O traficante que teve negado recentemente habeas corpus pelo STJ, que manteve sua transferência para uma penitenciária federal é suspeito de ser o mandante de dois homicídios mesmo estando preso, de acordo com a decisão do próprio órgão.
Segundo denúncia do Ministério Público Estadual do RJ, que constou no pedido de transferência para cadeia federal, mesmo segregado em unidade prisional estadual, o criminoso vulgo Playboy que é ligado ao Comando Vermelho teria participado como suposto mandante dos homicídios de Thiago Akira Miúra de Oliveira e Wellington de Freitas Ferraz ocorridos no contexto da disputa do comércio de drogas local com a organização criminosa auto intitulada “Terceiro Comando Puro (TCP)” e seus integrantes.
O preso teria, ainda, seu nome atrelado às investigações de homicídio(s) de Policiais Militares do Batalhão de Choque de Duque de Caxias/RJ”.
De acordo com o MPRJ, Playboy lideraria grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas, armas e prática de crimes violentos, com atuação em diversos bairros de Teresópolis/RJ. Para tanto, se utilizaria de aparelho de telefonia móvel e aplicativos de mensagens para coordenar o grupo”.
Segundo a decisão judicial, Playboy ostenta elevado grau de periculosidade, de modo que a custódia em unidade prisional estadual colocaria em risco a estabilidade da segurança pública estadual”.
No recurso em habeas corpus interposto junto ao STJ, a defesa de Playboy argumentou que não haveria justificativa para a transferência do preso, uma vez que além de ele não possuir infrações disciplinares, não foram apresentadas no processo provas indiscutíveis de sua participação como chefe de organização criminosa.
Playboy está preso desde 2021. Na época, foram divulgados trechos de áudios em que ele fazia ameaça a policiais.
“Não podem entrar na favela, que se eles tomarem um tiro dentro da favela não vai dar em nada. Se fosse o Choque (BPChoque) dava, mas eles (RECON) não dá, porque eles são a antiga “GTAN”, que o bagulho deles é a pista, a não ser que tivesse um carro roubado entrando na favela, aí daria, mas não teve”.