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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Milicianos gravaram vídeo dentro de comunidade da Taquara atrás de traficantes do CV. ACESSE O LINK E ASSISTA

Vídeos gravados durante a madrugada desta quinta-feira (23) mostram homens armados circulando pela região conhecida como Ipadu 700, na Taquara, Zona Sudoeste do Rio. A informação é do jornalista Dennes Queiroz. Segundo relatos de moradores, os homens seriam integrantes de um grupo miliciano que teria entrado na comunidade por volta das 3h. Nas imagens, é possível ouvir provocações, enquanto os criminosos aparecem portando armamento de guerra. Ainda de acordo com moradores, o grupo estaria à procura de integrantes do Comando Vermelho, apontados como responsáveis por roubos na região de Jacarepaguá e por ataques contra a milícia com o uso de granadas lançadas por drones. A região da Taquara tem sido palco de disputas entre grupos criminosos nas últimas semanas. https://www.instagram.com/reel/DbJB2amuVUg/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

Jovem de 28 anos foi morta pelo namorado em Bom Jardim (RJ). Suspeito foi baleado por PMs

 A morte de uma jovem de 28 anos, vítima de feminicídio, chocou os moradores de Banquete, distrito de Bom Jardim, no interior do RJ. O crime aconteceu na madrugada desta quinta-feira (23). A jovem Vitória foi morta a tiros no quintal de uma residência. O acusado, identificado como Thiago, acabou sendo alvejado ao não obedecer ordem dada por policiais militares para largar a arma. Segundo apuração do SF Notícias, policiais militares estavam em horário de descanso no DPO do distrito quando ouviram estampidos semelhantes a disparos de arma de fogo. Imediatamente, eles saíram em patrulhamento para averiguar e se depararam com um homem com uma arma em punho. Os PMs se afastaram e se abrigaram, e deram ordem para que o mesmo largasse a arma, mas ele teria continuado andando em direção à guarnição e teria apontado a arma. O mesmo acabou sendo alvejado ao ignorar as ordens dadas pelos PMs. No quarto do acusado, os policiais encontraram munições de diferentes calibres, além de material entorpecente.

GUERRA PELO CONTROLE DE CORDOVIL EXPÕE RACHA NO COMANDO VERMELHO. DOCA TERIA NOMEADO TIRIÇA PARA A MISSÃO DE RETOMAR COMUNIDADES DO TCP. ACESSE LINK E OUÇA O ÁUDIO

Informações que circulam nas redes sociais apontam para um suposto racha dentro do Comando Vermelho em meio à guerra pelo controle de comunidades de Cordovil, na Zona Norte do Rio. Os confrontos entre criminosos vêm aterrorizando os moradores da região há algumas semanas. Em um áudio atribuído ao traficante Tiriça, ele afirma que a gestão das comunidades da Tinta e do Dourado — atualmente controladas pelo Terceiro Comando Puro — teria sido transferida para o Complexo da Penha. Antes, as áreas seriam vinculadas às comunidades do Dick e de Furquim Mendes, ligadas ao grupo de Nico. Na gravação, Tiriça deixa claro que, com a mudança na gestão, traficantes do Complexo da Penha seriam os responsáveis pela retomada das comunidades da Tinta e do Dourado. Ele afirma ainda que teria sido encarregado da missão. Informes que circulam entre criminosos indicam, porém, que a decisão teria desagradado aos chamados “crias” da região. OUÇA O AUDIO: https://x.com/pegavisaorjnews/status/2080422377645625582/video/1 Ainda segundo relatos, o traficante Doca, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho, não teria entrado diretamente na guerra até o momento por causa de um suposto desentendimento com Nico relacionado à administração de um prédio no Quitungo. No áudio, Tiriça também afirma que policiais estariam supostamente recebendo propina para impedir o avanço do Comando Vermelho sobre as comunidades recentemente perdidas para os rivais. Segundo ele, caso seja necessário pagar também a policiais corruptos para permitir a retomada das áreas, isso será feito. Tiriça durante muito tempo esteve envolvido nas guerras do CV na Praça Seca e Jacarepaguá. A guerra em Cordovil se acirrou há algumas semanas quando o bando do traficante Peixão do Complexo de Israel invadiu a comunidade do Dourado (reduto de Nico) e matou sete pessoas, entre elas uma jovem autista de 22 anos. P Peixão também está em disputa com o grupo de Nico nas comunidades Furquim Mendes e Dique, no Jardim América. Durante essa semana, a briga terminou com a morte de uma idosa de 75 anos, As informações e o conteúdo do áudio não foram confirmados oficialmente.

Bandido que ameaçava jornalistas por rede social foi preso em operação na Serrinha (TCP). Mansões do chefão com piscina, passagens secretas e até curral com animais foram encontradas. LINK PARA VIDEO

Durante operação no Complexo da Serrinha, em Madureira, a policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRFC) um dos bandidos mais violentos da facção criminosa Terceiro Comando Puro, vulgo Da Mata. O criminoso ameaçava jornalistas e policiais por meio de redes sociais. Outros nove foram presos. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, durante a ação os agentes apreenderam uma arma de fogo, roupas utilizadas em confrontos territoriais, entorpecentes e diversos outros materiais ligados às atividades da organização criminosa. Foram encontradas casas de luxo do chefão do tráfico, vulgo Lacosta. Além de piscina, havia mansões um curral com alguns animais como cavalo e vaca, diversas passagens e espaço gourmet.. VEJA VÍDEO COM AS MANSÕES: https://www.facebook.com/share/r/18okcRhrJX/ A Operação Rota Segura foi deflagrada para cumprir mandados de prisão contra integrantes de grupos criminosos responsáveis por roubos e diversos outros delitos graves em Madureira e regiões próximas. A ação é resultado de meses de investigação conduzida pela 29ª DP (Madureira) e ocorre no Complexo da Serrinha, em Vaz Lobo, e na Comunidade da Primavera, em Cavalcanti. As diligências contam com o apoio de equipes dos Departamentos-Gerais de Polícia da Capital (DGPC), Especializada (DGPE), do Interior (DGPI), da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). As investigações apontaram que os criminosos atuavam de forma organizada e eram responsáveis por roubos de veículos, cargas, celulares e de transeuntes, além de extorsões, restrições de liberdade e outros delitos graves. Os crimes eram cometidos de forma reiterada em Madureira, Cavalcanti, Engenheiro Leal e bairros vizinhos da Zona Norte do Rio. A operação foi planejada a partir de um intenso trabalho investigativo da 29ª DP, que reuniu informações de inteligência, análise de registros e monitoramento dos investigados para identificar os autores dos crimes. Com base no robusto conjunto probatório produzido ao longo da investigação, a autoridade policial representou pela prisão dos envolvidos. A ação desta quinta-feira tem como objetivo retirar esses criminosos de circulação, recuperar bens e veículos subtraídos e interromper a atuação dos grupos criminosos.

Quase 20 anos de espera: PM expulsa três policiais de quadrilha que controlava centenas de caça-níqueis

Quase duas décadas depois do início das investigações, a Polícia Militar expulsou três policiais envolvidos com uma organização criminosa especializada na exploração ilegal de máquinas caça-níquel e na corrupção de agentes públicos. A quadrilha, segundo as investigações, atuava pelo menos desde 2007 e mantinha aproximadamente 500 pontos de exploração de máquinas caça-níquel em municípios da Região Metropolitana e da Região Serrana do Rio, incluindo Magé, Teresópolis, Guapimirim e cidades vizinhas. O grupo era estruturado e contava com diferentes níveis de comando. De acordo com a investigação, os principais integrantes estabeleciam as diretrizes da organização, enquanto outros membros atuavam na operação do esquema e na administração financeira da atividade criminosa. A organização também contava com a participação de policiais federais, que, em troca do recebimento periódico de vantagens indevidas, forneciam informações privilegiadas sobre investigações e operações policiais. O objetivo era proteger o funcionamento do esquema de jogos ilegais e permitir que a quadrilha continuasse explorando as máquinas sem ser incomodada pelas autoridades. Planilhas revelaram dimensão do esquema Durante as investigações, interceptações telefônicas e documentos apreendidos ajudaram a revelar a estrutura da organização criminosa. Em uma das conversas interceptadas, integrantes do grupo discutem até mesmo o pagamento de salários e o aumento da remuneração de envolvidos na operação. Nas buscas realizadas pela polícia, foram apreendidos computadores e discos rígidos contendo planilhas relacionadas ao controle das máquinas caça-níquel, à movimentação financeira e à distribuição dos valores obtidos com a exploração ilegal. Uma das planilhas apreendidas registrava a existência de 634 máquinas caça-níquel apenas na região de Barra Mansa. O material também apontava uma movimentação de aproximadamente R$ 1,5 milhão com as máquinas entre outubro de 2009 e junho de 2010. As investigações também encontraram documentos que indicavam a existência de um esquema de corrupção policial ligado à exploração das máquinas. Expulsão quase 20 anos depois Apesar de os fatos investigados remontarem a 2007, a expulsão dos três policiais militares só foi formalizada agora, quase duas décadas depois do início da atuação criminosa atribuída à organização. A decisão administrativa considerou que o envolvimento dos agentes com a exploração de jogos ilegais e com o esquema de corrupção era incompatível com a permanência nos quadros da Polícia Militar. Os três foram excluídos da corporação por violação dos deveres funcionais e por condutas consideradas incompatíveis com a dignidade e o decoro da função policial. O caso mostra a impressionante demora entre a descoberta de um esquema criminoso e a conclusão do processo disciplinar que resultou na expulsão dos policiais. Quase 20 anos depois de a organização criminosa começar a operar, os três policiais finalmente foram retirados dos quadros da PM.

PM expulsa sargento condenado por sequestrar, espancar e extorquir mulher depois de mais de quatro anos do crime

A Polícia Militar do Rio de Janeiro expulsou, somente agora, mais de quatro anos depois do crime, o 3º sargento Roquelaine Peres Campelo, condenado a 23 anos, seis meses e 20 dias de prisão por participar do sequestro, espancamento, roubo e extorsão de uma mulher. Os crimes ocorreram entre os dias 17 e 18 de fevereiro de 2022, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. De acordo com a condenação criminal e com o processo disciplinar, o policial agiu com outros criminosos para atrair a vítima até um bar em Olinda, em Nilópolis. No local, ela foi agredida e obrigada a entrar no veículo utilizado pelo grupo. Na sequência, os criminosos foram até a residência da mulher e roubaram diversos bens, entre eles celular, televisão, ventiladores e tênis. A vítima foi então levada para o Recreio dos Bandeirantes, onde permaneceu privada de sua liberdade por mais de 12 horas. Segundo as decisões judiciais, o grupo exigia que ela pagasse R$ 30 mil. A mulher foi brutalmente agredida com golpes de taco de beisebol e coronhadas no rosto e na cabeça. Ela sofreu múltiplas fraturas no braço, lesões nas costelas e perdeu parcialmente a visão de um dos olhos. Após ser mantida em um cativeiro improvisado, a vítima conseguiu escapar na manhã seguinte. Sargento foi condenado a 23 anos de prisão Em agosto de 2024, a 1ª Vara Criminal de Nilópolis condenou Roquelaine pelos crimes de roubo majorado, extorsão e cárcere privado. A pena foi fixada em 23 anos, seis meses e 20 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, além de 60 dias-multa. A Justiça também determinou a perda do cargo de policial militar, considerando que a prática de crimes violentos era completamente incompatível com o exercício da função. A defesa recorreu, mas a condenação foi mantida integralmente pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agosto de 2025. A perda da função pública também foi mantida. Mesmo assim, a exclusão administrativa dos quadros da PM só foi publicada em julho de 2026, mais de quatro anos após a prática dos crimes e quase dois anos depois da condenação em primeira instância. Negou participação Durante o Conselho de Disciplina, o sargento negou as acusações. Ele afirmou que apenas havia dado uma carona a uma das envolvidas e sustentou que a vítima teria entrado voluntariamente no veículo. Também negou ter participado das agressões, do roubo, da extorsão e do uso de arma de fogo. A versão, no entanto, foi rejeitada pelo Conselho de Disciplina. O processo destacou que a condenação criminal foi baseada em depoimentos, reconhecimentos, laudos periciais e imagens de câmeras de segurança. Segundo a decisão administrativa, as provas demonstraram que o policial teve participação direta na ação e que era responsável por comandar a atuação dos demais envolvidos. O Conselho concluiu que o comportamento do sargento era incompatível com a permanência na corporação. Comandante-geral da PM decidiu, então, excluir Roquelaine Peres Campelo “a bem da disciplina” dos quadros da Polícia Militar. O policial já havia sido condenado criminalmente e perdido o cargo por decisão judicial. A expulsão administrativa, porém, só foi formalizada mais de quatro anos depois do violento crime.

Guerra entre milícia e o CV: versão que circula como mais provável para a execução em mansão de luxo em Mangaratiba

Após as mortes de dois homens ontem em uma mansão de luxo em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, começaram a surgir especulações sobre a motivação do crime. Uma das linhas sugeridas é de que milicianos ligados a PL, chefe do maior grupo paramilitar do Estado, teriam sido os autores Os relatos apontam que estaria rolando uma festa na Ilha de Itacuruçá. Os milicianos ligados ao GAT do Jorjão (J/PL) teriam recebido a informação ðe uma pessoa que estava no evento de que havia dois criminosos ligados à Tropa do Gday (CV) na festa, montaram uma equipe, atravessaram em barcos e executaram os dois homens. Gday é ex-miliciano de Itaguaí e atualmente vem liderando a guerra contra a milícia do PL, em Chaperó. Ele teria sido um responsável por iniciar confrontos em Rio das Pedras, porém sem sucesso. Pivô da guerra no Rio das Pedras, Kauan divulgou um vídeo de Gday dançando e debochando. Um dos mortos em Mangaratiba, vulgo Batata, já havia sido preso com comparsas em Itaguaí com material relacionado a roubo de cargas. A imprensa da região informou que era realizada uma festa de aniversário era realizada na residência que está anunciada no Airbnb pela diária de R$3.300, quando cerca de dez criminosos armados e encapuzados saíram chegaram de barco em um atracadouro ao lado da casa. Eles invadiram o imóvel e renderam os presentes. Os invasores procuravam por dois homens conhecidos pelos apelidos de “Batata” e “Mulato”. Após localizá-los, efetuaram diversos disparos. As vítimas foram identificadas como Jorge Felipe dos Santos Noga Barbosa, o Batata e Cayo Gustavo Genuel dos Santos o Mulato, que morreram no local. Eles seriam da comunidade Brisamar, em Itaguaí . Antes de fugir, os criminosos roubaram 11 aparelhos celulares e escaparam em uma embarcação.. O 33º BPM foi acionado e os agentes encontraram as vítimas já sem vida. A perícia foi realizada, e a ocorrência foi registrada na 165ª DP, que investiga o caso.

“‘TAXA’, MORTE E VIGILÂNCIA: ESCUTAS INÉDITAS EXPÕEM OS BASTIDORES DA MILÍCIA QUE DOMINAVA ÁREAS DE QUEIMADOS”

Depois de um fato que foi amplamente noticiado pela imprensa com vídeo e tudo de um tiroteio entre milicianos rivais em Queimados no dia 21 de junho de 2024 que terminou com a morte de um homem e a prisão de cinco suspeitos, a polícia foi a fundo na investigação contra o grupo após rastrear um dos celulares apreendidos. Dois anos depois, a Justiça abriu processo contra a quadrilha. Foram encontrados elementos que confirmaram o envolvimento de todos os prsos com a milícia atuante em Queimados. Os agentes recuperaram i mensagens trocadas entre os de-nunciados, tanto por meio de chat de conversa privada, quanto por grupos de WhatsApp, destacando-se, dentre eles, o denominado grupo “Futebol dos Amigos”, destinado, especialmente, ao monitoramento da atividade policial e de grupos rivais, com informes em tempo real sobre a localização de viaturas das polícias militar e civil em áreas dominadas pela milícia, notadamente nos arredores dos condomínios residenciais José Metódio, José Marttins, Laurindo Moreira e Sebastião Torres. A análise dos dados do celular confirmou que outras empreitadas foram realizadas pelo bando tendo como objetivo executar criminosos de grupos rivais. Para tanto, os denunciados se valiam de extensa rede de informantes, que enviavam dados sobre a localização, veículos e vestimentas utilizadas pelos alvos. Os policiais conseguiram obter na galeria de imagens do aparelho celular fotografias que mostravam o poderio bélico do bando que possuía fuzis, pistolas, coletes e fardas policiais usados para o cometimento dos crimes de extorsões e homicídios. Os bandidos faziam até falsas blitzes para abordar motoristas de aplicativos. As mensagens trocadas pelo dono do celular, vulgo Bibi, com seus comparsas evidenciaram que o grupo criminoso disputava o domínio territorial de Queimados com outro grupo miliciano, tendo por finalidade o controle financeiro decorrente das extorsões de comerciantes e mototaxistas, sendo Bibi peça-chave na engrenagem criminosa. E tal disputa territorial é levada ao extremo pelos denunciados, a ponto de valerem-se de armas de grosso calibre, veículos clonados e informantes, tudo com o claro objetivo da eliminação da vida alheia e consequente vitória da guerra urbana. Soldado e cobrador da milícia, Bibi atuava tanto nas extorsões de comerciantes e mototaxistas, como no planejamento e execução dos homicídios praticados pelo grupo. Em um dos diálogos com um comparsa já falecido vulgo DG7 ele tratou da extorsão de mototaxistas e do planejamento de execução de criminosos rivais: “Mano, a gente tem que ir lá, entendeu mano, fazer a reuni-ão, entendeu mano, acertar isso daí, mano. Irmão, passou de meio dia, vai rolar os juros, entendeu mano. Porra, lá fora o bagulho é mais caro, mano, mas vamos fazer o dinheiro. O bagulho vem na risca, na sexta-feira. Nós, porra, não dá papo não dá nada… vagabundo que fazer nós de otário Bibi: “Igual Wallace…Dia todo que passei na rua, ele bebendo. Ai nem pagou a porra do ponto ainda, entendeu. E até mesmo os ouros demais também” Em outra conversa com DG, Bibi indagou: “Geral pagou? Geral pagou, viadão? Dá o papo?” DG: “Sapatão, acho que perdeu…O cara pegou a moto, arrumou uma moto lá. Vai me mandar amanhã. Jussara perdeu os documentos, carteira com dinheiro…falou que vai mandar também. DG: “E aquele Jonathan, mano, pediu para avisar que não ia rodar essa semana não. Que ia resolver um problema de saúde. Ai não ia pagar essa semana, tá ligado” Outra figura de destaque na milícia era o criminoso vulgo Elefante, também soldado e cobrador da milícia. Foi comprovado sua participação nos atos extorsionários. Seu vulgo era bastante conhecido no universo criminoso de Queimados. A tática de usar um codinome distinto do seu real nome ou mesmo do seu vulgo foi utilizada por outros diversos integrantes da milícia de Queimados, sempre com a finalidade de não serem identificados no curso das investigações. Elefante que também era chamado de Elefantinho agia em dupla com Bibi tanto na cobrança das extorsões, quanto no planejamento e execução de homicídios. Foi comprovado também o envolvimento de uma mulher vulgo Tia MCG”, que passou a integrar a milícia fornecendo informações de milicianos rivais em troca de cesta básica, e mensagens a respeito de extorsões de empresas de internet: “Sabe qual é o ruim, Elefante. Que naquele dia eu falei com todo mundo, o caralho a quatro, falou que ia mandar o bagulho lá pra mina, coisa e tal, entendeu, que a mina estava precisando de um bagulho lá pra filha dela. A gente ia ver se ia mandar uma cesta básica ou kit danone, o caralho a quatro… não mandou. Po, ficar mandando mensagem é foda, mano, entendeu. A gente quer ser ajudada, as pessoas também gosta também de ser ajudado, entendeu, mano?” Elefante: “Po, irmão, mas não seguiu a cesta básica pra mulher lá não, mano? não seguiu a cesta básica pra mulher lá não, mano? Tu não falou com o irmão não, cara? Vamos correr atrás aí, cara para mandar a cesta básica para a mulher hoje, mano (…) Só agarrar uma cesta básica, filho, e seguir pra ela, depois a gente fala com o irmão, mano. Vamos ver se a gente resolve essa porra hoje. Mano eu vou chegar nesses caras, porra. Eu vou chegar. Confia. Olha aí, eu vou te mandar uns negócios” Bibi: “Então, mano. O irmão ia ligar, naquele dia que eu fui em São João levar o material do Chucky. Não ligou, entendeu, ma-no. Tem que ver isso daí, pra levar uma pra ela lá, vamos ver se a gente agarra uma no Belmonte, entendeu” Elefante: “Mano, faz contato com ela e fala que a cesta básica dela vai seguir hoje, entendeu. Fala: “po, me desculpa que eu ta-va na correria ai, aconteceu umas paradas aí, a gente teve que dar uma saída da cidade, me perdoa mesmo. Entendeu, mas o negócio da sua filha vai seguir. A gente vai seguir aí o negócio da sua filha e depois a gente vai seguir um dinheiro ai também pra tu poder comprar o danone e os biscoitos das crianças, entendeu. A gente já vai fazer

Comando Vermelho usa armas, extorsões e sabotagens para tomar mercado de internet e ampliar negócios criminosos em Duque de Caxias

O Comando Vermelho não se limita a controlar o tráfico de drogas nas comunidades de Duque de Caxias. A facção transformou o domínio territorial em uma máquina de exploração econômica e passou a usar armas, ameaças, sabotagens e expulsões para tomar o mercado de internet. Investigações revelam como o grupo cobrava taxas extorsivas de empresas provedoras e trabalhava para impor um monopólio criminoso sobre um serviço essencial, com empresas autorizadas a operar a serviço da própria organização. As informações constam de investigações que analisaram a atuação de diferentes núcleos criminosos ligados ao Comando Vermelho no município e revelam detalhes de como a facção utiliza o domínio territorial, o poderio bélico e a violência para ampliar seus negócios criminosos. O elo entre os diferentes núcleos criminosos seria Joab da Conceição Silva, conhecido como “Girafa”. Segundo a denúncia, a liderança exercida por ele no território de Duque de Caxias permitiria a coordenação simultânea de diferentes atividades criminosas, todas voltadas ao fortalecimento do Comando Vermelho. Segundo a investigação, alguns dos denunciados utilizavam o grupo de WhatsApp “Família R7” para trocar mensagens sobre o monitoramento de incursões policiais. O objetivo seria manter inabalável a dominação territorial do Comando Vermelho em áreas como Rua Sete, Salgueiro, Acapulco, Divinéia, Mangueira e Badu. As conversas também teriam revelado o poderio bélico da facção, com a confirmação da utilização de armamentos de grosso calibre por seus integrantes. A investigação apontou ainda que estruturas da sociedade civil seriam utilizadas em favor do crime organizado. Entre elas está a Associação de Moradores de Campos Elíseos, cujo presidente, Cláudio Corrêa da Silva, conhecido como “Pastor”, é um dos denunciados. Facção cobrava empresas e expulsava concorrentes Um dos principais braços criminosos identificados na investigação envolve o controle do serviço de internet. Segundo a apuração, o Comando Vermelho teria criado uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, para dominar a distribuição do sinal nas áreas sob seu controle. O esquema começaria com a cobrança de taxas extorsivas das empresas provedoras que já atuavam nas comunidades. Em seguida, empresas que se recusassem a se submeter às exigências do grupo seriam alvo de sabotagens e expulsões violentas. O objetivo final seria controlar territorialmente a oferta de internet e estabelecer um monopólio formado por empresas que atuariam a serviço da própria facção. As investigações apontam que o esquema não se limitava à cobrança de uma taxa para permitir que as empresas trabalhassem. A facção buscaria controlar todo o mercado de internet nas áreas dominadas, utilizando a força das armas para eliminar concorrentes e garantir que apenas empresas autorizadas pelo Comando Vermelho pudessem prestar o serviço. A atividade, identificada nas investigações como exploração da chamada “CVNet”, geraria lucros significativos para o crime organizado e, ao mesmo tempo, fortaleceria o controle da facção sobre comunidades inteiras. A investigação destaca que o domínio sobre um serviço essencial como a internet amplia a influência da organização criminosa sobre os moradores, impondo controle, medo e dependência econômica. Esquema começou a ser investigado em Bom Retiro As análises telemáticas realizadas no Inquérito Policial nº 060-02796/2025 foram cruzadas com as informações reunidas no Inquérito Policial nº 02118/2022. Inicialmente, o segundo procedimento investigava traficantes da Comunidade do Bom Retiro, em Duque de Caxias, que estariam cobrando taxas de empresas provedoras de internet para permitir que elas atuassem em áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Com o avanço da apuração, os investigadores identificaram que a logística criminosa também alcançava as comunidades do Rasta, Vila Urussaí, Badu e Rua Sete. O cruzamento dos dois inquéritos permitiu, segundo a investigação, identificar uma estrutura mais ampla de atuação do Comando Vermelho no município. Facção diversificou negócios criminosos A investigação aponta que o Comando Vermelho atua em Duque de Caxias em duas frentes simultâneas. A primeira está diretamente relacionada ao tráfico de drogas e às atividades necessárias para sua manutenção, como o monitoramento das ações policiais e o emprego de armas de fogo. A segunda envolve outros núcleos criminosos voltados para a obtenção de lucro e o fortalecimento da organização criminosa. Entre eles estão o roubo de cargas e veículos, a exploração ilegal do serviço de internet e a ocultação e lavagem do dinheiro obtido com as atividades criminosas. Segundo a denúncia, a estrutura criminosa seria dividida em quatro núcleos: A investigação aponta que esses grupos mantinham estruturas organizadas, com divisão de tarefas e diferentes níveis de atuação. O elo entre as estruturas criminosas seria Joab da Conceição Silva, conhecido como “Girafa”. Segundo a denúncia, a liderança exercida por ele no território de Duque de Caxias permitiria a coordenação simultânea de diferentes atividades criminosas, todas voltadas ao fortalecimento do Comando Vermelho. Armas também eram utilizadas em roubos A investigação aponta que o arsenal da facção não seria utilizado apenas para proteger pontos de venda de drogas ou garantir o domínio territorial. As armas também seriam empregadas em roubos de veículos e cargas. Após os crimes, os veículos e produtos roubados seriam inseridos em um esquema de receptação, com auxílio de integrantes de outras comunidades do estado do Rio de Janeiro também dominadas ou aliadas ao Comando Vermelho. Segundo a investigação, essa estrutura transformaria os roubos em uma das diversas fontes de financiamento e fortalecimento da facção. A investigação aponta que o Comando Vermelho teria construído em Duque de Caxias uma estrutura criminosa diversificada, que combina tráfico de drogas, roubos, extorsão de empresas, controle de serviços essenciais e lavagem de dinheiro. O resultado seria um sistema no qual diferentes atividades criminosas se alimentariam mutuamente e contribuiriam para ampliar o poder territorial e econômico da facção. A diversificação das atividades criminosas permitiria, de acordo com a denúncia, a retroalimentação da organização criminosa, com a utilização dos lucros para ampliar o número de integrantes, fortalecer e pulverizar lideranças, adquirir armas de fogo cada vez mais letais e aumentar a capacidade de compra e distribuição de drogas.

Condomínio sob domínio da milícia de Juninho Varão tinha cobrança de ‘segurança’, venda forçada de produtos e sistema organizado de arrecadação. Mulher era peça-chave no esquema

Uma investigação da Polícia Civil revelou detalhes sobre a atuação da organização paramilitar ligada à liderança de Gilson Ingrácio de Souza Junior, o “Juninho Varão”, apontado como chefe da milicia que manteria o controle sobre moradores do Condomínio Jardim Guandu, na Baixada Fluminense. Segundo a investigação, o condomínio seria dominado por milicianos, que explorariam economicamente os moradores por meio da imposição da aquisição de produtos e serviços, especialmente gás e mantimentos, além da cobrança sistemática de valores sob a justificativa de uma suposta “segurança”. As denúncias, recebidas de forma frequente e reiterada pelo Disque Denúncia e por outros canais institucionais, apontam para um esquema de exploração dos moradores que, em tese, envolveria práticas de extorsão e esbulho possessório. A apuração é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO-IE), no âmbito do Inquérito Policial nº 405-00102/2026, instaurado para investigar a atuação da organização paramilitar vinculada a “Juninho Varão”. A investigação aponta que o esquema contaria com uma estrutura organizada para controlar, registrar e administrar o dinheiro arrecadado dos moradores. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão judicial, deferido em regime de plantão no processo nº 0033229-35.2026.8.19.0001, os policiais apreenderam em um imóvel localizado no interior do condomínio talonários de recibos, controles de cobrança, escrituras e diversos documentos compatíveis com a arrecadação sistemática de valores provenientes das extorsões. O imóvel era ocupado por uma mulher que, segundo informações de inteligência, exerceria uma função ativa na organização criminosa, especialmente na arrecadação dos valores cobrados dos moradores. A análise preliminar do celular apreendido com ela, realizada com autorização judicial, revelou grupos e conversas estruturadas voltadas à cobrança de moradores. O aparelho também continha informações sobre o monitoramento de ações policiais, inclusive referências diretas à atuação da unidade responsável pela investigação e à autoridade policial que subscreveu a representação. Para os investigadores, o material apreendido demonstra a existência de organização, divisão de tarefas e funções específicas dentro da estrutura criminosa. Os elementos encontrados — incluindo registros manuscritos, diálogos e comprovantes de pagamentos — indicariam que a mulher exercia a função de gerenciar a arrecadação dos valores extorquidos dos moradores, controlando e registrando os pagamentos ilícitos exigidos mediante coação. A função, segundo a investigação, já vinha sendo delineada durante a apuração e teria sido confirmada pelo material apreendido. Investigação também relaciona grupo a homicídio A organização investigada também é relacionada a crimes violentos. Em uma investigação recente sobre um homicídio ocorrido na Baixada Fluminense, formalizada no Registro de Ocorrência nº 861-0866/2025, a mãe da vítima relatou que o filho teria sido morto por milicianos ligados à liderança de “Juninho Varão”. Segundo o relato, integrantes do grupo atuariam e residiriam no Condomínio Jardim Guandu. A mulher apontou ainda Felipe Alves da Silva, companheiro da investigada, como um dos envolvidos diretamente no homicídio. Para a polícia, a informação reforça a possível ligação do núcleo familiar da mulher com a estrutura criminosa violenta investigada. Celulares roubados Durante a operação, os policiais também constataram que dois celulares encontrados com a mulher possuíam registros de roubo em sistemas oficiais. Um dos aparelhos era um Motorola Moto G8 Power, relacionado ao Registro de Ocorrência nº 35-03843/2021, com o IMEI nº 359097101021775. O outro era um Apple iPhone 14 Pro Max, relacionado ao Registro de Ocorrência nº 044-04457/2025, com os IMEIs nº 355901946584307 e 355901946880184. Segundo a investigação, a manutenção dos aparelhos na posse da conduzida, sem comprovação de origem lícita, poderia configurar, em tese, o crime de receptação, previsto no artigo 180 do Código Penal. A apuração prossegue para identificar outros integrantes da organização, esclarecer a extensão do domínio exercido pela milícia sobre o condomínio e aprofundar a investigação sobre o sistema de cobrança, arrecadação e controle imposto aos moradores.

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