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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Granada, sangue e um vulto armado: policiais da Core revelam bastidores da operação do Jacarezinho (CV). Confronto terminou com 28 mortos

Antes mesmo do sol nascer completamente sobre o Jacarezinho, o som dos helicópteros já cobria a comunidade. Eram pouco mais de cinco horas da manhã quando o barulho das aeronaves se misturou ao estampido dos tiros. O que viria nas horas seguintes entraria para a história como uma das operações mais letais já realizadas pela polícia no Rio de Janeiro que terminou com 28 mortos. Cinco anos depois, os bastidores daquela manhã de 6 de maio de 2021 voltaram a ser reconstruídos em detalhes na Justiça. Os policiais civis Douglas Siqueira e Anderson Silveira Pereira, ambos da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), prestaram depoimentos minuciosos sobre a sequência de acontecimentos que terminou na morte de Omar dentro de uma residência da comunidade. Os dois irão a júri popular pela morte de um suspeito. As declarações descrevem uma operação em clima de guerra, com tiroteios ininterruptos, policiais feridos, um agente morto, disparos partindo de diferentes direções e a tensão permanente de entrar em vielas estreitas sem saber de onde viria o próximo ataque. “Tinha tiro por toda a favela” Comissário da Polícia Civil e integrante da Core há 13 anos, Anderson Silveira Pereira contou que participou de mais de mil operações semelhantes, mas classificou o Jacarezinho como um dos ambientes mais hostis que já enfrentou. Segundo ele, os confrontos aconteciam praticamente em todos os setores da comunidade. — Estava tendo tiroteio a todo momento por toda a favela. Parava um pouco e começava de novo. Era intenso — relatou. Em determinado momento, as equipes receberam a notícia de que um policial havia sido baleado. Somente depois souberam que o colega havia morrido. Mesmo assim, segundo Anderson, não houve qualquer movimento de vingança. — Não surgiu nos grupos nenhuma conversa de retaliação. Ficamos sabendo da morte dele quando já estávamos socorrendo outro ferido. Os policiais avançavam em progressão tática, cobrindo uns aos outros. O cenário era considerado extremamente perigoso. O terreno acidentado, os becos estreitos e a possibilidade de disparos vindos de lajes faziam com que cada deslocamento fosse feito lentamente. O rastro de sangue Em determinado momento da operação, Anderson encontrou a equipe comandada por Douglas Siqueira. Os dois seguiam por um dos becos quando perceberam marcas de sangue espalhadas pelo chão. As gotas se estendiam pela viela e continuavam escada acima. — Pensamos: “Tem algum baleado que entrou aqui” — relatou Anderson. Ao chegarem diante de uma porta preta, Douglas entrou primeiro. Uma mulher apareceu. Segundo os policiais, ela confirmou que havia uma pessoa baleada dentro do imóvel. Os agentes retiraram os moradores e iniciaram uma entrada tática. Douglas seguia à frente. Anderson vinha logo atrás, praticamente ombro a ombro, mas ligeiramente recuado, a uma distância de cerca de um braço. O espaço era apertado. — Era tudo muito pequeno. Um barraco. A cozinha já ficava colada no quarto — descreveu. O instante decisivo Segundo Anderson, eles ainda não haviam conseguido visualizar ninguém. A única pista era o sangue. Douglas avançou em direção a um dos quartos enquanto Anderson permanecia na posição de cobertura, voltado para a cozinha. Foi então que ouviu um barulho. Só mais tarde identificaria aquele som como sendo o de uma granada. — Quando ouvi, virei automaticamente. Segundo o policial, naquele instante viu a granada rolando na direção dos agentes. E viu também um vulto. — Só vi um vulto segurando uma arma. Era Omar. Anderson contou que não tinha visão completa do cômodo porque Douglas estava na sua frente. — Vi apenas o vulto e o disparo. Segundo ele, tudo aconteceu em frações de segundo. Douglas atirou uma única vez. Omar caiu. “Ele ainda se debatia” Os policiais afirmam que Omar ainda estava vivo. Segundo Anderson, ele continuava gesticulando. A pistola teria caído no chão e estava ao alcance da mão do suspeito. Os agentes então recolheram a arma. Mais tarde, segundo eles, verificaram que a pistola possuía um kit rajada. Ao mesmo tempo, chamaram o esquadrão antibombas para recolher o explosivo. Mesmo em meio ao confronto externo, os policiais decidiram socorrer Omar imediatamente. — Era melhor levar até o blindado do que esperar o socorro chegar. Sem maca e sem espaço para manobras, os agentes improvisaram. Pegaram um lençol ou cobertor e suspenderam o ferido. As escadas estreitas dificultavam a remoção. — Era da forma que dava. Não arrastamos pelo chão. Segundo Anderson, a descida foi lenta porque o tiroteio continuava. — Parava um pouco e voltava. A progressão até o blindado foi difícil. O caveirão estava do lado de fora, já que era impossível sua entrada na viela. “Jacarezinho foi a única favela onde tomei tiro” Ao longo do depoimento, Anderson afirmou que perdeu dois amigos em operações no Jacarezinho e revelou que aquela foi a única comunidade em que acabou atingido por disparos ao longo da carreira. — É uma das piores. Ele contou que já participou de mais de mil operações e continua lotado na Core. A outra versão Dentro da residência, porém, os moradores contam uma história completamente diferente. Segundo eles, Omar havia chegado cerca de meia hora antes. Ferido no pé, sangrando muito, sem camisa e vestindo apenas uma bermuda tactel, ele pedia ajuda. O sangue espalhou-se pela escada, pela sala e pelo quarto da criança. Moradores dizem que ele recebeu um pano para estancar o ferimento e se deitou em uma cama. Ninguém afirma ter visto arma. Ninguém afirma ter visto granada. Todos descrevem um homem desesperado e debilitado. “Cadê a arma?” Os moradores relatam que ouviram os passos dos policiais subindo a escada. Flávia, dona da casa, teria descido para avisar: — Tem um menino baleado aqui, mas tem criança em casa. Segundo ela, o policial passou por ela e entrou. Seu marido gritou: — Morador, estou com criança! A resposta teria sido: — Sai, sai. Na sequência, testemunhas afirmam ter ouvido o policial gritar: — Cadê a arma? Cadê a arma? E logo depois veio um único disparo. Os moradores afirmam que não ouviram resposta. Nenhum deles diz ter visto Omar armado. Corpos espalhados pela

Traficante que comandava Kelsons e foi acusado de matar namorada caiu no ‘Tribunal do CV’

O traficante Dalton Vieira Santana , o “D da Kelson’s” foi morto no Tribunal do Crime no Complexo da Penha (CV). A ordem teria vindo de Doca, e a motivação teria sido devido a dívidas do traficante com a facção. O corpo foi localizado por policiais militares dentro de um veículo na própria região. De acordo com apurações obtidas pelo reporter Bruno Assunção, DT teria sido o articulador do assalto a uma joalheria localizada na Estrada do Mendanha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O roubo causou um prejuízo estimado em R$ 4 milhões. Na ação, um homem e uma mulher se passaram por clientes interessados na compra de alianças de casamento, apresentaram documentos falsos para entrar no estabelecimento e, já no interior da loja, renderam os proprietários e uma funcionária sob ameaça de arma de fogo. Ainda segundo informações obtidas pela reportagem, após o roubo, DT teria tentado enganar integrantes da cúpula do Comando Vermelho, alegando que um ourives responsável por avaliar as joias ainda não havia contabilizado o valor total do material subtraído. A suspeita é de que parte dos recursos obtidos no crime não teria sido repassada conforme o esperado pela organização criminosa. Dalton ficou conhecido ao ser acusado do assassinato de Bianca Lourenço, de 24 anos,, em 2021, após não aceitar o fim do relacionamento. Segundo relatos da época, Dalton mandou matá-la e jogarcseu corpo na praia dentro de um tonel Em 2021, o juiz Alexandre Abrahão, titular do 3º Tribunal do Júri, decretou a prisão preventiva de Dalton, acusado de envolvimento no assassinato da jovem .O corpo de Bianca só foi reconhecido devido às suas tatuagens. A suposta morte de Dalton, no entanto, ainda não está confirmada oficialmente.

Ex-milicianos que pularam para o CV foram mortos em tiroteio com a PM em Rio das Pedras

Policiais do 18°.BPM prenderam quatro criminosos e apreenderam um adolescente durante ação na comunidade Rio das Pedras. Na ação, foram arrecadados dois fuzis, duas pistolas, munições e granadas caseiras. Três dos presos ficaram feridos e foram socorridos mas não resistiram. Segundo relatos, os três mortos estariam no grupo de quase 20 milicianos que teriam pulado para o Comando Vermelho São eles Farol, Duduzinho e Solteiro.

Defesa consegue na Justiça apurar histórico criminal de empresário morto por PMs na Pavuna

A estratégia da defesa dos policiais militares acusados de matar o empresário Daniel Patrício na Pavuna em abril por disparos de arma de fogo de grosso calibre passou a incluir um novo eixo de investigação: o pedido para que seja apurado se a vítima fatal possuía histórico criminal ou alguma investigação em andamento. O pedido foi acolhido parcialmente pela Justiça, que determinou a expedição de ofício à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para que informe se existe ou já existiu qualquer procedimento investigativo envolvendo o civil morto na ocorrência. A medida abre uma nova frente dentro da instrução do processo e pode trazer novos elementos para a análise do caso. A reportagem já divulgou aqui meses anteriores que Daniel respondia a um processo por danos morais no Tribunal de Justiça do Paraná — cujo conteúdo não foi disponibilizado pelo órgão. Além disso, no ano passado, ele chegou a ser investigado por suspeita de descaminho, após tentar entrar no Brasil com mercadorias estrangeiras sem a devida declaração. O caso teve origem em uma representação fiscal da Delegacia da Receita Federal em Curitiba, após a apreensão de produtos em Foz do Iguaçu, em 15 de abril de 2025. O valor dos tributos envolvidos — cerca de R$ 6 mil — ficou abaixo do mínimo exigido para caracterizar crime de descaminho. Por isso, a Justiça considerou a conduta de baixo potencial ofensivo e arquivou o caso. Não houve prisão em flagrante, apenas a apreensão das mercadorias. Até o momento, não há qualquer evidência de que essas pendências tenham relação com a morte do empresário. CORPO DA DECISÃO E CONTEXTO PROCESSUAL:A decisão foi proferida no âmbito da resposta à acusação apresentada pelas defesas dos policiais, que também levantaram uma série de preliminares e pedidos de nulidade do processo. Entre os principais argumentos defensivos estavam alegações de irregularidade na lavratura do auto de prisão em flagrante, suposta incompetência da autoridade que formalizou o procedimento e pedido de rejeição da denúncia por inépcia. Todos esses pontos foram rejeitados pelo magistrado. Segundo o juiz, o flagrante foi lavrado por autoridade que aparentava ter jurisdição no momento dos fatos, com base nas informações preliminares disponíveis, incluindo versões iniciais apresentadas pelos próprios envolvidos. Posteriormente, com o avanço da análise das provas, o caso foi encaminhado ao Juízo competente e teve a prisão convertida em preventiva. A decisão também reforça que a denúncia apresentada pelo Ministério Público atende aos requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal, contendo a descrição dos fatos, a qualificação dos acusados, a classificação jurídica e o rol de testemunhas. O magistrado destacou ainda que, nesta fase processual, não se exige prova plena de autoria, mas apenas indícios suficientes para o recebimento da ação penal, cabendo a produção de provas completas durante a instrução. DILIGÊNCIAS E PRODUÇÃO DE PROVAS:Além do ponto envolvendo a vítima, o juiz também analisou uma série de requerimentos feitos pelas defesas, incluindo pedidos de acesso a imagens de câmeras operacionais portáteis (COPs), identificação de policiais que participaram da ocorrência, além de informações sobre eventual uso de drones durante a ação. Parte desses pedidos foi deferida, com determinação para que a Polícia Militar forneça a identificação de todos os integrantes das guarnições que estiveram no local dos fatos, além de esclarecimentos sobre possível uso de drones institucionais. Também foi mantida a determinação de perícia em veículo ligado à ocorrência, além da espera por laudos periciais ainda pendentes, como exame de armas de fogo, projéteis e análise técnica de imagens. O juiz ainda solicitou manifestação do Instituto de Criminalística para avaliar a possibilidade de reconstrução tridimensional da cena com base nas imagens disponíveis. POSIÇÃO SOBRE REPRODUÇÃO SIMULADA E OUTRAS PROVAS:O pedido de reprodução simulada dos fatos foi negado neste momento, sob o entendimento de que a medida depende da oitiva das testemunhas e da formação de um conjunto probatório mais completo. A diligência poderá ser reavaliada posteriormente, conforme evolução da instrução processual. PRISÃO MANTIDA:Por fim, o magistrado manteve a prisão preventiva dos policiais militares, afirmando que há indícios suficientes de autoria e que a gravidade concreta dos fatos justifica a custódia cautelar para garantia da ordem pública. Segundo a decisão, os elementos reunidos até o momento indicam a realização de múltiplos disparos contra um civil, o que, na visão do juízo, reforça a necessidade de manutenção da medida extrema enquanto o processo segue em instrução.

Presidente de associação de moradores foi denunciada sob suspeita de atuar como tesoureira do TCP em Vargem Grande. Moradores são obrigados a pagar taxas e por serviços

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou a presidente de uma associação de moradores de uma comunidade em Vargem Grande sob a acusação de integrar a estrutura de arrecadação financeira do Terceiro Comando Puro (TCP), uma das facções criminosas que disputam o controle territorial na Zona Oeste da capital. Segundo a denúncia, a investigada exerceria função central dentro do esquema de extorsão imposto pelo grupo, atuando como responsável pela arrecadação e controle de valores pagos por moradores, comerciantes e prestadores de serviço. Na prática, ela seria apontada como uma espécie de tesoureira da organização criminosa na região. De acordo com o Ministério Público, o TCP mantém na área uma estrutura criminosa estável, hierarquizada e permanente, baseada no chamado “domínio social estruturado”, em que o grupo exerce controle sobre o território e sobre a rotina da população local por meio de violência, intimidação e coerção econômica. A denúncia detalha que o esquema não se limita ao tráfico de drogas. Além da atividade ilícita principal, a facção também impõe uma rede de cobranças ilegais que atinge diretamente a população civil. Moradores e comerciantes seriam obrigados a pagar taxas mensais sob ameaça de agressões, expulsão e retaliações, em um sistema paralelo de cobrança que substitui serviços públicos e regula atividades econômicas dentro da comunidade. Entre as cobranças relatadas estão taxas sobre fornecimento de energia elétrica, água e internet, além de valores exigidos em transações imobiliárias, como compra, venda e ocupação de imóveis na região. Segundo a acusação, o não pagamento dessas quantias poderia resultar em punições impostas pelos criminosos, incluindo ameaças diretas e violência física. A investigação aponta que a denunciada teria papel relevante na operacionalização desse sistema, sendo responsável por recolher e organizar os valores arrecadados, funcionando como elo entre os moradores e a estrutura financeira da facção. A atuação dela, segundo o Ministério Público, ajudaria a garantir a regularidade da arrecadação e a manutenção do fluxo de dinheiro dentro da organização. A denúncia foi embasada em informações colhidas durante uma operação policial realizada por agentes da 42ª DP, com apoio do 31º BPM, na comunidade apontada como área de influência do TCP. Durante a ação, policiais receberam relatos de moradores que optaram por não se identificar por medo de represálias. Esses depoimentos indicavam que a dirigente comunitária teria participação direta no recolhimento das taxas impostas pelo grupo criminoso. Além das informações obtidas em campo, o Ministério Público menciona que investigações anteriores já vinham recebendo comunicações anônimas por meio do Disque-Denúncia, relatando a existência de um sistema de extorsão estruturado na região. Esses relatos apontariam a cobrança sistemática de valores sob ameaça, incluindo taxas relacionadas a serviços básicos e a atividades comerciais. A acusação também cita a existência de vínculos entre a estrutura local e outros integrantes da facção, que seriam responsáveis por dar suporte ao esquema de dominação territorial e pela aplicação das regras impostas pelo grupo criminoso. A organização, segundo a peça acusatória, atua de forma hierarquizada, com divisão de tarefas entre membros responsáveis pela vigilância, cobrança, intimidação e controle financeiro. A denunciada foi localizada durante a operação policial e encaminhada à delegacia. Ela responde a ação penal na 34ª Vara Criminal da Capital. O Ministério Público sustenta que o conjunto de elementos indica a existência de uma estrutura criminosa consolidada na região, na qual funções como arrecadação, coerção e controle territorial estariam distribuídas entre diferentes integrantes, permitindo a manutenção do domínio da facção sobre a comunidade. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e a defesa poderá se manifestar no curso do processo.

Com navalha, socos e tiros: investigação revela execução brutal de jovem em área dominada pelo CV. Vítima foi acusada de dedurar traficantes

Uma decisão recente da Justiça manteve presos os acusados de um crime brutal que, apesar de ter ocorrido em 2022, nunca teve grande repercussão. Segundo a investigação, uma jovem foi sequestrada dentro de casa, torturada durante cerca de três horas e executada a tiros por integrantes do Comando Vermelho (CV) em Volta Redonda, após ser acusada de ter acionado a polícia e de espalhar boatos sobre uma suposta mudança de facção envolvendo dois criminosos da comunidade, deixando os bandidos furiosos. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Sthefany Laura Teles Caetano Pereira da Silva vivia sob ameaças no bairro Açude I, área dominada pelo Comando Vermelho. Dias antes do crime, ela havia deixado a residência onde morava e retornou ao local apenas para retirar seus móveis, acompanhada do ex-companheiro Renato e de um freteiro. Por volta das 16h20 do dia 9 de julho de 2022, quatro criminosos chegaram em um Corsa azul. Entre eles estava uma mulher armada com uma navalha. Segundo a acusação, o grupo arrancou Sthefany à força, puxando-a pelos cabelos e carregando-a pelos braços e pernas, enquanto a mulher gritava “piranha” e “vagabunda” e encostava a lâmina em seu pescoço. Renato ainda tentou impedir a ação, mas foi empurrado e ameaçado pelos criminosos. O grupo fugiu levando a vítima e, no caminho, teria recolhido outro integrante que já estava previamente ajustado para participar do crime. Enquanto isso, Renato e o motorista do caminhão saíram em busca da polícia. Equipes da PM fizeram buscas na região, mas não conseguiram localizar os sequestradores. Durante aproximadamente três horas, segundo a denúncia, Sthefany permaneceu sob o domínio dos criminosos. O Ministério Público afirma que ela foi submetida a sessões de tortura, com golpes de navalha, cortes de cabelo, socos, cotoveladas, puxões de cabelo, xingamentos e ameaças. Por volta das 19h37, policiais receberam a informação de que havia um corpo às margens da Rodovia do Contorno, nas proximidades do Alphaville. No local, encontraram Sthefany caída, com múltiplas perfurações pelo corpo, ferimentos no rosto, cabelos presos às mãos e diversos estojos de munição espalhados pela cena do crime. Laudos periciais confirmaram que, além de ter sido morta a tiros, a jovem apresentava inúmeras lesões cortantes compatíveis com os golpes de navalha descritos pela investigação. Segundo o Ministério Público, o assassinato foi uma espécie de “tribunal do tráfico”. A vítima era acusada pelos criminosos de ter levado policiais à comunidade dias antes e de espalhar comentários sobre uma suposta mudança de facção envolvendo Patrick, conhecido como “PK”, e Lucas. Mensagens extraídas do celular da vítima, com autorização judicial, mostraram que ela vinha sofrendo ameaças. Em um dos áudios atribuídos a Lucas, enviado dias antes do assassinato, ele teria advertido: “Quem avisa amigo é. Estou te dando só um papo. Por enquanto é só um papo mesmo”. Horas antes do homicidio, ele teria ameaçado a vítima: “”E aí doidona, tu para de ficar mandando mensagem para minha mãe hein doidona. Se não tu vai arrumar problema para você hein garota. Tu não me conhece não garota, não fica nessa não rapá. Preocupando a família dos outros falando merda nada hein doidona? As investigações também revelaram que um dos acusados usava tornozeleira eletrônica e que os registros de geolocalização obtidos pela Seap são compatíveis com a dinâmica do crime. Após ser preso, um dos denunciados confessou participação no sequestro e na execução e identificou os demais envolvidos, segundo os autos. Ao pedir a manutenção das prisões, o Ministério Público destacou a extrema gravidade dos fatos e afirmou que os acusados agiram como representantes do Comando Vermelho, submetendo a vítima a um verdadeiro “tribunal de exceção” imposto pela facção criminosa que domina a comunidade do Açude I. A Promotoria também sustentou que a liberdade dos denunciados colocaria em risco testemunhas fundamentais do processo e poderia favorecer a prática de novos atos violentos na região.

Ex-miliciano expulso que foi para o CV é acusado de homicídio e de planejar morte de PM na Zona Oeste do Rio

Um homem apontado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como ex-integrante de milícia, expulso do grupo após conflitos internos e posteriormente ligado ao Comando Vermelho (CV), é investigado por envolvimento em um homicídio e por suposto planejamento da morte de um policial militar na Zona Oeste do Rio. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e motivou pedido de quebra de sigilo telefônico e telemático, incluindo dados de geolocalização por Estações Rádio Base (ERBs), para reconstrução da dinâmica do crime. Segundo a representação enviada à Justiça, o homicídio ocorreu no dia 22/03/2026, no interior de uma residência e oficina localizada no bairro de Cosmos, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Cláudio Marcelo, foi executada por disparos de arma de fogo. A dinâmica inicial apurada aponta que um veículo Fiat Argo de cor cinza-chumbo chegou ao local, momento em que ao menos três indivíduos participaram da ação criminosa. Um dos ocupantes desembarcou e efetuou os disparos, enquanto os demais deram apoio na fuga, que ocorreu com o atirador entrando no banco traseiro do veículo. As diligências e depoimentos colhidos pela investigação indicam como principal suspeito o nacional identificado como Gustavo, que teria histórico de atuação em milícia na região. De acordo com os autos, Gustavo teria sido expulso do bairro por integrantes da organização criminosa local após desavenças financeiras e envolvimento em golpes contra moradores. Após esse rompimento, ele teria passado a se aproximar da facção criminosa Comando Vermelho (CV), passando a circular armado com fuzis e a atuar em incursões e extorsões na região. Ainda segundo testemunhas ouvidas, no período dos fatos, o investigado teria retornado ao bairro com o objetivo inicial de executar um policial militar com quem mantinha desavenças antigas. O alvo principal, no entanto, não foi localizado. Na sequência, a vítima Cláudio Marcelo teria sido identificada como estando sozinha no local do crime, após publicar em status de aplicativo de mensagens que se encontrava em casa. Diante disso, o investigado teria se dirigido ao endereço e consumado o homicídio. A autoria é reforçada, segundo a investigação, por elementos adicionais, incluindo uma suposta confissão informal registrada em áudio de visualização única enviado à testemunha Edson. No conteúdo, o investigado teria dito: “Viu o que eu fiz com o seu amigo, eu quero o dinheiro”. A investigação também aponta que o caso não se limita ao homicídio, mas integra um contexto mais amplo de atuação criminosa envolvendo disputas locais, histórico de expulsão de grupos paramilitares e posterior associação com facção criminosa. No pedido judicial, a Polícia Civil afirma que a apuração precisa agora ser complementada por prova técnica, especialmente para confirmar a presença do investigado e de eventuais comparsas na cena do crime, bem como delimitar o perímetro percorrido pelo grupo antes, durante e após a execução. Por isso, foi solicitada a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos do número atribuído ao investigado, com a obtenção de dados cadastrais, histórico de chamadas, IMEI, IMSI e registros de ERB. O pedido abrange o período das 06h00 às 23h59 do dia 22/03/2026, intervalo considerado suficiente para cobrir a fase de preparação, execução e fuga do crime. Segundo a representação, a medida é necessária diante da volatilidade dos dados telemáticos e do risco de perda de informações junto às operadoras, além do fato de o investigado permanecer foragido e supostamente vinculado a grupo criminoso armado. A Polícia Civil destaca ainda que o conjunto de elementos reunidos — incluindo depoimentos, histórico de conflitos, informações de investigação e o áudio atribuído ao investigado — indica a necessidade de aprofundamento técnico da apuração. O pedido foi fundamentado no artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal, na Lei nº 9.296/1996 e na Lei nº 12.830/2013, além de entendimento consolidado dos tribunais superiores sobre a utilização de dados de ERB como meio de prova em crimes graves. O caso segue em análise pela Justiça do Rio de Janeiro.

MILICIANO DIZ EM ÁUDIO QUE BUSCOU APOIO DO CV PORQUE QUERIAM COLOCAR TCP EM RIO DAS PEDRAS MAS AFIRMOU QUE CONTINUA NO GRUPO PARAMILITAR E COBRANDO TAXAS

Circula nas redes sociais um áudio atribuído a um criminoso conhecido como Kauan, apontado como integrante da milícia de Rio das Pedras e suspeito de participação na atual escalada de violência na comunidade. Na gravação, ele afirma ter buscado apoio do Comando Vermelho (CV) após um suposto movimento interno da milícia para se alinhar ao Terceiro Comando Puro (TCP), mas nega ter deixado completamente a estrutura miliciana. No áudio, o homem diz que a decisão de procurar apoio do CV teria sido motivada por divergências internas, especialmente pela tentativa de aproximação da milícia com o TCP dentro da comunidade. Ao mesmo tempo, ele afirma que continua atuando em Rio das Pedras e reforça que ainda se considera integrante da milícia, indicando um cenário de ruptura parcial e conflito interno entre os próprios grupos armados. Segundo o conteúdo da gravação, há relatos de que integrantes da milícia estariam se dividindo após mudanças de alinhamento e disputas de poder. Em meio a esse cenário, circulam informações extraoficiais de que ao menos 19 criminosos teriam deixado o grupo paramilitar nos últimos dias, migrando para o Comando Vermelho. O homem também afirma que a intenção seria conter a escalada de violência na comunidade, alegando que a disputa entre grupos rivais estaria atingindo moradores inocentes. Ainda assim, a gravação revela contradições, já que ele admite a continuidade de práticas de controle territorial e cobrança de valores ilegais na região. “Quem tiver pagando para os caras, a gente vai pegar”, diz o suposto criminoso no áudio, em referência à disputa pelo controle das cobranças na comunidade. Em outro trecho, ele afirma que moradores não deveriam mais pagar taxas a antigos operadores do esquema. Segundo relatos atribuídos ao mesmo áudio, a cobrança de valores continuaria, incluindo serviços como internet e outras taxas impostas a moradores, agora sob nova configuração de poder dentro da comunidade. Ele disse que tem que pagar na sua mão. Uma outra versão que circula, no entanto, é que Kauan teria cometido um vacilo dentro da comunidade (supostamente matado dois inocentes) e iria ser cobrado por conta disso. Para não sofrer punições, ele pulou para o CV, abandonando o próprio irmão Gerlan que está preso e continuaria na milícia. Circulam fortes rumores de que Kauan estava jurado de morte e seria executado assim que caísse no tribunal. Seu irmão Gerlan, que está preso, seria o responsável por defendê-lo. Apesar do desentendimento com outros milicianos que teria motivado Kauan a pular, não há atrito direto entre ele e o irmão. No entanto, a situação pode gerar um racha dentro da cadeia: Gerlan pode ser pressionado a abandonar a milícia para fica do lado do irmão, correndo o risco de ser morto na prisão por “fechar” com Kauan. Outra possibilidade é uma guerra interna entre a família, caso Gerlan decida continuar na milícia. Milicianos já estariam em contato com Gerlan, e existe a possibilidade de que outros membros da milícia também pulem caso Gerlan mude de bandeira dentro do sistema prisional. Escutem o áudio https://twitter.com/bnn_oficiall/status/2068117956098240556/video/1 INFLUENCIA DA FACÇÃO De acordo com o jornalista Bruno Assunção, parte de Rio das Pedras já estaria sob influência do Comando Vermelho após um racha interno na milícia que historicamente domina a região. De um lado, estaria um grupo alinhado ao CV, supostamente ligado a Kauan. Do outro, permanece uma ala associada ao TCP, com lideranças criminosas conhecidas como Taillon e Macaquinho. Em meio à disputa, Rio das Pedras voltou a registrar uma sequência de confrontos armados, com intensos tiroteios e episódios de violência em dias consecutivos. Considerada o principal reduto da milícia na Zona Sudoeste, a comunidade enfrenta uma escalada da guerra pelo controle territorial. O Comando Vermelho já exerce influência sobre comunidades estratégicas do entorno, como Cidade de Deus, Gardênia Azul, Muzema, Morro do Banco e Tijuquinha. O avanço tem como objetivo consolidar um corredor territorial na Zona Oeste do Rio, ampliando o domínio sobre áreas de circulação e atividades econômicas ilegais. NOVAS EXTORSÕES Moradores também relatam o surgimento de novas formas de extorsão durante a disputa. Entre elas, a chamada “taxa da caixa d’água”, em que criminosos monitorariam residências para contabilizar o número de reservatórios e cobrar valores por unidade. Segundo relatos, o controle seria feito com uso de drones e observação de pontos altos das comunidades, com cobrança estimada em R$ 50 por caixa. Além disso, moradores afirmam que seguem submetidos a cobranças por serviços como energia, água, gás e internet, em um cenário de vigilância constante, intimidação e pressão econômica exercida por grupos armados. Em meio ao conflito, circulam ainda mensagens indicando possível retaliação contra integrantes da milícia. Publicações atribuídas ao Comando Vermelho afirmam que adversários estão sendo monitorados com uso de drones e vigilância contínua. Na última quinta-feira, um homem apontado como cobrador da milícia, identificado como Bryan, foi baleado no Anil e morreu. Mesmo sob pressão, a milícia também tenta reagir e manter articulação. Um print que circulou nas redes sociais mostra supostos integrantes do grupo, incluindo lideranças presas em Bangu 9 — a Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo de Gericinó — participando de uma chamada de vídeo com aliados em liberdade. A imagem, posteriormente apagada, indica segundo relatos que a comunicação entre lideranças presas e membros em atuação nas comunidades continua ativa. A unidade é considerada de segurança máxima e abriga, em tese, presos sem vínculo com facções criminosas, além de milicianos e ex-agentes de segurança.

Foi a partir de alerta de banco que polícia descobriu esquema milionário de lavagem de dinheiro da milícia do Catiri

Enquanto a operação da Polícia Civil contra a milícia do Catiri, em Bangu, já repercutiu em diversos veículos de imprensa, documentos judiciais obtidos pela reportagem revelam com mais profundidade como funcionava a estrutura financeira montada pelo grupo para lavar dinheiro e ocultar a origem ilícita dos recursos. O esquema, segundo as investigações, combinava fraudes bancárias, empresas de fachada, uso de laranjas e uma complexa rede de movimentação de valores destinada a dar aparência de legalidade a recursos obtidos por meio de crimes. As apurações começaram a partir de uma comunicação do Banco Santander, que identificou irregularidades em uma agência no Rio de Janeiro envolvendo a abertura de contas com documentação falsa e concessão indevida de crédito. O caso, inicialmente tratado como fraude bancária, revelou um prejuízo estimado em mais de R$ 5,2 milhões e serviu como ponto de partida para a descoberta de uma estrutura criminosa mais ampla. Segundo a investigação, o grupo atuava de forma organizada e permanente, com divisão clara de funções e forte integração entre pessoas físicas e jurídicas. No topo da estrutura estaria o chamado núcleo central, responsável por coordenar toda a engrenagem: criação de empresas, definição de operadores, controle indireto de contas bancárias e direcionamento dos fluxos financeiros. Esse núcleo seria formado por investigados que, segundo os autos, concentravam o poder decisório e a articulação estratégica do esquema. Abaixo dele, um núcleo operacional-financeiro executava as fraudes bancárias. Esse grupo era responsável por abrir contas em instituições financeiras utilizando documentos falsos ou adulterados, inserir dados ideologicamente inverídicos e viabilizar a contratação de linhas de crédito que, posteriormente, eram descumpridas de forma deliberada. Em diversos casos, o mesmo grupo operava múltiplas contas e empresas simultaneamente, criando uma malha de circulação artificial de recursos. Outro eixo fundamental da engrenagem era formado pelos chamados “testas de ferro”. Pessoas sem capacidade econômica compatível apareciam formalmente como sócios ou administradores de empresas utilizadas nas operações. Segundo os investigadores, essas pessoas eram usadas para ocultar os reais beneficiários das estruturas empresariais e dificultar o rastreamento patrimonial. Já o núcleo de circulação e pulverização de valores tinha como função fragmentar os recursos ilícitos. O dinheiro era transferido entre diversas contas de pessoas físicas e jurídicas interligadas, muitas vezes em pequenas quantias fracionadas, estratégia conhecida por dificultar a detecção por sistemas de controle financeiro. Após essa etapa, os valores retornavam ao sistema bancário com aparência de origem lícita, fechando o ciclo da lavagem. Relatórios de inteligência financeira do COAF e análises do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) identificaram movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados, além de padrões repetitivos de transferências entre empresas ligadas entre si e contas utilizadas exclusivamente para trânsito de valores. As investigações também apontam o uso recorrente de empresas de fachada em diferentes setores da economia, muitas delas sem atividade operacional real, registradas em endereços inexistentes, residenciais ou compartilhados entre múltiplas pessoas jurídicas. Em vários casos, os mesmos sócios apareciam vinculados a diferentes empresas, todas movimentando valores expressivos sem lastro econômico compatível. Outro ponto destacado pelos investigadores é o uso de operações em espécie e transações fracionadas, estratégia considerada típica de estruturas de lavagem de dinheiro, voltada a evitar mecanismos automáticos de controle e comunicação obrigatória ao sistema financeiro. Para a Polícia Civil e para os órgãos de controle financeiro, o conjunto de elementos revela uma engrenagem criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos sofisticados de ocultação patrimonial. O esquema, segundo os autos, não se limitava a fraudes isoladas, mas funcionava como um sistema integrado de circulação e dissimulação de recursos ilícitos dentro do sistema financeiro formal.

Veja a versão que circula sobre caso de mortos e baleados em Belford Roxo. Uma das vítimas teria sido executada por engano e mãe foi ferida por tentar salvá-lo

Sobre os acontecimentos em Belford Roxo na noite de ontem que deixaram dois mortos e quatro feridos. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a morte de Wagner Alexandre da Conceição Costa . Na ação criminosa, outros dois homens ficaram feridos e foram socorridos a uma unidade de saúde. Diligências estão em andamento para apurar os fatos, ocorridos na Rua Biquiba. Em relação ao caso da Avenida Atlântica, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) apura a morte de Gabriel Oliveira Gregório. Na ação criminosa, uma mulher ficou ferida e foi socorrida a uma unidade de saúde. Agentes realizam diligências para esclarecer os fatos. As informações que circulam nas redes sociais apontam que dois homens identificados como Wagner (Vagão) e Rato, invadiram a barbearia 💈do Vitor na rua Biquiba e foram recebidos a tiros pelor um militar conhecido como Falcão.Ele reagiu e matou Vagner eo comparsa fugiu. Falcão foi até a casa de Rato na Avenida Atlântica, invadiu e matou o irmão dele Gabriel por engano e atingiu a mãe dele que tentou impedir a morte do filhom. Ela está no hospital. Rato ficou sabendo e voltou com reforço na barbearia da rua Biquiba e efetuou vários disparos, um dos tiros atingiu a perna de Renan segurança do Vereador do bairro. Segundo informação o filho de Falcão estaria com a cabeça a prêmio, agora o Militar também está com a cabeça na mira.

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