Um dos roubos perpetrados pela quadrilha de Caio Coreto, preso hoje apontado como o maior ladrão de bancos do Rio, foi no dia 26 de setembro de 2024, por volta de 08h da manhã, na agência do Banco do Brasil, situada na Rua Capitão Félix, nº 121, em Benfica.
Coreto e um comparsa ameaçaram com armas de fogo o gerente e um vigilante tencionando subtrair os valores depositados nos cofres da tesouraria, abordaram as vítimas e anunciaram o roubo.
O crime, entretanto, não se consumou porque gerente conseguiu se evadir e trancar-se no interior da agência.
Consta nos autos da investigação policial que os denunciados e seus comparsas, do executaram um plano de delito minuciosamente elaborado em que cada um dos coautores atuou em tarefas específicas, perfeitamente identificadas no relatório de imagens produzido por agente da DRF – Delegacia de Roubos e Furtos, que integra o procedimento investigatório.
Os denunciados chegaram à agência minutos antes do gerente-geral e se posicionaram no hall dos caixas eletetrônicos, simulando utilizar os terminais como se clientes fossem.
Ao perceberem a entrada do mencionado funcionário, que estava acompanhado do vigilante, desarmado e paisano, deram início à execução do roubo.
Caio sacou uma pistola e caminhou na direção do gerente. Este, ao perceber a aproximação do roubador, se evadiu para o interior da agência e trancou a porta de acesso. O comparsa colocou uma das mãos na mochila que trazia consigo e, simulando portar arma defogo, abordou o vigilante afirmando: “isso é um assalto”.
Após terem a consumação do plano criminoso frustrada pela rápida reação do gerente-geral, os autores do crime, com apoio de motociclistas não identificados, evadiram-se do local, tomando rumo ignorado.
Outro roubo da quadirlha ocorreu em 25 de janeiro de 2024 em uma agência do Banco do Brasil na Tijuca.
Um funcionário disse que quando chegou para trabalhar viu oito colegas de trabalho rendidos
Um bandido determinou que seguisse o procedimento padrão para abertura do cofre. O funcionário desarmou o alarme que fica ao lado da recepção para evitar que houvesse disparo quando entrasse na sala do cofre;
Em seguida, foi até a sala de uma gerente para pegar em uma das gavetas as chaves de acesso a tesouraria.
Depois foi até o cofre, inseriu a chave, digitaram a senha sendo necessário aguardar 15 minutos para o cofre abrir.
Durante todo o decorrer do roubo, o bandido a todo momento ficava conversando com alguém ao telefone celular e com a mão esquerda no interior da mochila, como se estivesse portando uma arma de fogo;.
Na conversa, ele recebia informações de como estava o ambiente na parte externa da agência, passava detalhes do que estava acontecendo dentro da agência e foi orientado a perguntar se havia moeda estrangeira e se estava no cofre ou no caixa eletrônico;
O assaltante abaixou a máscara para falar ao celular, momento em que o funcionário chegou a ver a fisionomia dele;
Assim que o cofre abriu ordenou que o funcionário pegasse todas as cédulas e colasse na na bolsa. Foram roubadas cédulas de R$ 2,00, R$ 5,00, R$ 10,00, R$ 20,00, R$ 50,00 e R$ 100,00, além de dólar e euro.
O funcionário foi obrigado a pegar a chave de abertura dos caixas eletrônicos (fica dentro do cofre), desarmar o alarme e digitar a senha para abertura dos terminais de auto atendimento.
Lhe foi perguntado qual deles tinha mais dinheiro, respondeu que não sabia e optou por abrir o primeiro depois da porta pois era de mais fácil acesso. Foram subtraídas cédulas R$ 10,00, R$ 20,00, R$ 50,00 e R$ 100,00, além de um cassete de rejeição, com notas danificadas/dilacerada.
Após roubar todo o dinheiro, o autor retirou da mochila um revólver preto com cabo de madeira e colocou na cintura, virou as costas, acelerou o passo e falou ao telefone que já estava saindo;
FONTE: MPRJ e Polícia Civil