Uma mulher denunciou que a irmã de um gerente do tráfico em Cabo Frio, vulgo Galo, “, determinou que traficantes fossem até seu apartamento n.º 206, bloco 09 do Condomínio Minha Casa Minha Vida, onde ela foi surpreendida por dois bandidos a ameaçaram com uma arma na cabeça, dando ordens para que desocupasse o imóvel, tendo, em princípio, tentado leva-la para onde se localiza a churrasqueira do condomínio para que resolvessem sobre uma suspeita da vítima ser uma “X9”. A filha da vítima conseguiu ligar para seu pai, que chegou na residência e encontrou um dos suspeitos, vulgo Cabelinho,”, conhecido pelas vítimas por seu envolvimento no tráfico e notícias da prática de homicídios, além de outros quatro marginais e a tal prima do gerente do tráifco, que proferii ordens aos outros integrantes determinando morte de opositores e intimidação de moradores. O marido da vítima reconheceu Cabelinho como sendo aquele que apontou uma arma para a cabeça de sua mulher, dizendo que iria mata-la no mato e que teria ordenado às filhas dela que fugissem, pois aquela casa seria, a partir de então, do tráfico. Neste momento, o outro filho do casal, chegou em seu veículo e pediu ao pai que entrasse no veículo, pois iriam buscar auxílio policial, jogando o carro para cima do grupo que estava na motocicleta, na tentativa de salvar o pai que estava cercado. Cabelinho deu ordem para matar o marido da vítima e seus comparsas perseguiram o veículo da família até próximo ao DPO, efetuando vários disparos na intenção de acertá-los. Os depoimentos das vítimas são congruentes tendo o grupo sido reconhecido pela família que apresentou a mesma versão em inquisa, alertando para a periculosidade dos autores que constantemente vem realizando invasões às moradias, com moradores expulsos, além de haver notícias de homicídios para a manutenção do comando das atividades de tráfico para o TCP. O marido da dona da casa teria buscado auxílio no DPO informando a invasão de sua casa no condomínio, além da tentativa de homicídio por meio de disparos contra o veículo que a vítima se encontrava, na companhia de seu filho. A polícia prendeu alguns dos envolvidos mas na hora, o marido recebeu um telefonema avisando que sua casa teria sido invadida por traficantes, sendo acompanhado pelos policiais até o local onde encontraram a casa toda revirada, com manchas de sangue. Ele informou que na data da prisão dos suspeitos,, outros integrantes do grupo estiveram em sua casa, no Valão, comunidade que também é dominada pelo TCP, onde saquearam todos seus pertences de valor, sendo informado que o crime teria sido perpetrado por um bandido, envolvido no grupo da prima do gerente do tráficoO homem esclareceu ter deixado sua residência por temor de que fossem mortos pelo grupo, tendo inclusive determinado que suas filhas também se dirigissem a lugar seguro para se esconderem, por medo das ameaças de Cabelinho, de que as mataria quando as encontrasse na rua. As vítimas ressaltaram que Cabelinho portava uma arma e a apontava na cabeça da mulher, dizendo que iria matá-la, quando chegou ao local o filho dela, o marido, momento que Cabelinho deu ordens para que os outros traficantes atirassem contra ele. O filho do casal conseguiu retornar ao local de sua residência com os policiais e identificou os motoristas das motocicletas. O pai acusou um bandido chamado Fabrício como autor dos “saques” na casa das vítimas. Os depoimentos prestados no inquérito 126-02718/2025 são contundentes, tendo as vítimas apontando seis pessoas como integrantes da facção TCP, como os autores dos crimes, ostentando eles diversos delitos praticados na localidade. Ressalte-se que as vítimas fizeram o reconhecimento dos denunciados em sede policial e detalharam a participação de cada um, esclarecendo que é quem ordena as invasões e homicídios, eis que é irmã de Vitor, vulgo “Galo” FONTE: TJ-RJ