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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Confira a acusação formal que existe na Justiça contra um coronel da PM suspeito de ligação com a milícia que foi nomeado para cargo no Rio

O coronel da Polícia Militar Marcelo Moreira Malheiros voltou ao centro das atenções após ser nomeado para um cargo no Porto do Rio, em meio a acusações graves que tramitam na Justiça. De acordo com denúncia apresentada no âmbito judicial e citada em decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o oficial é acusado de ter integrado uma organização paramilitar, estruturada nos moldes de milícia privada, com atuação na comunidade da Praça Seca, na Zona Oeste do Rio. Segundo a acusação, o grupo exerceria controle territorial com o objetivo de praticar crimes como extorsão, receptação, corrupção ativa e porte ilegal de armas de fogo. Ainda conforme o Ministério Público, o coronel teria solicitado e recebido vantagem indevida em razão da função pública, além de ter, supostamente, retardado ou deixado de praticar atos de ofício — como prisões em flagrante — relacionados a integrantes da milícia. A denúncia também aponta que o oficial teria determinado a realização de operações policiais com o objetivo de conter o avanço de traficantes em áreas dominadas pela milícia, o que, segundo os investigadores, acabaria favorecendo a atuação do grupo paramilitar. Outro ponto destacado na acusação é o suposto vazamento de informações sigilosas. De acordo com o processo, o coronel teria revelado ou facilitado o acesso a dados que deveriam permanecer sob sigilo, causando prejuízos à administração militar e às ações de combate ao crime na região. As investigações, ainda segundo a denúncia, se baseiam em relatórios, interceptações telefônicas e análises telemáticas autorizadas pela Justiça, que indicariam uma relação próxima entre o oficial e integrantes da milícia. Entre os nomes citados está o de Cláudio Rodrigo Monteiro, conhecido como “Ceta”, apontado como um dos envolvidos no esquema e também denunciado no mesmo processo (nº 0168043-86.2023.8.19.0001), em tramitação na Justiça do Rio. Diante dos elementos apresentados, o Ministério Público solicitou medidas cautelares contra o coronel, incluindo a suspensão do exercício da função pública, a proibição de acesso a dependências militares e a suspensão do porte de arma. Os pedidos foram acolhidos pelo juízo de primeira instância. O espaço segue aberto para manifestação da defesa do coronel Marcelo Malheiros.

Mulher foi morta na Rocinha (CV) após bandidos verem foto de fuzil no seu celular

Uma mulher de Senador Camará (TCP) foi para Favela da Rocinha (CV) e tria sido morta durante a madrugada .O corpo ainda não apareceu. Segundo relatos, a moça seria envolvida com o crime Os traficantes teriam pego o celular dela e viram uma foto com.fuzil. Ela se chamava Jeane e era conhecida como Bebê-ou Bebelzinha. Há fotos dela sabendo o símbolo do Terceiro Comando com as mãos e fazendo referência ao traficante Sabão de Camará

Operação policial em Niterói tem dois mortos e quatro fuzis apreendidos

Uma operação policial no Complexo do Fonseca, em Niterói, resultou na apreensão de quatro fuzis calibre 5,56, uma pistola calibre .45 e na morte de dois indivíduos após um confronto com a polícia. A ação foi motivada por denúncias sobre traficantes armados exibindo armamento pesado e efetuando disparos, colocando a população em risco. Cinco suspeitos foram detidos e encaminhados à delegacia, onde a ocorrência segue em andamento para investigação Um dos presos é o traficante Nem Rato do CV.

Preso em SP MC que exaltou Peixão (TCP)

Policiais civis da Delegacia de Roubos de Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP), em ação conjunta com policiais civis de São Paulo, prenderam, neste domingo (15/03), um MC conhecido como Urubuzinho que promovia narcocultura e enaltecia chefes do tráfico de drogas. De acordo com os agentes, o criminoso estava foragido pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. Ele foi localizado no bairro de Belenzinho, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com as investigações, o bandido, que é residente no Rio de Janeiro, participou, durante o carnaval deste ano, do baile funk da “Colômbia”, na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo. Na ocasião, ele teria estimulado traficantes fortemente armados a realizar disparos de arma de fogo, além de enaltecer o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, líder da facção criminosa do Terceiro Comando Puro no Complexo de Israel .Após três semanas de um intenso trabalho estratégico de inteligência e monitoramento da unidade, agentes identificaram que o bandido procurado estava em um endereço da região e, em ação integrada, capturaram o criminoso. Com a prisão deste domingo, a Polícia Civil reafirma que não há glamour no crime. Por trás dessa narrativa criminosa que utiliza a música como arma, estão a violência, a coação de moradores e o recrutamento de adolescentes para atividades ilícitas. Combater a narcocultura também é enfrentar essa falsa estética do crime.

Médica morreu atingida por bala perdida em Cascadura. VIDEO

Uma mulher chamada Andrea Marins Dias,;de 61 anos, morreu após ser atingida por uma bala perdida durante uma perseguição com troca de tiros na Rua Palatinado, em Cascadura, Zona Norte do Rio. Segundo relatos de moradores, a vítima era médica e antiga moradora da região. Ela teria ido visitar a mãe e estava sozinha no carro no momento em que foi atingida. Os criminosos conseguiram fugir. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga a morte de Andrea Marins Dias. Diligências estão em andamento para apurar os fatos.  O Corolla Cross que ela dirigia teria sido confundido por policiais militares com o veículo de criminosos suspeitos de praticar roubos na região. Segundo relatos, os PMs do 9º BPM, faziam patrulhamento de rotina quando foram alertados por um transeunte sobre um carro do mesmo modelo envolvido em assaltos. Com base na denúncia, os agentes iniciaram buscas e afirmam que, ao chegarem ao cruzamento das ruas Cupertino e Araruna, avistaram três veículos — um Jeep Commander, um Corolla Cross e uma motocicleta — que teriam fugido ao perceber a aproximação da viatura. De acordo com os policiais, foi dada ordem de parada, mas os veículos não obedeceram e disparos teriam sido feitos contra a guarnição, que reagiu. O carro dirigido pela idosa seguiu por diversas ruas da região em alta velocidade. A perseguição terminou na rua Palatinado, onde o veículo parou em frente ao número 38. Ao se aproximarem, os policiais encontraram Andrea Marins Dias caída no banco do motorista, com uma perfuração provocada por disparo de arma de fogo e já sem vida. Foi o.segundo caso neste fim.de semana. Ontem.uma mulher morreu alvejada por bala perdida no.ardim Catarina, em.São Gonçalo

PM é suspeito de vender arma argentina e droga para narcomilícia em Anchieta; deputado aparece em investigação. Outros policiais estão envolvidos

Uma investigação sigilosa realizada em 2023 apontou que um policial militar teria negociado armas e drogas com integrantes de uma narcomilícia que atuava na comunidade Az de Ouro, no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso consta em documentos analisados pela Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com as apurações, o policial, conhecido pelo apelido de Ricardinho, seria um possível fornecedor de armamentos para o grupo criminoso. Em uma das conversas interceptadas durante a investigação, ele teria oferecido a um dos líderes da quadrilha, conhecido como Lacraia, uma pistola calibre 9 milímetros de fabricação argentina pelo valor de R$ 6 mil. No diálogo, Ricardinho chegou a compartilhar a imagem da arma. Em seguida, Lacraia indicou que o policial teria intermediado a venda do armamento para um homem conhecido como Mano, apontado como chefe do tráfico na comunidade. Posteriormente, em novas mensagens, Ricardinho teria reclamado com Lacraia que ainda não havia recebido o pagamento pela arma negociada. As investigações também indicam que o policial teria tratado da venda de uma carga de 140 quilos de maconha com um interlocutor. Outro policial militar, conhecido como Léo, também aparece nas apurações como alguém que mantinha contato com integrantes do grupo. Relação com político da Baixada A investigação cita ainda um deputado estadual que, na época dos fatos, exercia mandato como vereador em Nilópolis. Segundo os investigadores, ele mantinha relação próxima com Lacraia, a ponto de ambos se tratarem pelo apelido de “xará”, por terem o mesmo nome. Mensagens analisadas pela investigação mostram Lacraia enviando ao político dados pessoais e currículos de determinadas pessoas. Em algumas respostas, o parlamentar demonstrava concordância, o que levou os investigadores a suspeitar que o criminoso estaria solicitando indicações para nomeações. Além disso, Lacraia também mantinha contato com um assessor do deputado. Segundo os investigadores, o assessor preferia tratar de determinados assuntos por meio de ligações no WhatsApp, evitando conversas por mensagens escritas. As mensagens analisadas também indicariam a proximidade do criminoso com o meio político. O parlamentar citado nas investigações já foi condenado anteriormente a 11 anos, 11 meses e 15 dias de prisão por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Conversas revelam influência de policiais Em uma das conversas interceptadas entre Lacraia e o policial militar Léo, o criminoso afirmou que estava em “Nilo, no vereador”, em referência a Nilópolis. Em outra mensagem, Lacraia chegou a chamar o político de “patrão” e afirmou que o telefone que estava utilizando seria o “bom”, o que, segundo os investigadores, pode indicar a existência de outro aparelho usado para tratar de assuntos ilícitos. Os diálogos também sugerem que o policial Léo possuía influência na região onde Lacraia residia e entre grupos criminosos. Em uma das conversas, é citado que um homem identificado apenas como Rodrigo estaria usando o nome do policial para intimidar outras pessoas. No mesmo diálogo, Lacraia afirmou que, caso tivesse “problemas na rua”, pediria ajuda a Léo, o que, segundo os investigadores, demonstra a proximidade entre os dois. Conversas mencionam políticos da Baixada Outras mensagens analisadas pela investigação também citam a relação de Lacraia e de um homem identificado como Samyr com a política da Baixada Fluminense. Em uma conversa, um interlocutor conhecido como Marreta mencionou uma obra avaliada em R$ 77 milhões e reclamou que políticos locais não teriam repassado dinheiro ou cargos ao traficante Samyr. Ele solicitava a intervenção de Lacraia para resolver o problema. Em resposta, Lacraia afirmou que teria levado a demanda aos políticos e que um compromisso anteriormente assumido seria cumprido: a construção de um salão, piscina e quitinetes. Ele também pediu que os envolvidos deixassem de solicitar dinheiro ou cargos. Na sequência da conversa, Marreta afirmou discordar da situação e disse que o prefeito teria mandado um recado a Samyr, por meio do então vereador citado na investigação, afirmando que não poderia interferir na obra. As investigações sobre a atuação do grupo criminoso e seus possíveis vínculos com agentes públicos seguem sob análise da Justiça Uma outra situação mostra que diálogos que comprovariam o vínculo criminoso estável e permanente de Ricardinho e outro policial chamado Raphael e de outros policiais ainda não identificados com a quardilha, sendo recuperadas mensagens datadas de 10.11.2025 em que eles planejam lucrar 20 mil reais com um roubo de carga de guaraná, cujo valor total da mercadoria equivaleria a 170 mil reais, mas o produto seria vendido a um dono de depósito pelo valor de 100 mil reais. Raphael passou a Ricardinho  a localização exata do veículo que teria a carga roubada. Vejamos: RAPHAEL:” Aquela última rua, Marcos de Macedo. Última rua. Vira pra direita, lá no final daquela rua lá. Lá dá saída lá pro Gogó, sei lá. Pro Gogó não, outra parada, esqueci agora o nome. Vou te mandar aí onde está o carro “. Através de diálogos de Ricardinho com Costa se verificou que este apreende armas de fogo em incursões policiais e deixa de apresentá-las à Delegacia de Polícia, entregando-as, de forma rotineira e habitual, a Ricardinho . Aliás, as mensagens demonstram que a dupla utiliza os armários da P2 do 41º BPM para acautelar as armas desviadas nas ocorrências. Em determinado trecho da conversa, Ricardinho chega a reclamar de ter sido apreendida e desviada apenas uma arma de fogo em uma ocorrência realizada. Por fim, convém frisar que a troca de mensagens entre Ricardinho e Costaq confirmou não apenas os desvios de armamentos, mas também que Costa foi acionado pelo primeiro para participar da empreitada criminosa planejada pelo denunciado Raphael haja vista que Ricardo encaminhou para Costa , no dia 11.11.2025, a localização do veículo que seria objeto do roubo de carga e que estaria situado na”barreira”. Tais mensagens não deixam dúvidas, portanto, que os três PMs se associaram para praticar uma série de delitos de peculato desvio, tráfico de drogas, receptação, entre outros.

Traficante preso em resort de luxo responde por execução brutal após vítima ser arrancada de casa por grupo armado. SAIBA MAIS

Preso nesta semana em um resort de luxo à beira-mar na Costa Verde fluminense, o traficante Matheus Eduardo Tentempo, conhecido como “Dourado”, ainda responde por um homicídio ocorrido em 2018 que nunca chegou a julgamento. De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima, Patrick, foi retirada à força de dentro de casa por um grupo armado e executada a tiros. O crime ocorreu por volta das 2h da madrugada, quando seis homens, usando toucas ninjas, roupas camufladas e portando fuzil, pistolas e granadas, foram até a residência da vítima. Os criminosos se passaram por policiais e bateram à porta exigindo que Patrick abrisse. Assim que ele abriu uma pequena fresta, o grupo invadiu o local, tomou seu telefone celular e o arrastou para fora da casa. Em seguida, efetuaram diversos disparos contra a vítima, que morreu pouco depois. Segundo a investigação, os suspeitos utilizaram uma estrutura logística que incluía carros, motos, rádios transmissores e o apoio de outros homens oriundos de comunidades do Rio de Janeiro, ainda não identificados. Após o homicídio, parte do grupo ainda teria realizado um “arrastão” na região, roubando passageiros de ônibus e motoristas que passavam pela localidade. Uma testemunha relatou que o crime teria sido motivado pela morte de um homem chamado Nicolas. Segundo ela, seis pessoas participaram da ação e três delas foram responsáveis por arrastar Patrick para fora da residência. A testemunha contou ainda que Patrick utilizou seu celular para acender a lanterna e verificar quem o chamava na madrugada. Nesse momento, os criminosos entraram na casa, arrancaram o telefone de suas mãos e o levaram para fora. O depoente disse ter visto homens armados com fuzis e pistolas. O pai da vítima afirmou ter ouvido o filho implorar por sua vida. Segundo ele, Patrick foi atingido por um disparo de fuzil na testa. O homem relatou que os criminosos perguntavam quem havia matado um homem chamado Ruan e que seu filho chegou a chamar alguns dos agressores pelos apelidos “Dourado” e “Loiro”, afirmando que os conhecia. Ainda de acordo com o relato, Patrick foi torturado antes de ser morto. O pai contou que ouviu o filho negar envolvimento na morte de Ruan enquanto era agredido. Ele também afirmou ter visto seis agressores no local, alguns armados com fuzis e outros com pistolas, além de granadas presas à cintura. O homem disse ainda que foi alvo de disparos efetuados por dois dos criminosos, identificados pelos apelidos “Zoio” e “Dourado”, mas não foi atingido. Outro depoimento importante foi o de um motorista de táxi. Ele relatou que havia sido chamado para uma corrida no bairro Atílio Marotti quando foi rendido por três homens armados, alguns com o rosto coberto. Um deles portava um fuzil e os demais pistolas. Segundo o taxista, os suspeitos disseram que “o problema não era com ele” e ordenaram que deixasse o local. Na delegacia, ele reconheceu um dos envolvidos, identificado como Luan. O motorista também ouviu integrantes do grupo afirmarem que estavam na região para vingar a morte de um companheiro. Policiais que atenderam a ocorrência relataram ter encontrado o corpo da vítima e recolhido projéteis de arma de fogo no local. Um carregador de fuzil ainda municiado também foi encontrado próximo ao corpo. Outra testemunha contou que naquela madrugada ouviu barulho e, ao sair para verificar, viu Lorran e Matheus, o “Dourado”, deixando a casa de seu pai armados com fuzil, pistola e granadas. Segundo ele, havia cerca de sete pessoas na ação, sendo três dentro da residência e outras do lado de fora, fechando o acesso à rua. O grupo utilizava dois carros, um Prisma branco e um Corolla. O depoente afirmou que seu pai chegou a ser abordado por “Dourado”, que estava com uma pistola em punho. Segundo o relato, os criminosos procuravam por um homem conhecido como “Lerdinho”, suspeito de ter matado Ruan. A testemunha acredita que Patrick acabou sendo executado por ser amigo de Lerdinho e estar frequentemente em sua companhia. Ela também afirmou ter visto o suspeito conhecido como “Zoio” e ouvido integrantes do grupo chamarem outro envolvido, identificado como Daniel, apelidado de “Nori”. Informações repassadas por moradores indicavam ainda que um homem chamado Jean seria o líder do grupo e teria ordenado a morte de Patrick. Durante interrogatório, alguns dos acusados negaram participação no crime. Lorran negou as acusações. Daniel, conhecido como Nori, admitiu envolvimento com o tráfico, mas disse não ter relação com o homicídio. Luan, que afirmou integrar o Comando Vermelho, também negou participação. Já Carlos Eduardo afirmou não ter participado da execução e disse apenas ter levado um homem do Rio de Janeiro até Petrópolis. Parte dos envolvidos no crime foi pronunciada pela Justiça e deverá responder a júri popular, mas a data do julgamento ainda não foi marcada. Na década passada, Dourado já havia sido apontado pela polícia como suspeito de comandar um esquema de tráfico de drogas em Petrópolis a partir do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A base da organização na Região Serrana seria o Morro do Neilor, enquanto o traficante permanecia na comunidade do Parque União. Segundo investigações da época, o esquema era considerado altamente lucrativo e operava de forma constante na região.

Justiça negou pedido do MP e manteve função pública de PMs do BOPE denunciados por morte de inocente no Catete. Agentes só foram afastados das ruas mas continuam trabalhando internamente

A Justiça do Rio aceitou a denúncia contra dois PMs do BOPE suspeitos da morte de Herus Guimarães Mendes da Conceição, de 23 anos no Morro do Santo Amaro, no Catete, em junho do ano passado, mas negou a suspensão integral da função pública dos agentes, Segundos os autos, se imputa aos PMs conduta gravíssima, em verdadeira subversão da ordem social, já que a conduta teria partido de quem tinha a obrigação de proteger a vida humana. Tais circunstâncias, além de causar intranquilidade do seio da sociedade, podem provocar temor no ânimo de testemunhas, caso se permita que os réus sigam exercendo normalmente sua função. No entanto, a Corte argumentou que tendo em conta que o fato se deu durante uma operação policial, entendeu que o pedido de suspensão integral da função pública dos denunciados se afigura demasiado, já que o simples afastamento deles de sua atividade-fim, juntamente com as outras medidas pleiteadas, são suficiente para garantir o salutar distanciamento entre os réus e as testemunhas do fato, além de fornecer à sociedade a resposta necessária, neste momento do processo. A Justiçã determinou as seguintes medidas cautelares contra os PMs. I – Suspensão das atividades de policiamento externo, devendo ficar os réus adstritos a atividades administrativas.II – Comparecimento bimestral ao juízo, para informar e justificar suas atividades, mantendo sempre atualizados endereço, telefone e outros meios de contato.III – Proibição de acessar ou frequentar outras unidades militares, que não aquela para a qual forem designados para exercerem suas funções.IV – Proibição de manter contato, seja por qual meio for – pessoalmente, por telefone, mensagens, redes sociais etc. – com as testemunhas do processo ou com familiares da vítima, mantendo-se deles afastados a, pelo menos, 300 metros.V – Proibição de se ausentarem da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por período superior a 10 dias, sem prévia autorização do juízo. Intimem-se os réus para cumprimento das medidas. O crime ocorreu durante operação policial realizada em 07 de junho de 2025, no Morro Santo Amaro, no bairro do Catete, Zona Sul do Rio.Segundo a denúncia do GAESP/MPRJ, o 1º sargento Daniel efetuou os disparos que causaram a morte da vítima. As imagens das câmeras operacionais portáteis demonstram que a vítima Herus não esboçou qualquer atitude agressiva e tentou se afastar para se proteger, estando de costas no momento em que foi atingido. Já o 1º tenente Felippe Carlos, comandante da equipe ALFA do BOPE, foi denunciado por omissão penalmente relevante, pois decidiu manter a operação mesmo após receber informações de que havia uma festa junina em andamento, com grande número de moradores, incluindo crianças, na Rua Luiz Onofre Alves. O GAESP/MPRJ afirma que o tenente descumpriu seu dever de cuidado e expôs a população a risco grave. Os dois policiais responderão por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia também destaca que o Inquérito Policial concluiu, pela existência de legítima defesa putativa por parte do 1º sargento Daniel, porém essa interpretação não encontra respaldo em nenhuma prova técnica produzida. Segundo o GAESP/MPRJ, as análises de imagens, os laudos periciais e os próprios depoimentos colhidos demonstram que não houve qualquer gesto da vítima que indicasse agressão ou ameaça. O MPRJ ressalta que o IP desconsiderou elementos objetivos da investigação e que a tese de legítima defesa putativa não se sustenta diante do conjunto probatório reunido. Pedido de suspensão da função pública O GAESP/MPRJ requereu ao Juízo a aplicação de medidas cautelares, incluindo a suspensão integral do exercício da função policial militar dos dois denunciados. O Ministério Público também solicitou restrição de contato com testemunhas, comparecimento periódico em juízo, proibição de acesso a unidades militares e limitação de deslocamento. Segundo os promotores, a continuidade dos denunciados no serviço ativo pode comprometer a regularidade da instrução criminal. A denúncia aponta, inclusive, tentativa de manipulação de imagens de câmera por um dos policiais, o que reforça a necessidade das medidas cautelares.

Quatro fuzis apreendidos pela PM em Caxias

Policiais do GAT do 15° BPM prenderam três criminosos e apreenderam quatro fuzis neste domingo (15/03), no acesso à Comunidade do Dique. A equipe realizava patrulhamento na Av. Presidente Kennedy com a Rua Lauro Sodré, em Duque de Caxias, quando interceptou o grupo. Os suspeitos foram detidos e o material apreendido encaminhado para a delegacia da região.

Decisão judicial que determinou soltura de vereador preso por suspeita de ligação com o CV explicou como funcionaria o suposto acordo entre o político e a facção se ele existisse mesmo

O documento da Justiça do Rio que determinou a soltura do vereador carioca Salvino Oliveira que foi preso durante essa semana suspeito de ligação com o Comando Vermelho traz ilações sobre como funcionaria o suposto acordo entre o político e a facção para poder atuar na Gardênia Azul, em Jacarepaguá. A decisão menciona um diálogo mantido entre o Corretor Gardênia Melhoria (Elder de Lima Landim, o Dom) e Edgar Alves de Andrade (o Doca) que confirma se teria havido autorização prévia, atribuída a “Doca e Pezão para que o vereador trabalhasse na comunidade ” e a , bem como para que fosse prestado “suporte” e auxílio aos “projetos deles”. Segundo o documento, tal conteúdo revela, de forma indiciária, que a atuação do parlamentar na localidade pode não se dar de maneira autônoma ou estritamente institucional, mas condicionada ao aval e à tutela da organização criminosa dominante. A expressão “dar suporte”, empregada no diálogo, assume contornos relevantes no contexto investigativo, por não se compatibilizar com a lógica do exercício regular do mandato, indicando, ao contrário, mobilização de estrutura local controlada pelo crime organizado, seja para facilitar acesso, viabilizar circulação, garantir segurança informal, intermediar contatos comunitários ou remover resistências internas, funções típicas de quem detém o controle territorial de fato. De igual modo, a referência genérica aos “projetos” do parlamentar”, quando analisada à luz do histórico já apurado, especialmente a atuação do CV na gestão informal de serviços, imóveis, taxas e circulação econômica na Gardênia Azul, sugere iniciativas cuja implementação dependeria, necessariamente, da anuência da facção, afastando a hipótese de políticas públicas universais e reforçando a de ações seletivas, territorializadas e politicamente orientadas. Nesse cenário, impõe-se a inferência da possibilidade de contrapartida: de um lado, o Comando Vermelho preservaria o domínio territorial, oferecendo apoio logístico, controle social e influência local; de outro, o agente político obteria capital eleitoral, por meio da constituição e manutenção de curral eleitoral, com direcionamento de apoio político, votos e influência comunitária, em benefício do parlamentar e de seu grupo político. Conclusão: A cronologia dos achados demonstra, portanto, que Salvino pode não ter atuado como ator periférico, mas como beneficiário potencial de um arranjo político-criminoso, no qual o exercício do mandato parlamentar revela-se condicionado à chancela da facção criminosa, com aderência a plano que conjuga interesses eleitorais e a manutenção do poder paralelo do Comando Vermelho na região da Gardênia Azul.- Para soltar o político, a Justiça alegou que não se estava neste momento se fazendo qualquer juízo de valor conclusivo sobre a investigação realizada pela polícia civil sobre a nefasta organização criminosa. Especificamente, porém, com relação ao paciente, atento exclusivamente ao que consta nos autos, o fundamento da prisão quanto ao indício do seu envolvimento naquela organização é bastante precário, havendo apenas referência a uma conversa de terceiros há mais de um ano, ficando apenas indicado o domínio das facções nas comunidades (com envolvimento direto dos demais representados), não sendo apontada concretamente a imprescindibilidade da prisão para a investigação. A prisão temporária (ou a preventiva) deve estar escorada no já apurado pela autoridade policial. Não se permite o inverso, ou seja, a prisão para permitir posterior apuração de um possível crime, salvo quando presentes indícios fortes do envolvimento do ‘indiciado”em um daqueles previstos na Lei específica. E mais. Tem que constar na decisão proferida a razão da imprescindibilidade da prisão para a investigação, não bastando simples referência ao texto legal.

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