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operação policial

Comissão Internacional de Direitos Humanos diz que durante megaoperação na Penha e no Alemão pessoas foram vistas vivas sob custódia policial e depois encontradas mortas

Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos aponta que na megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro que terminou com 122 mortos há relatos de pessoas vistas vivas sob custódia policial e posteriormente encontradas mortas. O documento aponta que depoimentos de familiares e testemunhas, bem como informações colhidas nas imediações da Vacaria e da Praça São Lucas, descreveram corpos com múltiplos disparos mna cabeça, na boca, nas costas, nas axilas e no tórax, em posições que não seriam compatíveis com troca de tiros . Há indícios ainda de além de indícios de amarras, lesões perfurocortantes e disparos à queima-roupa. Especialistas de direitos humanos das Nações Unidas também registraram indícios como mãos amarradas, tiros na parte posterior da cabeça e, em um caso, decapitação Diversos depoimentos colhidos durante a visita contradizem a narrativa oficial segundo a qual as mortes teriam ocorrido exclusivamente em áreas de mata ou em contextos de confronto armado. Familiares e testemunhas relataram que algumas pessoas teriam sido mortas durante a subida às comunidades ou no interior de residências, o que poderia indicar invasões domiciliares sem mandado judicial e fora de cenário de confrontodireto . Dois relatos específicos merecem atenção: um descreve que pessoa ferida teria sido levada à residência de vizinho e posteriormente executada; outro aponta que indivíduo teria sido morto ao sair da casa de familiar na parte baixa da comunidade Por conta disso, a Comissão entende que a Operação Contenção deve ser investigada sob a hipótese de uma chacina (massacre), no contexto de política de segurança que pode ter tolerado ou promovido uso ilegítimo e desproporcional da força letal. Tal investigação deve apurar responsabilidades penais e disciplinares tanto dos autores materiais quanto da cadeia de comando envolvida no planejamento e supervisão da operação, especialmente diante de indícios de possíveis execuções extrajudiciais.

PM interveio em guerra entre o CV e a milícia em Curicica, prendeu cinco e pegou quatro fuzis. Três suspeitos ficaram feridos

Segundo informações que circulam nas redes sociais, traficantes do Comando Vermelho atacaram a comunidade da Vila Sapê, em Curicica, na manhã de hoje. A região é dominada por milicianos. A PM interviU. Equipes do 18º BPM apreenderam 04 fuzis, 03 pistolas e 05 rádios comunicadores, há pouco, durante ação na comunidade. Houve confronto e tentativa de fuga de criminosos, sendo 05 deles presos na altura da Estr. Adalto Botelho. Em decorrência do cerco tático, dos cinco criminosos presos, três estavam feridos e precisaram ser socorridos à UPA da região. Ocorrência em andamento. Ontem, a polícia já havia feito operação no local. Durante a ação, as equipes foram recebidas a tiros e houve confronto. Após a estabilização da área, sete criminosos foram presos. Na ação, os agentes apreenderam um fuzil, três pistolas e duas granadas. A ocorrência foi encaminhada à delegacia da área para registro e demais providências.

Homem foi preso suspeito de estuprar mulher, matar o filho dela e ainda tentar assassinar avó da criança

Crime bárbaro na Baixada Fluminense. Policiais civis da 57ª DP (Nilópolis) capturaram, na noite desta quinta-feira (05/03), um homem que estuprou uma mulher, matou o filho dela e ainda tentou matar a mãe. Ele foi localizado após diversas diligências na Via Light, na altura do mesmo município. A investigação começou no início da tarde, quando a mulher procurou a delegacia para denunciar ter sido vítima de estupro horas antes. O criminoso era o ex-namorado dela. Após o fim de um relacionamento de um ano, ele não aceitava a separação. Na noite de quarta, ele foi à casa dela, onde a mulher morava com o filho e a mãe, para tentar novamente uma reconciliação. Sob o pretexto de ter dificuldade para conseguir transporte para ir embora, ele pediu para ficar no imóvel até a manhã. Durante a madrugada, o homem abordou a mulher e a estuprou, ameaçando-a com uma faca. Ele ainda subtraiu uma televisão da casa dela antes de ir embora. A mulher procurou atendimento médico e, em seguida, compareceu à 57ª DP, onde foi ouvida por equipe especializada. A investigação teve início imediatamente e equipes passaram a procurar o criminoso em Nilópolis e Duque de Caxias, comparecendo a endereços ligados a ele e seus familiares. À tarde, o criminoso retornou à residência da mulher, enquanto ela fazia exame de corpo de delito. Ele matou o menino, de apenas 11 anos, e tentou matar a mãe da ex-namorada. Um vizinho ouviu os gritos por socorro e encontrou o homem estrangulando a mãe dela, depois de já tê-la esfaqueado no braço. O homem fugiu em seguida. Uma equipe da Polícia Militar foi acionada imediatamente por populares e auxiliou no socorro do menino e da senhora, mas ele não resistiu. A idosa está hospitalizada. Ao tomarem conhecimento dos novos crimes, os policiais da delegacia de Nilópolis intensificaram as buscas e conseguiram localizar o criminoso sendo agredido por populares. a A multidão foi contida e o criminoso capturado. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado tentativa de homicídio.

Processo detalha caso de PMs presos por roubo a ônibus no Arco Metropolitano. Eles são suspeitos de outros crimes

A reportagem teve acesso a decisão da Justiça que decretou a prisão de três PMs suspeitos de roubo a um ônibus no Arco Metropolitano em maio do ano pasaado. Os mesmos PMs são investigados por outros crimes. O Ministério Público Estadual só passou o caso para um veículo primeiro para depois divulgar o caso para a imprensa. Segundo os autos, no dia 10 de maio de 2025, por volta das 02h30min, na Rodovia Raphael de Almeida Magalhães, sentido Saracuruna, no trecho entre a estrada Boa Esperança e a Estrada Pastor Lourival Machado, na localidade conhecida como Arco Metropolitano, neste estado, os agentes subtraíram 11 aparelhos celulares da marca Iphone, depois de haverem reduzido à impossibilidade de resistência as vítimas, motoristas de ônibus contratados por uma empresa; Na ocasião, os PMs suspeitos estavam escalados no serviço do DPO – Jardim Primavera, quando abordaram o ônibus e encontrado diversas mercadorias eletrônicas e, sob a alegação da inexistência de notas fiscais, que fretaram o ônibus para trazer mercadorias de São Paulo para Campo dos Goytacazes.” A apuração preliminar se deu por análise da prova oral colhida por meio dos depoimentos prestados pelas vítimas e testemunhas e do seu cotejo com os dados do GPS da VTR n° 54-1067, bem como a (falta) das imagens das câmeras corporais, os quais geraram os relatórios acostados ao inquérito que apontam imagens e diálogos que trazem indícios mínimos dos delitos imputados na denúncia. Segundo a Justiça, a conduta investigada – roubo, revela, em tese, gravíssima violação aos deveres funcionais militares e potencial afronta aos princípios da legalidade, da moralidade e da transparência na atuação operacional, o que configura risco concreto à ordem pública militar. A manutenção dos investigados em liberdade representa risco concreto à instrução criminal, visto que poderão ameaçar testemunhas, as quais já demostram medo de represálias, consoante o depoimento em que uma das vítimas que preferiu não declinar endereço, bem como poderão obstaculizar a produção probatória relacionada a outros feitos, uma vez que são suspeitos de outras investigações.

Adolescente arremesssou pedregulho na cabeça de policial civil no Jardim América. Operação policial deixou dois mortos e liderança do tráfico presa. Moradores disseram que inocente morreu

Policiais civis da 38ª DP (Brás de Pina) deflagraram, nesta quarta-feira (04/03), uma operação emergencial na Furquim Mendes, no Jardim América, na Zona Norte do Rio. A ação resultou na prisão de uma liderança do tráfico local e na apreensão de armas, drogas e materiais ligados ao crime organizado. Dois traficantes foram neutralizados, após atacarem as equipes e entrarem em confronto armado. Um adolescente também foi apreendido por lançar um pedregulho contra um policial. As diligências contaram com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e com informações de inteligência da 1ª DP (Praça Mauá). A ação foi deflagrada imediatamente após agentes da 1ª DP receberem uma denúncia enviada por mensagem ao celular da delegacia. Diante da gravidade e da urgência da situação, as equipes organizaram uma operação emergencial para verificar a procedência das informações, mas, ao chegarem ao local, constataram se tratar de uma informação falsa. Durante a entrada na comunidade, os agentes foram recebidos a tiros por traficantes que atuam na região. Houve confronto e, após a estabilização do local, os policiais encontraram três indivíduos baleados. Todos foram socorridos e levados a uma unidade hospitalar, mas dois deles não resistiram aos ferimentos e morreram. As investigações indicaram que o terceiro baleado é apontado como o atual responsável por comandar o tráfico de drogas na comunidade Furquim Mendes. De acordo com a apuração, ele possui ligação familiar com o “dono” da organização criminosa que domina a área, preso no ano passado. Após atendimento médico, ele permanecerá sob custódia até ser encaminhado ao sistema prisional. O homem foi autuado em flagrante pelo crime de associação para o tráfico de drogas, além de possuir um mandado de prisão em aberto contra ele. Os policiais apreenderam duas pistolas, um revólver, munições, grande quantidade de drogas, celulares e anotações relacionadas à contabilidade do tráfico. Todo material apreendido passará por análise para aprofundar as investigações. Mesmo após o avanço da operação, a tensão na comunidade continuou e moradores ligados ao tráfico ou obrigados pela facção atacaram as equipes em represália à prisão da liderança criminosa. Um adolescente, de 15 anos, foi apreendido após arremessar uma pedra contra um policial da Core, atingindo-o na cabeça. O agente foi socorrido, recebeu atendimento médico e foi liberado. O menor responderá por ato infracional análogo aos crimes de tentativa de homicídio e resistência. As investigações continuam para esclarecer todos os fatos relacionados à denúncia que motivou a operação e identificar outros integrantes da organização criminosa que atua na região. Moradores diseram porém que um dos mortos, Gabriel da Silva Machado, de 25 anos, voltava do trabalho quando foi atingido por um tiro de fuzil nas costas. A polícia informou que ele tinha uma anotação criminall por recepttação.

Polícia achou 2 toneladas de haxixe em operação resultante de investigação contra um dos líderes mais antigos da milícia de Rio das Pedras

A operação da Polícia Civil do Rio que apreendeu duas toneladas de haxixe em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, teve origem partir de investigações voltadas para localizar armamentos possivelmente mantidos de forma irregular por Dalcemir Pereira Barbosa, já monitorado no procedimento investigativo. Ele é um dos líderes antigos da milícia de Rio das Pedras. A droga, considerada de alto valor no mercado ilegal, está avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões. A droga foi achada em um local utilizado exclusivamente como depósito, o que indica a existência de estrutura logística voltada à guarda e possível distribuição de grande quantidade de drogas. As diligências são fruto de um intenso trabalho investigativo da especializada. O volume expressivo do material apreendido configura um dos maiores golpes recentes contra o narcotráfico na capital fluminense e causa um impacto direto nas finanças do crime organizado. No endereço onde o entorpecente foi encontrado, os quatro familiares que residiam no local foram conduzidos à sede da unidade para prestar esclarecimentos e para a adoção das medidas legais cabíveis, diante da quantidade e da natureza do material ilícito localizado. As equipes da especializada continuam em diligências em outros endereços vinculados à investigação, com o objetivo de localizar armas de fogo, munições, dispositivos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para a identificação de integrantes da organização criminosa responsável pelo armazenamento e pela circulação da droga.

Preso liderança da facção criminosa Povo de Israel, grupo especializado em falsos sequestros

Policiais civis da 38ª DP (Brás de Pina) prenderam, nesta terça-feira (03/03), uma das principais lideranças do grupo criminoso conhecida como “Povo de Israel”. O bando é responsável por realizar golpes e extorsões praticadas por meio de falsos sequestros. O bandido foi capturado enquanto curtia um churrasco em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, após ação de inteligência da distrital. O criminoso possuía dois mandados de prisão em aberto por roubo e vinha sendo monitorado pelos agentes da distrital. Ele era um dos alvos da “Megaoperação Espoliador”, deflagrada no fim de fevereiro contra investigados por roubo, latrocínio e receptação em todo o estado. Com base no cruzamento de dados, análise de informações e levantamentos de campo, os agentes identificaram que o criminoso estaria participando de um churrasco em um imóvel em São João de Meriti. Durante as diligências, os policiais constataram que outro homem presente no churrasco também possuía mandado de prisão pendente. Além disso, cinco indivíduos foram flagrados na posse de telefones celulares roubados. Ao todo, sete pessoas foram conduzidas à delegacia, sendo cinco autuadas em flagrante por receptação, enquanto dois alvos tiveram seus mandados de prisão cumpridos. As investigações apontaram que o bandido exerce função de liderança na organização criminosa “Povo de Israel”, apontado como o terceiro homem na hierarquia do grupo. A facção atua especialmente em golpes e extorsões praticados por meio de ligações telefônicas fraudulentas e movimentam milhões. O trabalho investigativo e de inteligência da unidade revelou que o preso possui extenso histórico criminal, com diversas anotações por roubo de carga, receptação, estelionato e reiterados cumprimentos de mandados de prisão. O marginal também ganhou notoriedade por envolvimento na onda de ataques violentos, ocorrida em novembro de 2010, em reação à instalação de forças policiais permanentes em comunidades. À época, ele foi preso e, em razão da alta periculosidade, transferido para presídio federal fora do estado.

Investigação revelou elo entre Peixão (TCP) e traficantes mineiros

Uma investigação do Ministério Público de Minas Gerais apontou a ligação de uma quadrilha especializada em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro baseada na cidade de Vespasiano com o bando de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. O trabalho revelou que o traficante vulgo Bim se escondia no Rio de Janeiro, de onde vinha fomentando os negócios escusos e realizando a manutenção de toda a estrutura criminosa , Bim se instalou dentro de uma comunidade cariocaa qual é dominada por facção criminosa Terceiro Comando Puro, uma vez que o mesmo vinha distribuindo e fornecendo relevantes quantidades de drogas também para os traficantes que lideram a mercancia ilegal de entorpecentes naquela localidade, que é conhecida como Complexo de Israel, , liderada pelo criminoso Peixão que protegia Bim, No decorrer das investigações, informações apontaram o vínculo associativo existente entre Bim e Peixão denunciando, inclusive, uma suposta atuação criminosa do bandido carioca em Minas Gerais e outros estados da federação. Bim foi preso em Parada de Lucas portando uma arma de fogo com numeração suprimida, documento de identificação falso, um veículo com sinais identificadores adulterados, vários aparelhos telefônicos e anotações referentes à mercancia de drogas. Um veículo usado pela quadrilha foi apreendido enquanto” batia “o transporte de 500kg de cocaína que seguia sentido ao estado do Rio de Janeiro.

Operação da PM na Maré deixou quatro mortos

Policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais apreenderam dois fuzis, duas pistolas, rádios transmissores, uma granada, 20 Kg de cocaína, carregadores e munições, nesta quinta-feira (26/02), na Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. A apreensão ocorreu durante uma operação da Secretaria de Estado de Polícia Militar que contou com equipes do Comando de Operações Especiais (COE) e apoio de unidades especializadas em diversas comunidades do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Dois homens foram presos e quatro criminosos que optaram pelo confronto ficaram feridos e foram socorridos ao Hospital Federal de Bonsucesso, mas não resistiram aos ferimentos. O Batalhão de Operações com Cães em patrulhamento na comunidade Vila do João, quando encontraram com o auxílio dos cães Hulck e Ira, uma quantidade de material entorpecente na via A um (Bosque do Pinheiro s/n) em uma construção abandonada. Um prejuízo avaliado em R$ 247.430,00 para o tráfico de drogas. Na Vila dos Pinheiros, os agentes estouraram um ponto de desmanche de veículos e um local de endolação e refino de drogas. Foram apreendidos 20 Kg de cocaína pura, uma prensa, uma estufa com cultivo de maconha e materiais para embalagem e venda de drogas. Foi uma ação conjunta com a Subsecretaria de Inteligência, Bope e 22º BPM (Maré). De acordo com denúncias, em uma casa na comunidade da Vila dos Pinheiros as equipes encontraram o que seria uma “Central de golpes do cartão de crédito” onde foram apreendidos vários aparelhos celulares, chips e computadores. Diariamente, milhares de pessoas recebem ligações como as originadas desta central informando sobre compras e movimentações, colocando em risco o patrimônio alheio. Bem próximo dali, no Timbau, os policiais encontraram um imóvel com características de área gourmet, que servia como ponto de reunião de criminosos. No andar de cima, havia uma academia clandestina com vários aparelhos de ginástica de última geração, que possivelmente era utilizada por integrantes do tráfico. Na chegada dos policiais, não havia ninguém no estabelecimento e nem um letreiro indicativo de atividade comercial lícita. Segundo o comando do Bope, os equipamentos de ginástica foram encaminhados à 21ª DP, onde foi pedido o perdimento à justiça. Esta manhã, policiais militares posicionaram redutores de velocidade na Vila dos Pinheiros, próximo à Clínica da Família. A colocação de blocos de concreto, conhecidos como “Jerseys” na região é uma estratégia para impedir que criminosos usem a comunidade como destino para roubo de cargas. Vale destacar que o trânsito não está impedido nas vias. Qualquer tipo de veículo de pequeno ou grande porte, como ambulâncias, caminhões de coleta de lixo e viaturas dos Bombeiros conseguem passar, com a velocidade reduzida. A iniciativa funcionou em outros pontos onde foram anteriormente instalados. No total, 12 vias que dão acesso ao Complexo da Maré contam com esses redutores. Desde as primeiras horas da manhã, os policiais percorreram as comunidades do Conjunto Esperança, Vila dos Pinheiros, Vila do João, Timbau, Baixa do Sapateiro e Salsa e Merengue. A ação tem como principais objetivos coibir o tráfico de drogas, combater o roubo de veículos e de cargas, além de prender criminosos envolvidos nessas práticas. A operação contou com cerca de 200 policiais militares e o emprego de 10 veículos blindados. O Batalhão de Policiamento em Vias Expressas atuou preventivamente nas principais vias que cruzam a região, como medida de segurança para a população. O Batalhão de Choque, o Batalhão de Ações com Cães, o Rondas Especiais de Controle de Multidões (RECOM), GESAR, além de policiais de unidades subordinadas ao 1º Comando de Policiamento de Área (CPA) e da Subsecretaria de Inteligência (SSI), também participaram da ação. As apreensões foram apresentadas na 21ª DP.

Investigações do MP apontaram elo entre contraventor Adilsinho e agentes públicos; policial militar foi preso hoje suspeito de fazer segurança do bicheiro

A prisão de um policial militar suspeito de atuar na segurança do contraventor Adilsinho, realizada nesta quinta-feira em Cabo Frio, reforça as suspeitas de que o grupo criminoso contava com a colaboração de agentes públicos para manter suas atividades ilícitas. De acordo com o superintendente da Polícia Federal, delegado Fábio Galvão, esta foi a terceira tentativa de capturar o bicheiro. Segundo ele, nas investidas anteriores, o investigado teria conseguido escapar com auxílio, inclusive, de policiais. As investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apontam que a organização criminosa mantinha uma rede estruturada de cooptação de agentes públicos, especialmente nas forças de segurança. Em denúncia apresentada pelo MPF e divulgada anteriormente por nossa reportagem, foram citados os apelidos de 12 policiais militares e dois bombeiros que estariam vinculados a uma empresa responsável pela escolta armada de cargas de cigarros distribuídas em diversos pontos do estado. Entre os codinomes mencionados nas investigações estão “Velho do Rio”, “Marreco”, “Morenão Topa Tudo”, “Coquinho da VK”, “Alvinho”, “Jajá”, “Shampoo”, “Max”, “Bonfim”, “Maromba”, “Stive” e “Baiano” — este último identificado como bombeiro. Segundo os autos, a organização teria estabelecido relações ilícitas com agentes do poder público responsáveis pela segurança, o que teria sido fundamental para a expansão e manutenção das atividades criminosas. O esquema, conforme descrito nas apurações, envolvia o pagamento sistemático de propina para garantir a omissão deliberada diante das infrações penais praticadas. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram diálogos que indicariam a existência de uma espécie de “tabela” de pagamentos. Em uma das conversas, um integrante do grupo orienta o repasse de R$ 15 mil, sendo R$ 12 mil destinados ao “batalhão” — em referência à Polícia Militar — e R$ 3 mil à “DP”, indicando Delegacia de Polícia. Em outro trecho interceptado, um investigado menciona expressamente valores de “doze mil para o carro azul” — supostamente em alusão às viaturas da PMERJ — e “três mil para o carro preto”, possível referência à Polícia Civil. As investigações também apontam que um homem conhecido como “Cabeça” atuava como intermediador entre a organização e agentes públicos corrompidos. Ele seria o responsável por operacionalizar a entrega de valores e articular a liberação de mercadorias apreendidas. Relatórios indicam que, quando cargas de cigarros eram apreendidas por policiais civis da 59ª ou da 62ª Delegacia de Polícia, ambas situadas em Duque de Caxias, “Cabeça” era acionado para intermediar contatos que resultavam na devolução informal das mercadorias. Segundo o Ministério Público, há indícios de que as restituições ocorriam sem qualquer formalização oficial. Um colaborador premiado relatou ao MP que, em pelo menos duas ocasiões, conseguiu reaver cargas apreendidas após contato com policiais lotados na 62ª DP, mediante pagamento indevido. Em uma das situações, o repasse foi descrito como “cerveja”, termo que, segundo os investigadores, seria usado para se referir a propina. As apurações também registram episódios em que integrantes da organização foram abordados enquanto descarregavam cigarros ao lado de milicianos, estando armados e portando grandes quantias em dinheiro. Apesar disso, não houve registros formais de prisão ou apreensão, o que, segundo o MP, indica possível acerto informal para evitar a responsabilização. O pagamento de valores ilícitos, de acordo com os investigadores, garantia ainda tratamento privilegiado em abordagens policiais, impedindo autuações em flagrante e apreensões de mercadorias. Em uma das conversas interceptadas, atribuída a uma policial militar, há orientação para que os operadores do esquema evitassem entregar documentos durante abordagens ostensivas antes de “desenrolar” a situação. A fala menciona que equipes do programa Caxias Presente utilizariam sistemas integrados de consulta de dados, o que poderia gerar registros formaais e dificultar eventuais acertos posteriores. Para o Ministério Público, o conjunto probatório indica que a engrenagem criminosa se sustentava não apenas na logística de distribuição de cigarros, mas também na cooptação sistemática de agentes públicos, garantindo proteção institucional indevida às atividades ilícitas. As investigações seguem em andamento.

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