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Polícia não deixou preso homem que estava com as chaves dos ônibus que foram usados como barricadas em protesto contra mortes de traficantes no Morro dos Prazeres (CV). Outros três que foram flagrados colocando fogo em objetos e foram presos também foram colocados em liberdade

A Justiça mandou soltar três presos suspeitos de participarem de protestos pelas mortes de sete traficantes durante a semana passada no Morro dos Prazeres, no Rio Comprido. Um quarto envolvido, que foi encontrado com as chaves dos ônibus que foram usados como barricadas foi liberado pela delegacia. Segundo os autos, no dia 18 de março de 2026, por volta das 9h40min, policiais militares foram acionados para verificar denúncia de que indivíduos estariam colocando fogo em ônibus, pneus e barricadas em via pública. Ao chegarem ao local indicado, os agentes se depararam com três motocicletas e três indivíduos que estariam colocando fogo em objetos para interditar a rua. No momento da chegada da equipe, os três indivíduos teriam empreendido fuga com as motos, que estavam com as placas encobertas. Os policiais realizaram acompanhamento e tiveram êxito em realizar a abordagem, identificando os suspeitos cada um pilotando uma motocicleta com a placa adulterada ou encoberta por fita isolante ou saco plástico. Durante a abordagem, os policiais informaram ter feito uso de spray de pimenta e, posteriormente, de algemas para preservar a segurança e integridade física dos envolvidos no local. A Justiça argumentou que, no tocante ao delito de incêndio – que, em tese, poderia incrementar o juízo de periculosidade, especialmente por supostamente ter sido praticado com a finalidade de dificultar a atuação policial na localidade -, observa-se que tal imputação não veio acompanhada de mínimos elementos externos de corroboração. Não houve apreensão de quaisquer instrumentos típicos para a prática de tal conduta, tampouco foram juntados registros fotográficos, laudos ou qualquer outro meio que indique a ocorrência do crime. A fragilidade da imputação, ao menos por ora, é reforçada pelo fato de que a própria autoridade policial promoveu a liberação do indivíduo que, emtese, estaria diretamente vinculado à prática do incêndio, por se encontrar na posse das chaves dos veículos supostamente utilizados como barricadas, justamente pela ausência de elementos objetivos que o vinculassem à conduta

Após homicídios, inclusive de um PM, traficantes distribuem cestas básicas para ganhar apoio em comunidade de Jacarepaguá”

Após a prática de homicídios, traficantes que atuam na comunidade Asa Branca, em Jacarepaguá, passaram a distribuir cestas básicas a moradores, como forma de angariar apoio local. A informação consta em documentos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O grupo é suspeito de envolvimento nas mortes do policial militar Adelmo da Silva Guerini e de Alex Sandro Fonseca da Silva, ocorridas no ano passado. Apontado pela Justiça como mandante dos crimes, Ewerton da Fonseca Ramos foi preso nesta semana. Outros três suspeitos de participação nos homicídios também tiveram a prisão decretada e são considerados foragidos. De acordo com as investigações, Ewerton exercia funções ligadas à intimidação de moradores, extorsão e controle territorial na comunidade. Depoimentos de duas testemunhas, corroborados por denúncias anônimas e por imagens obtidas durante a apuração, indicam a participação dos investigados em práticas de extorsão e ameaças, além de sua possível ligação direta com os crimes contra a vida em investigação. Os relatos apontam ainda que, entre os dias 16 e 22 de outubro de 2025, teriam ocorrido cobranças de taxas de “segurança”, monitoramento de estabelecimentos comerciais e intimidação de comerciantes na região.

Imagens de câmera corporal flagrou suposta ameaça de morte de PM a suspeito já rendido. “Acabei de te ver de peça na mão! Se você não falar vou te esculachar e vou te matar”

Um processo que tramitou no Tribunal de Justiça revela detalhes de uma abordagem policial ocorrida em junho de 2025, no bairro do Fonseca, em Niterói. A análise das gravações das câmeras corporais de um policial militar envolvido na ocorrência, disponíveis na plataforma PJE-Mídias, mostra que é possível ouvir com clareza o momento em que um agente ameaça o suspeito já rendido. No áudio, o policial afirma: “cadê a cadê a peça? Eu te vi de peça na mão, acabei de te ver de peça na mão! Se você não falar vou te esculachar e vou te matar”. De acordo com os autos, a ameaça foi feita quando o suspeito já estava sob total controle dos agentes. Em seguida, o próprio policial recua parcialmente e reformula a fala, dizendo: “sem esculacho”. Ainda segundo o processo, as imagens registradas pelas câmeras corporais também indicam que o suspeito, que não apresentou resistência à abordagem, sofreu agressões físicas. Os registros apontam para o uso de violência durante a ação, em circunstâncias descritas como semelhantes à tortura. Apesar disso, o homem foi posteriormente condenado por tráfico de drogas, com base em provas encontradas no imóvel de sua então namorada. Durante a abordagem pessoal, nenhum material ilícito foi localizado com ele. A decisão judicial considerou válida a confissão do acusado, que teria informado aos policiais que havia drogas guardadas em outro endereço. A versão foi aceita sem questionamentos, mesmo sem a apreensão de entorpecentes ou outros indícios no momento da abordagem. Na sentença, o juiz entendeu que o acusado teria colaborado espontaneamente com os agentes, chegando inclusive a indicar o local onde os entorpecentes estavam armazenados. O documento não menciona a abertura de investigação em relação ao policial militar que aparece nas gravações fazendo a ameaça.

Membro do PCC suspeito de nove assassinatos foi preso no RJ

Agentes da 63ª DP (Japeri), em ação integrada com a Polícia Civil de São Paulo, prenderam, nesta sexta-feira (20/03), um narcotraficante integrante da facção criminosa PCC. As investigações apontaram que o criminoso exercia função de liderança, ligada à decretação de mortes de desafetos na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. Ele foi capturado no bairro de Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, utilizando documento falso. Segundo dados de inteligência, o criminoso possui extenso histórico criminal, com registros e condenações por roubo, homicídio, porte ilegal de arma de fogo e falsidade documental. Também há registro de tentativa de fuga do sistema prisional, ocasião em que teria matado um agente penitenciário. Ele acumula passagens pelo sistema prisional paulista e era considerado foragido. De acordo com os agentes, o preso também é investigado por diversos homicídios em Paraisópolis, sendo apontado como autor de nove assassinatos na comunidade. Em depoimento, ele confirmou envolvimento com a organização criminosa e relatou participação em roubos de cargas de cigarro, caixas eletrônicos, agências bancárias e diversos homicídios praticados em nome do PCC. Na ação desta sexta-feira, após trabalho conjunto de inteligência, os agentes da distrital, em uma ação cirúrgica, localizaram o alvo em Vargem Pequena. No momento da abordagem, ele dirigia um carro de luxo e apresentou documento falso, sendo autuado em flagrante por isso. Contra ele, havia ainda quatro mandados de prisão por homicídio, roubo e latrocínio, que foram devidamente cumpridos. Entre os nove assassinatos do qual Márcio Francisco Vicheti de Oliveira, o Márcio Maracanã. é acusado, está o de Abraão Oliveira Cavalcante. Ele foi morto no dia 11 de dezembro de 2003 na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. O crime foi encomendado por um indivíduo conhecido como Paulinho Arariba, que ofereceu aos executores uma recompensa de cerca de R$ 5.000

Em guerra com milícia rival na Zona Oeste e Baixada, bando de Juninho Varão sofreu desfalques significativos esta semana

O miliciano Juninho Varão sofreu muitas baixas essa semana após aliados terem sido presos e armas apreendidas. Na quarta-feira, um homem de sua confiança conhecido como Tico, liderança da comunidade Km 49, em Seropédica, foi preso..A ofensiva foi desencadeada com base em dados de inteligência que permitiram identificar e localizar um imóvel utilizado como base de apoio da milícia. No local, os agentes encontraram uma estrutura organizada para a prática criminosa, com apreensão de munições para fuzil, drones utilizados no monitoramento territorial, aparelhos celulares, anotações com referências diretas ao grupo, além de dinheiro em espécie. Hoje, policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) apreenderam seis fuzis e prenderam dois criminosos ligados a milícia de Varão em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde os agentes estouraram um ponto de armazenamento de armas do grupo. Com base no cruzamento de dados, análise de informações e levantamentos de campo, agentes da Draco identificaram que um endereço da região estaria sendo utilizado como “paiol de guerra” da milícia da região. Diante da descoberta, os policiais deflagraram uma ação e encontraram grande quantidade de armamento bélico. Na abordagem, além dos fuzis, foram apreendidos grande quantidade de munições, rádios comunicadores, porta-carregadores e capas de colete balístico. Três veículos roubados também foram recuperados. No paiol, dois criminosos identificados como milicianos foram capturados. Um deles foi identificado como “frente” da organização criminosa, com atuação direta na coordenação de ações armadas e logística do grupo. De acordo com as investigações, o endereço era usado como base para armazenar armas e abastecer o confronto armado na região de Itaguaí e Chaperó, sustentando as tentativas de expansão territorial da milícia. Varão está em guerra com a milícia comandada por PL, sucessor de Zinho. A disputa ocorre na Zona Oeste da capital nos bairros de Santa Cruz e Paciência e na Baixada Fluminense, nas cidades de Itaguaí, Seropédica e Nova Iguaçu. 

“Bora fdp, bora, arrombado, atravessa e dá a chave”, investigação revela traficantes dando ordem para fechar via em retaliação à megaoperação na Penha e no Alemão

Investigação revela ordem de traficantes para obsturir ruas no Rio após a Operação Contenção nos complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro do ano passado quando mais de 120 pessoas morreram. O fato ocorreu na Rua Uberaba, altura do nº 50, no bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio, No local dos fatos, o motorista de ônibus da empresa Autoviação Tijuca, foi cercado pelos criminosos e pelo menor infrator, além de cinco indivíduos não identificados, que estavam em quatro motocicletas, ordenando de forma violenta que o motorista atravessasse o coletivo na via e entregasse as chaves, proferindo as seguintes palavras: “Bora, filho da puta, bora, arrombado, atravesa e dá a chave”. Os criminosos bateram nas janelas do ônibus e tentarem quebrar o para-brisa, com o claro intuito de intimidar o motorista e impedir o tráfego na via.Os bandidos e seus comparsas apresentavam um comportamento violento e obstruíram completamente a passagem da via e impedido o funcionamento do ônibus, gerando ainda pânico e tensão no local. No mesmo momento, policiais militares que estavam de serviço operacional foram acionados via rádio para atender a uma ocorrência de desordem e obstrução de via pública e chegaram ao local e efetuaram a prisão dos denunciados e apreenderam o menor Os presos declararam aos policiais militares, que traficantes da comunidade da Borda do Mato, dominada pela facção criminosa Comando Vermelho, ordenaram que fosse realizada a obstrução da via para gerar um caos e clima de terror na cidade do Rio de Janeiro. Por conta da retaliação dos traficantes à operação, a Polícia Civil formulou pedido de autorização de transferência do traficante My Thor te para uma unidade prisional federal, Segndo o relatório, em resposta ao atuar da po lícia foram praticados por componentes da súcia uma série de atos de retaliação, por deliberação dacúpula da facção criminosa, da qual o agravante é membro. Os bandidos deran ordebs para fechamento de comércio e vias, incêndio em coletivos, dentre outras medidas levando pânico para a população A capacidade de articulação da facção foi rápida e potente, impedindo a população de exercer li vremente o direito à liberdade.

Após ingerir três latões de cerveja, motorista de caminhão de lixo da Prefeitura de Meriti atingiu carro de aplicativo com crianças e acabou provocando a morte de uma delas

Um motorista do caminhão de coleta de lixo da Prefeitura de São João de Meriti foi preso após provocar um grave acidente enquanto dirigia sob efeito de álcool. O caso ocorreu no dia 7 de fevereiro. De acordo com as informações, o caminhão colidiu contra um carro de aplicativo que estava parado para o desembarque de passageiros. No veículo estavam duas crianças, a mãe e o motorista. Com o impacto, as vítimas sofreram ferimentos. Uma das crianças, identificada como Mel de Araújo Garcia, não resistiu e morreu. O acusado admitiu que iniciou sua jornada de trabalho após consumir três latões de bebida alcoólica, fato confirmado por laudo de alcoolemia. No andamento do processo, a Justiça determinou a juntada do laudo pericial dos veículos apreendidos e do laudo de local. Também foi expedido ofício a uma pizzaria da região para que forneça imagens das câmeras de segurança referentes ao dia 7 de fevereiro de 2026. A audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 18 de maio de 2026, às 15h, quando serão ouvidas as testemunhas indicadas pelo Ministério Público e pela defesa.

Bandidos que balearam PMs na Taquara iam comemorar aniversário de chefão do tráfico. Quatro foram feridos e presos

Segundo informações da Polícia Militar, os traficantes que balearam dois PMs ontem na Taquara se deslocavam em direção à comunidade da Santa Maria para festejar o aniversário do criminoso vulgo Pretão, que comanda a vizinha favela do Teixeiras. O Serviço Reservado do 18º BPM recebeu a informação deste deslocamento e foi atrás dos bandidos, que estavam em um carro e cinco motos, havendo então a troca de tiros. Um criminoso morreu e um fuzil foi apreendido. Os dois PMs feridos tinham sido promovidos recentemente após participarem da operação que resultou na morte do traficante Cachulé, que comandava o Morro do Barbante, na Ilha do Governador. Um deles continua internado em estado grave mas estável. Quatro suspeitos de participarem do tiroteio foram baleados e procuraram socorro na UPA de Magalhães Bastos, onde foram presos e transferidos para outros hospitais onde estão sob custódia.

Bandidos do CV atacaram a milícia em Santa Cruz, foram interceptados pela PRF na Avenida Brasil e fugiram para dentro de comunidade dominada pelo TCP

Bandidos do Comando Vermelho que pretendiam atacar a comunidade do Rodo, em Santa Cruz, dominada pela milícia, foram interceptados por policiais rodoviários federais na Avenida Brasil, na altura da Penha. Dois deles saíram do carro e começaram a atirar nos agentes. Eles acabaram fugindo e entrando em uma comunidade dominada pelo Terceiro Comando Puro, a Cinco Bocas. Um terceiro elemento acabou preso. Ele portava uma pistola, com carregadores e munições. O suspeito preso que vestia um uniforme semelhante ao da polícia contou que era da comunidade do Rodo mas foi expulso da milícia e decidiu organizar um ataque à localidade. E confirmou que seria da Tropa do Urso, braço do CV comandado pelo traficante Doca.Inclusive o carro em que os bandidos estavam tinha perfurações à bala que não eram do confrronto com os patrulheiros. A PRF informou que não foi possível entrar na Cinco Bocas para prender os outros criminosos mas está fazendo buscas em hospitais da região para ver se eles teriam sido feridos ou internados.

Operação policial em Niterói tem dois mortos e quatro fuzis apreendidos

Uma operação policial no Complexo do Fonseca, em Niterói, resultou na apreensão de quatro fuzis calibre 5,56, uma pistola calibre .45 e na morte de dois indivíduos após um confronto com a polícia. A ação foi motivada por denúncias sobre traficantes armados exibindo armamento pesado e efetuando disparos, colocando a população em risco. Cinco suspeitos foram detidos e encaminhados à delegacia, onde a ocorrência segue em andamento para investigação Um dos presos é o traficante Nem Rato do CV.

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