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jogo do bicho

Ex-PM preso ontem era segurança pessoal de bicheiro e, a mando do chefe, chamou os próprios filhos para participarem de um homicídio, diz Justiça

Segundo processo do Tribunal de Justiça. o ex-PM Marcelo Sarmento Mendes, o Repolhão, preso ontem era segurança pessoal do bicheiro Bernardo Bello. Os autos dizem que, a mando do líder da quadrilha, ele chamou seus filhos para se envolverem um homicídio. Seus filhos eram suburdinados a ele na esfera da segurança privada. Os filhos de Repolhão montaram a logística do crime e foram responsáveis pela aquisição. teste de funcioamento e entrega do aparelho GPS a um dos executores do assassinato.O objeto foi acoplado ao veículo do alvo permitindo seu monitoramento. A vítima foi o advogado Carlos Daniel Ferreira Dias, que foi executado em Niterói em 31 de maio de 2022. A motivação do crime foi que o advogado supostamente estaria se intrometendo nos interesses do grupo sendo uma espécie de recado a membros de quadrilhas rivais no cenário de disputa de territórios de exploração do jogo do bicho e demais jogos de azar no Estado do Rio de Janeiro,

Preso ex-PM ligado a Bernardo Bello envolvido em homicídios que buscou abrigo na milícia da Zona Oeste do Rio

Em uma ação cirúrgica, policiais civis da 35ª DP (Campo Grande) prenderam, nesta sexta-feira (23/01), o ex-PM.Marcelo Sarmentk Mendes,. criminoso envolvido na morte do advogado Carlos Daniel Dias, em 2022, em Niterói. Ele foi encontrado enquanto estava em um restaurante em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio . A investigação aponta que ele faz parte da organização criminosa comandada pelo contraventor Bernardo Bello. De acordo com os agentes, informações de inteligência apontavam que ele estaria escondido na região de Campo Grande, buscando refúgio com a milícia que atua na região. A partir dessa informação, equipes da 35ª DP iniciaram o trabalho de monitoramento. Nesta sexta, confirmou-se a presença dele em um restaurante com a família, onde foi capturado, sem nenhuma chance de fuga. Segundo investigações, o criminoso é responde por vários crimes, inclusive pela morte do contraventor Alcebíades Paes Garcia. Agentes apuram ainda a ligação dele a um outro contraventor e também a relação com um dos maiores grupos de extermínio do Estado do Rio. O criminoso já havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil. Em 2024, o grupo do qual fazia parte já tinha sido denunciado pelo homicídio do advogado Carlos Daniel Dias, e passou também a ser investigado por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Leia detalhes da investigação sobre atuação da quadrilha que praticava furto de petróleo de dutos da Transpetro na fazenda da Família Garcia

Leia agora informações do Tribunal de Justiça sobre a quadrilha especializada em furto de petróleo dos dutos da Transpetro, alvo de operação ontem da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual. Segundo informações do processo, o inquérito policial foi instaurado em 16/06/2024, a partir do APF nº 933-00297/2024, quando policiais militares foram acionados para se dirigirem à Estrada Rio-Nova Friburgo, altura do Km 6, onde se localiza o imóvel rural denominado “Fazenda Garcia”,que pertence a parentes do falecido bicheiro Maninho, a fim de verificar informação referente ao furto de petróleo de duto que atravessava o interior da propriedade. No que se refere à dinâmica dos fatos, segundo exposto pelo Ministério Público, ao ingressarem no local indicado, os policiais localizaram, a aproximadamente 1,5 km da porteira de entrada da propriedade, dois caminhões-tanque, sendo um de placa PUX8B81 e outro de placa OVK8C29, ambos já carregados com material de aspecto semelhante a petróleo. Em seguida, ainda no cenário da ocorrência, posteriormente equipes técnicas da Transpetro confirmaram que a substância armazenada nos tanques era, de fato, petróleo extraído indevidamente dos dutos da empresa, conforme se verifica nos autos do caderno investigativo constante ao incide 03/4710. A equipe técnica identificou, então, a existência de uma derivação clandestina instalada no Duto Osduc Km 141 + 440, que passa pelo interior da “Fazenda Garcia” ( Nas imediações dessa ligação ilícita foram encontrados mais três caminhões-tanque, de placas GAZ3D61, OUU6C11 e FEI1F48, igualmente carregados com petróleo, o que indica segundo relatório da autoridade policial e do Ministério Público, operação contínua e de larga escala. No local também foi localizado o veículo Honda Fit, cor preta, placa EPZ8H12, aparentemente abandonado com a chegada da polícia, fato que sugere tentativa de fuga pelos envolvidos. Ainda sobre os fatos ocorridos no local da ocorrência, foram apreendidos o telefone celular de um homem que se apresentou como porteiro do local, embora não conseguisse informar quem o havia contratado nem esclarecer detalhes de suas funções, fornecendo apenas informações desconexas.Também foram apreendidos um caderno de anotações, duas mangueiras, duas bombonas, uma pá, uma cavadeira e uma caixa de papelão – itens comumente utilizados em ações de derivação e transferência clandestina de petróleo. O gerente de proteção de dutos da Transpetro, responsável pela região Norte Fluminense declarou, na Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, que, segundo o relato dos vigilantes que realizaram a inspeção, foram avistados cerca de seis veículos e aproximadamente quinze pessoas nas áreas da Fazenda Garcia e seis veículos, reforçando, em tese, a presença de significativo contingente humano e logístico associado à prática criminosa. Segundo relatado pela Autoridade Policial responsável pelas investigações e pelo Ministério Público, a equipe de vigilância da Transpetro foi surpreendida e abordada por três indivíduos armados, todos utilizando toucas ninja, os quais impediram o acesso dos vigilantes ao interior da propriedade. Durante a ação, os vigilantes conseguiram anotar a placa do veículo utilizado por parte do grupo criminoso, identificando-o como um Range Rover Evoque, placa FTR0H74. Horas depois, ainda naquela noite, o gerente de proteção de dutos recebeu a informação de que policiais militares haviam se deslocado ao local, encontrando, na entrada da Fazenda Garcia, dois caminhões-tanque carregados de petróleo e, próximo ao ponto de derivação clandestina no duto OSDUC I, três caminhões-tanque de 45.000 litros cada, sendo dois ainda vazios e um completamente cheio, evidenciando clara dinâmica de preparação e escoamento de produto subtraído da malha dutoviária. Conforme o Laudo Técnico TBAG nº 3916901/2024, o material encontrado nos caminhões ) foi devidamente coletado e encaminhado para análise. O relatório emitido pela equipe técnica da Petrobras Transporte S/A – Transpetro apontou que cada um dos três caminhões continha 41.000 litros de petróleo, totalizando 123.000 litros indevidamente subtraídos do duto OSDUC I, situado no interior da Fazenda Garcia, Município de Guapimirim.Segundo os autos da denúncia, o prejuízo total calculado pela empresa, somando-se o volume subtraído e o período de indisponibilidade operacional do duto, alcançou o montante de R$ 5.819.539,52 A partir do desmembramento do APF nº 933-00297/2024, instaurou-se o Inquérito Policial nº 933-00300/2024 para apurar a atuação de organização criminosa especializada no furto de petróleo dos dutos da Transpetro, envolvendo tanto os proprietários dos veículos apreendidos quanto outros integrantes do grupo. Ao menos seis operações anteriores já haviam sido deflagradas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, sempre com o apoio da Transpetro, revelando o mesmo modus operandi e os mesmos envolvidos, com pequenas variações no papel desempenhado por cada integrante. O caderno investigativo aponta que o grupo atuava de forma estruturada, utilizando-se de uniformes semelhantes aos da Petrobras, da atuação armada de alguns membros e da emissão de notas fiscais falsas para conferir aparência de legalidade ao transporte do petróleo subtraído. Após os fatos ocorridos na “Fazenda Garcia”, em 16/06/2024, o investigado Gilson compareceu voluntariamente à Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, prestando esclarecimentos sobre sua participação. Na ocasião, foram apreendidos seus aparelhos telefônicos, cujos dados – assim como os do homem que se apresentou como porteiro da propriedade, acessados mediante decisão judicial – revelaram-se essenciais para o avanço das investigações, permitindo a identificação de outros envolvidos e a reconstrução da dinâmica criminosa. I. A denúncia aponta a existência dos seguintes “núcleos”: 1) Núcleo de Liderança, supostamente integrado pelos acusados Mauro F.G, Professor Elton e Davison L.S , responsáveis, em tese, pela coordenação geral e tomada de decisões estratégicas da organização . 2) Núcleo dos Proprietários das Empresas de Transporte Envolvidas, integrado, em tese, por Gilson A.L e Isabel M.F.F os quais, supostamente, forneceriam suporte logístico e empresarial necessário ao transporte e à movimentação do petróleo subtraído . 3) Núcleo dos Motoristas da Organização Criminosa, composto, segundo a denúncia, por Jairo L.C, Leandro F.O, Alecsandro P, WashingtoN T.S e Cláudio K em tese, encarregados da condução dos caminhões-tanque utilizados para o escoamento do produto furtado. 4) Núcleo de Segurança Armada, supostamente integrado por Caio V.S.D, F, Ricardo P.S e Patrick T.V, L, responsáveis pela proteção armada da operação criminosa, incluindo vigilância, dissuasão de terceiros e eventual intimidação. 5) Núcleo do Facilitador, integrado

Ex-segurança de Rogério Andrade preso hoje respondeu a processo pela suposta execução de dois suspeitos de tráfico em Vigário Geral na época em que ainda era PM. Caso foi arquivado

Preso hoje, o ex-subtenente da PMERJ Daniel Rodrigues Pinheiro, que foi chefe de segurança do contraventor Rogério Andrade, chegou a responder processo pelas mortes de dois homens em Vigário Geral, em 2007 : “No dia 06 de setembro de 2007, por volta de 08h30min, nas proximidades do Beco do Flamengo, no interior da comunidade de Vigário Geral, nesta cidade, Pinheiro e um outro PM em situação de serviço efetuaram disparos de arma de fogo contra André Luiz dos Anjos Reis e Hugo Ferreira Vaz que morreram no local. Consta nos autos do inquérito policial que a guarnição, “ao chegar ao local, foi recebida a tiros e respondido a injusta agressão. Prosseguiu a incursão e mais a frente foi localizado no quintal de uma residências os elementos (sic)…”, conforme minuciosa descrição contida no talão de registro de ocorrência lavrado pela Polícia Militar. A prova técnica revela que o cadáver de André Luiz, ao tempo do exame pericial, apresentava ferimentos provocados por dezenove disparos de arma de fogo, sendo alguns sediados deles nas regiões temporal, occipital e cervical. O cadáver da vítima Hugo Ferreira apresentava ferimentos provocados por sete disparos de arma de fogo, sendo dois deles efetuados à curta distância na região frontal. Atuando em represália por acreditarem no envolvimento das vítimas em atividade ilícitas e demonstrando profundo desprezo pela vida humana, os denunciados agiram por motivo torpe. A quantidade de disparos efetuados e a sede dos ferimentos, minuciosamente detalhados nas provas técnicas, indicam que as vítimas não tiveram qualquer chance de defesa. Logo após a execução das vítimas, para dar aparente juridicidade às suas condutas, impedir a realização de perícia no local dos crimes e sob o pretexto de prestar socorro, os denunciados providenciaram o transporte dos cadáveres ao Hospital Estadual Carlos Chagas. O justiçamento das vítimas revelou características próprias de atividade típica de grupo de extermínio e constitui grave violação de Direitos Humanos. Assim agindo, os acusados praticaram as condutas descritas no tipo do artigo 121, § 2º, incisos I e IV (duas vezes), do Código Penal. “ A Justiça decidiu pela impronúncia dos acusados (não iriam a júri popular) em 2013 e depois disso o processo foi arquivado em 2015.

Ex-chefe da segurança de Rogério Andrade foi preso em reduto da milícia no Recreio

Monitoramento preciso que levou à captura de um alvo internacional. Policiais civis da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) prenderam, nesta quinta-feira (08/01), o ex-chefe de segurança do contraventor Rogério de Andrade, com alerta vermelho na Interpol. Ele foi capturado na Comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste, reduto da milícia. Após intenso trabalho de inteligência da unidade, agentes localizaram o criminoso de alta periculosidade, que estava foragido desde 2022. De acordo com as investigações, o homem era chefe da segurança pessoal do contraventor Rogério de Andrade e responsável por coordenar o pagamento mensal de cerca de R$ 210 mil a uma rede de 40 seguranças particulares. Além disso, o homem também é apontado como responsável por monitorar territórios de exploração da contravenção e planejar operações de ataque contra rivais. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão por organização criminosa, extorsão, corrupção ativa e lavagem de capitais.

Sentença que condenou seguranças de contraventor Bid por sua morte revela como cada um traiu o patrão

A sentença do Tribunal do Júri que condenou Thiago Ivan da Silva e Carlos Diego da Costa Branca seguranças do contraventor Alcebíades Paes Garcia, o Bid, que ajudaram no seu assassinato em 2020, mostra como cada um traiu o patão. Eles pegaram 29 anos e 11 meses de prisão (Carlos) e 25 anos (Thiago) Carlos desempenhou funções indispensáveis para a execução da vítima, tais como o abandono doloso de sua posição na segurança daquela, sob a falsa justificativa de que havia se perdido, bem como o recebimento de informação sobre a localização da vítima no decorrer do trajeto que antecedeu o homicídio, o que permitiu a precisa movimentação dos demais envolvidos Já Thyago foi acusado do fornecimento aos comparsas de informação sobre a localização da vítima no decorrer do trajeto que antecedeu o homicídio, omitindo-se dolosamente quanto à promoção de sua segurança, bem como prestando auxílio material e moral ao executor, postando-se ao lado deste de modo a encorajá-lo a atuar com calma e tranquilidade, sendo que sua presença no local representava garantia de que, caso necessário, teria cobertura armada de seus comparsas. Segundo as investigações, Bid foi morto a mando do bicheiro Bernardo Bello O crime foi cometido por motivo torpe, vez que praticado para eliminar possível concorrente pelo domínio dos pontos de contravenção do jogo do bicho e exploração de máquinas caça-níqueis na Zona Sul e em parte da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. O crime ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2020, por volta das 04h30min, na Rua Jornalista Henrique Cordeiro, nº 350, em frente ao Condomínio “Barra One”, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ, foram efetuados disparos de arma de fogo contra a vítima

Homem suspeito de envolvimento em homicídio que Adilsinho teve a prisão decretada essa semana era traficante da Mangueirinha (CV). Veja lista com possíveis vítimas da quadrilha do contraventor

A quadrilha do contraventor Adilsinho recrutou no Comando Vermelho um pistoleiro para cometer assassinatos. Um dos suspeitos da morte de Flávio Alamar em frente ao cemitério de Inhaúma, em 2022, do qual Adilsinho teve a prisão decretada essa semana apontado como mandante, Átilia Deiver Oliveira da Silva integrava a quadrilha de traficantes do Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias. Conhecido como Sasá, teria participado do sequestro de um policial militar que teria atuado na UPP local. O agente foi levado para dentro da comunidade. Sasá era um dos gerentes do tráfico da Mangueirinha e responsável pelo fechamento da contabilidade das bocas de fumo. O bando de Adilsinho é investigado por diversos homicídios nos últimos anos em casos ligados a máfia dos cigarros e disputas na contravenção. Um dos elementos que ligam os crimes são que as mesmas armas foram usadas em mais de um assassinato. Veja relação das possíveis vítimas do grupo de acordo com investigações e processos que tramitam na Justiça. Adilsinho já teve a prisão decretada por alguns deles. Rodrigo Marinho Crespo – advogado morto no Centro do Rio em 2024 Marquinho Catiri – miliciano morto em 2022 na comundiade do Guarda, em Del Castilho Sandrinho – segurança de Catiri, morto na mesma data. Emerson Teles de Menezes – comerciante, morto em Bangu em 2024. ristiano de Souza – dono de tabacaria morto em 2023 no Recreio dos Bandeirantes em razão de dívidas de jogo Bruno Killer da Conceição Fernandes – policial penal morto em 2023 no Recreio Anderson Reis dos Santos – desaparecido Alexandro dos Santos Marques – desaparecido Fabrício Alves Martins – morto em 2022 Fábio Alamar – morto em 2022 Thiago Barbosa – ex-policial civil morto em Nova Iguaçu em 2022 Ezequias Penido da Rosa – PM morto em Duque de Caxias em 2022 João Joel de Araújo -policial civil morto no bairro de Ilha de Guaratiba. Fernando Marcos Ferreira Ribeiro – morto em 2023 na Tijuca em suposta disputa com Bernardo Bello Antônio Gaspazianni Chaves- comericante, morto em Vila Isabel em 2024 em suposta disputa com Bernardo Bello Daniel Mendonça da Silva – PM morto em Marechal Hremes em 2023. Era ligado a Bernardo Bello O grupo de Adilsinho também é suspeito do atentado sofrido pelo filho do contraventor Luiz Cabral no Centro do Rio, em 2023 e pelo ataque ao bicheiro Vinicius Drumond este ano, na Barra da Tijuca. Vale lembrar que as armas usadas na morte do policial civil José Carlos Queiroz Vianna, ocorrida em Niterói este ano, foram utilizadas nos homicídios de Cristiano e Gaspazianni e a polícia apura a lilgação entre os crimes. O PM Rafael do Nascimento Dutra, vulgo Sem Alma, ligado a Adilsinho, responde a processo na Justiça por pelo menos três destes crimes: Daniel Mendonça, Cristiano e Catiri.

Atentado contra bicheiro foi coisa de organização criminosa de alta periculosidade ligada ao jogo do bicho, diz Justiça. Mandante ainda não foi apontado

Ainda não se tem o mandante, mas para a Justiça, o modus operandi usado no atentado contra o contraventor Vinicius Drummond em julho noa Barra da Tijuca denota envolvimento de organização criminosa de alta periculosidade, ligada à contravenção do jogo do bicho, cujos integrantes são conhecidos pelo uso de ameaça e violência para se desfazerem de provas e intimidarem testemunhas. Por certo, a existência de notória disputa territorial por pontos de contravenção se mostra como cenário incontroverso, conforme amplamente divulgado na imprensa e demonstrado pelos documentos juntados aos autos, que correlacionam a vítima à cúpula do jogo do bicho. Segundo a Justiça, a disputa, que já vitimou diversas pessoas envolvidas ou não na contravenção, incute na sociedade temor e incerteza quanto à intervenção do poder público em solucionar a situação de extrema violência que aterroriza a população. Ademais, salta aos olhos a audácia dos envolvidos ao, em plena luz do dia de uma sexta-feira, efetuar diversos disparos de arma de fogo de alto calibre em uma das principais vias da cidade, colocando em efetivo risco os cidadãos que por lá transitavam, a denotar evidente desprezo pela vida alheia e pelo próprio aparato estatal. O risco de reiteração delitiva também se mostra presente, exsurgindo do próprio modus operandi e circunstâncias do delito como também das anotações criminais dos indiciados, além do fundado indício de um dos investigados ser ligado a grupo criminoso voltado à prática de crimes gravíssimos, notadamente homicídios e extorsões. Há possibilidade de relação dos investigados com a guerra desencadeada no Rio de Janeiro para tomada de pontos de contravenção, razão pela qual a ausência de efetiva resposta estatal funcionaria como “aval” para continuidade dos homicídios. A investigação prévia se mostrou robusta, em que pese ainda não acabada, logrando êxito em detalhar a dinâmica criminosa e as conduta de um dos investigados não só na manhã e na tarde do dia do crime (11/07/2025) como também nos dias anteriores, em que os indiciados planejaram cuidadosamente o crime, levantando a rotina da vítima e identificando as janelas de oportunidade espacial e temporal para a execução FONTE: TJ-RJ

MP faz operação contra gerentes de Rogério Andrade

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) obteve, junto ao Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, 16 mandados de busca e apreensão contra supostos gerentes do “jogo do bicho” vinculados à organização criminosa liderada por Rogério Costa de Andrade, voltada à exploração de jogos de azar.  Os mandados são cumpridos, nesta terça-feira (04/11), pelo Ministério Público em diversos bairros da cidade do Rio de Janeiro. A medida decorre de Procedimento Investigatório Criminal, em tramitação no GAECO/MPRJ. A ação é um desdobramento da Operação Safari, deflagrada pelo GAECO/MPRJ em 21 de fevereiro de 2025, que resultou no fechamento de 50 pontos de jogo do bicho controlados pela referida organização criminosa, na detenção de responsáveis e na apreensão de grande quantidade de material relacionado à atividade ilegal. FONTE: MPRJ

Com o dinheiro do jogo do bicho e das máquinas caça-níqueis, Adilsinho montou a máfia de cigarros no Rio. Saiba como ele criou um império que movimenta cifras altíssimas

O contraventor Adilsinho é citado em processo da Justiça Federal como potencial mafioso que manda matar seus adversários ou pessoas que cruzam seu caminho clandestino, A máfia dos cigarros comandada por Adilsinho   foi responsável pela instalação e pelo funcionamento das fábricas desmanteladas em 2022, 2023 e 2024, mas foi em 2018 o marco inicial de toda a atividade desenvolvida pela máfia de cigarros instituída por Adilsinho, quando ele passou a fabricar e comercializar cigarros clandestinos utilizando-se de suas empresas e da parceria mantida com responsável contábil da empresa Cia Sulamericana de Tabacos, para dar aparência de legitimidade às ações criminosas perpetradas pela máfia, inclusive com manipulação contábil na emissão de notas fiscais fictícias e na falsa declaração de rendimentos.” O vínculo de Adilsinho  com a máfia do jogo do bicho e das máquinas caças níquel vem desde 2005. Já naquela época, o contraventor  já possuía poder para monopolizar a venda de cigarros clandestinos em territórios sob exploração da máfia do bicho, bem como carregava a bagagem teórica e relacionamentos para isso.   Com a renda obtida na prática dos crimes perpetrados na máfia do jogo de azar, além de aumentar seu estoque de riquezas, Adilsinho investiu valores, fomentou e iniciou a fabricação e comercialização de cigarros implementando, a partir de 2018, idêntico modo de atuar antes já desenvolvido na exploração de máquinas caça níquel, qual seja: monopólio territorial, corrupção de agentes públicos para atender aos interesses da máfia e fraude.Assim, desde 2018, ele comanda e fomenta intelectual e financeiramente as atividades criminosas desenvolvidas na fabricação e comercialização clandestina de cigarros, em regime de monopólio e mediante a corrupção de agentes públicos (inclusive da esfera federal), bem como recruta pessoas e as manda, direta ou indiretamente, executar ou concorrer para a prática de condutas penalmente proibidas, visando principalmente a obtenção e maximização do lucro, e a diminuição de riscos, momento em que aufere o lucro mais expressivo, no domínio funcional dos fatos perpetrados e resultados alcançados por demais componentes da máfia. Contudo, em 2021, depois que Adilsinho e suas empresas foram alvos de procedimentos fiscais da Receita Federal do Brasil e investigações criminais, ele desistiu de tentar atribuir aspecto de legitimidade às ações criminosas desenvolvidas e abandonou as operações realizadas através das suas empresas, tendo migrado e assumido a forma de atuação integralmente informal. Naquele ano,  ano de 2021, Adilsinho deu início a sua empreitada de montar um complexo industrial clandestino, com grande parte da operação em Duque de Caxias, onde possui poder e influência em razão de ter o domínio da região como integrante da “máfia do jogo do bichoSua quadrilha movimentou cifras altíssimas. Em  2020, uma de suas empresas movimentou “por dentro” do sistema financeiro, cerca de R$ 45.000.000,00 na Caixa Econômica Federal e R$ 30.000.000,00 no Santander, com a maioria das transações em espécie.  O acervo patrimonial de Adilsinho adquirido com os crimes perpetrados e encobertados mediante mecanismos característicos de lavagem de capital ultrapassa o valor de R$ 25.192.812,50 e US$ 1.000.000,00,    Adilsinho é o maior falsificador de cigarros e que ele teria a capacidade de falsificar qualquer cigarro. Estimam que ele em breve vai falsificar cigarros da empresa Souza Cruz, e não vai mais perder tempo fabricando o cigarro da marca Gift. Dizem ainda que têm medo de Adilsinho e que ele é inteligentíssimo e perigosíssimo” (Evento 1, INF32, fls. 34/54).   Uma das fábricas clandestina sde cigarros que pertencia ao contraventor Adilsinho tinha faturamento mensal de, no mínimo, R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais), tendo em vista a informação de que eram fabricados cerca de 150 (cento e cinquenta) caixas por dia, sendo que em cada caixa há 50 (cinquenta) pacotes, e em cada pacote há 10 (dez) maços de cigarros, os quais seriam vendidos cada um por R$ 4,00 (quatro reais). Nestas fábricas havia a utilização de trabalhadores paraguaios aliciados e de lá trazidos vendados e sem acesso ao celular, regime de escravidão, fabricação do cigarros paraguaios da marca GIFT, jornada de trabalho de 12h, ausência de emissão de nota fiscal, contexto de poderio bélico e ameaçador existente na localidade de Duque de Caxias/RJ e perpetrado por parte do grupo investigado contra os trabalhadores para restringir a liberdade de locomoção. Adilsinho é proprietário de uma empresa de comércio de cigarros, cigarrilhas e charutos,  uma outra de serviços de organização de férias, congressos, exposições e festas; e de um clube, além de agenciamento de profissionais para atividades esportivas e outras não especificadas.” Um ex-PM que tinha duas empresas que eram utilizadas para tentar, supostamente, dissimular os valores obtido com a Fábrica Clandestina de Cigarros, foi executado a tiros na tarde do dia 15/06/2023 na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Uma conversa entre um homem conhecido como Alex e uma mulher chamada Jordana evidencia que ele estava conduzindo negócios que poderiam contrariar os interesses do grupo de Adilsinho, mas que poderiam gerar à interlocutora uma oportunidade de comercialização de cigarros falsificados mais rentável, ocasião em que a interlocutora Jordana responde que teme a morte ao atuar em interesses contrários ao bando de Adislinho. Adilsinho era o patrão da quadrilha, .exercendo poder hierárquico sobre as demais pessoas e auferem os maiores lucros; Depois dele, havia os assessores, responsáveis pelas atividades administrativas e burocráticas. Realizam pagamentos e transferências de valores em favor do patrão e sua própria família, normalmente por meio de pessoas interpostas; Em seguida, os gerentes das fábricas, que eram. os responsáveis por coordenar os locais em que são produzidos os cigarros, bem como falsificam documentos que instruem a fabricação e o comércio do falso cigarro paraguaio (embalagens e comprovante de pagamento de tributos paraguaios), custeiam despesas das fábricas e dos alojamentos de trabalhadores escravos, mantém em depósito produto de crimes, fornecem maquinário, insumo e matéria prima para a fábrica; Em quarto, aparecia os comerciantes, que eram os responsáveis pela venda dos cigarros aos consumidores finais. Depois, vinham fornecedores de bens e insumos, encarregados por fornecer insumos, maquinários, matéria-prima e imóveis que permitem a instalação e operação das fábricas clandestinas de cigarro e a consequente produção de contrafeitos;

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