Leia como ocorreu um ‘tribunal’ do CV contra duas mulheres que foram obrigadas a fornecer informações sobre integrantes do PCC no Pará
Nos dia 28 e 29 de julho de 2025, integrantes do Comando Vermelho torturaram duas mulheres no Pará para obter informações sobre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). . Os alvos foram obrigados a fornecerem os dados de suas redes sociais, além de passarem por “julgamento” de suas ações. Temendo por sua vida, as vítimas prestaram informações aos acusados, de nome e residência de integrantes do PCC, o que resultou na execução de uma delas. Narra-se que no dia 28 de julho de 2025, duas mulheres encontravam-se em um passeio de Catamarã no Rio Araguaia, quando um homem conhhecido como LK chamou as duas Nome, para ingerirem bebidas alcoólicas, fazendo uma “resenha”. As vítimas aceitaram o convite, tendo o dono da casa ido busca-las em uma motocicleta e as levado para sua residência, onde também estava outros indivíduos.. Ao chegaram no local, um dos homens chamou a moça chamou a moça para conversar no quarto. Na ocasião, ordenou, mediante ameaças de mal injusto, que ela acessasse a rede social Instagram do aparelho celular do indivíduo que estava no local, tendo ela acatado. Outrossim, também levaram outra moça para o quarto, obrigando-a e entregar o aparelho celular e fornecer a senha, passando a procurar fotos e conversas que comprovassem que ela estava se relacionando com indivíduos de facção criminosa diversa. Na ocasião, um dos suspeitos encontrou informações de que uma das moças estava mantendo conversas com indivíduos de facção diversa, a saber, do PCC. Logo após, o homem iniciou uma videochamada com outros indivíduos, que começaram a questionar se a moça conhecia um indivíduo vulgo Salsicha, bem como, onde ele morava, ameaçando-a de morte para revelar as informações, chegando a ameaçar cortar os dedos da mesma, a qual, desesperada, pedia que parassem com aquilo. Em cárcere privado e mediante as ameaças, a vítima revelou que conhecia Salsicha e que ele andava com outras pessoas supostamente ligadas ao PCC, indicando onde moravam e trabalhavam. As moças foram levadas para um acampamento na região da Geovamira, onde estavam mais quatro indivíduos, no total 07, sendo que 04 estavam armados, os quais passaram a conversar e se gabar da morte de um homem conhecido como Blander, Na sequência, no acampamento, iniciou-se o “tribunal” da s vítimas através de videodeochamda, onde participavam os integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. Na oportunidade, incluíram uma das moças na chamada e falaram que não iriam fazer nada com ela, mas que se ela contasse algo para alguém iria ser morta junto com sua família. Na sequência, a outra mulher, que encontrava-se amarrada nas mãos e pés, foi penalizada com um tiro na perna, em razão de estar mantendo contado com indivíduos de facção criminosa rival – PCC. As vítimas foram mantidas em privação de liberdade, no acampamento, até por volta das 18h, hora em que um das moças foi levada até o Hospital Regional ferida com um tiro na perna, foi levada por um mototaxista, Ao chegarem no Hospital Regional para atendimento, a equipe médica acionou a Polícia, que deslocou-se ao local e apurou os fatos. Em sede policial as vítimas reconheceram um homem como o indivíduo que as levou para a residência onde foram mantidas em cárcere por ele, além de ter saído da residência durante a madrugada e ter retornado se gabando de ter praticado um homicídio. Outrossim, reconheceram o acusado como a pessoa que efetuou o disparo de arma de fogo contra uma das moças, além de ter efetuado o pagamento ao moto taxista para leva-la ao hospital. Reconheceram ainda os acusados Nome, Nomee NomePEREIRA como os indivíduos que estavam no acampamento onde foram mantidas sob cárcere privado e participaram do “tribunal do crime”. Ainda em sede policial, apurou-se que na madrugada do dia 29/07/2025, por volta das 05h05min.,, houve a execução à tiros da vítima Blander , que estava dormindo no local e foi surpreendido por indivíduos que efetuaram diversos disparos em sua direção. A execução de Blander está correlacionada com as informações passadas por uma das moças torturadas referente a facções criminosas rivais envolvendo o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), pelo domínio do tráfico de drogas na cidade de Conceição do Araguaia/PA. FONTE: TJ-PA



