Um homem preso em outubro na comunidade da Tijuquinha no Itanhangá admitiu que trabalhava como cobrador de traficantes do Comando Vermelho em condomínios ao redor e tinha a incumbência de retirar as câmeras instaladas pela milícia para vigiar o tráfico.
Mas curiosa mesmo foi a história que contou sobre como decidiu ajudar o Comando Vermelho. Segundo ele, no 01/01/2025, após ter levado seu sobrinho no dia anterior à comunidade “Sítio Pai João, foi agredido por integrantes da milícia local na áreaconhecida como “Entrada 48”, tendo sua motocicleta quebrada;
Em razão da agressão sofrida, no mesmo dia, procurou um homem de vulgo “Gordinho” e se ofereceu para trabalhar para a facção criminosa do
“Comando Vermelho”, iniciando como olheiro da comunidade;
Atualmente sua função é gerenciar condomínios como zelador, trabalhando lá há mais ou menos seis meses.
Recebe o valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para gerenciar os condomínios como zelador; Disse que recebe em espécie através do dinheiro pago pelos condôminos para a manutenção do condomínio e pagamento de seu salário.
Não trabalha de carteira assinada. Utilizava parte do dinheiro arrecadado para a manutenção dos locais e o restante é enviado através de PIX, em uma conta do NUBANK, através da chave de e-mail condominionovo2930@gmail.com;
Contou ainda que também teve como tarefa retirar as câmeras de segurança das redondezas quando a facção do “Comando Vermelho” assumiu o controle da área;
Ao ser perguntado quem seria o criminoso de vulgo “Gordinho”, o depoente preferiu permanecer em silêncio;
Quando foi preso, estava com um revólver Taurus calibre 38, com numeração suprimida, e 42 munições, R$ 580,00 em espécie, 2 fichas preenchidas e 5 talonários de cobrança