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Traficantes, milicianos e assassinos compraram armas de fogo feitas por impressoras 3D

O Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ) denunciou e obteve mandados de prisão contra cinco integrantes de uma organização criminosa responsável pelo desenvolvimento, produção e comercialização de peças e acessórios de armas de fogo feitas em impressoras 3D. Os denunciados responderão na Justiça pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de arma de fogo. Nesta quinta-feira (12/03), foi deflagrada a operação Shadowgun para o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão no Rio de Janeiro e nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará e Paraíba, com o auxílio dos GAECOs locais. A ação conta com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Polícia Civil do Rio. As forças de segurança dos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás, Bahia, e Roraima apoiam o cumprimento de mandados locais, também obtidos pelo MPRJ. A investigação aprofundou-se no crescente fenômeno da fabricação caseira e da comercialização de armas de fogo produzidas a partir de peças plásticas confeccionadas por impressoras 3D. No contexto dessa subcultura global, foi identificado o desenvolvedor de um dos projetos mais populares utilizados mundialmente nesse movimento de armas 3D: o denunciado Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido na internet como Zé Carioca. Como ferramenta de marketing, ele utilizava o slogan: “Testado nos EUA, projetado no Brasil e feito na sua casa”. Apesar dos esforços de Zé Carioca para manter-se anônimo fora do ambiente virtual, a investigação revelou não apenas sua verdadeira identidade, mas também o esquema ilegal que ele liderava, voltado à produção e à venda, pela internet, de peças e acessórios de armas de fogo. De acordo com a denúncia, além da divulgação de arquivos digitais para impressão foi constatada a comercialização sistemática de peças e acessórios por ele produzidos e desenvolvidos em conjunto com a organização criminosa. Os compradores estão espalhados por 11 estados brasileiros. Sendo que a maioria responde criminalmente e possui antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas e outros delitos graves. No Rio de Janeiro, os agentes identificam 10 compradores espalhados por todo o estado, em São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital fluminense. Armamentos vendidos a criminosos A denúncia do MPRJ descreve que somente em uma plataforma virtual de vendas foram identificados 79 registros de vendas realizadas por Lucas Alexandre, a maior parte para o Rio de Janeiro. A gravidade e a complexidade da questão tornam-se ainda mais evidentes ao se constatar que parte dos itens foi vendida a criminosos: a análise do histórico de vendas identificou, entre os compradores, um homem acusado de dois homicídios, além de outros com envolvimento em milícia e tráfico de drogas. Outro denunciado com papel de destaque no esquema é Gianluca Bianchi. Além de atuar como coprodutor, a denúncia aponta que o pai de Gianluca possui empresa especializada em ferragens com vínculos com o grupo criminoso, indicando que estaria sendo usada para o desenvolvimento das partes metálicas necessárias para o funcionamento do armamento 3D. Os demais integrantes da organização exerciam funções específicas relacionadas ao desenvolvimento e à divulgação do projeto. Sobre a investigação A apuração do CyberGAECO/MPRJ teve início a partir de relatório técnico do Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e contou com a colaboração da Homeland Security Investigations (HSI), agência federal de investigação criminal dos Estados Unidos, e da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Os crimes foram praticados por meio da internet, sem configuração de transnacionalidade, já que as vendas ocorreram entre particulares e dentro do território nacional. A competência foi fixada no Rio de Janeiro, estado com o maior número de compradores identificados. Por fim, o MPRJ ressalta que, segundo a legislação brasileira, a fabricação de armas de fogo, ainda que realizada no âmbito residencial, é equiparada à atividade comercial, sujeitando os infratores às mesmas penas previstas em lei.

Negativa de pedido de refúgio de traficante internacional fez mulher de criminoso pedir de volta dinheiro de propina pago a delegado da PF e ex-secretário estadual de esportes do RJ, diz STF

Segundo o despacho do ministro do STF Alexandre de Moraes, a advogada Patrícia Carvalho Falcão ofereceu, prometeu e pagou vantagens indevidas ao ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena e ao delegado federal Fabrizio Romano visando manipulação dos processos de extradição e refúgio do holandês Gerel Lusiano Palm traficante internacional de drogas, no contexto de uma rede de corrupção e tráfico de influência articulada para favorecer interesses do crime organizado. Entretanto, o processo não andou e a mulher do preso pediu o dinheiro de volta. Carracena teria ficado com parte significativa do valor entregue pela esposa do preso (R$ 120.000,00), além de prometer valores adicionais a colaboradores em caso de êxito no pedido de refúgio; Romano oferceu influência interna sobre o andamento do processo na Polícia Federal. Além de orientar sobre a forma de encaminhamento do pedido, também negociou vantagensindevidas, solicitou valores antecipados (“adiantamento”) e encaminhou documentos pessoais de sua esposa e de outra nacional para obtenção de cargos comissionados, aparentemente em troca de sua atuação. Após receber o número de telefone do delegado, Carracena ligou para Fabrizio de modo que este elogiou o pedi daquele por não ter informado as penas em que Gerel foicondenado na Holanda, demonstrando que sabia dos antecedentes criminais do citado indivíduo. O policial afirmou também que, depois de “muita insistência nossa”, o processo andaria Após uma reunião em Brasília, Fabrizio perguntou a Carracena se a advogada, que pelo , estava com o coração mole para um “adiantamento”, dando a entender que seria o equivalente a alguma vantagem pecuniária pelos favores prestados e Carracena disse que estava trabalhando nesta possibilidade.”Carracena chegou a cobrar do delegado acerca de um número de inquérito de São Paulo e diz que colocará uma “sombra” para “levantar tudo o que for possível” sobre alguma pessoa não identificada na conversa, que já tinha escolhido uma pessoa pra isso e que eles “nem iriam aparecer”. Fabrizio mandou uma documentação para Carracena, que na época atuava como chefe de gabinete da secretária de estado de defesa do consumidor, conseguisse indicar a esposa e uma outra mulher para algum cargo público comissionado. E de fato, as duas foram nomeadas a cargos comissionados poucos meses depois: uma em Duque de Caxias e outra na Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. O processo de Gerel não evoluiu de forma favorável, levando a advogada a demonstrar preocupação e a cobrar de Carracena informações sobre a situação de seu cliente. Em seguida, ela lhe encaminhou o documento que registra a negativa dopedido de refúgio do holandês”. Em seguida, a advogada encaminhou um áudio que, segundo a Polícia Federal, pelo contexto, “parece ser da esposa de Gerel cobrando o dinheiro dado por eles, que segundo a advogada, havia sido a importância de R$150.000,00(cento e cinquenta mil reais) em espécie”: Patrícia encaminou dois áudios a Carracena por meio dos quais afirmou que Fabrizio e o policial penal Luciano teriam recebido, dos R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) pagos em espécie pela esposa de Gerel, a quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada um, para auxiliarem no pedido de refúgio de Gerel. Segundo ela, ambos ainda receberiam, em caso de êxito do processo, o valor adicional de R$ 150.000,00

Alexandre de Moraes descreve papel de cada PM, policial civil e federal presos apontados como envolvidos com o Comando Vermelho

O despacho do ministro do STF Alexandre de Moraes sobre a prisão de policiais civis, militares e federais por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho diz o seguinte sobre a participação de cada um, de acordo com as investigações da Polícia Federal Núcleo de policiais civis envolvidos com o Comando Vermeho Franklin José de Oliveira Alves – Atuou diretamente na linha de frente da negociação ilícita. Mantinha contatos telefônicos frequentes com os intermediários para cobrar o pagamento da propina e impor prazos. Também assinou intimações de coação e possui estrutura empresarial familiar com movimentações financeiras suspeitas. Marcus Henrique de Oliveira Alves (delegado) Na qualidade de titular da 44a DP, assinou, juntamente com seu irmão, intimações utilizadas para pressionar o traficante “Índio do Lixão” no esquema de extorsão. Apresenta movimentação financeira vultosa e incompatível com seus vencimentos, utilizando empresas em nome defamiliares para ocultar bens e valores. Leandro Moutinho de Deus Atuou como intermediário nas negociações de pagamentode propina entre os traficantes e os policiais da 44a DP.Segundo o despacho de Moraes, os policiais civis exigiram de Índio , mediante violência e grave ameaça, o valor correspondente R$ 1.500.000,00 para encerrar um procedimento investigativo em tramitação na 44a Delegacia Policial envolvendo o traficante, A investigação revelou que Carracena iria intermediar e pedir para encerrar o inquérito contra Índio. II. Núcleo de atuação para favorecer os interesses do traficante internacional Gerel Lusiano Palm (neerlandês) Alessandro Pitombeira Carracena Advogado e ex-secretário de estado, atuou como o articulador central entre criminosos e servidores públicos. Ele utilizou sua influência política para intermediar vantagensindevidas e, segundo diálogos, teria retido R$ 120.000,00 de um pagamento feito em espécie para influenciar um pedido de refúgio. Fabrizio José Romano (delegado da PF) ´ Atuou de forma incompatível com seu cargo, oferecendo influência interna na Polícia Federal em favor do traficante Gerel Lusiano Palm. Em consequência disso, solicitou adiantamentos” financeiros e negociou a nomeaçãode sua esposa, para um cargo comissionado como contrapartida por sua atuação ilícita. Patrícia Carvalho Falcão – Advogada parceira de Carracena. Embora atuasse nadefesa técnica, as mensagens revelaram sua ciência e participação na viabilização de pagamentos indevidos a servidores e na pressão pela devolução de valores após o fracasso do pleito. A esposa de Gerel mandou áudio para Patrícia cobrando o dinheiro dado por eles, que segundo a advogada, havia sido a importância de R$150.000,00(cento e cinquenta mil reais) em espécie”: Patrícia disse que o delegado Fabrizio e o policial federal Luciano teriam recebido, dos R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) pagos em espécie pela esposa de Gerel , a quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada um, para auxiliarem no pedido de refúgio Gerel. Segundo ela, ambos ainda receberiam, em caso de êxito do processo, o valor adicional de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) cada. Núcleo de atuação criminosa de Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro ao realizarem segurança e logística de liderança do Comando Vermelho As investigações revelaram que “o traficante Índio do Lixão” contava com esse núcleo, estável e coordenado, de policiais militares que atuavam na segurança particular e braço logístico, sendo tais policiais liderados pelo policial militar Rodrigo da Costa Oliveira, conhecido como Costa, Flavio Cosme Menezes Pereira, alcunha “Menezes – ” Prestava segurança de forma reiterada e consciente, incluindo durante as férias, colocando-se à disposição paraqualquer missão da organização criminosa. Franklin Ormond de Andrade, alcunha “Ormond – Além de realizar escoltas constantes, negociou ilicitamente a venda de uma pistola Taurus e carregadores para Indio; Enio Claudio Amâncio Duarte – Participava de escoltas armadas em eventos específicos,como enterros e consultas médicas do traficante, operando em áreas conflagradas sob domínio do Comando Vermelho. Alex Pereira do Nascimento – Mantinha contato direto com o “Índio”, a quem recorreupara solicitar um empréstimo pessoal de R$ 1.500,00, evidenciando a promiscuidade da relação entre o agente da lei e o criminoso. Leonardo Cavalcanti Marques Atuava na segurança com plena consciência da condiçãode “bandido” de “Índio”. Ricardo Pereira da Silva = Policial militar de extrema confiança de “Índio”, solicitado nominalmente pelo traficante para missões de escolta em Duque de Caxias. Rodrigo de Oliveira Carvalho, alcunha “Carvalho – Atuava na segurança diária de “Índio”. É o principal alvo no que tange à comercialização ilegal de armamento, tendo oferecido a “Índo” 2 (dois) fuzis calibre 5.56. Além disso, realizou o transporte de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) em espécie a mando da organização criminosa. Segundo a investigação, os PMs ainda realizavam-

Traficantes do CV são suspeitos de matar motorista da Prefeitura de Búzios por causa de dívida de drogas, diz Justiça

A Justiça decretou ontem a prisão de um traficante do Comando Vermelho vulgo Zóio, suspeito de ser um dos executores de um homicídio cometido na cidade de Armação de Búzios, na Região dos Lagos. A vítima era motorista da Prefeitura. O bandido já estava preso. Segundo os autos, os mandantes do crime teriam sido os bandidos conhecidos como Novinho e DG. Zóio teria sido um dos executores junto com GB, Baiano e um adolescente vulgo Cocão. De acordo com a decisão judicial, houve rumores de que a vítima poderia ter sido confundida com um informante do traficante “Macaco”, vinculado à facção rival TCP, hipótese que não foi descartada nas apurações iniciais, embora as confissões posteriores tenham confirmado que a motivação principal foi uma dívida de drogas no valor aproximado de R$ 3.000,00 entre a vítima e o grupo liderado por “Novinho. Um PM disse que a vítima Geovan estava na construção de uma casa quando três indivíduos chegaram ao local, chamaram ele e, após breve diálogo, passaram a efetuar disparos de arma de fogo, perseguindo-o pela via pública até sua morte. A esposa da vítima, afirmou que convivia há 14 anos com Geovan, descrevendo-o como homem trabalhador, sem envolvimento com o tráfico ou uso de drogas. Declarou ainda que não possuía a senha de desbloqueio do celular apreendido da vítima, que trabalhava como motorista da Prefeitura de Armação dos Búzios e que desconhecia qualquer ameaça recente. Duas outras testemunhas disseram que Geovan estava na obra para ajudar no “virar laje”, quando três indivíduos chegaram perguntando “quem é o Du Mato”, chamando-o para fora e, em seguida, abriram fogo contra ele, sem subtraírem qualquer pertence. Ambos relataram que os autores ameaçaram os presentes, advertindo que, se alguém “abrisse o bico”, seria morto, o que explica o posterior temor das testemunhas em proceder ao reconhecimento fotográfico dos autores. No curso das investigações, Zóio foi preso em flagrante por tráfico e porte de arma, (APF ) ocasião em que confessou espontaneamente a autoria do homicídio, relatando que a decisão de matar Geonva partiu dele próprio, tendo solicitado autorização das lideranças da facção via grupo de WhatsApp, sendo prontamente autorizado por “DG e Novinho. Mencionou falsamente os nomes de “RD” e “Miguel”, indivíduos não identificados e sem relação com o fato.As diligências seguintes comprovaram que, possivelmente, Zóio utilizou tais nomes para encobrir os reais comparsas, identificados posteriormente como GB e Cocão. Relatou que vendeu as drogas que originaram a dívida, que a vítima devia cerca de R$ 3.000,00, e que, no dia do crime, foi até o local acompanhado de dois comparsas, todos armados ¿ ele com um revólver calibre .38 e os outros com pistolas 9mm. Descreveram que chamaram a vítima para conversar e, ao perceberem sua tentativa de fuga, efetuaram aproximadamente dez disparos. O adolescente, enteado de Zóio, também confessou participação, afirmando que foi coagido pelo padrasto a participar da execução sob ameaça de morte. Disse que portava um revólver calibre .38 e, após ver a vítima cair, efetuou dois disparos na região do rosto de Geovan, confirmando ainda a presença de “GB” e “Baiano” . Declarou não saber o motivo exato, mas acreditava tratar-se de “guerra de facções”. Com base nessas informações, equipes da 127ª DP e da P2 do 25º BPM também prenderam Baiano. Durante sua prisão, ele portava 28 pinos de cocaína e admitiu participação no homicídio, esclarecendo em detalhes a dinâmica completa do crime. Disse que recebeu ordem direta de “DG”, por orientação do “patrão” “Novinho”, para “pegar um homem e trazê-lo para o Sem Terra”, sob o pretexto de que este informaria paradeiro de integrantes do TCP. Informou que se encontrou inicialmente com Cocão na Praça do INEFI, de onde ambos desceram a pé pela Avenida José Bento Ribeiro Dantas até a localidade da Marina, encontrando Zóio e GB já posicionados. No local, receberam três armas de fogo ¿ dois revólveres calibre .38 (um de cano curto e outro longo) e uma pistola preta. Segundo Baiano, Zóio ficou com a pistola, Cocão com o revólver de cano curto e GB com o revólver de cano longo, enquanto ele permaneceu em ponto estratégico, na esquina, fazendo a contenção e observação do movimento policial . Narrando a sequência dos fatos, Baiano disse que os três executores seguiram até o local onde Geovan se encontrava, ouviu em seguida diversos disparos e, logo depois, viu os comparsas retornarem correndo. No trajeto de fuga, Cocão comentou que havia descarregado o revólver no rosto da vítima, enquanto Zóio e GB afirmaram também terem descarregado suas armas. Todos fugiram a pé pela mesma rota, seguindo depois para a Praia da Ponta do Pai Vitório. Posteriormente, Baiano reconheceu por fotografia o revólver de cano longo preto calibre .38 utilizado no crime, informando que tal arma estava sob posse de GB no momento da execução, sendo este armamento posteriormente apreendido em outro procedimento policial (013-04475/2024).GB, por sua vez, negou envolvimento, alegando que estava em um lava-jato durante o crime. Segundo o setor de inteligência da 127 DP, Novinho o dono do movimento (patrão) e DG seu imediato em hierarquia, gerenciando o tráfico na localidade. Ambos já são conhecidos pelos agentes das forças de segurança, tanto da polícia civil quanto da polícia militar. Cabe destacar que duas testemunhas foram novamente intimadas para reconhecimento formal dos autores, mas preferiram não fazê-lo alegando falta de condições visuais, o que se entende como reflexo do temor decorrente das ameaças proferidas durante o crime.”

Vereador carioca foi preso em operação nacional contra o CV. Mulher de Marcinho VP é procurada

Policiais civis da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) deflagraram, nesta quarta-feira (11/03), a Operação Contenção Red Legacy, com o objetivo de desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho, identificada pela investigação como uma organização criminosa com características de cartel e atuação interestadual altamente estruturada. As investigações reuniram um conjunto robusto de provas que revelam o funcionamento interno da facção, demonstrando a existência de uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país. Até o momento, seis criminosos foram presos, incluindo um vereador do município do Rio de Janeiro e seis PMs. O trabalho investigativo também identificou a participação direta de familiares de um dos principais líderes históricos da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, no funcionamento dessa engrenagem criminosa. Segundo apurado, Márcia Gama, esposa do criminoso, atua na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos. Outro investigado apontado como peça relevante na estrutura é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. De acordo com a investigação, ele exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa, como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para geração de recursos e expansão do poder do grupo. Tanto Márcia quanto Landerson não foram localizados em seus endereços e são considerados foragidos da Justiça. A operação também revelou tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo os elementos reunidos pela investigação, o vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ) teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho. Em contrapartida, o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local. Um dos exemplos investigados envolve a instalação recente de quiosques na região. Conforme apurado, a definição de parte dos beneficiários teria sido determinada diretamente por integrantes da facção, sem processo público transparente.Durante as investigações, também foram identificados casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, incluindo vazamento de informações e simulação de operações. A Polícia Civil ressalta que tais condutas representam traição à instituição e não refletem a atuação da grande maioria dos profissionais da segurança pública, que desempenham seu trabalho com dedicação e compromisso com a sociedade. O material investigativo aponta ainda para uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados, inclusive com indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, as investigações indicam que Marcinho VP continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção, apontado como liderança do chamado conselho federal permanente do grupo A apuração também identificou outros integrantes com funções estratégicas dentro da organização, entre eles o traficante Doca, apontado como principal liderança nas ruas; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, responsável pela gestão financeira do grupo; e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, encarregado de operacionalizar determinações da liderança. A Operação Contenção Red Legacy representa um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado, ao expor, com base em provas técnicas e investigação aprofundada, o funcionamento estrutural de uma das maiores organizações criminosas do país. As investigações seguem em andamento para aprofundar a responsabilização penal de todos os envolvidos e ampliar o combate às estruturas financeiras, operacionais e institucionais utilizadas pela organização criminosa.A operação desta quarta contam com o apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de policiais de delegacias Especializadas e da Capital.

PF prendeu sete PMs suspeitos de facilitar a vida de traficantes e milicianos

Na manhã desta quarta-feira, 11/3, a Polícia Federal deflagrou a 3ª fase da Operação Anomalia, visando desmantelar um núcleo composto por policiais militares do estado do Rio de Janeiro, cooptados por grupos criminosos violentos em atividade na região. Sete foram presos,. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro (Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz), Nova Iguaçu/RJ e Nilópolis/RJ. O STF também determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados, bem como o afastamento do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Corregedoria da PMERJ. Os elementos probatórios colhidos durante as apurações revelaram que os policiais militares alvos da operação se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado. A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito. A operação é fruto das apurações conduzidas pela Força-Tarefa Missão Redentor II, que consolida as diretrizes do Supremo Tribunal Federal em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635. A ação estabelece a atuação uniforme da PF na produção de inteligência para neutralizar facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, promovendo a asfixia financeira de tais organizações e o corte sumário de suas conexões com agentes do Estado. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais. O material apreendido durante as buscas será submetido à análise, com vistas à identificação de possíveis outros agentes envolvidos no esquema.

O dia em que um policial civl de SP foi esfaqueado na Tijuca ao tentar defender um amigo que por pouco não levou uma pedrada. Alvo disse que ele e o namorado eram perseguidos pelo autor devido a ciúmes

Esse fato aqui ocorreu em janeiro na Tijuca e não foi notícia na imprensa carioca. No dia 17 daquele mês, um homem foi detido por populares na Rua Carlos Vasconcelos suspeito de esfaquear um policial civil de São Paulo, que levou dois golpes nas costas. O acusado foi preso e a faca apreendida, segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. . A vítima foi socorrida ao Hospital Souza Aguiar, onde permaneceu internada, de acordo com os autos. O processo informa que. na delegacia, o amigo do policial afirmou que ele ele e seu namorado vinham sendo perseguidos pelo autor desde o mês de maio de 2025. Naquele mês, o casal registrou ocorrência pelos crimes de lesão corporal e perseguição, conforme procedimento nº 019-06211/2024, do qual foi originado o processo nº 0121140-56.2024.8.19.0001, em trâmite no 8º Juizado Especial Criminal. No processo, foi solicitada medida protetiva de urgência visando ao afastamento do acusado. O autor das facadas manteve anteriormente relacionamento amoroso com o namorado do amigo do policial, que disse acreditar que a motivação dos fatos seja ciúme, O acusado utilizava um perfil na rede social Instagram, por meio do qual acompanha constantemente as movimentações do rapaz, visualizando e curtindo suas postagens; Em outubro de 2025, o rapaz já tinha sido agredido fisicamente, ameaçado e teve seu aparelho celular roubado pelo autor, que costumava permanecer nas imediações da residência do rapaz, como também do seu namorado. No dia da facada, o autor chegou a arremessar uma pedra na direção do alvo, que estava na companhia do policial O agente paulista desembarcou do veículo e correu em direção ao autor, ocasião em que ambos entraram em luta corporal. O policial encontrava-se desarmado, enquanto o agressor possuía uma faca, pedra, e caco de vidro em sua mochila. O suspeito tentou matar o policial e buscou desferir um golpe de faca na região do pescoço doa gente, que conseguiu se esquivar, sendo, contudo, atingido duas vezes na região supraescapular das costas. O autor quebrou os óculos do policial e prosseguiu com as agressões, demonstrando intenção de matá-lo. O rapaz que era alvo acionou a Polícia Militar. Antes da chegada da guarnição, um outro policial, armado com uma pistola, apareceu no local e conteve agressor, ordenando que permanecesse parado. O acusado sentou-se no local até a chegada da Polícia Militar, que o conduziu para a delegacia O policial foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar por ambulância do Corpo de Bombeiros Militar. O alvo faz uso de muletas em razão de lesão bilateral no tendão de Aquiles e no joelho, esta última causada anteriormente por autor. O rapaz disse ainda que teme por sua integridade física e vida;

Preso em operação contra o CV no Chapadão foi acusado de outros crimes nos últimos anos sendo inclusive detido mas Justiça o liberou

Preso hoje durante operação contra o Comando Vermelho no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, o traficante Macumbinha que era o principal alvo da ação já havia sido acusado de dois outros crimes nos últimos anos mas acabou liberado pela Justiça. Em 15 de abril de 2024, ele foi flagrado em São Matheus, em São João de Meriti, com 1,024 gramas de cocaína em 400 embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DO BQ C.V PÓ”; 250,5 g (duzentos e cinquenta gramas) de Cannabis Sativa L (“Maconha”), acondicionada em 130 embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DA CAIXA D´AGUA SJM SKANK C.V” e “CPX DO BQ MACONHA C.V”; e 78 g (setenta e oito gramas) de cocaína (Crack), acondicionadas em embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DO BQ SJM C.V CRACK e 1 (um) rádio comunicador, No entanto, a Justiça considerou insuficiente as provas e o absolveu no ano passado. No dia 19 de abril de 2023, por volta de 23h50min, na Rodovia Presidente Dutra, na pista sentido São Paulo, altura do km 182, ele foi acusado de participar de uma tentativa de roubo usando um simulacro de arma de fogo e proferindo palavras de ordem da carga de um caminhão. O crime não restou consumado uma vez que o condutor do caminhão já havia realizado todas as entregas do dia e não havia carga a ser subtraída. Os acusados exigiram que ele mostrasse a nota fiscal contendo as informações. Após ver o documento, a dupla embarcou no automóvel e todos empreenderam fuga. Por conta disso, Macumbinha pegou um ano de prisão em regime aberto e não ficou preso.

CV recruta traficantes de São Gonçalo para reforçar facção na guerra contra o TCP na Zona Norte da capital. Polícia faz operação

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) fazem operacdp hoje de enfrentamento da atuação de narcoterroristas da facção criminosa Comando Vermelho no Complexo do Chapadão, na Zona Norte da capital. Até o momento, quatro criminosos foram presos, incluindo os dois principais alvos, que comandaram a invasão. Houve ainda apreensão de drogas, armas e roupas táticas. A operação é resultado de uma investigação instaurada para apurar os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, praticados por integrantes da facção, que mantém atuação na região. O grupo age com divisão de funções e manutenção de diversos pontos de venda de entorpecentes.As diligências investigativas revelaram que os criminosos utilizam armamento pesado e adotam estratégias de intimidação para consolidar o domínio sobre a localidade. Eles submetem moradores a constantes ameaças e constrangimentos, além de promover ações violentas voltadas à expansão territorial em áreas sob influência de facções rivais. Durante o curso das investigações, foram identificados criminosos que realizaram incursões armadas utilizando uniformes semelhantes aos empregados por forças policiais, com o objetivo de atacar o Morro do Chaves, área anteriormente controlada pelo Terceiro Comando Puro, em tentativa de ampliação territorial na região. A disputa entre facções criminosas tem provocado episódios recorrentes de extrema violência na região, como a morte de uma moradora, em outubro de 2025, que, durante uma investida de criminosos do CV, teve a casa invadida e foi atingida na cabeça. Os levantamentos indicam, ainda, que integrantes da facção, principalmente oriundos da comunidade do Jardim Catarina, em São Gonçalo, vêm sendo deslocados para reforçar comunidades sob disputa, como Fubá e Campinho, diante de investidas da facção rival Terceiro Comando Puro em áreas estratégicas. A ação faz parte da Operação Contenção, uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Até o momento, mais de 310 capturados e outros 137 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas cerca de 470 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 50 mil munições.

Delegado e policiais civis foram presos suspeitos de extorquir traficantes do CV

Na manhã desta terça-feira, 10/3, a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso composto por policiais civis do estado do Rio de Janeiro e operadores financeiros. Entre os envolvidos, está um delegado que foi preso. O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes da maior facção criminosa presente no território fluminense (Comando Vermelho), além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Na ação de hoje, cerca de 40 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aém das prisões e buscas, a Suprema Corte deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvosAs apurações revelaram que o esquema era liderado por uma autoridade policial – titular de uma delegacia da capital – e por outro policial civil. De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio de Janeiro, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício. A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para operacionalizar o recebimento das vantagens indevidas e manter um distanciamento físico das lideranças da facção criminosa, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários. A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos. Para promover a ocultação e dissimulação do capital sujo, a estrutura criminosa contava com uma rede de empresas de fachada registradas em nome de familiares, agora alvos de suspensão judicial. A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco primário na asfixia financeira e na ruptura de suas conexões com agentes públicos. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de capita

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