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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Rabicó transformou o Complexo do Salgueiro em fortaleza do CV com quadrilha especializada em roubos de cargas, execuções e comboios armados em São Gonçalo

Apontado como um dos criminosos mais antigos e influentes de São Gonçalo, ANTÔNIO ILÁRIO FERREIRA, o “Rabicó” ou “Coroa”, transformou o Complexo do Salgueiro em um dos principais quartéis-generais do Comando Vermelho fora da capital fluminense, comandando uma quadrilha envolvida com tráfico de drogas, roubos de cargas, homicídios e ações armadas em diferentes regiões do estado. Segundo as investigações, o Complexo do Salgueiro — também conhecido como “G-84” — consolidou-se como uma base estratégica da facção em São Gonçalo, abrangendo comunidades dos bairros Porto do Rosa, Itaúna, Fazenda dos Mineiros, Palmeiras, Itaóca, Praia da Luz, Jardim São Lourenço e Recanto das Acácias. Os autos apontam que a organização utilizava barricadas, áreas de mata e a geografia da região para dificultar operações policiais e garantir o domínio territorial armado imposto pelo grupo. Rabicó aparece descrito como a principal liderança criminosa da região. Condenado a mais de 27 anos de prisão, ele foi preso em Pernambuco em 2008, mas, após deixar o sistema prisional, reassumiu o controle do tráfico no Complexo do Salgueiro e ampliou violentamente as atividades da facção. As investigações apontam que a quadrilha deixou de atuar apenas no tráfico de drogas e passou a explorar roubos de cargas, roubos de veículos, homicídios e ações armadas de grande impacto. Os autos descrevem uma organização criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas, homens fortemente armados e células específicas para cada modalidade criminosa. Segundo o Ministério Público, Rabicó exercia controle direto sobre diversas ações violentas praticadas pela quadrilha e era constantemente visto circulando armado ao lado de comparsas com fuzis. Fotografias reunidas na investigação mostram o traficante cercado por criminosos fortemente armados dentro do Complexo do Salgueiro. Em uma das imagens citadas nos autos, Rabicó aparece sentado no centro de um grupo de criminosos armados, incluindo integrantes apontados como lideranças da organização. Outra fotografia mencionada no relatório final mostra Rabicó portando uma arma de grosso calibre ao lado de RAFAEL TEIXEIRA GUIMARÃES PEIXOTO, o “Funil”, apontado como chefe da célula especializada em roubos da facção. Na mesma imagem aparece também o rapper Oruam segurando uma criança enquanto os criminosos ostentavam armamento pesado em uma área dominada pelo Comando Vermelho. Segundo os investigadores, Funil atuava como um dos principais homens de confiança de Rabicó e era responsável por coordenar roubos de cargas, veículos e joias em São Gonçalo e Niterói. A investigação sustenta que ele liderava ações criminosas de grande violência e impacto econômico, sempre com autorização direta da cúpula da facção no Salgueiro. Depoimentos reunidos nos autos descrevem momentos em que Rabicó apareceu pessoalmente supervisionando cargas roubadas dentro da comunidade. Uma das vítimas relatou que foi levada por criminosos armados até o interior da favela, onde Rabicó surgiu portando um fuzil e sendo tratado pelos comparsas como “chefe”. Segundo o depoimento, ele analisava notas fiscais das mercadorias roubadas e determinava para onde os produtos seriam levados. Outra testemunha afirmou que Rabicó coordenava o posicionamento dos caminhões roubados enquanto homens armados realizavam o transbordo das cargas. Os investigadores apontam que a organização não hesitava em utilizar violência extrema para manter o controle territorial e impor medo à população. Os autos descrevem uma facção fortemente armada, envolvida em confrontos constantes e homicídios ligados à disputa de território e manutenção do poder criminoso na região. Além do domínio em São Gonçalo, as investigações revelam que Rabicó mantinha contato com outras lideranças criminosas do Comando Vermelho em diferentes regiões do país. Entre os nomes citados aparece ISAÍAS DO BOREL, apontado como uma das lideranças da facção no Morro do Borel. Os investigadores também mencionam ligações com ARNALDO DA SILVA DIAS, o “Samurai”, criminoso associado a atividades da facção no Distrito Federal, além de contatos com integrantes identificados pelo vulgo “Bebezinha”. Segundo os autos, a estrutura liderada por Rabicó possuía forte articulação com diferentes núcleos criminosos e operava como uma engrenagem armada voltada ao fortalecimento territorial do Comando Vermelho em São Gonçalo. O material reunido pela investigação descreve a quadrilha como uma organização criminosa violenta, hierarquizada e fortemente armada, responsável por transformar o Complexo do Salgueiro em uma das áreas mais estratégicas do Comando Vermelho no estado do Rio de Janeiro.

Rabicó (CV) usava mulheres da família, empresas de reciclagem e frota de veículos para esconder fortuna milionári em São Gonçalo

O esquema financeiro montado pelo traficante Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, ia muito além do simples uso de empresas de fachada para ocultar dinheiro do tráfico. As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público revelam uma estrutura criminosa altamente profissionalizada, sustentada por familiares, operadores financeiros, contas bancárias de terceiros, veículos registrados em nome de pessoas próximas e empresas do ramo de reciclagem usadas para dar aparência de legalidade a milhões de reais movimentados pelo Comando Vermelho em São Gonçalo. Embora a operação deflagrada nesta semana tenha chamado atenção pela prisão da companheira do traficante, Raquel, os documentos mostram que o principal alvo das autoridades é desmontar uma engrenagem financeira sofisticada que, segundo os investigadores, vinha sendo estruturada há anos para blindar o patrimônio da facção. Núcleo familiar era usado para esconder patrimônio do traficante As investigações apontam que Rabicó utilizava pessoas do próprio círculo familiar para dificultar o rastreamento de bens e valores obtidos com o tráfico de drogas, roubos, extorsões e outras atividades criminosas. A companheira do traficante, Raquel, aparece inserida justamente nesse contexto de ocultação patrimonial. Segundo os autos, familiares e pessoas próximas atuavam como interpostas pessoas — os chamados “laranjas” — registrando veículos, movimentando contas bancárias e mantendo bens formalmente desvinculados do nome do chefe do tráfico. Os investigadores afirmam que veículos utilizados pela estrutura criminosa apareciam registrados em nomes de parentes e pessoas ligadas ao núcleo familiar, estratégia considerada fundamental para impedir bloqueios patrimoniais e dificultar a identificação da origem dos recursos. Esses automóveis, segundo as apurações, não serviam apenas para uso pessoal. Eles eram utilizados em deslocamentos operacionais da facção, transporte de dinheiro, apoio logístico e circulação de integrantes do grupo criminoso entre áreas dominadas pelo Comando Vermelho. As autoridades identificaram ainda incompatibilidade entre o patrimônio mantido pelos familiares e a renda oficialmente declarada por eles. Esquema de lavagem girava milhões através de operador conhecido como “Tec” O principal responsável pela movimentação financeira da organização seria Alex Sandro Ferreira de Araújo, conhecido como “Tec” ou “Tek”, apontado como homem de confiança de Rabicó e peça central do núcleo financeiro do grupo. Relatórios de inteligência financeira do COAF revelaram que Tec movimentou R$ 72.932.144,00 entre agosto de 2020 e setembro de 2024. Segundo as investigações, foram identificados: Os investigadores apontam que o padrão é típico de organizações criminosas especializadas em lavagem de capitais. Depósitos fracionados eram usados para escapar da fiscalização As autoridades identificaram ainda o uso do método conhecido como “smurfing”, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro. O sistema consistia em dividir grandes quantias em depósitos menores realizados em caixas eletrônicos espalhados por diferentes cidades do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo era evitar movimentações únicas de alto valor que pudessem gerar alertas automáticos nos órgãos de controle financeiro. Além disso, as investigações revelaram o uso de chamadas “contas de passagem”, utilizadas apenas para receber e repassar rapidamente os valores ilícitos. Segundo o Ministério Público, muitas dessas contas pertenciam a moradores de áreas controladas pelo Comando Vermelho no Complexo do Salgueiro e em outras comunidades da região. Os relatórios apontam que diversos titulares dessas contas não possuíam renda compatível com os valores movimentados. Alguns eram cadastrados em programas assistenciais do governo e, ainda assim, apareciam vinculados a movimentações financeiras consideradas milionárias. Empresas de reciclagem eram usadas para dar aparência legal ao dinheiro do tráfico Outro braço importante da estrutura era o núcleo empresarial, composto por empresas ligadas ao ramo de reciclagem. Segundo o Ministério Público, Rabicó já utilizava esse tipo de atividade para ocultar patrimônio desde 2008, quando foi preso anteriormente. Agora, as investigações apontam que o modelo foi ampliado e profissionalizado. As empresas analisadas apresentavam características consideradas típicas de fachada: Os investigadores afirmam que essas empresas eram utilizadas para inserir o dinheiro do tráfico na economia formal, mascarando a origem ilícita dos recursos. Estrutura financeira sustentava o poder do CV em São Gonçalo As autoridades sustentam que o esquema financeiro montado por Rabicó era essencial para manter o funcionamento do Comando Vermelho no Complexo do Salgueiro e em outras áreas de São Gonçalo. Segundo os investigadores, o dinheiro lavado através da estrutura era usado para financiar compra de armas, logística da facção, pagamento de criminosos, manutenção de pontos de tráfico e expansão territorial do grupo. Os documentos apontam ainda que a organização criminosa possuía divisão clara de funções entre operadores financeiros, familiares, empresários ligados ao esquema e integrantes armados da facção. Embora a operação desta semana tenha sido divulgada principalmente pela prisão da companheira de Rabicó, os autos mostram que as autoridades enxergam a estrutura financeira da facção como um dos pilares mais importantes do poder criminoso exercido pelo grupo na região.

Alvo de operação de hoje que prendeu sua mulher, Rabicó expandiu seus domínios em São Gonçalo e tinha esquema de envio de armas diretamente da fronteira com o Paraguai

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio revelou detalhes de um esquema interestadual de envio de armas para traficantes do Comando Vermelho em São Gonçalo, envolvendo fornecedores ligados à fronteira com o Paraguai e integrantes da facção que atuam no Complexo do Salgueiro e no Jardim Catarina. Segundo documentos obtidos pela reportagem, o traficante Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó” ou “Coroa”, apontado como uma das principais lideranças do CV na região, mantinha contato com fornecedores responsáveis pelo abastecimento de armamentos destinados à facção. As investigações apontam que parte das armas chegava ao Rio de Janeiro a partir de Foz do Iguaçu, no Paraná, área considerada estratégica para o tráfico internacional de armamentos vindos do Paraguai. Outro fornecedor citado nos autos é um homem identificado pelo vulgo “Imperador”, apontado como um dos responsáveis pelo fornecimento bélico da organização criminosa. Arsenal pesado abastecia comunidades dominadas pelo CV A estrutura investigada abasteceria traficantes que atuavam no Complexo do Salgueiro e também no Jardim Catarina, para onde o grupo criminoso expandiu suas operações nos últimos anos. De acordo com o Ministério Público, integrantes da facção eram frequentemente vistos circulando com armamento pesado nas comunidades controladas pelo grupo. Em uma das operações realizadas anteriormente no Salgueiro, agentes apreenderam munições de calibre 5.56, pistolas e carregadores de fuzil, reforçando as suspeitas sobre a existência de uma rota permanente de abastecimento de armas para o Comando Vermelho em São Gonçalo. Rabicó ampliou domínio do CV após deixar a prisão As investigações mostram que Rabicó reassumiu o comando do tráfico no Complexo do Salgueiro após deixar a prisão, em novembro de 2019. A partir daí, segundo os investigadores, o criminoso ampliou os domínios da facção para o Jardim Catarina, uma das maiores comunidades de São Gonçalo. Além do tráfico de drogas, o grupo é acusado de participação em roubos de carga, extorsões contra comerciantes e moradores e venda de cargas roubadas. A denúncia aponta ainda que a quadrilha possuía divisão de tarefas bem definida. Rafael Teixeira Guimarães Peixoto, o “Funil”, seria um dos principais homens de confiança de Rabicó e responsável pelo recebimento de drogas, armas e munições que chegavam às áreas controladas pela facção. Já Luan Lourenço Laube, conhecido como “Bola”, atuaria no transporte de drogas entre comunidades dominadas pelo CV. Jhonny Ribeiro da Silva é apontado como participante da movimentação de drogas e de confrontos armados entre facções rivais. Leonardo Riccio de Almeida Barros, o “Léo da Providência”, teria função de segurança pessoal de Rabicó e atuação armada nas bocas de fumo. Operação desta sexta teve mulher de Rabicó presa A nova ofensiva da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira teve como alvo a estrutura criminosa ligada ao traficante. Durante a operação, a companheira de Rabicó foi presa pelos agentes. O caso tramita na Vara Criminal Especializada em Organizações Criminosas, após a Justiça reconhecer que o grupo atuava de forma estruturada e armada em diferentes regiões de São Gonçalo. A investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) revelou uma sofisticada estrutura criminosa voltada à ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas, principalmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Segundo os levantamentos da especializada, o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões. As ações ocorrem simultaneamente em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Também são cumpridos mandados em outros estados, incluindo cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A operação é resultado de aproximadamente um ano e quatro meses de investigação da DRE-CAP, que identificou uma estrutura criminosa com atuação interestadual voltada à lavagem de dinheiro para a facção. Os mandados de prisão, busca e apreensão e as medidas patrimoniais foram deferidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Combate ao Crime Organizado, após denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante as investigações, os agentes captaram diálogos envolvendo Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, e o principal operador financeiro da facção. Segundo a apuração, ele era responsável pela lavagem de dinheiro, gerenciamento de empresas de fachada, movimentações bancárias e utilização de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos. As diligências apontaram que o investigado atuava como verdadeiro gestor financeiro da organização criminosa. O esquema utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e intensa movimentação financeira entre empresas ligadas ao grupo para conferir aparência de legalidade aos recursos oriundos do tráfico. A investigação identificou ainda que empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais diretamente para contas do investigado e de empresas controladas por ele, funcionando como engrenagens de financiamento do narcotráfico. A DRE-CAP também apurou indícios de receptação qualificada, aquisição de materiais de origem suspeita e pulverização de recursos em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento dos valores. Durante a apuração, equipes da DRE realizaram monitoramentos que identificaram áreas utilizadas para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos vinculados ao operador financeiro, reforçando os indícios de integração das atividades ilícitas à cadeia de lavagem de dinheiro da facção. Os valores movimentados pelo esquema foram identificados a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF/COAF), análises bancárias, afastamentos de sigilos fiscal, telefônico e telemático, além de cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais realizados ao longo da investigação. O MPRJ enunciou e obteve 55 mandados de prisão preventiva contra integrantes da quadrilha de Rabicó. s.A denúncia do GAECO/MPRJ relata que, sob a liderança do denunciado Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, o Comando Vermelho consolidou no Complexo do Salgueiro um quartel-general fora da capital fluminense, abrangendo as comunidades localizadas nos bairros do Porto do Rosa, Itaúna, Fazenda dos Mineiros, Palmeiras, Itaóca, Praia da Luz, Jardim São Lourenço e Recanto das Acácias.Ainda De acordo com a denúncia, “Rabicó” estruturou, com o auxílio dos demais denunciados, uma

Traficante que foi batizado pelo CV no RJ e se tornou chefe da facção no interior de SP comanda envio de armas para bandidos cariocas. Esquema conta com CAC e loja de armas

Uma investigação do GAECO de Piracicaba revelou a existência de um esquema instalado no interior de São Paulo voltado ao fornecimento de armas para traficantes do Rio de Janeiro, especialmente integrantes do Comando Vermelho (CV). No centro da apuração aparece Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto, conhecido como “Léo Bode”, apontado como articulador do armamento destinado à facção carioca. Segundo o Ministério Público, Léo Bode foi “batizado” pelo Comando Vermelho no RJ e hoje exerce papel de liderança da facção em áreas do interior paulista, sendo apontado ainda como responsável por ordenar execuções e ataques contra rivais ligados ao PCC em Rio Claro. A investigação teve origem após a Operação Contenção, deflagrada em maio de 2025, que levou à prisão de um comerciante de armas suspeito de abastecer o CV. A partir daí, promotores passaram a rastrear uma estrutura empresarial usada para dar aparência de legalidade ao comércio clandestino de armamentos. Loja de armas e viagens constantes ao Rio De acordo com o procedimento investigatório, uma empresa do ramo esportivo sediada em Americana, no interior paulista, passou a ser monitorada após suspeitas de que estaria sendo utilizada como fachada para negociações ilegais de armas. Os investigadores identificaram viagens frequentes ao Rio de Janeiro realizadas em veículos registrados em nome da empresa. Os deslocamentos coincidiam, segundo o GAECO, com a continuidade das atividades criminosas mesmo após a prisão do principal investigado na Operação Contenção. Levantamentos feitos por radares inteligentes mostraram que os veículos circularam repetidamente pela Região Metropolitana do Rio, área de influência do Comando Vermelho. Conversas revelam contatos diretos com criminosos do Rio A quebra telemática autorizada pela Justiça aprofundou as suspeitas. A análise de mensagens de WhatsApp revelou contatos permanentes com pessoas ligadas ao crime organizado fluminense, inclusive utilizando números internacionais associados a comunidades dominadas pela facção. Os investigadores afirmam que criminosos com maior estrutura costumam utilizar linhas estrangeiras para dificultar o rastreamento policial. Um dos números identificados possuía prefixo colombiano e, segundo o relatório, era usado em comunidades do Rio controladas pelo CV. CAC é apontado como peça do esquema Outro ponto considerado grave pelos investigadores envolve a participação de um CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) no esquema. Um homem conhecido como “Galego”, preso em Rio Claro com drogas e armas, mantinha em seu acervo um fuzil calibre 7.62 e pistolas 9mm que não foram localizadas durante as buscas, levantando a suspeita de que os armamentos já estivessem em circulação nas mãos da facção. Ainda segundo o Ministério Público, armas registradas em nome de Léo Bode foram encontradas na residência do suspeito. Parte da documentação de tráfego desses armamentos teria sido assinada pelo pai de um dos investigados presos anteriormente por envolvimento no abastecimento do Comando Vermelho. Facção carioca expandindo influência em São Paulo Os documentos do GAECO indicam que Léo Bode atua como elo entre criminosos paulistas e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro, fortalecendo uma rota interestadual de armas e drogas. A investigação aponta que ele passou a comandar ações violentas em Rio Claro após ser incorporado à facção carioca, promovendo ataques contra integrantes do PCC e ampliando a influência do CV em cidades do interior paulista. Agora, o Ministério Público busca aprofundar a análise dos celulares apreendidos e rastrear o destino final das armas encontradas em um fundo falso de uma loja investigada no esquema.

Operador financeiro do Comando Vermelho chegou a ser preso durante operação contra a quadrilha de Adilsinho levantando suspeitas sobre possível ligação da facção com a contravenção

Uma revelação contida em decisão judicial escancarou uma conexão explosiva entre integrantes do Comando Vermelho e um dos principais alvos das investigações contra a contravenção no Rio de Janeiro: um homem apontado como operador financeiro da facção foi preso justamente durante uma operação contra o grupo do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”. O investigado aparece nos autos como responsável por movimentações financeiras clandestinas em benefício da cúpula do Comando Vermelho, incluindo operações ilegais de câmbio em dólares destinadas ao traficante Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, atual chefe da facção no Complexo do Alemão. Segundo a investigação, Igor integrava o chamado núcleo financeiro da organização criminosa e teria atuado diretamente na ocultação e dissimulação de recursos oriundos do tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outras atividades do CV. O detalhe que chamou atenção dos investigadores — e que até então não havia sido divulgado — é que o operador financeiro do Comando Vermelho acabou preso em março de 2025 numa operação policial voltada justamente contra as atividades ilícitas atribuídas ao grupo do mafioso do jogo do bicho “Adilsinho”. A informação cria um elo inédito entre um personagem apontado como lavador de dinheiro do Comando Vermelho e uma investigação ligada à estrutura financeira da contravenção carioca. Dólares para o CV e ligação com esquema investigado na contravenção Os autos apontam que, em abril de 2024, Igor teria realizado uma operação clandestina de câmbio no valor de US$ 60 mil para beneficiar diretamente “Pezão”, uma das lideranças máximas do CV no Rio. As tratativas, segundo a investigação, envolveram ainda outros integrantes do grupo, incluindo operadores políticos e logísticos ligados à facção. Mesmo com esse histórico descrito pelos investigadores, Igor acabou aparecendo posteriormente no radar da operação contra “Adilsinho”, acusado de integrar organização criminosa ligada a esquemas financeiros ilícitos. O operador foi preso durante a ofensiva policial, mas acabou libertado meses depois, respondendo atualmente em liberdade.

Milicianos de Rio das Pedras são acusados de sequestrar e executar dois jovens dados como desaparecidos após verem no celular de um deles fotos com armas

João ícaro Alves Sousa, de 19 anos, foi visto pela última vez no dia 26 de fevereiro por volta da 1h saindo da comunidade da Muzema, no Itanhangá, indo em direção a Taquara, mas não teria chegado ao seu destino. O rapaz estava em sua moto, de cor azul, modelo PCX. Segundo informações da Justiça, a mãe de João disse que foi informada que o filho e um outro rapaz quando passavam pela Taquara foram interceptados por criminosos armados e foram levados para a localidade conhecida como “Carangueijo”, onde foram agredidos e executados. A namorada de João afirmou que quando soube do desaparecimento da vítima foi até a comunidade Rio das Pedras e que um indivíduo de vulgo “LC” informou que no celular da outra vítima Jadson haviam fotos dele portando armas de fogo o que teria motivado a execução dos rapazes, após serem agredidos por milicianos. Dois suspeitos foram denunciados pelo crime, entre eles o irmão de um dos lideres da milícia de Rio das Pedras.. O reconhecimento dos acusados, realizado em sede policial, se deu por meio de álbum de fotografia, sendo este o único indício existente nos autos, por ora, de que os denunciados foram os autores do delito imputado na denúncia. Portanto, ainda não houve decretação de prisão.

Justiça manda prender “Flamengo”, apontado como chefão do TCP em Duque de Caxias, por execução de policial militar

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Leandro Santos Sabino, o “Flamengo”, apontado pelas investigações como um dos principais líderes do TCP em Duque de Caxias, acusado de participação na execução brutal de um policial militar em outubro de 2023. Além de Flamengo, também tiveram a prisão decretada Wilian Teixeira da Silva, o “Neymar”, e Charles Wallace dos Santos Targino, o “Lalá”. Os três vão responder por homicídio qualificado no Tribunal do Júri. Segundo a denúncia do Ministério Público, o assassinato foi cometido com características típicas de uma ação de guerra do tráfico: emboscada, armamento pesado, divisão de tarefas e destruição de provas após o crime. A vítima foi atacada com diversos disparos de fuzis calibres 7,62 e 5,56, armamentos normalmente utilizados por facções criminosas em confrontos armados. EXECUÇÃO TERIA SIDO RETALIAÇÃO DO TCP De acordo com a investigação, o policial militar foi morto em uma ação ligada diretamente à atuação do TCP na Baixada Fluminense. A denúncia afirma que os criminosos agiram por “motivação torpe” e em represália à atuação funcional da vítima como policial. O Ministério Público sustenta que os acusados participaram de uma emboscada cuidadosamente planejada, utilizando armas de guerra para garantir a execução. A decisão judicial destaca que os investigados fariam parte de uma organização criminosa armada com forte atuação territorial em Duque de Caxias. JUSTIÇA APONTA PERICULOSIDADE EXTREMA Ao decretar a prisão preventiva, a Justiça ressaltou a extrema gravidade do caso e o elevado nível de organização dos criminosos. Segundo a decisão: Um dos pontos destacados pela Justiça foi o incêndio do veículo utilizado na ação criminosa, apontado como tentativa de dificultar as investigações. O magistrado também afirmou que os acusados apresentam alto grau de periculosidade e que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade do caso. “FLAMENGO” É APONTADO COMO LIDERANÇA DO TCP Entre os denunciados, o nome que mais chama atenção é o de Leandro Santos Sabino, o “Flamengo”, apontado nas investigações como uma das principais lideranças do TCP em Duque de Caxias. Investigadores afirmam que o criminoso possui forte influência em áreas dominadas pela facção na Baixada Fluminense e seria ligado a ações armadas da organização criminosa. A decisão que autorizou a prisão preventiva reforça que os acusados estariam inseridos em uma facção fortemente armada e com capacidade de promover novos ataques violentos. GUERRA CONTRA AGENTES DE SEGURANÇA O caso é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um episódio da escalada de violência promovida por facções criminosas contra agentes do Estado no Rio de Janeiro. A utilização de fuzis de guerra, emboscadas e ações coordenadas tem preocupado investigadores, principalmente em regiões da Baixada Fluminense dominadas por grupos fortemente armados. Com o recebimento da denúncia, os acusados passam agora a responder formalmente pelo homicídio qualificado do policial militar perante a Justiça.

Bicheiros contrataram traficantes do TCP para cometer assassinato na Zona Oeste do Rio. Atirador trabalhava para ‘quem pagasse mais’

A investigação sobre a execução de Fábio Romualdo Mendes, morto em 2021 em Vargem Pequena, revelou um detalhe explosivo que expõe um novo patamar da ligação entre contravenção e tráfico no Rio: integrantes de um grupo ligado ao bicheiro Rogério Andrade teriam recorrido a um traficante associado ao TCP para executar um homicídio ligado à guerra interna do jogo do bicho na Zona Oeste, que agora é Zona Sudoeste O caso, que voltou aos holofotes após decisões recentes da Justiça, mostra como criminosos da contravenção passaram a utilizar a estrutura armada de facções para resolver disputas territoriais e eliminar adversários. Segundo a Delegacia de Homicídios, o traficante conhecido como Jonathan Esquilo, apontado como integrante do TCP e suspeito de diversos assassinatos na Zona Oeste, teria sido contratado para atuar diretamente na execução de Fábio. Em depoimento considerado um dos mais impactantes do processo, o delegado responsável pela investigação afirmou que Jonathan “matava para milícia, para o tráfico e para a contravenção”, funcionando como uma espécie de matador de aluguel da guerra criminosa na região. A polícia sustenta que o criminoso atuava principalmente em áreas como Vargem Grande e Guaratiba e que, nos últimos anos, passou a integrar o TCP, sem abandonar os serviços prestados a outros grupos criminosos. Segundo a investigação, Jonathan Esquilo era conhecido justamente por atuar para quem oferecesse mais dinheiro, independentemente de facção ou organização criminosa. O delegado afirmou em juízo que o traficante “matava para quem pagasse mais”, sendo usado em execuções ligadas ao tráfico, à milícia e até à contravenção. CONTRAVENÇÃO E FACÇÃO: A ALIANÇA QUE ASSUSTA INVESTIGADORES O ponto central da investigação não é apenas o homicídio em si — amplamente noticiado na época — mas a revelação de que a guerra do jogo do bicho na Zona Oeste passou a envolver diretamente traficantes armados do TCP. De acordo com a DH, o grupo ligado a Rogério Andrade e ao bicheiro Flávio da Mocidade teria recorrido a criminosos especializados em execução para eliminar pessoas associadas ao grupo rival de Márcio Araújo, preso por outros crimes ligados à contravenção. As investigações apontam que Jonathan Esquilo foi escolhido justamente por sua fama de pistoleiro profissional disposto a atuar para qualquer organização criminosa mediante pagamento. Outro nome citado no processo é o de Caio Piloto, apontado como responsável por conduzir a motocicleta usada na emboscada. Piloto também é membro do TCP era um dos responsáveis pelos confrontos na disputa de território em Vargem Grande e Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A polícia afirma que a arma utilizada no assassinato foi relacionada, por confronto balístico, a outros homicídios atribuídos ao traficante do TCP. Jonathan Esquilo acabou morto posteriormente em confronto com milicianos. GUERRA INTERNA NA ESTRUTURA DE ROGÉRIO ANDRADE Segundo depoimentos colhidos pela Delegacia de Homicídios, existia uma disputa interna entre braços operacionais ligados à estrutura de Rogério Andrade na Zona Oeste. O delegado responsável pelo caso afirmou que, após a prisão de Márcio Araújo, integrantes ligados a Flávio da Mocidade tentaram assumir áreas de exploração ilegal e eliminar aliados do grupo rival. Fábio Romualdo Mendes, segundo a investigação, era considerado homem de confiança de Márcio Araújo e teria sido executado justamente por causa dessa guerra. A investigação aponta que o grupo criminoso atuava de forma organizada, com divisão clara de funções: As quebras de sigilo revelaram mensagens sobre o monitoramento da vítima, tentativas anteriores de execução e comemoração após o crime. Segundo a investigação, um dos envolvidos chegou a enviar vídeo da vítima baleada logo após os disparos. POLICIAL MILITAR E MATADORES DE ALUGUEL Outro ponto considerado alarmante pelos investigadores é a presença de um policial militar entre os integrantes apontados como participantes da organização criminosa. A DH também identificou movimentações envolvendo transporte de armas, circulação de fuzis e acesso a criminosos especializados em homicídios por encomenda. Os autos descrevem uma estrutura onde contraventores, traficantes, PMs e matadores profissionais atuariam em conjunto na disputa por territórios e dinheiro na Zona Oeste do Rio. JUSTIÇA LEVA ACUSADO A JÚRI Após a instrução criminal, a Justiça decidiu levar um dos acusados ao Tribunal do Júri por entender que existem indícios suficientes de participação no planejamento do homicídio. Mesmo com parte dos investigados impronunciados nesta fase, o processo escancarou um dos cenários mais perigosos já revelados sobre a aproximação entre a contravenção carioca e facções armadas do tráfico. Para investigadores, o caso mostra que a guerra do jogo do bicho deixou de ser apenas uma disputa entre bicheiros e passou a envolver diretamente criminosos do TCP, milicianos e grupos armados especializados em execuções.

MP quer tirar de Búzios julgamento de PMs acusados de executar Horácio e diz que réus integram milícia que atua na Zona Oeste e Baixada

A execução de Horácio Carvalho, apontado como ex-chefe de milícia com atuação na Zona Oeste do Rio, e de Maicon, dentro de uma lanchonete em Armação dos Búzios, ganhou um novo capítulo: o Ministério Público pediu que o julgamento dos acusados saia da Região dos Lagos por considerar que a cidade não tem estrutura nem ambiente de segurança para realizar o Tribunal do Júri. Na petição, o MP sustenta que os quatro acusados — entre eles policiais militares e um policial penal — não seriam apenas autores de um duplo homicídio de repercussão estadual. Segundo a acusação, eles integrariam uma milícia estruturada, armada e com atuação permanente em áreas da Zona Oeste do Rio e em municípios da Baixada Fluminense, organização que disputava território e influência com o grupo ligado a Horácio. Para o Ministério Público, o caso extrapola um homicídio comum: seria um episódio de confronto entre grupos paramilitares com capacidade de intimidação e histórico de violência. De acordo com a denúncia, na madrugada de 3 de maio de 2023, os acusados teriam saído do Rio de Janeiro e percorrido dezenas de quilômetros até Búzios para localizar Horácio. O alvo estava no estabelecimento Gaúcho Burguer & Beer, no bairro Manguinhos. Ainda segundo os autos, Horácio e Maicon foram surpreendidos e atingidos por diversos disparos. Funcionários que estavam no local escaparam da morte porque conseguiram se proteger durante os tiros e acabaram feridos por estilhaços. Após o ataque, os suspeitos tentaram deixar a cidade, mas acabaram interceptados por policiais militares antes de sair de Búzios. Com eles, segundo o processo, foram apreendidos: Na reconstrução feita pelo Ministério Público, o arsenal e a forma de execução reforçariam a tese de uma ação planejada e típica de grupo criminoso organizado. O pedido de desaforamento insiste que o ponto central não é apenas a gravidade do crime, mas quem são os envolvidos e o alcance territorial da organização atribuída aos acusados. O MP descreve o grupo como uma estrutura com características de milícia: atuação armada, domínio de áreas, obtenção de lucro ilegal e emprego recorrente de violência para manutenção de influência. Segundo a peça, essa rede teria presença especialmente na Zona Oeste da capital e na Baixada Fluminense, regiões historicamente marcadas por disputas entre grupos armados. Na visão da promotoria, levar esse julgamento ao Tribunal do Júri de Búzios colocaria pressão excessiva sobre jurados de uma cidade pequena, onde a repercussão do caso teria produzido ambiente de temor. O texto cita que o município não estaria preparado para absorver um julgamento com esse nível de risco operacional, mencionando preocupações com: O pedido lembra ainda que, em fases anteriores do processo, atos judiciais já precisaram ter medidas diferenciadas por razões de segurança. Por isso, o Ministério Público quer que o julgamento seja transferido para uma comarca com estrutura maior — defendendo, inclusive, a possibilidade de realização na capital. Na prática, a tese apresentada é que Búzios virou palco de um acerto de contas entre grupos milicianos que nasceram fora da cidade — e que o peso desse conflito hoje impede que o caso seja julgado ali com tranquilidade institucional.

Investigação revela que CV tomou a pacata cidade de Bom Jardim, no interior do RJ

Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio descreve um cenário de expansão do Comando Vermelho em Bom Jardim, na Região Serrana, com atuação estruturada em bairros da cidade, monitoramento permanente da movimentação policial e manutenção de atividades criminosas mesmo com parte das lideranças presa. Segundo o documento encaminhado à Justiça, 21 investigados teriam integrado uma associação voltada ao tráfico de drogas com atuação principalmente nos bairros dos Alves e Jardim Boa Esperança (BNH), apontados pelos investigadores como áreas onde o grupo buscava consolidar presença territorial. De acordo com a acusação, a organização mantinha uma divisão interna de funções semelhante a uma estrutura empresarial clandestina: havia responsáveis pelo comando, gerenciamento financeiro, armazenamento e distribuição de drogas, transporte de entorpecentes, fornecimento de armas, prestação de contas e vigilância para antecipar ações policiais. Um dos elementos destacados pelo MP é que o comando do grupo, segundo a investigação, continuava ativo mesmo com lideranças encarceradas. A denúncia sustenta que ordens eram transmitidas por telefone e aplicativos de mensagens, permitindo manter o funcionamento do esquema fora dos presídios. Os autos descrevem que o grupo operava por meio de um canal de comunicação no WhatsApp chamado “Tropa do Gato Preto”, usado diariamente para trocar alertas sobre presença policial e proteger a atividade do tráfico. Segundo a denúncia, os integrantes monitoravam em tempo real diversos pontos considerados estratégicos dentro do município. Nas conversas e levantamentos citados pelo Ministério Público aparecem referências a áreas identificadas pelos próprios investigados como “Iraque”, “Iraq”, “BNH”, “Pistão”, “Pistão Iraque”, “Pistão BNH”, “Angico”, “Rodo”, “Rodinho”, “Altos”, “Pombal”, “Cemitério”, “12”, “15”, “Rua do Seu Erly”, “Volta da Cachoeira”, “Ponte do Sinal”, “CT”, “Quadra”, “Galpão” e “Bolívia”. Para os investigadores, esses nomes funcionariam como uma espécie de mapa operacional da associação, indicando locais de vigilância, circulação de integrantes e áreas usadas para sustentar a venda de drogas. Ainda conforme o Ministério Público, maconha e cocaína seriam comercializadas em embalagens diferenciadas por cores, símbolos e inscrições para facilitar identificação, separação de quantidades e venda. A denúncia também afirma que integrantes monitoravam viaturas para avisar sobre abordagens e operações, reduzindo o risco de apreensões e prisões em flagrante. Outro ponto citado pelo MP é o uso de violência e intimidação para preservar o controle interno do grupo. O documento menciona ainda emprego de armas, suposta participação de adolescentes em funções ligadas ao tráfico e referências a pichações atribuídas à facção em pontos da cidade. Ao pedir prisões preventivas, o Ministério Público argumentou que o grupo teria criado uma estrutura permanente para manter o tráfico funcionando e dificultar a atuação das forças de segurança. Os denunciados terão direito ao contraditório e à ampla defesa ao longo do processo judicial.

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