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investigação

Bairro onde ocorreu chacina teve racha de milícias anos atrás. Um dos mortos chegou a ser preso em 2023 com um dos integrantes de um dos grupos. ENTENDA

Um dos mortos na chacina em Nova Iguaçu ocorrida na noite de ontem Fágner Ribeiro de Paiva havia sido preso com armas e munições na mesma cidade em 2023. Em seu carro ontem foram encontradas uma toca ninja e um coldre. O que chama atenção é que na ocasião da prisão de Fagner, , ele foi preso junto de um suposto integrante de uma milícia que atuava nos bairros de Cerâmica (onde ocorreu a matança) e Morro Agudo e em Vassouras, no interior fluminense que respondeu a processo por organização criminosa em 2020. Esse grupo, segundo o TJ-RJ, praticava crimes como extorsões, roubos de veículos, latrocínios, receptação, exploração monopolizada de serviços como venda de água, internet e TV a cabo, mas principalmente homicídio e ocultação de cadáver. Essa milícia rompeu e se formou dois grups rivais, um liderado por um criminoso conhecido como Igor Russo e outro por Fernando Quebra, que foram”, responsáveis por uma série de delitos gravíssimos, praticados para a manutenção da estrutura criminosa e conquista de território. Entre os crimes estão os assassinatos de Douglas Vinicius Souza dos Santos e Leandro Consentino (vulgo “Velhão da Cerâmica”). O bando de Quebra, por exemplo, teria sido responsável pela execução de dois homens de vulgos Gato Net e Zé Paraíba. Com a morte dos dois, o bando de Igor Russo teria dito que era hora de ‘matar Fernando’. Integrantes do grupo de Igor teriam sido responsáveis pelo assassinato de Hércules Rodrigues da Silva, o Nem. Foi flagrada uma conversa também em que milicianos falavam sobre a execução de uma testemunha que, após fazer denúncias contra criminosos, estaria sendo ouvida no Fórum da Capital do Rio de Janeiro Até o momento, não há confirmação oficial de que a chacina tenha relação direta com disputas entre grupos criminosos, e as informações apresentadas servem para contextualizar o histórico da região

Polícia prendeu suspeito de envolvimento no desaparecimento de cinco moradores em comunidade de São Gonçalo. Corpos de dois já foram localizados carbonizados

A Polícia Ciivl continua investigando o desaparecimento de cinco moradores da comunidade da Nova Grêcia, em São Gonçalo, ocorrido em outubro do ano passado. Dois deles já foram encontrados carbonizados na Palmeira, no Fonseca, em Niterói Na última quinta´feira, foi preso Jimmy Lenon Machado Xavier, suspeito de envolvimento no caso. Jimmy é apontado como gerente do tráfico na região e teria participação direta no chamado “tribunal do tráfico”. Ele foi localizado em Maria Paula, São Gonçalo, e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Arrego a PMs, fábrica de bebidas falsificadas, mortes de policial e cachorros, ataque à delegacia: decisões da Justiça revelam histórico criminal atribuído ao líder do CV em São Gonçalo preso ontem

Preso ontem, o traficante Biel do Feijão atua no crime pelo menos desde a década passada. Segundo o Tribunal de Justiça, uma investigação de anos atrás dizia que ele era responsável pela contabilidade do tráfico no Morro do Feijão, sendo citado em interceptações como garantidor do “arrego” pago aos policiais militares. Ele chegou a ser preso pela Polícia Rodoviária Federal em 3 de abril de 2019. Biel chegou a investir dinheiro do tráfico em uma fábrica que produzia bebidas alcoólicas falsificadas quando ainda era conhecido como Biel do Abacate. Segundo informações do TJ-RJ, o bandido foi réu em cinco processos no Tribunal do Júri por homicídio. Uma das vítimas foi um homem que teve que entrar para o tráfico para saldar dívidas com criminosos mas não conseguiu pagar e acabou morto junto com dois cachorros de estimação de seu primo. Biel fornecia drogas para a vítima, de acordo com os autos. Em outro caso relatatdo no TJ-RJ, Biel foi acusado de ser o mandante da morte de Michael Daniel Monteiro David, que era filho de um policial mililtar reformado. O pai da vítima disse na época que recebeu mensagens de colegas avisando que seria, ele mesmo, a próxima vítima, razão pela se mudou da loclaidade. Em outro processo do qual foi impronunciado (ficou livre de júri popular), Biel foi acusado de envolvimento na morte de Júlio César Marreto de Oliveira, que era policial mililtar. Na ocasião, duas mulheres também foram baleadas mas sobreviveram.Biel também foi investigado por suposto envolvimento em um ataque contra a 72ª DP em 2018. No referido ataque uma pessoa que passava pelo local foi ferida no ombro. Com o início das investigações apurou-se que o ataque partiu da organização criminosa denominada Comando Vermelho, ligada ao tráfico de drogas no Complexo de Boaçu, especialmente nas Favelas do Lodial, Favelinha e Comunidade do Espantalho, já que seus integrantes movimentam-se constantemente por demais favelas situadas nos Municípios de São Gonçalo, Niterói e Itaboraí. Apurou-se, ainda, que a origem do atentado foi uma represália contra a apreensão de um adolescentede apenas 15 anos de idade e com uma extensa Fai (Folha de Atos Infracionais).

PM pode expulsar quatro policiais suspeitos de extorquirem homem dentro de oficina de motos em Rio das Ostras

Depois de dois anos, a PM decidiu submeter a comselho de disciplina que pode decidir pela expulsão de seus quadros de quatro policiais militares acusados de extorsão em Rio das Ostras em dezemro de 2023. Segundo publicação no boletim interno da PMERJ, no dia 24 de dezembro daquele ano, os quatro policiais teriam extorquido em R$ 1.998 de um homem no interior de uma oficina de motos, no bairro Âncora. O alvo foi abordado pelos policiais militares. Por conseguinte, foi conduzido à Rua das Dálias, mesmo sem portar qualquer objeto ilícito. Em seguida, por volta das 16h31min,os acusados deixaram suas Câmeras Operacionais Portáteis (COPs) dentro da viatura e conduziram a vítima para fora, ocasião em que, mediante grave ameaça de prendê-la por tráfico de drogas, solicitaram a quantiade R$ 15.000,00 De acordo com o boletim interno, foi encaminhada denúncia anônima à Agência de Inteligência Classe “C” (AIC) da 6a Delegacia de Polícia Judiciária Militar (6a DPJM),versando sobre a conduta dos policiais militares, na companhia de um civil, no interior da comunidade dobairro Âncora, cobrando a entrega da quantia de R$ 15.000,00 A denúncia ainda destacava que, ao final, foi fechado acordo de pagamento da quantia de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a ser entregue aos denunciados, por volta de 00h00min, no final da Rua das Dálias, s/n. No mesmo ato, foi enviado vídeo contendo imagens com o número de série das notas que seriam entregues aos policiais militares. Diante dos fatos comunicados, por volta das 00h00min, agentes da 6a DPJM deslocaram-se até as proximidades do local informado para entrega dos valores acordados. Ato contínuo, os policiais militares foram abordados pelos agentes correcionais, que lograram êxito na localização de uma sacola contendo R$1.998,00 em espécie, próxima da viatura. Após conferência das notas acondicionadas, verificou-se que os números de série das notas coincidiam com aqueles constantes no vídeo encaminhado junto à denúncia anônima. Diante dos fatos, foi instaurado o Inquérito Policial Militar n.o 778/118/2023,CGPM n.o 2023267473, no âmbito administrativo militar, o qual instruiu a denúncia ministerial datada de 20AGO2025, oferecida pelo Membro do Ministério Público Estadual do Estado do Rio de Janeiro (MPERJ), em exercício na Auditoria de Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro (AJMERJ), tando de serviço), do Código Penal Militar, estando incursos nas penas neles previstas. E,m elação ao uso irregular da Câmera Operacional Portátil (COP), tal mérito foi objeto de apreciação administrativa durante a análise do IPM Port. 778/118/2023,CGPM n.o 2023267473, haja vista a extração do Documento de Razões de Defesa n.o 0867/118/2025, CGPM n.o 2025980439, que resultou na aplicação da punição de prisão por 01 (um) dia ao graduado, conforme publicação inserta no Boletim da PM n.o 148, de 15AGO2025, vide SISCOR/PMERJ. Por fim, é relevante consignar que no dia 16OUT2025, a Justiça recebeu a denúncia em epígrafe, inaugurando assim, a ação penal n.o 0102168-04.2025.8.19.0001, na qual os acusados figuram como réus. Nesta oportunidade, foram deferidas as medidas cautelares em desfavor dos militares cpmp a bem a decretação da suspensão da função pública e o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, a qual poderá ser cumprida no Fórum mais próxi-mo de sua residência, desde que comunicado a este Juízo para adoção das providências cabíveis, suspensão do porte de armas de fogos, devendo acautelar suas armas particulares e funcionais, que possam estar sob seus cuidados, nas RUMB da atual unidade em que está lotado, proibição de ausentar-se do Estado, bem como do país, sem a devida autorização judicial,

Traficante que foi alvo de resgate em delegacia e teve comparsas presos hoje controla favela há mais de uma década. Relembre escuta de anos atrás que mostrava seu poder

Informações da polícia e da Justiça revelam que o traficante Rodolfo Manhães Viana, o Rato, alvo de resgate no ano passado da delegacia de Campos Elíseos e que teve sua quadrilha hoje alvo de operação da Polícia Civil, controla a comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, há mais de uma década. Rato hoje está preso em penitenciária federal fora do estado. Uma investigação antiga, de 2013, mostrou que já naquela época, o bandido tinha grande poder na localidade. Uma escuta telefônica mostrou a autoridade do bandido frente aos comparsas. Ele reclamou de um integrante da quadrilha que já estava há quatro dais sem fornecer drogas suscitando sobre o prejuízo que isso daria ao tráfico diante da alta rentabilidade. “A FIRMA É RICA, O BAGULHO TEM QUE BOMBAR, O BAGULHO FAZ DINHEIRO, ENTÃO SE Nó5 FICAR NESSA DAI DIRETO SEM MERCADORIA, PARCEIRO, NÃO DÁ NÃO ENTENDEU? PORQUE NÓS TEM COMPROMISSOS, NOS TEM QUE COMPRAR VÁRIOS BAGULHOS, TEM QUE PAGAR VÁRIOS BAGULHOS E NOS VAI FICAR SEM MERCADORIA?”. Rato também dava ordens para não efetuar disparos à esmo visando não gastar desnecessariamente munições de arma de fogo.

Alvo de operação hoje que terminou com morte de um dos cabeças envolvido em morte e tentativa de homicídios de policiais, CV da Costa Verde tinha grupo de Whatsapp para monitorar a polícia e administrar o tráfico

Antes da operação de hoje em Paraty que resultou na morte do traficante Pablo Miguel Rodrigues Pereira, o Bigode, a polícia já tinha mapeada as principais lideranças do Comando Vermelho na região da Costa Verde. Segundo uma investigação, Bigode comandava o tráfico na comunidade da Glória mas a região tinha outras lideranças da facção como Vidigal, líder da Lambicada e Ronaldo, líder do Bracuhy. Todos integravam um grupo de Whatsapp chamado Família Angra CV que tinha outros bandidos de vulgos Sem Roupa, FB, Zóio, Maquinista, Pará, Pai ou Leleco (já morto), Bem Dez, “, “Goiaba”, “Cabelinho”, “Feio”, “Moleque” ou “menor”, “VK”, “DN”, Edmar, Gilberto, Naiara, Rhuam, entre outros. As comunidades da Costa Verde são abastecidas pelo Complexo do Alemão e a Rocinha não somente com drogas, mas ainda com mão de obra delinquente. Segundo informações apuradas, os participantes utilizavam-se deste grupo de mensagens para compartilhar informações pertinentes ao tráfico de drogas na Costa Verde, bem como promover o monitoramento das ações policiais, existindo 25 (vinte e cinco) membros como administradores, ou seja, operadores de telefones celulares com poder de incluir ou excluir membros. Morto hoje, Pablo Miguel reagiu à ação policial e optou pelo confronto armado contra as equipes. Além de comandar a venda de entorpecentes na região, ele incitava ataques contra agentes de segurança pública e também estava envolvido no homicídio de um policial civil, ocorrido em setembro do ano passado, no município de Angra dos Reis. Três integrantes da organização criminosa foram presos e foram apreendidas uma arma, drogas e anabolizantes. A operação desta quarta-feira teve como base uma investigação que apurou a tentativa de homicídio contra um policial militar, ocorrida em 17 de junho de 2025, em frente à residência da vítima. Na ocasião, criminosos fortemente armados efetuaram disparos de fuzil e pistola e fugiram após a reação do agente. O veículo utilizado na ação criminosa foi incendiado posteriormente, na tentativa de destruir provas. Durante a ação desta quarta-feira, os policiais civis foram covardemente atacados por criminosos armados. A escolha pelo confronto foi exclusiva dos integrantes da organização criminosa, que optaram por enfrentar o Estado com violência. Os agentes atuavam de forma legal, técnica e planejada, reagindo para preservar suas vidas e garantir a segurança da população. O líder da facção foi neutralizado durante o confronto. Além do envolvimento na tentativa de homicídio do militar, o narcotraficante neutralizado nesta quarta, está diretamente ligado ao homicídio do policial civil em setembro, no bairro Balneário, e Angra. Uma semana antes da execução do policial, o traficante ameaçou os agentes da delegacia de Angra. Na ocasião, o criminoso usou redes sociais para intimidar os agentes. Em uma das mensagens, “Bigode” disparou: “vai morrer todos, o sangue vai escorrer”, citando diretamente três policiais civis da delegacia, entre eles o próprio Elber, que morreu. .

Traficante do CV que ia ser resgatado de delegacia e que comanda a quadrilha alvo de operação policial hoje chegou a nomear seu substituto na liderança do grupo mas este acabou morrendo em tiroteio com a polícia

Os traficantes da comunidade do Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, alvos de operação hoje da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual do Rio, monitoram a presença de viaturas policiais e eventuais ações das forças de segurança nas imediações da referida localidade. Os membros da organização criminosa compartilham alertas em tempo real, orientações estratégicas e avisos preventivos, com o objetivo de ocultar entorpecentes de forma célere e eficaz diante de qualquer movimentação policial. A quadrilha que tem como líder o criminoso conhecido como Rato que foi alvo de tentativa de resgate na delegacia de Campos Elíseos no ano passado. Com a sua prisão, Rato já até tinha nomeado seu substituto, vulgo Murcho, mas este acabou sendo morto em operação policial dias depois da tentativa de resgate na unidade policial. Uma mulher lamentou na época a morte de Murcho e ainda sugeriu que havia X9 no meio dos traficantes. Segundo a Polícia Civil, os criminosos realizaram delitos para proteger comparsas envolvidos no ataque à distrital. Um dos pontos centrais da investigação foi a comprovação da existência de uma “caixinha” do tráfico, abastecida por lideranças locais, destinada a custear despesas de criminosos presos, aquisição de armamentos, compra de drogas e manutenção da estrutura do grupo. Os traficantes da Vai Quem Quer tem atuação integrada do tráfico de drogas com grupos do Comando Vermelho sediados na Rocinha e no Complexo da Penha.

Polícia diz ter frustrado plano de ataque terrorista no Centro do Rio

Após um trabalho silencioso e preciso de inteligência, policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) impediram a execução de um ataque terrorista, frustrando a ação criminosa antes que fosse colocada em prática. Os agentes deflagraram a “Operação Break Chain” e cumpriram dezenas de mandados de busca e apreensão, nesta segunda-feira (02/02), em endereços na capital, Região Metropolitana e no interior do estado, todos ligados a investigados que programavam manifestações antidemocráticas com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov, nesta segunda. Até o momento, três pessoas foram presas. A investigação teve início após a especializada tomar conhecimento da existência de grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados com o objetivo de organizar manifestações antidemocráticas, programadas para ocorrer nesta segunda, às 14h, em diversos estados do Brasil. No Rio de Janeiro, o ato seria realizado em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro. Inicialmente, a ação estava planejada para cumprir medidas cautelares contra quatro envolvidos. Após informações de inteligência e apuração dos agentes, contudo, outros 13 foram identificados nesta manhã, levando a autoridade policial representar por mais mandados de busca e apreensão, que foram deferidos pela Justiça. De acordo com o apurado, embora se identificasse como apartidário e anticorrupção, o grupo autodenominado “Geração Z” incitava e preparava atos de violência e terrorismo, além de estimular ataques contra estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos. O objetivo era provocar pânico, desordem e caos social.Os agentes identificaram que os integrantes do grupo compartilhavam conteúdos voltados à radicalização e ao confronto. Também foram encontradas orientações e materiais instrutivos para a confecção de artefatos incendiários improvisados, como o chamado “coquetel molotov”, além de bombas caseiras com bolas de gude e pregos em seu interior. As práticas evidenciam a intenção do grupo de causar destruição e caracterizam risco concreto à população.Os alvos dos mandados de busca e apreensão são investigados pelos crimes de incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. Todos são participantes ou administradores de grupos vinculados ao Rio de Janeiro e exerciam papel ativo e relevante, com incentivo direto à prática de atos violentos e direcionamento das ações planejadas, incluindo a escolha de um local sensível do cenário político fluminense para a realização do ataque.

Polícia tem duas linhas de investigação para triplo homicídio em Casimiro de Abreu (RJ) em janeiro: uma delas seria por conta que as vítimas moravam em área do CV, a outra que os criminosos sequestraram os alvos para ter acesso a contas bancárias e sacar dinheiro

A reportagem conseguiu detalhes sobre a investigação do triplo homicídio ocorrido em Casimiro de Abreu, no interior do Rio, no último dia 21 de janeiro, de acordo com o Triunal de Justiça do Rio de Janeiro As vítimas_ uma mulher, o marido e o pai dela_ foram capturadas no interior de suas residências em Rio das Ostras, amarradas, conduzidas em veículo pertencente à vítima Ernani e assassinadas em local ermo, às margens da Estrada da Macuca. As diligências iniciais apontam que as vítimas residiam em área dominada por facção criminosa (Comando Vermelho), onde foram identificadas pichações com os dizeres “X9 VAI MORRER”, inclusive em frente à residência, o que indica possível motivação ligada ao domínio territorial do tráfico de drogas, ainda sob apuração. Apurou-se que, no dia dos fatos, indivíduos não identificados utilizaram um ardil (colisão proposital com o veículo Honda Civic da vítima Ernani que estava estacionado em frete a casa da vítima) para chamar uma das vítimas ao portão, ocasião em que diversos criminosos invadiram o imóvel, imobilizaram as vítimas com fitas adesivas, conduziram-nas já amarradas e, posteriormente, as executaram com arma de fogo calibre 9mm, conforme vestígios periciais e relatos colhidos. No curso das investigações, restou apurado que uma das vítimas tinha recebido uma indenização consistente do contrato de trabalho, conforme estrato bancário arrecadado no interior da residência durante a perícia de local; As vítimas permaneceram por considerável período em poder dos criminosos; Foram subtraídos dois aparelhos celulares, pertencentes a Ernani e Tayná; A investigação aponta que foi altamente provável que as vítimas tenham sido coagidas a fornecer senhas bancárias e de aplicativos financeiros, diante da dinâmica do crime e do tempo de restrição da liberdade; Há fortes indícios de possível realização de transferências bancárias (PIX), movimentações atípicas, bem como utilização indevida de cartões de crédito e contas digitais, seja pelos autores diretos, seja por terceiros interpostos. A polícia quer ter o acesso às movimentações financeiras, extratos bancários, transferências, PIX, pagamentos, recebimentos, logs de acesso e dados cadastrais complementares das contas das vítimas no período imediatamente anterior e posterior ao crime considerando ser imprescindível para a elucidação dos fatos, permitindo: Por isso. a Justiça requereu o afastamento do sigilo bancário no período compreendido entre 01/12/2025 a 27/01/2026, intervalo temporal razoável e diretamente relacionado à preparação, execução e eventuais desdobramentos patrimoniais do crime.

Investigação confirma intenção do CV de formar um cinturão ao redor do complexo de presídios de Bangu

Investigação revelada no site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirma intenção de traficantes do Comando Vermelho de formar um complexo de comunidades integradas pela Vila Kennedy, Jardim Bangu e Catiri, de modo a circundar o Complexo Penitenciário de Gericinó e, assim, dominar a região de Bangu e Padre Miguel, consolidando um cinturão ao redor das unidades prisionais situadas na região. E para isso se formou o Bonde dos Crias, atuante na Vila Kennedy, qie tem por objetivo ocupar a Comunidade Catiri, hoje sob influência de ¿milicianos¿. O “Bonde dos Crias” trata-se de uma espécie de ¿tropa de choque do Comando Vermelho¿, especializada em incursões rápidas, ocupações de pontos estratégicos e confrontos diretos com milicianos e a maioria dos seus integrantes são jovens já envolvidos com o tráfico na VK e no Catiri, treinados para atuar com disciplina e violência. O processo encontra-se em sigilo e não conseguimos obter mais informações. Uma outra investigação também exposta no site do TJ-RJ, foi revelada a necessidade emergencial de desarticular a cúpula de comando da facção ¿Comando Vermelho¿ situada no Presídio Gabriel Ferreira de Castilho (Bangu 3) , como forma de interromper as represálias praticadas contra a população após a megaoperação ocorrida nos complexos do Alemão e da Penha, conter a escalada de violência e garantir a preservação da segurança pública na Região Metropolitana do Município do Rio de Janeiro.

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