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Traficantes do CV são suspeitos de matar motorista da Prefeitura de Búzios por causa de dívida de drogas, diz Justiça

A Justiça decretou ontem a prisão de um traficante do Comando Vermelho vulgo Zóio, suspeito de ser um dos executores de um homicídio cometido na cidade de Armação de Búzios, na Região dos Lagos. A vítima era motorista da Prefeitura. O bandido já estava preso. Segundo os autos, os mandantes do crime teriam sido os bandidos conhecidos como Novinho e DG. Zóio teria sido um dos executores junto com GB, Baiano e um adolescente vulgo Cocão. De acordo com a decisão judicial, houve rumores de que a vítima poderia ter sido confundida com um informante do traficante “Macaco”, vinculado à facção rival TCP, hipótese que não foi descartada nas apurações iniciais, embora as confissões posteriores tenham confirmado que a motivação principal foi uma dívida de drogas no valor aproximado de R$ 3.000,00 entre a vítima e o grupo liderado por “Novinho. Um PM disse que a vítima Geovan estava na construção de uma casa quando três indivíduos chegaram ao local, chamaram ele e, após breve diálogo, passaram a efetuar disparos de arma de fogo, perseguindo-o pela via pública até sua morte. A esposa da vítima, afirmou que convivia há 14 anos com Geovan, descrevendo-o como homem trabalhador, sem envolvimento com o tráfico ou uso de drogas. Declarou ainda que não possuía a senha de desbloqueio do celular apreendido da vítima, que trabalhava como motorista da Prefeitura de Armação dos Búzios e que desconhecia qualquer ameaça recente. Duas outras testemunhas disseram que Geovan estava na obra para ajudar no “virar laje”, quando três indivíduos chegaram perguntando “quem é o Du Mato”, chamando-o para fora e, em seguida, abriram fogo contra ele, sem subtraírem qualquer pertence. Ambos relataram que os autores ameaçaram os presentes, advertindo que, se alguém “abrisse o bico”, seria morto, o que explica o posterior temor das testemunhas em proceder ao reconhecimento fotográfico dos autores. No curso das investigações, Zóio foi preso em flagrante por tráfico e porte de arma, (APF ) ocasião em que confessou espontaneamente a autoria do homicídio, relatando que a decisão de matar Geonva partiu dele próprio, tendo solicitado autorização das lideranças da facção via grupo de WhatsApp, sendo prontamente autorizado por “DG e Novinho. Mencionou falsamente os nomes de “RD” e “Miguel”, indivíduos não identificados e sem relação com o fato.As diligências seguintes comprovaram que, possivelmente, Zóio utilizou tais nomes para encobrir os reais comparsas, identificados posteriormente como GB e Cocão. Relatou que vendeu as drogas que originaram a dívida, que a vítima devia cerca de R$ 3.000,00, e que, no dia do crime, foi até o local acompanhado de dois comparsas, todos armados ¿ ele com um revólver calibre .38 e os outros com pistolas 9mm. Descreveram que chamaram a vítima para conversar e, ao perceberem sua tentativa de fuga, efetuaram aproximadamente dez disparos. O adolescente, enteado de Zóio, também confessou participação, afirmando que foi coagido pelo padrasto a participar da execução sob ameaça de morte. Disse que portava um revólver calibre .38 e, após ver a vítima cair, efetuou dois disparos na região do rosto de Geovan, confirmando ainda a presença de “GB” e “Baiano” . Declarou não saber o motivo exato, mas acreditava tratar-se de “guerra de facções”. Com base nessas informações, equipes da 127ª DP e da P2 do 25º BPM também prenderam Baiano. Durante sua prisão, ele portava 28 pinos de cocaína e admitiu participação no homicídio, esclarecendo em detalhes a dinâmica completa do crime. Disse que recebeu ordem direta de “DG”, por orientação do “patrão” “Novinho”, para “pegar um homem e trazê-lo para o Sem Terra”, sob o pretexto de que este informaria paradeiro de integrantes do TCP. Informou que se encontrou inicialmente com Cocão na Praça do INEFI, de onde ambos desceram a pé pela Avenida José Bento Ribeiro Dantas até a localidade da Marina, encontrando Zóio e GB já posicionados. No local, receberam três armas de fogo ¿ dois revólveres calibre .38 (um de cano curto e outro longo) e uma pistola preta. Segundo Baiano, Zóio ficou com a pistola, Cocão com o revólver de cano curto e GB com o revólver de cano longo, enquanto ele permaneceu em ponto estratégico, na esquina, fazendo a contenção e observação do movimento policial . Narrando a sequência dos fatos, Baiano disse que os três executores seguiram até o local onde Geovan se encontrava, ouviu em seguida diversos disparos e, logo depois, viu os comparsas retornarem correndo. No trajeto de fuga, Cocão comentou que havia descarregado o revólver no rosto da vítima, enquanto Zóio e GB afirmaram também terem descarregado suas armas. Todos fugiram a pé pela mesma rota, seguindo depois para a Praia da Ponta do Pai Vitório. Posteriormente, Baiano reconheceu por fotografia o revólver de cano longo preto calibre .38 utilizado no crime, informando que tal arma estava sob posse de GB no momento da execução, sendo este armamento posteriormente apreendido em outro procedimento policial (013-04475/2024).GB, por sua vez, negou envolvimento, alegando que estava em um lava-jato durante o crime. Segundo o setor de inteligência da 127 DP, Novinho o dono do movimento (patrão) e DG seu imediato em hierarquia, gerenciando o tráfico na localidade. Ambos já são conhecidos pelos agentes das forças de segurança, tanto da polícia civil quanto da polícia militar. Cabe destacar que duas testemunhas foram novamente intimadas para reconhecimento formal dos autores, mas preferiram não fazê-lo alegando falta de condições visuais, o que se entende como reflexo do temor decorrente das ameaças proferidas durante o crime.”

PF prendeu sete PMs suspeitos de facilitar a vida de traficantes e milicianos

Na manhã desta quarta-feira, 11/3, a Polícia Federal deflagrou a 3ª fase da Operação Anomalia, visando desmantelar um núcleo composto por policiais militares do estado do Rio de Janeiro, cooptados por grupos criminosos violentos em atividade na região. Sete foram presos,. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro (Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz), Nova Iguaçu/RJ e Nilópolis/RJ. O STF também determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados, bem como o afastamento do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Corregedoria da PMERJ. Os elementos probatórios colhidos durante as apurações revelaram que os policiais militares alvos da operação se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado. A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito. A operação é fruto das apurações conduzidas pela Força-Tarefa Missão Redentor II, que consolida as diretrizes do Supremo Tribunal Federal em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635. A ação estabelece a atuação uniforme da PF na produção de inteligência para neutralizar facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, promovendo a asfixia financeira de tais organizações e o corte sumário de suas conexões com agentes do Estado. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais. O material apreendido durante as buscas será submetido à análise, com vistas à identificação de possíveis outros agentes envolvidos no esquema.

PM é suspeito de ir com criminosos a casa de um homem cobrar uma suposta dívida em Três Rios. Bandidos disseram que iam matar vítima mas acabaram presos

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, há um mês, homens acompanhados de um PM foram até a casa de uma pessoa em Três Rios, no interior fluminense, e forçaram ela a pagar uma suposta dívida de um credor não identificado. Os autos dizem que um dos suspeitos vestia um colete da DRACO (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais da Polícia Civil fluminense) e outro tinha arma de fogo e distintivo da PMERJ. Os suspeitos chamaram o alvo pelo nome e iiniciaram conversa intimidatória, afirmando estarem a sua procura desde cedo e insinuaram terem sido contratados para matá-la, revelou a decisão judicial. Durante toda a ação, os agentes fizeram contato telefônico com terceiros, alegando que a vítima mantinha dívida com pessoa que eles não quiseram identificar. Em determinado momento, os suspeitos tiraram foto da vítima, enviaram a terceira pessoa, que afirmou que o alvo era a pessoa a qual ele havia os contratado para matar. A vítima, amedrontada, informou aos homens que a casa havia câmeras de segurança vigiadas pela Guarda Municipal, momento em que eles reforçaram as ameaças e disseram que “teriam mesmo que matá-lo”. O alvo implorou para não ser morto, mas os suspeitos disseram que a única forma de resolver a situação seria se a vítima os pagasse para que eles matassem quem os contratou para matá-la. No fim, os suspeitos acabaram indo embora porque não encontraram um HD mas disseram , seguintes palavras “nós vamos embora, mas eles vão ter que nos pagar, pois deram fita errada”. A esposa da vítima, que estava na casa, solicitou ajuda de um conhecido, que acionou a Polícia Militar. Os policiais foram ao local e encontraram os suspeitos denunciados ainda na residência. Três suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público. Dolis deles eram conhecidso como Jorgin e Japão. Sobre o PM, foi requerida cópia dos autos com remessa à Auditoria da Justiça Militar. Isto porque, o flagranteado praticou os crimes utilizando arma de fogo municiada e distintivo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

O dia em que um policial civl de SP foi esfaqueado na Tijuca ao tentar defender um amigo que por pouco não levou uma pedrada. Alvo disse que ele e o namorado eram perseguidos pelo autor devido a ciúmes

Esse fato aqui ocorreu em janeiro na Tijuca e não foi notícia na imprensa carioca. No dia 17 daquele mês, um homem foi detido por populares na Rua Carlos Vasconcelos suspeito de esfaquear um policial civil de São Paulo, que levou dois golpes nas costas. O acusado foi preso e a faca apreendida, segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. . A vítima foi socorrida ao Hospital Souza Aguiar, onde permaneceu internada, de acordo com os autos. O processo informa que. na delegacia, o amigo do policial afirmou que ele ele e seu namorado vinham sendo perseguidos pelo autor desde o mês de maio de 2025. Naquele mês, o casal registrou ocorrência pelos crimes de lesão corporal e perseguição, conforme procedimento nº 019-06211/2024, do qual foi originado o processo nº 0121140-56.2024.8.19.0001, em trâmite no 8º Juizado Especial Criminal. No processo, foi solicitada medida protetiva de urgência visando ao afastamento do acusado. O autor das facadas manteve anteriormente relacionamento amoroso com o namorado do amigo do policial, que disse acreditar que a motivação dos fatos seja ciúme, O acusado utilizava um perfil na rede social Instagram, por meio do qual acompanha constantemente as movimentações do rapaz, visualizando e curtindo suas postagens; Em outubro de 2025, o rapaz já tinha sido agredido fisicamente, ameaçado e teve seu aparelho celular roubado pelo autor, que costumava permanecer nas imediações da residência do rapaz, como também do seu namorado. No dia da facada, o autor chegou a arremessar uma pedra na direção do alvo, que estava na companhia do policial O agente paulista desembarcou do veículo e correu em direção ao autor, ocasião em que ambos entraram em luta corporal. O policial encontrava-se desarmado, enquanto o agressor possuía uma faca, pedra, e caco de vidro em sua mochila. O suspeito tentou matar o policial e buscou desferir um golpe de faca na região do pescoço doa gente, que conseguiu se esquivar, sendo, contudo, atingido duas vezes na região supraescapular das costas. O autor quebrou os óculos do policial e prosseguiu com as agressões, demonstrando intenção de matá-lo. O rapaz que era alvo acionou a Polícia Militar. Antes da chegada da guarnição, um outro policial, armado com uma pistola, apareceu no local e conteve agressor, ordenando que permanecesse parado. O acusado sentou-se no local até a chegada da Polícia Militar, que o conduziu para a delegacia O policial foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar por ambulância do Corpo de Bombeiros Militar. O alvo faz uso de muletas em razão de lesão bilateral no tendão de Aquiles e no joelho, esta última causada anteriormente por autor. O rapaz disse ainda que teme por sua integridade física e vida;

PM leva a conselho de disciplina que pode expulsar PM suspeito de envolvimento com milícia em Belford Roxo

A Polícia Militar decidiu submeter a conselho de disciplina, que pode levar a expulsão de seus quadros, de um terceiro sargento conhecido como Professor Gilmar. Segundo o boletim interno da PMERJ, ele é suspeito de quando servia no 39o BPM de envolvimento na milícia liderada por Cabeça de Ouro. que atuava nos Bairro Wona, Lote XV e Vale das Pedras, no Município de Belford Roxo/RJ, e no Bairro Pantanal, localizado em Duque de Caxias/RJ. De acordo com o documento, cabia a ele o repasse das informações de caráter sigiloso sobre os dias, horários e locais de operações policiais, bem como providenciar suportes aos demais partícipes da organização criminosa, osquais tinham a incumbência de praticar extorsões, torturas e execuções contra comerciantes e mototaxistas que atuavam nas áreas de domínio do grupo. “verifica-se que os atos praticados pelo PM revelam atitudes incompatíveis com a condição de policial militar”, diz o boletim. A corporação considera o envolvimento de integrantes do órgão em organização criminosa, milícia ou grupo de extermínio transgressão de disciplina de natureza grave.

Traficantes do TCP e milicianos se uniram para retomar comunidade de Curicica que está com o CV, diz Justiça

A Justiça informou que traficantes do Complexo da Serrinha, em Madureira, e milicianos da comunidade Renasecer, em Jacarepaguá, trocaram tiros com PMs na semana passada quando pretendiam atacar a Vila Sapê, em Curicica, tomada pelo Comando Vermelho. No tiroteio, dois bandidos morreram, entre eles Michel Ferreira Menezes, irmão do conhecido miliciano Macaquinho, que comandava os morros do Fuba e do Campinho, e Gabriel Oliveira Patrick Costa, integrante do tráfico na Serrinha. Segundo a denúncia, no dia 06/03/2026, sexta-feira, por volta das 09h20min, PMs foram avistar uma denuncia de guerra entre facções na Comunidade da Vila Sape, Curicica – RJ. A sala de operações informou que os meliantes estavam em dois Fiat Argo. Haviam cerca de 20 crimonosos armados com fuzis e pistolas.Os PMs deram ordem de parada aos dois veículos, o qual não foi obedecida. Houve perseguição momento que ocupantes de um dos carros efetuaram disparos contra a equipe, que revidou. Os bandidos continuaram a atirar. Um dos carros colidiu com o meio-fio, momento em que a guarnição desembarcou e conseguiu fazer o cerco na Avenida Adalto Botelho, esquina com Rua da Creche, Curicica ¿ RJ. Haviam cinco suspeitos no carro que ao serem abordados os meliantes dosseram: “Perdemos, perdemos meu chefe”. Com os criminosos, foram apreendidos uma pistola, quatro fuzis, além de radiotransmissores, carregadores e telefones celulares. Juntos, os PMs envolvidos na ocorrência efetuaram 76 disparos de fuzil. A guarnição não portava câmera corporal, tendo em vista que havia solenidade no batalhão e a guarnição aguardava a solenidade no pátio, até que chegou a informação de prioridade, momento em que saíram em apoio de forma emergencial. “os presos, em tese, integravam grupo numeroso de indivíduos armados que se deslocavam em veículos pela região da Comunidade da Vila Sapé, local marcado por disputa territorial entre facções criminosas, com o propósito de participar de confronto armado”, dizem autos.

Boneco do Andarai foi morto em confronto com a PM

Na noite deste domingo (08/03), ação do BOPE e da Subsecretaria de Inteligência no Morro do Andarai terminou em confronto com criminosos. O chefe do tráfico na favela, vulgo Boneco e um de seus seguranças morreram. Um fuzil e uma pistola foram apreendidos. Durante a ação, as equipes foram atacadas por soldados do CV armados e houve confronto. Ele foi baleado, socorrido ao Hospital Municipal do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos. Um criminoso apontado como seu segurança também foi baleado e levado para a mesma unidade. Boneco estava foragido desde 2019, quando não retornou ao presídio após saída temporária. Ele cumpria pena pela morte do policial civil André Gustavo Lopes da Rocha, assassinado em 2008, no Grajaú, e tinha diversas anotações criminais por tráfico de drogas, associação criminosa, homicídio, latrocínio e roubo de veículos. O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital.

Quatro suspeitos de estupro coletivo contra uma menina de 13 anos em Valença foram presos

Quatro pessoas foram presas neste domingo (8), suspeitas de envolvimento em um estupro coletivo contra uma adolescente de 13 anos em Valença. Entre os presos estão três homens, de 18, 23 e 26 anos, e uma mulher de 19 anos, apontada como responsável por levar a vítima até o local onde o crime aconteceu. Na investigação, há um quinto suspeito ainda não foi localizado. De acordo com a Polícia Militar, as equipes foram acionadas após um casal procurar ajuda e relatar o ocorrido com a adolescente. Segundo o depoimento da vítima, ela teria sido levada por uma mulher de 19 anos em um carro por aplicativo até o bairro São Francisco, onde foi submetida ao estupro praticado por quatro homens. Após o ocorrido, os suspeitos ainda teriam feito ameaças para que ela não revelasse o que havia acontecido. A adolescente foi encaminhada para uma unidade de pronto atendimento (UPA), onde recebeu atendimento médico e acompanhamento da assistência social. Policiais iniciaram buscas na região e conseguiram localizar quatro suspeitos. Durante a abordagem, um deles tentou se desfazer de pinos com pó. Nas buscas, os agentes apreenderam 24 pinos de droga e três aparelhos celulares. Segundo a polícia, um dos suspeitos admitiu que vendia os entorpecentes, identificados com etiquetas da facção Terceiro Comando Puro (TCP), por cerca de R$ 50 cada unidade. Os quatro detidos foram encaminhados para a 91ª Delegacia de Polícia, onde o caso foi registrado e segue sob investigação.A polícia informou ainda que continua realizando buscas para localizar um quinto suspeito, apontado como participante do crime.

Condenado pela morte de advogado no Centro do Rio, PM foi acusado de homicídio ligado a milícia em Caxias, diz Justiça

Isso a Globo não deu. Segundo o TJ-RJ, o policial militar Leandro Machado da Silva, vulgo Cara de Pedra, um dos condenados pela morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, foi acusado em processo que vai julgar os acusados da morte de Charles Augusto Ponciano, em 04 de dezembro de 2020, em Duque de Caxias. Acabou sendo impronuncíado e não vai a juri popular mas ainda não houve absolvição sumária. Segundo os autos, o crime foi praticado durante um churrasco em que a vítima estava presente, tendo os denunciados descido do veículo e efetuado disparos de arma de fogo em sua direção, momento em que Charles correu para dentro da casa e o comparsa de Leandro, na posse de um fuzil, o seguiu e efetuou mais disparos na direção de Charles. De acordo com a denúncia, Alguns dias depois, os milicianos ficaram sabendo disso, que então, Charles e o amigo estariam marcados para morrer. Cara de Pedra, apontado como miliciano, foi até a residência de Charles (alguns dias antes de sua morte) para dizer que estava tudo bem entre eles.  A decisão judicial informa que o crime foi praticado por motivo torpe, em razão de disputa de território entre duas organizações criminosas, ocasionado pela suposta participação da vítima em um grupo criminoso rival.  Outro fato relevante é que as munições utilizadas, segundo informação técnica prestada nos autos, foram adquiridos pelo exército- Paracambi/RJ, nota fiscal n.º 000061491, com emissão em 23.12.2013. No procedimento n.º 861-01230/2020, o Laudo de Exame de Componentes de Munição (DH-BF-SPC-002413/2020) referente aos estojos deflagrados, extraídos do local do crime, no qual aponta o calibre sendo 5,56mm, marca CBC, fabricação brasileira, lote BQJ03, ano de fabricação Consta ainda no referido laudo, que em consulta à indústria dos cartuchos examinados, é possível informar que o lote BQJ03 foi adquiridopela PMERJ, nota fiscal nº254.317, com emissão em 30/04/2008; nota fiscal nº 255.168, com emissão em 31/05/2008 e nota fiscal nº 261.911, comemissão em 30/11/2008. Por fim, os denunciados Leandro e seu comparsa exercem a função de policiais, o que facilita o acesso dos mesmos a armas de fogo, sendoprudente a prisão para evitar que ameacem testemunhas, ainda mais porque identificaram os autores do fato como integrantes do grupo demilícia.

Comissão Internacional de Direitos Humanos diz que durante megaoperação na Penha e no Alemão pessoas foram vistas vivas sob custódia policial e depois encontradas mortas

Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos aponta que na megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro que terminou com 122 mortos há relatos de pessoas vistas vivas sob custódia policial e posteriormente encontradas mortas. O documento aponta que depoimentos de familiares e testemunhas, bem como informações colhidas nas imediações da Vacaria e da Praça São Lucas, descreveram corpos com múltiplos disparos mna cabeça, na boca, nas costas, nas axilas e no tórax, em posições que não seriam compatíveis com troca de tiros . Há indícios ainda de além de indícios de amarras, lesões perfurocortantes e disparos à queima-roupa. Especialistas de direitos humanos das Nações Unidas também registraram indícios como mãos amarradas, tiros na parte posterior da cabeça e, em um caso, decapitação Diversos depoimentos colhidos durante a visita contradizem a narrativa oficial segundo a qual as mortes teriam ocorrido exclusivamente em áreas de mata ou em contextos de confronto armado. Familiares e testemunhas relataram que algumas pessoas teriam sido mortas durante a subida às comunidades ou no interior de residências, o que poderia indicar invasões domiciliares sem mandado judicial e fora de cenário de confrontodireto . Dois relatos específicos merecem atenção: um descreve que pessoa ferida teria sido levada à residência de vizinho e posteriormente executada; outro aponta que indivíduo teria sido morto ao sair da casa de familiar na parte baixa da comunidade Por conta disso, a Comissão entende que a Operação Contenção deve ser investigada sob a hipótese de uma chacina (massacre), no contexto de política de segurança que pode ter tolerado ou promovido uso ilegítimo e desproporcional da força letal. Tal investigação deve apurar responsabilidades penais e disciplinares tanto dos autores materiais quanto da cadeia de comando envolvida no planejamento e supervisão da operação, especialmente diante de indícios de possíveis execuções extrajudiciais.

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