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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Relatório da Justiça expõe suposto império milionário da esposa de Marcinho VP e detalha esquema de lavagem do Comando Vermelho

Relatório da Justiça obtido com exclusividade pela reportagem aponta que Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, esposa do traficante Marcinho VP, teria atuado como uma das principais responsáveis pela administração, ocultação e movimentação do patrimônio atribuído ao Comando Vermelho. A investigação descreve um suposto esquema que envolveria compra de imóveis milionários, aquisição de fazendas para blindagem patrimonial, movimentação de dinheiro em espécie, uso de testas de ferro e operadores financeiros, além de pagamentos realizados por integrantes da cúpula da facção criminosa. De acordo com o relatório, entre 2022 e 2023, Márcia teria adquirido um imóvel avaliado em R$ 1,3 milhão junto ao estabelecimento comercial Casa de Vidro. Embora recebesse os valores dos aluguéis, o bem teria sido registrado em nome de um terceiro com o objetivo de dificultar o rastreamento patrimonial e afastar suspeitas sobre a origem dos recursos. As investigações apontam ainda que ela administrava quitinetes localizadas no Complexo da Penha que, segundo os investigadores, foram construídas com recursos provenientes do tráfico de drogas. O documento também afirma que Márcia adquiriu propriedades rurais em Araruama e Iguaba Grande, que teriam sido utilizadas como instrumento de blindagem patrimonial da organização criminosa. O relatório sustenta que Márcia recebia grandes quantias em dinheiro vivo de traficantes identificados como Doca, Pezão e 2D. Conversas interceptadas pelos investigadores registrariam solicitações de repasses financeiros, com mensagens como: “manda o D2 entregar” e “vê quando o P vai mandar”. Segundo a investigação, ela também determinava depósitos em espécie para a aquisição de imóveis, ordenava pagamentos por PIX, transferências bancárias e outras operações executadas por pessoas utilizadas como testas de ferro. O relatório afirma ainda que Márcia recorria a operadores financeiros para quitar contas, movimentar recursos e realizar transferências utilizando contas de terceiros, inclusive para administrar valores destinados aos filhos. Outro trecho do documento aponta que a esposa de Marcinho VP exigia que traficantes integrantes do núcleo de liderança operacional do Comando Vermelho realizassem depósitos diretamente na conta do marido, preso em penitenciária federal. A investigação também detalha despesas pessoais consideradas incompatíveis com a renda declarada. Entre elas, a realização de um chá de bebê que teria custado R$ 8 mil, a compra de móveis no valor de mais de R$ 20 mil, o pagamento de R$ 10 mil em faturas de cartão de crédito e repasses mensais de R$ 3 mil destinados a Marcinho VP. Como resultado das investigações, a Justiça chegou a impor medidas cautelares contra Márcia Gama dos Santos, proibindo-a de frequentar comunidades dominadas pelo Comando Vermelho e também de visitar o presídio onde o marido cumpre pena.

Do volante ao crime: motorista de Uber foi recrutado pelo CV na Gardênia Azul, traído pelos traficantes e virou colaborador da investigação

A promessa de dinheiro fácil transformou um motorista de aplicativo em uma das peças da estrutura logística do Comando Vermelho na Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio. Mas, segundo depoimentos prestados à Polícia Civil, a mesma organização criminosa que o seduziu para o tráfico acabou tentando fazê-lo assumir sozinho a responsabilidade por armas e drogas apreendidas em um flagrante. Sentindo-se traído, o motorista decidiu colaborar com as investigações e revelou detalhes do funcionamento da facção. Segundo os autos, ele afirmou aos investigadores que trabalhava como motorista de aplicativo quando passou a ter contato frequente com integrantes da facção. Segundo seu relato, tudo começou após realizar uma corrida para o traficante GL, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na Gardênia Azul. Depois da viagem, GL passou a procurá-lo e insistir para que começasse a prestar serviços para a organização criminosa. Seduzido pela possibilidade de ganhar muito mais do que recebia como motorista de aplicativo, Rafael aceitou o convite e passou a integrar a estrutura da facção. Em seus depoimentos, ele contou que sua função era transportar traficantes, armas, drogas, munições e integrantes armados entre comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. Segundo as investigações, ele também atuava como motorista de confiança de Glauber. O motorista afirmou que fazia o transporte de armamentos, drogas e soldados entre a Penha, a Cidade de Deus e a Gardênia Azul. Conforme seu relato, as armas, munições e homens saíam da Penha, eram levados para a Cidade de Deus e, de lá, partiam para ataques contra grupos rivais. Já os entorpecentes eram distribuídos na Gardênia Azul, enquanto dinheiro arrecadado com o tráfico fazia o caminho inverso, alimentando toda a estrutura financeira da organização. Embora tenha negado participação direta em homicídios, o motorista confirmou aos policiais que era responsável pela logística que sustentava as ações da facção. A traição que mudou tudo A colaboração com a polícia começou depois que o motorista foi preso em flagrante ao lado de GL e de outros integrantes da facção. O veículo em que estavam, segundo as investigações, havia sido utilizado em um homicídio, e um dos fuzis apreendidos também teria sido reconhecido por uma testemunha como a arma empregada no crime. Foi nesse momento que, segundo os investigadores, o motorista percebeu que estava sendo abandonado pelos próprios comparsas. De acordo com seu relato, integrantes da facção queriam que ele assumisse sozinho a responsabilidade pelas armas e drogas apreendidas para livrar Glauber e os demais presos. Revoltado e arrependido, o motorista decidiu contar tudo o que sabia sobre o funcionamento do grupo criminoso. As informações prestadas por ele resultaram em um extenso depoimento e, posteriormente, em novas oitivas realizadas dentro do sistema prisional, a pedido do Ministério Público. Segundo policiais ouvidos no processo, o motorista refinou detalhes das investigações e suas declarações passaram a auxiliar cerca de dez inquéritos distintos. Medo de morrer Após revelar o funcionamento interno da facção e apontar lideranças como Doca, Gadernal, Lesk e o próprio GL, o motorista passou a temer represálias e foi orientado pelos investigadores a permanecer no chamado “seguro” dentro do sistema penitenciário. Os policiais também relataram que ele demonstrava grande preocupação com possíveis retaliações da organização criminosa. Durante outra investigação, relacionada ao assassinato de três médicos na Barra da Tijuca, a quebra judicial do sigilo telemático de integrantes do Comando Vermelho revelou mensagens de WhatsApp que reforçariam esse temor. Segundo o depoimento dos investigadores, em uma conversa entre Lesk e outro traficante citado pelo motorista, ambos demonstram preocupação com as informações fornecidas pelo ex-motorista. Em determinado momento da conversa, um dos criminosos afirma que o motorista”falou tudo”. Na sequência, Lesk responde: “Pode ficar tranquilo que ele vai desmentir tudo.” Para os investigadores, a troca de mensagens indica que Rafael teria sofrido pressão da facção após decidir colaborar com a Polícia Civil. As declarações prestadas por ele passaram a subsidiar aproximadamente dez investigações de homicídios e outros crimes atribuídos ao Comando Vermelho na Gardênia Azul, servindo como ponto de partida para novas diligências e oitivas determinadas pelo Ministério Público e pela autoridade policial.

Antes de virar réu por ataque em festa junina no Catete, My Thor escapou de denúncia por execução com corpo queimado de homem acusado de estupro

Meses antes de ser denunciado por suspeita de ordenar ataque que deixou cinco feridos durante uma festa junina no Morro do Santo Amaro, no Catete, Zona Sul do Rio, o traficante My Thor teve rejeitada pela Justiça uma denúncia que o apontava como mandante de um homicídio cometido em 2020, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia 15 de dezembro de 2020, por volta das 17h, na Rua Virgílio de Azambuja Monteiro, nº 113, no Centro de São João de Meriti, ao menos quatro criminosos ainda não identificados capturaram Marcos Antônio da Silva Napoleão, o agrediram brutalmente e efetuaram disparos de arma de fogo, provocando lesões que causaram sua morte. Segundo a acusação, My Thor, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho na região, teria determinado que integrantes da facção executassem a vítima. O homicídio, ainda conforme a denúncia, teria sido motivado pela suspeita de que Marcos havia cometido estupro contra a própria enteada. O Ministério Público sustentou que o crime foi praticado por motivo torpe, mediante tortura e com recurso que impossibilitou qualquer chance de defesa da vítima, que teria sido rendida por pelo menos quatro traficantes armados antes de ser espancada e executada. Após o assassinato, os executores também teriam destruído e ocultado o cadáver por determinação de My Thor. Conforme a denúncia, o corpo de Marcos foi queimado, prática que, segundo a investigação, seria recorrente na organização criminosa para dificultar a produção de provas e a persecução penal. A acusação ainda afirma que a área para onde a vítima foi levada é conhecida por ser utilizada pelo Comando Vermelho como um cemitério clandestino, onde corpos seriam cremados após execuções para impedir a atuação das autoridades. Apesar das acusações, a Justiça rejeitou a denúncia. Na decisão, o magistrado entendeu que não havia indícios suficientes de que My Thor tivesse concorrido para o crime, seja por participação direta, seja por exercer domínio funcional sobre os executores apenas por ser apontado como chefe da comunidade. Nova denúncia Agora, My Thor voltou a ser denunciado, desta vez por cinco tentativas de homicídio durante a festa junina realizada no Morro do Santo Amaro, no Catete. A ação penal foi recebida pela 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital, que também decretou a prisão preventiva do acusado. Segundo a denúncia, o traficante, apontado como chefe do tráfico de drogas na comunidade, ordenou que criminosos atirassem contra policiais militares que participavam de uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), realizada em 7 de junho de 2025 para combater o tráfico de drogas na região, dominada pelo Comando Vermelho. Ainda de acordo com o Ministério Público, para impedir o avanço dos policiais, os traficantes efetuaram disparos na direção da Rua Luiz Onofre Alves, onde acontecia a festa junina, que reunia grande número de moradores, incluindo crianças. Cinco pessoas que participavam do evento foram baleadas. Na mesma operação, o morador Herus Guimarães Mendes da Conceição, de 23 anos, foi atingido por disparos e morreu. Em dezembro de 2025, o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) do Ministério Público denunciou dois policiais militares por homicídio qualificado no caso.

PÁGINA REVELA SUPOSTOS BASTIDORES DO TIROTEIO NA AVENIDA BRASIL QUE DEIXOU CINCO MORTOS; VEJA O QUE TERIA DESENCADEADO O CONFRONTO

A página Campo Grande Ao Vivo divulgou neste sábado supostos bastidores do tiroteio que terminou com a morte de cinco pessoas na Avenida Brasil, na última semana. Segundo a publicação, o grupo criminoso estaria sendo precedido por uma motocicleta que fazia a função de “batedor”, monitorando o trajeto antes da passagem da tropa do traficante conhecido como RD. De acordo com a página, o motociclista seguia à frente do comboio para verificar a existência de blitzes ou qualquer barreira policial no caminho até o Parque União, no Complexo da Maré. Ainda conforme a publicação, após deixar a Vila Kennedy, a motocicleta chegou primeiro a Guadalupe, onde uma equipe do BPVE teria tentado abordar o condutor ao constatar que o veículo era produto de roubo. Nesse momento, os criminosos que vinham logo atrás teriam aberto fogo contra os policiais, dando início à perseguição que se estendeu pela Avenida Brasil. A página afirma ainda que RD e seus seguranças deixaram a Vila Kennedy em um Toyota Corolla Cross, um Jeep cinza e um Volkswagen Nivus. Após o intenso confronto, quatro suspeitos e um policial militar morreram. Já os ocupantes do Jeep e do Nivus conseguiram escapar. Sobre o suposto “batedor”, a página publicou uma fotografia do motociclista e afirmou que ele costumava percorrer, sempre nos mesmos horários, rotas em direção à Mangueira, Parque União, Tijuquinha e Vila Kennedy. As informações divulgadas pela página não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades e representam a versão publicada pelo perfil nas redes sociais.

Traficante antigo da Cidade de Deus e outros dez bandidos estão com prisão preventiva decretada por homicído de homem no ‘tribunal do CV’

Um traficante antigo na Cidade de Deus, vulgo Di Maçã e outros dez bandidos tiveram prisões preventivas decretadas suspeitos de um homicídio cometido no ‘Tribunal do Tráfico’. Segundo os autos, vítima teria sido executada pelo denominado “tribunal do tráfico”, em decorrência da perda de material entorpecente durante operação realizada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, por determinação de Di Maçã e outro bandido. O local do crime, a data e o nome da vítima não são mencionados nos autos disponíveis. Uma mulher revelou sua participação no crime de ocultação do cadáver, mediante o pagamento a um indivíduo ainda não identificado, mas conhecido na localidade como “Hulk, além de reunir indícios de que ela cuidava da contabilidade da organização criminosa. Ademais, nos “prints” extraídos do celular da vítima que também possuía envolvimento com a criminalidade local, encontram-se os indícios do envolvimento de todos os réus com a organização criminosa. Até o presente momento, o corpo da vítima não foi encontrado. Di Maçã ficou conhecido por ter sido preso em 2014. Na ocasião, ele era um dos líderes do tráfico na localidade de Apartamentos, na Cidade de Deus e era procurado pelo Disque-Denúncia, que oferecia R$ 1 mil por informações.

Traficante do CV posta vídeos de granada lançada de drone pelo bando de Peixão (TCP) na Penha. ASSISTA

O traficante conhecido como Bochecha Rosa,, também chamado de BX, publicou em suas redes sociais imagens mostrando que um artefato lançado por um drone atingiu a piscina de um estabelecimento no Complexo da Penha. Nas imagens divulgadas, é possível ver que o impacto causou danos no fundo da piscina. Até o momento, não há informações sobre feridos ou sobre as circunstâncias do lançamento do artefato.

Suspeito baleado em tiroteio na Avenida Brasil que deixou cinco mortos disse que era da Rocinha e negou ligação com o bonde do RD. ASSISTA O VIDEO

Um video que circula nas redes sociais mostra uma conversa entre um policial e um suspeito baleado durante o confronto na Avenida Brasil que deixou quatro criminosos e um PM mortos na última terça-feira. Na gravação, o suspeito confirmou que estava na Vila Kennedy mas negou que pertencesse ao bando do RD. Falou ainda que era da Favela da Rocinha e que estava indo para casa. RD é um ex-miliciano que se associou ao Comando Vermelho para atacar redutos paramilitares na Zona Oeste do Rio e apontado como chefe do bando que atacou os PMs. ACESSE O LINK e assista: https://twitter.com/informesrj88/status/2082485893248516275/video/1 Um motorista gravou o momento exato da perseguição aos narcoterroristas que atacaram a tiros dois policiais durante patrulhamento na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe. VEJA OS VIDEOS. https://twitter.com/RobertoRussia/status/2082371582618456104/video/1 Há relatos que entre os mortos estaria o traficante do Comando Vermelho conhecido como Reizinho. Ele costumava atuar nos morros do Fubá, Campinho e Morro do 18, na Zona Norte do Rio. A Polícia Civil ainda não divulgou a identidade dos mortos. Os Traficantes haviam saído da Comunidade da Vila Kennedy (CV) e, durante a Perseguição, fuzilaram uma viatura da BPVE onde estavam 2 Policiais; 1 Deles Morreu e o outro encontra-se em estado grave. Ao todo, foram apreendidos 6 Fuzis, 3 Pistolas, 1 Celular, Rádios Transmissores,

Traficantes da Penha (CV) estariam vendendo armas por aplicativo de conversa. Veja alguns dos supostos anúncios

O canal Zona de Conflito RJ informou que traficantes do Complexo da Penha estariam supostamente vendendo fuzis por meio de grupos de WhatsApp, O canal disse ter conseguido lmagem de um dos fuzis, um Taurus T4, que teria sido ofrrtado Essa arma teria sifo visto em uma espécie de “aula de drone” no Complexo da Penha. De acordo com relatos , o fuzil pertenceria a Pedro Bala, responsável pelo tráfico na Vila Kosmos e Juramento.

Sentinela do CV preso confirmou que facção nomeou novo interventor na guerra com o TCP em Cordovil e até recebeu arma dele

O sentinela do tráfico que foi preso essa semana na região de Cordovil confirmou à Justiça o que já vinha sido especulado nos últimos dias: que o traficante Tiriça” seria responsável pelo Comando Vermelho pela defesa das comunidades Dourado, Fauna e Batuta contra investidas de criminosos ligados ao TCP, liderados por Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”.  Conforme nossa reportagem adiantou há alguns dias,  a ordem teria sido dada pelo.chefão do Comando Vermelho, vulgo Doca, que substituiu Nico por Tiriça,   O suspeito ao ser questionado teria informado ser natural do Estado de Goiás e residir na comunidade do Dourado, área atribuída ao Comando Vermelho. Também teria declarado que recebeu a arma de fogo do próprio  Tiriça” para exercer vigilância na localidade e comunicar eventual aproximação de policiais ou integrantes da facção rival.  Consta dos autos que policiais civis realizavam monitoramento na região de Cordovil, em razão dos conflitos armados envolvendo as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), que disputam o controle territorial de comunidades locais.  Segundo a narrativa policial, por volta das 16h, a equipe recebeu informações de inteligência no sentido de que um indivíduo armado estaria exercendo vigilância na localidade conhecida como Fauna, área dominada pelo Comando Vermelho. Diante da informação, os agentes dirigiram-se ao local e, ao ingressarem em um bar situado na Rua Rio Apa, nº 1075, identificaram um indivíduo em atitude suspeita, posteriormente qualificado como Higor Gabriel de Souza Batista.  Durante a abordagem e revista pessoal, os policiais encontraram na cintura do custodiado uma pistola calibre 9 mm municiada, além de um aparelho celular e uma chave de motocicleta, sendo o veículo posteriormente localizado nas proximidades.  O preso ainda disse foi agredido por ocasião de sua prisão em flagrante. Narrou que foi agredido por um policial civil no momento da abordagem, tendo recebido um chute na costela, lado direito, e um pisão no joelho direito, que causou um arranhão. Acrescentou que não sabe o nome do policial, sendo um dos que o levou para a Delegacia, descrevendo-o como branco, alto, loiro, de olhos claros e com barba. Afirmou que a agressão foi presenciada por sua irmã e um amigo 

Traficante cuja prisão provocou série de protestos na Gardênia Azul (CV) disse que foi agredido por PMs na frente da esposa e teve a residência toda apurada. Justiça mandou apurar

O traficante Bacurau, cuja prisão desencadeou uma série de protestos nos arredores da Gardênia Azul com cabine da PM metralhada e ônibus sequestrados para servir de barricada, disse ter sido agredido por ocasião de sua prisão em flagrante por policiais militares que não usavam câmeras corporais. Segundo depoimento dele à Justiça, o bandido afirmou que recebeu dois chutes na coxa direita, perto do quadril, e um soco na orelha direita.Além disso, narrou que os policiais quebraram a sua casa, com a esposa e filhas no interior. Relatou que não sabe o nome dos policiais, mas foram aqueles que o levaram à delegacia. Falou que o policial que o agrediu é branco, alto, forte e com cabelo liso e barba. Afirmou que esse policial e outros quebraram sua residência, tendo descrito um segundo policial como branco, forte, baixo e com cabelo liso. Narrou que ambos estavam sem barba. Asseverou que as agressões foram presenciadas por sua esposa. Devido a esse relato, o juiz responsável pelo caso determinou que cópias dos autos fossem encaminhadas para a Promotoria que atua junto à Auditoria Militar, à Corregedoria Geral Unificada e à Segunda Vice-Presidência. Mandou ainda que Bacurau fosse levado para a realização de novo exame de corpo de delito, já que não narrou agressões no exame anterior. Como foi a prisão Narra o Registro de Ocorrência que, no dia 27/07/2026, por volta das 8h, policiais militares realizaram operação na comunidade da Gardênia Azul, em cumprimento a informações previamente coletadas que indicavam que Bacurau exerceria a função de gerente da organização criminosa atuante na localidade e armazenaria armamento em sua residência. Ao chegarem ao endereço, os policiais visualizaram, pela janela da residência, um fuzil apoiado sobre um sofá. Diante da situação de flagrância, dirigiram-se à porta do imóvel, que se encontrava aberta, sendo recebidos pelo próprio suspeito, o qual autorizou o ingresso da equipe policial. Realizadas buscas no interior da residência, nada mais de ilícito foi localizado, sendo apreendidos apenas um fuzil de plataforma AR, com marca e modelo suprimidos, acompanhado de um carregador municiado com 15 (quinze) munições. Consta, ainda, que Bacurau estava sozinho no imóvel, permaneceu em silêncio durante a diligência e não portava aparelho celular. Além disso, é informado que a operação foi realizada por policiais à paisana, sem utilização de câmeras corporais, em razão de se tratar de ação decorrente de trabalho de inteligência. Diante dos fatos, Bacurau foi conduzido à unidade policial, onde se procedeu à lavratura do auto de prisão em flagrante para as providências legais cabíveis.

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