Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

prisão

Quatro fuzis apreendidos pela PM em Caxias

Policiais do GAT do 15° BPM prenderam três criminosos e apreenderam quatro fuzis neste domingo (15/03), no acesso à Comunidade do Dique. A equipe realizava patrulhamento na Av. Presidente Kennedy com a Rua Lauro Sodré, em Duque de Caxias, quando interceptou o grupo. Os suspeitos foram detidos e o material apreendido encaminhado para a delegacia da região.

Decisão judicial que determinou soltura de vereador preso por suspeita de ligação com o CV explicou como funcionaria o suposto acordo entre o político e a facção se ele existisse mesmo

O documento da Justiça do Rio que determinou a soltura do vereador carioca Salvino Oliveira que foi preso durante essa semana suspeito de ligação com o Comando Vermelho traz ilações sobre como funcionaria o suposto acordo entre o político e a facção para poder atuar na Gardênia Azul, em Jacarepaguá. A decisão menciona um diálogo mantido entre o Corretor Gardênia Melhoria (Elder de Lima Landim, o Dom) e Edgar Alves de Andrade (o Doca) que confirma se teria havido autorização prévia, atribuída a “Doca e Pezão para que o vereador trabalhasse na comunidade ” e a , bem como para que fosse prestado “suporte” e auxílio aos “projetos deles”. Segundo o documento, tal conteúdo revela, de forma indiciária, que a atuação do parlamentar na localidade pode não se dar de maneira autônoma ou estritamente institucional, mas condicionada ao aval e à tutela da organização criminosa dominante. A expressão “dar suporte”, empregada no diálogo, assume contornos relevantes no contexto investigativo, por não se compatibilizar com a lógica do exercício regular do mandato, indicando, ao contrário, mobilização de estrutura local controlada pelo crime organizado, seja para facilitar acesso, viabilizar circulação, garantir segurança informal, intermediar contatos comunitários ou remover resistências internas, funções típicas de quem detém o controle territorial de fato. De igual modo, a referência genérica aos “projetos” do parlamentar”, quando analisada à luz do histórico já apurado, especialmente a atuação do CV na gestão informal de serviços, imóveis, taxas e circulação econômica na Gardênia Azul, sugere iniciativas cuja implementação dependeria, necessariamente, da anuência da facção, afastando a hipótese de políticas públicas universais e reforçando a de ações seletivas, territorializadas e politicamente orientadas. Nesse cenário, impõe-se a inferência da possibilidade de contrapartida: de um lado, o Comando Vermelho preservaria o domínio territorial, oferecendo apoio logístico, controle social e influência local; de outro, o agente político obteria capital eleitoral, por meio da constituição e manutenção de curral eleitoral, com direcionamento de apoio político, votos e influência comunitária, em benefício do parlamentar e de seu grupo político. Conclusão: A cronologia dos achados demonstra, portanto, que Salvino pode não ter atuado como ator periférico, mas como beneficiário potencial de um arranjo político-criminoso, no qual o exercício do mandato parlamentar revela-se condicionado à chancela da facção criminosa, com aderência a plano que conjuga interesses eleitorais e a manutenção do poder paralelo do Comando Vermelho na região da Gardênia Azul.- Para soltar o político, a Justiça alegou que não se estava neste momento se fazendo qualquer juízo de valor conclusivo sobre a investigação realizada pela polícia civil sobre a nefasta organização criminosa. Especificamente, porém, com relação ao paciente, atento exclusivamente ao que consta nos autos, o fundamento da prisão quanto ao indício do seu envolvimento naquela organização é bastante precário, havendo apenas referência a uma conversa de terceiros há mais de um ano, ficando apenas indicado o domínio das facções nas comunidades (com envolvimento direto dos demais representados), não sendo apontada concretamente a imprescindibilidade da prisão para a investigação. A prisão temporária (ou a preventiva) deve estar escorada no já apurado pela autoridade policial. Não se permite o inverso, ou seja, a prisão para permitir posterior apuração de um possível crime, salvo quando presentes indícios fortes do envolvimento do ‘indiciado”em um daqueles previstos na Lei específica. E mais. Tem que constar na decisão proferida a razão da imprescindibilidade da prisão para a investigação, não bastando simples referência ao texto legal.

Polícia prendeu chefe do CV em Petrópolis em resort de luxo à beira mar na Costa Verde

Policiais civis da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) prenderam, neste sábado (14/03), um criminoso de alta periculosidade apontado como chefe do tráfico de drogas de Petrópolis, na Região Serrana. De acordo com as investigações, o bandido é ligado a facção criminosa Comando Vermelho e está envolvido diretamente com o planejamento de um ataque contra policiais civis. Ele foi capturado em um resort de Luxo localizado à beira mar, na Região da Costa Verde, no Rio de Janeiro. A corporação não divulgou o nome do criminoso. Ainda conforme apurado, o narcoterrorista comandava o tráfico de drogas em algumas comunidades de Petrópolis e era responsável por enviar a carga de entorpecentes aos locais. Ele residia na comunidade do Parque União, no Complexo da Maré, junto a outras lideranças do Comando Vermelho, onde teria acesso a esses materiais ilícitos. Além disso, o homem é identificado como um dos criminosos que planejou um atentado contra policiais civis da 105ª DP (Petrópolis). Segundo os agentes, ele estava foragido há mais de nove e possui oito anotações criminais pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídio qualificado Em trabalhos de inteligência e monitoramento de possíveis rotas e endereços vinculados ao criminoso, o bandido foi localizado e, contra ele, foram cumpridos quatro mandados de prisão em aberto.

Mulher é suspeita de pagar R$ 5.000 para matarem um homem por conta de briga por herança na Baixada

Confira agora detalhes do processo contra Suellen Amorim, acusada de encomendar um assasssinato em Queimados, na Baixada Fluminense, por conta de uma disputa de herança familiar. A vítima foi Marcos Aparecido Barcelos da Silva. Consta dos autos que, no dia 17/01/2026, na Rua Deoclécio Lopes da Costa, lote 06, quadra 03, Vila Scintila, a vítima foi encontrada sem vida no interior de sua residência, apresentando sinais de morte violenta decorrente de disparos de arma de fogo, tendo sido arrecadados no local estojos e projéteis de calibre 9mm. Além disso, consta que, no curso das investigações, foi possível identificar a trajetória de uma motocicleta Honda Titan 160, utilizada pelos executores do crime, a qual se deslocou até o endereço da vítima no horário aproximado da execução e posteriormente empreendeu fuga em direção ao município de Japeri. O veículo foi identificado como de propriedade de Felipe David, o qual, após capturado, confessou sua participação no crime, relatando que foi procurado por Suellen para providenciar a execução da vítima, mediante pagamento de R$ 5.000,00, apontando Alan Victor Bezerra Ribeiro como o executor dos disparos. Alan também foi preso. Segundo os autos, Suellen contratou terceiros para executar a vítima, em razão de desavenças relacionadas à disputa por bens pertencentes ao falecido ex-companheiro.

Justiça mantém preso homem acusado de matar padrasto e balear irmã em Niterói

A Justiça manteve a prisão de Oldenir de Almeida Filho, acusado de matar o padrasto e ferir a irmã em janeiro, em Niterói. Ele estava preso temporariamente desde o dia 19 daquele mês e no último dia 11 foi decretada a prisão preventiva. Oldenir é acusado de matar a tiros Rudson Fernando da Silva Barreto no interior da residência situada na Rua Edma Rodrigues Valadão, nº 510, Camboinhas, em 18 de janeiro. Na mesma data, o acusado também teria cometido um atentado contra a integridade física de sua irmã, a adolescente S. Q. H. D. A. E. A. E., ao efetuar disparo de arma de fogo contra a vítima. O acusado se encontra preso desde o dia 19 de janeiro de 2026, em razão do cumprimento de mandado de prisão temporária, cuja prorrogação ocorreu após o decurso do prazo inicial de 30 (trinta) dias. O prazo da custódia cautelar está, portanto, prestes a expirar, o que exigiu uma análise minuciosa e a adoção de uma medida cautelar definitiva, a fim de garantir a continuidade da instrução processual e a aplicação da lei penal. Segundo a Justiça, no caso, existem indícios suficientes de autoria e materialidade, conforme os depoimentos detalhados prestados pelas testemunhas, como o namorado da menor e a mãe do assassino e da garota. De acordo com os autos, o acusado teria praticado um ato de altíssima reprovabilidade social, em que a violência extrema se somou à utilização do ambiente doméstico para cometer os crimes, configurando risco concreto à paz social. O denunciado possui vários antecedentes criminais, incluindo registros de homicídios, é dependente químico e demonstrou comportamentos agressivos durante a apuração dos fatos. Esses elementos evidenciam sua natureza perigosa e reforçam a urgência da prisão preventiva para evitar que ele cometa novos delitos ou ameace novamente as vítimas ou testemunhas.

Homem foragido por desaparecimento de vigilante em Niterói já respondia por outro homicídio na cidade

Um homem apontado como envolvido no desaparecimento do vigilante Maximiliano Pina Júlio, de 41 anos, em Niterói, está foragido da Justiça e já responde a outro processo por homicídio na cidade, segundo informações obtidas no Tribunal de Justiça do Rio. A ação é de 2014 e até hoje encontra-se em sigilo, portanto não é possível acessar as informações. Além dele, outras duas pessoas foram acusadas. O mesmo homem respondeu a processo em 2017 por lesão corporal leve que foi arquivado. Um outro suspeito de envolvimento no desaparecimento do vigilante foi preso ontem em Itaboraí As investigações apontaram que um vigilante, que trabalhava em um posto de segurança no Horto do Fonseca, em Niterói, foi inicialmente dado como desaparecido no dia 21 de fevereiro deste ano. Amigos e familiares passaram a procurá-lo após perceberem que o trabalhador não retornou para casa e aparentemente não teria assumido o plantão no local. Com o avanço das diligências, os agentes descobriram que a vítima de fato havia comparecido ao trabalho naquela manhã, chegando ao local em sua motocicleta e informou que havia assumido o plantão. A partir da análise de imagens de câmeras de segurança da região, os policiais identificaram movimentações suspeitas dentro das dependências do posto de serviço. As gravações indicam que dois vigilantes ligados ao local aguardavam a chegada da vítima. Em seguida, as câmeras registraram os dois homens colocando o corpo da vítima no interior de um veículo. A partir da troca de dados de inteligência, os agentes identificaram o automóvel utilizado na ação, que pertence a uma empresa de segurança privada da região. Os policiais também descobriram que a motocicleta da vítima foi abandonada em outra rua do bairro Fonseca. O trabalho investigativo da DHNSG identificou que um dos homens chegou a afirmar a terceiros que o vigilante não teria comparecido ao trabalho naquele dia, versão que posteriormente se mostrou falsa. Com base nas provas reunidas ao longo do inquérito, a autoridade policial representou pela prisão dos dois envolvidos no crime. Na ação desta sexta, um deles foi localizado e preso no bairro Aldeia da Prata, em Itaboraí. O segundo criminoso não foi encontrado durante as diligências e é considerado foragido. As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime e localizar o corpo da vítima, que ainda não foi encontrado.

MAGÉ: Homem está preso suspeito de agredir esposa na hora que ela estava amamentando. Ele a esganou deixando-a sem ar por causa de ciúmes do sobrinho

Um homem está preso desde o final de fevereiro suspeito de agredir a esposa quando esta estava amamentando o filho de um ano e sete meses em Magé. Tudo isso por causa de ciúmes do sobrinho. A vítima, jovem mãe de 20 anos, relatou ter sido agredida violentamente enquanto amamentava sua filha de 1 ano e 7 meses. O autor, alterado pelo uso de entorpecentes, desferiu socos em seu rosto, puxou seus cabelos, lançou-a ao solo e, sobretudo, praticou múltiplos episódios de esganadura, apertando seu pescoço até deixá-la sem ar, gerando dor ao engolir e dificuldade respiratória. O laudo de corpo de delito é cabal, registrando lesões corporais inteiramente compatíveis com tentativa de asfixia mecânica, expondo a vida da vítima a risco iminente. A mãe do agressor, presente no local, confirmou todos os atos de violência e relatou ter retirado a criança dos braços da vítima para impedir que também fosse atingida, fato que acentua a periculosidade do suspeito. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

Chefe do CV na Praça Seca foi morto pela PM

Uma operação da Polícia Militar na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca , terminou com a morte de Hudson de Vasconcellos, conhecido como HN, apontado como chefe do Comando Vermelho na região. Nas redes sociais, vídeos mostraram o momento em que policiais do 18º BPM carregavam um corpo enrolado em um lençol enquanto moradores protestavam contra a ação. Após a confirmação de que HN estava baleado, o clima ficou ainda mais tenso e um veículo blindado da corporação precisou ser acionado. Durante a operação, suspeitos ligados ao tráfico fecharam a pista do BRT na altura da estação Ipase e sequestraram um ônibus próximo a outra parada, numa tentativa de desviar a atenção dos policiais, segundo a PM. Após uma intensa troca de tiros, os agentes recuperaram uma carga roubada e prenderam cinco suspeitos apontados como integrantes da organização criminosa. Um sexto homem foi baleado, chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Com o grupo, os policiais apreenderam um fuzil, pistolas e grande quantidade de drogas. A ocorrência foi registrada na delegacia da região.

Justiça mandou soltar vereador preso suspeito de negociar com CV e polícia divulga nota dizendo que ele recebeu valores atípicos

A Justica andou soltar o vereador carioca Salvino Oliveira Barbosa preso por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho Em meio a isso, a Polícia Civil divulgou uma nota justificando a prisão do político O Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) informa que a investigação teve início no ano de 2024 e apura atividades ilícitas relacionadas a empresas de exploração de internet localizadas no Complexo da Penha, identificadas como sob o controle de fato de EDGAR ALVES DE ANDRADE, vulgo DOCA. No curso dessas apurações, a análise de dados telemáticos revelou a existência de diálogos entre DOCA e o “síndico do GARDÊNIA” vinculado ao Comando Vermelho. Tais diálogos envolvem diretamente o INVESTIGADO, bem como outros alvos da operação, como LANDERSON LUCAS DOS SANTOS, e passaram a constituir elementos relevantes da investigação.  Em paralelo, a investigação sigilosa de natureza financeira baseada, entre outros elementos de inteligência, na análise das movimentações do INVESTIGADO, trouxe informações expressivas: foram identificadas transações atípicas e/ou suspeitas no segundo semestre de 2024, nas quais o INVESTIGADO é beneficiário de valores provenientes de empresa de informática sediada no Complexo da Maré, região controlada pelo Comando Vermelho. Sem qualquer justificativa lícita e aparente que explique a relação comercial entre o INVESTIGADO e a pessoa jurídica. Além disso, os dados levantados revelaram que, em apenas quatro meses, o lINVESTIGADO recebeu créditos suspeitos e/ou atípicos que ultrapassam R$ 100.000,00, incluindo onze depósitos em dinheiro vivo. Os dados de inteligência foram comunicados por Relatório de Inteligência Financeira solicitado no curso da investigação.  As investigações financeiras não se limitaram ao próprio INVESTIGADO. Dados de inteligência também apontaram para movimentações suspeitas realizadas por pessoas jurídicas que têm como sócio o principal assessor do INVESTIGADO. A esposa desse assessor, por sua vez, foi identificada como possível epicentro de uma estrutura complexa voltada para a lavagem de dinheiro. Essa estrutura demonstra sofisticação e volume considerável: em sete meses, foram realizados mais de 20 saques em espécie de sua conta pessoal, que totalizaram R$ 2.490.000,00 – uma média de R$100.000,00 por saque –, muitos ocorrendo em dias consecutivos.  Além disso, uma das empresas em nome da esposa do assessor movimentou mais de R$35.000.000,00 em pouco mais de dois anos, valores completamente incompatíveis com o faturamento declarado de aproximadamente R$2.000.000,00. Desse montante recebido, foram identificados R$300.000,00 oriundos de uma fintech investigada por ligação com o PCC, fortalecendo o mote da investigação em curso.  Há ainda fortes indícios de que o grupo tenta burlar os mecanismos de controle e fiscalização, uma vez que foram registrados quatro saques no valor de R$ 49.999,99 cada — valor imediatamente inferior ao limite de R$ 50.000,00 que obriga as instituições financeiras a realizar comunicação compulsória aos órgãos competentes.  Em pouco mais de dois anos, a movimentação total identificada apenas nas contas pessoais da sua esposa do assessor do INVESTIGADO superou R$ 3.000.000,00, valor absolutamente incompatível com a renda declarada. O assessor do INVESTIGADO, por sua vez, é sócio de empresa que recebeu R$ 390.000,00 em duas transferências sem motivação lícita aparente e enviou mais de R$ 1.000.000,00 para outra empresa sem justificativa comercial identificável. Esse mesmo assessor figura como sócio-diretor de uma pessoa jurídica cujo sócio presidente é filho do traficante Elias Maluco, falecido líder do Comando Vermelho e responsável pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. O conjunto de elementos colhidos até o momento apontam que o INVESTIGADO, além dos elementos que recaem sobre si, possui vinculação direta com personagens relevantes desta estrutura sofisticada possivelmente voltada para a lavagem de dinheiro, mantendo como seu assessor uma figura de destaque na estrutura criminosa investigada.Diante desse robusto conjunto de elementos, o pedido de prisão temporária teve como objetivo a necessidade imediata de preservar as provas já colhidas e de permitir a continuidade da coleta de novos elementos probatórios, tendo em vista o fundado receio de que o INVESTIGADO, em liberdade, possa interferir nas apurações e destruir evidências relevantes. O segundo motivo diz respeito à decisão técnica adotada pelos responsáveis pela investigação de não incluir na representação todos os dados financeiros levantados até o momento. Essa opção se deveu à necessidade de preservar informações relativas a pessoas comunicadas que não têm relação direta com o objeto central da investigação, bem como à importância de garantir que tais dados sejam submetidos a uma apuração técnica criteriosa pela delegacia responsável.Importa registrar, por fim, que os dados telemáticos foram considerados pelos investigadores como suficientes, por si sós, para fundamentar o pedido de prisão temporária. Contudo, eles não representam a totalidade dos elementos que compõem o quadro de indícios contra o INVESTIGADO. O conjunto da inteligência financeira produzida — especialmente os Relatórios de Inteligência Financeira elaborados pelo COAF, que reuniram e sistematizaram as provas técnicas descritas acima — forma um cenário coerente e consistente de envolvimento do INVESTIGADO em atividades ilícitas de grande complexidade, o que torna a medida cautelar requerida não apenas justificada, mas necessária. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro reforça o seu caráter como instituição de Estado, o seu compromisso com a manutenção do sigilo das investigações e com a preservação dos dados de investigados e relacionados em inquéritos em andamento.

Arma fabricada a partir de impressora 3D foi apreendida com o CV em São Gonçalo

Um exemplar de um arma fabricada a partir de impressora 3D foi apreendida ano passasdo em São Gonçalo com um criminoso ligado ao Comando Vermelho. A investigação apurou vendas realizadas dentro do território nacional, tendo a competência fixada no Rio de Janeiro, estado com o maior número de compradores identificados. Ontem, a Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram operação contra a quadrilha e prenderam integrantes da organização criminosa dedicada ao desenvolvimento, produção e comercialização de peças e acessórios de armas de fogo fabricadas com impressoras 3D. Três pessoas foram presas na operação: os denunciados Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca, Jean Guilherme Pinto e Gianluca Bianchi, em endereços identificados em São Paulo. Outras duas pessoas foram presas em flagrante com material ilegal. Dois dos denunciados encontram-se foragidos: Luigi Barbin da Costa e Vinicius Soriano Hernandes. Foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em 11 estados. Sete deles, no Rio de Janeiro: Capital, Região dos Lagos e Norte Fluminense. Foram apreendidos equipamentos utilizados na fabricação das peças, como impressoras 3D, armas produzidas de forma artesanal, munições e acessórios, em endereços comerciais que funcionavam para a produção ilegal de armamentos e peças. chamadas armas fantasma, produzidas com peças impressas em 3D, apresentam grande dificuldade de rastreamento e podem ser fabricadas com baixo custo. De acordo com os investigadores, o projeto desenvolvido pelo grupo criminoso era disseminado na internet com instruções detalhadas e suporte técnico para montagem dos armamentos. O principal investigado no caso, o engenheiro Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, foi denunciado pelo CyberGAECO/MPRJ e apontado como desenvolvedor de projeto avançado em relação a modelos anteriores: a carabina denominada Urutau, que permite a fabricação quase integral da arma com polímeros (um plástico de alta resistência) utilizando impressoras domésticas e conhecimentos básicos de metalurgia. Segundo as investigações, ele também participava da venda de peças e acessórios necessários para o funcionamento dos armamentos. Ainda de acordo com os investigadores, o custo estimado para produzir esse tipo de arma seria de cerca de R$ 800, o que ampliaria o risco de disseminação da tecnologia. As investigações identificaram a comercialização de peças e acessórios de armas por meio de plataformas digitais de comércio eletrônico. Após a identificação das vendas ilegais, algumas contas foram bloqueadas, mas parte da atividade passou a ocorrer em ambientes mais restritos da internet, como a deep web. As autoridades também destacaram a preocupação com o acesso facilitado a esse tipo de material, alertando para o fato de que alguns dos compradores já tinham antecedentes criminais, como envolvimento com o tráfico de drogas, milícias e homicídios.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima