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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Veja as notas oficiais da PMERJ sobre o andamento das investigações das mortes de médica e de morador e traficantes no Morro dos Prazeres (CV). Vários policiais afastados

Saiba agora como estão as investigações no âmbito da PMERJ de dois crimes que estão causando muita polêmica no Rio: a morte da médica Andrea Marins no último fim de semana em Cascadura durante uma abordagem policial que perseguia suspeitos em Cascadura e de oito pessoas no Morro dos Prazeres entre eles um morador.  * Prazeres*  A Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, o comando do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) determinou a transferência imediata de quatro policiais da unidade, com retirada do serviço operacional e inclusão em atividades administrativas, não realizando policiamento nas ruas durante o período de apuração. A medida foi tomada após análise preliminar das ações realizadas na Comunidade dos Prazeres, na Região Central do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (18/03), quando foram identificadas atividades relacionadas ao mau uso das câmeras operacionais portáteis, de uso individual, por parte dos policiais. O afastamento busca assegurar a apuração rigorosa e transparente dos fatos, em conformidade com as normativas que regulamentam a utilização dos equipamentos.  No âmbito da Secretaria de Estado de Polícia Militar as investigações seguem a cargo da Corregedoria da Corporação. *Cascadura*  A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, de acordo com as análises preliminares dos setores técnicos da Corporação, foi identificado que as baterias das câmeras corporais utilizadas pela equipe estavam descarregadas no momento da ocorrência. Todos esses fatos seguem sob apuração integral da área correcional da SEPM. Vale ressaltar que na Corporação existem normas rígidas que determinam que os policiais, ao perceberem que há qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos. Os policiais seguem afastados dos serviços nas ruas.

Em guerra com milícia rival na Zona Oeste e Baixada, bando de Juninho Varão sofreu desfalques significativos esta semana

O miliciano Juninho Varão sofreu muitas baixas essa semana após aliados terem sido presos e armas apreendidas. Na quarta-feira, um homem de sua confiança conhecido como Tico, liderança da comunidade Km 49, em Seropédica, foi preso..A ofensiva foi desencadeada com base em dados de inteligência que permitiram identificar e localizar um imóvel utilizado como base de apoio da milícia. No local, os agentes encontraram uma estrutura organizada para a prática criminosa, com apreensão de munições para fuzil, drones utilizados no monitoramento territorial, aparelhos celulares, anotações com referências diretas ao grupo, além de dinheiro em espécie. Hoje, policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) apreenderam seis fuzis e prenderam dois criminosos ligados a milícia de Varão em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde os agentes estouraram um ponto de armazenamento de armas do grupo. Com base no cruzamento de dados, análise de informações e levantamentos de campo, agentes da Draco identificaram que um endereço da região estaria sendo utilizado como “paiol de guerra” da milícia da região. Diante da descoberta, os policiais deflagraram uma ação e encontraram grande quantidade de armamento bélico. Na abordagem, além dos fuzis, foram apreendidos grande quantidade de munições, rádios comunicadores, porta-carregadores e capas de colete balístico. Três veículos roubados também foram recuperados. No paiol, dois criminosos identificados como milicianos foram capturados. Um deles foi identificado como “frente” da organização criminosa, com atuação direta na coordenação de ações armadas e logística do grupo. De acordo com as investigações, o endereço era usado como base para armazenar armas e abastecer o confronto armado na região de Itaguaí e Chaperó, sustentando as tentativas de expansão territorial da milícia. Varão está em guerra com a milícia comandada por PL, sucessor de Zinho. A disputa ocorre na Zona Oeste da capital nos bairros de Santa Cruz e Paciência e na Baixada Fluminense, nas cidades de Itaguaí, Seropédica e Nova Iguaçu. 

“Bora fdp, bora, arrombado, atravessa e dá a chave”, investigação revela traficantes dando ordem para fechar via em retaliação à megaoperação na Penha e no Alemão

Investigação revela ordem de traficantes para obsturir ruas no Rio após a Operação Contenção nos complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro do ano passado quando mais de 120 pessoas morreram. O fato ocorreu na Rua Uberaba, altura do nº 50, no bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio, No local dos fatos, o motorista de ônibus da empresa Autoviação Tijuca, foi cercado pelos criminosos e pelo menor infrator, além de cinco indivíduos não identificados, que estavam em quatro motocicletas, ordenando de forma violenta que o motorista atravessasse o coletivo na via e entregasse as chaves, proferindo as seguintes palavras: “Bora, filho da puta, bora, arrombado, atravesa e dá a chave”. Os criminosos bateram nas janelas do ônibus e tentarem quebrar o para-brisa, com o claro intuito de intimidar o motorista e impedir o tráfego na via.Os bandidos e seus comparsas apresentavam um comportamento violento e obstruíram completamente a passagem da via e impedido o funcionamento do ônibus, gerando ainda pânico e tensão no local. No mesmo momento, policiais militares que estavam de serviço operacional foram acionados via rádio para atender a uma ocorrência de desordem e obstrução de via pública e chegaram ao local e efetuaram a prisão dos denunciados e apreenderam o menor Os presos declararam aos policiais militares, que traficantes da comunidade da Borda do Mato, dominada pela facção criminosa Comando Vermelho, ordenaram que fosse realizada a obstrução da via para gerar um caos e clima de terror na cidade do Rio de Janeiro. Por conta da retaliação dos traficantes à operação, a Polícia Civil formulou pedido de autorização de transferência do traficante My Thor te para uma unidade prisional federal, Segndo o relatório, em resposta ao atuar da po lícia foram praticados por componentes da súcia uma série de atos de retaliação, por deliberação dacúpula da facção criminosa, da qual o agravante é membro. Os bandidos deran ordebs para fechamento de comércio e vias, incêndio em coletivos, dentre outras medidas levando pânico para a população A capacidade de articulação da facção foi rápida e potente, impedindo a população de exercer li vremente o direito à liberdade.

Como a viúva de Adriano da Nóbrega transformou o espólio do miliciano em fonte de lucro

Operação do Ministério Público do Rio de Janeiro realizada nesta quinta-feira mira suspeitos de dar continuidade aos negócios do miliciano e contraventor Adriano da Nóbrega, morto em 2020. Documentos do processo revelam detalhes de como o patrimônio do ex-chefe de milícia teria continuado sendo movimentado mesmo após sua morte. De acordo com os autos, Júlia Lotufo, viúva de Adriano, com o auxílio de um aliado conhecido como “Orelha” (já falecido), teria atuado diretamente na movimentação de bens, valores e direitos provenientes das atividades criminosas da organização chefiada pelo miliciano. O objetivo, segundo a investigação, era ocultar e dissimular a real origem e propriedade desses ativos. Ainda conforme o processo, na condição de herdeira, Júlia teria recebido bens do espólio que estavam registrados em nome de “laranjas”. Em seguida, esses patrimônios eram negociados e transferidos a terceiros, em operações que buscavam dificultar o rastreamento pelas autoridades. Os investigadores apontam que a estratégia de ocultação era contínua: os bens nunca eram formalmente transferidos para o nome da viúva, sendo negociados em nome de terceiros. Os pagamentos, segundo consta, eram realizados principalmente em dinheiro vivo ou por meio de transferências para contas de empresas, o que reforçaria a tentativa de disfarçar a origem dos recursos. O caráter dissimulatório das operações, segundo o processo, fica ainda mais evidente pelo fato de Júlia já ter conhecimento de investigações em andamento que buscavam identificar e confiscar o patrimônio de Adriano. Mesmo assim, ela teria negociado os bens de forma clandestina, “por debaixo dos panos”, apropriando-se dos valores obtidos com as vendas. A investigação também aponta a existência de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo outras pessoas, entre elas o deputado estadual e hoje federal Juninho do Pneu. Um dos exemplos citados no processo envolve dois imóveis rurais localizados em Cachoeiras de Macacu, avaliados em cerca de R$ 3,5 milhões. Os bens, que pertenciam a Adriano, estavam registrados em nome de um “laranja” identificado como Edvaldo. Após a venda realizada pela viúva, o intermediário transferiu os imóveis para o nome do pai do deputado , apontado como o verdadeiro comprador.

Bares e whiskeria eram usados como fachada para movimentar dinheiro do tráfico de drogas na Lapa. Apontado como um dos chefes do esquema, Abelha não teve prisão decretada

Estabelecimentos comerciais eram usados como fachada para movimentar dinheiro do tráfico de drogas na Lapa, segundo processo que tramita no Tribunal de Justiça. Um deles era uma whiskeria. Anotações apreendidas contém a menção a um dos donos sendo ainda verificado um expressivo aumento na movimentação das contas de sua titularidade nos anos de 2024 e 2025, em relação ao biênio anterior, coincidindo com o período de incremento nas atividades da associação criminosa na região. O outro era um bar cujo dono atuava como “caixa” do tráfico, recebendo pagamentos de usuários via pix ou cartão, em troca de dinheiro em espécie, que seria utilizado para comprar drogas dos traficantes locais. Consta dos autos comprovante de transferência via pix, contendo os dados do proprietário Havia um terceiro comércio envolvido, utilizado para realizar “saque pix” para o tráfico de drogas, havendo movimentação de elevadas quantias nas contas do proprietário do estabelecimento comercial nos anos de 2024 e 2025. Para realizar a Operação Colmeia, a polícia usou diversas fotografias dos investigados nos pontos de vendas de drogas, bem como fotografias extraídas de redes sociais, material que possibilitou a realização de perícia para identificação dos criminosos havendo ainda diálogo sobre armas e munições e fotos com exibição de fuzil e pistolas e grande quantidade de dinheiro e entorpecentes; Segundo os autos, envolvidos demonstram periculosidade, acreditando na impunidade, tendo praticado ações violentas, inclusive tortura. Apontados como os chefes do esquema, os traficantes Abelha e Piu não tiveram inicialmente as prisões preventivas decretadas sob alegação de que os indícios de autoria coligidos até o presente momento não são fortes o suficiente para decretação da prisão preventiva. Piu, no entanto, foi reconhecido por uma tsetemunha como tendo comparecido frequentemente ao ponto de venda de drogas. Com isso, a Justiça argumentou ser necessária a decretação da prisão preventiva para garantia de ordem pública dado o papel de relevo ocupado na associação criminosa. A polícia chegou até a residência de Piu onde havia piscina, churrasqueira. e academia de ginástica, Sobre Abelha, não foram apresentados novos elementos capazes de robustecer os indícios de autoria. A testemunha apontou a fotografia do denunciado Wilton como sendo o Abelha, o depoente afirmou que não via mais Abelha na Travessa Mosqueiro e Joaquim Silva, asseverando que era Piu quem estava com frequência no local.

O legado milionário de Adriano da Nóbrega. Tem até político envolvido

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpre, nesta quinta-feira (19/03), dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa que era liderada e depois sucedeu o ex-miliciano e contraventor Adriano da Nóbrega, morto em março de 2021. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Crime Organizado da Comarca da Capital, a pedido do MPRJ. Ao todo, 19 pessoas foram denunciadas, entre elas um deputado federal.O GAECO/MPRJ dividiu as acusações da “Operação Legado” em três ações penais. A primeira trata da lavagem de dinheiro oriundo do jogo do bicho na Zona Sul do Rio; a segunda descreve a atuação da organização criminosa associada ao capitão Adriano; e a terceira envolve o branqueamento de patrimônio do grupo. A investigação do Ministério Público do Rio dedicada a rastrear e recuperar o espólio oculto da organização criminosa identificou dois imóveis rurais que pertenciam ao miliciano, embora registrados em nome de terceiros, avaliados em R$ 3,5 milhões. Segundo o GAECO/MPRJ, após a morte do então companheiro e ciente da existência de investigações sobre o patrimônio, a viúva de Adriano, Julia Lotufo, promoveu a venda das propriedades ao deputado federal Rogério Teixeira Júnior, conhecido como Juninho do Pneu. O parlamentar foi denunciado, mas não há mandados expedidos contra ele.O Ministério Público Federal se manifestou pela ausência de atribuição, uma vez que os fatos investigados relacionados à lavagem de dinheiro não possuem relação direta com o exercício do mandato, afastando a incidência de foro por prerrogativa de função.A segunda denúncia expõe um esquema milionário de lavagem de dinheiro proveniente dos lucros com a exploração do jogo do bicho na Zona Sul do Rio, especialmente em Copacabana. De acordo com o GAECO/MPRJ, Adriano da Nóbrega controlava esses pontos da contravenção em parceria com o bicheiro Bernardo Bello. As investigações identificaram empresas de fachada criadas e operadas com o objetivo de receber, movimentar e ocultar valores oriundos do jogo do bicho. A análise de apenas quatro empresas ligadas ao investigado aponta transações que superam R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano. Entre os empreendimentos de fachada constam um depósito de bebida, um bar e um restaurante. Os investigadores se depararam com um quiosque de serviços de sobrancelha localizado em um shopping na Zona Norte, cuja conta registrou, em seis meses, aproximadamente R$ 2 milhões em créditos. Entre os denunciados está Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano da Nóbrega. A terceira ação penal trata dos integrantes que atuavam sob o comando do miliciano e que continuaram em atividade após sua morte. As apurações indicam que o grupo criminoso persistiu e sofisticou sua estrutura mesmo após a morte de Adriano da Nóbrega. Segundo o GAECO/MPRJ, Julia Lotufo atuava como líder e controlava toda a contabilidade e os ativos da organização criminosa, cujos negócios ilícitos envolviam agiotagem, contravenção e mercado imobiliário irregular.

Guerra entre milicianos e o CV volta a aterrorizar Jacarepaguá. VIDEO

A guerra entre traficantes do Comando Vermelho e milicianos voltou a aterrorizar Jacarepaguá nas primeiras ĥoras do dia. Houve confronto armado na Estrada dos Bandeirantes, em Curicica. . .Dois traficantes foram baleados e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, sendo que um deles veio a óbito Outros três conseguiram fugir. A polícia recuperou um carro roubado durante o incidente. Após confronto, traficantes procuraram refúgio na CDD (CV) O intenso confronto assustou moradores da comunidade Vila Sapê. Entre 4h e 5h, tiros foram ouvidos de forma contínua, provocando pânico na região. Relatos indicam que o tiroteio começou ainda durante a madrugada e rapidamente se intensificou, obrigando moradores a se abrigarem dentro de casa. Disparos chegaram a atingir o Atacadão, que fica nas proximidades, e um carro foi completamente metralhado próximo à comunidade. No vídeo foi possível ouvir rajadas de tiros, além de gritos e correria. Até uo momento, não há confirmação oficial sobre feridos ou prisões, e a origem do confronto ainda é desconhecida. O clima na região segue tenso.

Quadrilha de Jiló dos Prazeres (CV) chegou a assaltar banco para conseguir dinheiro para financiar a compra de armamentos que seriam usados na retomada do Morro da Mineira (TCP)

Membros da quadrilha do traficante Jiló dos Prazeres, morto ontem em operação policial, assaltaram um banco no Centro do Rio em 2023. O objetivo era conseguir dinheiro para financiar a compra de armamentos que seriam usados em uma guerra para a retomada do Morro da Mineira, no Catumbi. Na ocasião, os bandidos restringiram a liberdade das vítimas e roubaram a quantia de R$ 130.000, valores que se encontravam inseridos em caixas eletrônicos da agência. Jiló participou de outra intensa guerra na região central do Rio em 2020 quando bandidos do CV tentaram invadir o Complexo de São Carlos. Na ocasião, ele fez a alocação de integrantes de outras comunidades para a invasão e participou ativamente do confronto. Na época, ele também ficou encarregado de receber o contingente de criminosos e armamentos provenientes de comunidades aliadas, a fim de se estabelecerem e, em seguida procederem à invasão no Complexo do São Carlos. A quadrilha de Jiló possuía um integrante, vulgo Cocão, que organizava todos os roubos de veículos, com as correspondentes clonagens, vinculadas ao Morro dos Prazeres. Jiló supervisionava essa atividade com a qual lucrava. Jiló fornecia o “território” e suporte, autorizando a utilização da estrutura criminosa instalada na comunidade dos Prazeres e Paula Ramos para que os veículos subtraídos fossem armazenados, temporiamente, até sua destinação, seja na devolução, mediante pagamento de resgate, para as vítimas, seja na adulteração de seus marcos identificadores, na modalidade vulgarmente conhecida como “clonagem de veículos”. Há alguns anos, Jiló liderou a invasão a apartamentos e o proprietário de um deles ao ser surpreendido foi conversar com as lideranças do tráfico que lhe informaram que a unidade funcional não era mais dele, mas sim daquele movimento de invasão, relatando, ainda, que a mulher do traficante “Jiló” ocuparia o melhor apartamento do prédio, determinando ao rapaz que se evadisse, pois não exerceria de forma alguma a função de zelador naquele lugar; Embora tivesse papel de destaque no tráfico há muito tempo, Jiló não era dono das bocas de fumo dos Prazeres. Ele, na verdade, era braço-direito do traficante Marcelinho dos Prazeres, morto em 2021.

Um dos traficantes que comanda a Lapa foi solto este ano

O Disque Denúncia (2253-1177) divulga, nesta quarta-feira (18), uma cartaz para auxiliar nas investigações da 5ª DP (Mem de Sá), a fim de obter informações que levem à localização e prisão dos traficantes Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como “Abelha”, de 55 anos, um dos principais chefes da Organização Narcoterrorista Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro e Anderson Venâncio Nobre de Souza, vulgo “Piu ou Português”, de 47 anos. Os dois estão cadastrados no sistema penitenciário como sendo de “Altíssima Periculosidade” e comandam o tráfico de drogas na Lapa, no Centro do Rio de Janeiro.   As investigações começaram em outubro de 2024 na 5ª DP (Mem de Sá), que em novembro do ano passado indiciou 25 traficantes e pediu a prisão deles. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do RJ/Gaeco, que denunciou 30 pessoas. A delegacia identificou que a venda de entorpecentes na Lapa partia do Morro do Fallet/Fogueteiro – localizada na região central do Rio de Janeiro, estendendo-se pelos bairros de Santa Teresa e Rio Comprido. As investigações também apontaram que o maior ponto de drogas fica a 200 metros dos Arcos da Lapa, na região entre a Travessa Mosqueira e a Rua Joaquim Silva., e que também  teriam invadido casarões abandonados, e as transformaram em ponto de vendas de entorpecentes, que por sua vezes, eram anunciados no meio da rua, como em um “feirão”. As drogas que abastecem esses pontos são embaladas no Fallet/Fogueteiro e enviadas por táxis, mototáxis e “mulas” — quase sempre mulheres. “ Todas os tipos de drogas são vendidas nessas bocas de fumo, como maconha, cocaína, haxixe, crack e drogas sintéticas de toda a natureza”, afirmou o delegado Uriel Alcantara. Os dois são conhecidos por seus subordinados, na região como a “Tropa do Mel”, se referindo ao “Abelha” e “Tropa do Português”. As investigações que levaram à Operação Colmeia, deflagrada nesta terça-feira (16) pelas forças de segurança do RJ, apontavam que os traficantes liderados por “Abelha” e “Piu” também torturavam dependentes químicos que rondavam as bocas de fumo da Lapa. Eles também impuseram em meados do ano passado uma “taxa” diária a comerciantes que montam barracas no entorno da Escadaria Selarón, um dos pontos mais movimentados do bairro, e são obrigados a pagar até R$ 130 por dia. A polícia identificou comprovantes de transferências em nome do traficante de vulgo “Di Mulher”, comparsa de Abelha. Abelha é considerado um dos criminosos mais procurados do Rio. Ele está foragido desde julho de 2021, quando foi solto irregularmente pela porta da frente do Complexo de Bangu, apesar de possuir mandados de prisão ativos que somavam mais de 18 anos de pena. Em março de 2025, uma investigação anterior da 5ª DP já havia estourado um “bunker” ligado ao traficante na Lapa, um imóvel com passagens secretas e portas reforçadas usado para armazenamento de carga e esconderijo de criminosos. No final de 2023, a cúpula do Comando Vermelho (CV) decidiu afastar “Abelha” da presidência da organização após uma série de mortes e desavenças internas, marcando uma reestruturação nas lideranças do grupo. Alguns dos motivos seria que ele teria expulsado um traficante identificado como “Dourado” da comunidade da Providência sem a devida autorização do conselho. Ele também teria sido  responsabilizado por ordenar execuções de membros da própria facção que não haviam sido aprovadas pelas lideranças superiores, o que gerou instabilidade interna. Diante dessas condutas consideradas indisciplinadas, a liderança máxima do CV — decidiu colocar no cargo o traficante  Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, chefe do tráfico do Complexo do Alemão, na Zona Norte.  Segundo levantamento das inteligências das policiais do Rio, “Abelha” estaria se escondendo na Comunidade da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio.  Anderson Venâncio, o “Piu”, atualmente, estava em liberdade condicional desde fevereiro deste ano, mas segundo informações ele não estaria assinando os termos da liberdade, junto ao Patronato Magarinos Torres (PMT) e não usava tornozeleira eletrônica.   Contra o traficante “Abelha”, constam 08 mandados de prisão, pelos mais diversos crimes e contra “Piu”, consta um mandado pelo crime de tráfico de drogas.  O Disque Denúncia, pede que quem tiver informações sobre a localização dos dois criminosos,  favor entrar em contato  pelos seguintes canais de atendimento:     Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido

Homem processa redes sociais após páginas publicarem que ele era miliciano e informante da polícia

Um homem ajuizou ação contra as redes sociais X e Instagram, alegando que publicações feitas em páginas dessas plataformas divulgaram informações falsas e ofensivas a seu respeito, atribuindo-lhe apelidos e envolvimento em atividades criminosas. Segundo ele, o conteúdo teria afetado diretamente sua honra, reputação e dignidade. De acordo com o processo, postagens publicadas nos dias 18 de setembro de 2025, 5 de outubro de 2025, 25 de janeiro de 2026 e 29 de janeiro de 2026 passaram a vinculá-lo, de forma indevida, à participação em milícia armada, à suposta atuação na área financeira desse grupo e ainda à condição de informante da Polícia Civil, conhecido como “X-9”, inclusive com menção à Delegacia de Repressão ao Crime Organizado. As publicações também afirmariam que o autor teria participado de operações policiais, circulado em viaturas oficiais e atuado em conjunto com agentes públicos — alegações que, segundo a ação, são totalmente inverídicas e incompatíveis com a inexistência de qualquer vínculo dele com órgãos estatais. Ainda conforme o processo, os conteúdos utilizaram a imagem do autor e dados de seu documento de identificação, alcançando dezenas de milhares de visualizações, em uma tentativa de associá-lo à alcunha “Cesinha”, à integração em milícia armada e à participação em atividades criminosas. O lesado alega que a postagem foi amplamente disseminada, com número alto de visualizações e interações, o que afeta sua imagem pessoal e profissional, além de colocar sua segurança em risco. Ele já tinha buscado o Poder Judiciário em razão dessa mesma narrativa difamatória. Nos autos do processo nº 0828247-34.2025.8.19.0209, tramitado no Juizado Especial Cível, entendeu-se pela pertinência do pedido Autoral. Nos termos do projeto de sentença homologado pelo Juízo, dentre outras medidas se decidiu por condenar a parte Ré a retirar as postagens publicadas pelo usuário que digam respeito ao Autor, no prazo de 10 dias úteis, sob pena de multa […]. Apesar desse pronunciamento judicial, os ataques não cessaram. Ao contrário: foram intensificados, ampliados e replicados, agora com imputações ainda mais graves e violentas, em múltiplas plataformas.

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