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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

PM morto em Nova Iguaçu seria ligado à milícia de Juninho Varão e pode ter sido alvo de grupo rival

Informações que circulam nas redes sociais apontam que o policial militar assassinado no fim de semana passado em um salão de festas no bairro da Luz, em Nova Iguaçu, seria conhecido pelo apelido de “Mineiro”. Sua execução poe ode estar ligada à disputa entre grupos paramilitares que atuam na Baixada Fluminense. De acordo com publicações que vêm sendo compartilhadas, ele teria ligação com a milícia comandada por Juninho Varão e seria apontado como um dos responsáveis pela atuação do grupo em diferentes áreas do município. Entre os bairros citados estariam Miguel Couto, Figueira, Vila de Cava, Santa Rita, Corumbá, Tinguá, Marambaia, Luiz de Lemos e Posse. As mesmas informações divulgadas nas redes também afirmam que Mineiro já teria sido citado em investigações relacionadas a homicídios na região. Esses casos estariam sendo apurados pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Outro episódio que vem sendo associado ao nome do policial ocorreu no mês passado, quando um grupo armado supostamente ligado a ele teria promovido um ataque a tiros em um bar no bairro Cerâmica, também em Nova Iguaçu. A ação deixou seis mortos e vários feridos, aumentando a tensão na região. Inicialmente, surgiram relatos de que a morte de Mineiro estaria relacionada a conflitos internos dentro da própria quadrilha de Juninho Varão. No entanto, novas versões começaram a circular indicando que o policial pode ter sido executado por paramilitares de Itaguaí ligados a PL, outro grupo que disputa áreas de atuação na Baixada Fluminense. Ainda segundo essas informações, Juninho Varão teria invadido nesta semana o bairro do Chaperó, em Itaguaí, território associado ao grupo rival. Durante a incursão, um miliciano acabou morto, o que pode ter intensificado ainda mais o confronto entre as organizações criminosas. As circunstâncias do assassinato do policial e as possíveis conexões com disputas entre milícias seguem sob investigação.

Chefe do CV na Praça Seca foi morto pela PM

Uma operação da Polícia Militar na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca , terminou com a morte de Hudson de Vasconcellos, conhecido como HN, apontado como chefe do Comando Vermelho na região. Nas redes sociais, vídeos mostraram o momento em que policiais do 18º BPM carregavam um corpo enrolado em um lençol enquanto moradores protestavam contra a ação. Após a confirmação de que HN estava baleado, o clima ficou ainda mais tenso e um veículo blindado da corporação precisou ser acionado. Durante a operação, suspeitos ligados ao tráfico fecharam a pista do BRT na altura da estação Ipase e sequestraram um ônibus próximo a outra parada, numa tentativa de desviar a atenção dos policiais, segundo a PM. Após uma intensa troca de tiros, os agentes recuperaram uma carga roubada e prenderam cinco suspeitos apontados como integrantes da organização criminosa. Um sexto homem foi baleado, chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Com o grupo, os policiais apreenderam um fuzil, pistolas e grande quantidade de drogas. A ocorrência foi registrada na delegacia da região.

Justiça mandou soltar vereador preso suspeito de negociar com CV e polícia divulga nota dizendo que ele recebeu valores atípicos

A Justica andou soltar o vereador carioca Salvino Oliveira Barbosa preso por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho Em meio a isso, a Polícia Civil divulgou uma nota justificando a prisão do político O Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) informa que a investigação teve início no ano de 2024 e apura atividades ilícitas relacionadas a empresas de exploração de internet localizadas no Complexo da Penha, identificadas como sob o controle de fato de EDGAR ALVES DE ANDRADE, vulgo DOCA. No curso dessas apurações, a análise de dados telemáticos revelou a existência de diálogos entre DOCA e o “síndico do GARDÊNIA” vinculado ao Comando Vermelho. Tais diálogos envolvem diretamente o INVESTIGADO, bem como outros alvos da operação, como LANDERSON LUCAS DOS SANTOS, e passaram a constituir elementos relevantes da investigação.  Em paralelo, a investigação sigilosa de natureza financeira baseada, entre outros elementos de inteligência, na análise das movimentações do INVESTIGADO, trouxe informações expressivas: foram identificadas transações atípicas e/ou suspeitas no segundo semestre de 2024, nas quais o INVESTIGADO é beneficiário de valores provenientes de empresa de informática sediada no Complexo da Maré, região controlada pelo Comando Vermelho. Sem qualquer justificativa lícita e aparente que explique a relação comercial entre o INVESTIGADO e a pessoa jurídica. Além disso, os dados levantados revelaram que, em apenas quatro meses, o lINVESTIGADO recebeu créditos suspeitos e/ou atípicos que ultrapassam R$ 100.000,00, incluindo onze depósitos em dinheiro vivo. Os dados de inteligência foram comunicados por Relatório de Inteligência Financeira solicitado no curso da investigação.  As investigações financeiras não se limitaram ao próprio INVESTIGADO. Dados de inteligência também apontaram para movimentações suspeitas realizadas por pessoas jurídicas que têm como sócio o principal assessor do INVESTIGADO. A esposa desse assessor, por sua vez, foi identificada como possível epicentro de uma estrutura complexa voltada para a lavagem de dinheiro. Essa estrutura demonstra sofisticação e volume considerável: em sete meses, foram realizados mais de 20 saques em espécie de sua conta pessoal, que totalizaram R$ 2.490.000,00 – uma média de R$100.000,00 por saque –, muitos ocorrendo em dias consecutivos.  Além disso, uma das empresas em nome da esposa do assessor movimentou mais de R$35.000.000,00 em pouco mais de dois anos, valores completamente incompatíveis com o faturamento declarado de aproximadamente R$2.000.000,00. Desse montante recebido, foram identificados R$300.000,00 oriundos de uma fintech investigada por ligação com o PCC, fortalecendo o mote da investigação em curso.  Há ainda fortes indícios de que o grupo tenta burlar os mecanismos de controle e fiscalização, uma vez que foram registrados quatro saques no valor de R$ 49.999,99 cada — valor imediatamente inferior ao limite de R$ 50.000,00 que obriga as instituições financeiras a realizar comunicação compulsória aos órgãos competentes.  Em pouco mais de dois anos, a movimentação total identificada apenas nas contas pessoais da sua esposa do assessor do INVESTIGADO superou R$ 3.000.000,00, valor absolutamente incompatível com a renda declarada. O assessor do INVESTIGADO, por sua vez, é sócio de empresa que recebeu R$ 390.000,00 em duas transferências sem motivação lícita aparente e enviou mais de R$ 1.000.000,00 para outra empresa sem justificativa comercial identificável. Esse mesmo assessor figura como sócio-diretor de uma pessoa jurídica cujo sócio presidente é filho do traficante Elias Maluco, falecido líder do Comando Vermelho e responsável pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. O conjunto de elementos colhidos até o momento apontam que o INVESTIGADO, além dos elementos que recaem sobre si, possui vinculação direta com personagens relevantes desta estrutura sofisticada possivelmente voltada para a lavagem de dinheiro, mantendo como seu assessor uma figura de destaque na estrutura criminosa investigada.Diante desse robusto conjunto de elementos, o pedido de prisão temporária teve como objetivo a necessidade imediata de preservar as provas já colhidas e de permitir a continuidade da coleta de novos elementos probatórios, tendo em vista o fundado receio de que o INVESTIGADO, em liberdade, possa interferir nas apurações e destruir evidências relevantes. O segundo motivo diz respeito à decisão técnica adotada pelos responsáveis pela investigação de não incluir na representação todos os dados financeiros levantados até o momento. Essa opção se deveu à necessidade de preservar informações relativas a pessoas comunicadas que não têm relação direta com o objeto central da investigação, bem como à importância de garantir que tais dados sejam submetidos a uma apuração técnica criteriosa pela delegacia responsável.Importa registrar, por fim, que os dados telemáticos foram considerados pelos investigadores como suficientes, por si sós, para fundamentar o pedido de prisão temporária. Contudo, eles não representam a totalidade dos elementos que compõem o quadro de indícios contra o INVESTIGADO. O conjunto da inteligência financeira produzida — especialmente os Relatórios de Inteligência Financeira elaborados pelo COAF, que reuniram e sistematizaram as provas técnicas descritas acima — forma um cenário coerente e consistente de envolvimento do INVESTIGADO em atividades ilícitas de grande complexidade, o que torna a medida cautelar requerida não apenas justificada, mas necessária. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro reforça o seu caráter como instituição de Estado, o seu compromisso com a manutenção do sigilo das investigações e com a preservação dos dados de investigados e relacionados em inquéritos em andamento.

Entre milícias e tráfico: assassinato de Léo Problema aprofunda disputa na Zona Sudoeste do Rio

A morte do miliciano conhecido como Léo Problema, na região da Taquara, Zona Sudoste do Rio, continua cercada de mistério e versões conflitantes. Nas redes sociais e em parte da imprensa, circulou a informação de que o crime teria sido cometido por traficantes do Comando Vermelho (CV). No entanto, uma fonte ouvida pela reportagem aponta outra possibilidade: o assassinato pode ter sido praticado por integrantes da própria milícia ligada a ele. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). De acordo com relatos que circulam nas redes, Léo Problema estaria envolvido na recente disputa armada pela Vila Sapê, em Curicica. A comunidade foi tomada por traficantes do Comando Vermelho, e desde então milicianos ligados a Betinho, com apoio de criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP) e do próprio Léo Problema, estariam tentando retomar o controle da área. Nos meses anteriores, Léo Problema também participou de outras investidas na região. Ele teria contado com o apoio de milicianos das áreas do Catiri e de Santa Cruz para invadir a comunidade do 700, na Taquara, além da localidade conhecida como Dois Irmãos, em Curicica. Essas movimentações teriam provocado atritos com outro grupo miliciano que atua na região, ligado à comunidade de Rio das Pedras e ao miliciano André Boto, atualmente preso. Outra informação que circula nos bastidores do crime organizado é que Léo Problema teria sido o responsável pela morte do miliciano conhecido como Barraca, antigo chefe da região do Camorim, em Jacarepaguá. Barraca foi assassinado em janeiro deste ano, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Durante parte dessa disputa por territórios na Zona Oeste, Léo Problema manteve como aliado o miliciano Play do Jordão. Porém, com o agravamento das disputas internas entre grupos milicianos em Jacarepaguá, os dois teriam rompido. Play do Jordão teria ajudado Léo Problema em ofensivas contra o grupo dos irmãos Juvino — Damião e Nem —, que controlavam áreas da Taquara. Damião acabou assassinado posteriormente, e Léo chegou a ser apontado como um dos suspeitos pelo crime. Antes de ganhar protagonismo nas disputas da região, Léo Problema atuou como segurança do miliciano Horácio, que controlava áreas da Praça Seca e de Jacarepaguá. Horácio foi assassinado em 2023, em Búzios, e, após sua morte, Léo Problema e Play do Jordão teriam iniciado um processo de expansão territorial sobre outras milícias da região. Para isso, contaram também com o apoio de criminosos conhecidos como Acrísio e Tota, ligados à milícia da Favela Cabeça de Porco. Além das mortes de Horácio, Damião e Barraca, Léo Problema também era apontado como suspeito de envolvimento no assassinato do miliciano Cientista, morto em Jacarepaguá em 2024. Cientista teria ligação com uma milícia que atua na Baixada Fluminense. Na década passada, Léo Problema chegou a integrar a própria milícia dos irmãos Juvino. Na época, segundo investigações, ele teria participado de um homicídio e de tentativas de assassinato contra integrantes do grupo rival comandado por Orlando Curicica. Com um histórico de disputas internas, alianças rompidas e conflitos por território na Zona Oeste, a morte de Léo Problema abre novas perguntas sobre quem teria interesse em eliminá-lo — se traficantes rivais ou integrantes do próprio universo miliciano. Léo Problema acumulava sete passagens pela polícia, com registros por homicídio simples, homicídio qualificado, organização criminosa, roubo e porte ilegal de arma.

Arma fabricada a partir de impressora 3D foi apreendida com o CV em São Gonçalo

Um exemplar de um arma fabricada a partir de impressora 3D foi apreendida ano passasdo em São Gonçalo com um criminoso ligado ao Comando Vermelho. A investigação apurou vendas realizadas dentro do território nacional, tendo a competência fixada no Rio de Janeiro, estado com o maior número de compradores identificados. Ontem, a Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram operação contra a quadrilha e prenderam integrantes da organização criminosa dedicada ao desenvolvimento, produção e comercialização de peças e acessórios de armas de fogo fabricadas com impressoras 3D. Três pessoas foram presas na operação: os denunciados Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca, Jean Guilherme Pinto e Gianluca Bianchi, em endereços identificados em São Paulo. Outras duas pessoas foram presas em flagrante com material ilegal. Dois dos denunciados encontram-se foragidos: Luigi Barbin da Costa e Vinicius Soriano Hernandes. Foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em 11 estados. Sete deles, no Rio de Janeiro: Capital, Região dos Lagos e Norte Fluminense. Foram apreendidos equipamentos utilizados na fabricação das peças, como impressoras 3D, armas produzidas de forma artesanal, munições e acessórios, em endereços comerciais que funcionavam para a produção ilegal de armamentos e peças. chamadas armas fantasma, produzidas com peças impressas em 3D, apresentam grande dificuldade de rastreamento e podem ser fabricadas com baixo custo. De acordo com os investigadores, o projeto desenvolvido pelo grupo criminoso era disseminado na internet com instruções detalhadas e suporte técnico para montagem dos armamentos. O principal investigado no caso, o engenheiro Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, foi denunciado pelo CyberGAECO/MPRJ e apontado como desenvolvedor de projeto avançado em relação a modelos anteriores: a carabina denominada Urutau, que permite a fabricação quase integral da arma com polímeros (um plástico de alta resistência) utilizando impressoras domésticas e conhecimentos básicos de metalurgia. Segundo as investigações, ele também participava da venda de peças e acessórios necessários para o funcionamento dos armamentos. Ainda de acordo com os investigadores, o custo estimado para produzir esse tipo de arma seria de cerca de R$ 800, o que ampliaria o risco de disseminação da tecnologia. As investigações identificaram a comercialização de peças e acessórios de armas por meio de plataformas digitais de comércio eletrônico. Após a identificação das vendas ilegais, algumas contas foram bloqueadas, mas parte da atividade passou a ocorrer em ambientes mais restritos da internet, como a deep web. As autoridades também destacaram a preocupação com o acesso facilitado a esse tipo de material, alertando para o fato de que alguns dos compradores já tinham antecedentes criminais, como envolvimento com o tráfico de drogas, milícias e homicídios.

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de tráfico internacional e lavagem de dinheiro em Cabo Frio

Policiais civis da 126ª DP (Cabo Frio) deflagraram, nesta sexta-feira (13/03), uma operação contra um esquema criminoso de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços nos municípios de Cabo Frio, Itaperuna e na região portuária do estado de São Paulo, nas cidades de Santos e São Vicente. Durante as diligências, agentes apreenderam uma arma, documentos e dispositivos eletrônicos. De acordo com a apuração, o alvo principal dessa operação é ligado ao tráfico internacional de cocaína da Bolívia e utiliza aeronaves particulares para o transporte ilegal de entorpecentes. Com o objetivo de lavar dinheiro obtido do tráfico, ele possui uma empresa de fachada no nome da ex-companheira. As investigações tiveram início, em 2025, após um criminoso, que utilizava o registro de atirador desportivo como forma de manter armas de fogo legalizadas, ter o certificado cancelado. Mesmo após a desqualificação, o homem não teria regularizado a destinação das armas dentro do prazo legal, o que motivou a apuração inicial por posse irregular de armamento de uso restrito. Com o avanço dos trabalhos de inteligência realizados pela unidade, os agentes identificaram uma movimentação financeira suspeita do investigado, com indícios de incompatibilidade entre a renda declarada e os valores movimentados. Foi constatado, ainda, que ele não possuía histórico de vínculos formais de trabalho, nem participação regular em atividades empresariais, o que ajudou a fundamentar as suspeitas de que os recursos seriam provenientes de ações criminosas. As apurações revelaram também que o investigado utilizava dois números de CPF, sendo um verdadeiro e outro clandestino, que já foi cancelado. Além disso, ele estava envolvido com uma empresa de fachada registrada em nome de sua ex-companheira, com o objetivo de movimentar e lavar o dinheiro criminoso. Em continuidade às diligências e diante das informações colhidas, os policiais identificaram transferências bancárias realizadas por traficantes de outros estados. Em 2022, foi flagrada uma transferência de R$26.550 mil de um líder do tráfico de drogas da Bahia, destinada ao investigado. Já em 2023, foi identificado que um narcotraficante da Bahia enviou R$ 30 mil para o homem. Os valores, segundo as investigações, seriam pagamentos relacionados à comercialização de entorpecentes. Desta forma, foi constatada a atuação do homem com tráfico internacional de cocaína, com uso de empresas de fachada e intermediários para movimentar valores provenientes dessa atividade criminosa. O investigado residia em um bairro nobre de Cabo Frio e mantinha forte vínculos com essa rede de distribuição de drogas. Além disso, durante o trabalho de inteligência estratégica da 126ª DP, foram identificados indícios de envolvimento do homem com a facção criminosa PCC. Além dos mandados de busca e apreensão que foram cumpridos, também houve o bloqueio de bens e valores dos investigados e de empresas ligadas ao grupo, no montante de até R$ 500 mil por pessoa, bem como o sequestro de imóveis e veículos. Também foi determinada a entrega de passaportes dos investigados no prazo de 48 horas, além de outras medidas cautelares, como a proibição de mudança de endereço sem autorização judicial e comparecimento periódico em juízo para justificar atividades. A operação desta sexta, portanto, teve como objetivo reunir novas provas, aprofundar a investigação financeira e desarticular o esquema de movimentação de recursos do narcotráfico, responsabilizando todos os envolvidos na organização criminosa.

Expansão do Comando Vermelho: como ‘Doca’ comandou a tomada de dezenas de favelas da milícia e do TCP no Rio”. VEJA LISTA

Assim que se consolidou como o principal líder do Comando Vermelho em liberdade, o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, deu início a uma estratégia de expansão territorial da facção que resultou na tomada de dezenas de comunidades dominadas por milicianos e pelo Terceiro Comando Puro (TCP) nos últimos anos no estado do Rio de Janeiro. A reportagem reuniu informações divulgadas ao longo do tempo pela imprensa, além de dados citados em investigações da polícia, do Ministério Público e da Justiça. Entre as primeiras comunidades conquistadas nessa ofensiva estão os morros do Dezoito, Saçu e Caixa D’Água, localizados entre Água Santa, Quintino e Piedade, na Zona Norte do Rio. Essas áreas eram controladas por milicianos e, em determinado período, chegaram a ficar sob domínio do TCP. O grupo liderado por Doca também assumiu o controle do Conjunto Habitacional do Quitungo, em Brás de Pina, tradicional reduto de milicianos. Avanço em Jacarepaguá e Praça Seca No início da década, a chamada Tropa do Urso — como é conhecida a ala do Comando Vermelho ligada a Doca — passou a concentrar sua ofensiva em comunidades de Jacarepaguá e da região da Praça Seca. Nesse período, o grupo conquistou as comunidades da Covanca, Chacrinha, Barão e Bateau Mouche, todas anteriormente dominadas por grupos paramilitares. Posteriormente, também passou a controlar Jordão, Santa Maria e Teixeiras. Conquistas na Zona Norte e Baixada O Comando Vermelho também tomou do TCP duas comunidades em Anchieta, conhecidas como Az de Ouro e Tatão. Na Baixada Fluminense, o grupo ampliou sua presença ao conquistar áreas antes dominadas por milicianos em Nova Iguaçu, como o Grão Pará e o Conjunto da Marinha, além da comunidade do Danon, que estava sob controle do TCP. Ainda na Zona Norte do Rio, o CV tomou da milícia a localidade do Amorim, em Manguinhos. Ofensiva na Zona Oeste Anos depois, a facção iniciou uma ofensiva para ampliar sua presença na Zona Oeste e região de Jacarepaguá. Nessa etapa, o grupo passou a controlar áreas como Gardênia Azul, Muzema, Tijuquinha, Sítio Pai João, Morro do Banco, Cesar Maia, Fontela, Coroado e Palmares, comunidades que, em sua maioria, eram consideradas redutos da milícia. Mais recentemente, o CV também tomou do TCP os morros dos Macacos, Fubá e Campinho, todos na Zona Norte da capital. Outras áreas que passaram ao controle da facção incluem o Gogó da Ema, em Belford Roxo, e a comunidade conhecida como 700, na Taquara, que era dominada por milicianos. A Vila Sapê, em Curicica, apontada como reduto da milícia, foi uma das comunidades mais recentes a ser tomada pela organização criminosa. Tentativas de novas invasões Ao mesmo tempo em que consolidava o controle sobre diversas áreas, a Tropa do Urso também tentou — ou ainda tenta — avançar sobre outras comunidades dominadas por milicianos. Entre os locais que já foram alvo de investidas estão Catiri, em Bangu, Carobinha, em Campo Grande, Barbante, em Inhoaíba, Antares, em Santa Cruz, e Rio das Pedras, em Jacarepaguá. A facção também tentou ocupar o Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Goveua, em Paciência e áreaseem Guaratiba e Pedra de Guaratiba. Já contra o Terceiro Comando Puro, o Comando Vermelho tenta avançar sobre o Morro do Chaves, em Barros Filho, e a Malvina, em Irajá. Além disso, as duas facções seguem envolvidas em confrontos em áreas estratégicas como os complexos da Pedreira e de São Carlos, além de morros da Tijuca, como Cruz e Chácara do Céu, o Morro do Dendê e o Trio de Ouro, em São João de Meriti. A facção ainda mira recuperar os territórios perdidos para o TCP em Niterói, onde os tiroteios têm sido constantes. Com extensa ficha criminal, Doca segue sendo investigado e aparece em mais de 329 investigações desde 2003, sendo considerado atualmente um dos criminosos mais procurados do Brasil. Evadido do sistema carcerário, ele é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Em outubro de 2023, Doca foi apontado como o mandante da execução de três médicos e da tentativa de homicídio de uma quarta vítima na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. As vítimas participavam de um congresso de medicina e foram confundidas com milicianos de Rio das Pedras. Contra ele há mais de 20 mandados de prisão expedidos em seu nome pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), segundo dados do site do Conselho Nacional de Justiça.

Traficantes, milicianos e assassinos compraram armas de fogo feitas por impressoras 3D

O Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ) denunciou e obteve mandados de prisão contra cinco integrantes de uma organização criminosa responsável pelo desenvolvimento, produção e comercialização de peças e acessórios de armas de fogo feitas em impressoras 3D. Os denunciados responderão na Justiça pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de arma de fogo. Nesta quinta-feira (12/03), foi deflagrada a operação Shadowgun para o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão no Rio de Janeiro e nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará e Paraíba, com o auxílio dos GAECOs locais. A ação conta com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Polícia Civil do Rio. As forças de segurança dos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás, Bahia, e Roraima apoiam o cumprimento de mandados locais, também obtidos pelo MPRJ. A investigação aprofundou-se no crescente fenômeno da fabricação caseira e da comercialização de armas de fogo produzidas a partir de peças plásticas confeccionadas por impressoras 3D. No contexto dessa subcultura global, foi identificado o desenvolvedor de um dos projetos mais populares utilizados mundialmente nesse movimento de armas 3D: o denunciado Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido na internet como Zé Carioca. Como ferramenta de marketing, ele utilizava o slogan: “Testado nos EUA, projetado no Brasil e feito na sua casa”. Apesar dos esforços de Zé Carioca para manter-se anônimo fora do ambiente virtual, a investigação revelou não apenas sua verdadeira identidade, mas também o esquema ilegal que ele liderava, voltado à produção e à venda, pela internet, de peças e acessórios de armas de fogo. De acordo com a denúncia, além da divulgação de arquivos digitais para impressão foi constatada a comercialização sistemática de peças e acessórios por ele produzidos e desenvolvidos em conjunto com a organização criminosa. Os compradores estão espalhados por 11 estados brasileiros. Sendo que a maioria responde criminalmente e possui antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas e outros delitos graves. No Rio de Janeiro, os agentes identificam 10 compradores espalhados por todo o estado, em São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital fluminense. Armamentos vendidos a criminosos A denúncia do MPRJ descreve que somente em uma plataforma virtual de vendas foram identificados 79 registros de vendas realizadas por Lucas Alexandre, a maior parte para o Rio de Janeiro. A gravidade e a complexidade da questão tornam-se ainda mais evidentes ao se constatar que parte dos itens foi vendida a criminosos: a análise do histórico de vendas identificou, entre os compradores, um homem acusado de dois homicídios, além de outros com envolvimento em milícia e tráfico de drogas. Outro denunciado com papel de destaque no esquema é Gianluca Bianchi. Além de atuar como coprodutor, a denúncia aponta que o pai de Gianluca possui empresa especializada em ferragens com vínculos com o grupo criminoso, indicando que estaria sendo usada para o desenvolvimento das partes metálicas necessárias para o funcionamento do armamento 3D. Os demais integrantes da organização exerciam funções específicas relacionadas ao desenvolvimento e à divulgação do projeto. Sobre a investigação A apuração do CyberGAECO/MPRJ teve início a partir de relatório técnico do Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e contou com a colaboração da Homeland Security Investigations (HSI), agência federal de investigação criminal dos Estados Unidos, e da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Os crimes foram praticados por meio da internet, sem configuração de transnacionalidade, já que as vendas ocorreram entre particulares e dentro do território nacional. A competência foi fixada no Rio de Janeiro, estado com o maior número de compradores identificados. Por fim, o MPRJ ressalta que, segundo a legislação brasileira, a fabricação de armas de fogo, ainda que realizada no âmbito residencial, é equiparada à atividade comercial, sujeitando os infratores às mesmas penas previstas em lei.

Negativa de pedido de refúgio de traficante internacional fez mulher de criminoso pedir de volta dinheiro de propina pago a delegado da PF e ex-secretário estadual de esportes do RJ, diz STF

Segundo o despacho do ministro do STF Alexandre de Moraes, a advogada Patrícia Carvalho Falcão ofereceu, prometeu e pagou vantagens indevidas ao ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena e ao delegado federal Fabrizio Romano visando manipulação dos processos de extradição e refúgio do holandês Gerel Lusiano Palm traficante internacional de drogas, no contexto de uma rede de corrupção e tráfico de influência articulada para favorecer interesses do crime organizado. Entretanto, o processo não andou e a mulher do preso pediu o dinheiro de volta. Carracena teria ficado com parte significativa do valor entregue pela esposa do preso (R$ 120.000,00), além de prometer valores adicionais a colaboradores em caso de êxito no pedido de refúgio; Romano oferceu influência interna sobre o andamento do processo na Polícia Federal. Além de orientar sobre a forma de encaminhamento do pedido, também negociou vantagensindevidas, solicitou valores antecipados (“adiantamento”) e encaminhou documentos pessoais de sua esposa e de outra nacional para obtenção de cargos comissionados, aparentemente em troca de sua atuação. Após receber o número de telefone do delegado, Carracena ligou para Fabrizio de modo que este elogiou o pedi daquele por não ter informado as penas em que Gerel foicondenado na Holanda, demonstrando que sabia dos antecedentes criminais do citado indivíduo. O policial afirmou também que, depois de “muita insistência nossa”, o processo andaria Após uma reunião em Brasília, Fabrizio perguntou a Carracena se a advogada, que pelo , estava com o coração mole para um “adiantamento”, dando a entender que seria o equivalente a alguma vantagem pecuniária pelos favores prestados e Carracena disse que estava trabalhando nesta possibilidade.”Carracena chegou a cobrar do delegado acerca de um número de inquérito de São Paulo e diz que colocará uma “sombra” para “levantar tudo o que for possível” sobre alguma pessoa não identificada na conversa, que já tinha escolhido uma pessoa pra isso e que eles “nem iriam aparecer”. Fabrizio mandou uma documentação para Carracena, que na época atuava como chefe de gabinete da secretária de estado de defesa do consumidor, conseguisse indicar a esposa e uma outra mulher para algum cargo público comissionado. E de fato, as duas foram nomeadas a cargos comissionados poucos meses depois: uma em Duque de Caxias e outra na Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. O processo de Gerel não evoluiu de forma favorável, levando a advogada a demonstrar preocupação e a cobrar de Carracena informações sobre a situação de seu cliente. Em seguida, ela lhe encaminhou o documento que registra a negativa dopedido de refúgio do holandês”. Em seguida, a advogada encaminhou um áudio que, segundo a Polícia Federal, pelo contexto, “parece ser da esposa de Gerel cobrando o dinheiro dado por eles, que segundo a advogada, havia sido a importância de R$150.000,00(cento e cinquenta mil reais) em espécie”: Patrícia encaminou dois áudios a Carracena por meio dos quais afirmou que Fabrizio e o policial penal Luciano teriam recebido, dos R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) pagos em espécie pela esposa de Gerel, a quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada um, para auxiliarem no pedido de refúgio de Gerel. Segundo ela, ambos ainda receberiam, em caso de êxito do processo, o valor adicional de R$ 150.000,00

Veja que instrumentos PMs usaram para arrombar casas e estabelecimentos comerciais durante megaoperação nos complexos do Alemão e Penha. Eles chegaram a roubar lata de refrigerante, cobertor e consumir produtos de geladeiras

Por meio do processo que tramita na Auditoria da Justiça Mililtar descrevemos agora o caso dos PMs que foram denunciados pelo Ministério Público Estadual do Rio pelos crimes de obstrução de câmeras corporais e invasões ilegais a residências e estabelecimentos comerciais sem autorização judicial ou consentimento, praticados no dia 28 de outubro de 2025, durante a Operação Contenção, nas comunidades do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. Um dos PMs foi acusado de entrar em estabelecimento comercial na Vila Cruzeiro não aberto ao público e contra a vontade de quem de direito e mediante arrombamento. Outros PMs entraram na casa de um morador que usava tornozeleira eletrônica contra a vontade dele.. Teve PM também que tentou entrar em casa alheia usando uma chave micha mas não conseguiu fazer abrir a porta do imóvel. PMs entraram eum uma casa acessando o terraço do imóvel cujos fundos dão visão para a área de mata da comunidade. Os policiais transitaram pelo interior do imóvel, consumiram produtos que se encontravam na geladeira e fizeram uso de seus sanitários. Teve PM que entrou em casa alheia e subtraiu uma lata de refrigerante. Outros PMs após entrarem em uma casa vasculharam o imóvel e retiraram de seu interior um cobertor, dentro do qual havia um saco de lixo preto cujo conteúdo não identificado foi dividido entre eles. A denúncia diz que PMs também usaram uma faca de lâmina de fina espessura para entrar em uma casa. Em mais um relato, o arrobamento foi feito com o uso de um facão para abrir o portão de entrada, Teve uma situação em que um PM, Antes de tentar arrombar o portão da residência, o bateu no portão branco, inquirindo se havia alguém na casa e, mediante a ausência de resposta, passou a efetuar manobras para ingressar no imóvel.

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