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jogo do bicho

MP faz operação contra gerentes de Rogério Andrade

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) obteve, junto ao Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, 16 mandados de busca e apreensão contra supostos gerentes do “jogo do bicho” vinculados à organização criminosa liderada por Rogério Costa de Andrade, voltada à exploração de jogos de azar.  Os mandados são cumpridos, nesta terça-feira (04/11), pelo Ministério Público em diversos bairros da cidade do Rio de Janeiro. A medida decorre de Procedimento Investigatório Criminal, em tramitação no GAECO/MPRJ. A ação é um desdobramento da Operação Safari, deflagrada pelo GAECO/MPRJ em 21 de fevereiro de 2025, que resultou no fechamento de 50 pontos de jogo do bicho controlados pela referida organização criminosa, na detenção de responsáveis e na apreensão de grande quantidade de material relacionado à atividade ilegal. FONTE: MPRJ

Com o dinheiro do jogo do bicho e das máquinas caça-níqueis, Adilsinho montou a máfia de cigarros no Rio. Saiba como ele criou um império que movimenta cifras altíssimas

O contraventor Adilsinho é citado em processo da Justiça Federal como potencial mafioso que manda matar seus adversários ou pessoas que cruzam seu caminho clandestino, A máfia dos cigarros comandada por Adilsinho   foi responsável pela instalação e pelo funcionamento das fábricas desmanteladas em 2022, 2023 e 2024, mas foi em 2018 o marco inicial de toda a atividade desenvolvida pela máfia de cigarros instituída por Adilsinho, quando ele passou a fabricar e comercializar cigarros clandestinos utilizando-se de suas empresas e da parceria mantida com responsável contábil da empresa Cia Sulamericana de Tabacos, para dar aparência de legitimidade às ações criminosas perpetradas pela máfia, inclusive com manipulação contábil na emissão de notas fiscais fictícias e na falsa declaração de rendimentos.” O vínculo de Adilsinho  com a máfia do jogo do bicho e das máquinas caças níquel vem desde 2005. Já naquela época, o contraventor  já possuía poder para monopolizar a venda de cigarros clandestinos em territórios sob exploração da máfia do bicho, bem como carregava a bagagem teórica e relacionamentos para isso.   Com a renda obtida na prática dos crimes perpetrados na máfia do jogo de azar, além de aumentar seu estoque de riquezas, Adilsinho investiu valores, fomentou e iniciou a fabricação e comercialização de cigarros implementando, a partir de 2018, idêntico modo de atuar antes já desenvolvido na exploração de máquinas caça níquel, qual seja: monopólio territorial, corrupção de agentes públicos para atender aos interesses da máfia e fraude.Assim, desde 2018, ele comanda e fomenta intelectual e financeiramente as atividades criminosas desenvolvidas na fabricação e comercialização clandestina de cigarros, em regime de monopólio e mediante a corrupção de agentes públicos (inclusive da esfera federal), bem como recruta pessoas e as manda, direta ou indiretamente, executar ou concorrer para a prática de condutas penalmente proibidas, visando principalmente a obtenção e maximização do lucro, e a diminuição de riscos, momento em que aufere o lucro mais expressivo, no domínio funcional dos fatos perpetrados e resultados alcançados por demais componentes da máfia. Contudo, em 2021, depois que Adilsinho e suas empresas foram alvos de procedimentos fiscais da Receita Federal do Brasil e investigações criminais, ele desistiu de tentar atribuir aspecto de legitimidade às ações criminosas desenvolvidas e abandonou as operações realizadas através das suas empresas, tendo migrado e assumido a forma de atuação integralmente informal. Naquele ano,  ano de 2021, Adilsinho deu início a sua empreitada de montar um complexo industrial clandestino, com grande parte da operação em Duque de Caxias, onde possui poder e influência em razão de ter o domínio da região como integrante da “máfia do jogo do bichoSua quadrilha movimentou cifras altíssimas. Em  2020, uma de suas empresas movimentou “por dentro” do sistema financeiro, cerca de R$ 45.000.000,00 na Caixa Econômica Federal e R$ 30.000.000,00 no Santander, com a maioria das transações em espécie.  O acervo patrimonial de Adilsinho adquirido com os crimes perpetrados e encobertados mediante mecanismos característicos de lavagem de capital ultrapassa o valor de R$ 25.192.812,50 e US$ 1.000.000,00,    Adilsinho é o maior falsificador de cigarros e que ele teria a capacidade de falsificar qualquer cigarro. Estimam que ele em breve vai falsificar cigarros da empresa Souza Cruz, e não vai mais perder tempo fabricando o cigarro da marca Gift. Dizem ainda que têm medo de Adilsinho e que ele é inteligentíssimo e perigosíssimo” (Evento 1, INF32, fls. 34/54).   Uma das fábricas clandestina sde cigarros que pertencia ao contraventor Adilsinho tinha faturamento mensal de, no mínimo, R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais), tendo em vista a informação de que eram fabricados cerca de 150 (cento e cinquenta) caixas por dia, sendo que em cada caixa há 50 (cinquenta) pacotes, e em cada pacote há 10 (dez) maços de cigarros, os quais seriam vendidos cada um por R$ 4,00 (quatro reais). Nestas fábricas havia a utilização de trabalhadores paraguaios aliciados e de lá trazidos vendados e sem acesso ao celular, regime de escravidão, fabricação do cigarros paraguaios da marca GIFT, jornada de trabalho de 12h, ausência de emissão de nota fiscal, contexto de poderio bélico e ameaçador existente na localidade de Duque de Caxias/RJ e perpetrado por parte do grupo investigado contra os trabalhadores para restringir a liberdade de locomoção. Adilsinho é proprietário de uma empresa de comércio de cigarros, cigarrilhas e charutos,  uma outra de serviços de organização de férias, congressos, exposições e festas; e de um clube, além de agenciamento de profissionais para atividades esportivas e outras não especificadas.” Um ex-PM que tinha duas empresas que eram utilizadas para tentar, supostamente, dissimular os valores obtido com a Fábrica Clandestina de Cigarros, foi executado a tiros na tarde do dia 15/06/2023 na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Uma conversa entre um homem conhecido como Alex e uma mulher chamada Jordana evidencia que ele estava conduzindo negócios que poderiam contrariar os interesses do grupo de Adilsinho, mas que poderiam gerar à interlocutora uma oportunidade de comercialização de cigarros falsificados mais rentável, ocasião em que a interlocutora Jordana responde que teme a morte ao atuar em interesses contrários ao bando de Adislinho. Adilsinho era o patrão da quadrilha, .exercendo poder hierárquico sobre as demais pessoas e auferem os maiores lucros; Depois dele, havia os assessores, responsáveis pelas atividades administrativas e burocráticas. Realizam pagamentos e transferências de valores em favor do patrão e sua própria família, normalmente por meio de pessoas interpostas; Em seguida, os gerentes das fábricas, que eram. os responsáveis por coordenar os locais em que são produzidos os cigarros, bem como falsificam documentos que instruem a fabricação e o comércio do falso cigarro paraguaio (embalagens e comprovante de pagamento de tributos paraguaios), custeiam despesas das fábricas e dos alojamentos de trabalhadores escravos, mantém em depósito produto de crimes, fornecem maquinário, insumo e matéria prima para a fábrica; Em quarto, aparecia os comerciantes, que eram os responsáveis pela venda dos cigarros aos consumidores finais. Depois, vinham fornecedores de bens e insumos, encarregados por fornecer insumos, maquinários, matéria-prima e imóveis que permitem a instalação e operação das fábricas clandestinas de cigarro e a consequente produção de contrafeitos;

Veja o histórico de contraventor suspeito de ser mandante de tentativa de homicídio na Ilha do Governador

O contraventor que é suspeito de ser o mandante de uma recente tentativa de homicídio contra um homem considerado desafeto na Ilha do Governador, é figura conhecida dos órgãos de segurança por explorar jogos na região. .Conhecido como Baixinho, o bicheiro utiliza-se de seu subordinado vulgo Passarinho para a execução dos crimes. Ele era dono de um patrimônio milionário e bastante conceituado no submundo da máfia do bicho”, O contraventor tinha uma empresa de onde as ações eram comandadas, eram feitos os acertos financeiros e também promovidas reuniões e encontros entre os integrantes do grupo, constituindo um verdadeiro escritório do crime. O caráter empresarial da exploração do jogo imprimido por Passarinho, chefe imediato do bando ficava claro também na autorização de pagamentos de gratificações como retribuição ao desempenho e estimulação ao trabalho. Tudo visando o fomento dos lucros como numa autêntica empresa privada. Anos atrás, a quadrilha fazia em média de R$ 300.000,00 por mês com a exploração do jogo. Além da Ilha do Governador, o bando explorava o jogo também em Paraíba do Sul, Três Rios, Itaguaí, e Petrópolis, além de TeresópolisCentenas e centenas de selos identificativos de máquinas caça-níqueis, timbrados com o nome da empresa do contraventor foram encontrados no escritório em Teresópolis e também no interior das máquinas apreendidas. Ele era inclusive detentor da “concessão” outorgada pelos banqueiros do jogo do bicho para a exploração das máquinas caça-níqueis na cidade.Foi veiculada a possível ligação do contraventor com um político influente nesta cidade da Região Serrana. O grupo usava uma revendedora de veículos para lavar o dinheiro do crime. O contraventor foi alvo de operação hoje pela Polícia Civil onde foram apreendidos cerca de R$ 300 mil. A tentativa de homicídio citada foi cometida por um policial militar, que foi ferido na ocasião e está preso. FONTE: TRF2 e Polícia Civil do RJ

Quadrilha de Adilsinho teria ligações com o PCC. Polícia faz operacâo contra jogos de azar online

Policiais civis da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) deflagraram, nesta quinta-feira (16/10), a “Operação Banca Suja”, uma ação de grande porte destinada a desmantelar uma estrutura criminosa sofisticada, atuante no ambiente digital e na economia paralela fluminense. A quadrilha alvo da ação é liderada pelo contraventor conhecido como Adilsinho e teria ligações com o PCC. O esquema de exploração de jogos de azar on-line, fraudes contra apostadores e lavagem de dinheiro movimentou mais de R$ 130 milhões em apenas três anos. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão e outras medidas judiciais na capital, Duque de Caxias e Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A ação inclui ainda bloqueios de R$ 65 milhões em contas bancárias e de R$ 2,2 milhões em bens (oito automóveis), além de autorização para sequestro de outros bens localizados no decorrer da operação. O objetivo é desestruturar toda a base financeira do grupo.A “Operação Banca Suja” integra a política institucional de “seguir o dinheiro” (follow the money) e atacar os alicerces econômicos das organizações criminosas. A meta é interromper fluxos financeiros ilícitos, proteger consumidores de fraudes, impedir a reciclagem de capitais criminosos e recuperar ativos para o estado, atingindo diretamente o financiamento de facções e redes criminosas com base territorial na Baixada e na capital. “Empresas que operam dentro da legalidade acabam dividindo o mesmo espaço competitivo com estruturas que atuam simultaneamente na legalidade e na ilegalidade, tornando-se prejudicadas por esse desequilíbrio. Essa é uma das pegadas importantes da investigação. Ao seguir o dinheiro, atacar os fluxos financeiros e descapitalizar estruturas criminosas, a Polícia Civil vai além da repressão direta e enfraquece os alicerces econômicos que sustentam facções e redes organizadas”, afirmou o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi. As apurações revelaram fortes ligações entre o grupo e estruturas criminosas de grande porte na Baixada Fluminense, em especial a chamada “máfia do cigarro”, responsável por extensas redes de contrabando, corrupção e financiamento de atividades ilícitas. Também foram identificadas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), por meio de empresas que comercializam filtros de cigarro e recebiam transferências de pessoas jurídicas vinculadas ao núcleo principal — evidenciando um elo interestadual e nacional, em um nível de articulação raramente identificado no estado. “Operações como esta, que resultaram no bloqueio de dezenas de milhões de reais, assumem relevância especial ao se considerar que esses valores poderão ser revertidos em favor da Polícia Civil, financiando o próprio combate ao crime organizado. Ao mesmo tempo, fortalecem o estado e enfraquecem as organizações criminosas”, destacou o diretor do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), delegado Henrique Damasceno. De acordo com as investigações, para dissimular os valores ilícitos, o grupo utilizava empresas de fachada, transferências fracionadas e operações simuladas, espalhando as transações por diversas contas e ramos de atividade. Além dos crimes financeiros, os núcleos investigados são suspeitos de ordenar homicídios de desafetos e concorrentes, como forma de manter o controle sobre territórios e negócios ilegais, ampliando o potencial de periculosidade da organização.“Identificamos empresas que, aparentemente, atuam como de fachada, mas que movimentaram milhões de reais em um período muito curto — de seis meses a um ano — na tentativa de conferir aparência de legalidade às suas operações. Essas empresas se inserem no mercado formal, realizando transações financeiras de volume extremamente elevado e inflado por recursos provenientes de atividades criminosas, o que distorce a concorrência e prejudica o mercado legítimo”, explicou o delegado Renan Mello, da DCOC-LD. FONTE: PCERJ

Máfia dos cigarros ou contravenção: hipóteses investigadas para execução de policial em Niterói

O inspetor da Polícia Civil Carlos José, de 59 anos, foi executado ontem em Niterói com pelo menos 12 tiros de dois calibres diferentes. Segundo a Delegacia de Homicídios (DHNSG), o crime foi premeditado, e a vítima vinha sendo seguida há alguns dias. Os criminosos usaram um Ônix branco clonado na ação. Agora, a polícia investiga se o crime está ligado à contravenção, à máfia de cigarros ou ao trabalho do policial que atuava na delegacia de Madureira (29ª DP), região que tem muitos conflitos entre traficantes do Terceiro Comando Puro e do Comando Vermelho. Três suspeitos foram presos pelo crime, dentre eles dois PMs. O Sistema de Cercamento Eletrônico e as câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da Prefeitura de Niterói foram fundamentais para auxiliar as forças de segurança a prender três suspeitos envolvidos na morte de um policial civil em Piratininga na manhã desta segunda-feira (06). Desde as primeiras horas após o crime, os guardas municipais do Cisp — que conta com mais de 600 dispositivos eletrônicos de monitoramento, incluindo as câmeras inteligentes do cercamento espalhadas por toda a cidade — identificaram um veículo Ônix branco que teria sido usado no assassinato. Com base nas imagens do sistema de Cercamento Eletrônico, foi possível monitorar todo o trajeto feito pelo carro. Uma das suspeitas levantadas é de que o veículo seria clonado; o carro verdadeiro, de São José do Rio Preto (SP), estava sendo colocado à venda. O Ônix branco utilizado pelos criminosos foi abandonado em uma estrada vicinal e incendiado na tentativa de apagar os rastros. Através do convênio do Cisp com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o serviço de inteligência dos órgãos cruzou informações e descobriu que o veículo havia saído de Niterói em direção ao Rio de Janeiro, orientando as forças de segurança para localizá-lo em Xerém. Agentes de diversas forças de segurança acionaram simultaneamente a Polícia Militar e a Delegacia de Homicídios (DH). “Tão logo os agentes da Guarda Municipal que atuam no Cisp souberam do crime iniciaram a coleta de informações. Assim, em contato com os policiais que atendiam a ocorrência, souberam que o veículo utilizado pelos criminosos foi um Ônix branco. Não existia nenhuma outra informação do veículo. Nosso sistema de inteligência artificial fez o rastreamento com os dados disponíveis e identificou o veículo e a rota de fuga utilizada. Foi um trabalho de tecnologia e integração que permitiu um resultado rápido”, detalhou o secretário de Ordem Pública, coronel Gilson Chagas. As investigações do Cisp apontaram ainda que um Jeep Compass preto, também envolvido no crime, passou pelas câmeras de monitoramento neste domingo (05), com a placa regular e sem histórico ou registro de roubo naquele momento. A informação foi confirmada pela equipe de inteligência do Cisp, por meio do cruzamento de dados do sistema. “A integração entre as forças de segurança é fundamental para esses bons resultados”, afirmou Felipe Ordacy, secretário do Gabinete de Gestão Integrada de Niterói. “É muito importante que a Prefeitura mantenha esse acompanhamento e união com as polícias. O criminoso não é municipal, nem federal, nem estadual. Temos que nos unir para defender a população, e é isso que Niterói faz”, disse. FONTE: Polícia Civil do RJ e Prefeitura de Niterói

A TABELA DA PROPINA: Veja valores que eram supostamente pagos pela quadrilha de Rogério Andrade para batalhões e delegacias no Rio

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro confirmou à reportagem que a denúncia contra o contraventor Rogério Andrade consta uma contabilidade apreendida que mostra valores que eram supostamente pagos pela quadrilha a batalhões da PM e delegacias. Confira a tabela. Polícia Militar (PM): 2º BPM (Botafogo): R$ 25 mil4º BPM (São Cristóvão): R$ 11 mil5º BPM (Centro): R$ 22 mil19º BPM (Copacabana): R$ 48 milP2 do 19º BPM: R$ 6 mil23º BPM (Leblon): R$ 30 milBPtur (Turismo): R$ 45 milCPP (Comando de Polícia Pacificadora): R$ 5 milUPPs de comunidades como Vidigal, Macacos e Pavão-Pavãozinho (valores não especificados) Polícia Civil: Delegacias distritais: R$ 146 milDelegacias especializadas: R$ 135 milTambém foram citadas DELFAZ, DELECON e ICCE. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, segundo a Corregedoria interna da Corporação, um policial militar foi identificado no momento da operação do Ministério Público. Ele foi conduzido para a sede da 2ª DPJM na manhã desta sexta-feira (03/10) para prestar esclarecimentos e um procedimento apuratório será instaurado. O comando da corporação reitera que não compactua com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos.” Em nota, a Polícia Civil informou que não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta e atividade ilícita, reiterando seu compromisso de combate ao crime em defesa da sociedade.” FONTE: MPRJ

Rogério Andrade, Vinicius Drumond e Flávio da Mocidade (que acabou preso) são alvos de operação no Rio

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com o apoio de agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpre, nesta sexta-feira (03/10), dois mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão contra Rogério de Andrade e Flávio da Silva Santos, conhecido como “Pepé” ou “Flávio da Mocidade”. Em investigação própria do Ministério Público estadual, ambos foram denunciados à Justiça pela constituição de organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar. O dirigente da escola de samba de Padre Miguel foi preso. Também são cumpridos nove mandados de busca e apreensão contra Vinicius Drumond, investigado como aliado dos denunciados e apontado como integrante da chamada “nova cúpula do jogo do bicho”. Os mandados, expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, a pedido do GAECO/MPRJ, são cumpridos em endereços da capital, na quadra da escola de samba Imperatriz Leopoldinense e em um haras localizado em Cachoeiras de Macacu. Ainda a pedido do GAECO/MPRJ, a Justiça determinou que Rogério de Andrade permaneça preso no sistema penitenciário federal e que Flávio Santos, alvo de mandado de prisão, seja incluído em regime federal de segurança máxima. De acordo com as apurações do GAECO/MPRJ no Procedimento Investigatório Criminal (PIC), desde 2014 Rogério de Andrade e seu braço direito, Flávio Santos, comandam a principal organização responsável pela exploração de jogos de azar no Estado do Rio de Janeiro. A denúncia aponta que ambos atuam na gestão dos pontos de jogo e em disputas violentas com grupos rivais, como o então liderado por Fernando Iggnácio, assassinado em novembro de 2020 a mando de Rogério de Andrade. A denúncia também descreve a atuação dos acusados na corrupção sistemática de forças policiais, mediante o pagamento de propina a diversas unidades das Polícias Civil e Militar. A operação conta com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO-IE) e do Departamento Penitenciário Nacional (DEPPEN).

Atentado contra bicheiro foi briga na contravenção, aponta MP, que denunciou cinco à Justiça

Invesstigações indicam que a tentativa de homicídio contra o bicheiro Vinicius Drummond em 11 de julho na Barra da Tijuca estaria relacionada com a atividade da contravenção. A vítima, filho do falecido contraventor Luizinho Drumond, é considerado seu principal sucessor e apontado como integrante da nova cúpula do jogo do bicho, ao lado de Adilson Oliveira Coutinho Filho e Rogério de Andrade. O Ministério Público Estadual denunciou à Justiça Adriano Carvalho de Araújo; o policial militar Deivyd Bruno Nogueira Vieira, conhecido como Piloto; Jorge Affonso Martins de Assis; o ex-policial militar Luís César da Cunha, vulgo Madimbu; e Rafael Ferreira Silva, apelidado de Cachoeira. Os cinco denunciados atuaram em conjunto com os executores, sendo responsáveis pelo planejamento do crime, pelo monitoramento da vítima e pela cobertura durante o ataque. Segundo a denúncia, os atiradores seguiram Vinícius Drumond até a altura da estação BRT Ricardo Marinho, na Avenida das Américas, onde efetuaram dezenas de disparos contra a vítima. A denúncia ressalta que o homicídio só não se consumou por conta da blindagem do veículo, que chegou a ser perfurada. O carro foi atingido por cerca de 30 tiros de armas de fogo de grosso calibre. A denúncia descreve que Deivyd Bruno participou do planejamento do crime e ainda prestou resgate aos comparsas após o atentado. Rafael Ferreira, por sua vez, foi responsável por monitorar a vítima. Luís César da Cunha e Adriano Carvalho de Araújo participaram do planejamento e deram cobertura ao ataque. Já Jorge Affonso de Assis atuou no planejamento, no monitoramento e no apoio à execução no dia do crime. As apurações sobre o caso foram desmembradas e seguem em andamento para responsabilizar o mandante e outros envolvidos no crime. A ação penal foi recebida pela 1ª Vara Criminal da Capital.

PMs envolvidos com o ‘Novo Escritório do Crime’ estão na bola para sererm expulsos da corporação

Dois PMs estão sendo submetidos a conselho de disciplina que pode levá-los a expusão da corporação após serem denunciados pelo MPRJ pelo crime de organização criminosa, sequestro e cárcere privado e comércio de armas de fogo. Eles estão envolvidos em um grupo de extermínio cuja clientela seria composta por personagens ligados à atividade de contravenção e milícia no Estado do Rio de Janei-ro, em especial a organização criminosa denominada “O novo escritório do crime”. O grupo realizava a vigilãncia, levantamento de dados e o monitoramento das vítimas, resultando na execução sumária destas “em plena luz do dia”, mediante múltiplosdisparos de arma de fogo. Por conseguinte, os executores recebem valores em dinheiro ajustados com os mandantes das execuções. O bando agiu a mando da quadrilha do contraventor Rogério de Andrade. Eles recebiam valores em dinheiro ajustados com os mandantes das execuções. A investigação revelou que a execução das vítimas da organização criminosa ocorre no modus operandi. Exemplo impactante de um dos delitos brutais de homicídio. Um deles foi de Fábio Romulado Mendes, ocorrido em 29SET2021, por volta das 09h, na Estrada dos Bandeirantes, bairro Vargem Pequena, A execução de Fábio foi encomendada pelo miliciano Batata que pagou ao PM Bruno Esquilo, um dos que poderão ser expulso, além de Papa e Rodriguinho. para que estes efetuassem o trabalho de planejamento, levantamento de dados, monitoramento e execução da vítima a fim de que não houvesse falha na empreitada criminosa, o que consequentemente, culminou com a consumação do crime. Uma testemunha afirmou que Bruno Esquilo é responsável pela segurança na localidade conhecida como Caixa D‟Água em Padre Miguel e disse que o grupo era comandado por Rogério Andrade e tem como chefe um dirigente da Mocidade Independente de Padre Miguel, seguido por Batata, seu braço-direito e depois Bruno Esquilo, depois Papa, Muniz e Vitinho. A testemunha disse que uma semana após o crime ouviu uma conversa de Esquilo sobre a tentativa de matar Fábio a mando de Batata, ambos falavam sobre a dificuldade de executar o crime, tendo em vista que Fábio andava de veículo blindado, e, por isso, seria preciso usar um fuzil de calibre 7,62 e que na Estrada dos Bandeirantes. Depois do crime, Bruno ficou sumido por um tempo e quando voltou, disse que ele e os comparsas tinham pego o cara. Além disso, antes do crime Bruno estava sem dinheiro e depois do crime, o policial apareceu com muito dinheiro; Bruno geralmente dirigia os veículos utilizados, pois, como policial militar, em caso de algum contratempo, Constam, ainda, os indícios da participação de Esquilo na morte no nacional Neri Peres Júnior no dia no dia 04OUT2021, por volta das 12h50min, na Avenida do Canal, bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Restou apontado que a execução de Neri foi encomendada por Batata ”, que remunerou o militar com vistas ao levantamento de dados, monitoramento e execução da vítima, Convém esclarecer, que a atuação do grupo criminoso em comento, não se limitava à prática de homicídios, sendo constatada também a prática da atividade de comércio ilegal de arma de fogo. O outro PM vulgo Briggs ers o responsável pelo fornecimento de arma de fogo e de munições de calibre restrito ao grupo criminoso, O Novo Escritório do Crime. Esquilo negociou a compra de armas de fogo, munições e carregadores. Os PMs também fizeram fraude para recebimento de valor de seguro e recebimento de pagamento mensal da milícia de Curicica, liderada por André Boto. Urge salientar que os materiais bélicos adquiridos pela organização criminosa são oriundosde apreensões realizadas pela Polícia Militar, do PM, utilizando-se da corporação e de suas funções institucionais em benefício próprio e de seus comparsas, desviavam os materiais apreendidos com o fito de alimentar belicamente a organização criminosa. Foi captada uma conversa de Esquilo e Boto, que entre os dias 28 e 29 de agosto de 2021 sequestraram um homem As conversas apontam que a vítima foi libertada por ser conhecida na região e, possivelmente por ter contato com outros criminosos, razão pelaqual a manutenção do seu cárcere poderia causar problemas à malta em razão de eventuais atritos com outras organizações criminosas. A execução do sequestro da vítima foi perpetrada por Esquilo com auxílio de Boto e de Vitinho Fubá. As investigações apontam que as tratativas para compra de armas de fogo se deram inicialmente entre Esquilo e o falecido milciiano Playboy da Curicica. Foi o miliciano que encaminhou ao PM o contato de Briggs à época lotado no 14o BPM, com quem ele passou a negociar, em benefício da organização criminosa, armas, carregadores e munições, armamentos desviados de operações policiais.

PMs foram flagrados fazendo a segurança de bicheiro na Barra mas Polícia Civil não prosseguiu com a investigação

Segundo a Justiça que não informou a data do ocorrido, policiais civis da Delegacia de Homicídio da Capital, após denúncias dando conta de que indivíduos armados estariam próximo à estação de metrô Jardim Oceânico (nas proximidades da unidade policial), se dirigiram até o local de modo a confirmar as informações prévias e proceder às diligências necessárias. Chegando no local, as denúncias se confirmaram, tendo os policiais abordado os indivíduos na parte de fora do estabelecimento concessionária de veículos na (Av. Armando Lombardi,) que no ato foram entrevistados e se identificaram como policiais militares de folga,, além de outros indivíduos, um deles o bicheiro Vinicius Drumond. Constatou-se que todos, a princípio, estariam exercendo a função de segurança do contraventor, razão pela qual, dada a vedação do exercício de segurança privada por policiais militares da ativa bem como suspeitando da procedência e da regularidade das armas e veículos, todos foram conduzidos à DH-Capital para aprofundar nas diligências, de modo a possibilitar a consulta ao sistema SIGMA. Já na Delegacia, como forma de colher outros indícios da prática de possível conduta típica de associação ou organização criminosa envolvendo Vinicius e seus seguranças, considerando as circunstâncias em que os indivíduos foram encontrados, a autoridade policial procedeu à apreensão dos aparelhos celulares dos envolvidos, além de acionar a Delegacia de Polícia Judiciária Militar da PMERJ, dada a possível prática de crime e infração disciplinar militar. Ato seguinte, foi constatado que um dos PMs portava munições não acauteladas da Polícia Militar, pelo que contra ele foi lavrado o devido APF Militar.Após diligências iniciais, não foi constatada outra irregularidade, tendo a autoridade policial, no exercício de sua discricionariedade regrada, optado por não prosseguir no aprofundamento das investigações sobre o fato, considerando que “as condutas foram suficientemente amparadas pelas vias administrativas/militares, mostrando-se despicienda a atuação do direito penal (princípio da intervenção mínima)”. Com isso, devolveram-se os aparelhos celulares apreendidos, com exceção dos pertencentes ao bicheiro por força de ordem judicial de apreensão expedida por este Juízo e por servir à elucidação de delito em que este figura como investigado. Considerando os referidos fatos, de rigor reconhecer que inexiste qualquer ilegalidade na apreensão e negativa de devolução dos aparelhos celulares de Drumond. Com efeito, ao contrário do alegado pelo contraventor tem-se que a apreensão dos celulares decorreu inicialmente de busca pessoal decorrente de fundada suspeita de prática de delito, à luz de elementos indiciários objetivos, na medida em que os indivíduos que acompanhavam o paciente, sabidamente contraventor, portavam armas e munições no lado de fora de estabelecimento comercial localizado na Barra da Tijuca, próximo à DH-Capital, fato inicialmente informado anonimamente à Delegacia e posteriormente corroborado pelos policiais, o que poderia vir a configurar diversos crimes, desde porte de arma de fogo sem autorização até associação/organização criminosa. A diligência fez parte da apuração do homicídio de Manuel Agostinho Rodrigues Miranda, na qual Drumond é investigado.

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