A Justiça decretou a prisão temporária de três homens suspeitos de envolvimento na morte da menina Valentina, de oito anos, na semana passada, em Nova Iguaçu,
Segundo os autos, inquérito policial tem por objeto a apuração de crime de latrocínio consumado, que vitimou a criança, além do crime de associação criminosa.
Os fatos ocorreram na noite de 11 de fevereiro de 2026. De acordo com o processo, as investigações apontam que os representados integrariam um grupo criminoso responsável por uma série de roubos de veículos na mesma data, utilizando um automóvel Toyota Corolla preto, placa RKL4C97 (previamente roubado), para interceptar as vítimas.
De acordo com os fatos narrados pela polícia, na Rua Nair Dias, em Nova Iguaçu, o grupo interceptou o motorista de um carro, que estava acompanhado de sua filha.
Após a abordagem, a vítima desembarcou do automóvel e pediu apenas para retirar a criança do banco do carona. Contudo, de forma injustificada, um dos agressores efetuou um disparo de arma de fogo que transfixou o para-brisa e atingiu a cabeça da menor.
Os autores fugiram do local sem realizar a subtração do bem, enquanto a criança, após socorro médico, acabou vindo a óbito no hospital.
Segundo o processso, a qualificação dos investigados foi obtida por meio de diligências de campo e oitivas de testemunhas.
Tais indícios podem ser extraídos dos autos de reconhecimento, das imagens de segurança e dos depoimentos colhidos, os quais comprovam que os representados utilizavam o veículo Corolla roubado para a prática de crimes patrimoniais com emprego de violência, culminando no disparo fatal contra a menor, na noite de 11/02/2026.
Os ajutos apontam ainda que após informações anônimas, a testemunha W.O.S.A morador da Comunidade do Castelar, foi conduzida à delegacia e afirmou ter identificado dois dos suspeitos (Lucas Pereira dos Santos Plínio e João Vítor Teixeira Araújo)_ a partir de imagens do crime nas redes sociais, reconhecendo-os como os indivíduos que desembarcaram do veículo Corolla no momento da ação criminosa.
Os autos dizem ainda que a testemunha acrescentou que o investigado Weslley Oliveira Souza (vulgo “Caveirinha”) também integra o grupo criminoso, estaria em uso de tornozeleira eletrônica e, após ter sido expulso da Comunidade do Castelar, estaria residindo na Comunidade do Chapadão, local onde um dos veículos roubados foi identificado por rastreador.
