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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Polícia não deixou preso homem que estava com as chaves dos ônibus que foram usados como barricadas em protesto contra mortes de traficantes no Morro dos Prazeres (CV). Outros três que foram flagrados colocando fogo em objetos e foram presos também foram colocados em liberdade

A Justiça mandou soltar três presos suspeitos de participarem de protestos pelas mortes de sete traficantes durante a semana passada no Morro dos Prazeres, no Rio Comprido. Um quarto envolvido, que foi encontrado com as chaves dos ônibus que foram usados como barricadas foi liberado pela delegacia. Segundo os autos, no dia 18 de março de 2026, por volta das 9h40min, policiais militares foram acionados para verificar denúncia de que indivíduos estariam colocando fogo em ônibus, pneus e barricadas em via pública. Ao chegarem ao local indicado, os agentes se depararam com três motocicletas e três indivíduos que estariam colocando fogo em objetos para interditar a rua. No momento da chegada da equipe, os três indivíduos teriam empreendido fuga com as motos, que estavam com as placas encobertas. Os policiais realizaram acompanhamento e tiveram êxito em realizar a abordagem, identificando os suspeitos cada um pilotando uma motocicleta com a placa adulterada ou encoberta por fita isolante ou saco plástico. Durante a abordagem, os policiais informaram ter feito uso de spray de pimenta e, posteriormente, de algemas para preservar a segurança e integridade física dos envolvidos no local. A Justiça argumentou que, no tocante ao delito de incêndio – que, em tese, poderia incrementar o juízo de periculosidade, especialmente por supostamente ter sido praticado com a finalidade de dificultar a atuação policial na localidade -, observa-se que tal imputação não veio acompanhada de mínimos elementos externos de corroboração. Não houve apreensão de quaisquer instrumentos típicos para a prática de tal conduta, tampouco foram juntados registros fotográficos, laudos ou qualquer outro meio que indique a ocorrência do crime. A fragilidade da imputação, ao menos por ora, é reforçada pelo fato de que a própria autoridade policial promoveu a liberação do indivíduo que, emtese, estaria diretamente vinculado à prática do incêndio, por se encontrar na posse das chaves dos veículos supostamente utilizados como barricadas, justamente pela ausência de elementos objetivos que o vinculassem à conduta

Traficantes estão em guerra na Zona Portuária do Rio desde dezembro

Desde o ano passado, traficantes travam uma guerra na Zona Portuária do Rio de Janeiro Tudo começou ano passado, no dia 03 de Dezembro quando a Tropa do Lacraia (CV) oriunda de Manguinhos e Parque Arará realizou um baque no Complexo do Caju (TCP). Nesse dia o traficante GAB, ligado a Tropa do Bob (TCP), foi executado, e dois fuzis foram pegos, além de mais dois criminosos do TCP mortos. No dia 11 de Dezembro de 2025, ocorreu mais um baque no Caju a Tropa do Lacraia pegou mais um fuzil Nos dias 13 e 21 de Dezembro, a Tropa do Lacraia (CV) aplicaram mais dois baques. No dia 10 de Janeiro, a Tropa do Lacraia (CV) deu outro baque e matou mais um do (TCP), pegando mais um fuzil. Porém, agora em março , o Terceiro Comando Puro (TCP), ligado a Tropa do Bob começou a mudar a estratégia, utilizando tróias. No dia 06 de Março de 2026, a Tropa do Bob (TCP) realizou um baque no Arará (CV). Já no dia 08 de Março, a Tropa do Bob entrou sem resistência no Arará, já em 09 de Março, ocorreu um toque de recolher no Caju. Já no dia 12 de Março de 2026, a Tropa do Lacraia (CV) efetuou um baque mal-sucedido no Caju. Por fim, no dia 21 de Março de 2026, a Tropa do Bob (TCP) realizou uma tróia, usando um traficante identificado como Neneco, atraiu traficantes do Comando Vermelho, nessa tróia, dois do CV foram baleados.

Polícia pediu à Justiça prisão de suspeito de envolvimento em morte de mestre de capoeira em Niterói. Ele tem fotos em sua rede social exibindo fuzil no Complexo do Alemão (CV)

A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo – DHNSG representou à Justiça o pedido de prisão temporária de um suspeito de envolvimento no homicídio do capoeirista Paulinho Sabiá, assassinado em fevereiro em Niterói. Não tivemos acesso ao nome do suspeito. Mas a informação da polícia é que constam em seu instagram diversas imagens onde ele ostenta armamento do tipo fuzil no interior do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A polícia argumenta que a medida cautelar prisional se mostra necessária para o êxito das investigações em bloco, com aprofundamento das investigações, especialmente considerando que a motivação do crime e a qualificação dos demais autores ainda se encontram em apuração. Tivemos acesso a mais alguns detalhes do crime. Com o início da investigação em bloco dos procedimentos investigativos, o Grupo de Investigação de Niterói (GI Niterói) iniciou a análise Imagens inicialmente identificadas as quais demonstraram que, na mesma data (16/02/2026) quando Paulinho sofreu uma tentativa de execução, dois indivíduos ingressaram em Niterói pela Ponte Rio-Niterói, por volta das 18h19, em uma motocicleta vermelha. Nas imagens analisadas, os ocupantes permaneceram aproximadamente (02) duas horas nas imediações da residência da vítima, em aparente monitoramento e vigilância de sua rotina. Constatou-se ainda a participação de outro indivíduo, que ingressou na Cidade de Niterói na garupa de uma motocicleta azul desembarcando em frente ao prédio da vítima, permanecendo no local desde aproximadamente 16h40min, passando posteriormente a segui-la à distância até o local da tentativa de execução ocorrida no dia 16/02/2026. O investigado foi o responsável por solicitar, no dia 16/02/2026, corrida por aplicativo com destino exatamente em frente ao prédio da vítima, em Niterói, circunstância que reforça a hipótese de sua participação no planejamento e estratégia na ação criminosa, notadamente, quanto ao deslocamento do indivíduo responsável pelo monitoramento da vítima. A dinâmica dos fatos evidenciou uma espécie de vigilância prévia estruturada, com divisão de tarefas entre os envolvidos no crime e coordenação entre os autores, possivelmente com comunicação em tempo real No dia do crime, segundo a análise das imagens, realizadas pelo Grupo de Investigação de Niterói, ficou evidenciado que a mesma motocicleta vermelha utilizada dois dias antes na tentativa frustrada, ingressou novamente em Niterói pela Ponte Rio- Niterói, por volta das 19h20min. Os ocupantes deslocaram-se até o bairro de São Francisco, permanecendo nas imediações da academia em que a vítima lecionava capoeira. Restou demonstrado pelas imagens analisadas que Paulinho e namorada deixaram o local e iniciaram deslocamento em direção ao bairro de Icaraí, quando a motocicleta passou a segui-los durante todo o percurso. Já na Avenida Sete de Setembro, esquina com a Endereçoa motocicleta emparelhou com o veículo da vítima, ocasião em que foram efetuados disparos de arma de fogo que atingiram fatalmente o capoeirista. Interessante ressaltar que a motocicleta emparelhou ao lado do carona, sabidamente ocupado pela vítima. Evidenciou-se que os fatos ocorridos nos dias 16 e 18 de fevereiro de 2026 estão interligados e direcionados para a vítima Paulinho, caracterizando a reiteração criminosa previamente p l a n e j a d a . Durante interrogatório, testemunhas foram perguntas sobre supostas extorsões que Paulinho poderia estar sofrendo em sua academia, e nenhuma delas disse saber anda. Uma delas alegou que o estabelecimento era situado em um bairro longe de influência de tráfico ou organização criminosa.As testemunhas também afirmaram desconhecer extorsão à fábrica de confecção de Paulinho apesar da proximidade com áreas de influência de facção criminosa. Paulinho estava discutindo direitos trabalhistas com um de seus funcionários.

Após homicídios, inclusive de um PM, traficantes distribuem cestas básicas para ganhar apoio em comunidade de Jacarepaguá”

Após a prática de homicídios, traficantes que atuam na comunidade Asa Branca, em Jacarepaguá, passaram a distribuir cestas básicas a moradores, como forma de angariar apoio local. A informação consta em documentos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O grupo é suspeito de envolvimento nas mortes do policial militar Adelmo da Silva Guerini e de Alex Sandro Fonseca da Silva, ocorridas no ano passado. Apontado pela Justiça como mandante dos crimes, Ewerton da Fonseca Ramos foi preso nesta semana. Outros três suspeitos de participação nos homicídios também tiveram a prisão decretada e são considerados foragidos. De acordo com as investigações, Ewerton exercia funções ligadas à intimidação de moradores, extorsão e controle territorial na comunidade. Depoimentos de duas testemunhas, corroborados por denúncias anônimas e por imagens obtidas durante a apuração, indicam a participação dos investigados em práticas de extorsão e ameaças, além de sua possível ligação direta com os crimes contra a vida em investigação. Os relatos apontam ainda que, entre os dias 16 e 22 de outubro de 2025, teriam ocorrido cobranças de taxas de “segurança”, monitoramento de estabelecimentos comerciais e intimidação de comerciantes na região.

Imagens de câmera corporal flagrou suposta ameaça de morte de PM a suspeito já rendido. “Acabei de te ver de peça na mão! Se você não falar vou te esculachar e vou te matar”

Um processo que tramitou no Tribunal de Justiça revela detalhes de uma abordagem policial ocorrida em junho de 2025, no bairro do Fonseca, em Niterói. A análise das gravações das câmeras corporais de um policial militar envolvido na ocorrência, disponíveis na plataforma PJE-Mídias, mostra que é possível ouvir com clareza o momento em que um agente ameaça o suspeito já rendido. No áudio, o policial afirma: “cadê a cadê a peça? Eu te vi de peça na mão, acabei de te ver de peça na mão! Se você não falar vou te esculachar e vou te matar”. De acordo com os autos, a ameaça foi feita quando o suspeito já estava sob total controle dos agentes. Em seguida, o próprio policial recua parcialmente e reformula a fala, dizendo: “sem esculacho”. Ainda segundo o processo, as imagens registradas pelas câmeras corporais também indicam que o suspeito, que não apresentou resistência à abordagem, sofreu agressões físicas. Os registros apontam para o uso de violência durante a ação, em circunstâncias descritas como semelhantes à tortura. Apesar disso, o homem foi posteriormente condenado por tráfico de drogas, com base em provas encontradas no imóvel de sua então namorada. Durante a abordagem pessoal, nenhum material ilícito foi localizado com ele. A decisão judicial considerou válida a confissão do acusado, que teria informado aos policiais que havia drogas guardadas em outro endereço. A versão foi aceita sem questionamentos, mesmo sem a apreensão de entorpecentes ou outros indícios no momento da abordagem. Na sentença, o juiz entendeu que o acusado teria colaborado espontaneamente com os agentes, chegando inclusive a indicar o local onde os entorpecentes estavam armazenados. O documento não menciona a abertura de investigação em relação ao policial militar que aparece nas gravações fazendo a ameaça.

Mulher de Celsinho da Vila Vintém morreu no Rio; ela respondeu a processos que acabaram arquivados

A mulher do traficante conhecido como Celsinho da Vila Vintém, Deise Mara de Souza Rodrigues, que faleceu nesta data por causas não divulgadas no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, já respondeu a processos na Justiça por suposta participação em crimes. Em todos os casos, no entanto, não houve condenação, tendo as ações sido arquivadas ou encerradas sem sentença condenatória. Um dos processos tratava do homicídio de Júlio César da Silva Ramos, ocorrido em 16 de junho de 2015, na comunidade da Vila Vintém, na Zona Oeste do Rio. De acordo com os autos da época, Deise foi apontada como suspeita de atuar como mentora intelectual do crime, supostamente em conjunto com um comparsa conhecido como “Loco Abreu” e outros integrantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA). Segundo a denúncia, a vítima estava em um baile funk na comunidade quando avistou sua motocicleta, que havia sido furtada dias antes, em posse de um homem desconhecido. Ao tentar reaver o veículo, Júlio César teria se envolvido em uma discussão com integrantes da facção que atua na região. Ainda conforme os autos, durante o tumulto, traficantes teriam sido acionados e, seguindo ordens atribuídas à organização criminosa local, a vítima foi atingida por disparo de fuzil, morrendo no local. A denúncia também apontava que, após o crime, o corpo teria sido levado para a região conhecida como “Campo do Cruzeiro”, onde teria sido esquartejado e incendiado. O Ministério Público sustentou, à época, que o homicídio teria sido motivado por motivo fútil, relacionado à tentativa da vítima de recuperar o bem subtraído. Apesar das acusações, o processo, iniciado em 2017, foi arquivado em 2021, sem condenação. Deise também figurou como ré em um processo de 2011 que apurava dois homicídios duplamente qualificados. Na ocasião, as investigações apontavam que os acusados seriam pessoas de alta periculosidade, supostamente ligadas ao comando do tráfico na Vila Vintém, e que ordenariam execuções de indivíduos considerados ameaças ao controle da organização criminosa. Testemunhas ouvidas na fase policial relataram temor e afirmaram ter sido expulsas da comunidade, além de alegarem ameaças atribuídas aos investigados. As vítimas foram identificadas como Renato Cardoso Quezado e Leandro Rodrigues de Almeida. Segundo os autos, os crimes teriam sido praticados com uso de armas de fogo de grosso calibre, a curta distância, impossibilitando qualquer chance de defesa. A vítima Leandro era sobrinha de Celsinho e foi expulsa da comunidade, em razão de disputas internas na estrutura do tráfico de drogas da região. No entanto, a Justiça entendeu que não havia indícios suficientes de autoria em relação aos acusados, incluindo Deise e Celsinho, decidindo pela impronúncia — o que os retirou do julgamento pelo Tribunal do Júri. Posteriormente, o processo foi arquivado. Em outro caso, Deise chegou a ter a prisão preventiva decretada sob acusação de envolvimento com o tráfico de drogas na Vila Vintém, mas acabou absolvida pela Justiça. Após sua morte, a escola de samba Unidos de Padre Miguel prestou homenagem: “Deise foi força, foi amor, foi história viva da nossa escola. Uma mulher que lutou até o fim, que nunca deixou de acreditar e que transformou tudo ao seu redor com sua presença única. Seguiremos honrando seu nome, sua luta e seu legado… para sempre.”

Morto pela polícia, traficante ‘Desenho’ era citado em processo por participar de torturas e humilhações na Vila Vintém (ADA)

O traficante Fabiano de Moura Leite, conhecido como “Desenho” e apontado como uma das principais lideranças do tráfico na Vila Vintém, em Padre Miguel, foi morto nesta semana durante uma operação policial na comunidade, na Zona Oeste do Rio. Um comparsa também morreu na ação. Ambos chegaram a ser socorridos e levados ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiram. Armas foram apreendidas. (um fuzil, duas pistolas, três granadas e seis carregadores para fuzil e pistola). A morte de Desenho ocorre em meio a um histórico de envolvimento com o comando do crime na região. De acordo com informações constantes em processos judiciais, ele já integrava, há anos, a estrutura da facção criminosa que atua na favela, exercendo papel de destaque na organização. Em um processo de 2012, que investigava a atuação de traficantes na Vila Vintém, Desenho é citado ao lado de outros integrantes do grupo acusado de práticas violentas contra moradores. Segundo os autos, vítimas relataram episódios de tortura, humilhação e ameaças, com especial incidência sobre mulheres. As ordens, ainda conforme a investigação, partiam de dentro do sistema prisional, sendo atribuídas ao então líder conhecido como “Celsinho da Vila Vintém”, apontado como responsável pelo controle dos pontos de venda de drogas na comunidade. A denúncia também descreve um cenário de intimidação sistemática, com ameaças direcionadas a testemunhas e vítimas, com o objetivo de impedir a colaboração com as autoridades. Os relatos indicam um ambiente de forte coerção, sustentado pelo uso ostensivo de armas de fogo e pela atuação organizada do grupo criminoso. Ainda segundo os documentos, a quadrilha apresentava elevado grau de periculosidade, com atuação estruturada e armamento diversificado, operando de forma semelhante a um “poder paralelo” nas áreas sob seu domínio. Além de Desenho e Celsinho, o processo menciona outros integrantes identificados por apelidos como “Perigo” (também conhecido como Piloto ou Dilico), “Velho” (ou Luquinha), “Zoio” (Mata Rindo ou Slay), Nazareno, “Pará” (ou Parasinho), Canelão e “Piolho” — este último posteriormente ligado ao Comando Vermelho. Todos foram reconhecidos por vítimas como integrantes da facção Amigos dos Amigos (ADA) e responsáveis por cumprir ordens da liderança do grupo. De acordo com as investigações, a organização exercia controle sobre diversas localidades, incluindo Vila Vintém, Curral das Éguas, Nogueira, Minha Deusa, 77 e Conjuntão. A operação que resultou na morte de Desenho integra ações das forças de segurança para conter a atuação de grupos criminosos na Zona Oeste. O caso segue sob investigação.

Processo revela como pessoas ligadas a Adriano da Nóbrega lavavam dinheiro da contravenção em Copacabana

Um processo em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro escancara como o grupo ligado ao miliciano e contraventor Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em 2020, estruturou uma rede de empresas de fachada para lavar dinheiro de atividades criminosas, com atuação concentrada na Zona Sul da capital. De acordo com os autos, a organização utilizava firmas registradas formalmente em nome de “laranjas” para ocultar e dissimular valores oriundos de diversas práticas ilícitas. Essas empresas eram constituídas com capital social aparentemente regular e, na sequência, movimentavam recursos com aparência de legalidade em contas bancárias vinculadas a terceiros. A denúncia aponta que o grupo mantinha um núcleo operacional no Baixo Copacabana, voltado à exploração de atividades como venda e locação irregular de imóveis, grilagem de terras, agiotagem, cobranças ilegais, além do fornecimento clandestino de serviços como gás e internet. Esses negócios serviam como base para a geração e circulação de recursos ilícitos. Segundo a investigação, integrantes conhecidos como “Jacaré” e “Betinho” passaram a figurar como sócios de uma empresa distribuidora de produtos de couro, vestuário e calçados, constituída em maio de 2005. Ainda conforme os autos, a firma era utilizada como instrumento para a conversão de valores provenientes de crimes em ativos aparentemente lícitos, por meio da integralização de capital social e da movimentação financeira. Outras empresas também teriam sido criadas com a mesma finalidade, incluindo um depósito de bebidas, estabelecimentos ligados ao setor de construção e sinteko, além de um bar e uma pizzaria. A denúncia destaca que todas funcionavam como mecanismos de “reciclagem” de dinheiro, com uso de contas correntes em nome de terceiros para ocultar a origem, a propriedade e a localização dos recursos. Relatórios de inteligência financeira anexados ao processo indicam que a movimentação bancária dessas empresas era incompatível com as atividades declaradas. Ainda segundo os documentos, os titulares formais registrados na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) não possuíam capacidade financeira compatível com os valores movimentados. Apontado como uma das principais lideranças do grupo, Adriano da Nóbrega — conhecido como “Capitão Adriano” — também era investigado por sua ligação com o bicheiro Bernardo Bello, especialmente na exploração de máquinas caça-níqueis na Zona Sul do Rio. Os autos indicam ainda a existência de um núcleo específico dedicado à lavagem de dinheiro proveniente da contravenção do jogo do bicho, sob liderança de Adriano. Ao longo das investigações, foram realizadas diligências para rastrear o patrimônio ligado ao grupo, incluindo bens em nome de familiares, associados e pessoas próximas, com o objetivo de identificar e responsabilizar os envolvidos pelo esquema de lavagem de dinheiro.

Membro do PCC suspeito de nove assassinatos foi preso no RJ

Agentes da 63ª DP (Japeri), em ação integrada com a Polícia Civil de São Paulo, prenderam, nesta sexta-feira (20/03), um narcotraficante integrante da facção criminosa PCC. As investigações apontaram que o criminoso exercia função de liderança, ligada à decretação de mortes de desafetos na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. Ele foi capturado no bairro de Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, utilizando documento falso. Segundo dados de inteligência, o criminoso possui extenso histórico criminal, com registros e condenações por roubo, homicídio, porte ilegal de arma de fogo e falsidade documental. Também há registro de tentativa de fuga do sistema prisional, ocasião em que teria matado um agente penitenciário. Ele acumula passagens pelo sistema prisional paulista e era considerado foragido. De acordo com os agentes, o preso também é investigado por diversos homicídios em Paraisópolis, sendo apontado como autor de nove assassinatos na comunidade. Em depoimento, ele confirmou envolvimento com a organização criminosa e relatou participação em roubos de cargas de cigarro, caixas eletrônicos, agências bancárias e diversos homicídios praticados em nome do PCC. Na ação desta sexta-feira, após trabalho conjunto de inteligência, os agentes da distrital, em uma ação cirúrgica, localizaram o alvo em Vargem Pequena. No momento da abordagem, ele dirigia um carro de luxo e apresentou documento falso, sendo autuado em flagrante por isso. Contra ele, havia ainda quatro mandados de prisão por homicídio, roubo e latrocínio, que foram devidamente cumpridos. Entre os nove assassinatos do qual Márcio Francisco Vicheti de Oliveira, o Márcio Maracanã. é acusado, está o de Abraão Oliveira Cavalcante. Ele foi morto no dia 11 de dezembro de 2003 na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. O crime foi encomendado por um indivíduo conhecido como Paulinho Arariba, que ofereceu aos executores uma recompensa de cerca de R$ 5.000

MPRJ não abre investigação e arquiva denúncia de guerra na Vila Sapê, além de outras acusações sobre milícias. VEJAM O QUE ELES RECEBERAM E AS ALEGAÇÕES

Diversas denúncias encaminhadas à Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) relatando a atuação de milícias em diferentes regiões da capital vêm sendo arquivadas sem a abertura de apuração preliminar. Segundo decisões do próprio órgão, os relatos são considerados apócrifos, sem identificação dos envolvidos ou elementos mínimos de prova que permitam a verificação dos fatos ou a instauração de investigação criminal. De acordo com o MP, a ausência de informações básicas — como a qualificação dos suspeitos e indícios concretos — inviabiliza o prosseguimento das notícias de fato, ainda que descrevam situações potencialmente graves. Entre os registros arquivados está uma denúncia de tiroteios entre traficantes e milicianos na comunidade da Vila Sapê, em Curicica, na Zona Oeste. O confronto citado, no entanto, tem sido relatado por moradores nas últimas semanas e já teria resultado em mortes, embora os envolvidos não tenham sido formalmente identificados nos relatos enviados à Ouvidoria. Outra denúncias arquivadas por não reunir elementos exigidos pela Promotori. A guerra na Vila Sapê Apesar da guerra ser ignorada pelo MP, clima é de tensão e medo na Vila Sapê. . Nem mesmo o reforço no policiamento ostensivo tem sido suficiente para conter a expansão da facção criminosa Comando Vermelho , que intensifica ataques e amplia sua presença na região. O cenário já provocou uma debandada silenciosa: muitos milicianos teriam mudado de endereço e passado a circular com outros veículos, numa tentativa de escapar de possíveis execuções. Outros, conhecidos no meio como “crias”, teriam ido além e optado por se aliar ao próprio inimigo. A ofensiva do Comando Vermelho também expõe a fragilidade de alianças até então consideradas estratégicas. Nem mesmo a aproximação entre soldados do Terceiro Comando Puro e milicianos foi capaz de frear o avanço da facção rival. A escalada da violência ficou ainda mais evidente nas últimas horas. Um homem morreu após ser baleado durante uma intensa troca de tiros na noite de quinta-feira (19), na Estrada dos Bandeirantes, na Taquara. O tiroteio começou por volta das 19h30 e mobilizou equipes de emergência. O quartel do Corpo de Bombeiros de Jacarepaguá foi acionado minutos depois, às 19h34. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram um homem já sem vida, caído ao lado de um veículo. A suspeita é de que o homem fosse um paramilitar ligado à milícia que atua na área. Um segundo miliciano, também ferido, acabou preso.

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