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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Sob pressão do CV, principais milícias estariam voltando a negociar união sem a presença do TCP. “A paz reinou e a conexão voltou. Agora é ir para cima juntos”

Mais uma vez, voltam a circular nos bastidores informações de que as principais milícias do Rio de Janeiro estariam negociando uma aliança para tentar conter o avanço do Comando Vermelho (CV) sobre áreas dominadas pelos grupos paramilitares. Segundo relatos, o suposto acordo teria sido costurado dentro do sistema prisional por lideranças encarceradas e envolveria as organizações comandadas por PL, Juninho Varão, Montanha, que atua na região do Catiri, Boto de Curicica e o grupo de Rio das Pedras. Caso a união se concretize, uma das consequências poderá ser o rompimento de alianças que algumas milícias mantêm atualmente com traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). PL, por exemplo, possui uma parceria com Sabão, de Senador Camará, enquanto o grupo de Rio das Pedras tem contado com o apoio de criminosos do Complexo da Serrinha. No entanto, um dos principais entraves para a concretização do acordo seria a exigência de que PL devolva a Waguinho, apontado como braço direito de Juninho Varão, áreas tomadas em Santa Cruz durante as disputas entre os grupos. A tentativa de aproximação ocorre em meio ao avanço do Comando Vermelho, que intensificou sua ofensiva principalmente nas zonas Oeste e Sudoeste da capital. A facção busca ampliar sua presença em regiões estratégicas, como Rio das Pedras, além de comunidades controladas por milicianos em Campo Grande e Santa Cruz. Essa, porém, não é a primeira vez que as principais milícias tentam formar uma frente comum. Outras negociações semelhantes já ocorreram, mas acabaram fracassando. A mais recente foi no início deste ano, quando o acordo teria sido desfeito após a morte de Jiraya, executado a tiros em Nova Iguaçu. Veja o que diz uma postagem que circulou nas redes sociais A paz reinou a conexão voltouOs irmão e as lideranças viram que estávamos se matando por ego enquanto o comando vermelho crescendoIremos trazer a paz novamente máximo respeitos aos lideranças que entraram no acordo e colocaram uma pedra em cima agora é ir pra cima juntos

Cinco mortos em confronto com a PM em Caxias

Cinco suspeitos morreram após um tiroteio com policiais militares durante uma operação na comunidade do Corte 8, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira (4). Segundo a PM, as equipes foram atacadas por homens armados e revidaram. Os criminosos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram. Na ação, foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, dois rádios comunicadores, um detector de drones e uma quantidade de drogas. O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que investigará as circunstâncias da ocorrência.

GUERRA DOS DRONES: Veja todos os ataques com granadas lançadas por criminosos na Penha e em Cordovil nos últimos dias

Os bairros de Cordovil e Penha vivem nos últimos dias uma guerra que vem dos céus: foram registrados vários ataques de granadas atiradas de drones Um drone teria lançado uma bomba que atingiu a casa de um morador na Caixa d’Água, no Complexo da Penha (CV), deixando o imóvel totalmente destruído. https://x.com/Rioemguerraofc/status/2083675588875657634/video/1 Vídeo mostra os estragos causados pela explosão de um artefato nas proximidades da Rua Maragogi, no Complexo da Penha, https://twitter.com/pegavisaorjnews/status/2083072813326270663/video/1 Uma piscina foi atingida por um artefato explosivo lançado por drone no Complexo da Penha (CV). https://x.com/i/status/2082997659279692024 Uma granada lançada através de um drone caiu no telhado de uma moradora no Morro do Sereno, no Complexo da Penha. https://x.com/baudorio/status/2084641470305153366/video/1 Veja como ficou a piscina de um morador no Complexo da Penha, que foi atingida por um artefato explosivo lançado por un drone, na noite de ontem. https://x.com/pegavisaorjnews/status/2084518744399720714/video/1 Uma festa de crianças que aconteceria na comunidade do Dourado e Tinta, em Cordovil, dourado quase acaba em tragédia. Bandidos lançaram bombas com drones e feriram duas pessoas. https://x.com/lu73016776/status/2083606582017868133/video/1 Os moradores dos bairros de Cordovil, Penha e Brás de Pina não têm mais paz. Quase todos os dias, há relatos de ataques com bombas jogadas com drones em comunidades da região e os artefatos atingem casas de moradores. De um lado, o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, do Terceiro Comando Puro que comanda o Complexo de Israel, do outro Edgar Alves de Andrade, o Doca, do Comando Vermelho, chefe do Complexo da Penha. Os bandidos da Penha estão dando curso de drone que lança bombas. observatoriodasfaccoes.blogspot.com/2026/07/video-mostra-aulao-do-drone-do-cv-no.html ENTENDA A GUERRA Essa guerra que estourou em Cordovil,  Brás de Pina e Penha começou mês passado quando traficantes do Terceiro Comando Puro do bando de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, invadiu e tomou a comunidade do Dourado, então reduto do Comando Vermelho. Na ocasião, os invasores mataram sete pessoas, entre elas uma jovem autista de 22 anos. A partir daí, o CV passou a tentar recuperar o território e o chefão do Complexo da Penha, Edgar Alves de Andrade, o Doca, nomeou o traficante Bruno Silva Souza, o Tiriça, com a missão de retomar as comunidades. Tiriça atuou nas guerras do CV na Praça Seca, Tanque, Fubá e Campinho.  A partir daí, foram uma série de ataques de ambos os lados com várias granadas atiradas de drones.

Milícia teria expulsado o CV do Terreirão. PM faz operação no local. “Vamos fazer uma limpeza. Acabou esse negócio de drogas”

A guerra segue na Zona Sudoeste do Rio. Segundo relatos, a milícia atacou o Terreirão, no Recreio, após o ex-miliciano Zero mudar a bandeira da comunidade para o Comando Vermelho. Após alguns dias de confronto, os paramilitares teriam conseguido o controle da Gilka Machado e o Terreirão. Veja a mensagem divulgada nas redes sociais APARTIR DE AMANHÃ ESTAREMOS FAZENDO UMA LIMPEZA NO TERREIRAO TIRANDO SUJEIRAS E APAGANDO PIXACHAÇÕES .CHEGOU A PAZ MORADOR.ACABOU ESSE NEGÓCIO DE DROGAS !!!QUEM FOR PEGO VENDENDO DROGA SERA ABDUZIDO. Hoje, a PM faz uma operação no Terreirão. A ação tem como objetivos combater o tráfico de drogas, prender criminosos, apreender armas e entorpecentes, retirar barricadas e recuperar veículos roubados.

Clube alvo de operação contra lavagem de dinheiro do CV já havia sido alvo de disputa que antecedeu duplo homicídio de PM e perito

O Clube Marabu, localizado em Piedade, na Zona Norte do Rio, um dos alvos da operação deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, já havia sido apontado como motivo de um duplo homicídio ocorrido no ano passado. As vítimas foram o subtenente da Polícia Militar Isaac Drummond de Azeredo e o perito judicial Sérgio Paixão Bonfim, executados a tiros na Rua Assis Carneiro, também na Zona Norte da capital. De acordo com as investigações realizadas na época, Isaac era um dos sócios do Clube Marabu e havia investido na reforma do espaço. O local, porém, despertava o interesse de traficantes do Morro do Dezoito, em Água Santa, que pretendiam assumir o controle da administração do clube. Antes de ser assassinado, o policial chegou a registrar em delegacia ameaças atribuídas aos criminosos. Operação mira estrutura financeira do tráfico A ação desta terça-feira, coordenada pela Polícia Civil, investiga uma sofisticada organização criminosa ligada ao tráfico de drogas que utilizava um clube recreativo e uma pousada para lavar dinheiro obtido com atividades ilícitas. Policiais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços da capital fluminense e da Região dos Lagos. Entre os alvos estão o Clube Marabu, em Piedade, e uma pousada em Armação dos Búzios. A Justiça também autorizou o bloqueio de valores e ativos financeiros, a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, restrições sobre veículos e participações societárias, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e das empresas envolvidas. Clube era alvo de extorsão do tráfico A investigação teve início após dirigentes de um clube social denunciarem à Polícia Civil que vinham sendo ameaçados para abandonar a administração da entidade e entregar o controle do espaço a pessoas ligadas ao tráfico de drogas. Segundo as apurações da 52ª DP, as ameaças partiam da liderança do tráfico do Morro do Dezoito. Além da tentativa de assumir o comando do clube, os criminosos exigiam o pagamento mensal de R$ 6 mil para permitir que o estabelecimento continuasse funcionando sem sofrer represálias. Durante as diligências, os investigadores identificaram indícios de um esquema semelhante no Clube Marabu, . As investigações revelaram que pessoas de confiança da organização criminosa passaram a administrar informalmente o espaço, controlando eventos, movimentações financeiras e decisões internas, mesmo sem qualquer vínculo jurídico ou estatutário com a instituição. Movimentações milionárias incompatíveis com a renda As apurações também identificaram um núcleo familiar responsável pela gestão financeira paralela do clube. De acordo com a Polícia Civil, um dos investigados atuava como principal operador financeiro da organização criminosa, enquanto uma segunda investigada administrava o clube de forma paralela. Um terceiro suspeito exercia funções de gestão e movimentou R$ 2,4 milhões em apenas seis meses, apesar de não possuir atividade empresarial formal compatível com esse volume de recursos. Outro investigado realizou cerca de 40 transferências via PIX, que somaram aproximadamente R$ 240 mil. Ele aparece como autor em cerca de 20 procedimentos policiais, muitos deles relacionados a roubos de carga. A investigação também identificou a participação de uma quinta investigada, que movimentou cerca de R$ 2,2 milhões em apenas seis meses, embora declarasse exercer a função de recepcionista, com renda aproximada de R$ 3,2 mil mensais. No mesmo período, ela recebeu cerca de R$ 253 mil de um dos principais alvos da investigação, por meio de seis transferências bancárias. A análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) apontou movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além de intensa circulação de recursos entre familiares, empresas e pessoas físicas por meio de transferências bancárias, depósitos em espécie e operações fracionadas via PIX, indicando um sofisticado esquema de ocultação e lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

Guerra de facções deixou três mortos em Itaguaí

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga as mortes de Jeferson Rodrigues de Andrade, Nathan de Freitas Francisco e Cesar de Oliveira Catrinck. Segundo informações que circulam nas redes sociais, traficantes da comunidade do Sem Terra, ligados ao Comando Vermelho, teriam dado um baque no Morro do Engenho, em Itaguaí,, e mataram três rivais do Terceiro Comando Puro. Os relatos apontam que um dos mortos seriam o traficante vulgo Piloto, frente da comunidade. Um outro morto seria ligado a milícia do Chaperó, no mesmo município. Os bandidos ainda fizeram ameaças e deboches.

Veja detalhes de um flagrante que motivou operação da DRACO contra entrada de drogas em presídios do Rio

A apreensão de mais de 18 quilos de drogas e diversos aparelhos celulares dentro de uma unidade prisional do Rio de Janeiro deu origem à investigação que culminou na operação deflagrada nesta segunda-feira (03) pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com apoio da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (SSISPEN). A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa responsável por introduzir entorpecentes, celulares e acessórios no sistema prisional fluminense. Até o momento, três pessoas foram presas durante o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão na capital e na Região Metropolitana. As investigações começaram após uma tentativa frustrada de ingresso de uma grande carga de drogas e aparelhos celulares em uma unidade prisional. O episódio, registrado em auto de prisão em flagrante e posteriormente detalhado em decisão da Justiça, revelou um esquema que, segundo a Draco, abastecia integrantes de facções criminosas presos no sistema penitenciário. De acordo com o processo, um policial penal responsável pela fiscalização de materiais que ingressavam na unidade utilizava o scanner, procedimento obrigatório durante a revista, quando percebeu, ainda à distância, imagens que indicavam a existência de objetos suspeitos no interior de uma das bolsas. Diante da suspeita, ele solicitou ao policial penal Wagner Jardim Dias, responsável pela inspeção dos materiais, que passasse novamente todas as bolsas pelo scanner até identificar aquela que havia despertado a atenção. Segundo o depoimento, Wagner abriu a bolsa de forma que o conteúdo não pudesse ser visualizado pelo colega, limitando-se a informar que havia “algo estranho” em seu interior. A atitude levantou ainda mais suspeitas. Outro policial penal determinou que todas as bolsas fossem novamente submetidas à fiscalização. Na nova revista, os agentes encontraram uma grande quantidade de materiais ilícitos escondidos nas bagagens. Foram apreendidos 3,48 quilos de cocaína, 15,10 quilos de maconha, 180 gramas de haxixe, além de diversos aparelhos celulares que seriam destinados aos presos. O policial que identificou a irregularidade afirmou em depoimento que o volume de drogas e celulares era tão expressivo que seria impossível passar despercebido durante uma fiscalização realizada de forma regular. Segundo ele, os superiores hierárquicos compareceram imediatamente ao local, acompanharam toda a apreensão e determinaram o encaminhamento da ocorrência para a Draco. Embora tenha afirmado que não viu quem deixou as bolsas na portaria da unidade, o servidor acompanhou toda a lavratura do procedimento policial. Com base nas investigações, a Polícia Civil concluiu que Wagner Jardim Dias, responsável pela custódia e inspeção dos materiais destinados ao presídio, teria permitido deliberadamente a entrada das bolsas contendo drogas e celulares, contrariando os protocolos obrigatórios de segurança. Segundo a decisão judicial, a quantidade de entorpecentes encontrada, o volume dos materiais e a forma como estavam acondicionados tornam incompatível a versão de que o agente não teria percebido a existência dos objetos ilícitos durante a fiscalização. Para a Justiça, há fortes indícios de que o policial penal tenha participado conscientemente da introdução clandestina do material dentro da unidade prisional, facilitando o abastecimento de integrantes de organizações criminosas presos no sistema penitenciário. A decisão destaca que a conduta atribuída ao servidor possui elevada gravidade por representar uma possível colaboração deliberada para o ingresso de drogas e aparelhos celulares no interior do presídio, comprometendo a segurança da unidade, a ordem pública e a credibilidade da administração penitenciária. O magistrado também ressaltou que a quantidade expressiva de drogas apreendidas, a variedade dos entorpecentes e a forma de execução da ação demonstram elevada periculosidade, justificando a manutenção da prisão preventiva para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e impedir a continuidade das práticas criminosas. Ainda de acordo com a decisão, a apreensão de 3,48 quilos de cocaína, 15,10 quilos de maconha e 180 gramas de haxixe, substâncias consideradas de elevado potencial lesivo, reforça os indícios de intensa atuação no tráfico de drogas e de integração do investigado a organização criminosa, afastando a hipótese de um episódio isolado de traficância eventual. A Justiça também observou que, em casos envolvendo organizações criminosas, a prisão preventiva constitui medida necessária para interromper a atuação dos integrantes do grupo e impedir a continuidade das atividades ilícitas dentro do sistema penitenciário. A partir desse flagrante, a Draco aprofundou as investigações utilizando análise de imagens, cruzamento de informações, diligências de inteligência e investigação financeira, conseguindo identificar um grupo criminoso estruturado, com divisão de tarefas e atuação coordenada para introduzir drogas, celulares e acessórios destinados a integrantes de facções presos nas unidades prisionais do Estado. As investigações também revelaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda de um dos principais investigados. Segundo a Polícia Civil, ele movimentou mais de R$ 259 mil em transferências bancárias sem justificativa econômica aparente em um curto espaço de tempo. O conjunto de provas reunido pela Draco fundamentou os pedidos de prisão temporária e de busca e apreensão autorizados pela Justiça e cumpridos na operação desta segunda-feira, que busca desarticular a organização criminosa e identificar todos os envolvidos no esquema de abastecimento ilícito do sistema penitenciário fluminense.

Violência explode no Sul Fluminense: criança baleada, ataque a festa e casal executado em menos de 24 horas

Violência explodiu no início de agosto em cidades do Sul Fluminense. Em Resende, três pessoas foram baleadas, entre elas uma criança, no bairro Alto dos Passos. Em Barra Mansa, uma mulher de 50 anos e um jovem de 19 anos foram atingidos por tiros durante um ataque a um salão de festas na noite de ontem no bairro Vila Maria. Uma das vítimas contou aos policiais que havia saído da festa para urinar próximo à linha férrea, quando avistou dois homens vestidos de preto.Ao retornar para avisar os demais convidados, os suspeitos passaram a atirar em sua direção. O jovem correu para o interior do salão de festas, onde uma mulher também acabou sendo atingida pelos disparos. As duas vítimas foram socorridas e levadas para a Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa. O estado de saúde delas não foi informado. Em Barra do Piraí, um casal foi executado na madrugada deste sábado (1º) dentro de um apartamento na Avenida Vereador Chequer Elias, no bairro Vila Helena, As vítimas são um homem de 49 anos e uma mulher de 27 anos. De acordo com a Polícia Militar, moradores relataram disparos de arma de fogo durante a madrugada, o que levou equipes a realizarem buscas na região. Na ocasião, porém, nenhuma vítima foi localizada. Os corpos só foram encontrados pela manhã, no interior do apartamento. O homem estava na sala, enquanto a mulher foi encontrada baleada no banheiro, o que indica que ela pode ter tentado fugir do atirador.

Integrante da cúpula do CV foi mandado para presídio federal logo após megaoperação porque fazia parte da comissão de presos que autorizava as principais ações da facção de dentro de Bangu 3

Logo após a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou 122 mortos, as autoridades do Rio de Janeiro conseguiram manter o traficante Roberto de Souza Britto, conhecido como “Irmão Metralha”, em um presídio federal fora do estado. A medida foi adotada após investigações da Secretaria de Polícia Civil apontarem que o criminoso integra o núcleo de comando do Comando Vermelho (CV), responsável por definir as estratégias e autorizar as principais ações da facção. Segundo relatório do setor de inteligência da Polícia Civil, o principal organismo decisório do Comando Vermelho funciona dentro da Penitenciária Gabriel Ferreira de Castilho (Bangu 3), no Complexo de Gericinó. É nesse grupo que estariam concentradas as lideranças responsáveis por deliberar sobre ataques, retaliações e diretrizes operacionais da organização criminosa. De acordo com a investigação, Irmão Metralha faz parte dessa comissão de presos, participando ativamente das decisões estratégicas da facção e exercendo influência direta sobre as ações criminosas praticadas dentro e fora do sistema prisional. O relatório destaca que a permanência do traficante próximo às bases de atuação do Comando Vermelho fortalece o controle exercido pela facção sobre as comunidades dominadas e dificulta o enfraquecimento de sua influência. O Ministério Público sustentou o mesmo entendimento ao defender a manutenção do criminoso no sistema penitenciário federal. A defesa recorreu ao Supremo Tribunal Federal alegando o estado de saúde do preso e ausência de fundamentação para sua transferência ao sistema federal. No entanto, em decisão proferida em 30 de junho, o habeas corpus foi negado, mantendo a transferência. Liderança do Complexo do Alemão Segundo a Polícia Civil, Roberto de Souza Britto ascendeu rapidamente dentro da estrutura do Comando Vermelho até assumir a liderança do tráfico no Morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão. Ele possui condenações por tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídio qualificado, somando 50 anos, dois meses e 20 dias de prisão. Até novembro de 2025, havia cumprido pouco mais de 19 anos de pena, restando mais de 31 anos para o término da condenação. O primeiro ingresso de Metralha no sistema penitenciário ocorreu em agosto de 2004, após uma operação do BOPE na Fazendinha. Em 2008, recebeu autorização para saída temporária, não retornou ao presídio e permaneceu foragido até novembro de 2010, quando foi recapturado durante nova operação policial no Complexo do Alemão. Ordens criminosas mesmo atrás das grades As investigações apontam que, mesmo preso em Bangu 3, Metralha continuou comandando o tráfico por meio de integrantes da facção. Segundo depoimentos de policiais responsáveis pela investigação, as ordens eram transmitidas por telefone com auxílio do traficante conhecido como “Biscoito”, enquanto o criminoso Carlos Fagner de Souza Pinto, o “Papagaio”, atuava como seu “frente” na comunidade, executando e fiscalizando o cumprimento das determinações. Entre 2011 e 2014, conforme a Justiça, Metralha também comandou a expansão das atividades do Comando Vermelho para as comunidades de Manguinhos, Mandela, Arará e outras áreas da Baixada Fluminense, utilizando diferentes integrantes da facção para ampliar o domínio territorial do grupo. Condenado por homicídio cometido dentro do presídio Mesmo encarcerado, Metralha foi condenado por participar da execução de Eduíno Eustáquio de Araújo Filho, o “Dudu da Rocinha”, assassinado na madrugada de 8 de julho de 2013 dentro da Penitenciária Vicente Piragibe, em Bangu. De acordo com a sentença, as ordens para o homicídio partiram de lideranças custodiadas em Bangu 3, que suspeitavam que a vítima tivesse revelado o esconderijo de armas existente dentro da unidade prisional. Além da fuga registrada em 2008, sua ficha disciplinar registra outras três faltas graves, incluindo prática de crime doloso durante o cumprimento da pena e posse de objeto capaz de causar lesões dentro da unidade prisional. Relatório cita chamada de vídeo entre chefes do CV Outro elemento citado nos autos é uma reportagem exibida em setembro de 2025 pelo programa Balanço Geral Rio, da Record TV, que mostrou uma suposta captura de tela de uma chamada coletiva realizada por aplicativo de mensagens. Na imagem aparecem os apelidos de diversas lideranças do Comando Vermelho, entre elas Metralha, My Thor, Criam, Naldinho (Samuray), além de criminosos que estariam em liberdade, como Doca, Pezão, Abelha, Nando Bacalhau e Sombra. Embora a defesa questione a validade da prova por supostas falhas na cadeia de custódia dos dados digitais, a Justiça entendeu que o conjunto probatório demonstra a atuação de Metralha na estrutura de comando da facção. Ao manter o traficante em um presídio federal, a decisão conclui que seu afastamento do Rio de Janeiro dificulta a comunicação com outros líderes e subordinados do Comando Vermelho, reduzindo a capacidade de transmissão de ordens criminosas e fortalecendo a política de combate ao crime organizado.

Traficantes do CV são acusados de jogar granadas em festa de crianças em Cordovil. ACESSE O LINK E ASSISTA O VIDEO

Um vídeo que circula nas redes sociais aponta que traficantes do Complexo da Penha (CV) teriam atirado granadas em uma festa de crianças na comunidade do Dourado, em Cordovil. Não há confirmação se houve feridos. https://twitter.com/lu73016776/status/2083606582017868133/video/1 O fato é mais um capítulo da guerra entre as facções criminosas Terceiro Comando Puro e Comando Vermelho na região. Mês passado, o TCP tomou do CV o comando do Dourado cometendo uma chacina de sete pessoas, entre elas uma jovem autista. Desde então, o CV iniciou uma série de ataques com granadas jogadas de drones e invasões. O TCP respondeu também da mesma forma, atacando a Penha e o Quitungo O CV teria conseguido recuperar o controle do Dourado mas mas parece que já perdeu de novo.

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