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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Jovem vendia drogas de forma independente e acabou morto pelo CV em Volta Redonda, diz polícia

Policiais civis da 93ª DP (Volta Redonda) concluíram o inquérito sobre o desaparecimento de Wesley dos Santos Silva Henrique, ocorrido na noite de 21 de outubro de 2025. A investigação resultou no indiciamento de quatro envolvidos por extorsão mediante cárcere privado com resultado morte, ocultação de cadáver, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo. O procedimento foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público. Desde a comunicação do desaparecimento, os agentes da 93ª DP iniciaram um minucioso trabalho investigativo, com levantamento de informações de inteligência, oitivas de testemunhas, análise de dados, quebras de sigilo autorizadas judicialmente e diligências em campo nas áreas apontadas como possíveis locais onde o corpo poderia estar. As investigações revelaram que Wesley foi alvo de represália de traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho, que atua nos bairros Siderlândia e Açude, em Volta Redonda. Segundo apurado, integrantes do tráfico local descobriram que o jovem realizava comércio de entorpecentes de forma autônoma, o que teria motivado o ataque. Na noite dos fatos, a vítima foi abordada enquanto realizava entrega de drogas, sendo mantida presa em praça pública e, posteriormente, levada para uma área de mata, onde permaneceu sob vigilância armada por cerca de três horas. Durante este período, ele foi coagido a realizar transferências bancárias, de R$ 9.4 mil para os narcotraficantes, contudo, mesmo após o pagamento não foi liberado. O trabalho investigativo identificou quatro criminosos diretamente envolvidos. Dois são apontados como executores diretos, que prenderam e coagiram para as transferências e da ocultação do corpo. Ambos estão foragidos, com mandados de prisão expedidos. Outros dois investigados encontram-se presos preventivamente, um por fornecer conta bancária utilizada para receber e pulverizar os valores extorquidos, e outro por conduzir a motocicleta da vítima até o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, onde o veículo e o celular foram revertidos em prol da organização criminosa. Durante as buscas pelo corpo, as equipes da unidade foram recebidas a tiros em duas ocasiões por traficantes ligados à mesma facção. Em resposta, foram deflagradas operações repressivas nos bairros Siderlândia, Açude e Jardim Belmonte, que resultaram na prisão de pelo menos 12 narcotraficantes e na derrubada de uma “seteira” utilizada para ataques contra forças de segurança. Mesmo diante de pressões externas e ataques públicos direcionados à equipe policial durante o curso das investigações, os trabalhos não foram interrompidos. A apuração seguiu de forma técnica, fundamentada em provas e respaldada por decisões judiciais, culminando na identificação da dinâmica criminosa e dos responsáveis. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, que ofereceu denúncia já recebida pela Justiça. As diligências continuam para localizar o corpo da vítima e capturar os dois executores ainda foragidos.

Segurança de parque de Niterói fez vídeo para namorada dizendo que foi baleado, ela o viu ensanguentado nas imagens e depois ele não fez mais contato e está desaparecido

O desaparecimento do segurança Maximiliano Pina Júlio, de 41 anos, tem mobilizado amigos e familiares na Região Metropolitana do Rio. Segundo relato de um amigo, que preferiu não se identificar, Maximiliano saiu de casa, em Inoã, Maricá, na manhã de sábado (21), para trabalhar no Horto do Fonseca, na Zona Norte de Niterói, onde fazia plantões de 12h, e nunca mais foi visto..De acordo com o amigo, por volta das 7h05, Maximiliano teria feito uma chamada de vídeo para a namorada dizendo que estava no trabalho e que havia sido baleado. Na ligação, ele aparecia ensanguentado, ainda conforme a denúncia. Desesperada, a mulher teria acionado a polícia e seguido para o Horto, mas ele não foi encontrado no local..“Ele ligou pra namorada pedindo socorro, fazendo chamada de vídeo e dizendo que estava no trabalho e que tinha sido baleado. A namorada dele viu ele ensanguentado na chamada. E ele dizia que estava no trabalho”, afirma o amigo..A Polícia Civil investiga o caso, ainda cercado por mistérios.

Traficantes do TCP teriam colocado cartazes anunciando juros para quem não paga taxa em dia em condomínio em Costa Barros

Narcoterroristas do TCP colocaram cartazes em vários condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida, doados aos moradores pela Prefeitura do Rio. Os criminosos, além de extorquirem os moradores, também cobram juros caso haja atraso no pagamento. O comunicado diz: “Esperamos que esta mensagem os encontre bem. Gostaríamos de informar uma mudança significativa nas diretrizes do nosso condomínio em relação ao pagamento das taxas condominiais. A partir de 25/01/2026, será cobrado juros por atraso.Obs.: o prazo para pagamento é até o dia 25.Agradecemos a atenção de todos e contamos com o apoio e a cooperação de cada morador.” Um morador afirma ter deixado o Condomínio Tom Jobim, no Complexo da Pedreira, após ameaças e cobranças abusivas impostas por criminosos que dominam a região. Segundo denúncias, traficantes ligados ao TCP teriam assumido a gestão informal de condomínios, cobrando taxas entre R$ 50 e R$ 250 e utilizando uma suposta associação de moradores como fachada. Além do condomínio, serviços como gás e “gatonet” também seriam explorados, elevando custos e impondo regras aos moradores. INFORMAÇÕES DE BRUNO ASSUNÇÃO

Não houve discussão alguma conforme informou a imprensa. Segundo a Justiça, traficante atirou em carro sem motivo e matou criança em Belford Roxo dizendo antes que ia furar o veículo todo

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Washington Gomes da Silva, o Johnson, acusado de ser traficante do Terceiro Comando Puro (TCP) do Bom Pastor, em Belford Roxo, atirou sem motivos no carro em que estava a menina Sophia Loren Soares Camillo, de dez anos, causando a morte da criança no último dia 31. No dia do crime, a imprensa divulgou que ele havia discutido com o pai da garota. Os próprios traficantes o amarraram e o deixaram para ser capturado pela polícia, revelaram os autos. Naquela data, o suspeito efetuou disparos de arma de fogo contra o veículo Renault Sandero conduzido pelo pai de Sophia, atingindo-o e levando a óbito sua filha, de acordo com informações do processo. Segundo apurado, as vítimas ingressavam na comunidade quando foram abordadas pelo custodiado, que exercia a função de “contenção” do tráfico local. O custodiado portava ostensivamente uma pistola, ameaçou as vítimas dizendo que “furaria todo o carro” e, ato contínuo, disparou contra o veículo. A menor Sophia faleceu em decorrência de “politrauma por arma de fogo”, enquanto seu pai, foi alvejado na região das nádegas. Após o crime, policiais militares foram acionados e dirigiram-se à comunidade, encontrando o suspeito na Praça Bagdá, já imobilizado por outros traficantes, com as mãos amarradas para trás e, ao seu lado, a arma utilizada no crime. Os autos dizem que trata-se de crime da mais alta gravidade que representa clara limitação do direito de ir e vir por traficantes. O acusado integra organização criminosa de alta periculosidade (Terceiro Comando Puro – TCP), atuando armado na contenção de pontos de venda de drogas, subjugando a comunidade local. A ação criminosa demonstrou total desprezo pela vida humana, resultando na morte brutal de uma criança de 10 anos e na tentativa de homicídio de seu pai, sem qualquer chance de defesa para as vítimas, motivada unicamente pelo exercício de poder territorial armado. As vítimas, moradores da localidade, se dirigiam à festa de aniversário quando simplesmente foram atacadas pelo custodiado. O modus operandi empregado ¿ disparar contra um veículo familiar em via pública sem qualquer motivo ¿ revela uma personalidade violenta e incompatível com o convívio social. O relato de uma testemunha ainda indica que o acusado disparou contra dois veículos que entraram na comunidade anteriormente, . Quanto ao crime de associação para o tráfico, a conduta de custodiado em abordar veículos de forma agressiva e exercendo o controle de acesso à via pública na Comunidade do Bom Pastor ¿ é típica da função de ‘contenção’, braço armado essencial para a manutenção do tráfico de entorpecentes naquela localidade. Reforça a existência do vínculo associativo o fato de o indiciado ter sido encontrado ‘justiçado’, tendo sido amarrado e deixado em local para ser capturado pela policial. Tal circunstância revela a existência de um ‘tribunal do tráfico’ e de uma estrutura hierárquica rígida, que optou por imobilizar o autuado para mitigar a repercussão social (inclusive no interior da comunidade considerando se tratar de moradores locais) e a inevitável intervenção policial decorrente da morte de uma criança na comunidade. O acusado possui duas condenações definitivas por crime de roubo e estava em cumprimento de pena

Homem acusado de assaltar bocas de fumo do CV em São Gonçalo foi condenado a 26 anos de prisão. Pelo menos dois casos terminaram em mortes, segundo relatos à Justiça

Marllon Gonçalves Lima de Luna acusado de participar de botes para assaltar bocas de fumo do Comando Vermelho em São Gonçalo foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão. PMs são suspeitos de participarem do esquema. Um dos botes terminou em morte. O processo do caso é o Nº 0006970-62.2024.8.19.0004 Um dos casos que chegou a Justiça ocorreu no bairro Miriambi em junho de 2024 onde os autores roubaram da boca uma pistola 9mm Canik, chave de motocicleta, mochila com drogas e o valor aproximado de R$ 400,00 de um traficante, vulgo “Neguete” e de terceiro não identificado. No dia 02 de julho de 2024, por volta das 17:00 horas, na esquina da Rua Jequitibá com a Rua Sucupira, no bairro Arsenal, aconteceu um outro bote onde os autores subtraíram pertences da vítima Leonardo de Jesus, vulgo “Choque” ou “super choque”, dentre eles um rádio transmissor. A vítima foi alvejada por disparos de arma de fogo e foi conduzida ao Hospital Alberto Torres mas chegou na unidade de saúde em óbito.Segundo as investigações, os envolvidos praticavam o que popularmente se chama de “bote” em boca de fumo, que nada mais é do que assaltar boca de fumo para arrecadar dinheiro, drogas e armas, para depois revender e auferir lucro. De acordo com seu depoimento no processo, Negueba afirmou que os envolvidos nos botes teriam sido os responsáveis pelo homicídio de um traficante vulgo Sorriso, frente do Complexo da Alma. O fuzil dele desapareceu após a morte. Segundo o seu relato, o tráfico tinha conhecimento que o fuzil estava na casa do “TH do Gebara” em Guaxindiba. Os integrantes do tráfico foram até a casa do “TH” e cercaram a região. “TH” chegou a disparar o fuzil para repelir a ameaça dos traficantes. Após o cerco, o declarante sabe informar que policiais do 7º BPM teriam ido até o local para socorrer “TH”; é amplamente conhecido como bandido que dá “bote em bocas. As armas subtraídas nos botes eram revendidas; que todas as bocas de fumo assaltadas, de acordo com o mapeamento, eram do Comando Vermelho, pois em São Gonçalo a hegemonia é do Comando Vermelho;

Justiça decretou a prisão preventiva de suspeitos de envolvimento de homicídio de um homem em Queimados que foi acusado de estupro de uma menor

A Justiça decretou na última semana as prisões preventivas de dois suspeitos de envolvimento no homicídio de um homem cometido em 2024 em Queimados. Segundo o processo, a vítima Renison Venâncio Oliveira dos Santos foi acusada de estupro de uma menor de idade e por isso foi morta. Os autos dizem que o crime ocorreu em 28 de dezembro daquele ano. A denúncia recebida pelo TJ-RJ diz que Renison teria sido atraído para sua morte através de uma chamada telefônica, supostamente realizada por um dos suspeitos para encontrar determinadas pessoas e esclarecer (desenrolar, na gíria local) os fatos que resultaram do contexto de um vídeo que foi amplamente divulgado em redes sociais, onde o alvo era apontado como autor de estupro de uma jovem por sua mãe e que teria funcionado como verdadeira “sentença de morte”, que acabou sendo executado a tiros por três homens. De acordo com a Justiça, a polícia apreendeu o celular da vítima e informou que a motivação do delito estaria praticamente esclarecida – ligada a uma relação sexual da vítima com a jovem M.E,S. Os autos informaram que o local do fato não consta com câmeras públicas de monitoramento, ou de segurança privada. Possíveis testemunhas tem receio de colaborar com a polícia e a justiça ante a presença de milicianos na região. O texto do processo diz que um dos suspeitos que teve a prisão decretada chegou a ser ouvido e informou que um terceiro envolvido, que teve a prisão decretada já no ano passado, disse que Renison foi atraído sob o pretexto de solicitar entrega de drogas. Esse terceiro suspeito, após o crime, saiu a pé em direção ao ponto do homicídio e retornou depois apenas para arrumar sua bagagem e embarcar de volta para São Paulo.

Traficantes da Pedreira (TCP) controlariam condomínios residenciais cobrando taxas. Dominariam também o gatonet e a venda de gás

No Complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio, traficantes do TCP teriam assumido o controle direto de condomínios residenciais inteiros, impondo regras próprias, cobrando taxas obrigatórias e administrando serviços básicos como se fossem o próprio Estado. Moradores das localidades do Bairro 13 e Quitanda relatam que a facção passou a controlar a gestão dos mais de mil apartamentos por meio de uma suposta associação de moradores, apontada como fachada para a arrecadação ilegal. A cobrança varia entre R$ 50 e R$ 250 por unidade. Quem é ligado aos criminosos não paga. Quem não é, segundo relatos, não tem escolha. A cobrança é tratada como obrigatória. A recusa pode significar pressão, intimidação e medo. Na prática, dizem moradores, o tráfico substituiu o poder público e passou a ditar as regras dentro dos condomínios. Mas a exploração não para na “taxa condominial”. A facção também teria transformado serviços essenciais em fonte de lucro. O botijão de gás chega a custar R$ 140 em alguns pontos de Costa Barros — R$ 40 acima do valor praticado em outros bairros. Já o “gatonet”, serviço clandestino de TV e internet, sai por R$ 100 mensais no plano mais barato e alcançaria cerca de 70% das casas da região. Relatos indicam ainda que a venda de produtos básicos, a imposição de monopólios e a extorsão vêm se tornando tão ou mais lucrativas que o próprio tráfico de drogas. O controle territorial agora é também econômico: quem domina a área, domina o bolso do morador. A 39ª DP (Pavuna) investiga e monitora de forma contínua a ação de grupos criminosos na região, utilizando métodos de inteligência e estratégia para capturar todos os envolvidos. Vale ressaltar que as investigações sobre o crime citado seguem em andamento na unidade. A instituição orienta, ainda, que todos os casos sejam registrados para que possam ser investigados de forma individual e para que os autores sejam identificados e responsabilizados criminalmente. As denúncias também podem ser feitas  por meio do Disque Denúncia. O anonimato é garantido. As informações são do jornalista Bruno Assunção

Denúncia que circula nas redes diz que PMs supostamente trataram como bandido trabalhador que morreu baleado em confronto em rodovia em São Gonçalo. Testemunha relata como tudo teria ocorrido. VIDEOS

Uma denúncia que circula nas redes sociais na noite deste sábado aponta que um trabalhador teria sido morto em um.confronto entre PMs e traficante ls na Rodovia BR 101, em São Gonçalo, durante a madrugada de hoje. Segundo a denúncia, o rapaz baleado se chamava Alan Nascimento e teria sido tratado supostamente por policiais da Recom como bandido sendo colocado em um carro. Os policiais depois teriam retomado depois com o corpo do rapaz sob alegação de que não teriam.encontrado o pronto-socorro para atendê-lo. Leia agora a íntegra da denuncia. Por volta das 2 h da manhã, desse sábado, um grupo de trabalhadores de uma lanchonete, voltavam de seu trabalho, indo para o Gradim, pela BR, quando o carro em que estavam, foi abordado por um grupo de assaltantes e exigiram que atravessassem o carro na pista, para fazer arrastão. Nisso apareceu a RECON que iniciou um tiroteio, porém os bandidos fugiram e os trabalhadores se jogaram no chão, porém uma bala acertou Alan Nascimento na costela. A RECON os tratou como se fossem bandidos. Pegaram Alan e colocaram no carro. Após 10 minutos, retornaram, com o rapaz já falecido. Alegaram que não “acharam” o Pronto socorro.Parte da abordagem foi filmado por locais.A vítima era trabalhador e foi tratado como bandido e sem qualquer socorro. A reportagem procurou a PM e aguarda retorno. Um.rapaz que estava com Alan na hora gravou vídeos e deu mais detalhes sobre o fato. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) foi acionada e instaurou inquérito para apurar a morte de Alan de Souza Nascimento. A perícia foi realizada no local e as equipes seguem com diligências, incluindo coleta de depoimentos e análise de elementos informativos, para esclarecer as circunstâncias do fato.Quanto à versão mencionada, ela não foi apresentada formalmente pelas testemunhas em sede policial. Diante disso, os envolvidos serão novamente intimados para prestar esclarecimentos complementares.

Ataque a posto de gasolina deixou morto e dois feridos em São Fidélis (RJ). VIDEO

Um ataque a tiros em um posto de combustíveis no Centro de São Fidélis resultou na morte de Luiz Silva, de 27 anos, e deixou um frentista e um cliente feridos. O crime ocorreu na madrugada de sábado (21), quando dois homens em uma moto efetuaram disparos contra o homem que tentava se abrigar no posto. Sobre o homem executado em um conveniência de um posto em São Fidelis, – RJ. Ele recentemente teria se juntado ao mundo do tráfico, anteriormente, pertencia à igreja e era trabalhador. Ele era apontado como integrante da facção TCP – Terceiro Comando Puro da comunidade da Chatuba. De acordo com informações, um dos dois baleados seria trabalhador do posto onde ocorreu o ataque. A principal suspeita seja de que a execução tenha sido motivada por disputa territorial entre facções, atualmente, a cidade é disputada por três facções: Amigos dos Amigos – ADA, Terceiro Comando Puro – TCP e o Comando Vermelho – CV.

Policiais da CORE atiraram em pitbull para contê-lo após o animal atacar e morder traficante que era alvo de operação em Niterói

Durante operação para prender bandidos envolvidos em uma guerra de facções no Morro do Pimba, em Niterói, no mês de janeiro, policiais civis da CORE tiveram que atirar em um cachorro da raça pitbull para contê-lo após o atacar um traficante que era alvo dos agentes, segundo processo do Tribunal de Justiça. Não foi informado, porém, o que ocorreu com o animal. Segundo os autos, no dia 19 de janeiro de 2026, por volta das 09h30min, policiais civis da 78a Delegacia de Polícia e da CORE, realizaram incursão na Comunidade do Pimba/Palmeira, em razão de informes de que traficantes vinculados à facção TCP estariam em deslocamento para atacar integrantes da facção rival CV, havendo, ainda, notícias de que moradores da região estariam sendo feitos reféns. Durante a incursão, um dos agentes avistou quatro indivíduos armados com fuzis saindo do terreno de uma casa abandonada, os quais, ao perceberem a presença policial, empreenderam fuga pelas residências vizinhas e pela área de mata. Ao ingressar no terreno, o policial localizou diversos carregadores de fuzil, rádios comunicadores, drogas, munições e um aparelho celular, todos abandonados pelo chão, sem que fosse possível identificar, naquele momento, a quem pertenciam. Na sequência, o policial tomou conhecimento de que policiais da CORE haviam realizado a detenção do suspeito , após este pular o muro de uma residência, ocasião em que foi atacado por um cão da raça pitbull. Segundo informado pelos policiais da CORE, foram feitas tentativas de conter o animal, contudo, sem êxito, restando como alternativa a realização de disparos contra o cão. Enquanto isso, outros policiais permaneceram em diligência no local, ocasião em que localizaram, no muro colado à residência onde o suspeito foi preso, um fuzil calibre 7,62, o qual se encontrava municiado. No local dos fatos, o preso confessou integrar o tráfico de drogas, tendo os demais integrantes do grupo criminoso conseguido fugir pela mata. Em razão das lesões decorrentes da mordida do cão, o preso foi socorrido ao Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), onde recebeu atendimento médicoAo serem indagados acerca das informações de que pessoas estariam sendo mantidas como reféns pelo tráfico local, os moradores da região demonstraram resistência em colaborar, informando que temiam eventuais represálias por parte da organização criminosa. Já em sede policial, o preso declarou ser conhecido pelo vulgo de “Cavaco” e afirmou ter passado a infância e juventude na Comunidade da Palmeira, onde frequentava a boca de fumo local à época em que a facção TCP dominava o tráfico de drogas da região. Relatou que, após a invasão da facção CV e a expulsão dos traficantes locais, passou a residir no bairro da Gardênia, onde exerceu atividades lícitas, até cerca de duas semanas antes dos fatos, quando ficou desempregado. Segundo declarou, nesse contexto recebeu convite de um indivíduo conhecido como “TH” para integrar o tráfico de drogas no Morro do Pimba, na função de “radinho”, aceitando a proposta em razão de sua situação financeira, retornando a Niterói e passando a residir com sua mãe durante o dia, exercendo a referida função no período noturno, diariamente, das 20h às 8h, mediante pagamento O preso afirmou que parte dos traficantes atuantes na localidade havia chegado recentemente do Rio de Janeiro para manter o controle do tráfico e a vigilância contra a facção rival CV, declarando, ainda, que recebia ordens diretas do indivíduo “TH”, oriundo da Favela da Maré, responsável também por efetuar os pagamentos, e que a liderança do tráfico local teria sido exercida anteriormente por indivíduo conhecido como “Galo”, falecido em confronto com a PMERJ, estando, segundo ouviu dizer, atualmente sob responsabilidade de seu irmão, conhecido como “Iuri”. Relatou que, na data dos fatos, após encerrar seu plantão por volta das 8h, encontrava-se na boca de fumo do “Morrinho” quando se deparou com a operação policial, ocasião em que todos os presentes empreenderam fuga, havendo, entre os criminosos, indivíduos armados com fuzis, incluindo o mencionado “TH”, cujo aparelho celular caiu durante a fuga e foi apreendido pelos policiais. O preso declarou ter presenciado o momento em que alguns criminosos efetuaram disparos contra os policiais, os quais revidaram. Informou ainda que o local onde foi preso era rota habitual de fuga dos traficantes armados, os quais costumam invadir residências de moradores até a retirada das forças policiais, bem como que, nas proximidades da Travessa Nome, existem casas abandonadas utilizadas para ocultação de armas e drogas. Por fim, o preso declarou conhecer indivíduo chamado Nome, réu no procedimento 0801285-76.2026.8.19.0002 e conhecido pelo vulgo “Na Onda”, afirmando que este exerceria a função de “atividade” armada na comunidade, estando presente na boca de fumo no momento inicial da operação policial e também tendo empreendido fuga antes de ser posteriormente preso por policiais militares nas imediações

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