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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Quem é o miliciano pivô do caso que levou três PMs à prisão na Zona Oeste suspeitos de tentar facilitar sua fuga

O miliciano que teve a fuga supostamente facilitada por policiais militares na Zona Oeste do Rio, em um episódio que terminou com a prisão de três PMs, é uma figura antiga da maior organização paramilitar do estado. Marcos Paulo Rodrigues Júnior, conhecido como Orelha, integra há anos a estrutura da milícia que foi liderada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em 2021 durante uma operação policial. Segundo investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, Orelha atuava na região de Campo Grande e era apontado como um dos responsáveis pela cobrança das chamadas “taxas de segurança” impostas a comerciantes e ambulantes. Seu nome apareceu nas investigações ainda em 2017, durante uma operação contra cobradores da milícia que terminou em troca de tiros. Na ocasião, policiais prenderam integrantes do grupo e apreenderam celulares que continham conversas, registros de monitoramento de viaturas e referências diretas à atuação de Orelha. A análise do material, somada a interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, levou os investigadores à conclusão de que ele participava ativamente da arrecadação de dinheiro para a organização criminosa. Embora não mantivesse contato direto com Ecko, depoimentos prestados ao longo da investigação indicaram que Orelha integrava a cadeia hierárquica da milícia, subordinado às lideranças regionais responsáveis por repassar as determinações da cúpula. Policiais que atuaram no caso afirmaram que ele era uma figura conhecida dentro da organização e chegou a ser apontado como alguém com perfil de liderança local após o afastamento de chefes que atuavam em Campo Grande. A defesa negou qualquer ligação de Orelha com a milícia e alegou que ele trabalhava como entregador de água, sustentando que as cobranças mencionadas pela investigação se referiam apenas ao recebimento de pagamentos de clientes. A versão, porém, foi rejeitada pela Justiça, que considerou os depoimentos dos policiais, as interceptações telefônicas e os demais elementos reunidos na investigação suficientes para comprovar sua participação na organização paramilitar. Ao final do processo, Marcos Paulo Rodrigues Júnior foi condenado por integrar a milícia de Ecko a 6 anos, 2 meses e 20 dias de prisão em regime fechado. A confusão Policiais militares do Regime Adicional de Serviço (RAS), lotados no 40º BPM (Campo Grande), foram presos em flagrante após uma suposta tentativa de facilitar a fuga de Orelha em frente à 35ª DP (Campo Grande), na Zona Oeste do Rio. Segundo o registro da ocorrência, agentes da Polícia Civil perceberam uma movimentação suspeita em frente à delegacia e identificaram que Orelha havia deixado uma das viaturas da PM, passando a caminhar livremente ao lado de outro homem. Ainda de acordo com a investigação, um policial civil determinou que os envolvidos parassem. Neste momento, um dos suspeitos correu em direção à Avenida Maria Teresa e tentou escapar. Houve perseguição e até disparos de fuzil para tentar impedir a fuga. Imagens das câmeras de monitoramento da delegacia teriam registrado uma suposta troca de presos dentro da viatura policial. A suspeita é que o homem inicialmente custodiado tenha sido substituído por outra pessoa momentos antes da entrada na unidade. Orelha acabou sendo recapturado e levado de volta à delegacia. Três policiais militares foram presos em flagrante por suspeita de participação no episódio. A Polícia Civil investiga agora as circunstâncias da suposta tentativa de resgate e a eventual participação de outros envolvidos no caso.

Ex-miliciano expulso que deu entrevista acusando chefão de várias mortes anuncia que está a frente do Terreirão e proibiu taxas

Depois de ser expulso da maior milicia do Estado do RJ e aparecer em uma entrevista para a TV Record acusando o chefão PL de várias mortes na Zona Oeste, o criminoso conhecido como Zero pode estar de frente agora da comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Uma postagem que circula nas redes sociais diz que a Tropa do Zero teria assumido a localidade e que as cobranças de taxas estariam proibidas. Existe a suspeita que ele teria aderido ao Comando Vermelho.. O Terreirão vem sofrendo há tempos com disputas entre o CV, TCP e milicia com várias mortes, a última delas de um casal em que a mulher estava grávida. RELEMBRE: https://www.fatospoliciais.com.br/entrevista-bombastica-ex-miliciano-expulso-do-maior-grupo-paramilitar-do-rj-acusa-chefao-de-varios-homicidios-e-disse-que-nao-vai-se-entregar-enquanto-ele-nao-for-preso-vou-guerrear-com-ele-ele/

Ataque do CV em.Vigário Geral ocorre em meio a denúncias de terror imposto pelo TCP no Jardim América

O ataque dado por traficantes do Comando Vermelho na comunidade Vigário Geral (TCP) na manhã de hoje que provocou intenso tiroteio que atingiu até um ônibus coincidiu com relatos nas redes sociais de que o TCP estaria aterrorizando moradores de comunidades dominadas pelo CV no vizinho bairro do Jardim América.. Segundo o que foi publicado, o traficante vulgo Carroceiro, deixou a facção Comando Vermelho (CV), da Comunidade de Furquim Mendes, e optou em migrar para a facção Terceiro Comando Puro (TCP), de Vigário Geral. Denúncias apontando que.os traficantes ligados ao Carroceiro impuseram um toque de recolher na noite de ontem e os moradores teriam sido obrigados a deixar suas casas, com medo da violência. Os bandidos do TCP estariam expulsando os moradores ou fazem ameaças a famílias que consideram informantes do Comando Vermelho. Um.senhor com medo de ser identificado, foi obrigado a sair de casa com a roupa do corpo porque abriu a porta aos traficantes que faziam uma revista no bairro. “Fugi para que não fosse morto. Nem eu, nem minha família, nem meus filhos. Inclusive ele tá aliciando os menores a irem para o lado do Terceiro Comando Puro” , disse Em.uma casax morava a família de uma jovem foi assombrada por traficantes. Em outra casa, vivia uma senhora que já viu um morador ser assassinado. Apavorada, ela deixou o local. O vizinho que ajudou na mudança foi ameaçado pelos traficantes Os imóveis abandonados estão sendo vasculhados pelos traficantes. Na semana passada, uma criança foi atingida por aterfatos de uma granada dentro de casa na Furquim Mendes. O lugar está sendo usado como ponto de ataques de traficantes. Uma senhora ue também não quis ser identificada fez a família que vivia em três casas na Furquim Mendes e teve abandoná-las tudo para não perder a vida. Ela lamenta: Pessoas da comunidade; crianças que você viu crescer se voltam contra a comunidade. Uma postagem atribuída a traficantes do TCP com a bandeira de Israel convida envolvidos com o CV que estejam insatisfeitos a mudarem de facção.

Guerras entre milícias e co o CV espalham terror por Magé que tem sequência de homicídios

A região de Suruí, em Magé, vive clima de terror nos ultimos meses e tem sequência de homicídios. Relatos ainda de abril. apontam que integrantes da chamada “milícia do André Careca” voltaram a circular pelo bairro, fortemente armados, inclusive com fuzis. Segundo moradores, o grupo tem intimidado a população e estaria envolvido em assaltos e roubos de carga na região. A presença constante desses criminosos tem gerado tensão e insegurança entre quem vive no local. Autoridades devem intensificar o patrulhamento para coibir a ação do bando. Esse grupo está em guerra também com milícias rivais e o Comando Vermelho que acontece a todo vapor na cidade um lado aplica ataques no outro há qualquer hora do dia. No último fim de semana,,dois homens foram mortos. Um carro foi alvo de diversos disparos na noite de domingo e os dois ocupantes foram atingidos durante o ataque. Uma das vítimas, conhecida como “Patola”, morreu no local. Já Juliano, que havia sido socorrido em estado grave, não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. Segundo relatos de moradores, o miliciano conhecido como “Macarrão” teria sido visto dando fuga aos autores do ataque durante a madrugada. Dias antes, um mototaxista foi morto a tiros no ponto onde trabalhava, na entrada de Suruí.. O crime gerou forte repercussão entre moradores da região. Segundo relatos obtidos, homens apontados por moradores como integrantes de um grupo de milicianos que atuam na área, estariam sendo citados nas denúncias encaminhadas às autoridades, entre eles André Careca, Macarrão, Anjinho e Sem Alna Em maio, dois homens identificadus comoAndré e Marcelo foram executados Segundo informações preliminares, ambos seriam ligados ao grupo do miliciano conhecido como “André Careca”. 🚨🚨 Dois homens foram mortos a tiros na noite desta quinta-feira (07) no bairro de Suruí, em Magé. As vítimas foram identificadas apenas como André e Marcelo. Segundo informações preliminares, ambos seriam ligados ao grupo do miliciano conhecido como “André Careca”.

Escuta mostra plano conjunto da milícia e do TCP de invadir a Vila Kennedy (CV)

Uma escuta telefônica feita pela DRACO revela plano conjunto de milicianos e traficantes do Terceiro Comando Puro de invadirem a Vila Kennedy, área do Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio. Ña gravação, um suposto miliciano falou sobre o fato: “Os caras da Aliança (Vila Aliança) vão invadir a VK (Vila Kennedy) e eu vou botar minha cara” Acesse o.link e ouça. https://twitter.com/bnn_oficiall/status/2069916512991736193/video/2 A interceptação faz parte da investigação que resultou em uma operação hoje qcontra dois dos principais operadores de uma narcomilícia com atuação em Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste do Rio. A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra criminosos responsáveis pela cobrança de taxas extorsivas impostas a moradores e comerciantes, além da articulação de ações armadas voltadas à expansão territorial da organização criminosa. Um dos alvos foi capturado enquanto estava escondido em Rio das Ostras. As investigações apontaram que os dois alvos ocupavam posições estratégicas de liderança na estrutura da da narcomilícia. Além disso, ambos exerciam a função de “puxadores de guerra”, sendo responsáveis por comandar ofensivas armadas, confrontos e invasões territoriais contra grupos rivais, além de garantir a manutenção do domínio territorial da organização. O preso em Rio das Ostras é apontado como um dos principais integrantes do braço armado da narcomilícia, com atuação direta na mobilização de criminosos para confrontos e disputas por território em áreas de interesse do grupo. De acordo com as apurações, a organização criminosa mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), utilizando essa parceria para ampliar seu poder bélico, consolidar territórios já dominados e avançar sobre áreas controladas pela facção rival Comando Vermelho. O segundo alvo, que teve também teve o mandado de prisão cumprido, foi preso em abril de 2026 na comunidade Santo Cristo, no bairro Fonseca, em Niterói, com uma arma de fogo e uma granada. Na ocasião, ele foi capturado no momento em que realizava uma ofensiva contra criminosos rivais, acompanhado de comparsas ligados ao TCP, oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré. A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes ligados à estrutura criminosa. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado, posteriormente identificado como roubado.A partir das diligências de inteligência e da análise de dados telemáticos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização. Os elementos reunidos revelaram diálogos explícitos sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e criminosos armados, evidenciando uma estrutura criminosa altamente organizada, violenta e financeiramente robusta. As investigações continuam para desarticular toda a estrutura criminosa.

Rede do bicho: mensagens, encontros e disputas revelam ligação entre Rogério Andrade, Drumond e Piruinha

Segundo o Ministério Público, o conjunto de elementos reunidos na investigação aponta que a estrutura atribuída a Rogério Costa de Andrade e Silva não se limita a uma atuação isolada ou recente no jogo do bicho, mas compõe uma engrenagem ampla, altamente estruturada e territorialmente espalhada, com mais de 6 mil pontos de exploração distribuídos por 58 municípios do estado do Rio de Janeiro, segundo os dados apreendidos. A investigação descreve um sistema que combina controle territorial, exploração econômica e articulação entre diferentes gerações da contravenção, conectando a chamada velha cúpula, lideranças tradicionais e a reorganização recente do setor. Conexão com a velha cúpula e a família Drumond Os autos indicam que, muito antes da consolidação da chamada “nova cúpula do jogo do bicho”, já havia interlocuções diretas entre o núcleo ligado a Rogério e a tradicional família de Luiz Pacheco Drumond. Em diálogos e registros analisados pelo MP, aparecem tratativas envolvendo o grupo ligado a Rogério e integrantes ligados aos Drumond, com destaque para Vinícius Pereira Drumond, apontado como elo operacional entre a estrutura histórica e a reorganização mais recente. Essas conversas, segundo o Ministério Público, se estendem ao longo de anos e envolvem temas centrais do funcionamento do jogo do bicho: vazamentos de operações policiais, antecipação de ações de repressão, reorganização de áreas de exploração e articulação entre grupos historicamente rivais, mas que aparecem em diálogo constante. Piruinha e a velha engrenagem da contravenção Nesse mesmo contexto, o Ministério Público destaca de forma recorrente a presença de José Caruzzo Escafura (Piruinha), integrante da chamada velha cúpula do jogo do bicho. O nome de Piruinha aparece em anotações e registros ligados a reuniões e articulações envolvendo disputas de área e reorganização de pontos de exploração, sendo tratado pelo parquet como parte da estrutura histórica que ajuda a sustentar a continuidade do sistema da contravenção no estado. Nova cúpula e articulação com Adilsinho No outro polo dessa reorganização, os autos citam a atuação de Adilson Oliveira Coutinho Filho (Adilsinho), apontado como integrante da chamada “nova cúpula do jogo do bicho”, ao lado de Rogério. Segundo o Ministério Público, os elementos indicam alinhamentos de interesse e interlocuções indiretas entre esses grupos, especialmente na reorganização de áreas de exploração e na gestão do mercado ilegal em diferentes regiões do estado. Codinomes, disputas e cooperação entre grupos Os diálogos interceptados e registros recuperados mostram o uso recorrente de linguagem codificada para tratar de atividades ilegais e disputas territoriais. Em 14/04/2017, Vinícius Pereira Drumond informa ao denunciado que “mandaram desligar tudo na aliança”, expressão interpretada como referência à retirada/desativação de máquinas caça-níquel na Vila Aliança, em Bangu, área atribuída ao grupo ligado a Rogério. Já em 11/04/2020, Vinícius pergunta se o interlocutor havia “resolvido câmara”, entendido como possível referência ao bairro de Senador Camará. Em resposta, ele afirma que não deixaria a área “virar leilão”, mencionando disputa com grupo rival pela implantação de negócios no local. Para o Ministério Público, esse conjunto de mensagens reforça que os grupos ligados à velha cúpula (Drumond) e à estrutura atribuída a Rogério mantinham cooperação e alinhamento em disputas territoriais do jogo do bicho. Piruinha e a rede de interlocução histórica Em outro eixo das investigações, o MP destaca conversas desde 2014 envolvendo Haylton Carlos Gomes Escafura, filho de José Caruzzo Escafura (Piruinha). Em um desses diálogos, Haylton menciona o homicídio de Michel Vasconcelos Fernandes e relata preocupação com boatos de que poderia ser alvo de execução ligada a Rogério, identificado como “01”, em razão de um atentado ocorrido em 2010. Segundo o MP, o interlocutor assegura que isso não ocorreria. Também aparecem conversas posteriores envolvendo outros interlocutores ligados à estrutura da contravenção, incluindo discussões sobre informações internas, disputas e movimentações de grupos rivais. Homicídio de Marcos Falcon e disputa de poder O caso do homicídio de Marcos Falcon é citado como um dos episódios mais relevantes desse contexto. Falcon foi executado em 2016 durante sua campanha eleitoral, e o Ministério Público aponta que o crime se insere em um período de forte disputa interna por controle de áreas e influência dentro do jogo do bicho, envolvendo diferentes grupos com atuação consolidada no Rio de Janeiro. Milícia, Gardênia Azul e ligação com Girão O MP também aponta que essa estrutura se sobrepõe a áreas onde há influência de grupos armados. Nesse contexto, aparece a menção ao ex-vereador e apontado miliciano Cristiano Girão Matias. Segundo os autos, há registro de intervenção para “resolver um problema” relacionado a um depósito de gás ligado ao entorno de Girão, na região da Gardênia Azul, o que é interpretado como indicativo de atuação em disputas locais envolvendo influência territorial e interesses econômicos em área sob controle de grupos armados. Estrutura, pontos e domínio territorial A investigação destaca ainda a dimensão estrutural do grupo: um arquivo com 6.437 pontos de exploração de comércios de rua distribuídos por 58 municípios fluminenses, com identificação completa de locais e responsáveis. Segundo o Ministério Público, esse material não representa apenas controle administrativo, mas um mapa de domínio territorial e econômico do jogo do bicho em escala estadual, com capacidade de gestão ampla e organizada. Síntese do Ministério Público No conjunto, o Ministério Público descreve uma estrutura criminosa de grande porte, que articula: Para o parquet, não se trata de relações isoladas, mas de uma engrenagem contínua de poder, sustentada por alianças históricas, redes de comunicação codificada, controle de territórios e disputa permanente pelo domínio do jogo do bicho no estado do Rio de Janeiro.

Processo revela valores que, segundo o MP, Rogério Andrade teria pago a UPPs; montante não havia sido divulgado

Em abril de 2025, uma reportagem do Portal G1 revelou detalhes da investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que apontou que o contraventor Rogério Andrade teria destinado cerca de R$ 500 mil em propinas a batalhões da PMERJ e delegacias da Polícia Civil em apenas dois dias. Na ocasião, a reportagem expôs os valores que, segundo a investigação, teriam sido destinados a diversas unidades policiais, mas não detalhou as quantias que também teriam sido repassadas às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Agora, a reportagem teve acesso ao processo nº 0087234-41.2025.8.19.0001, que traz uma planilha atribuída ao esquema e revela os valores que, segundo o Ministério Público, teriam sido destinados a cinco UPPs entre os dias 6 e 9 de maio de 2023: De acordo com a denúncia, os pagamentos fariam parte de um esquema que teria resultado em 19 atos independentes de corrupção ativa majorada, com o objetivo de fazer com que unidades policiais retardassem ou deixassem de praticar atos de ofício. O Ministério Público sustenta que a exploração do jogo do bicho e de máquinas caça-níquel ocorria de forma ostensiva, em estabelecimentos comerciais e à luz do dia, sem a repressão esperada por parte dos órgãos responsáveis. Segundo a investigação, os indícios dos supostos pagamentos foram obtidos a partir de mensagens encontradas no celular de Flávio da Silva Santos, conhecido como Flávio Mocidade. Nas conversas, ele se comunicaria com um interlocutor identificado pelo codinome “Botafogo”. Ainda segundo a denúncia, em 8 de maio de 2023, “Botafogo” enviou uma versão inicial de uma planilha de contabilidade e, após diversas chamadas de voz e vídeo com Flávio Mocidade, elaborou um arquivo em formato PDF mais detalhado. Para o Ministério Público, o conteúdo das conversas indicaria que Flávio exercia supervisão sobre as finanças do grupo e sobre o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos corrompidos. As informações fazem parte da ação penal em curso e correspondem às acusações formuladas pelo Ministério Público, que ainda serão submetidas ao contraditório e à análise da Justiça.

“Somos milícia raiz.. Não gostamos de droga não”. Áudio de supostos milicianos de Rio das Pedras contradiz investigação da Polícia Civil sobre aliança com o TCP. OUÇA

Em meio às investigações da Polícia Civil que apontam uma aliança entre a narcomilícia de Jacarepaguá e traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), um áudio atribuído a integrantes da quadrilha que atua em Rio das Pedras passou a circular nas redes sociais negando qualquer associação com a facção criminosa. A DRACO faz uma operação hoje contra esse suposto pacto entre as quadrilhas. “Tem essa palhaçada aqui não. Essa história de Terceiro, a gente não tem boca de fumo aqui não. Nós não gostamos de droga. A gente é milícia raiz”, diz a gravação atribuída a criminosos que estariam à frente do grupo paramilitar na comunidade. A declaração surge em meio à guerra provocada pela deserção do ex-miliciano Kauan de Oliveira Teles, de 26 anos, apontado pelas investigações como uma das lideranças da ofensiva do Comando Vermelho em Rio das Pedras. Segundo a Polícia Civil, ele é acusado de recrutar antigos integrantes da milícia, oferecendo pagamentos semanais para que abandonem o grupo paramilitar e passem a atuar pela facção. Após a ruptura, a milícia de Rio das Pedras passou a ter como principais frentes criminosos conhecidos pelos apelidos de Labareda e Catolé. No áudio que circula nas redes sociais, um dos interlocutores chega a chamar Kauan de “filho da p…”. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, a chamada “Tropa do Caranguejo”, liderada por Kauan e apoiada pelos chefes do Comando Vermelho conhecidos como Gardenal e BMW, ocupa há pelo menos uma semana a localidade do Caranguejo, no Areal de Rio das Pedras. Vídeos divulgados pelos próprios criminosos mostram homens armados circulando pela região e afirmando que antigos pontos controlados pela milícia foram abandonados. Por conta da guerra, tês chefes da milícia foram transferidos para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1, após a Secretaria de Administração Penitenciária identificar indícios de comunicação ilegal dentro do sistema prisional. Entre os transferidos está Gerlan Anacleto de Oliveira, apontado por investigações como um dos líderes da milícia de Rio das Pedras e irmão de Kauan, . A suspeita é de que a comunicação ilegal tenha relação direta com a guerra pelo controle da comunidade. A medida foi adotada um dia após 19 milicianos deixarem o grupo criminoso e supostamente passarem a atuar ao lado do Comando Vermelho (CV) na disputa por territórios em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste. Nas redes sociais, circulam imagens que indicariam que os detentos realizavam chamadas de vídeo de dentro da prisã Moradores relatam que a guerra tem provocado um êxodo silencioso de integrantes do grupo paramilitar e de familiares. Caminhões de mudança são vistos diariamente na comunidade e, segundo relatos, antigos milicianos que aderiram ao Comando Vermelho conhecem os esconderijos, rotinas e endereços dos ex-aliados, aumentando o clima de medo. Moradores afirmam que estão encurralados pela disputa e rejeitam tanto a milícia quanto o tráfico. “A gente não quer tráfico e nem milícia. Só queremos viver em paz”, desabafou um morador. Além da violência, moradores denunciam cobranças ilegais e extorsões praticadas pelos grupos criminosos. As reclamações incluem taxas de segurança, cobranças abusivas de gás, condomínio e valores exigidos de comerciantes para que possam continuar trabalhando. Também há denúncias sobre o corte de serviços de internet regularizados para forçar a contratação de empresas ligadas ao crime organizado. “Estamos abandonados. Precisamos de socorro. Não temos liberdade nem para escolher os serviços que usamos”, relatou uma moradora. Enquanto o áudio tenta sustentar a imagem de uma “milícia raiz”, sem ligação com o tráfico, uma operação realizada nesta terça-feira pela Draco reforçou as suspeitas da Polícia Civil sobre a aproximação entre a narcomilícia e o TCP. As investigações apontam que integrantes do grupo utilizam a parceria com traficantes da facção para ampliar o poder bélico, consolidar territórios e enfrentar o Comando Vermelho. A operação teve como alvo dois integrantes considerados “puxadores de guerra” da organização criminosa, responsáveis por comandar ataques, invasões e cobranças extorsivas contra moradores e comerciantes. Um dos criminosos foi preso em Rio das Ostras. O outro já havia sido capturado em abril deste ano em Niterói, quando foi encontrado com uma arma de fogo e uma granada enquanto participava de uma ofensiva ao lado de comparsas ligados ao TCP oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré. e acordo com as apurações, a organização criminosa mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), utilizando essa parceria para ampliar seu poder bélico, consolidar territórios já dominados e avançar sobre áreas controladas pela facção rival Comando Vermelho. A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes ligados à estrutura criminosa. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado, posteriormente identificado como roubado. A partir das diligências de inteligência e da análise de dados telemáticos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização. Os elementos reunidos revelaram diálogos explícitos sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e criminosos armados, evidenciando uma estrutura criminosa altamente organizada, violenta e financeiramente robusta. As investigações continuam para desarticular toda a estrutura criminosa.

A cúpula do CV às ordens para compra de arsenal e destruição de presídio: quem é Mexicano, chefão do tráfico com 15 anotações criminais caçado em operação no Dona Marta

O.princioal alvo da operação policial que causou pânico na manhã de hoje no Morro do Dona Martaem Botafogo, o traficante Mexicano possui extensa ficha criminal com destaque para os crimes de roubo, homicídios, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico de drogas, o que pode ser comprovado pela simples análise da sua FAC com 15 anotações criminais, além de inúmeras investigações criminais que o apontam como liderança criminosa na comunidade. Ele é  arraigado nas articulações para venda de drogas ilícitas nos bairros de Botafogo e Copacabana e demais atividades ilegais. Quando esteve preso  Mexicano integrava ss chamadas “comissões” (composto pela cúpula da facção criminosa), quando, então, eram  repassadas as determinações do “Conselho de Líderes do Comando Vermelho”; há registros, inclusive, de determinação para aquisição de vasto material bélico a fim de retomar áreas eventualmente perdidas para outras facções e manter as já existentes. Ex-preso federal, depois que voltou ao RJ, Mexicano cometeu atos de danos ao patrimônio público em todas as celas das galerias B5, B6 e B7 da SEAPGC (Gabriel Ferreira Castilho), de forma coordenada, visando gerar instabilidade na segurança prisional, o que por meio de buscas, resultou na apreensão de materiais ilícitos. Ano passado, circulou informações que Mexicano havia sido rebaixado na hierarquia do tráfico no Dona Marra por suspeita de desvio de dinheiro. Segundo o que foi divulgado na época, teria implorado para não morrer.

Milícia e política: assessor da Câmara do Rio teria tentado esconder miliciano baleado após confronto com a polícia na Zona Oeste

Um processo sigiloso que tramita na Justiça do Rio aponta que um assessor da Câmara Municipal do Rio de Janeiro teria atuado para proteger um miliciano ferido em confronto armado com policiais civis, em um episódio que teria envolvido a tentativa de ocultação de atendimento médico em uma unidade de saúde da Zona Oeste carioca. Segundo a denúncia, o caso ocorreu na madrugada de 15 de maio de 2024, na UPA Césarão, em Santa Cruz. O homem atendido na unidade seria integrante de uma milícia armada e teria participado de uma tentativa de homicídio contra policiais civis durante um confronto armado ocorrido dias antes, na mesma região. Suspeita de ocultação de atendimento e fraude em registro médico De acordo com o Ministério Público, funcionários da unidade de saúde teriam omitido dados de identificação do paciente no Boletim de Atendimento Médico, de forma deliberada, para impedir sua correta identificação pelos órgãos de segurança pública. A acusação aponta que o assessor parlamentar teria utilizado sua influência política para intermediar o atendimento e garantir que o paciente fosse atendido sem o registro completo de identificação, o que, segundo o MP, teria dificultado a atuação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), responsável por investigar o caso. Miliciano teria participado de ataque contra policiais O homem atendido na UPA é descrito na investigação como integrante de uma milícia que atua na região de Santa Cruz e suspeito de envolvimento direto em uma tentativa de homicídio contra policiais civis durante confronto armado. Para o Ministério Público, a suposta omissão de dados no atendimento médico teria tido como objetivo impedir que o investigado fosse imediatamente localizado e identificado pelas forças de segurança, interferindo em uma linha de investigação em andamento. MP aponta uso de influência política A denúncia sustenta que o assessor parlamentar teria atuado como intermediário utilizando sua posição institucional para facilitar a supressão de informações no registro hospitalar, o que teria resultado em atendimento sem identificação formal do paciente. Segundo o Ministério Público, a conduta indicaria possível uso de influência política para beneficiar indivíduo investigado por crime grave, em contexto de confronto armado entre agentes do Estado e grupos paramilitares. Acusações e andamento do processo O Ministério Público enquadrou os fatos, em tese, como falsidade ideológica e favorecimento pessoal, apontando que a conduta teria dificultado a atuação policial em investigação envolvendo organização paramilitar armada. A denúncia foi apresentada à Justiça, que agora vai decidir se recebe a ação penal e se o assessor se torna réu no processo. O caso segue sob sigilo parcial e em fase inicial de análise judicial.

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