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investigação

Facção alvo de operação no Rio espalhou terror em Salvador com arsenal de guerra, invasões e sequência de homicídios

A facção criminosa conhecida como “Tropa do Cote” ou “Tropa do CF”, alvo de operação deflagrada na Baixada Fluminense nesta terça-feira (16), é apontada pelas investigações da Polícia Civil da Bahia como uma das organizações criminosas mais violentas em atividade na Região Metropolitana de Salvador. Segundo as apurações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) durante a Operação Saigon, a facção consolidou sua presença em bairros como Águas Claras por meio do tráfico de drogas, do uso ostensivo de armamento pesado e da prática de homicídios ligados à disputa territorial. Documentos do Ministério Público da Bahia revelam que integrantes do grupo eram responsáveis pela segurança armada de áreas dominadas pela organização, utilizando armas de fogo para proteger pontos de venda de drogas e dar suporte às atividades criminosas. As investigações também apontam que a facção promovia invasões de territórios rivais, conhecidas no meio criminoso como “bondes”, com o objetivo de assumir o controle de bocas de fumo em diferentes localidades da capital baiana. Ainda de acordo com os investigadores, o grupo utilizava redes sociais para exibir armamentos de grosso calibre e intimidar adversários e moradores das regiões sob sua influência. O poder bélico da organização foi citado em manifestações do Ministério Público, que descreveu a facção como responsável por ameaças constantes à população local e por diversos assassinatos relacionados à expansão de suas áreas de atuação. As autoridades baianas também identificaram uma estrutura hierarquizada dentro da organização. O principal líder do grupo chegou a ser preso em Minas Gerais, mas, mesmo encarcerado, continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção. Homens de confiança teriam assumido a coordenação operacional, garantindo a continuidade das ações criminosas. Foi justamente essa capacidade de reorganização que levou ao desencadeamento da Operação Gênesis, considerada um desdobramento da Operação Saigon. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as investigações demonstraram que, apesar das prisões de integrantes importantes, a facção conseguiu manter uma rede de operadores e colaboradores espalhados por diferentes estados. Nesta terça-feira, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) participaram da ofensiva interestadual que mira integrantes da Tropa do Cote. Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão são cumpridos simultaneamente no Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. As apurações apontam que a organização criminosa era responsável pelo tráfico de drogas, domínio territorial armado e diversos crimes violentos em Salvador. No Rio de Janeiro, os alvos foram localizados em endereços ligados à facção nos municípios de Nova Iguaçu e Macaé. De acordo com a Polícia Civil, o compartilhamento de informações de inteligência entre as forças de segurança dos três estados foi fundamental para identificar integrantes da organização fora da Bahia e atingir a estrutura que permitia a continuidade das atividades criminosas mesmo após operações anteriores.

Investigação revela que traficante morto pelo BOPE controlava entrada, transbordo e venda de cargas roubadas em Manguinhos (CV). Veja quem é quem na quadrilha

A reportagem teve acesso ao conteúdo de uma investigação da Polícia Civil do Rio que aponta que o traficante Maurinho Macaé, morto hoje em uma operação do BOPE no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte carioca, era o responsável por gerir as incursões de roubos de carga que acontecem na comunidade. Ele tinha 60 anotações criminais, em sua maioria pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. Segundo o documento, Maurinho foi apontado por um detento do Presídio Ary Franco) como detentor de uma posição de destaque no organograma do Comando Vermelho na localidade. Foi ele” quem encomendou ao preso roubo de um caminhão Kia Bongo, entregando-lhe um revólver cal. 357 e prometendo recompensa. Maurinho também foi formalmente reconhecido pelos policiais militares lotados na UPP de Manguinhos, como o traficante armado que fugiu da viatura conduzida por eles no dia 25 de novembro de 2024, na Rua Leopoldo Bulhões. Um outro PM reconheceu formalmente Maurinho como o homem que chefiou o transbordo de uma carga de óleo lubrificante, roubada no dia 11 de junho de 2025, conforme RO 918-00323/2025. Mais dois PMs disseram que Maurinho era o gerente do tráfico de drogas do Complexo de Manguinhos. O documento que tivemos acesso revela que o Complexo de Manguinhos é uma região do Rio de Janeiro que engloba as comunidades de Manguinhos, Varginha, Arará e Mandela, sendo certo que toda essa área é dominada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) e chefiada por Nome, vulgo “Choque”, atualmente preso. O local é margeado pela Endereçomostra como um ponto estratégico para o transbordo de cargas roubadas. Os criminosos costumam abordar motoristas de caminhão na Av. Brasil com motocicletas e, mediante grave ameaça, obrigá-los a dirigir o veículo com a carga até o interior das comunidades, onde ocorre o transbordo. No ano de 2024 o Complexo de Manguinhos foi um dos principais destinos de cargas roubadas na capital fluminense, sendo palco de centenas de roubos. Apenas no mês de setembro, os índices apontaram quase 20 roubos, conforme gráfico extraído do ISPGEO: No dia 10 de outubro de 2024 um motorista abordado por roubadores na Endereçoaté o interior do Complexo de Manguinhos, onde se deu início ao transbordo da carga. Quando a carga já se encontrava na posse dos criminosos, a Polícia Militar manejou uma operação para resgatar o motorista que, àquela altura, tinha a sua liberdade cerceada pelos roubadores, logrando libertá-lo, bem como apreender o caminhão e recuperar toda a carga roubada. A vítima apenas o criminoso, vulgo “GB”, como um dos participantes do roubo. Ele. Nome, foi morto nesse ano durante operação policial no Complexo de Manguinhos, fato investigado no IP 901- 00027/2025. As investigações voltaram-se, então, à malta responsável pelos roubos de carga cujo transbordo é direcionado ao Complexo de Manguinhos, de forma que se identificou a atuação de uma associação criminosa armada voltada tanto para o emprego de violência e grave ameaça para subtração da carga, mas principalmente para a disponibilização de uma infraestrutura logística e bélica a viabilizar a prática de roubos e o transbordo da carga em territórios dominados pelo Comando Vermelho. Assim, identificou-se que os integrantes do Comando Vermelho que atuam no Complexo de Manguinhos passaram a fornecer “serviços de logística” para o roubo e o transbordo de carga roubada para aqueles indivíduos que pretendessem subtrair (executar o roubo) a carga. Dessa forma, os personagens aqui denunciados se valem da hegemonia territorial do Comando Vermelho para disponibilizar um ambiente propício à consumação dos crimes de roubo que ocorrem naquela região. As investigações mostraram que a associação criminosa armada emprega homens armados e barricadas para fazer a segurança das entradas das comunidades que compõem o Complexo de Manguinhos, impedindo que agentes de segurança tentem reaver a carga roubada. Da mesma forma, os denunciados possuem um esquema de logística próprio, determinando a melhor localidade para o descarregamento e empregando um pessoal próprio para realizar o transbordo da carga, normalmente usuários de entorpecentes. Verificou-se que as cargas que são efetivamente subtraídas são vendidas para receptadores por metade do preço da nota fiscal. Esse valor é dividido entre os integrantes da Facção Criminosa que garante proteção e logística aos roubadores e os próprios executores do roubo, cada um recebendo 50%.Os denunciados integram a facção criminosa autodenominada Comando Vermelho, que exerce o domínio territorial do Complexo de Manguinhos. Cada um cumpre uma função de importância no núcleo associativo, viabilizando toda a estrutura logística para o roubo da carga, desde o fornecimento de armamento, o acesso de cargas roubadas à Comunidade, o transbordo e posterior revenda. A fim de robustecer o acervo probatório, a d. autoridade policial compareceu em unidades prisionais para colher depoimentos de custodiados que foram presos em flagrante por roubo de carga na circunscrição da 21a DP, que abrange o Complexo de Manguinhos, diligência que trouxe conhecimento significativo sobre a posição de destaque ocupada por cada integrante do núcleo associativo. Além disso, alguns policiais militares lotados no setor de inteligência da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos – 15a UPP, trouxeram diversas informações relevantes sobre os denunciados, conhecidos pelos agentes que patrulham aquela região diariamente, explicando em seus depoimentos a atuação de cada um e realizando reconhecimentos formais. Vítimas de outros roubos de carga ocorridos na localidade conseguiram identificar alguns dos denunciados, enriquecendo o acervo probatório ao descrever a atuação de cada um durante a interceptação e o transbordo da carga subtraída. Imagens das redes sociais, em cotejo com o reconhecimento formal feito em sede policial e com laudos de perícia morfológica, permitiram confirmar a qualificação de outros denunciados e, principalmente, estabelecer o vínculo associativo entre eles. Além de Maurinho, o bandido conhecido como Jogador , é quem opera o roubo de cargas na Comunidade do Mandela. Uma testemunha revelou que “nenhuma carga entra no Mandela sem a permissão do responsável, , além de reconhecer que Jogador circula pela Comunidade do Mandela portando pistolas e escoltado por seguranças armados com fuzis e ostentando coletes balísticos. O denunciado possui anotações criminais por roubo

Investigação revela império de um dos alvos da operação no São Carlos (TCP): mansão, carros de luxo, controle da internet e bloqueio de R$ 347 milhões.

Pegando como gancho a operação que teve como alvo integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de São Carlos nesta semana, revelamos r detalhes sobre o que as autoridades descrevem como um verdadeiro império criminoso comandado por Rafael Carlos da Silva Ferreira, o Parazão, apontado como uma das principais lideranças da facção no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, Parazão não era apenas mais um traficante da organização. Os documentos afirmam que ele recebeu de Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, apontado como um dos chefes históricos do TCP, o controle do Morro da Mineira, uma das comunidades que integram o Complexo de São Carlos, na região central do Rio. De acordo com a apuração, Coelho teria dado a Parazão “carta branca” para administrar a Mineira da forma que desejasse, consolidando sua posição como uma das figuras mais influentes da facção. Mesmo preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, Coelho continuaria acompanhando assuntos relacionados à administração da região, segundo diálogos interceptados durante as investigações. Domínio sobre a Mineira e ligação entre Rio e Minas As investigações apontam que Parazão construiu uma estrutura que ultrapassava as fronteiras do Rio de Janeiro. Além de ser identificado como o “frente” do TCP na Mineira, ele também é apontado como líder da organização criminosa conhecida como Sala VIP, com atuação no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte. Para os investigadores, a estrutura funcionava como uma verdadeira empresa criminosa, com operadores financeiros, responsáveis por movimentação de dinheiro, transporte de drogas, logística e controle territorial. Mansão, carros de luxo e vida de alto padrão A investigação também descreve um padrão de vida incompatível com a renda formal dos envolvidos. Segundo os investigadores, recursos atribuídos a Parazão teriam sido utilizados para aquisição de um imóvel de alto padrão no bairro Paraíso, em Belo Horizonte, além da compra de veículos de luxo utilizados por pessoas ligadas ao grupo. Os documentos apontam que o imóvel teria sido adquirido por intermédio de pessoas próximas ao traficante e pago com recursos oriundos das atividades criminosas atribuídas à organização. Entre os veículos citados na investigação aparecem uma Mitsubishi ASX, avaliada em cerca de R$ 70 mil, uma Mitsubishi Outlander, uma Toyota Hilux SRX avaliada em aproximadamente R$ 185 mil, além de um Volkswagen Nivus, Honda Civic, Toyota Corolla e outros automóveis que acabaram atingidos pelas medidas judiciais. Segundo os investigadores, parte desses bens estaria registrada em nome de terceiros para dificultar a identificação dos verdadeiros proprietários. A investigação também aponta gastos elevados com imóveis, veículos, despesas pessoais e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos. Controle da internet nas comunidades Outro ponto que chamou atenção das autoridades foi o suposto controle exercido por Parazão sobre o mercado de internet em áreas dominadas pelo grupo. Segundo diálogos interceptados, ele recebia mensalmente cerca de R$ 50 mil provenientes do chamado “negócio da internet”. As investigações indicam que empresas concorrentes teriam dificuldades para atuar em determinadas comunidades sem autorização da organização criminosa. Mensagens analisadas pelos investigadores mostram integrantes discutindo se determinados provedores poderiam ou não instalar serviços nas regiões controladas pelo grupo. Rede milionária de lavagem de dinheiro A investigação aponta a existência de uma complexa rede financeira utilizada para movimentar recursos atribuídos à organização. Relatórios de inteligência financeira identificaram pessoas ligadas ao grupo movimentando milhões de reais em contas bancárias apesar de possuírem rendas formais baixas ou incompatíveis com os valores transacionados. Um dos operadores financeiros citados teria movimentado mais de R$ 4,8 milhões em suas contas. Outro investigado aparece associado a transações que ultrapassariam R$ 12 milhões. Há ainda registros de movimentações superiores a R$ 8,6 milhões realizadas por investigados que declaravam renda mensal pouco acima de mil reais. Segundo as autoridades, a estrutura utilizava empresas, contas de terceiros e sucessivas transferências para ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro. Empresas sob suspeita Os investigadores também identificaram empresas que teriam sido utilizadas para movimentar recursos relacionados ao grupo criminoso. Entre elas aparecem provedores de internet, empresas de transporte, importação, exportação e outros negócios que passaram a ser monitorados pelas autoridades. Uma das empresas citadas na investigação movimentou mais de R$ 52 milhões em aproximadamente um ano. Outra teria registrado cerca de R$ 22 milhões em operações consideradas incompatíveis com o faturamento declarado. Para os investigadores, parte dessas empresas funcionaria como mecanismo para ocultação e circulação de dinheiro da organização criminosa. Drogas, armas e rota entre estados As investigações também apontam que integrantes do grupo atuavam no transporte de drogas entre Minas Gerais e Rio de Janeiro para abastecer áreas dominadas pela facção. Os investigadores encontraram registros de negociações envolvendo cocaína, crack, maconha, drogas sintéticas e armas de fogo. Também foram localizadas imagens de fuzis, carregamentos de entorpecentes e referências diretas ao TCP e à chamada Sala VIP. As apurações identificaram ainda deslocamentos frequentes de integrantes do grupo para regiões próximas à fronteira com o Paraguai, área historicamente associada às rotas de entrada de drogas no Brasil. Bloqueio de R$ 347 milhões Diante do conjunto de provas reunidas durante a investigação, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras, empresas, veículos e outros bens ligados aos investigados. O valor das medidas patrimoniais chega a R$ 347,6 milhões. Além dos bloqueios financeiros, a decisão também determinou restrições sobre diversos veículos apontados como ligados à estrutura investigada. Para as autoridades, os elementos reunidos demonstram que Parazão não exercia apenas o comando armado do Morro da Mineira, mas estaria no centro de uma organização que combinava tráfico de drogas, controle econômico de territórios, exploração de serviços em comunidades e uma sofisticada engrenagem de movimentação financeira capaz de movimentar centenas de milhões de reais. As investigações prosseguem para identificar a extensão total do patrimônio supostamente acumulado pelo grupo e a participação de outros integrantes da organização criminosa.

Veja detalhes da fuga de Adilsinho com ajuda de PM preso ao seu lado este ano em Cabo Frio; comerciantes de cigarros da quadrilha são investigados por milícia e homicídios e foram beneficiados por depósitos feitos por empresa de contraventor

A investigação que apura a estrutura criminosa atribuída a Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, vem revelando conexões que vão muito além do comércio ilegal de cigarros. Entre os fatos que mais chamaram atenção das autoridades está a atuação de um policial militar apontado como integrante do núcleo de segurança do grupo e acusado de ter ajudado o criminoso a escapar de uma operação policial antes de ser encontrado ao seu lado meses depois. Segundo o Ministério Público Federal, o policial militar Diego D’Arribada Rebello de Lima desempenhou papel decisivo durante uma tentativa frustrada de captura de Adilsinho no condomínio Reserva do Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. As investigações indicam que agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) monitoravam a presença do criminoso no local quando a operação foi desencadeada. Apesar do cerco policial, Adilsinho conseguiu fugir. De acordo com a acusação, Diego foi identificado circulando pela região em uma Mitsubishi Outlander prata e posteriormente teria sido visto armado no condomínio vizinho Greenwood. A apuração aponta que o policial e Adilsinho atravessaram o muro que separa os dois condomínios para escapar da ação policial. Ainda segundo os investigadores, Diego teria utilizado sua condição funcional para intimidar funcionários da segurança privada do condomínio, chegando a apresentar sua carteira de policial militar para facilitar a fuga. A evasão teria sido concluída quando os dois alcançaram uma caminhonete que os aguardava nas proximidades. Meses depois, em fevereiro de 2026, o mesmo policial voltou a aparecer no centro das investigações. Durante uma operação realizada em Cabo Frio, agentes da FICCO encontraram Diego dentro de uma residência ao lado de Adilsinho. Segundo o Ministério Público Federal, ele estava armado com uma pistola Glock calibre .40 municiada. Para os investigadores, a sequência dos fatos reforça a suspeita de que o PM não prestava auxílio eventual ao criminoso, mas integrava de forma permanente a estrutura responsável por sua proteção e segurança. Com base nesses elementos, o Ministério Público Federal denunciou Diego D’Arribada Rebello de Lima por suposta participação na organização criminosa investigada na Operação Libertatis. Na denúncia, os procuradores sustentam que ele atuava no núcleo armado da estrutura atribuída a Adilsinho, exercendo funções de segurança, apoio logístico e ocultação do paradeiro do contraventor. Além da condenação criminal, o MPF pediu à Justiça Federal a perda do cargo de policial militar e a interdição para o exercício de função pública pelo prazo de oito anos após o cumprimento da eventual pena, caso haja condenação. Ligações com investigados por milícia e homicídios As investigações também revelaram que a estrutura financeira atribuída a Adilsinho mantinha relações com personagens conhecidos das forças de segurança por envolvimento em apurações sobre milícias na Baixada Fluminense. Um dos nomes citados é o de Siri, apontado pelos investigadores como comerciante de cigarros contrafeitos e investigado há anos por supostas ligações com grupos paramilitares em Duque de Caxias. Segundo a apuração, Siri foi preso em 2019 durante uma operação da Core e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil enquanto participava de uma partida de futebol ao lado de outros suspeitos ligados à milícia. Na ocasião, diversas armas de fogo foram apreendidas. Mesmo após o episódio, seu nome continuou aparecendo em documentos relacionados à ADILOC, empresa apontada pela Polícia Federal como parte da engrenagem financeira da organização criminosa atribuída a Adilsinho. Além disso, Siri também aparece em investigações relacionadas à tentativa de homicídio contra um policial militar e por suposta participação em milícia privada. Outro personagem mencionado é PQD, que segundo a investigação também recebeu notas fiscais emitidas pela ADILOC e aparece vinculado a operações que somariam quase R$ 400 mil em mercadorias. O histórico atribuído a PQD chamou atenção dos investigadores porque ele responde a processos relacionados a homicídios atribuídos à atuação de milicianos na Baixada Fluminense. Nos autos citados pela Polícia Federal, ele aparece ao lado de policiais militares acusados de participação nos assassinatos, incluindo integrantes conhecidos pelos apelidos de “Cara de Pedra”. Notas fiscais sob suspeita Segundo a Polícia Federal, mensagens obtidas durante a investigação indicam que integrantes da estrutura administrativa ligada à empresa determinavam a emissão de notas fiscais em nome de pessoas vinculadas ao esquema. A suspeita é que parte desses documentos não correspondesse a operações comerciais reais e fosse utilizada para dar aparência de legalidade à circulação de mercadorias e recursos oriundos das atividades criminosas. Na avaliação dos investigadores, o mecanismo teria sido empregado para ocultar movimentações financeiras, dificultar o rastreamento dos recursos e fortalecer a estrutura econômica da organização. Investigação continua A Polícia Federal e o Ministério Público sustentam que os elementos reunidos apontam para uma organização criminosa com atuação diversificada, envolvendo comércio ilegal de cigarros, operadores financeiros, pessoas investigadas por milícia e indivíduos ligados a crimes violentos. As investigações seguem em andamento e novas medidas não estão descartadas.

Saiba detalhes sobre a atuação da facção baiana ligada ao CV alvo de operação ontem pela Polícia Civil do RJ

Uma investigação conduzida pelas autoridades da Bahia revelou a existência de uma sofisticada organização criminosa ligada ao Comando Vermelho que atuava principalmente no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, e que teria movimentado cerca de R$ 99 milhões por meio de um esquema de lavagem de dinheiro destinado a ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas. O bando foi alvo de operação ontem pela Polícia Ciivl no Rio. Seus integrantes estariam escondidos em comunidades da Zona Sudoeste carioca. Considerado um dos principais redutos do Comando Vermelho na capital baiana, o Complexo do Nordeste de Amaralina há anos figura entre as áreas de maior interesse das forças de segurança devido à forte presença da facção. Segundo as investigações, o grupo possuía uma estrutura altamente organizada, com divisão de funções e mecanismos financeiros sofisticados para dificultar a ação das autoridades. No topo da organização estaria o traficante conhecido como “Surfista”, apontado como uma das principais lideranças da facção na região. De acordo com o Ministério Público da Bahia, ele exercia funções de comando, coordenando atividades criminosas e gerenciando o fluxo financeiro da organização. As apurações tiveram início após a identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A partir daí, foram realizadas análises bancárias, fiscais e patrimoniais que permitiram aos investigadores reconstruir a engrenagem financeira da organização. Os relatórios apontam que a facção utilizava métodos típicos de lavagem de dinheiro para esconder a origem dos recursos obtidos com o tráfico. Entre as práticas identificadas estão o fracionamento de depósitos em pequenas quantias para evitar mecanismos de controle do sistema financeiro, a pulverização de recursos entre diversas contas bancárias e a rápida transferência de valores entre diferentes titulares. Segundo a investigação, o dinheiro proveniente das atividades criminosas era inicialmente inserido no sistema financeiro por meio de contas registradas em nome de terceiros. Em seguida, os valores passavam por uma série de transferências sucessivas destinadas a dificultar o rastreamento da origem ilícita dos recursos. A análise dos extratos bancários revelou mais de 12 mil operações financeiras interligadas, evidenciando, segundo os investigadores, um esquema profissionalizado e estruturado para movimentação de dinheiro do crime organizado. As autoridades também identificaram o uso de empresas sem atividade econômica compatível com os valores movimentados. Algumas delas eram classificadas como inaptas perante a Receita Federal, mas continuavam sendo utilizadas para dar aparência de legalidade às transações realizadas pela organização criminosa. De acordo com os investigadores, a estrutura da facção era dividida em diferentes núcleos. O núcleo diretivo seria responsável pelas decisões estratégicas e pelo comando das atividades criminosas. Já o núcleo operacional-financeiro executava as movimentações bancárias e administrava a circulação dos recursos ilícitos. Havia ainda um núcleo de apoio patrimonial e familiar, composto por pessoas encarregadas de disponibilizar contas bancárias, empresas e estruturas utilizadas para ocultação de bens e valores. As investigações apontam que diversos integrantes exerciam funções específicas dentro do esquema, atuando como intermediários financeiros e operadores responsáveis pela fragmentação e dispersão dos recursos movimentados pela facção. Outro elemento que reforçou as suspeitas foi a identificação de vínculos entre os investigados e pessoas já investigadas ou processadas por tráfico de drogas. Para as autoridades, esses elementos demonstram a conexão direta entre a atividade de tráfico e o sistema de lavagem de dinheiro utilizado para esconder os lucros obtidos pela organização. Segundo o Ministério Público, os indícios reunidos mostram que não se tratava de movimentações isoladas ou esporádicas, mas de um esquema permanente e coordenado, estruturado para sustentar financeiramente as atividades da facção criminosa. Operação chegou ao Rio de Janeiro Foi justamente para atingir integrantes dessa organização que policiais civis da Bahia e do Rio de Janeiro deflagraram, nesta quinta-feira (11), a segunda fase da Operação Maré Vermelha. A investigação apontou que alguns dos alvos passaram a utilizar comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro, especialmente em regiões de Jacarepaguá, Rio das Pedras e arredores da Gardênia Azul, como refúgio para escapar da pressão das forças de segurança baianas. Mesmo fora da Bahia, os investigados continuariam participando de atividades ligadas ao tráfico de drogas, tráfico de armas e à movimentação financeira da facção. Com apoio de agentes da 32ª DP (Taquara), equipes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa. O objetivo da ofensiva é localizar foragidos, reunir novas provas e enfraquecer a estrutura financeira e logística de uma das principais ramificações do Comando Vermelho em atuação na Bahia.

Quem são os frentes do TCP no Complexo de São Carlos alvos de operação da Polícia Civil; denúncias de extorsão contra comerciantes e moradores anunciadas como novidade pela imprensa carioca se arrastam há anos

pontados como os principais responsáveis pelo comando do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de São Carlos, os traficantes conhecidos pelos apelidos de “Parazão”, “Empada” e “Cheru” estão no centro de uma investigação que revela uma estrutura criminosa muito mais ampla do que o tráfico de drogas. Subordinados diretamente ao traficante “Coelho”, apontado pela polícia como chefe da facção na comunidade mesmo estando preso, os três são acusados de administrar um esquema que há anos acumula denúncias de extorsão contra comerciantes, expulsão de moradores de suas casas, sequestros para transferências via Pix, roubos e lavagem de dinheiro. Formado pelos morros do São Carlos, Mineira, Zinco e Querosene, o Complexo de São Carlos é considerado uma das principais fortalezas do TCP na capital fluminense. Segundo as investigações, os chamados “frentes” da facção dividem entre si áreas estratégicas da comunidade e seriam responsáveis pela gestão das atividades criminosas que movimentam milhões de reais para a organização. As acusações envolvendo o grupo não são recentes. Há anos comerciantes da região denunciam a imposição de taxas ilegais cobradas pela facção para permitir o funcionamento de estabelecimentos comerciais. De acordo com a Polícia Civil, quem se recusava a pagar os valores exigidos corria o risco de sofrer ameaças, represálias e até ser impedido de trabalhar. As investigações apontam ainda que o TCP expandiu sua influência para setores que nada têm a ver com o tráfico de drogas. A facção passou a exercer controle sobre serviços como internet, gás e outras atividades econômicas dentro das comunidades dominadas, criando uma fonte permanente de arrecadação e aumentando seu poder sobre a população local. Outro ponto considerado gravíssimo pelos investigadores envolve a expulsão de moradores de seus próprios imóveis. Segundo a apuração, famílias eram ameaçadas por criminosos armados e obrigadas a abandonar suas residências. Após a saída forçada, os imóveis passavam a ser ocupados por integrantes da organização ou por pessoas ligadas ao grupo, fortalecendo o patrimônio da facção e ampliando seu domínio territorial. A atuação criminosa também se estendia para fora dos limites da comunidade. Nas regiões do Estácio, Cidade Nova e arredores, criminosos ligados ao Complexo de São Carlos são apontados como responsáveis por roubos de veículos, celulares e cargas. Entre os crimes investigados está uma modalidade que tem se tornado cada vez mais frequente no Rio de Janeiro: os sequestros para transferências bancárias via Pix. Segundo a Polícia Civil, vítimas eram abordadas nas ruas e levadas para dentro da comunidade, onde permaneciam sob ameaça de traficantes armados até realizarem transferências para contas controladas pela organização criminosa. Em alguns casos, os criminosos esvaziavam completamente as contas bancárias antes de libertar as vítimas. De acordo com os investigadores, traficantes do Complexo de São Carlos figuram entre os principais responsáveis pelos roubos de cargas e veículos registrados na área da 6ª DP e em regiões vizinhas, utilizando parte desses recursos para financiar as atividades da facção. As apurações também identificaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro utilizado para ocultar os lucros obtidos com o tráfico, as extorsões, os roubos e os sequestros. Empresas de fachada e pessoas utilizadas como laranjas teriam sido empregadas para movimentar recursos ilícitos e reinseri-los na economia formal sem levantar suspeitas. Mas um dos aspectos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a descoberta de uma estrutura específica destinada ao comércio ilegal de armas de fogo. Segundo a Polícia Civil, integrantes da organização não atuavam apenas como operadores financeiros ou administradores do patrimônio da facção. Parte do grupo exercia funções ligadas à negociação, intermediação e aquisição clandestina de armamentos destinados ao fortalecimento do arsenal do TCP. As investigações apontam que essa rede era responsável por abastecer comunidades dominadas pela facção, garantindo a chegada de armas utilizadas para sustentar o controle territorial exercido pelo grupo criminoso. Para os investigadores, o esquema de armamentos era peça fundamental para manter o poder da organização, permitindo a imposição de taxas ilegais, a intimidação de comerciantes, a expulsão de moradores de imóveis e a prática de outros crimes sob a proteção de criminosos fortemente armados. A suspeita é que alguns dos investigados funcionassem como elo entre fornecedores de armamento e lideranças da facção, fortalecendo o aparato bélico utilizado pelo TCP tanto na defesa de seus pontos de venda de drogas quanto em disputas territoriais e ações criminosas realizadas fora das comunidades. Operação desta sexta-feira Foi justamente para atingir essa engrenagem financeira, patrimonial e operacional que policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) deflagraram nesta sexta-feira (12) uma operação interestadual contra integrantes do Terceiro Comando Puro ligados ao Complexo de São Carlos. A ação mobilizou equipes do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo para o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes da estrutura criminosa. A ofensiva conta com apoio de agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 60 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens que, segundo os investigadores, teriam sido adquiridos com recursos provenientes das atividades criminosas. De acordo com a Polícia Civil, o objetivo da operação é desarticular a estrutura financeira da facção, atingir o patrimônio acumulado pelo grupo, enfraquecer o esquema de lavagem de dinheiro e desmontar a rede utilizada para abastecer o TCP com armamentos. As investigações continuam e novas diligências não estão descartadas. A expectativa dos investigadores é que a ofensiva represente um duro golpe contra uma das principais bases operacionais do Terceiro Comando Puro na Região Central do Rio, onde, segundo a polícia, o tráfico de drogas convive há anos com extorsões, sequestros para Pix, invasões de imóveis, roubos e um sofisticado esquema de movimentação de dinheiro e armas. V

Já paguei lá na Delegacia”: oito anos depois, suposto esquema de propina do gatonet envolvendo policiais civis de duas unidades e PMs explode na Justiça

Depois de oito anos da ocorrência dos fatos, um suposto esquema de corrupção envolvendo policiais civis de duas delegacias, PMs e responsáveis por instalação de TV a cabo clandestina na Zona Norte da cidade virou alvo da Justiça A 2ª Vara Criminal de Madureira abriu processo no ano passado contra os supostos pagadores de propina identificados pelos vulgos de Russo, Tiquinho e Porco e três policiais. Foi determinado o encaminhamento de ofício à Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com cópia integral dos autos, para ciência e adoção das providências cabíveis, de modo que em sede administrativa poderão ser deferidas as medidas pleiteadas aqui, e sendo assim, indefiro neste momento as referidas medidas. A denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro revela que, segundo as investigações, os agentes da lei teriam recebido propinas mensais para não fiscalizar nem reprimir a exploração ilegal de serviços de internet, televisão por assinatura e telecomunicações, conhecidos popularmente como “gatonet”, em áreas da Zona Norte do Rio. De acordo com a acusação, os pagamentos eram realizados por integrantes do grupo responsável pela operação clandestina, identificados pelos apelidos de “Russo”, “Tiquinho” ou “Dr.”, “Porco”, além de outros envolvidos conhecidos como “Gordinho”, “Palitinho” e “Rato”. Propinas mensais dentro da 30ª DP Segundo a denúncia, entre abril e novembro de 2017, um policial civil lotado na 30ª DP (Marechal Hermes), em conjunto com outro agente identificado como “Rocha”, teria solicitado e recebido pagamentos mensais em dinheiro. O Ministério Público afirma que os valores eram entregues regularmente por integrantes do esquema de gatonet para garantir que as atividades ilegais continuassem funcionando sem repressão policial. A acusação sustenta que os policiais, em troca das vantagens indevidas, deixaram deliberadamente de investigar e combater o serviço clandestino operado pelo grupo. Conversas interceptadas detalham pagamentos A denúncia cita uma série de mensagens extraídas de celulares apreendidos que, segundo os investigadores, comprovam a rotina dos repasses. Em uma conversa entre “Russo” e “Tiquinho Dr”, este último pergunta se o comparsa iria até Marechal Hermes — uma referência à sede da 30ª DP — e pede que sua parte fosse entregue. Já em diálogos entre “Russo” e “Porco”, os investigadores identificaram diversas referências diretas aos pagamentos. Em uma das mensagens, um dos envolvidos afirma: “Então, me espera aí. Me espera aí, que eu tô pegando aqui. Quer dizer, já falou com o TIQUINHO já? Vai levar o do TIQUINHO? Vai fazer o que?” Em outro trecho, a conversa continua: “Marca um 10 aí, que eu tô só esperando pra levar o do TIQUINHO aqui. 10 minutinhos, que a gente já leva logo o do TIQUINHO.” Pouco depois, aparece uma referência explícita à delegacia: “Já passei lá na Delegacia, pô. Já paguei lá já. Falta só pegar 300 reais contigo aí que o TIQUINHO mandou.” Outra mensagem reforça a dinâmica dos repasses: “Pô, se tu quiser me esperar aí no Extra ali, naquele posto de gasolina ali, eu levo lá pra tu. Tu que sabe. Se quiser deixar aí o dinheiro aí no barbeiro… Espera aí, cara. Tô chegando. 4 hora tu tá em casa. Quando eu tiver chegando, aí tu vai lá pra Delegacia e já dá logo, que eu tenho que te devolver 100 reais pra tu dar pro TIQUINHO.” Para os promotores, as conversas demonstram a movimentação de dinheiro destinada ao pagamento de propinas e a preocupação dos envolvidos com a distribuição dos valores. Esquema também alcançaria delegacia especializada A denúncia afirma ainda que o grupo mantinha um segundo canal de pagamento de propinas na Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), especializada justamente em investigar crimes relacionados a serviços públicos e concessões. Segundo o Ministério Público, até junho de 2018, “Russo”, “Tiquinho” e “Rato” teriam oferecido mensalmente quantias que variavam entre milhares de reais a policiais identificados como “Beto” e “Viana”. O objetivo seria o mesmo: impedir investigações e operações contra a rede clandestina de telecomunicações. As investigações apontam que os próprios integrantes do esquema passaram a desconfiar da forma como o dinheiro estava sendo distribuído. Mensagens encontradas pelos investigadores mostram “Russo” e “Tiquinho” reclamando de divergências nas informações repassadas pelos intermediários e levantando suspeitas de que parte dos valores poderia não estar chegando aos destinatários. Diante das desconfianças, os envolvidos decidiram interromper temporariamente os pagamentos realizados por intermédio de um homem identificado como Reynaldo, até que a situação fosse esclarecida. Acusação também envolve policial militar da inteligência A denúncia do MPRJ também descreve pagamentos destinados a um policial militar que atuava na Agência de Inteligência (P2) do 9º BPM. Segundo a acusação, entre abril e novembro de 2017, “Russo”, “Tiquinho” e “Porco” teriam oferecido vantagens indevidas ao policial para que ele deixasse de agir contra a exploração clandestina do gatonet. As mensagens reproduzidas na denúncia fazem referência direta aos pagamentos. Em uma delas, um dos investigados diz: “Já passei lá na Delegacia, pô. Já paguei lá já. Falta só pegar 300 reais contigo aí que o TIQUINHO mandou.” A resposta menciona outro destino para o dinheiro: “Ué, tu pagou lá já? Então eu pago lá a P2 pra tu. Tem os 400 lá da P2 né? Eu pago a P2 pra tu lá, então.” Em seguida, surge uma referência ao policial citado na investigação: “MEIRELES me ligou aqui. Falou que vai chegar 2 horas, aí tu dá o meu a ele aí. Só que o TIQUINHO falou pra mim pegar 300 reais contigo aí, mas não deve tá nem contigo, então?” A resposta foi: “Tá não. Tá com meu chefe. Ainda não peguei o dinheiro não. Vou pra lá e vou pegar com ele daqui a pouquinho.” Pouco depois, nova mensagem indica contato direto: “Já me chamou aqui. Já me chamou aqui já. Tá numa operação na Serrinha. E aí, qual vai ser?” Ministério Público vê rede de proteção para o gatonet Na denúncia, o Ministério Público sustenta que os pagamentos de propina tinham como finalidade garantir uma espécie de blindagem para a rede clandestina de gatonet operada pelos acusados. Segundo os promotores,

PMs suspeitos de atacar bocas de fumo em Itaboraí e São Gonçalo para roubar armas e drogas e até matar traficantes poderão ser expulsos da corporação

A Polícia Militar decidiu submeter a conselho de disciplina, que pode resultar na expulsão de seus quadros, de dois PMs suspeitos em ações ilícitas voltadas à prática de crimes em pontos de comercialização de entorpecentes, popularmente denominados “bocas de fumo”,situados nos municípios de Itaboraí e São Gonçalo/RJ, Os agentes integravam um grupo intitulado “Fantasmas”, ocasião em que atacavam traficantes para subtrair, supostamente, valores indevidos, drogas e armas. Segundo o boletim interno da PMERJ, os dois policiais, no dia 16 Mai 24, investiram contra um local de venda de entorpecentes situado no bairro Jardim Itambi, município de Itaboraí/RJ. D Durante o ato criminoso, o sargento Palhares, um dos investigados, foi alvejado por disparo de arma de fogo, sendo prontamente socorrido pelo outro policial, também envovlido. O relatólrio diz que causa estranheza o fato de que, na mesma data, Palhares deu entrada no Hospital Estadual Alberto Torres, apresentando ferimento provocado por projétil de arma de fogo, tendo alegado ter sido vítima de tentativa de roubo, seguida de tentativa de homicídio.Em 18 de maio do mesmo ano, houve nova ação atribuída ao grupo denominado ―fantasmas‖, a qual resultou no homicídio de Leandro S. D., indivíduo que, em tese, atuaria em ponto de venda de entorpecentes situado no Beco do Adão, bairro Apolo, no município de Itaboraí/RJ.Consta que os autores teriam utilizado uma motocicleta para a prática delituosa, sendo as investigações conduzidas por meio do IP no 951-00279/2024. Na madrugada do dia 19 Jun 24, o bando teria agido novamente, investindo contra um ponto de venda de entorpecentes na Comunidade do Galão, município de São Gonçalo/RJ. Durante a ação, foram utilizados um Fiat Siena, um Fiat Fiorino e, novamente, o veículo Mercedes-Benz O ataque resultou em confronto armado entre traficantes e o grupo denominado ―Fantasmas‖. Chama atenção que, na mesma data, por volta das 02h00min, o sargento Polycarpo, um dos acusados, tenha dado entrada no Hospital Estadual Alberto Torres, apresentando ferimento provocado por projétil de arma de fogo, relatando ter sido vítima de tentativa de roubo seguida de tentativa de homicídio no bairro Santa Luzia, também em São Gonçalo/RJ. As informações indicam que o socorro foi realizado por Palhares , que teriautilizado o veículo Mercedes-Benz, também foi apontado nas investigações como empregado na ação criminosa contra o ponto de venda de entorpecentes situado na Comunidade do Galão. Na tarde de 02 Jul 24, o grupo denominado ―fantasmas‖ teria realizado nova empreitada criminosa contra pontos de venda de entorpecentes situados nas comunidades Guindia e Cebolo, no bairro Arsenal, município de São Gonçalo/RJ, ocasião em que ocorreu novo confronto armado, do qual resultou a morte de um homem chamado Leonardo., As apurações referentes ao episódio encontram-se em andamento, no âmbito do IP no 951-00304/2024. O documento relata que Palhares contou ter sido novamente, vítima de tentativa de roubo, seguida de tentativa de homicídio, conforme consta do Registro de Ocorrência n.o 075-03505/2024, págs. 183/184v, do Apenso. No curso das apurações, constatou-se que o veículo por ele utilizado tratava-se de um Mer-cedes-Benz, mesmo empregado para prestar socorro a Polycarpo namadrugada de 19 Jul 24, bem como apontado como um dos automóveis utilizados na prática de ações crimi-nosas. Em tempo, cabe registrar que o veículo Mercedes-Benz , à época das investigações, encontrava-se com comunicação de venda datada de 18 Fev 23, O documento aponta que se encontra acostada aos Autos (ref.: págs. 29 e 103) mídia contendo imagens de ação atribuída ao grupo ―fantasmas‖, ocorrida em 13 Set 24, na Comunidade do Buraco Quente, município de São Gonçalo/RJ, as quais indicam a suposta participação de Polycarpo e um homem não identificado. Nas imagens, é possível observar dois supostos traficantes de entorpecentes sentados em uma calçada, quando são abordados por dois homens — o primeiro portando arma em punho, trajando camisa, bermuda e tênis; e o segundo utilizando calça e casaco com capuz.Polycarpo seria o indi-víduo que veste camisa, bermuda e tênis, portando a arma em punho. No dia 14 Out 24, Polycarpo compareceu à sede da Corregedoria da PM para prestar esclarecimentos acerca dos fatos ora sob investigação, tendo suas imagens captadas pelo circuito interno de câmeras, o que deu origem ao material posteriormente analisado e comparado às imagens do vídeo da ação ocorrida na comunidade do Buraco Quente. Na prova técnica acostada aos Autos, elaborada pelo Centro de Criminalística da PMERJconcluiu-se que o resultado do exame sustenta, de forma consistente, a hipótese de que as imagens analisadas pertencem ao mesmo indivíduo, qual seja, o sargento Polycarpo. Palhares possui passagens pelo 7o BPM e pelo 35o BPM, Unidades cuja área de atuação abrange os municípios de São Gonçalo e Itaboraí, circunstância que reforça a hipótese de ter se valido de conhecimentos prévios — como a localização de pontos de venda de entorpecentes — para a prática dos ilícitos descritos na exordial. Ante as investigações conduzidas, identificou-se que um grupo autodenominado ―fantasmas‖, do qual faziam parte os Investigados, bem como indivíduos ainda não identificados, atuava, realizando ações violentas contra pontos de venda de drogas como objetivo de subtrair quantias indevidas, além de outros materiais em posse de traficantes. Logo se concluiu que Palhares e Polycarpo possivlemente particpavam de confrontos armados e supostos roubos, bem como em práticas recorrentes de atribuir ferimentos oriundos dessas ações ilícitas a falsas tentativas de roubo, utilizando-se, inclusive, de armamento acautelado da PMERJ. Os fatos foram amplamente divulgados nos meios de comunicação em geral, repercutindonegativamente para a imagem da Corporação.

PM foi expulso da corporação suspeito de transportar armas para a milícia do Catiri

Um policial militar foi expulso da corporação suspeito de conduzir um carro com várias armas que seriam destinadas à milícia do Catiri, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, O caso ocorreu em 30 de julho do ano passado. Na ocasIão, integrantes da DRACO da PCERJ e da PRF faiziam uma operação para monitorar veículos utilizados em comboio associado aos paramilitares da localidade. As informações colhidas levaram à identificação e interceptação do automóvel conduzido pelo acusado, resultando nas apreensões de diversas armas de fogo, munições e carregadores de arma. O PM, no entanto, negou ter ciência dos fatos que lhe são imputados, inclusive disse que desconhecia que haveria armas no carro, narrativa considerada pouco verossímil, sem A investigação revelou que o veículo conduzido pelo militar integrou um comboio de aproximadamente sete automóveis, que circularam na comunidade do Catiri, em Bangu, durante o fim de semana que antecedeu a prisão, portando farta quanti- dade de armamento e munição e com forte indício de vinculação a grupo miliciano atuante na região. Imagens captadas por drone, compartilhadas com órgãos de segurança, identificaram o Corolla Cross branco conduzido pelo acusado como um dos veículos do comboio. A ação teria motivado, inclusive, confronto com grupo rival vinculado ao tráfico de entorpecentes, resultando, inclusive, em ao menos um civil ferido. Segundo o boletim interno da PMERJ, a expressiva quantidade e a variedade do material bélico apreendido no interior do veículo clonado e produto de crime anterior, as bem como a contraditória e inverossímil história trazida pela defesa, sevidenciam uma situação que claramente não se coaduna com a tese de desconhecimento alegada pelo PM. O agente foi autuado em flagrante delito pela suposta prática dos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito sendo condenadod pela Justiça à pena de 09 (nove)anos e 01 (um) mês de reclusão e 38 (trinta e oito) dias-multa, em regime fechado.;sendo ainda decretada a perda do cargo público de policial militar. qual agravou a pena acima para 11 (onze) anos e 07 (sete) meses de reclusão e 46 (quarenta e seis) dias- O PM alegou que, alguns meses antes do acontecimento em frente ao Shopping Nova América, teve a atenção voltada a um carro modelo Civic. Parado de forma suspeita. O polciial decidiu abordar o motorista do auto e, ao questioná-lo em razão do horário, o mesmo disse que travalhava com compra e venda de carro.Após a consulta no Portal e revista ao veículor, o PM entender como aconteciam as vendas de veículo, e o mesmo respondeu que, após as vendas, fazia a entrega dos carros em locais públicos, por medo de ser assaltado. Nesse momento, ofereceu-se para, sempre que fosse realizada uma transação com veículos,participar como um ―segurança‖. Continuando, deixou seu contato telefônico para, em havendo interesse, entrasse em contato. Alguns meses depois, o homem entrou em contato consigo, tendo solicitado que entregasse um veículo que havia vendido. Logo, cobrou a quantia de R$350,00, porém, como vendedor não poderia comparecer, o serviço foi fechado em R$500,00, já que, teria de pegar um Uber para re- tornar. Após consultar a placa do veículo e conferir que não havia restrição, o PM pegou o carro e foi fazer a devolução, que seria realizada no bairro de Bangu, no posto da cancela preta e, chegando ao local, ligaria para a pessoa que receberia o carro. O policial informou ainda que pegou o carro entre as 10h e 11h, foi para a Ilha do Governa-dor resolver uma questão particular, tendo logo após, se dirigido ao ponto de encontro a fim de entregar o veículo, porém, enquanto trafegava pela Avenida Brasil, altura do quartel do Corpo de Bombeiros, veio a ser abordado por 2 viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Sem demora, desembarcou do veículo, identifi-cou-se como policial, tendo então se iniciado o procedimento de abordagem, momento em que foi indagado acerca de seu destino, tendo respondido que se dirigia à localidade da Cancela Preta, em Bangu, informando ainda que o veículo não lhe pertencia, e que o motivo do deslocamento seria entregar o carro no local citado. Porém, o agente da PRF o refutou, afirmando que seu destino seria a comunidade do Catiri,tendo-lhe dado voz de prisão e o algemado, informando ainda que o veículo que conduzia era clonado, acusando-o ainda de ser integrante da milícia do Catiri. Em seguida, foi colocado no interior da viatura da PRF e conduzido à delegacia. Durante o deslocamento, escutou o agente PRF em chamada telefônica com um terceiro, e, quando chegaram a uma localidade situada entre o Hospital Geral de Bonsucesso e o restaurante Habib ́s, viu uma viatura da Polícia Civil,  onde, após este fazer sinal de ―ok‖ aos agentes da PRF, incorporou ao comboio de viaturas e seguiram para a delegacia. Ao chegarem na delegacia, situada na ―Cidade da Polícia‖, quando interrogado, foi questio-nado acerca da milícia do Catiri, tendo negado e que sua missão era somente entregar o carro que conduzia. Após isso, soube da existência de diversas armas que teriam sido encontradas no interior do veículo, e, por desconhecer a origem, não assinou documento apresentado pelo delegado. Prosseguindo, respondeu diversos questionamentos onde reiterou a dinâmica narrada acima, tendo também relatado que inspecionou o carro superficialmente, verificando se algum objeto foi esquecido em seu interior e que, não se aprofundou, pois o veículo era do ano de 2025, em estado de zero km, por isso não achou necessário inspecioná-lo de forma rigorosa. Ressalta que não desconfiou do nacional, que o con- tratou para essa missão, pois o mesmo não possuía ficha criminal, bem como estava bem vestido e falava português culto, logo, entende que errou e não deveria ter confiado no vendedor, tendo finalizadseu depoimento narrando acerca de detalhes dos procedimentos da abordagem que sofreu dos agentes da PRF.

Enquanto a polícia invade a Maré, descubra quem são os homens que controlam o império criminoso do TCP. Chefão deu depoimento revelador sobre sua situação na cadeia

A imprensa carioca deu grande destaque hoje a operação das polícias Civil e Militar em áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro no Complexo da Maré dando enfoque principalmente na questão dos roubos de cargas e lavagem de dinheiro mas se esqueceu de relatar quem está a frente da engrenagem criminosa. Investigações antigas e processos judiciais apontam que as favelas do TCP na Maré têm como principal líder o traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P, que está preso há mais de dez anos Seus principais frentes hoje em liberdade são os criminosos conhecidos como Bill ou Mangolé e Pescador. Em certa ocasião, Menor P se intitulou como dono do complexo da Maré ao ser indagado por um policial federal. Ele está privado de liberdade desde 2014, mas que isso não o impede de, mesmo preso, continuar com o papel de liderança; Menor P deu um depoimento recente à Justiça em que disse ter ficado em Bangu 1 entre período de Maio e Julho de 2023 e ficava 22h em uma cela individual, isolado e só tinha direito a 2 horas de banho de sol; que nos primeiros 10 dias ficou completamente sem contato com o mundo externo; que até o atendimento com advogado foi monitorado e só teve visita no 15º dia. Contou que no período em Bangu 1 ficou aproximadamente com 4 internos; que geralmente seu banho de sol era sozinho; que a cela é individual, não tem acesso a televisão, rádio, tomadas, que a única coisa que tem é uma lâmpada; que no período de 24 horas, 2 horas era de banho de sol, 6 horas era de descanso, outras 16 horas era estudo da palavra de Deus e outros livros; que em Bangu I a rotina de 2 horas de banho de sol dentro da galeria e as outras 22 horas isolado; que a visita também era monitorada por câmera (… Disse que passou 7 anos fora do Rio, momento em que conseguiu concluir o ensino fundamental e ensino médio; que, ao chegar no Rio de Janeiro, em 2020, faz parte de um projeto de inclusão social e reabilitação dos internos em que foi criado uma biblioteca e um espaço cultural onde atende diariamente 100 presos. Contou que passou a se tornar uma influência positiva junto com o juiz da execução penal e dos demais juízes federais de Curitiba; que tem 90 cursos profissionalizantes e cursa uma faculdade EAD; que ficou custodiado no presídio federal no Paraná. Depois de voltar ao Rio e passar por Bangu 1, Menor P ; foi transferido para o Bangu VI e continua nele; que foi transferido de Junho de 2023 ficou cerca de 88 dias no Laércio Pellegrino; que permaneceu de Maio a Setembro no Bangu I; que há uma galeria com 12 celas que geralmente não fica completamente cheia porque é um regime mais diferenciado; que ficou aproximadamente com 4 internos; que geralmente seu banho de sol era sozinho; que a cela é individual, não tem acesso a televisão, rádio, tomadas, que a única coisa que tem é uma lâmpada; que no período de 24 horas, 2 horas era de banho de sol, 6 horas era de descanso, outras 16 horas era estudo da palavra de Deus e outros livros; que em Bangu I a rotina de 2 horas de banho de sol dentro da galeria e as outras 22 horas isolado; que a visita também era monitorada por câmera (…) Mangolé se deu o apelido de “César”, uma referência ao personagem do filme “Planeta dos Macacos: A Origem”.Ele possui 33 registros criminais como autor ou suspeito de crimes, entre eles: Homicidios, trafico de drogas e associação para o tráfico, tortura, porte de arma, roubo de veículo e roubo de carga. Constam 03 mandados de prisão pendentes. Há relatos de que passou uma temporada na Bolívia junto com Peixão tendo como segurança um membro do PCC. Pescador gerencia o tráfico de drogas que age na Vila dos Pinheiro e é um dos homens de confiança de Menor P., De acordo com a polícia, Pescador responde a 83 crimes, entre tráfico e homicídios. No ano passado, a quadrilha sofreu duros golpes com as mortes de TH ou Gabigol e Cria e da prisão de Chocolate, que faziam parte da linha de comando. O TCP do Complexo da Maré costuma patrocinar guerras da facção em outras regiões como foi o caso da disputa em Niterói pelo Fonsequistão. Os traficantes também bancam o comércio de drogas em favelas do Leme e em Vargem Grande. A Maré ainda costuma abrigar líderes da facção. O bandod também chegou a fazer parceria com milícias na Baixada Fluminesne. Os líderes do TCP na Maré respondem processo pelas mortes de dois PMs do BOPE A operação de hoje As Polícias Civil e Militar deflagraram, nesta quarta-feira (10/06), a “Operação Trinus”, uma das maiores ofensivas já realizadas contra a facção criminosa Terceiro Comando Puro, que atua no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. A ação, baseada em diversas investigações da 21ª DP (Bonsucesso), cumpre diversos mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa envolvidos em uma série de delitos que vão muito além do tráfico de drogas. A ofensiva mobiliza equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB), Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e policiais militares do Comando de Operação Especiais (COE), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque. A operação é resultado de meses de investigações realizadas pela 21ª DP, com a análise de dados, diligências de campo, além da arrecadação de provas documentais e depoimentos. O trabalho permitiu que os agentes identificassem uma complexa estrutura criminosa que explorava seis frentes de modalidades criminosas para financiar, fortalecer e expandir o domínio territorial da facção em comunidades da região. A principal frente da investigação identificou um esquema estruturado de roubos de carga e lavagem de

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