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Com navalha, socos e tiros: investigação revela execução brutal de jovem em área dominada pelo CV. Vítima foi acusada de dedurar traficantes

Uma decisão recente da Justiça manteve presos os acusados de um crime brutal que, apesar de ter ocorrido em 2022, nunca teve grande repercussão. Segundo a investigação, uma jovem foi sequestrada dentro de casa, torturada durante cerca de três horas e executada a tiros por integrantes do Comando Vermelho (CV) em Volta Redonda, após ser acusada de ter acionado a polícia e de espalhar boatos sobre uma suposta mudança de facção envolvendo dois criminosos da comunidade, deixando os bandidos furiosos. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Sthefany Laura Teles Caetano Pereira da Silva vivia sob ameaças no bairro Açude I, área dominada pelo Comando Vermelho. Dias antes do crime, ela havia deixado a residência onde morava e retornou ao local apenas para retirar seus móveis, acompanhada do ex-companheiro Renato e de um freteiro. Por volta das 16h20 do dia 9 de julho de 2022, quatro criminosos chegaram em um Corsa azul. Entre eles estava uma mulher armada com uma navalha. Segundo a acusação, o grupo arrancou Sthefany à força, puxando-a pelos cabelos e carregando-a pelos braços e pernas, enquanto a mulher gritava “piranha” e “vagabunda” e encostava a lâmina em seu pescoço. Renato ainda tentou impedir a ação, mas foi empurrado e ameaçado pelos criminosos. O grupo fugiu levando a vítima e, no caminho, teria recolhido outro integrante que já estava previamente ajustado para participar do crime. Enquanto isso, Renato e o motorista do caminhão saíram em busca da polícia. Equipes da PM fizeram buscas na região, mas não conseguiram localizar os sequestradores. Durante aproximadamente três horas, segundo a denúncia, Sthefany permaneceu sob o domínio dos criminosos. O Ministério Público afirma que ela foi submetida a sessões de tortura, com golpes de navalha, cortes de cabelo, socos, cotoveladas, puxões de cabelo, xingamentos e ameaças. Por volta das 19h37, policiais receberam a informação de que havia um corpo às margens da Rodovia do Contorno, nas proximidades do Alphaville. No local, encontraram Sthefany caída, com múltiplas perfurações pelo corpo, ferimentos no rosto, cabelos presos às mãos e diversos estojos de munição espalhados pela cena do crime. Laudos periciais confirmaram que, além de ter sido morta a tiros, a jovem apresentava inúmeras lesões cortantes compatíveis com os golpes de navalha descritos pela investigação. Segundo o Ministério Público, o assassinato foi uma espécie de “tribunal do tráfico”. A vítima era acusada pelos criminosos de ter levado policiais à comunidade dias antes e de espalhar comentários sobre uma suposta mudança de facção envolvendo Patrick, conhecido como “PK”, e Lucas. Mensagens extraídas do celular da vítima, com autorização judicial, mostraram que ela vinha sofrendo ameaças. Em um dos áudios atribuídos a Lucas, enviado dias antes do assassinato, ele teria advertido: “Quem avisa amigo é. Estou te dando só um papo. Por enquanto é só um papo mesmo”. Horas antes do homicidio, ele teria ameaçado a vítima: “”E aí doidona, tu para de ficar mandando mensagem para minha mãe hein doidona. Se não tu vai arrumar problema para você hein garota. Tu não me conhece não garota, não fica nessa não rapá. Preocupando a família dos outros falando merda nada hein doidona? As investigações também revelaram que um dos acusados usava tornozeleira eletrônica e que os registros de geolocalização obtidos pela Seap são compatíveis com a dinâmica do crime. Após ser preso, um dos denunciados confessou participação no sequestro e na execução e identificou os demais envolvidos, segundo os autos. Ao pedir a manutenção das prisões, o Ministério Público destacou a extrema gravidade dos fatos e afirmou que os acusados agiram como representantes do Comando Vermelho, submetendo a vítima a um verdadeiro “tribunal de exceção” imposto pela facção criminosa que domina a comunidade do Açude I. A Promotoria também sustentou que a liberdade dos denunciados colocaria em risco testemunhas fundamentais do processo e poderia favorecer a prática de novos atos violentos na região.

Ex-miliciano expulso que foi para o CV é acusado de homicídio e de planejar morte de PM na Zona Oeste do Rio

Um homem apontado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como ex-integrante de milícia, expulso do grupo após conflitos internos e posteriormente ligado ao Comando Vermelho (CV), é investigado por envolvimento em um homicídio e por suposto planejamento da morte de um policial militar na Zona Oeste do Rio. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e motivou pedido de quebra de sigilo telefônico e telemático, incluindo dados de geolocalização por Estações Rádio Base (ERBs), para reconstrução da dinâmica do crime. Segundo a representação enviada à Justiça, o homicídio ocorreu no dia 22/03/2026, no interior de uma residência e oficina localizada no bairro de Cosmos, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Cláudio Marcelo, foi executada por disparos de arma de fogo. A dinâmica inicial apurada aponta que um veículo Fiat Argo de cor cinza-chumbo chegou ao local, momento em que ao menos três indivíduos participaram da ação criminosa. Um dos ocupantes desembarcou e efetuou os disparos, enquanto os demais deram apoio na fuga, que ocorreu com o atirador entrando no banco traseiro do veículo. As diligências e depoimentos colhidos pela investigação indicam como principal suspeito o nacional identificado como Gustavo, que teria histórico de atuação em milícia na região. De acordo com os autos, Gustavo teria sido expulso do bairro por integrantes da organização criminosa local após desavenças financeiras e envolvimento em golpes contra moradores. Após esse rompimento, ele teria passado a se aproximar da facção criminosa Comando Vermelho (CV), passando a circular armado com fuzis e a atuar em incursões e extorsões na região. Ainda segundo testemunhas ouvidas, no período dos fatos, o investigado teria retornado ao bairro com o objetivo inicial de executar um policial militar com quem mantinha desavenças antigas. O alvo principal, no entanto, não foi localizado. Na sequência, a vítima Cláudio Marcelo teria sido identificada como estando sozinha no local do crime, após publicar em status de aplicativo de mensagens que se encontrava em casa. Diante disso, o investigado teria se dirigido ao endereço e consumado o homicídio. A autoria é reforçada, segundo a investigação, por elementos adicionais, incluindo uma suposta confissão informal registrada em áudio de visualização única enviado à testemunha Edson. No conteúdo, o investigado teria dito: “Viu o que eu fiz com o seu amigo, eu quero o dinheiro”. A investigação também aponta que o caso não se limita ao homicídio, mas integra um contexto mais amplo de atuação criminosa envolvendo disputas locais, histórico de expulsão de grupos paramilitares e posterior associação com facção criminosa. No pedido judicial, a Polícia Civil afirma que a apuração precisa agora ser complementada por prova técnica, especialmente para confirmar a presença do investigado e de eventuais comparsas na cena do crime, bem como delimitar o perímetro percorrido pelo grupo antes, durante e após a execução. Por isso, foi solicitada a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos do número atribuído ao investigado, com a obtenção de dados cadastrais, histórico de chamadas, IMEI, IMSI e registros de ERB. O pedido abrange o período das 06h00 às 23h59 do dia 22/03/2026, intervalo considerado suficiente para cobrir a fase de preparação, execução e fuga do crime. Segundo a representação, a medida é necessária diante da volatilidade dos dados telemáticos e do risco de perda de informações junto às operadoras, além do fato de o investigado permanecer foragido e supostamente vinculado a grupo criminoso armado. A Polícia Civil destaca ainda que o conjunto de elementos reunidos — incluindo depoimentos, histórico de conflitos, informações de investigação e o áudio atribuído ao investigado — indica a necessidade de aprofundamento técnico da apuração. O pedido foi fundamentado no artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal, na Lei nº 9.296/1996 e na Lei nº 12.830/2013, além de entendimento consolidado dos tribunais superiores sobre a utilização de dados de ERB como meio de prova em crimes graves. O caso segue em análise pela Justiça do Rio de Janeiro.

MILICIANO DIZ EM ÁUDIO QUE BUSCOU APOIO DO CV PORQUE QUERIAM COLOCAR TCP EM RIO DAS PEDRAS MAS AFIRMOU QUE CONTINUA NO GRUPO PARAMILITAR E COBRANDO TAXAS

Circula nas redes sociais um áudio atribuído a um criminoso conhecido como Kauan, apontado como integrante da milícia de Rio das Pedras e suspeito de participação na atual escalada de violência na comunidade. Na gravação, ele afirma ter buscado apoio do Comando Vermelho (CV) após um suposto movimento interno da milícia para se alinhar ao Terceiro Comando Puro (TCP), mas nega ter deixado completamente a estrutura miliciana. No áudio, o homem diz que a decisão de procurar apoio do CV teria sido motivada por divergências internas, especialmente pela tentativa de aproximação da milícia com o TCP dentro da comunidade. Ao mesmo tempo, ele afirma que continua atuando em Rio das Pedras e reforça que ainda se considera integrante da milícia, indicando um cenário de ruptura parcial e conflito interno entre os próprios grupos armados. Segundo o conteúdo da gravação, há relatos de que integrantes da milícia estariam se dividindo após mudanças de alinhamento e disputas de poder. Em meio a esse cenário, circulam informações extraoficiais de que ao menos 19 criminosos teriam deixado o grupo paramilitar nos últimos dias, migrando para o Comando Vermelho. O homem também afirma que a intenção seria conter a escalada de violência na comunidade, alegando que a disputa entre grupos rivais estaria atingindo moradores inocentes. Ainda assim, a gravação revela contradições, já que ele admite a continuidade de práticas de controle territorial e cobrança de valores ilegais na região. “Quem tiver pagando para os caras, a gente vai pegar”, diz o suposto criminoso no áudio, em referência à disputa pelo controle das cobranças na comunidade. Em outro trecho, ele afirma que moradores não deveriam mais pagar taxas a antigos operadores do esquema. Segundo relatos atribuídos ao mesmo áudio, a cobrança de valores continuaria, incluindo serviços como internet e outras taxas impostas a moradores, agora sob nova configuração de poder dentro da comunidade. Ele disse que tem que pagar na sua mão. Uma outra versão que circula, no entanto, é que Kauan teria cometido um vacilo dentro da comunidade (supostamente matado dois inocentes) e iria ser cobrado por conta disso. Para não sofrer punições, ele pulou para o CV, abandonando o próprio irmão Gerlan que está preso e continuaria na milícia. Circulam fortes rumores de que Kauan estava jurado de morte e seria executado assim que caísse no tribunal. Seu irmão Gerlan, que está preso, seria o responsável por defendê-lo. Apesar do desentendimento com outros milicianos que teria motivado Kauan a pular, não há atrito direto entre ele e o irmão. No entanto, a situação pode gerar um racha dentro da cadeia: Gerlan pode ser pressionado a abandonar a milícia para fica do lado do irmão, correndo o risco de ser morto na prisão por “fechar” com Kauan. Outra possibilidade é uma guerra interna entre a família, caso Gerlan decida continuar na milícia. Milicianos já estariam em contato com Gerlan, e existe a possibilidade de que outros membros da milícia também pulem caso Gerlan mude de bandeira dentro do sistema prisional. Escutem o áudio https://twitter.com/bnn_oficiall/status/2068117956098240556/video/1 INFLUENCIA DA FACÇÃO De acordo com o jornalista Bruno Assunção, parte de Rio das Pedras já estaria sob influência do Comando Vermelho após um racha interno na milícia que historicamente domina a região. De um lado, estaria um grupo alinhado ao CV, supostamente ligado a Kauan. Do outro, permanece uma ala associada ao TCP, com lideranças criminosas conhecidas como Taillon e Macaquinho. Em meio à disputa, Rio das Pedras voltou a registrar uma sequência de confrontos armados, com intensos tiroteios e episódios de violência em dias consecutivos. Considerada o principal reduto da milícia na Zona Sudoeste, a comunidade enfrenta uma escalada da guerra pelo controle territorial. O Comando Vermelho já exerce influência sobre comunidades estratégicas do entorno, como Cidade de Deus, Gardênia Azul, Muzema, Morro do Banco e Tijuquinha. O avanço tem como objetivo consolidar um corredor territorial na Zona Oeste do Rio, ampliando o domínio sobre áreas de circulação e atividades econômicas ilegais. NOVAS EXTORSÕES Moradores também relatam o surgimento de novas formas de extorsão durante a disputa. Entre elas, a chamada “taxa da caixa d’água”, em que criminosos monitorariam residências para contabilizar o número de reservatórios e cobrar valores por unidade. Segundo relatos, o controle seria feito com uso de drones e observação de pontos altos das comunidades, com cobrança estimada em R$ 50 por caixa. Além disso, moradores afirmam que seguem submetidos a cobranças por serviços como energia, água, gás e internet, em um cenário de vigilância constante, intimidação e pressão econômica exercida por grupos armados. Em meio ao conflito, circulam ainda mensagens indicando possível retaliação contra integrantes da milícia. Publicações atribuídas ao Comando Vermelho afirmam que adversários estão sendo monitorados com uso de drones e vigilância contínua. Na última quinta-feira, um homem apontado como cobrador da milícia, identificado como Bryan, foi baleado no Anil e morreu. Mesmo sob pressão, a milícia também tenta reagir e manter articulação. Um print que circulou nas redes sociais mostra supostos integrantes do grupo, incluindo lideranças presas em Bangu 9 — a Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo de Gericinó — participando de uma chamada de vídeo com aliados em liberdade. A imagem, posteriormente apagada, indica segundo relatos que a comunicação entre lideranças presas e membros em atuação nas comunidades continua ativa. A unidade é considerada de segurança máxima e abriga, em tese, presos sem vínculo com facções criminosas, além de milicianos e ex-agentes de segurança.

Foi a partir de alerta de banco que polícia descobriu esquema milionário de lavagem de dinheiro da milícia do Catiri

Enquanto a operação da Polícia Civil contra a milícia do Catiri, em Bangu, já repercutiu em diversos veículos de imprensa, documentos judiciais obtidos pela reportagem revelam com mais profundidade como funcionava a estrutura financeira montada pelo grupo para lavar dinheiro e ocultar a origem ilícita dos recursos. O esquema, segundo as investigações, combinava fraudes bancárias, empresas de fachada, uso de laranjas e uma complexa rede de movimentação de valores destinada a dar aparência de legalidade a recursos obtidos por meio de crimes. As apurações começaram a partir de uma comunicação do Banco Santander, que identificou irregularidades em uma agência no Rio de Janeiro envolvendo a abertura de contas com documentação falsa e concessão indevida de crédito. O caso, inicialmente tratado como fraude bancária, revelou um prejuízo estimado em mais de R$ 5,2 milhões e serviu como ponto de partida para a descoberta de uma estrutura criminosa mais ampla. Segundo a investigação, o grupo atuava de forma organizada e permanente, com divisão clara de funções e forte integração entre pessoas físicas e jurídicas. No topo da estrutura estaria o chamado núcleo central, responsável por coordenar toda a engrenagem: criação de empresas, definição de operadores, controle indireto de contas bancárias e direcionamento dos fluxos financeiros. Esse núcleo seria formado por investigados que, segundo os autos, concentravam o poder decisório e a articulação estratégica do esquema. Abaixo dele, um núcleo operacional-financeiro executava as fraudes bancárias. Esse grupo era responsável por abrir contas em instituições financeiras utilizando documentos falsos ou adulterados, inserir dados ideologicamente inverídicos e viabilizar a contratação de linhas de crédito que, posteriormente, eram descumpridas de forma deliberada. Em diversos casos, o mesmo grupo operava múltiplas contas e empresas simultaneamente, criando uma malha de circulação artificial de recursos. Outro eixo fundamental da engrenagem era formado pelos chamados “testas de ferro”. Pessoas sem capacidade econômica compatível apareciam formalmente como sócios ou administradores de empresas utilizadas nas operações. Segundo os investigadores, essas pessoas eram usadas para ocultar os reais beneficiários das estruturas empresariais e dificultar o rastreamento patrimonial. Já o núcleo de circulação e pulverização de valores tinha como função fragmentar os recursos ilícitos. O dinheiro era transferido entre diversas contas de pessoas físicas e jurídicas interligadas, muitas vezes em pequenas quantias fracionadas, estratégia conhecida por dificultar a detecção por sistemas de controle financeiro. Após essa etapa, os valores retornavam ao sistema bancário com aparência de origem lícita, fechando o ciclo da lavagem. Relatórios de inteligência financeira do COAF e análises do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) identificaram movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados, além de padrões repetitivos de transferências entre empresas ligadas entre si e contas utilizadas exclusivamente para trânsito de valores. As investigações também apontam o uso recorrente de empresas de fachada em diferentes setores da economia, muitas delas sem atividade operacional real, registradas em endereços inexistentes, residenciais ou compartilhados entre múltiplas pessoas jurídicas. Em vários casos, os mesmos sócios apareciam vinculados a diferentes empresas, todas movimentando valores expressivos sem lastro econômico compatível. Outro ponto destacado pelos investigadores é o uso de operações em espécie e transações fracionadas, estratégia considerada típica de estruturas de lavagem de dinheiro, voltada a evitar mecanismos automáticos de controle e comunicação obrigatória ao sistema financeiro. Para a Polícia Civil e para os órgãos de controle financeiro, o conjunto de elementos revela uma engrenagem criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos sofisticados de ocultação patrimonial. O esquema, segundo os autos, não se limitava a fraudes isoladas, mas funcionava como um sistema integrado de circulação e dissimulação de recursos ilícitos dentro do sistema financeiro formal.

Veja a versão que circula sobre caso de mortos e baleados em Belford Roxo. Uma das vítimas teria sido executada por engano e mãe foi ferida por tentar salvá-lo

Sobre os acontecimentos em Belford Roxo na noite de ontem que deixaram dois mortos e quatro feridos. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a morte de Wagner Alexandre da Conceição Costa . Na ação criminosa, outros dois homens ficaram feridos e foram socorridos a uma unidade de saúde. Diligências estão em andamento para apurar os fatos, ocorridos na Rua Biquiba. Em relação ao caso da Avenida Atlântica, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) apura a morte de Gabriel Oliveira Gregório. Na ação criminosa, uma mulher ficou ferida e foi socorrida a uma unidade de saúde. Agentes realizam diligências para esclarecer os fatos. As informações que circulam nas redes sociais apontam que dois homens identificados como Wagner (Vagão) e Rato, invadiram a barbearia 💈do Vitor na rua Biquiba e foram recebidos a tiros pelor um militar conhecido como Falcão.Ele reagiu e matou Vagner eo comparsa fugiu. Falcão foi até a casa de Rato na Avenida Atlântica, invadiu e matou o irmão dele Gabriel por engano e atingiu a mãe dele que tentou impedir a morte do filhom. Ela está no hospital. Rato ficou sabendo e voltou com reforço na barbearia da rua Biquiba e efetuou vários disparos, um dos tiros atingiu a perna de Renan segurança do Vereador do bairro. Segundo informação o filho de Falcão estaria com a cabeça a prêmio, agora o Militar também está com a cabeça na mira.

Chefe de milícia do Catiri também teria mandado em Rio das Pedras, diz investigação

Investigação da Polícia Civil do Rio aponta que um dos atuais chefes da milícia do Catiri, em Bangu — alvo de operação recente — também teria integrado a estrutura de comando do grupo paramilitar que atuava em Rio das Pedras, em Jacarepaguá. Segundo relatório obtido pela reportagem, o homem identificado como Montanha aparece como uma das lideranças da organização criminosa em períodos anteriores, com atuação ligada ao controle de áreas exploradas pelo grupo e participação no núcleo responsável por decisões estratégicas da estrutura. “Ele era um dos donos das áreas exploradas pela quadrilha, sendo apontado no alto escalação da estrutura de tomada de decisões do grupo criminoso”, diz o documento. A apuração, conduzida ao longo de anos, resultou na denúncia de treze investigados e descreve uma organização criminosa de alta complexidade, envolvida em um amplo esquema de exploração econômica ilegal. Entre as atividades atribuídas ao grupo estão venda e locação irregular de imóveis, grilagem de terras, extorsão sistemática de moradores e comerciantes por meio da cobrança de “taxas” ilegais por supostos serviços, além de agiotagem, falsificação de documentos públicos, corrupção de agentes públicos, ocultação de bens e uso de ligações clandestinas de água e energia. De acordo com o documento, os denunciados integrariam uma estrutura criminosa estável e organizada, com atuação contínua no estado do Rio de Janeiro e forte presença territorial em determinadas regiões. O controle exercido pelo grupo seria sustentado por intimidação, ameaças e episódios recorrentes de violência, com impacto direto sobre a rotina de moradores e comerciantes das áreas sob influência. O relatório também aponta que a organização opera com lógica de gestão interna, divisão de funções e exploração econômica contínua das comunidades sob domínio. Há ainda indicativos de um modelo de atuação com estrutura financeira e logística consolidada, além de mecanismos voltados à ocultação de patrimônio e possível cooptação de agentes públicos. A investigação indica que Montanha contaria com o apoio de mulheres em funções auxiliares dentro da estrutura criminosa. Outros dois integrantes seriam responsáveis pela cobrança dos valores exigidos de moradores e comerciantes, além da intermediação de empréstimos extorsivos. Há ainda suspeitas de que dois investigados atuariam no fornecimento de dados pessoais utilizados para operações de ocultação e movimentação de recursos ilícitos. O conjunto de elementos reunidos pela investigação descreve uma organização criminosa com forte capacidade de controle territorial e atuação econômica estruturada, sustentada por violência, coerção e possíveis práticas de corrupção, com impacto direto sobre comunidades da capital fluminense.

Drone lança granadas, base do CV se instala e guerra explode em Rio das Pedras com ex-miliciano na linha de frente. ACESSE LINK E VEJA VÍDEOS E BASTIDORES

Traficantes do Comando Vermelho da Gardênia Azul atacaram mais uma vez a comunidade do Rio das Pedras, em Jacarepaguá, nesta madrugada.Os bandidos usaram até drone lança granadas. Uma loja foi atingida por uma dessas bombas, Não houve feridos. Veja vídeo da invasão https://x.com/tinojunior/status/2067987225837441056/video/1 Morador relatou desespero: “Eu estavá na fila do 557 aa 5.30 meu deus foi muito tiro e nao tinha como o povo se abriga entramos no onibus o motirista falou que dentro do onibus nao era o melhor luga meu deus que terro hoje nunca vi de perto tantos tiros nao moro ali maa pego o meu onibuis ali imagina que mora ali” sso mesmo a policia sempre largou essa milicia de Rio das pedras avontade nos moradores sempre pedindo ajuda na rua nova e Moret Sandro agressivo taxador Alexandre Geovane mecânico cobrando tudo luz segurança gaz até a bomba d’água que moradores compram eles cobram e nada de operação em cima dessas pragas de milicianos lojas fechadas no areal um bode com outros maicon e junior da associação de moradores estão cobrando tudo na areinha estao no estacionamento do mercado Supermarket os milicanos estão la também e o eduardo pães junto com aquele deputado da muzema Há relatos de que o CV montou base com 15 traficantes na localidade do Caranguejo, para tomar a comunidade toda. Vídeos mostraram a circulação dos bandidos https://x.com/i/status/2067747234280608069 https://x.com/tininhasouzarj/status/2067950762122965145/video/1 A guerra estaria sendo comandada pelo ex-miliciano Kauan, que pulou para o CV recentemente junto a outros bandidos. 11 teriam pulado levando quatro fuzis e quatro pistolas, além de material tático. Ele próprio teria feito vários disparos de fuzil em direção ao grupo de milicianos que estavam na entrada do Areal. Ninguém foi baleado. Kauan já circula livremente pela Gardênia Azul Kauan estava jurado de morte pelos paramilitares e seria executado assim que caísse no tribunal. Seu irmão Gerlan, que era um dos líderes da milícia, seria o responsável por defendê-lo. Apesar do desentendimento com outros milicianos que motivou Kauan a pular, não há atrito direto entre ele e o irmão. No entanto, a situação pode gerar um racha dentro da cadeia: Gerlan pode ser pressionado a abandonar a milícia para fica do lado do irmão, correndo o risco de ser morto na prisão por “fechar” com Kauan. Outra possibilidade é uma guerra interna entre a família, caso Gerlan decida continuar na milícia. Milicianos já estariam em contato com Gerlan, e existe a possibilidade de que outros membros da milícia também pulem. A Record divulgou uma matéria mostrando que Gerlan teria feito uma chamada de vídeo de dentro do presídio https://x.com/tinojunior/status/2067980147609715010/video/1 Dois cemitérios clandestinos foram encontrados em Rio das Pedras. Bombeiros acreditam que exista pelo menos 20 corpos enterrados no locaL.

Antes de operação de hoje, investigação já tinha mapeado cúpula e pedido prisão de chefes da narcomilícia no Catiri

A operação deflagrada nesta quinta-feira pela Draco contra a narcomilícia que domina o Catiri, em Bangu, ganhou destaque na imprensa carioca. A maioria dos veículos, no entanto, limitou-se a reproduzir as informações divulgadas pela Polícia Civil. Os documentos da investigação revelam que as autoridades já haviam identificado a cúpula da organização criminosa e solicitado a prisão dos principais líderes do grupo. Entre os alvos apontados como chefes da estrutura estão criminosos conhecidos pelos apelidos de Montanha, Gordinho da Van e da Kombi, Pirulito, Gaspar, Mariola e Gil. Segundo as investigações, eles integram uma organização altamente estruturada, responsável pelo controle armado do Catiri, Jardim Bangu e Cancela Preta. As apurações mostram que a região vive um cenário de guerra permanente, marcado pela atuação simultânea de milicianos e integrantes do Comando Vermelho, além da migração de antigos membros da milícia para a facção. O conflito desencadeou ataques armados, execuções, retaliações, incêndios de veículos e disputas pelo controle territorial. Morto em 2022, Marquinho Catiri mandou ali na região. Com a morte dele, houve uma cisão dentro da própria milícia entre o “Montanha” e o “Pirulito”, só que o “Pirulito” estava preso e quando foi solto começou essa briga, essa disputa com o “Montanha”, e”Gordinho. Os investigadores identificaram um verdadeiro regime de domínio imposto pela organização criminosa. A quadrilha mantém estrutura hierarquizada, divisão de funções e elevada capacidade bélica. Cada integrante possui atribuições específicas nos núcleos operacional, armado e financeiro, responsáveis por administrar recursos ilícitos, coordenar homens armados e controlar pontos estratégicos da região. A investigação teve início após denúncias de extorsão contra uma empresa terceirizada responsável por obras públicas de infraestrutura e saneamento. De acordo com a Draco, os criminosos passaram a exigir pagamentos para permitir a continuidade dos serviços e garantir a permanência dos trabalhadores nas áreas sob seu domínio. Mas o esquema não se limitava às obras públicas. Os investigadores descobriram um sistema permanente de exploração econômica do território. Comerciantes, moradores e diversos setores produtivos eram obrigados a pagar taxas impostas pela organização para continuar funcionando. Seguindo o caminho do dinheiro, a Polícia Civil descobriu uma sofisticada rede de lavagem de capitais que movimentou mais de R$ 25 milhões. A investigação revelou movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além do uso de contas de passagem, transferências fragmentadas e circulação acelerada de recursos entre pessoas físicas e jurídicas utilizadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro. As diligências permitiram mapear toda a engrenagem financeira da organização. Empresas formalmente constituídas e contas em nome de terceiros eram utilizadas para conferir aparência de legalidade aos recursos provenientes das extorsões e demais atividades criminosas. Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a existência de uma rede de apoio que contaria com a participação de um policial militar. Segundo a investigação, ele seria responsável por auxiliar na movimentação financeira do grupo e prestar serviços de segurança privada para integrantes da cúpula da narcomilícia. Além das prisões, a operação desta quinta-feira mobilizou equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Corregedoria da PM. Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão na capital, Baixada Fluminense e interior do estado. A ofensiva também inclui o bloqueio judicial de contas bancárias, bens e ativos vinculados aos investigados, numa tentativa de atingir o principal pilar de sustentação da organização: o dinheiro. O objetivo é asfixiar financeiramente a quadrilha e interromper o fluxo de recursos utilizado para manter o domínio territorial e financiar a guerra que há anos transforma o Catiri, Jardim Bangu e Cancela Preta em um dos principais focos de violência da Zona Oeste.

DOCUMENTOS CONFIRMAM QUE TRAFICANTES TERIAM PEDIDO AJUDA A POLÍTICOS PARA TRANSFORMAR “RESORT DO PEIXÃO” EM CENTRO SOCIAL E EVITAR DEMOLIÇÃO

Documentos reunidos pelo Ministério Público e pela Polícia Militar revelam que integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) procuraram políticos entre eles o deputado Val do Ceasa para tentar impedir a demolição do complexo de imóveis atribuído ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, em Parada de Lucas. A estratégia, segundo as investigações, consistia em transformar o local em uma fachada de projetos sociais para evitar a ação das autoridades. O conjunto de três imóveis de alto padrão, localizado no Complexo de Israel, foi identificado pela Polícia Militar durante uma operação realizada em julho de 2023 nas comunidades Cinco Bocas, Pica-Pau, Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral. Os agentes encontraram construções consideradas muito acima do padrão da região, equipadas com lago artificial, piscina, academia completa e sistemas de monitoramento, incluindo uma câmera escondida dentro de uma tomada elétrica. Relatórios da corporação apontam que os imóveis eram utilizados por integrantes do TCP para reuniões e eventos. Em outra ação, policiais flagraram homens armados nos arredores das construções. Um dos criminosos parecia portar um fuzil calibre .50, armamento capaz de perfurar veículos blindados. Os documentos mostram ainda que as propriedades possuíam rotas de fuga estrategicamente planejadas. Além das entradas principais, havia saídas pelos fundos que levavam a becos e vielas pouco movimentados, recurso que, segundo a investigação, permitiria a evasão dos criminosos durante operações policiais. Diante das irregularidades e da suspeita de utilização das mansões pela facção, a Força-Tarefa de Ordem Integrada e Segurança Pública (FTOIS) planejou uma operação conjunta com a Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública para demolir os imóveis. A ação, no entanto, acabou sendo adiada. Segundo relatórios da PM, em dezembro de 2023 o deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, conhecido como Val Ceasa, e o então vereador Ulisses Marins procuraram o comando do 16º BPM para saber se havia uma grande operação programada para demolir os imóveis. Os dois teriam afirmado que receberam informações por intermédio de Márcia Patrícia dos Santos Alexandre, presidente da Associação de Moradores de Parada de Lucas e assessora do vereador na época. O ponto mais sensível da investigação aparece no depoimento do secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale. Segundo ele, Ulisses Marins relatou que traficantes haviam iniciado a construção dos imóveis, mas interromperam as obras ao tomarem conhecimento da possibilidade de demolição. Ainda de acordo com o secretário, os criminosos procuraram Val Ceasa e pediram ajuda para preservar o espaço. A solução encontrada, segundo o relato, seria implantar projetos sociais no local. O espaço passou a ser apresentado como “Espaço Fazendinha”, destinado a recreação infantil, colônias de férias e reforço escolar. Conforme o depoimento, Val Ceasa e a então deputada Dani Cunha teriam ajudado na implementação das atividades. Os investigadores sustentam que a transformação do imóvel em centro social fazia parte de uma tentativa de induzir as autoridades ao erro, ocultando a verdadeira finalidade das construções. Mesmo após a operação de demolição ter sido frustrada, os imóveis continuaram recebendo investimentos. Em setembro de 2024, novas inspeções identificaram reformas e melhorias nas propriedades, evidenciando que elas permaneciam sendo administradas. Com base nos depoimentos de oficiais da Polícia Militar e do secretário de Ordem Pública, o Ministério Público aponta indícios de atuação em favor da facção criminosa. A Procuradoria-Geral de Justiça requereu buscas e apreensões, quebra de sigilo telemático, acesso a dados armazenados em nuvens digitais e autorização para obtenção de relatórios do Coaf, além da decretação de supersigilo durante o cumprimento das medidas. Ao autorizar as diligências, o desembargador Gilmar Augusto Teixeira afirmou que os depoimentos e os elementos reunidos indicam a existência de fundadas razões para investigar o vínculo entre os investigados e integrantes do TCP que controlam o Complexo de Israel. Ontem, por determinação do procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão contra três agentes públicos suspeitos de envolvimento com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). A investigação criminal foi instaurada no âmbito da atribuição originária da Procuradoria-Geral de Justiça do do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), após indícios de que parlamentares teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa destinada à demolição de imóveis utilizados pela organização criminosa em Parada de Lucas, região conhecida como Complexo de Israel, Zona Norte do Rio. De acordo com a investigação, eles teriam utilizado sua influência para argumentar que os imóveis eram destinados à prestação de serviços sociais, o que, segundo as apurações, não correspondia à realidade. A ação policial acabou sendo adiada. Os mandados foram expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, que autorizou buscas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços na capital e no Espírito Santo. Foram alvos das medidas o deputado estadual Val Ceasa, o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses de Almeida Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo. O procurador-geral de Justiça informou que as diligências resultaram na apreensão de R$ 341 mil em espécie, cinco armas, 11 aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento de dados e munições de diversos calibres. Além disso, o investigado Michael Johnny de Azevedo e uma mulher que o acompanhava foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Todo o material apreendido foi encaminhado para a Cidade da Polícia e será submetidos à análise pericial em uma nova fase das investigações. O levantamento das apreensões ainda está em curso. “Esses fatos preocupam profundamente o Ministério Público, pois revelam um processo de degradação do ambiente político que vem se tornando cada vez mais evidente. Há poucos meses, o Ministério Público denunciou e obteve a prisão de um deputado estadual ligado ao Comando Vermelho, que já possuía condenação por lavagem de capitais antes mesmo de ingressar no Parlamento. Agora, apuramos a possível vinculação de outro agente político a uma facção rival”, explicou Antonio José Campos Moreira. “A preservação do Estado Democrático de Direito e o fortalecimento da democracia exigem

Alvo de grande operação no Brasil, facção venezuelana realiza fuzilamento de desafetos em vias públicas, além de esquartejamentos

Nesta semana, veículos de imprensa de todo o país deram destaque à operação da Polícia Civil de Roraima contra a facção criminosa Tren de Aragua, uma das organizações mais violentas e estruturadas em atuação na América Latina. As investigações apontam que o grupo estaria envolvido em uma série de homicídios registrados em Boa Vista, capital de Roraima, com atuação marcada por extrema violência. Entre os crimes atribuídos à facção, há relatos de execuções sumárias, incluindo episódios descritos como fuzilamentos em via pública, além de esquartejamentos e outras formas de violência extrema. De acordo com os levantamentos, criminosos utilizariam veículos alugados para a prática dos delitos, dificultando a identificação e o rastreamento das ações. Relatórios policiais indicam ainda que a facção atua com elevado grau de brutalidade, associada ao uso de armamento de origem estrangeira, contrabandeado da Venezuela. Documentos obtidos no curso das investigações apontam que o Tren de Aragua mantém uma estrutura de atuação transnacional, com ramificações em diversos países da América Latina e possíveis conexões com redes do narcotráfico internacional, incluindo cartéis mexicanos. Em determinados relatórios de segurança pública, o grupo já foi descrito por autoridades estrangeiras como uma organização de perfil altamente violento e com estrutura paramilitar, em razão do seu modo de operação e capacidade de expansão territorial. Nos últimos anos, a facção vem ampliando sua presença no Brasil, especialmente na região Norte, onde a extensa fronteira com a Venezuela facilita fluxos ilícitos. As investigações indicam que o grupo estaria recrutando brasileiros para atividades criminosas como tráfico de drogas, exploração sexual e mineração ilegal. O avanço da organização criminosa se torna ainda mais preocupante diante de relatos de possíveis articulações com outras facções atuantes no Brasil, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Essas conexões, segundo apurações, potencializariam o controle de rotas do tráfico e a exploração de atividades ilícitas em territórios estratégicos. Estudos e levantamentos de segurança apontam que, desde 2013, período em que Nicolás Maduro assumiu a presidência da Venezuela, houve um aumento significativo da criminalidade transnacional envolvendo grupos originários do país vizinho, impulsionado pela crise econômica e humanitária que levou à migração de indivíduos ligados ao crime organizado. A operação A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco), deflagrou na última terça-feira (16) a Operação Rota do Norte, voltada ao enfrentamento da organização criminosa transnacional Tren de Aragua. A ofensiva tem como objetivo desarticular as estruturas operacionais e financeiras da facção, considerada uma das mais perigosas em atuação no continente. A ação ocorre simultaneamente nos estados do Amazonas, Roraima, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, onde estão sendo cumpridos 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário contra integrantes e colaboradores da organização criminosa. As ordens judiciais são direcionadas a investigados por participação em crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de guerra e lavagem de dinheiro. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, enfatizou a importância da operação e o papel do Ministério da Justiça e Segurança Pública. “A Operação Rota do Norte é um exemplo concreto da estratégia nacional de combate ao crime organizado baseada em integração e inteligência. Atuamos no compartilhamento de informações, na produção de inteligência financeira e no apoio logístico às equipes envolvidas nas investigações e na execução da operação. O resultado é uma ação coordenada capaz de atingir não apenas os executores, mas também as estruturas financeiras e logísticas que sustentam organizações criminosas transnacionais. É assim que enfraquecemos as facções: retirando sua capacidade de operar, financiar atividades criminosas e expandir sua influência sobre os territórios”, disse. Modus operandi As investigações identificaram uma estrutura criminosa responsável por atividades relacionadas ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal de armamentos de grosso calibre e à lavagem de dinheiro. O grupo investigado atuaria no fornecimento de armas de alto poder destrutivo para organizações criminosas em diferentes regiões do Brasil. Entre os armamentos citados estão fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas, frequentemente utilizados em confrontos entre facções criminosas. As apurações também apontam fornecimento de armamento a outros grupos criminosos, incluindo integrantes do Comando Vermelho com atuação no Amazonas e no Rio de Janeiro. Para o diretor de Operações e Inteligência (Diopi), Anchieta Nery, o trabalho integrado de inteligência foi determinante para o avanço das investigações. “As ações de suporte da Senasp na Operação Rota do Norte demonstram a efetividade das estratégias que serão ampliadas no Programa Brasil Contra o Crime Organizado. O compartilhamento de informações entre os entes federativos, no contexto dessas iniciativas especializadas, vai produzir resultados cada vez mais expressivos”, explicou. Encerramento operacional Com a ofensiva, a Polícia Civil busca enfraquecer as estruturas financeiras, logísticas e operacionais do Tren de Aragua, interrompendo fluxos ligados ao tráfico de drogas, à circulação ilegal de armas e à lavagem de dinheiro, além de conter a expansão da facção no território nacional. As diligências seguem em andamento, e os resultados consolidados da operação serão divulgados após a conclusão das ações policiais.

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