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investigação

Bandidos do Parque Arará (CV) têm prisão decretada suspeitos de levar ao tribunal do tráfico homem que seria ligado ao TCP. Vítima foi colocada dentro de um porta-malas de carro em chamas

Bandidos do Comando Vermelho da quadrilha de Lacraia, chefe do tráfico na Favela Parque Arará, em Benfica, estão com as prisões preventivas decretadas por um homicidio relacionado à guerra de facções na qual a vítima foi queimada dentro do porta-malas de um carro. Os criminosos suspeitos têm os vulgos de Maquinista, Arretado ou Retalho e Garça. A vítima foi identificada como Fabrício Alves Monteiro, que, segundo relatos, teria sido gravemente violentado e trancado no porta-malas de um carro em chamas. O crime em análise se deu em contexto do chamado “tribunal do tráfico”, havendo informações nos autos que apontam que a vítima teria ligação com a facção do Terceiro Comando Puro (TCP), considerada rival daquela à qual os denunciados seriam ligados , A vítima foi trancada no porta-malas do veículo, amarrada e contra seu corpo atearam fogo até produzir sua morte, circunstâncias indicativas da extrema violência e desprezo no atuar dos acusados. O crime teve testemunhas oculares que presenciaram as agressões e reconheceram os acusados como autores do fato, sendo certo que a eliminação/intimidação de testemunhas e vítimas é conduta característica de facções criminosas equivalentes a que os acusados, em tese, pertenceriam. Lacraia não teve a prisão decretada neste processo.  Houve a determinação de que prossiga nas investigações, devendo o inquérito sobre esse investigado tramitar diretamente entre MP e Delegacia,

Império do tráfico na Lapa: chefes comandam território com festas, dinheiro, intimidação referências explícitas. “Vou explodir a viatura”, “Eu amo o Abelha”

A reportagem teve acesso a detalhes aprofundados da investigação que embasou uma recente operação policial contra o tráfico de drogas na Lapa, região central do Rio de Janeiro, que resultou na prisão de 17 suspeitos. De acordo com o material apurado, o traficante conhecido como Abelha foi destituído da chamada “presidência do Conselho do Comando Vermelho”, além de ter perdido a administração financeira da “caixinha” da facção, bem como parte de sua influência territorial. Ainda assim, ele permanece como chefe do tráfico na Lapa, área que durante anos foi administrada por seu filho, Pablo Rodrigues Rabello, morto em 2019 em confronto com a polícia no Complexo da Penha. Apesar de a Prefeitura do Rio ter removido um grafite em homenagem a Pablo, localizado em frente à Escadaria Selarón, a investigação aponta que a região ainda concentra diversas ilustrações e referências ao criminoso, além de inscrições relacionadas à chamada “Tropa do Mel” espalhadas por muros de imóveis da localidade. Segundo os autos, Abelha é apontado como responsável por patrocinar eventos realizados na região, incluindo festas amplamente divulgadas nas redes sociais. Em datas comemorativas, como o Dia das Crianças, são promovidas ações com distribuição de brinquedos, aluguel de brinquedos infláveis e realização de eventos com a presença de DJs e MCs de funk, com conteúdo que faz alusão direta a lideranças do tráfico. Em uma dessas ocasiões, um cantor chegou a declarar: “Eu não gosto do Abelha, eu amo o Abelha”, enquanto o ambiente contava com decoração em homenagem ao próprio criminoso e ao seu filho, incluindo um painel com a imagem de um zangão musculoso e a inscrição “Tropa do Mel”. Em frente ao painel, havia um bolo com a fotografia do traficante. Há cerca de dois anos, a Polícia Militar impediu a montagem de um palco e a realização de apresentações musicais em um desses eventos. Ainda assim, a festa ocorreu sem a presença de artistas, mantendo homenagens por meio de alegorias, painéis e bolo temático com referências aos criminosos. Interceptações telefônicas revelaram reações de integrantes do grupo diante da atuação policial. Em uma das conversas, um traficante conhecido como “Magrinho” ameaçou atacar uma viatura caso o evento fosse interrompido, afirmando: “Já bati pro amigo aqui, irmãozão, se esse bagulho aí, a boca não tiver vendendo aí, vai dar caô. Não vai ter festa não! Vou explodir o vidro da viatura! Nem pra nós, nem pra eles, acabou! Quer fazer bagulho botar viatura aqui na rua, meu irmão! Quer fazer presepada?! Aí faz flyer, faz não sei o quê, anuncia pra todo mundo, tá achando que os cana não sabe que essa porra é festa da boca de fumo!”. A fala reforça que os eventos seriam promovidos e financiados pelo tráfico com o objetivo de impulsionar a venda de drogas. As investigações indicam que, mesmo foragido e escondido na Rocinha — onde possui mandado de prisão em aberto —, Abelha mantém o controle da atividade criminosa de forma discreta, sem contato direto com a base operacional. Essa função caberia a subordinados como “Piu”, também conhecido como “Português”. Ainda segundo os investigadores, a liderança de Abelha se manifesta também pela presença frequente de familiares na região, incluindo sua filha, que aparece em postagens nas redes sociais ao lado de diversos integrantes do grupo, além de outros parentes próximos. Testemunhas relataram que pontos de venda de drogas, especialmente na Travessa Mosqueira, pertencem a Abelha e Piu. Segundo depoimentos, familiares do traficante, incluindo sua filha e companheira, são vistos com frequência no local, onde comparecem para recolher valores provenientes da atividade ilícita. Ainda conforme relatos, Abelha já não é visto com frequência na região, ao contrário de Piu, que estaria presente semanalmente, chegando ao local em um veículo Hyundai Creta azul e permanecendo no interior do carro enquanto subordinados se dirigem até ele, tratando-o como “paizão”. A investigação também aponta que Abelha exerce influência em outras regiões, como Cabo Frio, na Região dos Lagos. Em uma conversa interceptada com um traficante conhecido como “DJ Mulher”, este solicita autorização para atuar na localidade, referindo-se a Abelha como “pai” ou “senhor”. Relatos indicam ainda que, com frequência semanal, a filha de Abelha recolhe dinheiro na Lapa junto a uma gerente local, prática que também seria adotada por sua companheira. A polícia identificou ainda um terminal telefônico supostamente utilizado pelo criminoso, cujo perfil em aplicativo de mensagens exibia a foto de uma criança apontada como sua neta. Abelha possui 128 anotações criminais desde 1995, incluindo registros por homicídio, roubo, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Apesar disso, a maioria dos procedimentos não resultou em condenação. Outro nome de destaque na investigação é Piu, apontado como uma das principais lideranças do tráfico na Lapa. Com histórico criminal iniciado em 1998, ele possui diversas anotações e já foi preso em 2021, quando chegou a figurar na lista de criminosos que poderiam ser transferidos para presídios federais, transferência que não se concretizou por decisão do Tribunal de Justiça do Rio. À época, ele já era considerado foragido há seis anos e possuía três mandados de prisão em aberto. Segundo a polícia, Piu atua diretamente na operação do tráfico, sendo responsável por negociações e distribuição de armas e drogas para diversas comunidades dominadas pela facção. Subordinados se referem a ele como “chefe” ou “amigo”, prestando contas regularmente. Há indícios de que ele se esconda nas comunidades do Fallet e Fogueteiro, consideradas bases operacionais do grupo. Em conversas interceptadas, há referências a eventos organizados para celebrar o aniversário de Piu, divulgados em redes sociais como “aniversário do Paizão” ou “Festa do Português”, com atrações de funk e distribuição gratuita de bebidas. Publicações faziam uso de emojis e símbolos que remetem diretamente ao apelido do criminoso. Diálogos também indicam repasses financeiros à família de Piu, como em um trecho em que um subordinado afirma: “Aquele dinheiro lá ele adiantou a família do chefe, pegou a visão?!”. Em outra conversa, o traficante “Magrinho” menciona que, em caso de conflitos, sua conduta seria compreendida pelo “patrão”, reforçando a posição de liderança

Mesmo sem antecedentes, candidata é barrada na PM por companheiro ser investigado por milícia

A Justiça do Rio de Janeiro deu provimento a recurso do Governo do Estado e reformou decisão que havia permitido a continuidade de uma candidata no concurso para soldado da Polícia Militar (PMERJ), mesmo após sua reprovação na fase de investigação social e documental. A candidata havia sido considerada inapta nessa etapa em razão de informações relacionadas ao seu companheiro, um policial penal apontado como suspeito de envolvimento com milícia. Ele foi preso em 1º de dezembro de 2022 por agentes da 66ª DP (Piabetá), durante a Operação Residente, em cumprimento a mandado expedido pela Vara Criminal de Inhomirim, em Magé, sob acusação de falsificação de documento público. Segundo registros da investigação, o policial penal também foi citado em ocorrência que apura crimes de roubo a residências e extorsão (RO nº 066-02101/2022), além de suspeita de participação em organização criminosa de natureza paramilitar que atuaria em Piabetá, na Baixada Fluminense, com práticas de intimidação e violência contra moradores. A denúncia aponta ainda que o caso teve ampla repercussão na imprensa e que a candidata possuía cadastro como visitante no sistema penitenciário, onde constava como companheira do investigado. De acordo com a Diretoria de Recrutamento e Seleção de Pessoal da PMERJ, a candidata informou em seu Formulário de Informações Confidenciais (FIC) a prisão do companheiro ocorrida em 2018, mas teria omitido dados relevantes sobre a prisão mais recente, em 2022. A omissão foi considerada determinante para a reprovação na etapa de exame social, que avalia a conduta moral e a idoneidade dos candidatos. Apesar de ter sido aprovada nas demais fases do concurso — incluindo provas objetiva e discursiva, teste físico, exames de saúde, avaliação psicológica e toxicológica —, a candidata não avançou em razão do resultado negativo na investigação social. A defesa sustentou que o companheiro foi absolvido, por falta de provas, em processo anterior (autos nº 0266880-55.2018.8.19.0001), com trânsito em julgado em julho de 2020. Argumentou também que o inquérito relacionado aos fatos de 2022 foi posteriormente arquivado a pedido do Ministério Público. Os advogados destacaram ainda que não há qualquer registro de infração penal ou conduta desabonadora atribuída à candidata, defendendo que não seria razoável sua exclusão do certame por fatos imputados a terceiros. Mesmo assim, ao analisar o recurso, a Justiça entendeu pela validade da eliminação na fase de investigação social, acolhendo os argumentos do Estado e restabelecendo a reprovação da candidata no concurso da PMERJ. A decisão da Justiça contra a candidata só ioforma a cassação da liminar que a beneficiou, não tem outras explicações.

Traficante do Ceará presa no Rio ontem atuava em cidade considerada com maior índice de mortes violentas no Brasil

A traficante do Ceará que foi presa ontem no Rio atuava em um município daquele estado que vive em estado de guerra, situação em que grupos criminosos dominam a cidade há longos anos, disseminando violência e terror com a prática de crimes brutais contra vida, com único objetivo de impor o medo na população daquela cidade, sendo tal situação, inclusive, matéria nos jornais retratando a cidade como o de maior taxa média de mortes violentas Conforme dito, São João do Jaguaribe foi considerada a cidade brasileira com maior índice de mortes violentas no Brasil, cidade essa que vem diminuindo consideravelmente sua população em razão da violência, pois o município passou de 7.902 habitantes para 5.855, fato esse que chama atenção quando em outras regiões a população cresce, porém naquela diminui. Há no município uma disputa por território de venda de drogas e extorsões entre os grupos liderados pelo traficante Mingau contra a quadrllha de Micael O bando de Mingau foi responsável pelo homicídio de uma mulher chamadda Jaqueline no dia 15 de novembro de 2022. A vítima fazia parte do seu bando sendo inclusive pretendda por Mingau mas acabou virando companheira de seu irmão, morto em confronto.Jaqueline convivia com o bando de Mingau, morando dentro do matagal, escondidos, como verdadeiros cangaceiros, sobrevivendo com dinheiro proveniente de extorsões a comerciantes, donos de “tanques de camarões” de toda região do Vale Jaguaribe. Era ela quem cozinhava, lavava roupas e fazia todos os afazeres domésticos para o bando, que a época estava embrenhado no matagal, no Sítio Mocos, zona rural de São João do Jaguaribe. Sua morte foi motivada por causa de vingança. Dias antes do crime, Mingau havia determinado que um comparsa que fosse até uma mulher pegar uma mochila cheia de dinheiro (cem mil reais fruto de uma extorsão praticada contra o dono de um frigorífico na cidade de São João do Jaguaribe), sendo que o objeto não chegou ao seu destino . Por conta disso, os bandidos passaram a desconfiar que Jacqueline, sua mãe e outros estivessem envolvidos com o sumiço daquele objeto, uma vez que Jaqueline havia ligado para um homem informando que Mingau “ia esbagaçar a cabeça da pessoa que estivesse com essa mochila”.A mulher presa ontem é esposa de Mingau. Ela foi capturada na Taquara, na Zona Sudoeste. De acordo com as investigações, a criminosa é apontada como sendo a responsável por diversas ordens diretas de ataques a rivais, roubos e extorsões a moradores e empresários do Vale do Jaguaribe, no Ceará. Ainda de acordo com o apurado, ela continuava a dar ordens para os integrantes da quadrilha diretamente do Rio de Janeiro. Na ação desta terça, os agentes realizaram diligências e conseguiram localizar a criminosa no bairro da Taquara. Contra ela, foi cumprido um mandado de prisão preventiva pelos crimes de organização criminosa, homicídio e tráfico de drogas.

Depois de quatro anos, Justiça decretou prisão preventiva do traficante Belão do Quitungo (CV) acusado de matar um homem que estava cometendo furtos e que havia perdido uma arma do crime

Preso desde o ano passado, o traficante Thiago do Nascimento Mendes, o Belão, que era frente do Conjunto Habitacional do Quitungo, em Brás de Pina, teve mais uma prisão preventiva decretada por um homicídio cometido em 2022. A vítima foi Jorge Luiz Marquez Xavier Júnior, então com 25 anos. O corpo até hoje não apareceu e suspeita-se que tenha sido queimado. Jorge foi acusado de extraviar uma arma do tráfico sendo obrigado a trabalhar para os crimnosos para pagar dívida e depois começou a cometer furtos na região, contrariando os bandidos. O sumiço de Jorge ocorreu em março daquele ano. Uma testemunha contou que um amigo de Jorge era envolvido com o Comando Vermelho; e durante essa guerra de facções criminosas, o tal amigo estava fugindo, pulou o muro da casa da testemunha, e pediu que Jorge escondesse uma arma de fogo e foi embora; Jorge escondeu a arma de fogo em uma moita próxima à residência; Dois dias depois, ele foi buscar a arma e não a encontrou;. Ele acreditava que garis da Comlurb encontraram e levaram a arma O amigo depos voltou para buscar a arma e Jorge contou que perdeu a arma. O tal amigo contou para o comando do tráfico; Quem estava chefiando tráfico na comunidade do Quitungo e na Caixa d`Água, era o Belão. Jorge procurou o traficante que exigiu que lhe pagasse com a vida, ou seja, que trabalhasse para o tráfico de drogas, em troca da arma de fogo que perdeu; Jorge trabalhou para o tráfico, mas não portava arma de fogo; Ele xercia a função de olheiro, ou seja, informava quando a milícia invadia a comunidade;Jorge era usuário de crack, e portanto usava entorpecentes para ficar acordado. Ele exerceu essa função por um mês, quando fugiu por medo. Ficou pelas ruas próximas às estações do BRT, Pastor José Santos, Guaporé e Praça do Carmo; Certo dia, ocorreu um incêndio em uma loja na região. Após o incêndio, Jorge entrou nessa loja, furtou material para vender no ferro velho, e usar droga; O tráfico ficou sabendo que Jorge estava furtando na região. Jorge soube, e no dia 07 de março de 2022, foi até ” Belão” para novamente negociar para sua sobrevivência, pois temia que algo pudesse lhe acontecer. Antes de ir, Jorge contou a testemunha o que pretendia fazer, e que se não voltasse era para procurar pelo mesmo, na Comunidade do Cruzeiro. A partir daí, ele não foi mais visto. Um poppular desejou a mãe de Jorge os pêsames. Ela não entendeu nada e a pessoa disse :” Ué, seu irmão, não morreu?”;Todas ficaram nervosas; Q No dia 12 de março de 2022, a família foi procurar por Jorge nas ruas e ficou sabendo por um usuário de drogas que Jorge foi pego por Belão, colocado em um veículo e conduzido até o alto da comunidade da Caixa D´Água para ser executado e queimado. Também foi ouvido que Jorge foi “pego”, colocado em um veículo, executado e queimado, por outros usuários de drogas que conviviam com ele. O usuário pediu para a testemunha procurar um indivíduo conhecido como Magrinho para para confirmar mas não consegiu encontrá-lo. A testemunha foi falar diretamente com Belão ” Belão; No dia, ele estava mexendo no ceullar e nem olhou. A declarante disse acreditar que foi “Belão” quem executou diretamente Jorge porque ele não manda fazer, ele mesmo quem executa sua vítimas; Uma outra testemunha disse que tem receio de que a investigação prossiga, por residir em Comunidade, bem como sua família.

Polícia pediu à Justiça prisão de suspeito de envolvimento em morte de mestre de capoeira em Niterói. Ele tem fotos em sua rede social exibindo fuzil no Complexo do Alemão (CV)

A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo – DHNSG representou à Justiça o pedido de prisão temporária de um suspeito de envolvimento no homicídio do capoeirista Paulinho Sabiá, assassinado em fevereiro em Niterói. Não tivemos acesso ao nome do suspeito. Mas a informação da polícia é que constam em seu instagram diversas imagens onde ele ostenta armamento do tipo fuzil no interior do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A polícia argumenta que a medida cautelar prisional se mostra necessária para o êxito das investigações em bloco, com aprofundamento das investigações, especialmente considerando que a motivação do crime e a qualificação dos demais autores ainda se encontram em apuração. Tivemos acesso a mais alguns detalhes do crime. Com o início da investigação em bloco dos procedimentos investigativos, o Grupo de Investigação de Niterói (GI Niterói) iniciou a análise Imagens inicialmente identificadas as quais demonstraram que, na mesma data (16/02/2026) quando Paulinho sofreu uma tentativa de execução, dois indivíduos ingressaram em Niterói pela Ponte Rio-Niterói, por volta das 18h19, em uma motocicleta vermelha. Nas imagens analisadas, os ocupantes permaneceram aproximadamente (02) duas horas nas imediações da residência da vítima, em aparente monitoramento e vigilância de sua rotina. Constatou-se ainda a participação de outro indivíduo, que ingressou na Cidade de Niterói na garupa de uma motocicleta azul desembarcando em frente ao prédio da vítima, permanecendo no local desde aproximadamente 16h40min, passando posteriormente a segui-la à distância até o local da tentativa de execução ocorrida no dia 16/02/2026. O investigado foi o responsável por solicitar, no dia 16/02/2026, corrida por aplicativo com destino exatamente em frente ao prédio da vítima, em Niterói, circunstância que reforça a hipótese de sua participação no planejamento e estratégia na ação criminosa, notadamente, quanto ao deslocamento do indivíduo responsável pelo monitoramento da vítima. A dinâmica dos fatos evidenciou uma espécie de vigilância prévia estruturada, com divisão de tarefas entre os envolvidos no crime e coordenação entre os autores, possivelmente com comunicação em tempo real No dia do crime, segundo a análise das imagens, realizadas pelo Grupo de Investigação de Niterói, ficou evidenciado que a mesma motocicleta vermelha utilizada dois dias antes na tentativa frustrada, ingressou novamente em Niterói pela Ponte Rio- Niterói, por volta das 19h20min. Os ocupantes deslocaram-se até o bairro de São Francisco, permanecendo nas imediações da academia em que a vítima lecionava capoeira. Restou demonstrado pelas imagens analisadas que Paulinho e namorada deixaram o local e iniciaram deslocamento em direção ao bairro de Icaraí, quando a motocicleta passou a segui-los durante todo o percurso. Já na Avenida Sete de Setembro, esquina com a Endereçoa motocicleta emparelhou com o veículo da vítima, ocasião em que foram efetuados disparos de arma de fogo que atingiram fatalmente o capoeirista. Interessante ressaltar que a motocicleta emparelhou ao lado do carona, sabidamente ocupado pela vítima. Evidenciou-se que os fatos ocorridos nos dias 16 e 18 de fevereiro de 2026 estão interligados e direcionados para a vítima Paulinho, caracterizando a reiteração criminosa previamente p l a n e j a d a . Durante interrogatório, testemunhas foram perguntas sobre supostas extorsões que Paulinho poderia estar sofrendo em sua academia, e nenhuma delas disse saber anda. Uma delas alegou que o estabelecimento era situado em um bairro longe de influência de tráfico ou organização criminosa.As testemunhas também afirmaram desconhecer extorsão à fábrica de confecção de Paulinho apesar da proximidade com áreas de influência de facção criminosa. Paulinho estava discutindo direitos trabalhistas com um de seus funcionários.

Imagens de câmera corporal flagrou suposta ameaça de morte de PM a suspeito já rendido. “Acabei de te ver de peça na mão! Se você não falar vou te esculachar e vou te matar”

Um processo que tramitou no Tribunal de Justiça revela detalhes de uma abordagem policial ocorrida em junho de 2025, no bairro do Fonseca, em Niterói. A análise das gravações das câmeras corporais de um policial militar envolvido na ocorrência, disponíveis na plataforma PJE-Mídias, mostra que é possível ouvir com clareza o momento em que um agente ameaça o suspeito já rendido. No áudio, o policial afirma: “cadê a cadê a peça? Eu te vi de peça na mão, acabei de te ver de peça na mão! Se você não falar vou te esculachar e vou te matar”. De acordo com os autos, a ameaça foi feita quando o suspeito já estava sob total controle dos agentes. Em seguida, o próprio policial recua parcialmente e reformula a fala, dizendo: “sem esculacho”. Ainda segundo o processo, as imagens registradas pelas câmeras corporais também indicam que o suspeito, que não apresentou resistência à abordagem, sofreu agressões físicas. Os registros apontam para o uso de violência durante a ação, em circunstâncias descritas como semelhantes à tortura. Apesar disso, o homem foi posteriormente condenado por tráfico de drogas, com base em provas encontradas no imóvel de sua então namorada. Durante a abordagem pessoal, nenhum material ilícito foi localizado com ele. A decisão judicial considerou válida a confissão do acusado, que teria informado aos policiais que havia drogas guardadas em outro endereço. A versão foi aceita sem questionamentos, mesmo sem a apreensão de entorpecentes ou outros indícios no momento da abordagem. Na sentença, o juiz entendeu que o acusado teria colaborado espontaneamente com os agentes, chegando inclusive a indicar o local onde os entorpecentes estavam armazenados. O documento não menciona a abertura de investigação em relação ao policial militar que aparece nas gravações fazendo a ameaça.

Morto pela polícia, traficante ‘Desenho’ era citado em processo por participar de torturas e humilhações na Vila Vintém (ADA)

O traficante Fabiano de Moura Leite, conhecido como “Desenho” e apontado como uma das principais lideranças do tráfico na Vila Vintém, em Padre Miguel, foi morto nesta semana durante uma operação policial na comunidade, na Zona Oeste do Rio. Um comparsa também morreu na ação. Ambos chegaram a ser socorridos e levados ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiram. Armas foram apreendidas. (um fuzil, duas pistolas, três granadas e seis carregadores para fuzil e pistola). A morte de Desenho ocorre em meio a um histórico de envolvimento com o comando do crime na região. De acordo com informações constantes em processos judiciais, ele já integrava, há anos, a estrutura da facção criminosa que atua na favela, exercendo papel de destaque na organização. Em um processo de 2012, que investigava a atuação de traficantes na Vila Vintém, Desenho é citado ao lado de outros integrantes do grupo acusado de práticas violentas contra moradores. Segundo os autos, vítimas relataram episódios de tortura, humilhação e ameaças, com especial incidência sobre mulheres. As ordens, ainda conforme a investigação, partiam de dentro do sistema prisional, sendo atribuídas ao então líder conhecido como “Celsinho da Vila Vintém”, apontado como responsável pelo controle dos pontos de venda de drogas na comunidade. A denúncia também descreve um cenário de intimidação sistemática, com ameaças direcionadas a testemunhas e vítimas, com o objetivo de impedir a colaboração com as autoridades. Os relatos indicam um ambiente de forte coerção, sustentado pelo uso ostensivo de armas de fogo e pela atuação organizada do grupo criminoso. Ainda segundo os documentos, a quadrilha apresentava elevado grau de periculosidade, com atuação estruturada e armamento diversificado, operando de forma semelhante a um “poder paralelo” nas áreas sob seu domínio. Além de Desenho e Celsinho, o processo menciona outros integrantes identificados por apelidos como “Perigo” (também conhecido como Piloto ou Dilico), “Velho” (ou Luquinha), “Zoio” (Mata Rindo ou Slay), Nazareno, “Pará” (ou Parasinho), Canelão e “Piolho” — este último posteriormente ligado ao Comando Vermelho. Todos foram reconhecidos por vítimas como integrantes da facção Amigos dos Amigos (ADA) e responsáveis por cumprir ordens da liderança do grupo. De acordo com as investigações, a organização exercia controle sobre diversas localidades, incluindo Vila Vintém, Curral das Éguas, Nogueira, Minha Deusa, 77 e Conjuntão. A operação que resultou na morte de Desenho integra ações das forças de segurança para conter a atuação de grupos criminosos na Zona Oeste. O caso segue sob investigação.

Processo revela como pessoas ligadas a Adriano da Nóbrega lavavam dinheiro da contravenção em Copacabana

Um processo em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro escancara como o grupo ligado ao miliciano e contraventor Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em 2020, estruturou uma rede de empresas de fachada para lavar dinheiro de atividades criminosas, com atuação concentrada na Zona Sul da capital. De acordo com os autos, a organização utilizava firmas registradas formalmente em nome de “laranjas” para ocultar e dissimular valores oriundos de diversas práticas ilícitas. Essas empresas eram constituídas com capital social aparentemente regular e, na sequência, movimentavam recursos com aparência de legalidade em contas bancárias vinculadas a terceiros. A denúncia aponta que o grupo mantinha um núcleo operacional no Baixo Copacabana, voltado à exploração de atividades como venda e locação irregular de imóveis, grilagem de terras, agiotagem, cobranças ilegais, além do fornecimento clandestino de serviços como gás e internet. Esses negócios serviam como base para a geração e circulação de recursos ilícitos. Segundo a investigação, integrantes conhecidos como “Jacaré” e “Betinho” passaram a figurar como sócios de uma empresa distribuidora de produtos de couro, vestuário e calçados, constituída em maio de 2005. Ainda conforme os autos, a firma era utilizada como instrumento para a conversão de valores provenientes de crimes em ativos aparentemente lícitos, por meio da integralização de capital social e da movimentação financeira. Outras empresas também teriam sido criadas com a mesma finalidade, incluindo um depósito de bebidas, estabelecimentos ligados ao setor de construção e sinteko, além de um bar e uma pizzaria. A denúncia destaca que todas funcionavam como mecanismos de “reciclagem” de dinheiro, com uso de contas correntes em nome de terceiros para ocultar a origem, a propriedade e a localização dos recursos. Relatórios de inteligência financeira anexados ao processo indicam que a movimentação bancária dessas empresas era incompatível com as atividades declaradas. Ainda segundo os documentos, os titulares formais registrados na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) não possuíam capacidade financeira compatível com os valores movimentados. Apontado como uma das principais lideranças do grupo, Adriano da Nóbrega — conhecido como “Capitão Adriano” — também era investigado por sua ligação com o bicheiro Bernardo Bello, especialmente na exploração de máquinas caça-níqueis na Zona Sul do Rio. Os autos indicam ainda a existência de um núcleo específico dedicado à lavagem de dinheiro proveniente da contravenção do jogo do bicho, sob liderança de Adriano. Ao longo das investigações, foram realizadas diligências para rastrear o patrimônio ligado ao grupo, incluindo bens em nome de familiares, associados e pessoas próximas, com o objetivo de identificar e responsabilizar os envolvidos pelo esquema de lavagem de dinheiro.

Veja as notas oficiais da PMERJ sobre o andamento das investigações das mortes de médica e de morador e traficantes no Morro dos Prazeres (CV). Vários policiais afastados

Saiba agora como estão as investigações no âmbito da PMERJ de dois crimes que estão causando muita polêmica no Rio: a morte da médica Andrea Marins no último fim de semana em Cascadura durante uma abordagem policial que perseguia suspeitos em Cascadura e de oito pessoas no Morro dos Prazeres entre eles um morador.  * Prazeres*  A Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, o comando do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) determinou a transferência imediata de quatro policiais da unidade, com retirada do serviço operacional e inclusão em atividades administrativas, não realizando policiamento nas ruas durante o período de apuração. A medida foi tomada após análise preliminar das ações realizadas na Comunidade dos Prazeres, na Região Central do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (18/03), quando foram identificadas atividades relacionadas ao mau uso das câmeras operacionais portáteis, de uso individual, por parte dos policiais. O afastamento busca assegurar a apuração rigorosa e transparente dos fatos, em conformidade com as normativas que regulamentam a utilização dos equipamentos.  No âmbito da Secretaria de Estado de Polícia Militar as investigações seguem a cargo da Corregedoria da Corporação. *Cascadura*  A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, de acordo com as análises preliminares dos setores técnicos da Corporação, foi identificado que as baterias das câmeras corporais utilizadas pela equipe estavam descarregadas no momento da ocorrência. Todos esses fatos seguem sob apuração integral da área correcional da SEPM. Vale ressaltar que na Corporação existem normas rígidas que determinam que os policiais, ao perceberem que há qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos. Os policiais seguem afastados dos serviços nas ruas.

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