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investigação

Mensagens revelam bastidores da rede da contravenção comandada por filha de Piruinha

Esses ganchos destacam o que há de maMensagens encontradas em celulares e tablets apreendidos com Monalliza Escafura, filha do contraventor José Caruzzo Escafura, o Piruinha, revelaram conversas sobre repasses de dinheiro para a companheira da investigada e discussões sobre os impactos de operações policiais nos pontos clandestinos de jogos de azar controlados pelo grupo. Monalliza está presa desde maio. Segundo o Ministério Público, os diálogos mostram que um dos principais operadores da organização, relatava diretamente a Monalliza dificuldades enfrentadas pelos exploradores de caça-níqueis em áreas onde havia presença policial, além de coordenar a arrecadação de dinheiro dos pontos de jogo. As mensagens também apontam que parte dos valores movimentados pela quadrilha era depositada em contas de terceiros indicados por Monalliza. Entre os beneficiários dos repasses aparece a companheira da filha de Piruinha. De acordo com os investigadores, o operador de Monalliza era responsável por recolher dinheiro de diversos pontos clandestinos espalhados pelo Rio de Janeiro, supervisionar operadores e encaminhar grandes quantias para a liderança do esquema. Em uma das conversas citadas no processo, ele cobra pagamentos de responsáveis por pontos de jogo e comunica à chefia problemas causados por ações policiais que estariam afetando a arrecadação da organização. Já em outros diálogos, segundo o Ministério Público, aparecem discussões sobre depósitos, transferências bancárias e entrega de dinheiro em espécie, indicando a movimentação de centenas de milhares de reais provenientes da exploração ilegal dos jogos. Operador era considerado homem de confiança de Monalliza A investigação aponta que Renato ocupava posição estratégica dentro do grupo. Segundo os promotores, ele administrava a rotina dos pontos clandestinos, controlava pagamentos, recolhia a arrecadação e mantinha contato permanente com Monalliza, prestando contas sobre o desempenho financeiro da operação. As mensagens analisadas pelos investigadores indicariam que ele atuava diretamente na logística financeira da quadrilha e no repasse dos recursos arrecadados. Justiça decreta prisão Com base no material apreendido, a Justiça decretou a prisão preventiva de Monalliza Escafura e Renato Marçano Cavalcante. A decisão destaca que as conversas encontradas nos aparelhos eletrônicos mostram o funcionamento do esquema, o controle da movimentação financeira e a utilização de terceiros para receber recursos ligados à exploração ilegal de jogos de azar. Segundo a acusação, a organização atuava há anos em diferentes comunidades do Rio de Janeiro e mantinha uma rede de pontos clandestinos voltada à exploração de caça-níqueis e outras modalidades de jogos.is específico no documento.

Justiça afasta delegado após investigação levantar hipótese de que tiro que matou empresário Daniel Patrício não partiu de PMs

Um documento da Justiça do Rio de Janeiro trouxe um novo elemento para o caso da morte do empresário Daniel Patrício. Segundo decisão judicial, uma investigação complementar conduzida pela Delegacia de Homicídios passou a trabalhar com a hipótese de que o disparo que matou a vítima pode não ter sido efetuado pelos policiais militares acusados do crime. Os PMs Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves respondem a uma ação penal por homicídio qualificado. No entanto, durante o andamento do processo, integrantes da investigação decidiram seguir uma nova linha de apuração. De acordo com a decisão, o delegado adjunto Robinson Gomes Pereira informou ao juízo que foi procurado por um perito criminal que teria identificado uma possível dinâmica diferente da apresentada até então no processo. A partir disso, foi iniciada uma série de diligências para reavaliar as circunstâncias da morte. O documento destaca que a autoridade policial chegou a registrar a existência de uma “suspeita de que o tiro não tenha partido dos policiais militares”. A manifestação causou forte reação da magistrada responsável pelo caso. Na decisão, a juíza afirmou considerar “incompreensível” a adoção dessa nova linha investigativa sem autorização judicial ou solicitação do Ministério Público, especialmente porque a ação penal já havia sido instaurada. Segundo a magistrada, a declaração da autoridade policial sobre a origem do disparo levantou dúvidas sobre a imparcialidade da investigação. A decisão afirma que a manifestação continha um juízo de valor sobre os fatos e registrou “estranheza em razão da quebra de imparcialidade na investigação”. Diante da situação, a Justiça determinou o afastamento cautelar do delegado adjunto Robinson Gomes Pereira de qualquer diligência relacionada ao inquérito e também do perito citado na decisão. Além disso, ordenou a apreensão imediata do inquérito policial e o envio dos autos ao juízo. A magistrada ainda cancelou uma reprodução simulada dos fatos que havia sido marcada para o dia 16 de junho de 2026 pela autoridade policial. O mérito da nova hipótese investigativa — de que o disparo fatal poderia ter sido efetuado por outra pessoa e não pelos policiais denunciados — ainda não foi analisado judicialmente. A decisão trata exclusivamente da forma como a investigação complementar foi conduzida e das medidas adotadas para preservar a regularidade do processo. O fato ocorrreu na madrugada de 22 de abril, na Pavuna, Zona Norte do Rio. De acordo com a denúncia, os agentes, lotados no 41º BPM, efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra a picape em que estavam Daniel e outras três pessoas. Daniel foi atingido na cabeça e morreu no local. Os demais ocupantes não ficaram feridos. A denúncia também aponta que o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com as investigações, os policiais acompanharam a movimentação na região por mais de uma hora, com acesso a informações em tempo real, e, a partir disso, definiram previamente a abordagem do veículo. Ainda de acordo com as apurações, não houve bloqueio, blitz ou ordem de parada ao empresário.

CV espalha terror em Belford Roxo: Polícia pede prisão de 10 traficantes acusados de executar rivais, exibir cadáveres e colocar crianças na linha de tiro

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense pediu a prisão preventiva de dez integrantes do Comando Vermelho apontados como membros do chamado “Bonde do Esquilo”, grupo acusado de promover uma onda de violência em Belford Roxo marcada por execuções, invasões armadas de comunidades rivais e intimidação de moradores. Segundo a investigação, a facção é responsável por pelo menos sete homicídios apurados pela especializada e atua como uma força de choque do CV na disputa territorial contra traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). O pedido de prisão cita como líderes do grupo criminoso os traficantes conhecidos pelos apelidos de “Doca” ou “Urso da Penha”, “Bochecha Rosa” e “Esquilo”, apontados como responsáveis por coordenar ataques armados em comunidades da região. De acordo com a Polícia Civil, uma das ações mais violentas ocorreu na madrugada de 23 de outubro de 2025, quando criminosos fortemente armados realizaram um “baque” — termo usado para invasões promovidas por facções rivais — na Comunidade São Leopoldo. Durante a incursão, um homem foi executado a tiros. Mas, segundo os investigadores, o homicídio foi apenas mais um capítulo de uma rotina de terror imposta pelo grupo. No pedido encaminhado à Justiça, a polícia afirma que os criminosos realizavam ataques utilizando fuzis e armamento pesado em áreas densamente povoadas, colocando em risco moradores que nada tinham a ver com a guerra do tráfico. As investigações apontam ainda que as ações do grupo eram marcadas por extrema brutalidade. Segundo a representação policial, os criminosos não apenas executavam rivais, mas também promoviam a exibição de cadáveres, prática usada por facções para espalhar medo e demonstrar poder sobre o território. O documento também revela episódios que mostram como a violência ultrapassava os limites do confronto entre traficantes. Uma testemunha relatou que seu filho menor de idade quase foi atingido durante um dos ataques armados quando retornava da escola, evidenciando o risco permanente imposto à população pelas ações da facção. Para a Polícia Civil, a organização criminosa mantém uma estrutura hierárquica sólida, armada e operacional, capaz de continuar promovendo novos ataques caso seus integrantes permaneçam soltos. Os investigadores destacam ainda que testemunhas vivem sob constante intimidação e medo de represálias. O inquérito descreve um ambiente de terror imposto pelo grupo nas comunidades da região, situação que, segundo a polícia, compromete a produção de provas e ameaça o andamento das investigações. No pedido de prisão, a Delegacia de Homicídios afirma que os integrantes do “Bonde do Esquilo” exercem forte domínio territorial e contam com proteção da própria facção, dificultando a atuação das autoridades. Por esses motivos, a especializada sustenta que a prisão preventiva dos dez investigados é necessária para interromper a sequência de crimes atribuída ao grupo, garantir a segurança das testemunhas e impedir novas ações violentas em Belford Roxo. A Justiça ainda analisará o pedido. Os investigados são apontados pela polícia como autores de homicídio qualificado e integrantes de organização criminosa armada, mas terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.

Do lixo ao dinheiro do tráfico? Gigante da reciclagem no RJ é alvo de investigação sobre lavagem para o CV. Empresa contesta

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do Rio investiga o suposto envolvimento de uma das maiores empresas de reciclagem e genenciamento de resíduos do Estado do RJ com a com lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. Ela teve as finanças bloqueadas pela Justiça Segundo a apuração policial, o envolvimento da empresa e de seus sócios na intrincada teia criminosa se dá em razão de transações financeiras junto a uma pessoa que possui vínculos com o CV. A investigação inserida no contexto da “Operação Contenção” , versa sobre o bloqueio de bens de variadas pessoas jurídicas e físicas que, em maior ou menor proximidade, supostamente serviriam de instrumento de lavagem de dinheiro para a facção. Segundo a apuração policial, o suposto envolvimento da comanhia e de seus sócios na intrincada teia criminosa se dá em razão de transações financeiras junto ao Sr. Nome, que alegadamente possui vínculos com tal facção. A empresa, no entanto, reagiu. Afirmou que tas transações entre a firma e esse suposto membro do CV tinham objeto lícito, emissão de nota fiscal, eram acompanhadas pelo regular recolhimento de impostos e recebiam o mesmo tratamento minucioso que a empresa confere às cargas que lhe são trazidas por todos os seus fornecedores. A empresa alega que o fato de ter comprado sucata de alguém, por si só, não deveria servir para que o Estado entenda que os sócios da empresa possuem vínculos com organização criminosa violenta A tal empresa citada acumula mais de 25 anos de operação ininterrupta, tendo evoluído de uma empresa voltada à comercialização de aparas de papel para um grupo empresarial de grande porte, com atuação diversificada no processamento de plásticos, sucata metálica e resíduos industriais e comerciais em geral. Ela conta com sede própria de 52.540 m2, cinco unidades operacionais no Estado do Rio de Janeiro, capacidade de processamento superior a 40.000 toneladas de materiais por mês e redirecionamento anual de mais de 450 mil toneladas de resíduos de aterros sanitários e oceanos. Ela emprega diretamente 540 (quinhentos e quarenta) trabalhadores registrados sob o regime celetista, além de contar com equipes terceirizadas, totalizando 549 (quinhentos e quarenta e nove) postos de trabalho. Argumenta ainda que mantém escrituração contábil regular, possui todas as licenças necessárias para desenvolvimento das suas atividades, emite e recebe notas fiscais, recolhe uma vultosa carga de tributos e cumpre as obrigações previstas na legislação aplicável ao comércio de resíduos sólidos, incluindo o CER – Certificado de Estabelecimento de Reciclagem, documento exigido pela legislação estadual fluminense e emitido pela DRF Ela possui como clientes algumas das maiores empresas brasileiras, . Ou seja: a sucata que a compra, após os devidos processos de beneficiamento que a empresa realiza, retorna ao mercado nacional como indispensável insumo para utilização produtiva por expoentes da indústria brasileira. Mas a investigação diz que foram identificadas transações financeiras realizadas no período de 2020 a 2025, entre a empresa e essa pessoa, que segundo a investigação seria um associado da facção criminosa Comando Vermelho. A polícia conseguiu o bloqueio de todas as contas bancárias, aplicações e ativos financeiros da firma e de seus sócios administradores, além da constrição de bens imóveis e da apreensão de dezenas de veículos integrantes da frota operacional da empresa. A firma alega que o bloqueio decretado é manifestamente desproporcional e deve ser reduzido, por três razões objetivas, quais sejam Uma delas que o valor bloqueado excede em 71 vezes o montante efetivamente imputado como ilícito à empresa A firma alega ainda que o bloqueio imposto apenas à empresa e seus sócios supera o valor total supostamente movimentado por toda a organização criminosa. A empresa argumenta ainda que se não bastasse a desproporção estrutural e ausência de razoabilidade jurídica demonstrada, o bloqueio integral produz efeito imediatamente catastrófico sobre a atividade empresarial e as centenas de trabalhadores que dela dependem. . Com a totalidade de seus ativos financeiros bloqueados, a empresa se encontra absolutamente impossibilitada de honrar suas obrigações trabalhistas, o que configura dano imediato, concreto e irreparável a trabalhadores inteiramente alheios aos fatos apurados nos presentes autos. Além das obrigações com funcionários e prestadores de serviços, a empresa também precisa pagar impostos referente aos serviços prestados pelos terceirizados e guia de ISS pelos serviços prestados pela empresa, que também venceram nesta primeira semana de junho A firma alega ainda que a situação é de urgência real, já que, entre pagamentos de valores líquidos aos seus colaboradores e tributos, a empresa precisava realizar cumprir até 05.06.26 e, ao presente momento, afirma não dispõe de qualquer valor disponível em conta para fazer frente à obrigação, eis que a totalidade de seus ativos financeiros foi bloqueada . Por conta disso, a firma requereu à Justiça seja determinada a redução do bloqueio determinado em face das pessoas físicas e jurídicas ligadas à empresae imediata liberação dos valores que excedem a esse montante;

O sequestro que abriu a caixa-preta financeira do Comando Vermelho na Maré

O sequestro de um homem em setembro de 2025 acabou levando a Polícia Civil a descobrir o que seria uma sofisticada engrenagem de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho (CV) no Complexo da Maré. Segundo documentos do Ministério Público, a investigação revelou movimentações financeiras suspeitas, empresas, imóveis, joias e contas bancárias que teriam sido usadas para esconder recursos provenientes do tráfico de drogas e de outros crimes praticados pela facção. De acordo com o procedimento, tudo começou após o sequestro de E.S ocorrido em 12 de setembro de 2025. Durante as negociações para libertá-lo, familiares e pessoas próximas teriam reunido rapidamente uma grande quantidade de dinheiro em espécie e joias para o pagamento do resgate. O que chamou a atenção dos investigadores foi a origem dos recursos. Segundo o Ministério Público, os valores mobilizados durante as negociações eram incompatíveis com a capacidade financeira oficialmente declarada pelos envolvidos, o que levou a polícia a aprofundar as apurações. Resgate levou investigadores até traficante da Nova Holanda As investigações apontaram que um dos responsáveis por ajudar a reunir os recursos para o resgate seria um homem conhecido pelo apelido de “Manga”, apontado pelas autoridades como integrante do Comando Vermelho e atuante no tráfico de drogas da comunidade da Nova Holanda, uma das principais localidades do Complexo da Maré. Segundo o Ministério Público, o investigado não possuía fonte de renda lícita conhecida capaz de justificar os recursos que movimentava. A partir desse ponto, os investigadores passaram a rastrear transferências bancárias, empresas, aquisição de imóveis e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados pelos suspeitos. Empresas, ouro e padrão de vida incompatível A investigação identificou que pessoas ligadas ao grupo eram proprietárias de estabelecimentos comerciais localizados dentro de áreas controladas pelo Comando Vermelho na Maré. Apesar de declararem rendimentos modestos, os investigados mantinham negócios com capital elevado, além da posse de joias e outros bens considerados incompatíveis com as atividades econômicas informadas às autoridades. Segundo o Ministério Público, o padrão financeiro encontrado indicava a possível utilização de empresas para dar aparência de legalidade a recursos oriundos de atividades criminosas. Contas bancárias e movimentações suspeitas Durante a apuração, os investigadores identificaram uma série de transações envolvendo pessoas que possuíam ligações com áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações consideradas atípicas, incluindo valores elevados circulando por contas de pessoas sem capacidade financeira aparente para justificar tais operações. Uma das linhas investigativas sustenta que contas bancárias de terceiros teriam sido utilizadas para movimentar recursos ligados ao tráfico de drogas da Nova Holanda. Compra de imóvel e dinheiro em espécie Outro trecho da investigação descreve a venda de um imóvel localizado no interior do Complexo da Maré. Segundo os autos, parte do pagamento teria ocorrido por meio de transferências bancárias e outra parte teria sido entregue em dinheiro vivo. Para os investigadores, a negociação reforça os indícios de utilização do mercado imobiliário para ocultar recursos provenientes das atividades da facção. Ligação com outros investigados do Comando Vermelho As apurações também identificaram conexões financeiras entre pessoas vinculadas à Maré e indivíduos já investigados em outros procedimentos relacionados ao Comando Vermelho em diferentes regiões do Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público, os cruzamentos bancários apontam para uma estrutura que ultrapassaria uma única comunidade e envolveria operadores encarregados de movimentar e ocultar dinheiro da organização criminosa. Dinheiro do tráfico, roubos e extorsões No parecer apresentado à Justiça, o Ministério Público afirma que os elementos reunidos indicam a existência de uma associação criminosa voltada ao branqueamento de capitais oriundos do tráfico de drogas, roubos, extorsões e outras atividades ilícitas praticadas em territórios dominados pelo Comando Vermelho. De acordo com os investigadores, o grupo utilizaria empresas, imóveis, pessoas interpostas e transações financeiras fracionadas para dificultar o rastreamento da origem dos recursos. Justiça pode autorizar novas buscas Diante dos indícios reunidos, a Polícia Civil pediu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, além da quebra dos sigilos de dados dos aparelhos eletrônicos que forem encontrados. O objetivo é localizar documentos, contratos, registros contábeis, celulares, computadores, joias e outros materiais que possam revelar como funcionava a suposta engrenagem financeira utilizada para lavar dinheiro da facção. A investigação segue em andamento e, segundo o Ministério Público, busca identificar todos os integrantes da estrutura e rastrear o destino dos valores movimentados ao longo dos últimos anos.

Depoimento explosivo: irmã de capoeirista Paulinho Sabiá teria planejado matá-lo para ficar com R$ 2 milhões e depois vasculhou imóveis em busca da fortuna, revela testemunha”

Uma testemunha afirmou à Polícia Civil que Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda teria revelado meses antes do assassinato do capoeirista Paulinho Sabiá que pretendia matar o próprio irmão para ficar com cerca de R$ 2 milhões que ele supostamente guardava escondidos. Após a morte da vítima, ocorrida em fevereiro, em Niterói, segundo o depoimento, ela iniciou uma verdadeira caça ao dinheiro, mandando quebrar paredes, vasculhar imóveis e até realizar escavações na tentativa de encontrar a fortuna. Segundo a testemunha, que afirmou conhecer tanto Adriana quanto Paulo Cesar há aproximadamente 27 anos, a conversa aconteceu em janeiro de 2026. De acordo com o depoimento, Adriana relatou que enfrentava dificuldades financeiras e acreditava que Paulo Cesar possuía cerca de R$ 2 milhões em espécie guardados em seu apartamento. A quantia, segundo ela, teria sido acumulada ao longo dos anos com as aulas ministradas pela vítima no exterior. A testemunha afirmou que Adriana declarou claramente que pretendia matar o irmão e, em seguida, se apoderar do dinheiro. Na época, porém, o depoente disse não ter dado importância à declaração, acreditando que a ameaça jamais sairia do campo das palavras. Tentativa de contratar traficantes O relato também aponta que Adriana teria tentado encontrar quem executasse o plano. Segundo a testemunha, algumas semanas antes da morte de Paulo Cesar, a investigada esteve na comunidade onde o depoente mora, em São Gonçalo, e teria procurado traficantes locais para negociar a execução da vítima. A informação teria chegado ao conhecimento do depoente por intermédio de um criminoso da região. Ainda de acordo com o relato, o traficante teria demonstrado surpresa com a proposta e comentado que naquele local havia apenas atividades relacionadas ao tráfico de drogas, acrescentando que Adriana estaria “ficando doida” ao tentar envolver os criminosos em um assassinato. Após tomar conhecimento da situação, a testemunha procurou Adriana para questioná-la sobre o assunto. Segundo o depoimento, ela respondeu apenas que não devia explicações a ninguém. Choque ao saber da morte A testemunha afirmou que recebeu a notícia da morte de Paulo Cesar por telefone, por volta das 21h do dia 18 de fevereiro de 2026. Segundo o relato, a informação foi repassada por um homem chamado Antônio Carlos. O depoente declarou que ficou em estado de choque ao saber do assassinato, pois imediatamente se lembrou das conversas anteriores e passou a acreditar que Adriana poderia realmente ter colocado o plano em prática. Busca desesperada pelo dinheiro Ainda segundo a testemunha, após a morte do irmão, Adriana passou a demonstrar grande interesse em localizar o suposto dinheiro. O depoente afirmou que ela começou a pedir ajuda a ele e a outras pessoas para procurar valores escondidos nos imóveis pertencentes a Paulo Cesar. Dias antes da prisão da investigada, ele esteve no apartamento onde a vítima morava. Segundo o relato, estavam presentes Adriana, Antônio Carlos, Emerson e o próprio depoente. A testemunha afirmou que Adriana ordenou que fossem quebradas diversas paredes do imóvel para procurar o dinheiro que ela acreditava estar escondido. Apesar da destruição realizada no apartamento, nada foi encontrado. O depoente contou ainda que, posteriormente, precisou participar da reforma do imóvel por causa dos danos causados durante as buscas. Escavações e procura em todos os cantos A procura pela suposta fortuna não ficou restrita ao apartamento. Segundo a testemunha, ela também o levou até um imóvel onde funcionava a confecção de roupas da Capoeira Brasil. No local, Adriana teria determinado que ele cavasse e procurasse dinheiro “em todo lugar”. Mesmo após as buscas, nenhuma quantia foi encontrada. O depoente afirmou que não sabe dizer se a investigada localizou algum valor posteriormente, pois não permaneceu ao lado dela durante todo o tempo. No entanto, ressaltou que ela nunca comentou ter encontrado qualquer quantia milionária. Fortuna nunca apareceu O depoimento descreve uma sequência de fatos que teria começado com a suposta intenção de matar o irmão para colocar as mãos em uma fortuna estimada em R$ 2 milhões, seguido por uma tentativa de contratar traficantes para executar o crime e uma busca frenética pelo dinheiro após o assassinato. Até o momento, segundo a própria testemunha, a quantia que Adriana acreditava existir jamais foi encontrada. O caso segue sendo investigado pelas autoridades. Presa, Adriana teve a prisão preventiva decretada na última semana de maio.

Peguei esse filho da p… e estou indo embora”: traficante do Complexo do Salgueiro é acusado de executar dono de provedor de internet por não obedecer ordens do Comando Vermelho em Magé

Um integrante do Comando Vermelho ligado ao Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, é acusado de executar o dono de um provedor de internet em Magé após a vítima se recusar a atender exigências impostas pelo tráfico de drogas que dominava a região da Vila Inca. A investigação aponta que o crime foi cometido para fortalecer o controle da facção sobre o mercado de provedores de internet e servir de exemplo para outras empresas que resistissem às ordens dos criminosos.. O crime ocorreu ano passasdo. A revelação consta em documentos da investigação que embasaram o pedido de prisão preventiva dos acusados. Segundo o Ministério Público, o homicídio está diretamente relacionado à disputa pelo controle dos serviços de internet na região, onde traficantes exigiam pagamento de propina e a instalação de câmeras de monitoramento para atender aos interesses da organização criminosa. Facção queria expulsar empresas de internet De acordo com a apuração, a vítima, identificada como Joanilson n Silva Gonçalves Júnior, de 29 anos, trabalhava com instalação de internet e teria se tornado alvo do tráfico após se recusar a colaborar com as exigências impostas pelos criminosos. Uma testemunha considerada fundamental para a investigação revelou à polícia que manteve um breve relacionamento com Mateus William, apontado como integrante do tráfico do Complexo do Salgueiro. Segundo seu depoimento, Mateus afirmou que os traficantes pretendiam retirar da Vila Inca todas as empresas de internet que não aceitassem colaborar com a facção. De acordo com a testemunha, ele chegou a dizer: “Vai ficar só a empresa que colaborou com eles.” Ainda segundo o relato, Mateus afirmou que Joanilson não havia aceitado as imposições do grupo criminoso. Adolescente teria sido usada para localizar a vítima As investigações apontam que, dias antes do assassinato, Mateus passou a utilizar a adolescente para monitorar os passos da vítima. Segundo o depoimento, ele determinou que ela o avisasse imediatamente caso Joanilson aparecesse na Vila Inca. A ordem teria sido acompanhada de uma ameaça de morte. No dia do crime, Mateus entrou em contato novamente perguntando se Joanilson estava realizando instalações de internet na região. A testemunha respondeu que sim. Pouco depois, o criminoso voltou a procurá-la. Desta vez queria saber exatamente onde o técnico estava. A localização foi repassada. Minutos depois, Joanilson seria morto. “Peguei esse filho da puta” Após a execução, Mateus teria feito contato com a testemunha e revelado o que havia acontecido. Segundo o termo de declaração anexado ao inquérito, ele afirmou: “Peguei, peguei esse filho da puta e estou indo embora.” Em outra conversa, segundo a investigação, o traficante admitiu a motivação do assassinato. “Matei o JOANILSON porque ele não quis respeitar a ordem do MANO.” A polícia identificou o homem citado como “Mano” como sendo um criminoso conhecido pelos apelidos de Manel e Zóio. Ordem teria partido de criminoso foragido Segundo a investigação, Mateus afirmou que o homicídio foi praticado a mando de Manel. Os investigadores apontam que o suspeito é um criminoso de alta periculosidade que estaria foragido do sistema prisional. A decisão menciona que contra ele existem quatro mandados de prisão pendentes e dezessete anotações criminais. Para a polícia, o crime foi uma demonstração de força da facção na região. Imagens registraram a fuga dos assassinos A investigação também reuniu imagens de câmeras de monitoramento instaladas na BR-116. Segundo o relatório policial, os equipamentos registraram dois homens praticando o crime e fugindo logo após a execução. As imagens passaram a integrar o conjunto de provas reunidas pela Polícia Civil. Família relatou ameaças anteriores Além das imagens, a polícia ouviu familiares e sócios da vítima. Os depoimentos apontaram que Joanilson já enfrentava problemas relacionados à atuação do Comando Vermelho sobre provedores de internet na região. As testemunhas relataram ameaças e pressões para que empresas aceitassem as condições impostas pelos traficantes. Segundo a investigação, a recusa da vítima em se submeter às exigências criminosas teria sido determinante para sua morte. Crime serviu para intimidar outros empresários Na avaliação do Ministério Público, o assassinato não teve apenas o objetivo de eliminar Joanilson. Os promotores sustentam que a execução possuía um caráter intimidatório. O objetivo seria demonstrar o poder da facção e enviar uma mensagem a outros prestadores de serviço que atuam na região. A manifestação do Ministério Público afirma que o homicídio foi praticado em um contexto de imposição territorial por organização criminosa, destinado a consolidar o domínio do Comando Vermelho sobre a Vila Inca. Acusado desapareceu após o crime A investigação aponta ainda que Mateus fugiu da região logo após o homicídio. Segundo a polícia, ele não foi mais localizado. Os autos registram que, mesmo intimado para prestar depoimento, o suspeito não compareceu à delegacia. Para os investigadores, a conduta demonstra tentativa de escapar da responsabilização criminal. Prisões preventivas foram pedidas Diante das provas reunidas, o Ministério Público apoiou o pedido da Polícia Civil para decretar a prisão preventiva dos acusados. O órgão destacou a gravidade do crime, o envolvimento com o Comando Vermelho, o risco de intimidação de testemunhas e a possibilidade de fuga dos investigados. A Promotoria também ressaltou que a liberdade dos suspeitos representaria ameaça à ordem pública e à continuidade das investigações. O caso expõe mais um capítulo da disputa pelo controle dos serviços de internet em áreas dominadas pelo crime organizado, onde provedores e trabalhadores do setor têm sido alvo de ameaças, extorsões e violência por parte de facções criminosas.

Doca e Gadernal teriam pago R$ 50 mil por informações sigilosas de investigação, aponta print atribuído ao MP

Prints atribuídos ao Ministério Público do Rio de Janeiro que circulam nas redes sociais apontam que chefões do Comando Vermelho teriam pago R$ 50 mil de propina a um policial civil para obter informações sigilosas sobre uma investigação da DRACO. O material cita os traficantes conhecidos pelos apelidos de Doca e Gadernal e descreve um suposto vazamento envolvendo detalhes de monitoramentos e diligências policiais. De acordo com o conteúdo dos documentos que circulam na internet, Gadernal teria alertado Doca para trocar de aparelho telefônico por estar sendo monitorado pelas autoridades. A informação, segundo os prints, teria sido repassada por um policial civil, que teria recebido R$ 50 mil pelo suposto vazamento. Outro print que também passou a circular mostra uma conversa de WhatsApp na qual um dos contatos aparece identificado como “Contato Draco”. No diálogo, um suposto traficante afirma que um amigo estaria disposto a pagar por prisões de criminosos ligados às comunidades do Guarda e do Rato, em Del Castilho. A reportagem procurou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para verificar a autenticidade dos documentos e comentar o conteúdo divulgado, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.

Dias antes da morte de menino em Costa Barros, Justiça havia decretado prisão de traficante dono de festa da onde teria partido o tiro e de toda a cúpula do crime na Pedreira (TCP)

Em meio as suspeitas de que a bala que matou o menino Bento Costa Petillo Benze, de 12 anos, no Morro da Quitanda, em Costa Barros, tenha partido de uma festa, em comemoração ao aniversário do chefe do tráfico de drogas da região, Douglas Oliveira dos Santos, vulgo “Pudim ou Palmeiras, a Justiça decretou no último dia 27 a prisão deste bandido e de outros cinco bandidos que integram a linha de frente do tráfico no Complexo da Pedreira pelo crime de organização criminosa. O documento revela também a hierarquia do crime no Complexo da Pedreira. A investigação aponta a liderança de Raro (preso) apontado como “dono” da área e responsável por ordens e gestão da organização; a atuação de Coelho como braço armado e segundo na hierarquia; a função de “frente” exercidas por Morcego ou Cego e Menor D, com atuação operacional nas comunidades; a liderança de Neném em grupo armado próprio e de Pudim apontado como responsável pela comunidade da Quitanda. O inquérito policial apontou a existência de organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e hierarquia definida, voltada à prática de diversos crimes graves Sobre a morte de Bento, o tiro atingiu o peito do menino enquanto ele brincava na quadra do condomínio, localizado na Rua Capitão Gouveia.Bento estava na companhia do irmão, de 13 anos, que presenciou o momento em que ele foi baleado. A comunidade fica a 2 quilômetros de onde o garoto foi atingido.

“Testemunhas detalham atuação de grupo de extermínio ligado ao TCP: execuções, ‘botes’ e mortes sob encomenda” para milícia, tráfico e contravenção

Recentemente, nossa reportagem publicou uma matéria informando que traficantes do Terceiro Comando Puro foram contratados para cometer um assassinato para pessoas ligadas ao bicheiro Rogério Andrade. Depoimentos prestados à Justiça e documentos de investigações da Delegacia de Homicídios revelam detalhes da atuação do grupo de extermínio formado por esses traficantes que, segundo investigadores, realizava assassinatos sob encomenda para diferentes setores do crime organizado no Rio de Janeiro. No centro das investigações aparecem Jhonathan Borges dos Reis, conhecido como “Esquilo”, já morto, e Caio Siqueira Ribeiro, o “Caio Piloto”, apontados por policiais civis como uma dupla especializada em execuções. Segundo os relatos reunidos nos processos, eles não estariam vinculados exclusivamente a uma única organização criminosa. Pelo contrário: a dupla teria prestado serviços para milicianos, traficantes e até integrantes da contravenção, funcionando como verdadeiros pistoleiros de aluguel. “Matavam para quem contratasse” Um dos trechos mais impactantes dos depoimentos foi dado pelo delegado Leandro Teixeira Costa, que atuou nas investigações. Segundo ele, as apurações apontaram que a dupla construiu uma reputação de extrema violência na Zona Oeste. “Eles começaram a se envolver com o crime e começaram a matar por aluguel, indiscriminadamente. Matavam para a milícia, matavam para o tráfico, quem contratasse eles matavam”, afirmou o delegado em juízo. A declaração reforça a suspeita de que o grupo não possuía fidelidade a uma única facção ou estrutura criminosa, atuando conforme os interesses de quem estivesse disposto a pagar pelas execuções. Execuções em série De acordo com os investigadores, diversas equipes da Delegacia de Homicídios chegaram ao nome da dupla durante apurações distintas. O modus operandi era praticamente sempre o mesmo. As vítimas eram surpreendidas por uma motocicleta. Caio conduzia o veículo e Esquilo ocupava a garupa. Quando se aproximavam do alvo, os disparos eram efetuados rapidamente e os criminosos fugiam logo em seguida. O apelido “Caio Piloto”, segundo os próprios investigadores, surgiu justamente porque ele seria o responsável por conduzir motos e carros utilizados nas execuções. “Sempre que o Esquilo estava, o Caio estava junto pilotando”, relatou o delegado responsável pelas investigações. Morte de policiais entrou no radar da DH A gravidade das suspeitas aumentou quando os nomes da dupla passaram a aparecer em investigações relacionadas ao assassinato de agentes de segurança. Segundo depoimentos prestados à Justiça, Esquilo tornou-se alvo prioritário após ser apontado como envolvido em crimes contra policiais. Um dos investigadores afirmou que uma operação da Delegacia de Homicídios voltada para casos envolvendo agentes de segurança foi desencadeada justamente após a morte de policiais. “O que gerou a prisão dele foi a morte de um policial militar e de um policial penal”, declarou o delegado Leandro Costa durante audiência. As investigações também apontavam que, após os assassinatos, armas das vítimas teriam sido levadas pelos criminosos. Ligação com a contravenção Além da atuação para milicianos e traficantes, os investigadores também citaram envolvimento da dupla em crimes relacionados à contravenção. Um policial civil afirmou em juízo que Esquilo era tratado nas investigações como um matador profissional. “Era um matador até de aluguel, de contrato. Inclusive está envolvido em homicídio ligado à contravenção do jogo do bicho”, declarou. A afirmação reforça uma das principais linhas investigativas da Delegacia de Homicídios: a de que a dupla teria se transformado em uma espécie de braço armado utilizado por diferentes grupos criminosos. Do apoio à milícia à aproximação com facção As investigações indicam que a trajetória criminosa da dupla teria passado por diferentes fases. Inicialmente, segundo os policiais, os suspeitos circulavam em áreas dominadas por milicianos na região de Guaratiba, Vargem Grande e adjacências. Posteriormente, passaram a atuar em conflitos ligados ao tráfico de drogas. Segundo os investigadores, no fim da trajetória criminosa ambos já estavam diretamente ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP). Os depoimentos apontam que os dois chegaram a residir na comunidade da Vila do João, no Complexo da Maré, de onde saíam para realizar execuções e ações ligadas à expansão territorial da facção na Zona Oeste. Testemunha descreveu dupla como “matadores” Uma testemunha ouvida em outra investigação também atribuiu à dupla a prática de diversos homicídios. Segundo o depoimento, Esquilo e Caio eram conhecidos na região por realizar assassinatos sob encomenda. O relato afirma que: Esquilo seria o executor;Caio atuaria como motorista e pilotoExecuções ligadas aos chamados “botes” As investigações revelam que parte dos homicídios atribuídos à dupla estaria relacionada aos chamados “botes”, expressão utilizada no mundo do crime para designar furtos, roubos, desvios de dinheiro, drogas ou mercadorias pertencentes a traficantes e milicianos. Segundo os autos, a execução de Helivelton Ragazzi Marcelino, conhecido como “Pitico”, teria sido motivada justamente por um conflito desse tipo. De acordo com testemunhas e investigadores, Pitico teria criado problemas para uma “estica” — ponto de venda de drogas ligado a Esquilo — provocando prejuízos aos interesses do grupo criminoso. Um dos depoimentos afirma que a vítima teria dado um “bote” em um dos homens que trabalhavam para Esquilo na comercialização de entorpecentes. A reação teria sido imediata. Pouco depois, Pitico foi executado a tiros em Barra de Guaratiba. Outro homicídio teria ocorrido após adulteração de drogas Os autos também mencionam o assassinato de um homem identificado como Felipe. Segundo relato prestado por uma testemunha à Polícia Civil, Felipe teria sido morto após supostamente adulterar cargas de cocaína pertencentes ao grupo criminoso. O depoimento aponta que ele teria aberto pacotes da droga e alterado seu conteúdo, causando prejuízo financeiro aos traficantes. A suposta traição teria resultado em uma sentença de morte. Investigadores afirmam que testemunhas atribuíram a execução à dupla formada por Esquilo e Caio. Um histórico marcado por mortes Embora cada caso possua investigação própria, os depoimentos reunidos pela Justiça apontam para um padrão que se repetia constantemente: assassinatos realizados em motocicletas, ataques rápidos, vítimas ligadas a disputas do crime organizado e motivações frequentemente relacionadas a dívidas, traições, “botes” ou conflitos entre grupos criminosos. Para os investigadores que atuaram nos inquéritos, o histórico atribuído à dupla revela uma estrutura que ultrapassava as disputas locais e operava como um verdadeiro grupo de extermínio a serviço de diferentes interesses

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