a pagar sofre represálias: veículos são destruídos como forma de aviso;​ Em casos mais graves, motoristas são sequestrados e executados. A informação circula entre trabalhadores de aplicativo, que temem denunciar por medo de represálias. Até o momento, não há confirmação oficial de investigação policial divulgada publicamente.

Mulher que estava grávida de sete meses foi morta a facadas em Piabetá

Na noite de ontem uma mulher identificada inicialmente como “Neide E”, de 49 anos foi encontrada morta após ser atacada a facadas. O crime aconteceu na localidade conhecida como Buraco da Onça, no bairro de Piabetá, em Magé. Segundo informações preliminares, Neide estava grávida de aproximadamente 7 meses, o que aumenta ainda mais a comoção entre familiares, amigos e moradores da região. Neide era bastante conhecida na região pois já havia trabalhado nas lojas de eletrodomésticos no centro do bairro. As circunstâncias do crime e a motivação, ainda são desconhecidas. O caso segue sendo apurado, e novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento.

Documentos revelam como mulher de Marcinho VP usaria operador financeiro para movimentar dinheiro do tráfico

Documentos de uma investigação que levou à denúncia de um suposto operador financeiro do Comando Vermelho revelam detalhes dos bastidores da movimentação de dinheiro atribuída a Márcia Gama, apontada como mulher do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, uma das principais lideranças da facção criminosa. Segundo uma decisão judicial, Carlos Alexandre Martins da Silva é apontado pela Polícia Civil como suposto operador financeiro de uma liderança do Comando Vermelho e, especificamente, como operador financeiro pessoal de Márcia Gama. De acordo com o relatório policial citado na decisão, conversas interceptadas indicam que boa parte dos pagamentos feitos a mando de Márcia saía da conta bancária de Carlos Alexandre. A suspeita investigada é de que Carlos Alexandre teria utilizado suas próprias contas para realizar pagamentos e movimentar recursos supostamente relacionados a Márcia, dificultando a identificação da origem e do destino dos valores. O objetivo da estrutura, segundo a linha investigativa apresentada à Justiça, seria ocultar a origem de recursos supostamente ilícitos e integrar ativos relacionados ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro ao patrimônio aparentemente lícito. Um Honda Fit, ano 2019, foi apreendido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado no Morro do Adeus, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, endereço relacionado a integrante do Comando Vermelho. A decisão judicial, no entanto, não afirma que o veículo pertencia diretamente a Márcia Gama ou que era utilizado por ela. A relação do automóvel com a investigação aparece no contexto da apuração contra Carlos Alexandre, apontado como suposto operador financeiro pessoal de Márcia. Ainda assim, para a Justiça, havia indícios de que o veículo poderia ter sido utilizado como instrumento de ocultação patrimonial e integração de ativos supostamente ilícitos ao patrimônio aparentemente lícito do investigado. A decisão autorizou a Polícia Civil a utilizar provisoriamente o Honda Fit em suas atividades. O veículo deverá receber placas reservadas e um certificado provisório de registro em nome da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). O pedido de perdimento definitivo do automóvel não foi analisado neste momento. A Justiça decidiu que a questão deverá ser examinada posteriormente, na sentença da ação penal. A investigação ainda deverá esclarecer a extensão da atuação de Carlos Alexandre, a origem dos recursos movimentados em suas contas e a eventual relação patrimonial entre os bens apreendidos e os investigados. Carlos Alexandre Martins da Silva responde a uma ação penal e é considerado inocente até o trânsito em julgado de eventual condenação. Márcia Gama também tem direito à presunção de inocência em relação às acusações investigadas.

Mensagem atribuída a chefe do Dendê indica possível fim de racha entre traficantes do TCP na Ilha mas guerra com o CV continua

Circula nas redes sociais um recado supostamente feito pelo traficante Neves ou Dançarino, chefe do Complexo do Dendê na Ilha do Governador, , afirmando que moradores da sua área de domínio podem novamente frequentar o Morro do Boogie Woggie também na Ilha. Vale destacar que recentemente, Neves e o traficante Neguinho ou Sistema, chefe do Boogie Woogie,  brigaram, fazendo com que moradores e bandidos não frequentem área um do outro., mesmo com as duas comunidades sendo dominadas pela mesma facção, o Terceiro Comando Puro. Se a apz reina de um lado, do outro a situação não é a mesma. Os bandidos do Dendê atacaram os rivais do Morro do Barbante, dominado pelo Comando Vermelho essa semana, mataram um oponente e pegaram um fuzil. Ainda debocharam na rede. “”Adorei o presente BBT”

Ataque deixou jovem morta e duas pessoas feridas em Três Rios

Uma jovem de 18 anos morreu após um ataque a tiros dentro de uma residência no bairro Palmital, em Três Rios, na madrugada desta sexta-feira (17). Além da vítima, um homem foi baleado e outra mulher estava no imóvel. A polícia investiga as circunstâncias do crime. Há suspeita de que as duas jovens estivessem no local para a realização de programas, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil. O caso é investigado pela 108ª DP (Três Rios). Até o momento, nenhum suspeito foi preso e a motivação do ataque permanece desconhecida.

Por videochamada de presídio, traficante expulsou empresário e entregou mercado de internet a empresa controlada pelo Comando Vermelho em comunidades de Caxias

A expansão do crime organizado em Duque de Caxias teria ultrapassado o tráfico de drogas, o roubo de cargas e de veículos. Segundo elementos reunidos em uma investigação policial e citados em decisão judicial, uma liderança do Comando Vermelho teria usado a força e a ameaça para tomar o controle do mercado de internet em comunidades da Baixada Fluminense. O caso é analisado na ação penal nº 011659-64.2025.8.19.0001, em tramitação na 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital. O acusado responde, em tese, pelos crimes de organização criminosa e extorsão e teve a prisão preventiva decretada. De acordo com a investigação, o acusado, apontado como liderança criminosa da comunidade do Bom Retiro, em Duque de Caxias, teria sido responsável por uma verdadeira expulsão de um provedor de internet da região. A vítima, empresária do ramo, teria recebido uma videochamada do criminoso, que se identificaria pelo vulgo de “Frei”. Segundo o relato incorporado ao processo, ele teria se apresentado como a “frente” das comunidades do Bom Retiro e do Rasta e determinado que a empresa deixasse de operar na região. A ameaça teria sido acompanhada de uma ordem clara: o fornecimento de internet passaria a ser feito por uma empresa escolhida pelo próprio tráfico, a W.M. Telecom, apontada na investigação como uma empresa gerida pelo grupo criminoso. Na prática, segundo o Ministério Público e os elementos descritos no processo, o crime organizado teria utilizado o domínio territorial para eliminar a concorrência e transformar o serviço de internet em um monopólio controlado pela facção. O caso revela uma modalidade de atuação cada vez mais sofisticada das organizações criminosas: o controle de serviços essenciais dentro das comunidades. Em vez de apenas cobrar taxas clandestinas de empresas, a facção, segundo a investigação, teria avançado para a própria exploração direta do mercado, expulsando concorrentes e direcionando os moradores para um provedor escolhido pelo grupo. FACÇÃO TERIA ESTRUTURA PARALELA As investigações conduzidas nos Inquéritos Policiais nº 060-02118/2022 e nº 060-02796/2025 apontaram, segundo a decisão judicial, a existência de uma organização criminosa armada ligada ao Comando Vermelho e estruturada em diferentes núcleos. O grupo teria atuação em diversas comunidades de Duque de Caxias e estaria envolvido, conforme os investigadores, com tráfico de drogas, roubos de veículos e cargas, exploração extorsiva de serviços de internet e lavagem de dinheiro. A suspeita é de que as diferentes atividades funcionassem de forma integrada, sob uma mesma estrutura de comando e com o domínio territorial garantido pelo uso ostensivo de armas e pela violência. No caso específico da internet, a acusação é de que o controle territorial teria sido utilizado para impedir que empresas concorrentes continuassem trabalhando na região. DONO DO PROVEDOR TERIA SIDO IDENTIFICADO EM VIDEOCHAMADA A defesa contestou a forma como o acusado foi reconhecido, argumentando que a identificação teria ocorrido por meio da comparação entre uma fotografia extraída de uma videochamada e uma imagem antiga existente em cadastro estatal. O Tribunal, entretanto, entendeu que a discussão exigiria uma análise aprofundada das provas e não poderia ser resolvida naquele momento por meio do habeas corpus. Além do reconhecimento, a investigação teria reunido registros de ocorrência, depoimentos de empresários do setor, quebra de sigilo telemático de terminal utilizado pelo líder criminoso, apreensão de drogas e de um caderno de contabilidade, entre outros elementos. Segundo a acusação, o acusado teria utilizado um telefone cadastrado em seu próprio nome para realizar a videochamada na qual teria ordenado que a empresa concorrente deixasse de atuar na região. PRISÃO PREVENTIVA Ao manter a prisão preventiva, a Justiça considerou a gravidade concreta da acusação e a posição que o investigado ocuparia dentro da estrutura criminosa. A decisão aponta que ele seria uma liderança local do Bom Retiro e estaria ligado à expulsão de provedores concorrentes e à imposição de um serviço de internet supostamente controlado pela organização criminosa. Para a Justiça, a liberdade do acusado poderia representar risco à ordem pública e à continuidade das atividades do grupo. O caso expõe como o crime organizado vem ampliando seu modelo de negócios. A facção não se contentaria apenas em controlar o território para vender drogas: segundo a investigação, também teria usado a ameaça para escolher quem poderia trabalhar, qual empresa poderia prestar serviço e quem ficaria com o dinheiro dos moradores. A acusação ainda será submetida ao julgamento definitivo da Justiça. O acusado é considerado inocente até o trânsito em julgado de eventual condenação.

Traficante do CV preso hoje usava equipamentos que detectam drones da polícia

Preso hoje por policiais do 39º BPM/3º CPA o tr traficante RF uma das principais lideranças CV na comunidade do Castelar em Belford Roxo, usava equipamentos eletrônicos que detectam a presença de aeronaves remotamente pilotadas (drones) utilizadas pelas forças de segurança, com o objetivo de antecipar e frustrar ações policiais. RF” ocupa uma posição de liderança na organização criminosa Comando Vermelho (CV), sendo identificado pelos setores de inteligência como um dos principais responsáveis pelo planejamento e pela coordenação de ações criminosas voltadas à expansão territorial da facção, especialmente nas comunidades do Gogó da Ema e São Leopoldo, reduto da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Também há informações que o associam à coordenação de ataques armados contra membros da facção rival, além do monitoramento de áreas de interesse do CV, e no comando de equipes envolvidas nessas ações. Ele foi preso na Rodovia Presidente Dutra, na Vila Santo Antônio da Prata, em Belford Roxo, Na operação, outro criminoso foi preso, e estava na condição de evadido do sistema penitenciário. Munidos de informações, policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT), se deslocaram para o local indicado, onde avistaram RF dirigindo uma motocicleta, acompanhado de “Mumu”, que pilotava outra motocicleta. Quando foi dada a ordem legal de parada, os ocupantes não a seguiram, iniciando uma fuga que se prolongou até a Rodovia Presidente Dutra, onde ambos foram alcançados e abordados. Com “RF”, foram apreendidos os seguintes itens: uma pistola Glock Gen 17, calibre 9 mm, carregada, com dois carregadores e 49 munições do mesmo calibre. De acordo com as investigações, “RF” é subordinado diretamente aos traficantes José Severino da Silva Júnior, conhecido como “Soró do Castelar” ou “Jetta”, e Raphael Linhares Chagas, que é conhecido como “Esquilo”. Em consulta aos sistemas de segurança pública, foi verificado que a motocicleta que “RF” conduzia pertencia a um veículo clonado, cujo original era produto de roubo, registrado na área da 61ª DP (Xerém). Tanto os criminosos quanto a arma de fogo, munições e a motocicleta clonada, foram levados à 54ª DP (Belford Roxo) para a adoção das medidas legais cabíveis. Na delegacia, foi constatado que “Mumu” possuía uma extensa ficha criminal e estava evadido do sistema prisional, desde março de 2025, com um mandado de recaptura da Vara de Execuções Penais (VEP), pelo crime de tráfico de drogas, onde fora condenado a uma pena de 19 anos, em regime semiaberto. Após a apreciação da Autoridade Policial, ambos permaneceram detidos, incluindo todo o material apreendido e, posteriormente, foram conduzidos a uma unidade prisional da SEPPENRJ, onde já estão sob custódia à disposição da Justiça. O Disque Denúncia solicita que, quem tiver informações sobre o paradeiro de foragidos da justiça, entre em contato através dos seguintes canais de atendimento: Central de Atendimento/Call Center do DD: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado/DD: (021) – 2253-1177 (utilizando uma técnica de processamento de dados que elimina ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato garantido.

NARRATIVA FANTASIOSA”: PM filmado em conversa amistosa com chefe do tráfico na Ilha foi expulso da corporação

O policial militar Eduardo Félix da Silva foi expulso da corporação em junho, após ser filmado conversando com Wagner Barreto de Alencar, conhecido como “Cachulé”, apontado como chefe do tráfico de drogas no Morro do Barbante, na Ilha do Governador. As imagens, divulgadas em maio de 2025, mostram o PM dentro da comunidade conversando com o traficante. Os dois aparecem sorrindo e demonstrando intimidade, enquanto outros dois homens armados permanecem próximos. Segundo a investigação, os indivíduos seriam seguranças pessoais de Cachulé. De acordo com o Termo de Análise Técnica de Vídeo elaborado pela Polícia Militar, o cabo Eduardo Félix aparece usando uma camisa regata preta e conversando com Cachulé, que vestia uma camisa amarela. O policial carregava uma sacola verde, cujo conteúdo não foi identificado. Após o diálogo, Cachulé aparece deixando o local com um fuzil. Na sequência, as imagens mostram outros traficantes no mesmo local. Eduardo permanece com a sacola nas mãos e aparece usando óculos. Em outro momento, Cachulé pega um fuzil, uma mochila e uma bolsa e deixa o local acompanhado do policial militar. Cachulé morreu em operação policial Segundo os documentos do processo disciplinar, Wagner Barreto de Alencar morreu em 16 de janeiro de 2026, durante uma operação realizada por policiais militares do 17º BPM, com apoio do Grupamento Aeromóvel, no Morro do Barbante. Cachulé possuía duas condenações por tráfico de drogas e respondia a outras ações penais por homicídio. PM negou envolvimento com o tráfico Durante o processo disciplinar, Eduardo Félix negou qualquer envolvimento com o grupo criminoso que atuava no Morro do Barbante. O policial afirmou que morava na comunidade havia aproximadamente 42 anos, desde o nascimento. Questionado sobre há quanto tempo o crime organizado dominava a região, respondeu que as facções se alternavam no controle da localidade desde que ele era criança. Eduardo também negou ter proximidade com pessoas ligadas ao crime organizado. No entanto, ao ser questionado se as lideranças do tráfico costumavam abordar policiais militares que moravam na comunidade, respondeu que sim. Segundo ele, os criminosos costumavam abordar os PMs residentes e, quando descobriam que se tratava de policiais militares, não ofereciam resistência. Sobre o encontro registrado nas imagens, o policial afirmou que o vídeo mostrava apenas parte do que aconteceu. Segundo Eduardo, ele teria chegado ao local preocupado e nervoso, pois não sabia o motivo pelo qual havia sido chamado. Questionado sobre a razão do encontro, o PM afirmou que Cachulé teria informado que dois policiais militares seriam expulsos da comunidade. Segundo sua versão, ele próprio não seria expulso por ser morador antigo e não ter provocado problemas na região. O policial também declarou que já havia demonstrado vontade de deixar a Vila Juaniza, nome oficial da localidade conhecida como Morro do Barbante. No entanto, afirmou que não conseguiu se mudar porque possui imóvel próprio na comunidade e não teria condições financeiras de pagar aluguel em outro local. Eduardo negou ainda que tivesse mantido qualquer contato com integrantes do crime organizado antes do episódio registrado no vídeo. O policial afirmou que já morava na comunidade quando prestou concurso para ingressar na Polícia Militar. Questionado sobre a realização de visitas de equipes do setor de inteligência da PM, a P/2, à sua residência, disse que não tinha conhecimento de qualquer visita. Afirmou, entretanto, que recebeu uma ligação telefônica solicitando seu comparecimento ao setor de inteligência do 17º BPM. PM disse que não tinha noção dos riscos Durante o interrogatório, Eduardo também foi questionado sobre os riscos de um policial militar morar em uma comunidade dominada por traficantes. O PM afirmou que, quando ingressou na corporação, não tinha noção da exposição e dos riscos que enfrentaria. Segundo ele, desde a infância convivia com policiais militares que moravam na região e trabalhavam no antigo PPC Juaniza, atualmente sede da 1ª Companhia. Na época, afirmou, o ambiente era mais tranquilo. Eduardo também destacou que havia servido durante sete anos no Exército e que mantinha um comportamento discreto no cotidiano. Segundo sua declaração, a criminalidade na região não era tão influente e perigosa quanto nos dias atuais, razão pela qual não teria compreendido, quando ingressou na PM, a dimensão do risco de continuar morando em uma área dominada pelo tráfico. Questionado sobre a estrutura policial existente na Vila Juaniza, o PM afirmou que a comunidade conta com a sede da 1ª Companhia da Polícia Militar e duas cabines blindadas. Ele também declarou que não costumam ocorrer confrontos armados entre traficantes e policiais militares nos postos de serviço existentes na região. versão apresentada por Eduardo Félix durante o interrogatório foi contestada no processo disciplinar. Segundo a análise feita pela Polícia Militar, o depoimento do agente apresentaria uma narrativa considerada incompatível com as imagens divulgadas pela imprensa. Para a corporação, o vídeo mostraria que a conversa entre o cabo e Wagner Barreto de Alencar, o “Cachulé”, ocorreu de maneira amistosa e descontraída. A análise destacou que o policial aparece conversando tranquilamente com o traficante, sorrindo e permanecendo ao lado de outros homens armados que, segundo a investigação, atuavam como seguranças de Cachulé. Outro ponto considerado relevante pela Polícia Militar foi o fato de Eduardo não ter comunicado oficialmente o suposto episódio de intimidação que, segundo sua versão, teria motivado o encontro. Após conversar com o traficante, o PM não teria acionado uma guarnição pelo telefone 190, não teria comparecido a uma delegacia da Polícia Civil para registrar a suposta abordagem criminosa e também não teria informado o episódio ao seu superior imediato na unidade policial. Para a corporação, a ausência de qualquer comunicação oficial enfraqueceria a versão de que o policial teria sido chamado ao local contra sua vontade e apenas para ser informado sobre uma suposta expulsão de outros PMs da comunidade. A análise disciplinar também levou em consideração o contexto de atuação das organizações criminosas no Rio de Janeiro. O documento destaca que integrantes de facções atuam abertamente em diversas regiões, inclusive durante o dia, portando armas de grosso calibre, intimidando moradores e comerciantes por meio de extorsões e participando de confrontos armados em

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