Depois de quase seis anos, a Justiça do Rio abriu processo contra o traficante Peixão e seus comparsas João Careca e Mia ou Jeremias por um homicídio cometido em 2020 mas não decretou a prisão dos suspeitos.
Segundos os autos, a mãe da vítima afrmou que no dia dos fatos, seu filho havia combinado de buscá-la no ponto de ônibus, o que não aconteceu e que após contato com a sua nora ficou sabendo que ele havia saído de casa por volta das 17:30 para assistir um jogo de futebol na rua Vila Nova.
Ao procurar por informações na comunidade soube que “João Careca” havia pedido carona para a vítima e, que em 05/04/2020, por volta das 10 horas, percebeu uma movimentação de pessoas gritando e chorando, quando tomou conhecimento de que seu filho havia sido morto.
Em depoimento extrajudicial, o primo da vítima afirmou que 20 ou 30 dias antes do desaparecimento da vítima, esta lhe confessou que, durante uma partida de futebol, havia se desentendido com o denunciado “Jeremias ou Mia”.
Para não decretar a prisão dos suspeitos, a Justiça argumentou que ainda que tenha restada demonstrada a materialidade delitiva e haja indícios de autoria, tem-se que os fatos a eles imputados datam de 04 de abril de 2020, demonstrando a ausência do requisito de contemporaneidade
” A decisão que decretar a prisão preventiva deve ser motivada e fundamentada em receio de perigo e existência concreta de fatos novos ou contemporâneos que justifiquem a aplicação da medida adotada”., diz o juiz,