A Polícia Civil flagrou no celular de um traficante do bando de Peixão, vulgo Pensador, a existência de uma robusta associação para o tráfico de drogas no Complexo de Israel, com evidente dominação territorial, mas identificar boa parte de seus integrantes e confirmar o modus operandi identificado nas operações realizadas pelas forças policiais.
Foram identificados diversos grupos ligados a atividade criminosa, e em especial ao tráfico de drogas.
Os agentes encontraram por exemplo o grupo de WhatsApp denominado BTB DE ISRAEL (“BTB” é sigla de “Bonde dos Taca Bala”), que representa uma verdadeira central de gestão da facção criminosa que domina o tráfico de drogas no Complexo de Israel.
Neste grupo devidamente organizado foram encontradas ordens de caráter geral, ordens sobre a comercialização de drogas e determinação de escalas de plantões em pontos de comercialização de drogas (bocas), pontos de visão (monitoramento), e pontos de contenção (segurança armada), além de ordens para ataques às forças policiais, e organização da população civil contra a polícia.
No mesmo grupo, os subordinados enviam mensagens referentes ao monitoramento da comunidade, movimentação de viaturas policiais e sobre
comercialização de drogas.
Os integrantes do grupo monitoram toda a atuação das forças de segurança pública próxima ao Complexo de Israel, e em localidades ligadas à liderança “Peixão”.

Não só a movimentação de agentes do Estado é assunto do grupo. Os integrantes também discutem as táticas de defesa dos territórios que dominam, que são comumente realizadas com barricadas formadas por paus, pedras, crateras, veículos e pneus incendiados, além de outros objetos.

Até mesmo ordem para que os policiais sejam atingidos por disparos de fuzis calibre 7,62mm.

Chama a atenção também as estratégias utilizadas pelos traficantes para obstruir as operações policiais em curso. Observa-se ordens para que a
população civil das comunidades organize protestos contra a polícia, além de ordens para incendiar ônibus.


Destaca-se que todas as mensagens mencionadas foram enviadas no referido grupo durante a já mencionada operação policial da DRFC do dia 10 de
outubro de 2024, responsável por apreender o aparelho celular de Pensador, de onde foram extraídas as conversas.
O grupo possui 164 membros, mas nem todos foram identificados. A autoridade policial, através do cruzamento de dados como titularidade dos tterminais, utilização dos números de telefone como chaves PIX, anotações criminais e fotografias, conseguiu identificar e qualificar 71 integrantes da malta, a seguir separados pelos territórios em que atuam.
FONTE: Polícia Civil do RJ