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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Chefe de milícia do Catiri também teria mandado em Rio das Pedras, diz investigação

Investigação da Polícia Civil do Rio aponta que um dos atuais chefes da milícia do Catiri, em Bangu — alvo de operação recente — também teria integrado a estrutura de comando do grupo paramilitar que atuava em Rio das Pedras, em Jacarepaguá. Segundo relatório obtido pela reportagem, o homem identificado como Montanha aparece como uma das lideranças da organização criminosa em períodos anteriores, com atuação ligada ao controle de áreas exploradas pelo grupo e participação no núcleo responsável por decisões estratégicas da estrutura. “Ele era um dos donos das áreas exploradas pela quadrilha, sendo apontado no alto escalação da estrutura de tomada de decisões do grupo criminoso”, diz o documento. A apuração, conduzida ao longo de anos, resultou na denúncia de treze investigados e descreve uma organização criminosa de alta complexidade, envolvida em um amplo esquema de exploração econômica ilegal. Entre as atividades atribuídas ao grupo estão venda e locação irregular de imóveis, grilagem de terras, extorsão sistemática de moradores e comerciantes por meio da cobrança de “taxas” ilegais por supostos serviços, além de agiotagem, falsificação de documentos públicos, corrupção de agentes públicos, ocultação de bens e uso de ligações clandestinas de água e energia. De acordo com o documento, os denunciados integrariam uma estrutura criminosa estável e organizada, com atuação contínua no estado do Rio de Janeiro e forte presença territorial em determinadas regiões. O controle exercido pelo grupo seria sustentado por intimidação, ameaças e episódios recorrentes de violência, com impacto direto sobre a rotina de moradores e comerciantes das áreas sob influência. O relatório também aponta que a organização opera com lógica de gestão interna, divisão de funções e exploração econômica contínua das comunidades sob domínio. Há ainda indicativos de um modelo de atuação com estrutura financeira e logística consolidada, além de mecanismos voltados à ocultação de patrimônio e possível cooptação de agentes públicos. A investigação indica que Montanha contaria com o apoio de mulheres em funções auxiliares dentro da estrutura criminosa. Outros dois integrantes seriam responsáveis pela cobrança dos valores exigidos de moradores e comerciantes, além da intermediação de empréstimos extorsivos. Há ainda suspeitas de que dois investigados atuariam no fornecimento de dados pessoais utilizados para operações de ocultação e movimentação de recursos ilícitos. O conjunto de elementos reunidos pela investigação descreve uma organização criminosa com forte capacidade de controle territorial e atuação econômica estruturada, sustentada por violência, coerção e possíveis práticas de corrupção, com impacto direto sobre comunidades da capital fluminense.

Drone lança granadas, base do CV se instala e guerra explode em Rio das Pedras com ex-miliciano na linha de frente. ACESSE LINK E VEJA VÍDEOS E BASTIDORES

Traficantes do Comando Vermelho da Gardênia Azul atacaram mais uma vez a comunidade do Rio das Pedras, em Jacarepaguá, nesta madrugada.Os bandidos usaram até drone lança granadas. Uma loja foi atingida por uma dessas bombas, Não houve feridos. Veja vídeo da invasão https://x.com/tinojunior/status/2067987225837441056/video/1 Morador relatou desespero: “Eu estavá na fila do 557 aa 5.30 meu deus foi muito tiro e nao tinha como o povo se abriga entramos no onibus o motirista falou que dentro do onibus nao era o melhor luga meu deus que terro hoje nunca vi de perto tantos tiros nao moro ali maa pego o meu onibuis ali imagina que mora ali” sso mesmo a policia sempre largou essa milicia de Rio das pedras avontade nos moradores sempre pedindo ajuda na rua nova e Moret Sandro agressivo taxador Alexandre Geovane mecânico cobrando tudo luz segurança gaz até a bomba d’água que moradores compram eles cobram e nada de operação em cima dessas pragas de milicianos lojas fechadas no areal um bode com outros maicon e junior da associação de moradores estão cobrando tudo na areinha estao no estacionamento do mercado Supermarket os milicanos estão la também e o eduardo pães junto com aquele deputado da muzema Há relatos de que o CV montou base com 15 traficantes na localidade do Caranguejo, para tomar a comunidade toda. Vídeos mostraram a circulação dos bandidos https://x.com/i/status/2067747234280608069 https://x.com/tininhasouzarj/status/2067950762122965145/video/1 A guerra estaria sendo comandada pelo ex-miliciano Kauan, que pulou para o CV recentemente junto a outros bandidos. 11 teriam pulado levando quatro fuzis e quatro pistolas, além de material tático. Ele próprio teria feito vários disparos de fuzil em direção ao grupo de milicianos que estavam na entrada do Areal. Ninguém foi baleado. Kauan já circula livremente pela Gardênia Azul Kauan estava jurado de morte pelos paramilitares e seria executado assim que caísse no tribunal. Seu irmão Gerlan, que era um dos líderes da milícia, seria o responsável por defendê-lo. Apesar do desentendimento com outros milicianos que motivou Kauan a pular, não há atrito direto entre ele e o irmão. No entanto, a situação pode gerar um racha dentro da cadeia: Gerlan pode ser pressionado a abandonar a milícia para fica do lado do irmão, correndo o risco de ser morto na prisão por “fechar” com Kauan. Outra possibilidade é uma guerra interna entre a família, caso Gerlan decida continuar na milícia. Milicianos já estariam em contato com Gerlan, e existe a possibilidade de que outros membros da milícia também pulem. A Record divulgou uma matéria mostrando que Gerlan teria feito uma chamada de vídeo de dentro do presídio https://x.com/tinojunior/status/2067980147609715010/video/1 Dois cemitérios clandestinos foram encontrados em Rio das Pedras. Bombeiros acreditam que exista pelo menos 20 corpos enterrados no locaL.

Racha na milícia, execução de motoristas e ataques com granadas: documentos revelam bastidores da guerra que abriu caminho para ofensiva do CV no Catiri

A guerra travada entre o Comando Vermelho e a milícia do Catiri, em Bangu, foi marcada por atentados com granadas, assassinatos de motoristas de vans e uma disputa interna entre antigos aliados que acabou facilitando a ofensiva da facção para tomar uma das áreas mais estratégicas da Zona Oeste do Rio. Os detalhes aparecem em depoimentos prestados por policiais civis e militares em processo judicial obtido pela reportagem. Segundo os relatos, a crise teve início após a morte do miliciano Marquinhos Catiri. A partir daí, o grupo passou a ser dividido por uma disputa entre os criminosos conhecidos como “Montanha” e “Pirulito”. Este último, ao deixar a prisão, teria retomado a briga pelo controle da região e recebido o apoio de “Gordinho”, apontado como responsável pelo sistema de transporte alternativo local. Sem força suficiente para enfrentar os rivais sozinho, o grupo ligado a “Pirulito” teria buscado apoio do Comando Vermelho. A aliança acabou abrindo as portas para a entrada da facção na disputa territorial. De acordo com os investigadores, o interesse do CV pelo Catiri vai além da expansão do tráfico. A região fica próxima ao Complexo Penitenciário de Bangu, considerado um ponto estratégico pelos criminosos. Ataques com granadas e terror em ponto de vans Os depoimentos revelam que, durante o auge dos confrontos, integrantes do Comando Vermelho realizaram diversos ataques contra o sistema de vans controlado pelos milicianos. Em uma das ações, criminosos armados em uma motocicleta abriram fogo em um ponto de vans próximo à 34ª DP, lançaram uma granada e roubaram as chaves dos veículos, obrigando os motoristas a interromperem a circulação. Testemunhas correram para dentro da delegacia em busca de proteção. A polícia também relatou que dois motoristas de vans ligados ao grupo rival foram mortos durante a escalada da guerra. “Cria do Catiri” recebia armas e pagamentos para atacar a milícia As investigações apontaram que um dos homens identificados como participantes dos ataques era um morador nascido e criado no Catiri, que teria se aliado ao Comando Vermelho em meio à guerra. Segundo os policiais, o próprio suspeito admitiu que recebia armamentos e pagamentos da facção para participar das investidas contra a milícia. Ele teria revelado ainda que costumava utilizar um fuzil Colt nos ataques e que, no momento em que foi localizado na Vila Kennedy, estava apenas com uma pistola porque “a facção só havia deixado aquela arma com ele”. Polícia aponta que ofensiva partia da Vila Kennedy Ainda segundo os depoimentos, a Vila Kennedy se transformou em uma espécie de base para os ataques contra o Catiri. Policiais militares afirmaram em juízo que diversas operações foram realizadas porque criminosos saíam da comunidade dominada pelo Comando Vermelho para promover invasões e atentados contra a milícia. As investigações identificaram uma motocicleta Yamaha Lander preta como sendo utilizada em alguns desses ataques, incluindo ações na região da Cancela Preta e nas proximidades da própria 34ª DP. Os depoimentos reunidos no processo mostram que a guerra no Catiri, que ainda provoca tensão na região, não surgiu apenas da disputa entre tráfico e milícia. Segundo os investigadores, ela foi impulsionada por um racha dentro da própria organização paramilitar, cenário que acabou sendo aproveitado pelo Comando Vermelho para tentar assumir o controle do território.

Antes de operação de hoje, investigação já tinha mapeado cúpula e pedido prisão de chefes da narcomilícia no Catiri

A operação deflagrada nesta quinta-feira pela Draco contra a narcomilícia que domina o Catiri, em Bangu, ganhou destaque na imprensa carioca. A maioria dos veículos, no entanto, limitou-se a reproduzir as informações divulgadas pela Polícia Civil. Os documentos da investigação revelam que as autoridades já haviam identificado a cúpula da organização criminosa e solicitado a prisão dos principais líderes do grupo. Entre os alvos apontados como chefes da estrutura estão criminosos conhecidos pelos apelidos de Montanha, Gordinho da Van e da Kombi, Pirulito, Gaspar, Mariola e Gil. Segundo as investigações, eles integram uma organização altamente estruturada, responsável pelo controle armado do Catiri, Jardim Bangu e Cancela Preta. As apurações mostram que a região vive um cenário de guerra permanente, marcado pela atuação simultânea de milicianos e integrantes do Comando Vermelho, além da migração de antigos membros da milícia para a facção. O conflito desencadeou ataques armados, execuções, retaliações, incêndios de veículos e disputas pelo controle territorial. Morto em 2022, Marquinho Catiri mandou ali na região. Com a morte dele, houve uma cisão dentro da própria milícia entre o “Montanha” e o “Pirulito”, só que o “Pirulito” estava preso e quando foi solto começou essa briga, essa disputa com o “Montanha”, e”Gordinho. Os investigadores identificaram um verdadeiro regime de domínio imposto pela organização criminosa. A quadrilha mantém estrutura hierarquizada, divisão de funções e elevada capacidade bélica. Cada integrante possui atribuições específicas nos núcleos operacional, armado e financeiro, responsáveis por administrar recursos ilícitos, coordenar homens armados e controlar pontos estratégicos da região. A investigação teve início após denúncias de extorsão contra uma empresa terceirizada responsável por obras públicas de infraestrutura e saneamento. De acordo com a Draco, os criminosos passaram a exigir pagamentos para permitir a continuidade dos serviços e garantir a permanência dos trabalhadores nas áreas sob seu domínio. Mas o esquema não se limitava às obras públicas. Os investigadores descobriram um sistema permanente de exploração econômica do território. Comerciantes, moradores e diversos setores produtivos eram obrigados a pagar taxas impostas pela organização para continuar funcionando. Seguindo o caminho do dinheiro, a Polícia Civil descobriu uma sofisticada rede de lavagem de capitais que movimentou mais de R$ 25 milhões. A investigação revelou movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além do uso de contas de passagem, transferências fragmentadas e circulação acelerada de recursos entre pessoas físicas e jurídicas utilizadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro. As diligências permitiram mapear toda a engrenagem financeira da organização. Empresas formalmente constituídas e contas em nome de terceiros eram utilizadas para conferir aparência de legalidade aos recursos provenientes das extorsões e demais atividades criminosas. Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a existência de uma rede de apoio que contaria com a participação de um policial militar. Segundo a investigação, ele seria responsável por auxiliar na movimentação financeira do grupo e prestar serviços de segurança privada para integrantes da cúpula da narcomilícia. Além das prisões, a operação desta quinta-feira mobilizou equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Corregedoria da PM. Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão na capital, Baixada Fluminense e interior do estado. A ofensiva também inclui o bloqueio judicial de contas bancárias, bens e ativos vinculados aos investigados, numa tentativa de atingir o principal pilar de sustentação da organização: o dinheiro. O objetivo é asfixiar financeiramente a quadrilha e interromper o fluxo de recursos utilizado para manter o domínio territorial e financiar a guerra que há anos transforma o Catiri, Jardim Bangu e Cancela Preta em um dos principais focos de violência da Zona Oeste.

DOCUMENTOS CONFIRMAM QUE TRAFICANTES TERIAM PEDIDO AJUDA A POLÍTICOS PARA TRANSFORMAR “RESORT DO PEIXÃO” EM CENTRO SOCIAL E EVITAR DEMOLIÇÃO

Documentos reunidos pelo Ministério Público e pela Polícia Militar revelam que integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) procuraram políticos entre eles o deputado Val do Ceasa para tentar impedir a demolição do complexo de imóveis atribuído ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, em Parada de Lucas. A estratégia, segundo as investigações, consistia em transformar o local em uma fachada de projetos sociais para evitar a ação das autoridades. O conjunto de três imóveis de alto padrão, localizado no Complexo de Israel, foi identificado pela Polícia Militar durante uma operação realizada em julho de 2023 nas comunidades Cinco Bocas, Pica-Pau, Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral. Os agentes encontraram construções consideradas muito acima do padrão da região, equipadas com lago artificial, piscina, academia completa e sistemas de monitoramento, incluindo uma câmera escondida dentro de uma tomada elétrica. Relatórios da corporação apontam que os imóveis eram utilizados por integrantes do TCP para reuniões e eventos. Em outra ação, policiais flagraram homens armados nos arredores das construções. Um dos criminosos parecia portar um fuzil calibre .50, armamento capaz de perfurar veículos blindados. Os documentos mostram ainda que as propriedades possuíam rotas de fuga estrategicamente planejadas. Além das entradas principais, havia saídas pelos fundos que levavam a becos e vielas pouco movimentados, recurso que, segundo a investigação, permitiria a evasão dos criminosos durante operações policiais. Diante das irregularidades e da suspeita de utilização das mansões pela facção, a Força-Tarefa de Ordem Integrada e Segurança Pública (FTOIS) planejou uma operação conjunta com a Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública para demolir os imóveis. A ação, no entanto, acabou sendo adiada. Segundo relatórios da PM, em dezembro de 2023 o deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, conhecido como Val Ceasa, e o então vereador Ulisses Marins procuraram o comando do 16º BPM para saber se havia uma grande operação programada para demolir os imóveis. Os dois teriam afirmado que receberam informações por intermédio de Márcia Patrícia dos Santos Alexandre, presidente da Associação de Moradores de Parada de Lucas e assessora do vereador na época. O ponto mais sensível da investigação aparece no depoimento do secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale. Segundo ele, Ulisses Marins relatou que traficantes haviam iniciado a construção dos imóveis, mas interromperam as obras ao tomarem conhecimento da possibilidade de demolição. Ainda de acordo com o secretário, os criminosos procuraram Val Ceasa e pediram ajuda para preservar o espaço. A solução encontrada, segundo o relato, seria implantar projetos sociais no local. O espaço passou a ser apresentado como “Espaço Fazendinha”, destinado a recreação infantil, colônias de férias e reforço escolar. Conforme o depoimento, Val Ceasa e a então deputada Dani Cunha teriam ajudado na implementação das atividades. Os investigadores sustentam que a transformação do imóvel em centro social fazia parte de uma tentativa de induzir as autoridades ao erro, ocultando a verdadeira finalidade das construções. Mesmo após a operação de demolição ter sido frustrada, os imóveis continuaram recebendo investimentos. Em setembro de 2024, novas inspeções identificaram reformas e melhorias nas propriedades, evidenciando que elas permaneciam sendo administradas. Com base nos depoimentos de oficiais da Polícia Militar e do secretário de Ordem Pública, o Ministério Público aponta indícios de atuação em favor da facção criminosa. A Procuradoria-Geral de Justiça requereu buscas e apreensões, quebra de sigilo telemático, acesso a dados armazenados em nuvens digitais e autorização para obtenção de relatórios do Coaf, além da decretação de supersigilo durante o cumprimento das medidas. Ao autorizar as diligências, o desembargador Gilmar Augusto Teixeira afirmou que os depoimentos e os elementos reunidos indicam a existência de fundadas razões para investigar o vínculo entre os investigados e integrantes do TCP que controlam o Complexo de Israel. Ontem, por determinação do procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão contra três agentes públicos suspeitos de envolvimento com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). A investigação criminal foi instaurada no âmbito da atribuição originária da Procuradoria-Geral de Justiça do do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), após indícios de que parlamentares teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa destinada à demolição de imóveis utilizados pela organização criminosa em Parada de Lucas, região conhecida como Complexo de Israel, Zona Norte do Rio. De acordo com a investigação, eles teriam utilizado sua influência para argumentar que os imóveis eram destinados à prestação de serviços sociais, o que, segundo as apurações, não correspondia à realidade. A ação policial acabou sendo adiada. Os mandados foram expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, que autorizou buscas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços na capital e no Espírito Santo. Foram alvos das medidas o deputado estadual Val Ceasa, o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses de Almeida Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo. O procurador-geral de Justiça informou que as diligências resultaram na apreensão de R$ 341 mil em espécie, cinco armas, 11 aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento de dados e munições de diversos calibres. Além disso, o investigado Michael Johnny de Azevedo e uma mulher que o acompanhava foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Todo o material apreendido foi encaminhado para a Cidade da Polícia e será submetidos à análise pericial em uma nova fase das investigações. O levantamento das apreensões ainda está em curso. “Esses fatos preocupam profundamente o Ministério Público, pois revelam um processo de degradação do ambiente político que vem se tornando cada vez mais evidente. Há poucos meses, o Ministério Público denunciou e obteve a prisão de um deputado estadual ligado ao Comando Vermelho, que já possuía condenação por lavagem de capitais antes mesmo de ingressar no Parlamento. Agora, apuramos a possível vinculação de outro agente político a uma facção rival”, explicou Antonio José Campos Moreira. “A preservação do Estado Democrático de Direito e o fortalecimento da democracia exigem

Alvo de grande operação no Brasil, facção venezuelana realiza fuzilamento de desafetos em vias públicas, além de esquartejamentos

Nesta semana, veículos de imprensa de todo o país deram destaque à operação da Polícia Civil de Roraima contra a facção criminosa Tren de Aragua, uma das organizações mais violentas e estruturadas em atuação na América Latina. As investigações apontam que o grupo estaria envolvido em uma série de homicídios registrados em Boa Vista, capital de Roraima, com atuação marcada por extrema violência. Entre os crimes atribuídos à facção, há relatos de execuções sumárias, incluindo episódios descritos como fuzilamentos em via pública, além de esquartejamentos e outras formas de violência extrema. De acordo com os levantamentos, criminosos utilizariam veículos alugados para a prática dos delitos, dificultando a identificação e o rastreamento das ações. Relatórios policiais indicam ainda que a facção atua com elevado grau de brutalidade, associada ao uso de armamento de origem estrangeira, contrabandeado da Venezuela. Documentos obtidos no curso das investigações apontam que o Tren de Aragua mantém uma estrutura de atuação transnacional, com ramificações em diversos países da América Latina e possíveis conexões com redes do narcotráfico internacional, incluindo cartéis mexicanos. Em determinados relatórios de segurança pública, o grupo já foi descrito por autoridades estrangeiras como uma organização de perfil altamente violento e com estrutura paramilitar, em razão do seu modo de operação e capacidade de expansão territorial. Nos últimos anos, a facção vem ampliando sua presença no Brasil, especialmente na região Norte, onde a extensa fronteira com a Venezuela facilita fluxos ilícitos. As investigações indicam que o grupo estaria recrutando brasileiros para atividades criminosas como tráfico de drogas, exploração sexual e mineração ilegal. O avanço da organização criminosa se torna ainda mais preocupante diante de relatos de possíveis articulações com outras facções atuantes no Brasil, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Essas conexões, segundo apurações, potencializariam o controle de rotas do tráfico e a exploração de atividades ilícitas em territórios estratégicos. Estudos e levantamentos de segurança apontam que, desde 2013, período em que Nicolás Maduro assumiu a presidência da Venezuela, houve um aumento significativo da criminalidade transnacional envolvendo grupos originários do país vizinho, impulsionado pela crise econômica e humanitária que levou à migração de indivíduos ligados ao crime organizado. A operação A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco), deflagrou na última terça-feira (16) a Operação Rota do Norte, voltada ao enfrentamento da organização criminosa transnacional Tren de Aragua. A ofensiva tem como objetivo desarticular as estruturas operacionais e financeiras da facção, considerada uma das mais perigosas em atuação no continente. A ação ocorre simultaneamente nos estados do Amazonas, Roraima, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, onde estão sendo cumpridos 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário contra integrantes e colaboradores da organização criminosa. As ordens judiciais são direcionadas a investigados por participação em crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de guerra e lavagem de dinheiro. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, enfatizou a importância da operação e o papel do Ministério da Justiça e Segurança Pública. “A Operação Rota do Norte é um exemplo concreto da estratégia nacional de combate ao crime organizado baseada em integração e inteligência. Atuamos no compartilhamento de informações, na produção de inteligência financeira e no apoio logístico às equipes envolvidas nas investigações e na execução da operação. O resultado é uma ação coordenada capaz de atingir não apenas os executores, mas também as estruturas financeiras e logísticas que sustentam organizações criminosas transnacionais. É assim que enfraquecemos as facções: retirando sua capacidade de operar, financiar atividades criminosas e expandir sua influência sobre os territórios”, disse. Modus operandi As investigações identificaram uma estrutura criminosa responsável por atividades relacionadas ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal de armamentos de grosso calibre e à lavagem de dinheiro. O grupo investigado atuaria no fornecimento de armas de alto poder destrutivo para organizações criminosas em diferentes regiões do Brasil. Entre os armamentos citados estão fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas, frequentemente utilizados em confrontos entre facções criminosas. As apurações também apontam fornecimento de armamento a outros grupos criminosos, incluindo integrantes do Comando Vermelho com atuação no Amazonas e no Rio de Janeiro. Para o diretor de Operações e Inteligência (Diopi), Anchieta Nery, o trabalho integrado de inteligência foi determinante para o avanço das investigações. “As ações de suporte da Senasp na Operação Rota do Norte demonstram a efetividade das estratégias que serão ampliadas no Programa Brasil Contra o Crime Organizado. O compartilhamento de informações entre os entes federativos, no contexto dessas iniciativas especializadas, vai produzir resultados cada vez mais expressivos”, explicou. Encerramento operacional Com a ofensiva, a Polícia Civil busca enfraquecer as estruturas financeiras, logísticas e operacionais do Tren de Aragua, interrompendo fluxos ligados ao tráfico de drogas, à circulação ilegal de armas e à lavagem de dinheiro, além de conter a expansão da facção no território nacional. As diligências seguem em andamento, e os resultados consolidados da operação serão divulgados após a conclusão das ações policiais.

Uma semana antes de mototaxista ser morto no Quitungo (CV), traficantes avisaram que trabalhadores de aplicativo estavam proibidos de circular na região. Vítima foi avisada do risco e mulher sonhou o pior

Uma semana antes do assassinato do mototaxista de aplicativo Sandro Castro Menezes, na comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, uma publicação em rede social já alertava que traficantes da região estariam proibindo a circulação de trabalhadores em determinadas áreas. A mensagem afirmava que estaria vetada a circulação de mototaxistas e motoristas de aplicativo nas comunidades do Dourado e da Tinta, especialmente nas ruas Pedro Ruffino, General Carvalho Oliveira Melo e José Lopes. Nesse intervalo, um motoboy chegou a ser sequestrado na comunidade da Tinta. Apesar de informações iniciais de que ele teria sido executado, o rapaz foi posteriormente localizado pela Polícia Militar. Segundo relatos, os criminosos o teriam abordado sob a alegação de que ele portava fotos e vídeos de um baile na Cidade Alta, área dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP), grupo rival do Comando Vermelho (CV), que atua no Quitungo. Nas redes sociais, a esposa de Sandro também se manifestou. Ela afirmou que o marido provavelmente teria entrado por engano em uma rua na região da Penha e acabou sendo levado para o Quitungo, onde teria sido agredido. Em uma das postagens, escreveu que esperava que ele estivesse “fazendo alguma besteira, como bebendo com amigos ou com outra mulher”, mas não o pior cenário. Ela relatou ainda que chegou a sonhar com Sandro voltando para casa bastante ferido. Ao perceber a demora do marido, tentou contato por meio do aplicativo de transporte, sem sucesso. Levou a filha à escola, e a criança perguntou pelo pai, dizendo que ele estava demorando. Pouco depois, a família recebeu a confirmação da morte por meio de um policial. Em outra publicação, uma pessoa afirmou ter alertado Sandro sobre os riscos da região, mas disse que ele costumava brincar, afirmando que “entrava em qualquer lugar sem medo”. Moradores da área também relataram em páginas locais que criminosos estariam impondo restrições à circulação de trabalhadores, com registros de sequestros e ameaças a pessoas que entram por engano na comunidade. Essas páginas passaram a recomendar que motoristas e entregadores evitem a região, alegando que suspeitos estariam abordando veículos e, em alguns casos, retendo vítimas. O corpo de Sandro foi encontrado na manhã desta terça-feira (16), na Rua Francisco Enes, com marcas de tiros e sinais de tortura. Segundo familiares, ele saiu de casa por volta das 19h de segunda-feira (15) para trabalhar e não retornou. Durante a noite, a família tentou contato diversas vezes, sem sucesso. Parentes acreditam que ele possa ter entrado por engano em uma área dominada pelo crime organizado durante uma corrida na região da Penha. O corpo apresentava mais de 20 perfurações por arma de fogo. A Polícia Militar informou que agentes do 16º BPM (Olaria) foram acionados para uma ocorrência de encontro de cadáver com marcas de disparos. A área foi isolada para a realização da perícia da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que assumiu a investigação do caso.

TENSÃO EM RIO DAS PEDRAS: Debandada de milicianos para o CV, novos lideres, traição punida com morte e cemitério clandestino dentro de poço. Um dos que pularam foi flagrado em chamada de vídeo com chefes do tráfico (ASSISTA)

Informações que circulam nas redes sociais apontam para rachas internos na milicia de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, con uma debandada indo para,o Comando Vermelho da Gardênia Azul Um deles teria sido o criminoso conhecido como Kauan. Tudo teria começado quando Kauan mandou matar dois adolescentes sem autorização. Por causa disso, ele foi rebaixado na hierarquia. Insatisfeito, entrou em contato com Gadernal e pulou. Kauan aparece em um vídeo mostrando dois homens que seriam os traficantes Gardenal e BMW, dois líderes d CV. Porém, no meio da ligação, alguns milicianos ligados ao GAT do Catolé xingaram o Kauan e falaram que era “Ant-Comando”. Catolé teria assumido a liderança da milicia em Rio das Pedras junto de Labareda. Para consolidar a mudança de lado, Kauan teria participado da morte de um soldado da própria milícia, além de levar armamentos e dinheiro. . Segundo informações, Catolé mandou executar o homem identificado como Bahia, que estaria repassando informações para rivais ligados à Tropa do BMW (CV). Os milicianos que pularam para o CV Rio das Pedras, em Jacarepagua se intitulam como Equipe Caranguejo (CV), a mesma equipe que era do Rio das Pedras, porém agora está a serviço do BMW e do Gadernal. Outras figuras que teriam pulado para o CV foram Gerlan e o LC/Farol. O mesmo era responsável por recolher as taxas na localidade da Areinha. Tambem trairam a milicia os bandidos conjecidis como Duduzinho SolteiroBahia (foi executado antes), Pequeno e Branquinho Milicianos reagiram a debandada com postagens nas redes Hoje, policiais civis da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) encontraram, nesta quarta-feira (17/06), um cemitério clandestino do tráfico, na comunidade No terreno, em área de mata, os agentes encontraram um poço utilizado para o descarte dos cadáveres. A apuração teve início a partir de denúncias e de inquéritos relacionados a pessoas desaparecidas na região. Com base no cruzamento de dados, análise de informações e levantamentos de campo, os agentes identificaram o local. As investigações ainda apontaram que a área era utilizada por uma facção criminosa para ocultar os cadáveres de suas vítimas. A operação conta com apoio do Corpo de Bombeiros. As equipes estão no local e a ação está em andamento. Grande parte dos corpos encontrados em Rio das Pedras seriam de moradores desaparecidos por residirem em áreas dominadas pelos rivais do Comando Vermelho. A saída de criminosos considerados estratégicos teria aumentado a preocupação entre lideranças da milícia. Fontes afirmam que o grupo pretende buscar mais apoio do Terceiro Comando Puro (TCP) para tentar conter o avanço do Comando Vermelho na região. A parceria entre milicianos de Rio das Pedras e criminosos ligados ao TCP não é recente e tem como principal objetivo impedir a expansão do CV. Apesar disso, a migração de soldados para a facção rival é vista por especialistas em segurança pública como um sinal de enfraquecimento da milícia na disputa pelo território. Em outras partes de Jacarepaguá, a aproximação da milícia com o TCP continuaria. Segundo informações, o traficante Lacoste fo Complexo da Serrinha mandou reforços de ex-crias do Campinho e Fubá para o Morro do Dois Irmãos, em Curicica .. Os mesmos gravam vídeos no alto do Dois Irmãos Lembrando que não é de hoje que o Lacostae vem enviando reforços para aliados ligados ao miliciano Capitão América. O Comando Vermelho segue fechando um cinturão em Jacarepaguá com os recentes avanços em Curicica e no Jardim Boiúna. Lembrando que, Curicica facilita muito a locomoção entre traficantes da Cidade de Deus, Gardênia Azul, Praça Seca e dos complexos da Penha e Alemão no acesso à outra parte da Zona Oeste da cidade, que grande parte é dominada pelo grupo do PL/Jorjão e Zinho. Na Boiúna, traficantes ligados à Tropa do 31 (CV) retornaram para a comunidade. Os mesmos que baquearam o Village (C.A) há dias apareceram nesta manhã dentro da Boiúna (CV). Os cabeças do CV Doca e Paulista seguem responsáveis pelo apoio e pela expansão contra a milícia de Curicica. Enquanto que a Tropa do Marreta e a Tropa do Tricolor seguem sendo responsáveis pelas guerras na Freguesia, Taquara e Colônia Juliano Moreira.

Agora esse apartamento é nosso’: traficantes chamaram o ’01’ da Vila Cruzeiro (CV) para tomar imóvel de PM aposentado no Conjunto IPASE. Policial processa o Estado

Um policial militar aposentado está processando o Estado do Rio de Janeiro após perder um apartamento localizado no Conjunto IPASE, em Vila Kosmos, na Zona Norte da capital. Na ação, ele relata que traficantes ligados ao Comando Vermelho tomaram o imóvel após uma operação criminosa que envolveu ameaças de morte, homens armados com fuzis e a participação de uma liderança da Vila Cruzeiro. Segundo o processo, o apartamento havia sido herdado dos pais do policial e era utilizado por ele quando estava no Rio de Janeiro. Como atualmente passava boa parte do tempo na Região dos Lagos, as chaves do imóvel estavam sob os cuidados de um amigo de confiança. Foi justamente esse homem que acabou sendo alvo dos criminosos. De acordo com o relato apresentado à Justiça, no dia 11 de março de 2024, por volta das 15h, traficantes conhecidos pelos apelidos de Rogerinho, Bidu e Chapadinho, acompanhados de outros integrantes da facção, cercaram o amigo do policial na entrada do Conjunto IPASE. Armados, os criminosos exigiram a entrega imediata das chaves do apartamento. Sem qualquer possibilidade de resistência e sob a mira de armas de fogo, o homem foi obrigado a obedecer. Mas a ação não parou por aí. Ainda segundo a ação judicial, os traficantes decidiram acionar uma liderança da facção para comparecer pessoalmente ao local. Rogerinho, Bidu e Chapadinho fizeram uma ligação para o criminoso conhecido como “Zero Um” da Vila Cruzeiro. Pouco tempo depois, o traficante chegou ao Conjunto IPASE pilotando uma motocicleta. Conforme o relato constante no processo, ele estava acompanhado de diversos homens que chegaram em outras motos, todos fortemente armados com fuzis e pistolas. O amigo do policial foi novamente cercado e submetido a um interrogatório pelos criminosos. Os traficantes queriam saber qual era sua relação com o proprietário do imóvel. Ao descobrirem que ele era amigo de um policial militar, passaram a ameaçá-lo de morte. Sem qualquer chance de reação diante da superioridade numérica e do armamento exibido pelo grupo, o homem permaneceu em silêncio enquanto era intimidado pelos criminosos. Foi então que recebeu a informação que mudaria completamente a situação do imóvel. Segundo o relato anexado ao processo, os traficantes informaram que, a partir daquele momento, o apartamento não pertencia mais ao policial militar e passava a ser controlado pela facção criminosa. O amigo da vítima deixou o local sob ameaça e, por medo de represálias, demorou semanas para comunicar o ocorrido ao proprietário. Quando finalmente conseguiu contato com o policial, relatou que o apartamento já havia sido invadido pelos criminosos. Segundo a ação, após assumirem o controle do imóvel, os traficantes retiraram móveis, eletrodomésticos, documentos pessoais e documentos relacionados à propriedade. Entre os itens que teriam desaparecido estavam documentos considerados importantes para comprovar a aquisição do imóvel e a compra da parte pertencente ao irmão do policial. O processo afirma ainda que o Conjunto IPASE passou a sofrer forte influência de traficantes oriundos do Complexo da Penha, que teriam expulsado moradores, comerciantes e até agentes de segurança pública da região. O policial afirma que registrou ocorrência e buscou ajuda das autoridades, mas que nunca conseguiu recuperar o apartamento. Desde então, diz viver afastado do imóvel por receio de ser reconhecido pelos criminosos e sofrer represálias. Por causa da perda do imóvel e dos bens que estavam em seu interior, o militar aposentado ingressou com uma ação indenizatória contra o Estado do Rio de Janeiro, pedindo reparação por danos materiais e morais. Ele sustenta que, mesmo após comunicar a invasão do apartamento por traficantes armados, não obteve uma solução capaz de garantir a retomada da propriedade.

Facção alvo de operação no Rio espalhou terror em Salvador com arsenal de guerra, invasões e sequência de homicídios

A facção criminosa conhecida como “Tropa do Cote” ou “Tropa do CF”, alvo de operação deflagrada na Baixada Fluminense nesta terça-feira (16), é apontada pelas investigações da Polícia Civil da Bahia como uma das organizações criminosas mais violentas em atividade na Região Metropolitana de Salvador. Segundo as apurações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) durante a Operação Saigon, a facção consolidou sua presença em bairros como Águas Claras por meio do tráfico de drogas, do uso ostensivo de armamento pesado e da prática de homicídios ligados à disputa territorial. Documentos do Ministério Público da Bahia revelam que integrantes do grupo eram responsáveis pela segurança armada de áreas dominadas pela organização, utilizando armas de fogo para proteger pontos de venda de drogas e dar suporte às atividades criminosas. As investigações também apontam que a facção promovia invasões de territórios rivais, conhecidas no meio criminoso como “bondes”, com o objetivo de assumir o controle de bocas de fumo em diferentes localidades da capital baiana. Ainda de acordo com os investigadores, o grupo utilizava redes sociais para exibir armamentos de grosso calibre e intimidar adversários e moradores das regiões sob sua influência. O poder bélico da organização foi citado em manifestações do Ministério Público, que descreveu a facção como responsável por ameaças constantes à população local e por diversos assassinatos relacionados à expansão de suas áreas de atuação. As autoridades baianas também identificaram uma estrutura hierarquizada dentro da organização. O principal líder do grupo chegou a ser preso em Minas Gerais, mas, mesmo encarcerado, continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção. Homens de confiança teriam assumido a coordenação operacional, garantindo a continuidade das ações criminosas. Foi justamente essa capacidade de reorganização que levou ao desencadeamento da Operação Gênesis, considerada um desdobramento da Operação Saigon. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as investigações demonstraram que, apesar das prisões de integrantes importantes, a facção conseguiu manter uma rede de operadores e colaboradores espalhados por diferentes estados. Nesta terça-feira, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) participaram da ofensiva interestadual que mira integrantes da Tropa do Cote. Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão são cumpridos simultaneamente no Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. As apurações apontam que a organização criminosa era responsável pelo tráfico de drogas, domínio territorial armado e diversos crimes violentos em Salvador. No Rio de Janeiro, os alvos foram localizados em endereços ligados à facção nos municípios de Nova Iguaçu e Macaé. De acordo com a Polícia Civil, o compartilhamento de informações de inteligência entre as forças de segurança dos três estados foi fundamental para identificar integrantes da organização fora da Bahia e atingir a estrutura que permitia a continuidade das atividades criminosas mesmo após operações anteriores.

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