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investigação

Polícia indicia toda cúpula do CV que está na rua por causa de roubo de veículos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou toda a cúpula da facção criminosa Comando Vermelho que está na rua pela explosão de roubos de veículos registrada no final de semana dos dias 30 de janeiro a 2 de fevereiro de 2025. Na ocasião, cerca de 800 crimes foram cometidos em apenas quatro dias em diferentes regiões do estado. A ação criminosa, investigada no âmbito da “Operação Torniquete”, teve como objetivo principal causar pânico na população e tentar desestabilizar o comando das forças de segurança. As investigações conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP) comprovaram que os crimes não tiveram como motivação o lucro, mas gerar pânico para a população. De acordo com a análise de dados e cruzamento de informações de inteligência, a ordem para os roubos partiu diretamente da cúpula da facção em complexos estratégicos, como Penha, Chapadão e Salgueiro, como forma de retaliação às operações policiais e às novas gestões da segurança pública. O mapeamento revelou ainda que grande parte dos veículos roubados foi abandonada e recuperada pouco tempo depois em áreas sob domínio da própria facção, evidenciando que os crimes funcionaram como uma ação coordenada de intimidação e propaganda criminosa. Os roubos foram executados por criminosos vinculados a comunidades controladas pelo Comando Vermelho, seguindo determinações diretas das lideranças locais.Os indiciados são: Edgard Alves de Andrade, o “Doca”, líder da facção no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio;Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, braço direito de “Doca” e responsável direto pelos roubos praticados pelos criminosos do Complexo da Penha;Luiz Fernando Nascimento Ferreira, o “Nando Bacalhau”, líder da facção no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio;Alexsandro Miranda da Silva, o “Dando”, braço direito de “Nando Bacalhau” e responsável direto pelos roubos praticados pelos criminosos do Complexo do Chapadão;Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, líder da facção no Complexo do Salgueiro, no município de São Gonçalo;Hilário Gabriel dos Santos Rangel, o “Biel do Feijão”, líder da facção na Comunidade do Feijão, no município de São Gonçalo;Jonatha Hyrval Cassiano da Silva, o “Bochecha Rosa”, líder da facção na Comunidade Corte 8, no município de Duque de Caxias;e Joab da Conceição Silva, o “Joab”, líder da facção na Comunidade Rua Sete, no município de Duque de Caxias. O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirma que a investigação complexa da DRFA-CAP comprovou que essas ações criminosas foram em retaliações a várias ações das forças de segurança contra a caixinha do Comando Vermelho. “Essa é uma espécie de poupança da facção, que serve para financiar os luxos dos parentes das lideranças e também uma espécie de previdência privada para os parentes dos presos faccionados. Isso causou uma revolta na facção e acabou resultando nessa onda de roubos e de terror praticados pelo Comando Vermelho”, afirma o delegado. A ação faz parte da segunda fase da “Operação Torniquete”, que tem como objetivo reprimir roubo, furto e receptação de cargas e de veículos, delitos que financiam as atividades das facções criminosas, suas disputas territoriais e ainda garantem pagamentos a familiares de faccionados, estejam eles detidos ou em liberdade. O trabalho investigativo resultou na individualização das responsabilidades e no indiciamento dos líderes e operadores da facção que coordenaram os ataques em diferentes territórios. A Polícia Civil visa atingir não apenas quem executa o crime nas ruas, mas principalmente quem planeja, ordena e lucra com a violência. “Não vamos admitir que esse tipo de retaliação ocorra novamente em nosso estado. Vocês lembram da Megaoperação Contenção ocorrida no dia 28 de outubro de 2025. Vem mais por aí”, destaca o secretário Felipe Curi. Desde setembro de 2024, a “Operação Torniquete” já registrou mais de 740 presos, além de cargas e veículos recuperados, avaliados em quase R$ 45 milhões. As ações são contínuas e já ultrapassam R$ 70 milhões em bloqueio de bens e valores.

Facções criminosas têm outras funções menos conhecidas que não foram citadas em reportagem de jornal carioca. SAIBA QUAIS

Os jornais O Globo e o Extra divulgaram uma matéria hoje falando sobre novas funções criadas pelas facções criminosas para administrar o tráfico em favelas do Rio. Entre os novos cargos citados na reportagem, estão o de gerente de barricadas, gerentes de baile funk, gerentes das extorsões, gerentes de combate antiaéreo, gerentes de tecnologia encarregados de adquirir e operar drones mas há outras funções menos conhecidas que são descritas em investigações. No Complexo da Penha, há mais funções. O traficante Grandão apontado como gerente-geral da localidade e síndico cuida da escala de plantão dos soldados integrantes do grupo, divididos em postos, todos fortemente armados, inclusive, em relação à segurança do principal líder da facção criminosa na região, vulgo Doca. Ele orienta sobre pontos de contenção armada (trincheiras no mato) e inteligência (monitoramento) Grandão também emite comunicados sobre normas de comportamentos em atividades recreativas nas comunidades com e participação de traficantes da localidade.(…) Ele também organiza os pagamentos (remuneração) dos traficantes locais e até mesmo das supostas propinas pagas a policiais. Na Penha, existe um gerente que comanda um grupo de matadores a serviço do Comando Vermelho, atuando na expansão territorial da facção criminosa, o traficante vulgo BMW Trata-se de um braço violento violento da facção que emprega armas de fogo de grosso calibre em suas ações e atua com violência extrema contra rivais. Na Penha também um gerente que cuida do fluxo de dinheiro da organização, analisando o recebimento de drogas, que gerencia a segurança de pontos de venda de drogas no Complexo e cercanias, mantendo as lideranças informadas sobre eventuais movimentações suspeitas e intermedia a vinda de traficantes de outros entes federativos. Tem ainda o gerente de fiscalização dos “soldados do tráfico, que verifica se eles estão atentos nas áreas designadas, devidamente portando seu respectivo armamento pesado. Há ainda os chefes da segurança, gerente da contabilidade, Outra figura importante na quadrilha é o traficante Gardenal, que possui inúmeras funções: a expansão violenta e criminosa do Comando Vermelho na região da grande Jacarepaguá, orienta sobre aquisição de armas de fogo, drones de vigilância e outros acessórios relacionados a manutenção do Comando Vermelho como principal facção criminosa no território.(…) Ele tanmbém se vale de sua experiência de longa data no tráfico de drogas armado para orientar melhor os “novatos” sobre posicionamento de fuzil de grosso calibre, para enfrentar com maior eficiência (criminosa) uma possível incursão de agentes da lei.(…) A quadrilha do traficante Peixão, por exemplo, tem um membro preso que atua na coordenação de invasões a comunidades rivais e na execução de desafetos de Peixão.s. Ttem também um membro exclusivo para a cobrança de “taxas” para exploração de serviços de telecomunicações, distribuição de sinais de internet e transportes alternativos, de modo a angariar vultosa quantia mensal nos interesses do bando. As investigações reforçam que, em locais dominados por facções criminosas voltadas ao tráfico de drogas, existe um sistema organizado de atuação dividido em diversas funções mais tradicionais e conhecidas, como os” olheiros, radinhos ou atividades “(encarregados de avisar aos comparsas sobre incursões policiais na área do tráfico), os encarregados de armazenar e vender a droga (” vapores ou aviões “) e os que se armam para defender o comércio ilegal (” seguranças “ou” contenção “). Há, ainda, os transportadores das drogas entre as comunidades (” mulas “) e os que embalam e misturam os entorpecentes para aumentar o lucro (” endolas “), além, obviamente, os que comandam e gerenciam o tráfico (” donos “ou” frentes “).

Homem que foi morto em academia na Rocinha (CV) fazia parte de poderosa quadrilha de traficantes de drogas e armas baseada no Triângulo Mineiro, dz MP-MG

O homem que foi morto em uma academia na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, em setembro, Fábio Porto, o Mikin ou Miko, integrava organização criminosa denominada Família Miranda que praticava diversos crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. O bando era baseado em Uberlândia, cidade do Triângulo Mineiro, segundo investigações do Ministério Público de Minas. A atuação da quadrilha se estendia para outros municípios do Estado e tinha alta lucratividade com a grande distribuição de drogas para a venda em Uberlândia e região. A organização também tinha desdobramentos também nos estados de Mato Grosso, Rio de Janeiro, Goiás, entre outros.  Durante as investigações,  foi possível a apreensão de elevado número de armas de fogo de grosso calibre, grandes quantidades de drogas, especialmente cocaína, elevadas quantias de dinheiro, documentos públicos falsificados, receptação de veículos subtraídos, tráfico ilícito de drogas sintéticas e a reiterada conduta de lavagem de dinheiro mediante a ocultação de valores ou do uso de interpostas pessoas físicas e jurídicas para a dissimulação dos ativos obtidos ilicitamente pelas organizações criminosas reveladas. O grupo se utilizava de inúmeros distribuidores e tinha uma estrutura gigantesca.. Em uma conversa interceptada, um traficante disse que pegou 20 quilos de peixe, expressão utilizada para designar pasta base de cocaína. O mesmo bandido falou que pagou 10 (dez) quilos à vista e que vai vender essa mercadoria na capital. A droga seria misturada a outras substâncias como fenacetina e igrganox e o criminoso disse que ela ficaria mais bonita. Em outra conversa, um integrante do grupo solicitou contas bancárias para fazer o pagamento pela droga adquirida. Uma operação de combate à quadrilha descobriu um laboratório de refino de pasta base de cocaína em Governador Valadares. Para dissimular a origem e propriedade de valores provenientes de crimes, os envolvidos usavam técnicas conhecidas de lavagem de dinheiro, como, por exemplo, a estruturação (smurfing). Durante as investigações constatou-se uma expressiva quantidade de depósitos e saques fracionados em pequenos valores que visam a dificultar o seu rastreio, o que caracteriza uma dissimulação para identificação dos reais beneficiários. Fábio Porto fazia parte do subnúcleo dos distribuidores.. O chefe do bando enviou via aplicativo de celular dados da conta bancária de um intengrante para Fábio para fazer depósitos bancários para pagamento de drogas, Segundo a imprensa local, ele foi acusado também de um homicídio por conta da venda de um imóvel. O homicídio de Fábio veio a tona ontem com a morte do suposto assassino, Jhony Horta Pereira, em um confronto com policaiis em Belo Horioznte, Jhony tinha mandado de prisão contra ele pela Justiça do Rio. Ele era vinculado ao Terceiro Comando Puro e chegou a se esconder no Complexo de Israel.

Ex-candidato a vereador foi morto em Tanguá. Polícia apura atuação da milícia

Carlos Henrique, conhecido carinhosamente por todos como Cascudo do Gás, foi assassinado naa noite do último sábado, 27/12, em Tangua. Ex–candidato a vereador em Tanguá no ano de 2016, foi executado com cerca de 15 disparos de arma de fogo, em frente ao seu próprio comércio de água, carvão e gás. Um crime brutal, cometido com frieza, que choca, revolta e assusta toda a cidad A policia apura se milicianos estariam envolvidos. Segundo relatos em redes sociais, a vítima estaria em atraso com cobranças atribuídas à milícia. O modus operandi do crime, pela forma, quantidade de disparos e local, é semelhante ao padrão observado em ações desse tipo em outras regiões do Estado do Rio de Janeiro. Existem procedimentos e processos em andamento no Ministério Público que indicam a gravidade do que está acontecendo. A cidade parece dividida entre dois polos de poder: o governo formal e a milícia, enquanto a população fica no meio, desprotegida. L L L L L 1Homem simples, trabalhador incansável e de coração generoso, ele construiu sua trajetória com esforço, honestidade e dignidade. Seu comércio ia muito além da atividade profissional: era um espaço de acolhimento, de conversa franca e de relações construídas ao longo dos anos, onde cada pessoa era tratada com respeito e atenção. Cascudo conquistou a confiança da população não apenas pelo serviço que prestava, mas pela maneira humana com que sempre lidou com todos. Era conhecido pelo sorriso fácil, pela palavra amiga e pela disposição em ajudar, mesmo nos momentos difíceis. Para muitos, ele não era apenas um comerciante, mas um amigo, um conselheiro e uma presença constante que fazia diferença na rotina da cidade. Sua partida repentina deixa um vazio imenso e uma dor coletiva difícil de ser mensurada. Tanguá perde um trabalhador honesto, uma referência de simplicidade e um exemplo de caráter. Ficam as lembranças, as histórias compartilhadas e o legado de uma vida pautada pelo respeito ao próximo e pelo amor ao trabalho. Neste momento de profundo luto e comoção, nos unimos em solidariedade aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Carlos Henrique. Que Deus conceda conforto aos corações, força para enfrentar esta perda tão dolorosa e serenidade para atravessar este período de imensa tristeza.

Tráfico carboniza vítimas que morrem em sessões de tortura em São Gonçalo. Irmãos morreram queimados. Quem vacila é espancado. Traficante preso transmite as ordens via celular

A quadrilha do traficante Juninho Capote, membro do Comando Vermelho em São Gonçalo e que está preso, tem a pra´tica carbonizar algumas vítimas que morrem durante sessões de tortura; Entre as vítimas foram os irmãos Rafael e Leonardo Teixeira de Melo, que morreram queimados. O primeiro deles era ‘merdeiro’ e vivia arrumando confusão na favela. O bando tem por hábito realizar “cobranças” a quem “vacila” na comunidade. Essas cobranças são feitas em forma de um “se liga”, ou seja, espancamento. Um bandido, por exemplo, recebeu um se liga por ter brigado com sua companeira. Todas as ordens são recebidas por ligação de celular efetuadas por “Juninho. Todas as mortes que ocorrem são autorizadas por ele. A quadrilha multiplica vítimas. Uma delas foi Pablo Sacramento Velasco, o PL, que foi morto por retaliação ao fato dele ter se apropriado e, posteriormente, sem a anuência dos criminosos, ter vendido ao cidadão G.S.C o aparelho celular, marca Iphone XI, que havia com eles subtraído quando integravam juntos malta criminosa atuante na localidade. PL ficou preocupado com uma retalição dos traficantes e foi desenrolar na boca, acabou sendo morto. Por conta da morte de PL, estão com as prisões preventivas decretadas os criminosos Juninho do Capote, Boladão, Duduzinho, Barcelona, Temisto, Magrão, TG ou Menor 10. Ruy Guilherme Castilho de Lima foi torturado e morto pelo bando porque aplicava golpes pela internet. Ele teve o celular vendido por PL, o que acabou provocando a morte deste também Outra morte atribuída ao grupo foi de Juracy Guimarães dos Santos, o Brejal, Durante a investigação, a polícia descobriu que nos”plantões”das bocas de fumo, os traficantes se utilizavam de duas pistolas 9mm, que essas armas ficam rodando de mão em mão durante o “plantão, que terminava às 06:00h

Jovem executada por traficantes do CV em Friburgo estava jurada de morte por ser considerada ‘inimiga da facção’

A polícia concluiu que o assassinato de Maristela Emerique de Carvalho, de 23 anos, ocorrido em outubro, em Nova Friburgo, foi motivado pelo fato de a vítima ser considerada inimiga da facção criminosa Comando Vermelho Maristela estava jurada de morte peo CV sob acusação de colaborar com grupo rival, o Terceiro Comando Puro (TCP) ajudando o grupo a tomar bocas de fumo. Segundo as investigações, Haron, namorado da vítima, foi incumbido por Gabriel, líder do tráfico local, de levá-la ao cemitério de Riograndina, onde os demais aguardavam. No local, a vítima foi contida com o auxílio de Sophia e Rômulo, impedida de fugir e posteriormente entregue a Max Miller e Diveneta, que a colocaram em um veículo e a executaram com disparos de arma de fogo em via erma. Ela foi morta com dois disparos, um na cabeça e um nas costas. O corpo foi ocultado atrás de entulhos às margens da estrada Riograndina-Banquete, dificultando sua localização. Com efeito, há indícios de que os autores, todos vinculados ao tráfico de drogas, agiram de forma premeditada praticando homicídio qualificado por motivo torpe e mediante traição, seguido de ocultação de cadáver, em contexto de associação criminosa armada, com o objetivo de eliminar pessoa considerada “inimiga” da facção. A execução sumária de uma mulher sob pretexto de “disciplina” do tráfico demonstra a capacidade de intimidação do grupo e a sua influência sobre a comunidade local, impondo terror e desordem. Cinco suspeitos chegaram a ser detidos por envolvimento no crime O caso ganhou grande repercussão na cidade na época quando familiares procuraram a delegacia para comunicar o desaparecimento e passaram a divulgar a foto dela nas redes sociais. Maristela havia saído de casa na companhia do namorado e não retornou para casa, causando preocupação na família pois não era comportamento habitual.

Traficante do CV que saiu da cadeia em agosto é suspeito de ter dado ordem para matar PM em Rio Bonito. Conhecido por sua repressão ao crime, policial recebeu oferta de propina mas não aceitou e foi jurado de morte

Processo na Justiça revela trama para assassinar o PM Flávio dos Santos Duarte Teixeira, achado morto no Km 265 da Rodovia BR-101, em Rio Bonito. em 5 de novembro. O homicídio teria sido ordenado por traficantes locais, ocupantes de cargos elevados na hierarquia do Comando Vermelho, em represália à atuação da vítima como policial militar altamente combativo ao tráfico de drogas. A vítima estava sendo monitorada por ser alvo de insatisfação entre os traficantes por conta de sua atuação altamente dedicada na repressão ao tráfico de drogas nas cidades de Tanguá e Rio Bonito. Ambas as testemunhas pontuaram que teria havido proposta de suborno para reduzir sua atuação no combate ao tráfico de drogas na comunidade conhecida como Parque Andreia, em Rio Bonito, assim como “jurada de morte” por traficantes de Tanguá. Duas semanas antes do crime, os traficantes Negão e Jefferson fizeram chamado de video com Canela para buscarem informações sobre Teixeira, com o objetivo de matá-lo”. Um investigado que foi preso ao depredar a sede da 3ª CIA do 35º BPM (fls. 237), em suas declarações, verificou-se tom ameaçador empregado ao se referir a ordens emitidas pelo Canela que é apontado como liderança da facção criminosa supracitada na cidade de Tanguá, que se encontra evadido do sistema prisional desde agosto do presente ano Imagens de câmeras de segurança dos estabelecimentos comerciais registraram o trajeto de uma motocicleta percorrendo inicialmente no sentido Rio Bonito e posteriormente na direção oposta, rumo a Tanguá ou Itaboraí em horários próximos ao crime Vale destacar informações sobre a investigação apontando que um criminoso teria sido visto festejado como executor do crime na comunidade conhecida como Reta Velha, em Itaboraí. ]O fato é que a vítima provocou insatisfação entre nos chefes do tráfico e drogas de Tanguá e das comunidades de Nova Cidade e Parque Andrea, em Rio Bonito, por conta de sua atuação combativa, havendo indicação de que teria havido proposta de pagamento de propina, prontamente negada, para alteração de sua conduta. Diante da negativa, a vítima teria sido “jurada de morte”. Tais versões são corroboradas pela gravação de um dos investigagdos em que este relata ordens emitidas por Canela, liderança da facção criminosa na cidade de Tanguá, que se encontraria evadido do sistema prisional desde agosto do presente ano, para execução da vítima. Destaque-se, ainda, a informação de que teria havido uma chamada de vídeo entre os investigados para tratar da execução de policiais que com sua atuação prejudicavam a facção criminosa, ressaltando-se que o Policial assassinado residida em área controlada pela facção criminosa Comando Vermelho, onde também teria prejudicado o comércio de entorpecentes com sua conduta. Todos estes elementos conduzem à validade da linha investigativa, entendendo-se por demonstradas fundadas razões que levam à provável autoria ou participação dos “donos” do tráfico de drogas das localidades de Parque Andrea e Nova Cidade, em Rio Bonito, e da Cidade de Tanguá. Saliente-se que as células do Comando Vermelho em atuação nas Cidades de Tanguá e Rio Bonito notoriamente são vinculadas à comunidade da Reta Velha, em Itaboraí, indicando dinâmica altamente complexa e bem executada que poderia ter envolvido as três sucursais. Foram decretadas as prisões preventivas de Canela, Rafael Negão e Jefinho pelo crime,

Os bastidores do assassinato de um casal muito jovem morto por traficantes da ADA em Macaé

Processo na Justiça revela a trama do assassinato de um casal em Macaé identificado como Tony Machado Macedo de Almeida, de 18 aos, e Maryana Anastácio Cabral Gomes, de 16 anos, ocorrido em 20 de novembro do ano passado. Tony era envolvido com o tráfico e chegou a vender uma motocicleta para comprar drogas na capital fluminense e posteriormente repassado para outros venderem. Esses intermediários, no entanto, teriam sido picotados pelos traficantes. O pai de Tony dissse que um traficante vulgo Semente queria matá-lo e por isso retirou seu filho da cidade tendo ele permanecido fora de Macaé durante 15 dias em São José do Ubá, De volta a Macaé, Tony apareceu com uma Tucson marrom e enviou mensagem para o pai. “Semente avisou que os meninos vão me cercar para me pegar” A mensagem foi enviada momentos antes de Tony ser assassinado Tony ainda falou para o pai. “Pai eu vou lá para o aeropor, o senhor me encontra lá para a gente para São José de Ubá porque eu estou correndo risco de vida, os garotos estão me cercando”. Em outra mensagem, Tony expressava o medo. ” “Mãe, manda meu pai indo lá pra reta da Dona Rute porque eu vou ter que ir embora de Macaé rápido. Os cara me viram no bairro aqui e explanou onde eu “to”. Eu tenho que ir embora”. Tony assim como Maryana teriam sido mortos por traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA).  Testemunhas disseram à polícia que um homem, pilotando uma motocicleta preta, se aproximou do casal e disparou contra eles antes de fugir. Maryana era namorada dae Tony. O policial Claudio Cordeiro disse que foram acionados para comparecerem no local, pois havia um duplo homicídio, na Rua Chico Mendes próximo ao Recanto da Lagoa, no Bairro São Marcos, que alguns populares estavam no local dizendo que ouviram disparos. Que um dos populares, de nome Vicente viu de sua janela que o autor estava pilotando uma moto. Ao chegtar ao local do crime, o pai de Tony informou que o filho era envolvido com tanto com o tráfico quanto com o roubo; que disse também que um homem de vulgo Semente seria o responsável por matar seu filho. No local foram apreendidos os telefones das vítimas. Dois envolvidos com o crime estão com as prisões decretadas. Um deles, inclusive, era amigo de Tony e esteve com ele antes do crime. Esse amigo fugiu assim que soube que homens em uma motocicleta foram até a sua casa procurá-lo. Posteriormente, a polícia apreendeu munições e caderno com possíveis anotações do tráfico

Denúncia apontou que PMs teriam supostamente transportado integrantes do bando de Juninho Varão no blindado mas câmeras corporais estavam desligadas no dia dos fatos, o que impediu confirmação

Sete policiais mlitares foram apontados como suspeitos de envolvimento com a quadrilha do miliciano Juninho Varão. Segundo um Disque Denúncia, em 22 de novembro de 2024, eles teriam embarcado integrantes do bando de Varão em um veículo blindado com objetivo de confrontar traficantes na região do Marapicu, em Nova Iguaçu. Entretanto, a denúncia não pode ser confirmada pela ausência de imagens das câmeras corporais no dia dos fatos. Naquele dia, teria ocorrido um intenso confronto armado, que teria como objetivo a retomada da referi-da área em favor do grupo miliciano liderado por ―Juninho Varão‖. A empresa responsável pela análise das câmeras corporais verificou a ausên-cia de registros de alguns componentes da guarnição, bem como, desligamento inesperado com porcentagens e voltagens de bateria. Isso comprometeu o registro integral da ocorrência e dificuldade para elucidação dos fa-tos narrados pelos denunciantes. Ouvidos acerca dos fatos, os sindicados informaram que, por determinação da Sala de Ope-rações, deslocaram-se até a Estrada de Madureira, no bairro Jardim Paraíso, Nova Iguaçu, com o fito de verificarem informações sobre um confronto armado entre traficantes e milicianos. Alegaram que, ao chegarem ao local, o confronto já havia cessado; todavia, deixaram de apresentar qualquer registro a respeito dos acontecimentos (BOPM ou Resumo de Ocorrência). No tocante às Câmeras Operacionais Portáteis, afirmaram que poderia ter ocorrido de o quarteleiro do 20o BPM tê-las retirado da doca em momento inoportuno, o que teria ocasionado autonomia inferi-or à costumeira. Diante dos elementos colhidos, conclui-se que não foi possível confirmar as alegações for-muladas pelo denunciante, sobretudo quanto ao suposto envolvimento dos policiais militares com o grupo miliciano liderado por ―Juninho Varão‖, em razão da ausência de imagens ou de qualquer outro elemento que corroborasse tal narrativa. Todavia, a análise do material disponível evidenciou condutas irregulares por parte dos poli-ciais mencionados, especialmente relacionadas ao descumprimento dos protocolos de uso das Câmeras Ope-racionais Portáteis (COPs).

Adilsinho foi denunciado por mais dois homicídios

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro, ofereceu denúncia contra o mandante e os executores de dois homicídios relacionados a disputas pela exploração do comércio irregular de cigarros. A sequência dos crimes evidencia a intenção de matar e a motivação do mandante, Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. A vítima, Fábio Leite, foi assassinada ao sair do enterro de seu sócio, Fabrício de Oliveira, morto dois dias antes pelo mesmo grupo criminoso.  Os homicídios ocorreram nos dias 2 e 4 de outubro de 2022. Segundo a denúncia, o primeiro crime foi cometido em um posto de gasolina, em Campo Grande, e teve como executores José Ricardo Gomes Simões, Alex de Oliveira Matos e Daniel Figueiredo Maia. O segundo ataque foi executado por José Ricardo Gomes Simões e Átila Deive Oliveira da Silva, no entorno do Cemitério de Inhaúma.  Ainda de acordo com a denúncia, as investigações demonstraram que os crimes foram ordenados por Adilsinho, movido por “abjeto sentimento de ganância, relacionado às disputas entre organizações criminosas rivais pela exploração do comércio irregular de cigarros”. 

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