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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

SUPOSTOS ATAQUES DO CV À MILÍCIA TERIAM DEIXADO BALEADOS E MORTOS EM JACAREPAGUÁ. VIDEOS

Circulam nas redes sociais informações de que ataques do Comando Vermelho a milicianos deixaram baleados e mortos na noite de hoje na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Os ataques ocorreram na Taquara e em Rio das Pedras. As informações aponta que ao menos sete milicianos foram baleados nos dois ataques. Três morreram e quatro ficaram feridos. O primeiro ataque teria ocorrido na Rua Nova, em Rio das Pedras; Quatro milicianos foram atingidos. Um deles, identificado como “Sandrinho”, foi atingido no ombro e morreu no hospital Outro, conhecido como “Pitomba” e apontado pela polícia como uma das lideranças da milícia, foi socorrido no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, junto com outros dois homens. Kauan de Oliveira Teles, de 26 anos, apontado pelas forças de segurança como um ex-miliciano que se aliou ao Comando Vermelho (CV) no início deste ano, divulgou nas redes sociais imagens de dois fuzis que teriam sido utilizados durante o ataque; Momentos depois, um novo ataque atribuído ao CV ocorreu na Rua Apiacás, na Taquara. Segundo informações preliminares, milicianos que estavam dentro de um carro foram cercados por soldados da facção. Dois morreram no local e um terceiro foi socorrido em estado gravíssimo para uma unidade de saúde. Soldados do CV festejaram nas redes sociais após o ataque. Criminosos publicaram imagens de fuzis que, segundo eles, teriam sido tomados dos milicianos durante a ação e exibiram o armamento nas redes sociais. O policiamento foi reforçado na região por equipes da Polícia Militar. A Polícia Civil investiga os ataques. Veja vídeos que foram exibidos nas redes sociais. INFORMAÇÕES DO JORNALISTA BRUNO ASSUNÇÃO

MILÍCIA QUIS TOMAR CONTA DA ÁGUA E DO GÁS EM BÚZIOS: GRUPO IMPUNHA FORNECEDORES, PREÇOS E COBRANÇAS A COMERCIANTE

Uma investigação da Polícia Civil, posteriormente analisada pela Justiça do Rio de Janeiro, revela uma atuação de milícia privada voltada ao controle econômico de comerciantes de água e gás em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o grupo não se limitava à cobrança de valores. Os integrantes são acusados de determinar de quem os comerciantes poderiam comprar mercadorias, impedir a entrada de produtos adquiridos em outros municípios, roubar cargas e impor aumento de preços para financiar a própria estrutura criminosa. Os detalhes aparecem no processo de habeas corpus nº 0033453-73.2026.8.19.0000, analisado pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. De acordo com a acusação, os episódios ocorreram principalmente entre os dias 3 e 10 de abril de 2026 e tiveram como alvo comerciantes que trabalhavam com a distribuição e revenda de botijões de gás e galões de água. BOTIJÕES DE GÁS VIRARAM ALVO DO GRUPO Um dos primeiros episódios relatados na investigação ocorreu em 3 de abril. Segundo a denúncia, W.G.O teria sido abordado por integrantes do grupo e ameaçado para que passasse a adquirir botijões de gás exclusivamente da Supergasbras. A ordem, segundo a acusação, vinha acompanhada de uma ameaça direta: caso o comerciante não obedecesse, sua mercadoria poderia ser subtraída. No mesmo dia, um segundo comerciante, identificado como José Roberto da Hora Mendes, teria sido abordado enquanto transportava sete botijões de gás adquiridos em Cabo Frio para revenda em Búzios. Segundo seu relato à polícia, dois homens que estavam em um Jeep Renegade prata interceptaram o comerciante e levaram os sete botijões. A justificativa apresentada pelos suspeitos, de acordo com a investigação, era que aqueles produtos não poderiam ser revendidos em Búzios porque haviam sido adquiridos fora dos fornecedores determinados pelo grupo. O caso, segundo o Ministério Público, não terminou com o roubo da carga. José Roberto teria passado a receber mensagens pelo WhatsApp nas quais era novamente advertido de que não poderia comercializar produtos comprados de fornecedores diferentes daqueles indicados pelos suspeitos. AMEAÇAS PARA CONTROLAR QUEM PODIA FORNECER GÁS A investigação aponta que a estratégia era mais ampla. No dia 7 de abril, R.R.O teria sido abordado e, segundo a acusação, recebeu uma determinação semelhante: comprar botijões exclusivamente dos depósitos Supergasbras ou Fontoura Gás. Caso desobedecesse, poderia sofrer prejuízos ou ter sua mercadoria subtraída. O padrão descrito pela investigação chama atenção porque indica uma tentativa de estabelecer controle sobre a origem das mercadorias que circulavam no município. Na prática, segundo a acusação, comerciantes seriam impedidos de buscar produtos onde encontrassem melhores condições comerciais e obrigados a seguir fornecedores previamente escolhidos pelo grupo. ÁGUA: O PRÓXIMO PASSO DO ESQUEMA A partir de 9 de abril, segundo a investigação, o foco também passou a ser o comércio de água. Nesse dia, quatro dos denunciados teriam comparecido ao estabelecimento Depósito JW Bebidas e Cia, localizado na Avenida José Bento Ribeiro Dantas, na Rasa. Segundo o relato da vítima J.W.C, os suspeitos determinaram que o preço dos galões de água fosse aumentado em R$ 2 por unidade. O dinheiro adicional, de acordo com a acusação, deveria ser repassado à organização. A alternativa apresentada ao comerciante seria ainda mais direta: passar a comprar os produtos diretamente dos integrantes do grupo. A ameaça, segundo a denúncia, era de que, caso não obedecesse, sua atividade comercial poderia ser inviabilizada. O mesmo procedimento teria sido aplicado contra outro comerciante, Doque dos Santos Machado. Segundo seu depoimento, os integrantes do grupo também exigiram o aumento de R$ 2 no preço de cada galão. O valor adicional deveria ser recolhido pela organização a cada viagem de entrega. Doque também teria relatado que recebeu novas cobranças por meio do WhatsApp. NÃO ERA APENAS EXTORSÃO: INVESTIGAÇÃO APONTA ESTRUTURA DE DOMÍNIO ECONÔMICO É justamente nesse ponto que a investigação ganha uma dimensão maior. Para o Ministério Público, os episódios não constituíam crimes isolados praticados por indivíduos sem conexão. A acusação sustenta que os denunciados constituíram e integraram uma milícia particular com a finalidade de praticar crimes patrimoniais, especialmente roubos e extorsões contra comerciantes de água e gás em Búzios. O objetivo apontado pela acusação era exercer uma forma de poder paralelo sobre um setor da economia local. O grupo, segundo o Ministério Público, teria utilizado ameaças para determinar: É uma dinâmica que ultrapassa a tradicional cobrança de dinheiro por proteção. A acusação descreve uma tentativa de interferir diretamente no funcionamento do mercado, criando regras próprias e utilizando a ameaça e a violência para obrigar comerciantes a cumpri-las. O JEEP RENEGADE QUE ENTROU NO RADAR DA POLÍCIA O veículo utilizado pelo grupo também acabou se tornando uma das peças importantes da investigação. Segundo os autos, aproximadamente 15 dias antes da prisão, a unidade policial já vinha recebendo denúncias sobre indivíduos que utilizavam um Jeep Renegade para abordar comerciantes e obrigá-los a comprar produtos exclusivamente de fornecedores determinados. No dia 10 de abril, por volta das 10h, policiais civis receberam informações do centro de monitoramento sobre o deslocamento do veículo, que já era investigado por suposto envolvimento em extorsões em Búzios. A equipe saiu de Cabo Frio em direção ao município e localizou o Renegade na Avenida José Bento Ribeiro Dantas, nas proximidades do bairro Marina. A abordagem foi realizada em conjunto com equipes da Polícia Militar. Dentro do veículo estavam, segundo os autos, Pablo, Gustavo e Matheus. DINHEIRO, CELULARES E ANOTAÇÕES COM DADOS DE COMERCIANTES A busca no veículo encontrou elementos que, segundo a investigação, reforçaram a suspeita de que havia uma estrutura organizada por trás das abordagens. Foram apreendidos sete aparelhos celulares, R$ 10.200 em dinheiro vivo e diversas anotações. Os registros continham, segundo os autos, endereços de estabelecimentos comerciais que trabalhavam com água e gás, valores, números de CNPJ e chaves Pix. O material passou a ser considerado pela acusação como indicativo de uma atividade organizada e contínua. Também foi apreendido com Pablo o valor de R$ 647 em espécie, apontado na investigação como possivelmente relacionado à atividade criminosa. Os três homens foram presos e conduzidos

MAPA DO CRIME EM GUERRA: CV EXPANDE DOMÍNIOS, ABRE NOVAS FRENTES PELO RIO E DIVERSIFICA NEGÓCIOS QUE MOVIMENTAM MILHÕES

Nos últimos anos, o Comando Vermelho ampliou significativamente seu poder no Rio de Janeiro, impulsionado principalmente pela tomada de territórios antes controlados por grupos rivais. Com o traficante Doca, do Complexo da Penha, apontado como principal liderança da facção nas ruas, o CV avançou sobre uma extensa área da Grande Jacarepaguá. A ofensiva atingiu comunidades como Barão, Bateau Mouche, Covanca, Teixeiras, Santa Maria, Chacrinha, Sítio Pai João, Morro do Banco, Muzema, Tijuquinha, Gardênia Azul, Cesar Maia, Fontela e Ipadu, entre outras áreas que estavam sob domínio de milicianos. Mais recentemente, a facção passou a dominar o bairro de Vargem Grande, também na Zona Sudoeste, após rivais do Terceiro Comando Puro aderirem à organização. Na Zona Norte, a facção também ampliou seu território. O CV avançou sobre o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, e sobre os morros do Fubá e do Campinho, áreas que estavam sob controle do Terceiro Comando Puro (TCP). Matérias recentemente divulgadas na imprensa apontam que a expansão do CV a busca criar corredores de passagem na Região Metropolitana para acessar os Portos do Rio, de Itaguaí e a Baía de Guanabara. 2. Os próximos alvos A política expansionista, porém, está longe de ter terminado. Um dos principais focos atuais é Rio das Pedras, em Jacarepaguá. A disputa pelo controle da região se intensificou nas últimas semanas após quase 20 milicianos, segundo relatos, deixarem a milícia e aderirem ao Comando Vermelho. A movimentação provocou uma escalada da tensão e aumentou a pressão da facção sobre um dos principais redutos milicianos da Zona Oeste. Rio das Pedras, no entanto, não é o único alvo. Comunidades da Zona Oeste controladas pela milícia ligada ao grupo conhecido como Bonde do Zinho/PL, como Antares, Carobinha, Barbante e Cachamorra, vêm sendo alvo de ataques recorrentes do Comando Vermelho, principalmente de criminosos ligados ao Bonde de Rio das Pedras. Na Zona Norte, o CV mantém a pressão sobre áreas da Tijuca controladas pelo TCP. Entre os territórios cobiçados estão os morros da Casa Branca, Cruz e Chácara do Céu, palcos de constantes tiroteios. Na Baixada Fluminense, outro foco de tensão está em Itaguaí, onde o Comando Vermelho disputa áreas com o TCP e grupos milicianos. Uma recente escalada da guerra na cidade deixou três mortos. Em Costa Barros, na Zona Norte, a disputa entre CV e TCP também permanece. A região está inserida em uma antiga guerra pelo controle dos complexos da Pedreira e do Chapadão, um dos principais pontos de conflito entre as duas facções. As comunidades do Bairro 13 e do Morro do Chaves chegaram a ser tomadas pela organização. 3. Uma guerra que provocou uma reação policial O avanço territorial do Comando Vermelho colocou a facção no centro de uma das maiores ofensivas de segurança pública do estado. As forças policiais passaram a concentrar esforços não apenas na prisão de traficantes, mas também na interrupção da estrutura logística e financeira que sustenta a expansão territorial do grupo. É nesse contexto que foi criada a Operação Contenção, voltada para frear o avanço do Comando Vermelho e atingir sua capacidade operacional e financeira. Até o momento, a operação já resultou em mais de 370 prisões e 137 criminosos mortos em confrontos, segundo os dados divulgados pelas autoridades. Também foram apreendidas cerca de 480 armas, incluindo aproximadamente 190 fuzis, além de mais de 51 mil munições. 4. O CV não vive apenas do tráfico Ao mesmo tempo em que amplia seu domínio territorial, o Comando Vermelho também diversifica suas atividades criminosas e busca novas fontes de financiamento. A facção deixou de depender exclusivamente do tráfico de drogas e passou a atuar em diferentes setores da economia ilegal. Entre as atividades estão complexos esquemas de lavagem de dinheiro, incluindo o uso de estruturas clandestinas ligadas à mineração de criptomoedas e fraudes bancárias. A facção também incorporou a tecnologia à sua atuação criminosa, utilizando drones em operações e confrontos, além de novas estratégias de intimidação e monitoramento dos territórios. Outra frente de expansão está na exploração de serviços e mercados ilegais. Criminosos ligados ao grupo passaram a controlar ou disputar a distribuição clandestina de internet e televisão por assinatura, além de cobrar taxas e praticar extorsões contra comerciantes e moradores de áreas sob sua influência. 5. Clubes, pousadas e outros negócios Outras frentes de exploração envolvem clubes e pousadas. Segundo investigações, criminosos exigiam o pagamento de taxas para permitir o funcionamento dos estabelecimentos, enquanto pessoas de confiança da organização criminosa teriam assumido informalmente a administração dos locais. A atuação incluiria o controle de eventos, movimentações financeiras e decisões internas, mesmo sem qualquer vínculo jurídico ou estatutário com as instituições. Os valores movimentados chamam atenção. Somente com a exploração de um clube e de uma pousada, a facção teria gerado R$ 11 milhões. No Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, uma estrutura criminosa investigada por ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico teria movimentado mais de R$ 453 milhões. 6. Uma estrutura que ultrapassa as fronteiras do Rio O Comando Vermelho também montou uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados. As investigações apontam ainda para possíveis relações de cooperação com organizações criminosas de outros estados, inclusive com indícios de aproximação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa estrutura permite que decisões estratégicas, recursos financeiros e alianças ultrapassem os limites das comunidades controladas pela facção no Rio de Janeiro. 7. Quem está no comando Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, investigações indicam que o traficante Marcinho VP continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção, sendo apontado como liderança do chamado conselho federal permanente do grupo. Segundo investigações, parentes do criminoso também teriam sido utilizados em operações relacionadas à lavagem de dinheiro da organização. Nas ruas, Doca é apontado como o principal homem do CV, mas outras figuras de destaque permanecem em liberdade. Entre elas estão Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, apontado como responsável pela gestão financeira do grupo, e Carlos da Costa Neves, o

GRANADA JOGADA DE DRONE FERIU MÃE E MENINA DE 11 ANOS NA TIJUCA

Mãe e filha ficam feridas com granada lançada por um drone no Rio de Janeiro. O fato ocorreu na comunidade da Chácara do Céu, na Tijuca, palco de guerra entre as facções criminosas Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro. Segundo relatos, os bandidos do CV usaram drones com granadas para atacar policiais militares na localidade. As vítimas ao ouvirem a explosão deitaram no chão para se proteger. Os estilhaços ficaram espalhados por toda a casa. A granada perfurou o teto. O fato ocorreu durante a madrugada. Já por volta da meia-noite, um intenso tiroteio se inicou na região com barulhos de tiros de armas pesadas. As informações são do repórter Jackson Silva

SÉRIE ESPECIAL: O cerco se fecha: CV avança enquanto milícias tentam conter a própria fragmentação

Nosso site inicia hoje uma série de artigos que pretende ajudar o leitor a compreender uma das disputas mais complexas do crime organizado no Rio de Janeiro: a guerra pelo controle de territórios entre milícias e facções criminosas. O primeiro capítulo do especial é dedicado às milícias — grupos que durante décadas construíram extensas áreas de influência na capital e na Baixada Fluminense e que, nos últimos anos, passaram a sofrer uma pressão cada vez maior do Comando Vermelho. A história das milícias no Rio, porém, está longe de ser marcada apenas pelo confronto com as facções. A fragmentação dos grupos, as disputas internas, as traições e as tentativas de formação de alianças também fazem parte dessa guerra. Da Liga da Justiça à milícia de PL Um dos principais grupos paramilitares atualmente existentes no Rio tem origem na antiga Liga da Justiça, organização criada nos anos 1990 pelos irmãos Natalino e Jerominho. Ao longo dos anos, a estrutura passou pelo controle de nomes que se tornaram conhecidos no submundo do crime do Rio, como os então policiais militares Batman e Toni Angelo e, posteriormente, os irmãos Carlinhos Três Pontes, Ecko — ambos já mortos — e Zinho. A área de influência do grupo se concentra principalmente em bairros da Zona Oeste, como Guaratiba, Campo Grande, Santa Cruz, Cosmos e Inhoaíba, alcançando também o município de Itaguaí. Atualmente, o comando está nas mãos de PL, que enfrenta uma situação cada vez mais complicada. Além das disputas internas, que já provocaram diversas mortes, o grupo vem sendo pressionado por sucessivos ataques do Comando Vermelho, que tenta avançar sobre territórios historicamente controlados por milicianos. Um dos principais braços dessa ofensiva é o Bonde do RD, comandado por um ex-miliciano que rompeu com o antigo grupo e passou a atuar ao lado do Comando Vermelho contra as milícias da Zona Oeste. A crise também provocou uma debandada de integrantes da própria organização de PL. Alguns deixaram a milícia e aderiram ao CV. Entre eles está Zero, que chegou a conceder entrevista desafiando publicamente PL, expondo o grau de tensão existente dentro da organização. Juninho Varão e a disputa pela Baixada Outro grupo de grande importância é o comandado por Juninho Varão. Sua principal área de influência está em Nova Iguaçu e Seropédica, na Baixada Fluminense, mas a organização ampliou seu território ao absorver a milícia do Guandu, em Santa Cruz, anteriormente comandada por Waguinho. A expansão de Varão acabou colocando o grupo em rota de colisão com a milícia de PL. Os dois grupos protagonizaram diversos confrontos no início deste ano, em uma disputa que deixou mortos tanto na Baixada Fluminense quanto na Zona Oeste do Rio. Varão também passou a controlar áreas que anteriormente estavam ligadas a Tandera, que durante anos foi apontado como um dos principais chefes de milícia da Baixada Fluminense e que teria desaparecido. A disputa demonstra como as fronteiras entre os diferentes grupos podem mudar rapidamente: territórios que antes pertenciam a uma organização passam para outra depois de mortes, rupturas ou acordos. Rio das Pedras: um território estratégico Em Jacarepaguá está uma das milícias mais tradicionais do Rio: a organização que atua em Rio das Pedras. O território se tornou um dos principais alvos do Comando Vermelho, interessado em ampliar sua presença na região e formar um cinturão de comunidades sob influência da facção. A milícia de Rio das Pedras é comandada por Taillon, filho de Barriga, um dos nomes históricos ligados à organização criminosa que durante décadas exerceu influência sobre a região. Diante da pressão do Comando Vermelho, a milícia teria buscado alianças com o Terceiro Comando Puro (TCP), principal rival do CV no Rio. A aproximação revela uma característica cada vez mais evidente da guerra no Rio: inimigos históricos podem se aproximar quando existe um adversário considerado ainda mais perigoso. Nos últimos anos, as milícias ficaram bem enfraquecidas na região Sudoeste do Rio. Os grupos paramilitares perderam várias áreas para o CV na Grande Jacarepaguá como Praça Seca, Tanque, Taquara, Vargem Pequena, Gardênia Azul, Itanhangá e para manter a sobrevivência se associaram ao TCP para manter territórios em Vargem Grande. Catiri e Curicica também estão na mira Outra milícia de grande importância está instalada no Catiri, em Bangu. O grupo é comandado por Montanha e também vem sendo alvo de ataques do Comando Vermelho nos últimos anos. Em Jacarepaguá, outro nome de destaque é Boto. A organização tem como principal área de atuação Curicica e, em determinado momento, também dominou o Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Assim como outros grupos paramilitares da Zona Oeste, Boto também enfrenta a pressão do Comando Vermelho, que tenta ampliar seus territórios na região. Uma união contra o CV é possível? Com o avanço do Comando Vermelho, surgiram recentemente rumores de que os principais grupos paramilitares poderiam tentar estabelecer uma espécie de união para enfrentar a facção. O problema é que essa não seria a primeira tentativa. Em diferentes momentos, chefes de milícia já ensaiaram aproximações para tentar conter o avanço do Comando Vermelho. Essas articulações, porém, esbarraram justamente em um dos principais problemas das próprias milícias: a disputa pelo controle de territórios e a rivalidade entre seus integrantes. No início deste ano, por exemplo, milicianos de Jacarepaguá entraram em guerra. Dois dos principais personagens daquela disputa, Fabi e Léo Problema, acabaram mortos. PL e Juninho Varão também chegaram a ensaiar uma aproximação, mas o acordo não prosperou após a morte de Jiraya, que foi fuzilado em Nova Iguaçu. O inimigo comum não elimina as velhas rivalidades A situação resume o atual cenário das milícias no Rio. De um lado, os grupos enfrentam um inimigo comum: o avanço do Comando Vermelho sobre territórios que durante anos estiveram sob domínio paramilitar. De outro, continuam existindo disputas internas, rivalidades antigas, interesses territoriais e conflitos pela sucessão de áreas deixadas por criminosos mortos, presos ou afastados. É justamente essa fragmentação que dificulta a formação de uma frente única contra o CV. A guerra, portanto, não acontece apenas entre milícias e facções. Ela também acontece

TERROR DE VOLTA: Granadas jogadas de drones e tiroteio intenso assustam mais uma vez moradores de Cordovil e Brás de Pina. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas. VIDEOS

A guerra dos drones voltou a assustar moradores da Zona Norte do Rio de Janeiro na tarde deste domingo. Vídeo que circulou nas redes sociais mostrou drones sobrevoando a comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, dominada pelo Comando Vermelho.; Segundo relatos, traficantes do Terceiro Comando Puro jogaram granada na localidade. O telhado de uma casa foi atingido mas ninguém se feriu.. Mas uma outra granada arremessada de drone atingiu um jovem de 28 anos que foi encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas, segundo apuração do repórter Bruno Assunção. Os bandidos do TCP também atacaram a tiros não só o Quitungo como também as comunidades da Tinta e do Dourados, em Cordovil. Um homem foi atingido.

Trabalhador foi torturado e decapitado após ir comprar drogas em favela rival a que realizava entregas em Caxias

Um entregador foi decapitado após ir comprar drogas em comunidade rival a que ele costumava frequentar em Duque de Caxias. Segundo relatos, o caso ocorreu na última quinta-feira (6). De acordo com que foi divulgado na página Portal D3 A Fênix, o rapaz, que não teve a identidade divulgada, foi até a comunidade do Dick, no Gramacho, dominada pelo Comando Vermelho, comprar drogas para consumo próprio. O rapaz era muito conhecido no bairro Pantanal, controlado pelo Terceiro Comando Puro, onde realizava entregas. Ele teria sido reconhecido como oriundo de uma comunidade rival e foi levado ao ‘tribunal do tráfico’ Teria sido torturado e decapitado A cabeça da vítima foi desovada na entrada da Avenida Gomes Freire, , local conhecido popularmente como Reta do Pantanal O caso segue sendo apurado e novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento. SAIBA MAIS: https://www.facebook.com/reel/2306046720155713

Ataque em Campos deixa dois mortos e três feridos. Uma das vítimas fatais é uma criança de cinco anos

Uma criança e um homem foram mortos outras três foram baleadas durante um ataque a tiros no final da tarde deste sábado (08/08), na Rua Bartolomeu Lizandro, no Parque São Matheus, em Guarus, Campos. Testemunhas informaram à Polícia que homens saíram de um carro modelo Creta, cor chumbo, e atiraram contra as vítimas que estavam em via pública. O menino de nome de iniciais B.L.O., de 5 anos, estava com seu pai passando pelo local e acabou levando um tiro na cabeça. Ele morreu após passar por cirurgia no Hospital Ferreira Machado.  A segunda vítima fatal foi Cristiano Ribeiro, de 37 anos (com passagem criminal). Ele morreu no local. Os três baleados foram: Vinicius De Souza Pinheiro, de 32 anos; Cristovão Paulo Pereira Armando, de 36 anos, (com passagem criminal); Mariana Rufino, de 18 anos. As três vítimas se encontram sendo submetidas a cirurgia no Hospital Ferreira Machado.  Policiais militares fazem buscas em Guarus na tentativa de localizar os autores dos tiros. A principal suspeita é de que ele sejam membros de uma facção criminosa.

QUE JUSTIÇA É ESSA? Tortura brutal com tijoladas, pauladas e ameaça de morte rende apenas 7 anos e 10 meses a traficantes; pena inicial era de 2 anos em regime aberto. Vítima gritou desesperada: “Me salva, me salva, eles vão me matar”

A Justiça aumentou em julho a pena de dois traficantes que cometeram uma tortura contra um homem em Campos dos Goytacazes. Mesmo assim a punição é irrisória pela gravidade do crime que praticaram: pegaram sete anos e 10 meses de prisão.  Antes, a condenação era ainda bem menor: só dois anos de cadeia e ainda em regime aberto. Segundo a denúncia, a vítima C.C. N Contou que já foi morador da Comunidade do Sapo II, dominada pela facção criminosa “TCP”.  A casa onde residia tinha visualização estratégica para uma boca de fumo.  Os traficantes agrediram o depoente e o expulsaram da localidade um ano antes das agressões.  Desde, então, passou a morar na rua. No dia dos fatos, retornou à Comunidade do Sapo II.  Usuário de drogas, foi à “boca de fumo”. Comprou um pino de cocaína, no valor de R$ 10,00, com os acusados, que estavam na companhia de uma adolescente. Deixou o local e consumiu a droga. Passado algum tempo, retomou ao local para comprar mais entorpecentes.  Nessa oportunidade, os traficantes perguntaram para a vítima: “Onde você está morando, você foi expulso daqui!”.   Ato seguinte, a menor passou a afirmar que o depoente era “X-9” e repassava informações da organização TCP para a facção criminosa rival – ADA.  A adolescente passou a atiçar os acusados para darem um “corretivo” no rapaz. Os bandidos determinaram que a vítima entrasse na casa que fica em frente à boca de fumo, onde havia outros dois criminosos.  . Os acusados, na companhia dos dois comparsas, mediante aponte ostensivo de arma de fogo e faca, trancaram o depoente no quintal e iniciaram a tortura com agressões consistentes em tijoladas na cabeça, pauladas, socos e pontapés, enquanto diziam: “Vamos matar ele!”.   Em dado momento do espancamento, percebeu que PMs estavam próximos ao local. Começou a gritar: “Me salva, me salva, eles vão me matar!”.   Os PMs detiveram os agressores. Os dois comparsas dos acusados lograram êxito na fuga.  A vítima conhecia a adolescente e um dos agressores da comunidade. Não sabe dizer como a menor ainda colabora com a traficância. O pai da garota foi executado pelos traficantes

PM morto após entrar em área do TCP deixou rastro de crise conjugal, suposta ameaça e uma pergunta sem resposta: por que foi na Maré?

Morto no ano passado no Complexo da Maré, o policial militar Gabriel Guimarães Sá Izaú passou as últimas horas de vida envolvido em uma sequência de acontecimentos que ainda deixa perguntas sem resposta para a investigação. Na noite anterior à sua morte, ele estava com a amante. . Na manhã seguinte, voltou à casa dela bastante agitado, com um arranhão no rosto, e contou que havia acabado de ter uma briga séria com a esposa. Segundo a amante, Gabriel afirmou que a mulher o havia ameaçado com uma faca e, naquele momento, chegou a perguntar se poderia morar com ela. Pouco depois, o policial deixou novamente a residência. Horas mais tarde, seria encontrado morto depois de entrar na Vila do João, em Duque de Caxias, área dominada por uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. O que levou Gabriel até a comunidade, porém, permanece como um dos principais mistérios do caso. Familiares e pessoas próximas afirmaram à polícia que ele não frequentava favelas, evitava passar por regiões próximas a comunidades e não tinha, segundo os depoimentos, amigos ou parentes conhecidos na Vila do João. A investigação resultou na denúncia do Ministério Público contra Nei da Conceição Cruz, o Facão, Marcelo Santos das Dores, o Menor P, Alexandre Ramos Nascimento, o Pescador e Michel de Souza Malveira, o Bill ou Mangolé, acusados de homicídio qualificado. A Justiça recebeu a denúncia e apontou a existência de prova da materialidade e de indícios suficientes de autoria. Na mesma decisão, o juiz destacou que, segundo os autos, Gabriel teria sido morto após um confronto violento em território dominado pela organização criminosa e que, depois do assassinato, terceiros ainda não identificados teriam retirado o corpo do local da morte e o levado para outra região, supostamente a mando dos denunciados, com o objetivo de dificultar a elucidação do crime. Mas os depoimentos reunidos na investigação mostram que, antes de chegar à comunidade, Gabriel também enfrentava uma grave crise na vida pessoal. PM passou a noite com amante e voltou agitado pela manhã A amante do PM contou à polícia que mantinha um relacionamento amoroso com Gabriel desde fevereiro de 2024. Quando os dois se conheceram, segundo ela, o policial afirmou ser divorciado. Em outubro daquele ano, porém, ela descobriu que ele continuava casado. A mulher afirmou que, ao descobrir a situação, procurou a esposa do PM , que confirmou o casamento com Gabriel. Caroline então tentou terminar o relacionamento, mas disse que o policial não aceitou e passou a persegui-la. Por causa disso, ela registrou uma ocorrência contra ele por stalking. Posteriormente, segundo amante, Gabriel voltou a procurá-la dizendo que havia se separado e que estava morando na casa da mãe. Ela então aceitou reatar o relacionamento. Na noite de 19 de julho de 2025, véspera da morte, os dois foram juntos à Rua Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, e depois seguiram para a casa da amante, onde dormiram. Na manhã do dia 20, Gabriel saiu da residência por volta das 8h. Cerca de meia hora depois, retornou inesperadamente. Foi quando a amante percebeu que ele estava bastante agitado e apresentava um arranhão na região do rosto. Segundo o depoimento, ela perguntou o que havia acontecido. Gabriel teria respondido que havia tido uma briga séria com a esposa e que ela o havia ameaçado com uma faca. Naquele momento, ainda segundo a amante, Gabriel perguntou se poderia morar com ela. A resposta foi negativa. a amante disse que havia acabado de descobrir que Gabriel continuava se relacionando com a esposa Depois da conversa, Gabriel a abraçou e saiu da residência sem dizer para onde iria. No dia seguinte, Caroline soube da morte do policial por meio de um amigo que também trabalhava no 17º BPM. Esposa diz que mandou Gabriel pegar as coisas e ir embora O depoimento da esposa apresenta outra parte da sequência que antecedeu a morte. Ela contou que conheceu Gabriel em 2010 e que os dois estavam juntos desde então. O casal tinha um filho de sete anos. Segundo Irlande, ela descobriu que o marido mantinha um relacionamento extraconjugal desde o início de 2024 depois de encontrar uma cópia de um registro de ocorrência no qual Gabriel aparecia como autor de stalking contra a amante Após descobrir a traição, Irlande afirmou que soube que o marido continuava mantendo o relacionamento com outra mulher. Apesar da crise, ela relatou que Gabriel era uma pessoa alegre e calma, não apresentava comportamento agressivo e dizia que gostaria de ter outro filho com ela. Na manhã de 20 de julho, dia da morte, Gabriel chegou à residência do casal por volta das 9h30, aparentando não ter dormido durante a noite. A esposa afirmou que, naquele momento, disse a ele: “Você pega as suas coisas e vai embora.” Gabriel teria tentado conversar, mas ela afirmou que não queria conversar naquele momento. A esposa então telefonou para o sogro pedindo que ele fosse até a residência. Pai encontrou o filho pouco antes da saída Abel contou que chegou à casa do casal logo depois e permaneceu no local aproximadamente até as 11h. Ele afirmou que não presenciou nenhuma discussão entre Gabriel e a esposa, mas foi informado por ela de que o relacionamento havia chegado ao fim. Quando deixou a residência, segundo o pai, Gabriel disse que iria “dar uma saída”. O pai aguardou aproximadamente cinco minutos e também deixou o imóvel, mas já não encontrou mais o filho. Depois disso, Gabriel não fez mais contato com familiares. Segundo a esposa o desaparecimento temporário chamou atenção porque não era comum o policial ficar tanto tempo sem manter contato com a família. Mãe diz que filho evitava comunidades A mãe de Gabriel, descreveu o filho como uma pessoa sorridente, equilibrada e “super calma”. Segundo ela, Gabriel era saudável, gostava de atividades físicas e não fazia uso de drogas ilícitas nem de medicamentos. A mãe também afirmou que ele tinha poucos amigos próximos que ela conhecia. Entre eles estavam uma pessoa chamada Marcelo, que trabalhava como

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