Não é só ouro. Traficantes da Serrinha (TCP) estariam pedindo comida e anunciando carro roubado, geladeira, fogão para atrair interessados e roubá-los, apontam denúncias
Circulam nas redes sociais relatos com novos detalhes sobre supostos golpes que estariam sendo praticados por traficantes que atuam no Complexo da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. De acordo com as publicações, os criminosos estariam utilizando plataformas de comércio eletrônico, como o Mercado Livre, para anunciar a venda de ouro sem possuir o produto. As vítimas demonstram interesse, combinam a compra e, ao chegar ao local, acabam tendo o dinheiro roubado. As denúncias indicam ainda outro tipo de ação: pedidos de refeições por aplicativos de entrega — incluindo café da manhã, almoço e jantar. Quando os entregadores chegam ao destino, teriam a comida e, em alguns casos, as motocicletas roubadas. Ainda segundo os relatos, vítimas que tentam reclamar diretamente em pontos de venda de drogas da região seriam informadas de que esse tipo de prática seria “proibido” dentro da comunidade, sem que haja devolução dos bens. Outro golpe mencionado envolve a venda de veículos roubados ou clonados. Interessados são atraídos pelos anúncios, mas, ao comparecerem para verificar o automóvel, também são assaltados. Há ainda registros de anúncios falsos de eletrodomésticos, como geladeiras e fogões, divulgados nas redes sociais. O padrão, segundo as denúncias, se repete: a vítima vai até o local para concluir a compra e acaba sendo roubada. As publicações apontam que os criminosos estariam recorrendo a esses golpes como forma de levantar recursos, possivelmente com o objetivo de se capitalizar diante de uma eventual disputa com grupos rivais ligados ao Comando Vermelho. Ainda de acordo com os relatos, lideranças do tráfico na Serrinha teriam orientado anteriormente que os crimes fossem cometidos fora da comunidade. No entanto, diante de perdas recentes de integrantes, principalmente por prisões, os golpes teriam passado a ser uma alternativa por permitir que o dinheiro chegue diretamente aos chefes do grupo criminoso.









