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NOVA IGUAÇU: Rapaz foi morto por traficantes do CV porque postou em rede social foto com time de futebol da milícia. Desesperada, mãe foi at´pe a boca de fumo pedir notícias do filho

A Justiça do Rio decretou em abril a prisão de mais dois envolvidos no assassinato de um rapaz em setembro de 2025 no bairro de Austin, em Nova Iguaçu. O rapaz foi morto porque publicou em rede social foto usando o uniforme de um time de futebol considerado rival (da milícia) pelos autores do crime, que são ligados ao Comando Vermelho. O asassinato teve contornos ainda mais dramáticos porque a mãe da vítima foi até a boca de fumo para saber da notícia do filho;Um outro suspeito, vulgo Buzico, já teve a prisão decretada em fevereiro. Narra a denúncia que “entre os dias 21 de setembro de 2025 – quando a vítima foi retirada de sua residência situada na Rua Bilu, nº 03, Bairro Vila Guimarães, Austin, Nova Iguaçu/RJ – e o dia 24 de setembro de 2025, data em que seu corpo foi localizado na Estrada do Tinguazinho, s/n, Tinguazinho, Nova Iguaçu, os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima Matheus Ribeiro dos Santos, que veio a óbito; O crime foi cometido por motivo torpe, consistente na imposição violenta de domínio territorial pela facção criminosa Comando Vermelho tendo a vítima sido executada em razão da publicação, em rede social, de fotografia na qual vestia uniforme de time de futebol cujos integrantes teriam suposto vínculo com uma organização criminosa rival daquela integrada pelos autores O homicídio foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, a qual foi retirada de sua residência pelos denunciados e por seus comparsas, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, e conduzida, sob coação, para o interior de área dominada pelo grupo armado, onde foi executada com múltiplos disparos de arma de fogo após permanecer sob o domínio dos acusados, sem qualquer possibilidade de reação ou fuga, em ambiente integralmente controlado pelos criminosos.” A mãe de Matheus foi chamada no dia 21 de setembro por dois amigos do seu filho para avisar que Buzico teria levado Matheus.Ela disse que Buzico é morador da região, e que o conhece desde que ele” nasceu; Que o filho e o bandido já tiveram problemas em um jogo de futebol no campo do zenit, em Austin. Desde então “Buzico” vinha ameaçando Matheus. A mae ao correr até a esquina de sua rua ainda conseguiu ver três motos em uma moto estava um indivíduo não identificado pilotando e Buzico na garupa e Matheus no meio. Viu ainda mais outros dois indivíduos um em cada moto, sendo uma delas a do filho. Ela não conseguiu alcançar as motos por estar a pé e foi até a comunidade São Simão, sabendo que “Buzico” é integrante do tráfico desta comunidade, dominada pela facção criminosa “comando vermelho”; Ao chegar na favela, um traficante falou para a declarante ir na “boca do flamengo onde ela viu Buzico. Ele veio em sua direção com uma moto, modelo honda PCX e arma em punho; Buzico” ficou rodeando a declarante com a moto e ela perguntando onde estava seu filho; O bandido respondeu que não tinha pego Matheus.A mãe retrucou. “Você pegou o meu filho, que eu vi”; “Buzico” respondeu “Foi eu que matei ele?”, “Pode me empurrar mais um homicídio, o do “Nando” foi eu que matei mesmo, (Fazendo referência ao homicídio do procedimento 861-00979/2024) mas pode ir lá e depois aguenta as consequências” e subiu a rampa; A mãe perguntou quem era o responsável e um dos indivíduos se identificou; Que a declarante pediu para que entregassem o seu filho e o traficante disse que ia ver o que poderia fazer, e pegou uma moto e subiu a ladeira; Quando o traficante saiu já era 02hrs da manhã e voltou depois de uma hora e meia falando para a declarante ir embora que o filho dela estava morto:A mulher pediu para que pelo menos entregassem o corpo de Matheus e o traficante Que o informou que não poderia fazer mais nada e que já tinha falado de mais;. A mãe do rapaz morto foi para casa por volta das 05hrs30min. No entanto, mpaciente com a situação foi novamente à comunidade São Simão.Ao chegar na boca, haviam dez pessoas e a cunhada dela que a acompahava perguntou a um traficante sobre Matheus e o bandido respondeu que não queria saber e que não para envolver o nome dele; A mãe recebeu uma ligação anônima que informou a declarante que não era só “Buzico” que estaria envolvido na morte de seu filho e que um traficante chamado Matheus também estaria e que a motivação seria que a vítima teria postado uma foto em que estaria usando uniforme de um time de várzea da região em que alguns integrantes do time seriam milicianos. A moto que Matheus usava era de trabalho e pertencia ao patrão dele, que disse que, no dia do fato, pelo aplicativo da seguradora da moto, constava que a localização do veículo estaria na comunidade São Simão; A tia de Matheus falou que implorou a um traficante para que entregasse o sobrinho. “Por favor Matheusn é meu sobrinho, me ajuda”. O bandido respopndeu. “Sai de perto de mim, não fala meu nome aqui não”.Perguntada o que sabia do homicídio, respondeu que pelo fato da declarante ter um comércio na região, todos comentam que Buzico e um traficante chamado Matheus e seriam os autores do homicídio em tela. Falou inclusive que Buzico já teria ameaçado o sobrinho de morte anteriormente; Sobre a motivação, a declarante respondeu que seria pelo fato de Matheys ter tirado fotografia com um time de futebol que possuem milicianos que jogam nesse time. O patrão de Matneus afirmou que Buzico e comparsa estavam “tacando” terror na comunidade e que a vítima era trabalhador e não possuía envolvimento com a milícia; Contou inclusive que quatro dias antes do homicídio, Matheus lhe relatou que Buzico teria ido até ele e perguntou se o mesmo estava na “mancada” e mandou o mesmo abrir o olho;

Milhões em espécie, notas frias e lavagem de dinheiro: o esquema do braço-direito de Adilsinho

Preso este ano, o contraventor Adilsinho voltou a ser destaque na mídia carioca com a decisão da Justiça de mantê-lo em uma penitenciária federal longe do Estado do Rio de Janeiro. Nossa reportagem foi atrás de novas informações sobre o bicheiro para não ficar na mesmice do factual e descobriu junto à Justiça uma peça-chave no funcionamento dos negócios do criminoso. O suspeito trata-se de um homem conhecido como Verdini, apontado como braço-direito de Adilsinho; Empregado da empresa de Adilsinho e sócio dele em um clube na Barra da Tijuca, Verdini chegou a movimentar cerca de R$ 5,5 milhões entre 2015 e 2024, valores em espécie incompatíveis com seus rendimentos. Ele fez isso como forma de dissimular a origem do dinheiro. Ele chegou a realizar quatro depósitos no valor de R$ 5,5 milhões, tudo em espécie, sem qualquer identifficação de origem sendo que, deste total, R4 4,8 milhões eram destinados à firma de Adilsinho. O suspeito, junto de outras pessoas, ainda fez transações de câmbio para uma mulher que vivia nos Estados Unidos, o que pode configurar evasão de divisa Segundo a investigação, Verdini comandaria a elaboração de notas falsas em favor de Adilsinho, a quem se referia como ‘presidente”; Diálogos captados pela polícia mostraram ele indicando endereço e nome de quem deveriam ser emitidas as notas. A polícia ainda identificou diversas transferências para a conta dele, muitas delas feitas pela empresa de Adilsinho no total de R$ 127 mil. Verdini era ainda o responsável pela gestão financeira e administrativa de Adilsinho e da própria organização criminosa. Foram encontrados em sua nuvem vinculada à sua conta de email, por exemplo, planilhas de fluxo financeiro por pontos de vendas de cigarros, além de uma planilha de controle de gastos pessoais da filha e da esposa do cotnraventor., bem como a declaração do imposto de renda de Adilsinho. Com ele, foram achadas ainda 500 planilhas que revelaram o fluxo de caixa da quadrilha e as movimentações com proventos econômicos do escoamento da produção de cigarros, documentando a entrada e saída de bens do estoque da matriz e de cada uma das filiais A investigação revelou que Adilsinoh passou a emitir notas fiscais falsas de compra e venda de cigarros por três de suas empresas a pessoas físicas geralmente integrantes da máfia sem capacidade financeira e com inúmeros antecedentes criminais de delitos violentos de modo a encobrir a fabricação e comercialização clandetina de cigarros de modo a dissimular a origem e a movimentação dos valores auferidos com os crimes cometidos. Verdini teve a prisão decretada em 18 de fevereiro do ano passado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. GRUPO DE EXTERMÍNIO Um outro relatório obtido pela reportagem, haveria um grupo de extermínio que contaria com a participação de PMs do 15º Batalhão (Duque de Caxias) que atenderia aos interesses da quadrilha de Adilsinho, que é chamado também de ‘patrão’, ‘zero um’ ou ‘homem’. Adilsinho explora a comercialização ilegal de cigarros e jogos de azar.

Testemunha detona: CV da Penha manda em Belford Roxo e banca ataques na cidade

No ano passado estourou uma guerra na comunidade Gogó da Ema, em Belfors Roxo,. O traficante vulgo Ésquilo deu um golpe no criminoso vulgo Lacoste e trouxe o Comndo Vermelho para a Favela. Foram semanas de tiroteios com o Terceiro Comando Puro tentando retomar o controle.  Uma testemunha ouvida pela Justiça fez uma declaração reveladora. Segundo ela, o Bonde do Ésquilo que hoje está. no Gogó é submisso ao tráfico de drogas do Complexo da  Penha, De acordo com o declarante, os traficantes prestam satisfações para o chefe da organização criminosa do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, vulgo “Doca ou Urso. A testemunha ainda disse que os ataques em Belford Roxo partem do traficante BlBochecha Rosa”, frente da comunidade do Corte 8, em Duque de Caxias; E falou ainda quem apoiava financeiramente os ataques em  em Belford Roxo, disse que eram os frentes do Complexo da Penha. Doca, Bochecha e Ésquilo foram denunciados por um homicídio resultante desta guerra. A Justica acatou a denúncia em abril mas não decretou a prisão dos suspeitos. A Corte deteminou diligências requeridas pelo Ministério Público Estadual e requisitou laudos periciais pendentes,

Deputado preso ontem pela PF foi acusado de saquear cofres de empresa pública de habitação de Campos (RJ)

Preso ontem pela Polícia Federal suspeito de fraudes na Secretaria Estadual de Educação, o deputado estadual Thiago Rangel comandava também um esquema a um esquema de lavagem de dinheiro, por meio da inserção dos recursos desviados, numa rede de postos de combustíveis administrada pelo próprio parlamentar que contava com a participação de “laranjas” próximos, Segundo a Polícia Federal, Rangel também responde a processo acusado de saquear os cofres da Empresa Pública de Habitação do Município de Campos dos Goytacazes, durante os anos de 2021 e 2022, período em que exerceu influência política junto à Prefeitura de Campos dos Goytacazes, indicando para a direção da empresa pública o seu “braço direito”, Fábio Porbauix . Naquela época, o então vereador Thiago Rangel era aliado do prefeito, Wladimir Garotinho e oposição ao vereador Marquinho Bacellar, irmão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj. Na direção da empresa, Fábio iabilizou a manipulação de diversos procedimentos de aquisição de bens e serviços, a maioria por meio do expediente da dispensa de licitação, direcionando os contratos para empresas fechadas com a organização criminosa. Na verdade, emprestadas para a organização criminosa, que assumia a execução do serviço parcialmente entregue e desviava os recursos públicos oriundos do pagamento dos contratos, para contas de terceiros (laranjas) ou deempresas em nome de terceiros (Rede de Postos de Combustíveis de Rangel A Polícia Federal aponta, também, que na referida investigação denominada “Operação Postos de Mídias”, revelaram-se elementos suficientes do surgimento de novo esquema criminoso, no âmbito do Governo do Rio de Janeiro, em virtude de o antes vereador Thiago Rangel tornou-se Deputado Estadual pelo estado do Riopassando exercer influência política no estado, possivelmente com o ex-Deputado Estadual Rodrigo Bacellar, que seria o verdadeiro responsável pelo esquema criminoso, do qualRangel aderiu e passou a gerir parte dele. O esquema consistiria no direcionamento de obras dereformas em Escolas Públicas Estaduais do Norte Fluminense – região de influência política tanto de Bacellar como de Rangel – para empresas pré-ajustadas com os integrantes da Organização Criminosa, viabilizando o posterior repasse de recursos públicos desviado para os membros da quadrilha. Acredita-se que o esquema criminoso seja mais amplo e tenha sido estruturado em todo o Estado do Rio de Janeiro, com base no apoio político dado a Bacellar. Entretanto, no bojo da Operação Postos de Mídias, apenas parte do esquema fora revelado, sendo a presente peça limitada, dessa forma, à Diretoria Regional Noroeste, da Secretria de Educação. VIOLÊNCIA A investigação chama atenção para diálogos entre Rangel e Fabio que tramam ataques violentos contra F.A.R que fazia críticas a atuação de Thiago como vereador. Rangel disse que “vou dar jeito nele”, e pede a Fábio para descobrir o endereço de Felipe. Mais adiante, envia mensagem dizendo que vai mandar “uma surpresa” para ele, bem como que “depois de 12 tiros no portão o recado está dado”. Em outro diálogo, datado de 02/01/2022, Thiago e Fábio arquitetaram um ataque a pessoa não identificada. Vê-se que a conversa se iniciou com oencaminhamento de imagem por Rabgek que, apagada, não foi passível de recuperação. Entretanto, as mensagens trocadas deixam clara a intenção violenta dosinterlocutores. FÁBIO – 21:58:40h: Vai se enforcar sozinho!FÁBIO – 21:58:50h: Ta chegando a hora dele!FÁBIO – 21:58:59h: Temos que ter sabedoria!THIAGO RANGEL – 21:59:43h: “bati palma para ele aqui,botei a mãozinha batendo palma, para o filho da putaestressar logo”FÁBIO – 22:00:01h: “posso falar para você? Não valea pena não. Vale a pena não, a gente tem que arrancar acabeça dele sem dar direito para ele, entendeu? De pensarno que aconteceu. Vale a pena não, deixa ele. Vamoscortar, vai ser igual Lorena, entendeu?THIAGO RANGEL – 22:00:47h: Safado!FÁBIO – 22:01:07h: Isso ai!FÁBIO – 22:01:07h: Rapaz…FÁBIO – 22:01:07h: Ele vai arrumar uma merda paraele mesmo se fuder!FÁBIO – 22:01:07h: Vai por mimTHIAGO RANGEL – 22:01:44h: Vamos avaliar omelhor momento e tirar.FÁBIO – 22:01:45h: E já sei comoFÁBIO – 22:01:56h: “Rapaz, eu já sei como que agente vai resolver o problema. Ele vai para a EMABH de carro, só que ele vai por dentro porque ele não temhabilitação e ele não pode dirigir por fora. Vamos esquematizar, entendeu? Um bote. Ninguém vai matar ele, vai fazer nada. Ele vai tomar um bote, tá? E esse bote omoleque vai bater na cara dele, vai dar tiro no carro dele, o caralho. Ele vai querer parar de ir, aí você vai dizer para ele, rapaz agora tem como não. Eu quis deixar você em casa e você não quis, agora não tem como não. E aí ele vai ter que pedir para sair”FÁBIO – 22:03:15h: “Ele vai ter que abandonar o emprego, entendeu? Não vai ser a gente que vai mandar ele embora não”THIAGO RANGEL – 22:03:35h: Vamos resolver isso logo!THIAGO RANGEL – 22:03:48h: Estou sem paciência com esse merda!FÁBIO – 22:04:13h: “Você já num falou para ele ficar em casa? Ele não quis. Ele não quis. Ele vai tomar um varada dessa e vai ficar com medo de ir. Nessa de ele ficar com medo, ele vai querer pedir a você para ficar em casa. Não, agora tem como não, eu tentei deixar você em casa, você não quis, agora você tem que ir.”THIAGO RANGEL – 22:05:20h: “Beleza, vamos arquitetar, orquestrar tudo aí. Porque esse cara aí, tá impossível de suportar ele, e eu não vou procurar ele nãocara, barbearia, procurar caralho nenhum, vou arrebentar esse filho da puta”.

Braço do TCP e alvo de guerra com a ADA em Campos: quem é Júnior do Beco, o traficante ligado a deputado preso pela PF

Antes de surgir nas investigações que levaram à prisão do deputado estadual Thiago Rangel, o nome de Júnior do Beco já era sinônimo de violência e domínio do tráfico no interior do Rio de Janeiro. A imprensa do Rio noticiou com destaque nesta terça-feira que Rangel, preso pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne, teria oferecido vagas na Secretaria Estadual de Educação ao traficante — mas sem detalhar quem é, de fato, o criminoso por trás desse elo explosivo. Levantamentos mostram que Júnior do Beco já era uma figura conhecida pelas forças de segurança desde os anos 2000, especialmente em Guarus, em Campos dos Goytacazes. Entre criminosos que atuavam do Rio até o interior, ele era apontado como o maior braço do Terceiro Comando Puro (TCP) na região. Ele foi flagrado em uma conversa com um comparsa em que disseram que era preciso tomar uma providência contra a opressão da facção rival Amigos dos Amigos (ADA). Na interceptação, afirmaram que “teriam que manchar o chão de sangue” e que iriam manejar armas vindas de outras localidades dominadas pelo TCP, especialmente Tira Gosto e Portelinha, para reforçar o confronto. Policiais relataram, na época, que Juninho do Beco e seu irmão, conhecido como “Cavalinho”, bagunçavam a região. A maioria dos homicídios em áreas como Custodópolis e Baixada do Rotary era atribuída a eles, consolidando um cenário de medo constante. É esse o criminoso que, segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mantinha relação íntima com o deputado Thiago Rangel. A decisão que fundamentou a prisão revela que Júnior do Beco teria recebido do parlamentar a oferta de duas vagas de trabalho como auxiliar de serviços gerais, para indicações próprias, aparentemente em órgãos públicos ligados à área de educação. Rangel foi orientado a procurar o traficante ou enviar seu número de telefone para que ele próprio entrasse em contato e definisse quem seriam as pessoas inseridas em uma planilha de contratações. Em seguida, Thiago Rangel encaminhou o contato salvo como “Junior Beco” e pediu a um conhecido que falasse com ele em seu nome, informando que possuía oito vagas de ASG (auxiliar de serviços gerais) disponíveis na educação. Dessas oito, ao menos duas seriam destinadas ao traficante, que já havia feito a solicitação. Uma das pessoas indicadas, segundo os autos, foi a própria irmã de Júnior do Beco. A Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, tem como objetivo desarticular uma quadrilha voltada para fraudes em procedimentos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma no âmbito da Secretaria Estadual de Educação. As investigações apontam para um possível esquema de direcionamento de contratações realizadas por escolas estaduais, beneficiando empresas previamente selecionadas e ligadas ao grupo criminoso. O que emerge desse cenário é uma conexão alarmante entre crime organizado e estruturas públicas, revelando indícios de que interesses de facções podem ter ultrapassado as fronteiras do tráfico e alcançado o interior da máquina do Estado.

Só depois de sete anos, MP denuncia PMs por receber propina de milicianos para liberar carro irregular na Muzema

Depois de sete anos, o Ministério Público do Rio de Janeiro decidiu denunciar três policiais militares suspeitos de receber propina de integrantes da milícia que atuava na Muzema e em Rio das Pedras para liberar um veículo com irregularidades durante uma abordagem. A denúncia foi apresentada por promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) e tem como base provas técnicas obtidas a partir de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça no âmbito da operação “Os Intocáveis”, que investigou a atuação de organizações criminosas na Zona Oeste do Rio. De acordo com o Ministério Público, o caso aconteceu no dia 1º de fevereiro de 2019, durante uma operação de trânsito realizada por policiais militares do APTRAN do 18º BPM, em Rio das Pedras. Na ocasião, um veículo com irregularidades foi abordado pelos agentes, que chegaram a determinar sua apreensão e acionaram um reboque. No entanto, o motorista, conhecido como “Valdir do frete”, acionou integrantes ligados à milícia que dominava a região na época para evitar que o carro fosse levado. Ainda segundo a investigação, a partir desse contato, houve uma articulação entre os criminosos e os policiais militares, que resultou no pagamento de vantagem indevida para que o veículo fosse liberado. O Ministério Público aponta que os três policiais denunciados agiram em conjunto, de forma consciente, para receber a propina e deixar de cumprir o dever legal de apreender o automóvel. As provas reunidas indicam que, após negociações intermediadas por terceiros ligados ao grupo criminoso, o carro acabou sendo liberado, mesmo com as irregularidades constatadas inicialmente pelos próprios agentes. A investigação destaca ainda que o material utilizado para embasar a denúncia é majoritariamente técnico, baseado em interceptações telefônicas e cruzamento de dados, considerado mais robusto em casos envolvendo organizações criminosas, onde a prova testemunhal costuma ser limitada. Os três policiais foram denunciados pelo crime de corrupção passiva. Na denúncia, o Ministério Público também pede à Justiça a suspensão do exercício da função pública dos agentes no policiamento ostensivo, permitindo apenas atuação em funções administrativas, como forma de evitar a repetição de condutas semelhantes durante o andamento do processo. O caso remonta ao período em que a milícia ainda exercia forte controle territorial sobre a Muzema e regiões vizinhas, influenciando diretamente ações cotidianas — inclusive abordagens policiais. Agora, com a apresentação da denúncia, caberá à Justiça decidir se aceita a acusação e transforma o caso em ação penal.

VIOLÊNCIA POLICIAL NA TIJUCA: Justiça age após quase um ano: PMs têm função pública suspensa por tapa, tiro em jovem por discussão banal e mentira na delegacia para incriminar vítima

Quase um ano depois do episódio, a resposta veio — e com peso: a Auditoria da Justiça Militar decidiu suspender a função pública de dois policiais militares envolvidos em um caso de extrema violência na Tijuca, na Zona Norte do Rio. O caso envolve um jovem que estava de bicicleta, levou um tapa no rosto e acabou baleado por um dos agentes durante uma discussão. Os policiais também são acusados de mentir na delegacia, ao afirmarem que a vítima teria oferecido resistência — o que, segundo as investigações, não aconteceu. Segundo os autos, no dia 09 de junho de 2025, por volta das 08h50min, na Avenida Maracanã, um dos PMs deu um tapa no rosto de G.S.F e, em seguida, efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu a região inguinal da vítima. Por conta disso, o rapaz ficou afastado de suas ocupações habituais por mais de 30 dias. Na ocasião, o policial militar estava em patrulhamento de rotina quando, com a motocicleta da PMERJ, acessou a calçada da via, passando ao lado da vítima, que trafegava de bicicleta no local. Diante do protesto do rapaz em razão da manobra realizada pelo militar, o PM decidiu abordá-lo. Após uma discussão, desferiu um tapa no rosto da vítima e, logo em seguida, efetuou o disparo que resultou na lesão grave. Mas o caso não parou na violência da abordagem. No mesmo dia 09 de junho de 2025, entre 17h05min e 17h09min, no interior da 19ª DP, localizada na Rua General Espírito Santo Cardoso, os dois policiais militares, com o objetivo de assegurar a impunidade do crime de lesão grave, teriam, segundo a investigação, abusado do poder ao provocar a instauração de inquérito policial contra a própria vítima. Eles imputaram a G.S.F o crime de resistência, mesmo sabendo que ele era inocente. Após acionarem o Corpo de Bombeiros, que conduziu o rapaz ao Hospital Municipal Souza Aguiar para atendimento médico, os agentes se dirigiram à delegacia, onde relataram falsamente à autoridade policial que a vítima teria resistido às ordens emanadas, dando origem ao inquérito nº 019-06115/2025. A apuração aponta que essa versão foi forjada. Com a decisão da Justiça, os PMs envolvidos estão com a função pública suspensa e, até a sentença definitiva ou eventual decisão em contrário, não podem exercer atividade policial. Um caso que começa com um tapa, evolui para um tiro e termina sob a suspeita de uma tentativa de transformar a vítima em acusada — agora com a resposta da Justiça Militar.

Denúncia aceita: PMs são acusados de “cegar” câmeras em operação com morte em Itaboraí

Quase dois anos depois, a bomba estourou: a Auditoria da Justiça Militar aceitou a denúncia contra dois PMs acusados de manipular câmeras corporais em uma operação que terminou em morte, em Itaboraí. O caso ganha novos contornos com detalhes que levantam suspeitas graves sobre o que realmente aconteceu naquela ação. Segundo os autos, os policiais teriam sabotado as próprias câmeras para impedir o registro completo da ocorrência. O episódio aconteceu em 24 de agosto de 2024, na Rua Pedro Ferreira Pinto, no bairro Esperança, durante uma operação do 35º BPM na comunidade da Reta Velha. De acordo com a denúncia, um dos agentes simplesmente retirou a câmera do lugar e passou a apoiá-la em diferentes superfícies, além de bloquear a lente com o próprio corpo e até com a arma. O resultado: imagens comprometidas e partes cruciais da ação fora de registro. O outro PM não ficou atrás. Ele teria movimentado a câmera de forma excessiva e irregular, retirando o equipamento várias vezes da posição correta e também obstruindo a captação com a arma — um comportamento que, na prática, inviabilizou a documentação fiel da ocorrência que terminou com morte por intervenção policial. A suspeita é de que houve uma tentativa deliberada de esconder o que aconteceu durante a operação. Por isso, foi aberto um inquérito da Polícia Militar para apurar possível desobediência a normas internas que regulam o uso obrigatório das câmeras corporais. A investigação se baseou justamente no que restou das imagens e em depoimentos colhidos, que apontam indícios dos crimes atribuídos aos agentes. Os relatórios revelam diálogos e trechos que reforçam a linha de apuração. Para a Justiça Militar, há sinais claros de que os policiais agiram no exercício da função, mas violando deveres básicos do cargo, atingindo diretamente o interesse da administração pública. Os dois acusados têm a patente de 3º sargento. Agora, o caso entra em uma nova fase — e pode revelar o que ficou sem registro durante a operação.

Prisão decretada: Justiça manda caçar traficantes do CV por execução na guerra do Morro do Chaves — invasão e terror vêm à tona

A Justiça apertou o cerco e mandou prender dois traficantes do Comando Vermelho acusados de envolvimento em um homicídio ligado à guerra sangrenta que tomou conta do Morro do Chaves, em Barros Filho, na Zona Norte do Rio. Entre os alvos está o criminoso conhecido como GB. Mesmo sem revelar o nome da vítima ou a data do crime, os autos expõem um cenário de terror. A investigação aponta que a comunidade foi invadida por criminosos do CV, que passaram a ameaçar moradores e caçar possíveis integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP). A vítima teria desobedecido a ordem de deixar a área e acabou marcada para morrer. Foi rotulada como colaboradora da facção rival e executada em meio à escalada de violência. Um dos envolvidos já está preso. Ele foi flagrado com um verdadeiro arsenal de guerra: fuzis, munições e até uma granada. O avanço do CV faz parte de uma ofensiva para dominar territórios estratégicos e pressionar áreas do Complexo da Pedreira, controladas pelo TCP. Enquanto isso, moradores vivem sob medo constante. Há relatos de restrições ao direito de ir e vir e até suspensão de atividades escolares. Em fevereiro, a disputa ganhou novos contornos. Criminosos do TCP exibiram nas redes sociais vídeos e fotos da tentativa de retomada do morro, em tom de provocação. “Falaram que a gente não iria vir de novo… Olha onde a gente tá! Pesado, naquele pique”, diz um deles, mostrando um fuzil. Em seguida, o desafio: “Bota a cara pra morrer, pô. Cadê? Saíram correndo”. Em outra postagem, a ameaça é ainda mais direta: “Bota a cara pra morrer que eu tô doido pra arrastar cadáver”. As imagens mostram criminosos armados, em meio a pichações do CV, reforçando o clima de guerra aberta e o domínio do medo na região.

Guerra na Tijuca: CV diz que proibiu cobrança de taxas após invasão, mas domínio das comunidades segue indefinido

A guerra entre facções na Tijuca, que explodiu neste fim de semana e espalhou pânico entre moradores, continua repercutindo com força nas redes sociais, alimentando ainda mais a tensão na região. Uma página no Instagram, supostamente ligada ao Comando Vermelho, publicou um recado direto após a invasão das comunidades da Casa Branca, Chácara do Céu e Morro do Cruz. No texto, a facção afirma que estaria proibida a cobrança de taxas de comerciantes e tenta se apresentar como uma espécie de “reguladora” local: “Nossa facção CV não admite esse tipo de ato. A partir desta semana estaremos normalizando a internet e a TV a cabo para todos, a instalação será gratuita”. Enquanto isso, versões conflitantes aumentam o clima de incerteza. Há relatos de que o CV teria assumido o controle das comunidades, mas também circula a informação de que, após a chegada da Polícia Militar, os invasores recuaram e traficantes do Terceiro Comando Puro retomaram as áreas — cenário que mantém o território instável e moradores sob constante medo de novos confrontos.

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