Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

PMs suspeitos de atacar bocas de fumo em Itaboraí e São Gonçalo para roubar armas e drogas e até matar traficantes poderão ser expulsos da corporação

A Polícia Militar decidiu submeter a conselho de disciplina, que pode resultar na expulsão de seus quadros, de dois PMs suspeitos em ações ilícitas voltadas à prática de crimes em pontos de comercialização de entorpecentes, popularmente denominados “bocas de fumo”,situados nos municípios de Itaboraí e São Gonçalo/RJ, Os agentes integravam um grupo intitulado “Fantasmas”, ocasião em que atacavam traficantes para subtrair, supostamente, valores indevidos, drogas e armas. Segundo o boletim interno da PMERJ, os dois policiais, no dia 16 Mai 24, investiram contra um local de venda de entorpecentes situado no bairro Jardim Itambi, município de Itaboraí/RJ. D Durante o ato criminoso, o sargento Palhares, um dos investigados, foi alvejado por disparo de arma de fogo, sendo prontamente socorrido pelo outro policial, também envovlido. O relatólrio diz que causa estranheza o fato de que, na mesma data, Palhares deu entrada no Hospital Estadual Alberto Torres, apresentando ferimento provocado por projétil de arma de fogo, tendo alegado ter sido vítima de tentativa de roubo, seguida de tentativa de homicídio.Em 18 de maio do mesmo ano, houve nova ação atribuída ao grupo denominado ―fantasmas‖, a qual resultou no homicídio de Leandro S. D., indivíduo que, em tese, atuaria em ponto de venda de entorpecentes situado no Beco do Adão, bairro Apolo, no município de Itaboraí/RJ.Consta que os autores teriam utilizado uma motocicleta para a prática delituosa, sendo as investigações conduzidas por meio do IP no 951-00279/2024. Na madrugada do dia 19 Jun 24, o bando teria agido novamente, investindo contra um ponto de venda de entorpecentes na Comunidade do Galão, município de São Gonçalo/RJ. Durante a ação, foram utilizados um Fiat Siena, um Fiat Fiorino e, novamente, o veículo Mercedes-Benz O ataque resultou em confronto armado entre traficantes e o grupo denominado ―Fantasmas‖. Chama atenção que, na mesma data, por volta das 02h00min, o sargento Polycarpo, um dos acusados, tenha dado entrada no Hospital Estadual Alberto Torres, apresentando ferimento provocado por projétil de arma de fogo, relatando ter sido vítima de tentativa de roubo seguida de tentativa de homicídio no bairro Santa Luzia, também em São Gonçalo/RJ. As informações indicam que o socorro foi realizado por Palhares , que teriautilizado o veículo Mercedes-Benz, também foi apontado nas investigações como empregado na ação criminosa contra o ponto de venda de entorpecentes situado na Comunidade do Galão. Na tarde de 02 Jul 24, o grupo denominado ―fantasmas‖ teria realizado nova empreitada criminosa contra pontos de venda de entorpecentes situados nas comunidades Guindia e Cebolo, no bairro Arsenal, município de São Gonçalo/RJ, ocasião em que ocorreu novo confronto armado, do qual resultou a morte de um homem chamado Leonardo., As apurações referentes ao episódio encontram-se em andamento, no âmbito do IP no 951-00304/2024. O documento relata que Palhares contou ter sido novamente, vítima de tentativa de roubo, seguida de tentativa de homicídio, conforme consta do Registro de Ocorrência n.o 075-03505/2024, págs. 183/184v, do Apenso. No curso das apurações, constatou-se que o veículo por ele utilizado tratava-se de um Mer-cedes-Benz, mesmo empregado para prestar socorro a Polycarpo namadrugada de 19 Jul 24, bem como apontado como um dos automóveis utilizados na prática de ações crimi-nosas. Em tempo, cabe registrar que o veículo Mercedes-Benz , à época das investigações, encontrava-se com comunicação de venda datada de 18 Fev 23, O documento aponta que se encontra acostada aos Autos (ref.: págs. 29 e 103) mídia contendo imagens de ação atribuída ao grupo ―fantasmas‖, ocorrida em 13 Set 24, na Comunidade do Buraco Quente, município de São Gonçalo/RJ, as quais indicam a suposta participação de Polycarpo e um homem não identificado. Nas imagens, é possível observar dois supostos traficantes de entorpecentes sentados em uma calçada, quando são abordados por dois homens — o primeiro portando arma em punho, trajando camisa, bermuda e tênis; e o segundo utilizando calça e casaco com capuz.Polycarpo seria o indi-víduo que veste camisa, bermuda e tênis, portando a arma em punho. No dia 14 Out 24, Polycarpo compareceu à sede da Corregedoria da PM para prestar esclarecimentos acerca dos fatos ora sob investigação, tendo suas imagens captadas pelo circuito interno de câmeras, o que deu origem ao material posteriormente analisado e comparado às imagens do vídeo da ação ocorrida na comunidade do Buraco Quente. Na prova técnica acostada aos Autos, elaborada pelo Centro de Criminalística da PMERJconcluiu-se que o resultado do exame sustenta, de forma consistente, a hipótese de que as imagens analisadas pertencem ao mesmo indivíduo, qual seja, o sargento Polycarpo. Palhares possui passagens pelo 7o BPM e pelo 35o BPM, Unidades cuja área de atuação abrange os municípios de São Gonçalo e Itaboraí, circunstância que reforça a hipótese de ter se valido de conhecimentos prévios — como a localização de pontos de venda de entorpecentes — para a prática dos ilícitos descritos na exordial. Ante as investigações conduzidas, identificou-se que um grupo autodenominado ―fantasmas‖, do qual faziam parte os Investigados, bem como indivíduos ainda não identificados, atuava, realizando ações violentas contra pontos de venda de drogas como objetivo de subtrair quantias indevidas, além de outros materiais em posse de traficantes. Logo se concluiu que Palhares e Polycarpo possivlemente particpavam de confrontos armados e supostos roubos, bem como em práticas recorrentes de atribuir ferimentos oriundos dessas ações ilícitas a falsas tentativas de roubo, utilizando-se, inclusive, de armamento acautelado da PMERJ. Os fatos foram amplamente divulgados nos meios de comunicação em geral, repercutindonegativamente para a imagem da Corporação.

PM foi expulso da corporação suspeito de transportar armas para a milícia do Catiri

Um policial militar foi expulso da corporação suspeito de conduzir um carro com várias armas que seriam destinadas à milícia do Catiri, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, O caso ocorreu em 30 de julho do ano passado. Na ocasIão, integrantes da DRACO da PCERJ e da PRF faiziam uma operação para monitorar veículos utilizados em comboio associado aos paramilitares da localidade. As informações colhidas levaram à identificação e interceptação do automóvel conduzido pelo acusado, resultando nas apreensões de diversas armas de fogo, munições e carregadores de arma. O PM, no entanto, negou ter ciência dos fatos que lhe são imputados, inclusive disse que desconhecia que haveria armas no carro, narrativa considerada pouco verossímil, sem A investigação revelou que o veículo conduzido pelo militar integrou um comboio de aproximadamente sete automóveis, que circularam na comunidade do Catiri, em Bangu, durante o fim de semana que antecedeu a prisão, portando farta quanti- dade de armamento e munição e com forte indício de vinculação a grupo miliciano atuante na região. Imagens captadas por drone, compartilhadas com órgãos de segurança, identificaram o Corolla Cross branco conduzido pelo acusado como um dos veículos do comboio. A ação teria motivado, inclusive, confronto com grupo rival vinculado ao tráfico de entorpecentes, resultando, inclusive, em ao menos um civil ferido. Segundo o boletim interno da PMERJ, a expressiva quantidade e a variedade do material bélico apreendido no interior do veículo clonado e produto de crime anterior, as bem como a contraditória e inverossímil história trazida pela defesa, sevidenciam uma situação que claramente não se coaduna com a tese de desconhecimento alegada pelo PM. O agente foi autuado em flagrante delito pela suposta prática dos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito sendo condenadod pela Justiça à pena de 09 (nove)anos e 01 (um) mês de reclusão e 38 (trinta e oito) dias-multa, em regime fechado.;sendo ainda decretada a perda do cargo público de policial militar. qual agravou a pena acima para 11 (onze) anos e 07 (sete) meses de reclusão e 46 (quarenta e seis) dias- O PM alegou que, alguns meses antes do acontecimento em frente ao Shopping Nova América, teve a atenção voltada a um carro modelo Civic. Parado de forma suspeita. O polciial decidiu abordar o motorista do auto e, ao questioná-lo em razão do horário, o mesmo disse que travalhava com compra e venda de carro.Após a consulta no Portal e revista ao veículor, o PM entender como aconteciam as vendas de veículo, e o mesmo respondeu que, após as vendas, fazia a entrega dos carros em locais públicos, por medo de ser assaltado. Nesse momento, ofereceu-se para, sempre que fosse realizada uma transação com veículos,participar como um ―segurança‖. Continuando, deixou seu contato telefônico para, em havendo interesse, entrasse em contato. Alguns meses depois, o homem entrou em contato consigo, tendo solicitado que entregasse um veículo que havia vendido. Logo, cobrou a quantia de R$350,00, porém, como vendedor não poderia comparecer, o serviço foi fechado em R$500,00, já que, teria de pegar um Uber para re- tornar. Após consultar a placa do veículo e conferir que não havia restrição, o PM pegou o carro e foi fazer a devolução, que seria realizada no bairro de Bangu, no posto da cancela preta e, chegando ao local, ligaria para a pessoa que receberia o carro. O policial informou ainda que pegou o carro entre as 10h e 11h, foi para a Ilha do Governa-dor resolver uma questão particular, tendo logo após, se dirigido ao ponto de encontro a fim de entregar o veículo, porém, enquanto trafegava pela Avenida Brasil, altura do quartel do Corpo de Bombeiros, veio a ser abordado por 2 viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Sem demora, desembarcou do veículo, identifi-cou-se como policial, tendo então se iniciado o procedimento de abordagem, momento em que foi indagado acerca de seu destino, tendo respondido que se dirigia à localidade da Cancela Preta, em Bangu, informando ainda que o veículo não lhe pertencia, e que o motivo do deslocamento seria entregar o carro no local citado. Porém, o agente da PRF o refutou, afirmando que seu destino seria a comunidade do Catiri,tendo-lhe dado voz de prisão e o algemado, informando ainda que o veículo que conduzia era clonado, acusando-o ainda de ser integrante da milícia do Catiri. Em seguida, foi colocado no interior da viatura da PRF e conduzido à delegacia. Durante o deslocamento, escutou o agente PRF em chamada telefônica com um terceiro, e, quando chegaram a uma localidade situada entre o Hospital Geral de Bonsucesso e o restaurante Habib ́s, viu uma viatura da Polícia Civil,  onde, após este fazer sinal de ―ok‖ aos agentes da PRF, incorporou ao comboio de viaturas e seguiram para a delegacia. Ao chegarem na delegacia, situada na ―Cidade da Polícia‖, quando interrogado, foi questio-nado acerca da milícia do Catiri, tendo negado e que sua missão era somente entregar o carro que conduzia. Após isso, soube da existência de diversas armas que teriam sido encontradas no interior do veículo, e, por desconhecer a origem, não assinou documento apresentado pelo delegado. Prosseguindo, respondeu diversos questionamentos onde reiterou a dinâmica narrada acima, tendo também relatado que inspecionou o carro superficialmente, verificando se algum objeto foi esquecido em seu interior e que, não se aprofundou, pois o veículo era do ano de 2025, em estado de zero km, por isso não achou necessário inspecioná-lo de forma rigorosa. Ressalta que não desconfiou do nacional, que o con- tratou para essa missão, pois o mesmo não possuía ficha criminal, bem como estava bem vestido e falava português culto, logo, entende que errou e não deveria ter confiado no vendedor, tendo finalizadseu depoimento narrando acerca de detalhes dos procedimentos da abordagem que sofreu dos agentes da PRF.

Enquanto a polícia invade a Maré, descubra quem são os homens que controlam o império criminoso do TCP. Chefão deu depoimento revelador sobre sua situação na cadeia

A imprensa carioca deu grande destaque hoje a operação das polícias Civil e Militar em áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro no Complexo da Maré dando enfoque principalmente na questão dos roubos de cargas e lavagem de dinheiro mas se esqueceu de relatar quem está a frente da engrenagem criminosa. Investigações antigas e processos judiciais apontam que as favelas do TCP na Maré têm como principal líder o traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P, que está preso há mais de dez anos Seus principais frentes hoje em liberdade são os criminosos conhecidos como Bill ou Mangolé e Pescador. Em certa ocasião, Menor P se intitulou como dono do complexo da Maré ao ser indagado por um policial federal. Ele está privado de liberdade desde 2014, mas que isso não o impede de, mesmo preso, continuar com o papel de liderança; Menor P deu um depoimento recente à Justiça em que disse ter ficado em Bangu 1 entre período de Maio e Julho de 2023 e ficava 22h em uma cela individual, isolado e só tinha direito a 2 horas de banho de sol; que nos primeiros 10 dias ficou completamente sem contato com o mundo externo; que até o atendimento com advogado foi monitorado e só teve visita no 15º dia. Contou que no período em Bangu 1 ficou aproximadamente com 4 internos; que geralmente seu banho de sol era sozinho; que a cela é individual, não tem acesso a televisão, rádio, tomadas, que a única coisa que tem é uma lâmpada; que no período de 24 horas, 2 horas era de banho de sol, 6 horas era de descanso, outras 16 horas era estudo da palavra de Deus e outros livros; que em Bangu I a rotina de 2 horas de banho de sol dentro da galeria e as outras 22 horas isolado; que a visita também era monitorada por câmera (… Disse que passou 7 anos fora do Rio, momento em que conseguiu concluir o ensino fundamental e ensino médio; que, ao chegar no Rio de Janeiro, em 2020, faz parte de um projeto de inclusão social e reabilitação dos internos em que foi criado uma biblioteca e um espaço cultural onde atende diariamente 100 presos. Contou que passou a se tornar uma influência positiva junto com o juiz da execução penal e dos demais juízes federais de Curitiba; que tem 90 cursos profissionalizantes e cursa uma faculdade EAD; que ficou custodiado no presídio federal no Paraná. Depois de voltar ao Rio e passar por Bangu 1, Menor P ; foi transferido para o Bangu VI e continua nele; que foi transferido de Junho de 2023 ficou cerca de 88 dias no Laércio Pellegrino; que permaneceu de Maio a Setembro no Bangu I; que há uma galeria com 12 celas que geralmente não fica completamente cheia porque é um regime mais diferenciado; que ficou aproximadamente com 4 internos; que geralmente seu banho de sol era sozinho; que a cela é individual, não tem acesso a televisão, rádio, tomadas, que a única coisa que tem é uma lâmpada; que no período de 24 horas, 2 horas era de banho de sol, 6 horas era de descanso, outras 16 horas era estudo da palavra de Deus e outros livros; que em Bangu I a rotina de 2 horas de banho de sol dentro da galeria e as outras 22 horas isolado; que a visita também era monitorada por câmera (…) Mangolé se deu o apelido de “César”, uma referência ao personagem do filme “Planeta dos Macacos: A Origem”.Ele possui 33 registros criminais como autor ou suspeito de crimes, entre eles: Homicidios, trafico de drogas e associação para o tráfico, tortura, porte de arma, roubo de veículo e roubo de carga. Constam 03 mandados de prisão pendentes. Há relatos de que passou uma temporada na Bolívia junto com Peixão tendo como segurança um membro do PCC. Pescador gerencia o tráfico de drogas que age na Vila dos Pinheiro e é um dos homens de confiança de Menor P., De acordo com a polícia, Pescador responde a 83 crimes, entre tráfico e homicídios. No ano passado, a quadrilha sofreu duros golpes com as mortes de TH ou Gabigol e Cria e da prisão de Chocolate, que faziam parte da linha de comando. O TCP do Complexo da Maré costuma patrocinar guerras da facção em outras regiões como foi o caso da disputa em Niterói pelo Fonsequistão. Os traficantes também bancam o comércio de drogas em favelas do Leme e em Vargem Grande. A Maré ainda costuma abrigar líderes da facção. O bandod também chegou a fazer parceria com milícias na Baixada Fluminesne. Os líderes do TCP na Maré respondem processo pelas mortes de dois PMs do BOPE A operação de hoje As Polícias Civil e Militar deflagraram, nesta quarta-feira (10/06), a “Operação Trinus”, uma das maiores ofensivas já realizadas contra a facção criminosa Terceiro Comando Puro, que atua no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. A ação, baseada em diversas investigações da 21ª DP (Bonsucesso), cumpre diversos mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa envolvidos em uma série de delitos que vão muito além do tráfico de drogas. A ofensiva mobiliza equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB), Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e policiais militares do Comando de Operação Especiais (COE), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque. A operação é resultado de meses de investigações realizadas pela 21ª DP, com a análise de dados, diligências de campo, além da arrecadação de provas documentais e depoimentos. O trabalho permitiu que os agentes identificassem uma complexa estrutura criminosa que explorava seis frentes de modalidades criminosas para financiar, fortalecer e expandir o domínio territorial da facção em comunidades da região. A principal frente da investigação identificou um esquema estruturado de roubos de carga e lavagem de

Mensagens revelam bastidores da rede da contravenção comandada por filha de Piruinha

Esses ganchos destacam o que há de maMensagens encontradas em celulares e tablets apreendidos com Monalliza Escafura, filha do contraventor José Caruzzo Escafura, o Piruinha, revelaram conversas sobre repasses de dinheiro para a companheira da investigada e discussões sobre os impactos de operações policiais nos pontos clandestinos de jogos de azar controlados pelo grupo. Monalliza está presa desde maio. Segundo o Ministério Público, os diálogos mostram que um dos principais operadores da organização, relatava diretamente a Monalliza dificuldades enfrentadas pelos exploradores de caça-níqueis em áreas onde havia presença policial, além de coordenar a arrecadação de dinheiro dos pontos de jogo. As mensagens também apontam que parte dos valores movimentados pela quadrilha era depositada em contas de terceiros indicados por Monalliza. Entre os beneficiários dos repasses aparece a companheira da filha de Piruinha. De acordo com os investigadores, o operador de Monalliza era responsável por recolher dinheiro de diversos pontos clandestinos espalhados pelo Rio de Janeiro, supervisionar operadores e encaminhar grandes quantias para a liderança do esquema. Em uma das conversas citadas no processo, ele cobra pagamentos de responsáveis por pontos de jogo e comunica à chefia problemas causados por ações policiais que estariam afetando a arrecadação da organização. Já em outros diálogos, segundo o Ministério Público, aparecem discussões sobre depósitos, transferências bancárias e entrega de dinheiro em espécie, indicando a movimentação de centenas de milhares de reais provenientes da exploração ilegal dos jogos. Operador era considerado homem de confiança de Monalliza A investigação aponta que Renato ocupava posição estratégica dentro do grupo. Segundo os promotores, ele administrava a rotina dos pontos clandestinos, controlava pagamentos, recolhia a arrecadação e mantinha contato permanente com Monalliza, prestando contas sobre o desempenho financeiro da operação. As mensagens analisadas pelos investigadores indicariam que ele atuava diretamente na logística financeira da quadrilha e no repasse dos recursos arrecadados. Justiça decreta prisão Com base no material apreendido, a Justiça decretou a prisão preventiva de Monalliza Escafura e Renato Marçano Cavalcante. A decisão destaca que as conversas encontradas nos aparelhos eletrônicos mostram o funcionamento do esquema, o controle da movimentação financeira e a utilização de terceiros para receber recursos ligados à exploração ilegal de jogos de azar. Segundo a acusação, a organização atuava há anos em diferentes comunidades do Rio de Janeiro e mantinha uma rede de pontos clandestinos voltada à exploração de caça-níqueis e outras modalidades de jogos.is específico no documento.

Justiça manda prender cúpula do CV apontada como responsável por guerra sangrenta em Costa Barros. Traficante preso em cadeia federal comanda ações

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de seis traficantes apontados como integrantes da cúpula do Comando Vermelho (CV) responsáveis por comandar as ofensivas armadas lançadas a partir do Complexo do Chapadão e da comunidade da Proença Rosa para tomar o controle do Morro do Chaves, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio. Entre os alvos está Luiz Fernando Nascimento Ferreira, o “Nando Bacalhau”,preso em penitenciária federal e apontado pelas investigações como uma das lideranças da guerra que há anos provoca mortes, tiroteios e sucessivas invasões na região. Além de Nando Bacalhau, tiveram a prisão preventiva decretada Rodrigo Santos, o “Pará da Xica”; Leandro dos Santos, conhecido como “Teta” ou “2T”; André Gonçalves, o “Gordão” ou “Javali”; Fabrício Ferreira da Silva, o “Bessa”; e Vinicius Santos Cardoso e Silva, o “Feijão”. A decisão foi tomada após denúncia do Ministério Público relacionada ao assassinato de Iury, morto em 14 de fevereiro deste ano durante uma incursão armada atribuída ao Comando Vermelho. Para a magistrada, porém, o crime não pode ser analisado de forma isolada, já que teria ocorrido dentro da disputa territorial travada entre CV e Terceiro Comando Puro (TCP) pelo controle do Morro do Chaves. Segundo a denúncia, Iury foi baleado durante uma invasão promovida por integrantes do Comando Vermelho em território então dominado pelo TCP. A mãe da vítima, Carla Cristiane, afirmou ter sido informada de que o filho foi atingido durante o confronto provocado pela invasão da facção. Outra testemunha, identificada como Jéssica, declarou ter conhecimento de que a comunidade sofreu uma tentativa de invasão naquela mesma noite. Já Brenda, companheira da vítima, relatou que Iury morreu ao tentar escapar da ofensiva armada promovida pelos criminosos. Os depoimentos reunidos pela investigação apontam que o Morro do Chaves era dominado pelo Terceiro Comando Puro e que existe há anos uma intensa disputa territorial entre a facção e o Comando Vermelho. As testemunhas afirmaram que o CV vinha realizando sucessivas investidas armadas na região para expandir seu domínio, promovendo ataques cujo objetivo era, segundo trecho reproduzido na decisão judicial, “matar quem estiver na pista e subtrair drogas e armas”. As declarações das testemunhas foram reforçadas por relatórios de inteligência da Polícia Civil que descrevem o Morro do Chaves como um dos principais focos da guerra entre facções na Zona Norte do Rio. De acordo com os investigadores, traficantes vinculados ao Complexo do Chapadão e à comunidade da Proença Rosa vinham promovendo sucessivas ofensivas contra áreas controladas pelo TCP. A decisão judicial destaca que essas ações eram encabeçadas e promovidas pelos denunciados, que teriam atuado na coordenação da estratégia de expansão territorial do Comando Vermelho. Segundo a investigação, as incursões não eram episódios isolados, mas operações inseridas em um plano contínuo para eliminar integrantes da facção rival e consolidar o domínio do tráfico de drogas na região. Ao analisar o pedido de prisão, a magistrada ressaltou que ações dessa natureza pressupõem uma estrutura organizada, com divisão de funções, cadeia hierárquica e planejamento prévio. Para a Justiça, há indícios de que os executores dos ataques atuavam como integrantes de uma engrenagem criminosa maior, subordinada às lideranças responsáveis pelas decisões estratégicas da facção. A decisão afirma ainda que existem elementos indicando que os autores diretos das invasões não agiam por iniciativa própria, mas como parte de uma ação coordenada pelo Comando Vermelho para eliminar rivais e ampliar seu domínio territorial. Nesse contexto, o homicídio de Iury teria ocorrido durante uma ofensiva inserida na estratégia de guerra da organização criminosa. A magistrada também menciona a existência de um “aparato organizado de poder”, no qual os executores funcionariam como agentes substituíveis dentro da estrutura criminosa, enquanto as lideranças exerceriam domínio sobre os fatos praticados por intermédio da organização, valendo-se da hierarquia e da disciplina impostas pela facção. Ao decretar as prisões, a Justiça destacou que os acusados integram uma organização criminosa armada com forte poder de fogo e influência sobre áreas conflagradas. A decisão afirma que o grupo promove um “verdadeiro regime de terror e guerra por domínio territorial”, circunstância que justificaria a necessidade da medida para garantir a ordem pública. A magistrada também considerou que a liberdade dos investigados representa risco concreto de continuidade das atividades criminosas e de novos episódios de violência, além da possibilidade de utilização da estrutura da facção para evitar a aplicação da lei penal. Os mandados de prisão expedidos pela Justiça têm validade de 20 anos.

Justiça afasta delegado após investigação levantar hipótese de que tiro que matou empresário Daniel Patrício não partiu de PMs

Um documento da Justiça do Rio de Janeiro trouxe um novo elemento para o caso da morte do empresário Daniel Patrício. Segundo decisão judicial, uma investigação complementar conduzida pela Delegacia de Homicídios passou a trabalhar com a hipótese de que o disparo que matou a vítima pode não ter sido efetuado pelos policiais militares acusados do crime. Os PMs Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves respondem a uma ação penal por homicídio qualificado. No entanto, durante o andamento do processo, integrantes da investigação decidiram seguir uma nova linha de apuração. De acordo com a decisão, o delegado adjunto Robinson Gomes Pereira informou ao juízo que foi procurado por um perito criminal que teria identificado uma possível dinâmica diferente da apresentada até então no processo. A partir disso, foi iniciada uma série de diligências para reavaliar as circunstâncias da morte. O documento destaca que a autoridade policial chegou a registrar a existência de uma “suspeita de que o tiro não tenha partido dos policiais militares”. A manifestação causou forte reação da magistrada responsável pelo caso. Na decisão, a juíza afirmou considerar “incompreensível” a adoção dessa nova linha investigativa sem autorização judicial ou solicitação do Ministério Público, especialmente porque a ação penal já havia sido instaurada. Segundo a magistrada, a declaração da autoridade policial sobre a origem do disparo levantou dúvidas sobre a imparcialidade da investigação. A decisão afirma que a manifestação continha um juízo de valor sobre os fatos e registrou “estranheza em razão da quebra de imparcialidade na investigação”. Diante da situação, a Justiça determinou o afastamento cautelar do delegado adjunto Robinson Gomes Pereira de qualquer diligência relacionada ao inquérito e também do perito citado na decisão. Além disso, ordenou a apreensão imediata do inquérito policial e o envio dos autos ao juízo. A magistrada ainda cancelou uma reprodução simulada dos fatos que havia sido marcada para o dia 16 de junho de 2026 pela autoridade policial. O mérito da nova hipótese investigativa — de que o disparo fatal poderia ter sido efetuado por outra pessoa e não pelos policiais denunciados — ainda não foi analisado judicialmente. A decisão trata exclusivamente da forma como a investigação complementar foi conduzida e das medidas adotadas para preservar a regularidade do processo. O fato ocorrreu na madrugada de 22 de abril, na Pavuna, Zona Norte do Rio. De acordo com a denúncia, os agentes, lotados no 41º BPM, efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra a picape em que estavam Daniel e outras três pessoas. Daniel foi atingido na cabeça e morreu no local. Os demais ocupantes não ficaram feridos. A denúncia também aponta que o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com as investigações, os policiais acompanharam a movimentação na região por mais de uma hora, com acesso a informações em tempo real, e, a partir disso, definiram previamente a abordagem do veículo. Ainda de acordo com as apurações, não houve bloqueio, blitz ou ordem de parada ao empresário.

CV espalha terror em Belford Roxo: Polícia pede prisão de 10 traficantes acusados de executar rivais, exibir cadáveres e colocar crianças na linha de tiro

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense pediu a prisão preventiva de dez integrantes do Comando Vermelho apontados como membros do chamado “Bonde do Esquilo”, grupo acusado de promover uma onda de violência em Belford Roxo marcada por execuções, invasões armadas de comunidades rivais e intimidação de moradores. Segundo a investigação, a facção é responsável por pelo menos sete homicídios apurados pela especializada e atua como uma força de choque do CV na disputa territorial contra traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). O pedido de prisão cita como líderes do grupo criminoso os traficantes conhecidos pelos apelidos de “Doca” ou “Urso da Penha”, “Bochecha Rosa” e “Esquilo”, apontados como responsáveis por coordenar ataques armados em comunidades da região. De acordo com a Polícia Civil, uma das ações mais violentas ocorreu na madrugada de 23 de outubro de 2025, quando criminosos fortemente armados realizaram um “baque” — termo usado para invasões promovidas por facções rivais — na Comunidade São Leopoldo. Durante a incursão, um homem foi executado a tiros. Mas, segundo os investigadores, o homicídio foi apenas mais um capítulo de uma rotina de terror imposta pelo grupo. No pedido encaminhado à Justiça, a polícia afirma que os criminosos realizavam ataques utilizando fuzis e armamento pesado em áreas densamente povoadas, colocando em risco moradores que nada tinham a ver com a guerra do tráfico. As investigações apontam ainda que as ações do grupo eram marcadas por extrema brutalidade. Segundo a representação policial, os criminosos não apenas executavam rivais, mas também promoviam a exibição de cadáveres, prática usada por facções para espalhar medo e demonstrar poder sobre o território. O documento também revela episódios que mostram como a violência ultrapassava os limites do confronto entre traficantes. Uma testemunha relatou que seu filho menor de idade quase foi atingido durante um dos ataques armados quando retornava da escola, evidenciando o risco permanente imposto à população pelas ações da facção. Para a Polícia Civil, a organização criminosa mantém uma estrutura hierárquica sólida, armada e operacional, capaz de continuar promovendo novos ataques caso seus integrantes permaneçam soltos. Os investigadores destacam ainda que testemunhas vivem sob constante intimidação e medo de represálias. O inquérito descreve um ambiente de terror imposto pelo grupo nas comunidades da região, situação que, segundo a polícia, compromete a produção de provas e ameaça o andamento das investigações. No pedido de prisão, a Delegacia de Homicídios afirma que os integrantes do “Bonde do Esquilo” exercem forte domínio territorial e contam com proteção da própria facção, dificultando a atuação das autoridades. Por esses motivos, a especializada sustenta que a prisão preventiva dos dez investigados é necessária para interromper a sequência de crimes atribuída ao grupo, garantir a segurança das testemunhas e impedir novas ações violentas em Belford Roxo. A Justiça ainda analisará o pedido. Os investigados são apontados pela polícia como autores de homicídio qualificado e integrantes de organização criminosa armada, mas terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.

Do lixo ao dinheiro do tráfico? Gigante da reciclagem no RJ é alvo de investigação sobre lavagem para o CV. Empresa contesta

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do Rio investiga o suposto envolvimento de uma das maiores empresas de reciclagem e genenciamento de resíduos do Estado do RJ com a com lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. Ela teve as finanças bloqueadas pela Justiça Segundo a apuração policial, o envolvimento da empresa e de seus sócios na intrincada teia criminosa se dá em razão de transações financeiras junto a uma pessoa que possui vínculos com o CV. A investigação inserida no contexto da “Operação Contenção” , versa sobre o bloqueio de bens de variadas pessoas jurídicas e físicas que, em maior ou menor proximidade, supostamente serviriam de instrumento de lavagem de dinheiro para a facção. Segundo a apuração policial, o suposto envolvimento da comanhia e de seus sócios na intrincada teia criminosa se dá em razão de transações financeiras junto ao Sr. Nome, que alegadamente possui vínculos com tal facção. A empresa, no entanto, reagiu. Afirmou que tas transações entre a firma e esse suposto membro do CV tinham objeto lícito, emissão de nota fiscal, eram acompanhadas pelo regular recolhimento de impostos e recebiam o mesmo tratamento minucioso que a empresa confere às cargas que lhe são trazidas por todos os seus fornecedores. A empresa alega que o fato de ter comprado sucata de alguém, por si só, não deveria servir para que o Estado entenda que os sócios da empresa possuem vínculos com organização criminosa violenta A tal empresa citada acumula mais de 25 anos de operação ininterrupta, tendo evoluído de uma empresa voltada à comercialização de aparas de papel para um grupo empresarial de grande porte, com atuação diversificada no processamento de plásticos, sucata metálica e resíduos industriais e comerciais em geral. Ela conta com sede própria de 52.540 m2, cinco unidades operacionais no Estado do Rio de Janeiro, capacidade de processamento superior a 40.000 toneladas de materiais por mês e redirecionamento anual de mais de 450 mil toneladas de resíduos de aterros sanitários e oceanos. Ela emprega diretamente 540 (quinhentos e quarenta) trabalhadores registrados sob o regime celetista, além de contar com equipes terceirizadas, totalizando 549 (quinhentos e quarenta e nove) postos de trabalho. Argumenta ainda que mantém escrituração contábil regular, possui todas as licenças necessárias para desenvolvimento das suas atividades, emite e recebe notas fiscais, recolhe uma vultosa carga de tributos e cumpre as obrigações previstas na legislação aplicável ao comércio de resíduos sólidos, incluindo o CER – Certificado de Estabelecimento de Reciclagem, documento exigido pela legislação estadual fluminense e emitido pela DRF Ela possui como clientes algumas das maiores empresas brasileiras, . Ou seja: a sucata que a compra, após os devidos processos de beneficiamento que a empresa realiza, retorna ao mercado nacional como indispensável insumo para utilização produtiva por expoentes da indústria brasileira. Mas a investigação diz que foram identificadas transações financeiras realizadas no período de 2020 a 2025, entre a empresa e essa pessoa, que segundo a investigação seria um associado da facção criminosa Comando Vermelho. A polícia conseguiu o bloqueio de todas as contas bancárias, aplicações e ativos financeiros da firma e de seus sócios administradores, além da constrição de bens imóveis e da apreensão de dezenas de veículos integrantes da frota operacional da empresa. A firma alega que o bloqueio decretado é manifestamente desproporcional e deve ser reduzido, por três razões objetivas, quais sejam Uma delas que o valor bloqueado excede em 71 vezes o montante efetivamente imputado como ilícito à empresa A firma alega ainda que o bloqueio imposto apenas à empresa e seus sócios supera o valor total supostamente movimentado por toda a organização criminosa. A empresa argumenta ainda que se não bastasse a desproporção estrutural e ausência de razoabilidade jurídica demonstrada, o bloqueio integral produz efeito imediatamente catastrófico sobre a atividade empresarial e as centenas de trabalhadores que dela dependem. . Com a totalidade de seus ativos financeiros bloqueados, a empresa se encontra absolutamente impossibilitada de honrar suas obrigações trabalhistas, o que configura dano imediato, concreto e irreparável a trabalhadores inteiramente alheios aos fatos apurados nos presentes autos. Além das obrigações com funcionários e prestadores de serviços, a empresa também precisa pagar impostos referente aos serviços prestados pelos terceirizados e guia de ISS pelos serviços prestados pela empresa, que também venceram nesta primeira semana de junho A firma alega ainda que a situação é de urgência real, já que, entre pagamentos de valores líquidos aos seus colaboradores e tributos, a empresa precisava realizar cumprir até 05.06.26 e, ao presente momento, afirma não dispõe de qualquer valor disponível em conta para fazer frente à obrigação, eis que a totalidade de seus ativos financeiros foi bloqueada . Por conta disso, a firma requereu à Justiça seja determinada a redução do bloqueio determinado em face das pessoas físicas e jurídicas ligadas à empresae imediata liberação dos valores que excedem a esse montante;

O sequestro que abriu a caixa-preta financeira do Comando Vermelho na Maré

O sequestro de um homem em setembro de 2025 acabou levando a Polícia Civil a descobrir o que seria uma sofisticada engrenagem de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho (CV) no Complexo da Maré. Segundo documentos do Ministério Público, a investigação revelou movimentações financeiras suspeitas, empresas, imóveis, joias e contas bancárias que teriam sido usadas para esconder recursos provenientes do tráfico de drogas e de outros crimes praticados pela facção. De acordo com o procedimento, tudo começou após o sequestro de E.S ocorrido em 12 de setembro de 2025. Durante as negociações para libertá-lo, familiares e pessoas próximas teriam reunido rapidamente uma grande quantidade de dinheiro em espécie e joias para o pagamento do resgate. O que chamou a atenção dos investigadores foi a origem dos recursos. Segundo o Ministério Público, os valores mobilizados durante as negociações eram incompatíveis com a capacidade financeira oficialmente declarada pelos envolvidos, o que levou a polícia a aprofundar as apurações. Resgate levou investigadores até traficante da Nova Holanda As investigações apontaram que um dos responsáveis por ajudar a reunir os recursos para o resgate seria um homem conhecido pelo apelido de “Manga”, apontado pelas autoridades como integrante do Comando Vermelho e atuante no tráfico de drogas da comunidade da Nova Holanda, uma das principais localidades do Complexo da Maré. Segundo o Ministério Público, o investigado não possuía fonte de renda lícita conhecida capaz de justificar os recursos que movimentava. A partir desse ponto, os investigadores passaram a rastrear transferências bancárias, empresas, aquisição de imóveis e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados pelos suspeitos. Empresas, ouro e padrão de vida incompatível A investigação identificou que pessoas ligadas ao grupo eram proprietárias de estabelecimentos comerciais localizados dentro de áreas controladas pelo Comando Vermelho na Maré. Apesar de declararem rendimentos modestos, os investigados mantinham negócios com capital elevado, além da posse de joias e outros bens considerados incompatíveis com as atividades econômicas informadas às autoridades. Segundo o Ministério Público, o padrão financeiro encontrado indicava a possível utilização de empresas para dar aparência de legalidade a recursos oriundos de atividades criminosas. Contas bancárias e movimentações suspeitas Durante a apuração, os investigadores identificaram uma série de transações envolvendo pessoas que possuíam ligações com áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações consideradas atípicas, incluindo valores elevados circulando por contas de pessoas sem capacidade financeira aparente para justificar tais operações. Uma das linhas investigativas sustenta que contas bancárias de terceiros teriam sido utilizadas para movimentar recursos ligados ao tráfico de drogas da Nova Holanda. Compra de imóvel e dinheiro em espécie Outro trecho da investigação descreve a venda de um imóvel localizado no interior do Complexo da Maré. Segundo os autos, parte do pagamento teria ocorrido por meio de transferências bancárias e outra parte teria sido entregue em dinheiro vivo. Para os investigadores, a negociação reforça os indícios de utilização do mercado imobiliário para ocultar recursos provenientes das atividades da facção. Ligação com outros investigados do Comando Vermelho As apurações também identificaram conexões financeiras entre pessoas vinculadas à Maré e indivíduos já investigados em outros procedimentos relacionados ao Comando Vermelho em diferentes regiões do Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público, os cruzamentos bancários apontam para uma estrutura que ultrapassaria uma única comunidade e envolveria operadores encarregados de movimentar e ocultar dinheiro da organização criminosa. Dinheiro do tráfico, roubos e extorsões No parecer apresentado à Justiça, o Ministério Público afirma que os elementos reunidos indicam a existência de uma associação criminosa voltada ao branqueamento de capitais oriundos do tráfico de drogas, roubos, extorsões e outras atividades ilícitas praticadas em territórios dominados pelo Comando Vermelho. De acordo com os investigadores, o grupo utilizaria empresas, imóveis, pessoas interpostas e transações financeiras fracionadas para dificultar o rastreamento da origem dos recursos. Justiça pode autorizar novas buscas Diante dos indícios reunidos, a Polícia Civil pediu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, além da quebra dos sigilos de dados dos aparelhos eletrônicos que forem encontrados. O objetivo é localizar documentos, contratos, registros contábeis, celulares, computadores, joias e outros materiais que possam revelar como funcionava a suposta engrenagem financeira utilizada para lavar dinheiro da facção. A investigação segue em andamento e, segundo o Ministério Público, busca identificar todos os integrantes da estrutura e rastrear o destino dos valores movimentados ao longo dos últimos anos.

“Não morre, papai”: menina de 4 anos se jogou sobre o corpo do pai após execução em Itaboraí, diz decisão judicial

Uma das passagens mais emocionantes de uma recente decisão da Justiça do Rio de Janeiro descreve o desespero de uma menina de apenas quatro anos após presenciar o assassinato do próprio pai. Segundo o depoimento da mãe da criança, a pequena Alice correu até o corpo de ALEXANDRE DE OLIVEIRA SILVA, se jogou sobre ele e começou a gritar: “Não morre, papai, não morre”. O crime aconteceu na tarde de 5 de junho de 2024, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, e levou a Justiça a receber somente este ano a denúncia apresentada pelo Ministério Público e a decretar a prisão preventiva dos acusados. A decisão destaca que Alexandre foi morto diante da companheira e dos filhos em uma ação que, segundo a investigação, teve características de execução. Ameaças antes do assassinato De acordo com o depoimento da companheira de Alexandre, que também é mãe dos quatro filhos do casal, a vítima mantinha desavenças antigas com um dos denunciados. Segundo ela, no dia 4 de maio de 2024, Alexandre esteve na residência do suspeito quando ocorreu uma nova discussão. Durante o desentendimento, a testemunha afirmou ter ouvido uma ameaça direta contra a vítima. Segundo seu relato, o homem teria dito: “Mais tarde vou te provar que você não é Deus, que vou resolver esse problema que já temos há muito tempo.” Ainda conforme o depoimento, outro indivíduo que estava no local também teria participado da ameaça. A mulher afirmou que ficou assustada com a situação e pediu que Alexandre fosse embora, mas ele teria respondido que, se tivesse que morrer, morreria em sua própria casa. Ataque aconteceu diante dos filhos Segundo a denúncia do Ministério Público, por volta das 18 horas do dia seguinte, homens armados foram até a residência da vítima. Naquele momento, Alexandre estava na frente de casa varrendo a calçada ao lado das crianças. A companheira dele estava no quintal recolhendo roupas do varal quando ouviu os disparos. Em seu depoimento, ela afirmou ter visto os criminosos atirando contra Alexandre. Ainda segundo a testemunha, após os disparos, os homens chegaram a apontar armas em sua direção, mas desistiram após outros integrantes do grupo alertarem para a presença das crianças. “Não morre, papai” O momento mais marcante do depoimento foi destacado na própria decisão judicial. Segundo a mãe das crianças, três filhos do casal presenciaram toda a cena. Logo após Alexandre cair baleado, a filha mais nova, Alice, de apenas quatro anos, correu até o pai. A criança se jogou sobre o corpo da vítima e começou a implorar para que ele sobrevivesse. “Não morre, papai, não morre”, teria gritado a menina diante do corpo do pai. Medo de testemunhar Ao decretar a prisão preventiva dos denunciados, a Justiça também destacou o clima de medo existente na região. Segundo informações reunidas pela Polícia Civil durante a investigação, houve dificuldades para localizar e ouvir testemunhas porque moradores da área teriam receio de sofrer represálias. A companheira de Alexandre afirmou que não possui dúvidas sobre a identidade dos autores do crime e declarou que diversas pessoas da localidade saberiam quem são os responsáveis, mas evitariam falar por medo. Prisão preventiva decretada Na decisão, o magistrado ressaltou que há indícios suficientes de autoria e que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e proteger a instrução criminal. O juiz também destacou a extrema gravidade do caso, observando que a vítima foi morta por disparos de arma de fogo em via pública, diante da própria família e na presença de crianças. Além disso, a decisão menciona que Alexandre já havia registrado anteriormente uma ocorrência relacionada a uma suposta tentativa de homicídio. Com base nos elementos reunidos pela investigação, a Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a prisão preventiva dos acusados, que responderão ao processo por homicídio qualificado.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima