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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

“Testemunhas detalham atuação de grupo de extermínio ligado ao TCP: execuções, ‘botes’ e mortes sob encomenda” para milícia, tráfico e contravenção

Recentemente, nossa reportagem publicou uma matéria informando que traficantes do Terceiro Comando Puro foram contratados para cometer um assassinato para pessoas ligadas ao bicheiro Rogério Andrade. Depoimentos prestados à Justiça e documentos de investigações da Delegacia de Homicídios revelam detalhes da atuação do grupo de extermínio formado por esses traficantes que, segundo investigadores, realizava assassinatos sob encomenda para diferentes setores do crime organizado no Rio de Janeiro. No centro das investigações aparecem Jhonathan Borges dos Reis, conhecido como “Esquilo”, já morto, e Caio Siqueira Ribeiro, o “Caio Piloto”, apontados por policiais civis como uma dupla especializada em execuções. Segundo os relatos reunidos nos processos, eles não estariam vinculados exclusivamente a uma única organização criminosa. Pelo contrário: a dupla teria prestado serviços para milicianos, traficantes e até integrantes da contravenção, funcionando como verdadeiros pistoleiros de aluguel. “Matavam para quem contratasse” Um dos trechos mais impactantes dos depoimentos foi dado pelo delegado Leandro Teixeira Costa, que atuou nas investigações. Segundo ele, as apurações apontaram que a dupla construiu uma reputação de extrema violência na Zona Oeste. “Eles começaram a se envolver com o crime e começaram a matar por aluguel, indiscriminadamente. Matavam para a milícia, matavam para o tráfico, quem contratasse eles matavam”, afirmou o delegado em juízo. A declaração reforça a suspeita de que o grupo não possuía fidelidade a uma única facção ou estrutura criminosa, atuando conforme os interesses de quem estivesse disposto a pagar pelas execuções. Execuções em série De acordo com os investigadores, diversas equipes da Delegacia de Homicídios chegaram ao nome da dupla durante apurações distintas. O modus operandi era praticamente sempre o mesmo. As vítimas eram surpreendidas por uma motocicleta. Caio conduzia o veículo e Esquilo ocupava a garupa. Quando se aproximavam do alvo, os disparos eram efetuados rapidamente e os criminosos fugiam logo em seguida. O apelido “Caio Piloto”, segundo os próprios investigadores, surgiu justamente porque ele seria o responsável por conduzir motos e carros utilizados nas execuções. “Sempre que o Esquilo estava, o Caio estava junto pilotando”, relatou o delegado responsável pelas investigações. Morte de policiais entrou no radar da DH A gravidade das suspeitas aumentou quando os nomes da dupla passaram a aparecer em investigações relacionadas ao assassinato de agentes de segurança. Segundo depoimentos prestados à Justiça, Esquilo tornou-se alvo prioritário após ser apontado como envolvido em crimes contra policiais. Um dos investigadores afirmou que uma operação da Delegacia de Homicídios voltada para casos envolvendo agentes de segurança foi desencadeada justamente após a morte de policiais. “O que gerou a prisão dele foi a morte de um policial militar e de um policial penal”, declarou o delegado Leandro Costa durante audiência. As investigações também apontavam que, após os assassinatos, armas das vítimas teriam sido levadas pelos criminosos. Ligação com a contravenção Além da atuação para milicianos e traficantes, os investigadores também citaram envolvimento da dupla em crimes relacionados à contravenção. Um policial civil afirmou em juízo que Esquilo era tratado nas investigações como um matador profissional. “Era um matador até de aluguel, de contrato. Inclusive está envolvido em homicídio ligado à contravenção do jogo do bicho”, declarou. A afirmação reforça uma das principais linhas investigativas da Delegacia de Homicídios: a de que a dupla teria se transformado em uma espécie de braço armado utilizado por diferentes grupos criminosos. Do apoio à milícia à aproximação com facção As investigações indicam que a trajetória criminosa da dupla teria passado por diferentes fases. Inicialmente, segundo os policiais, os suspeitos circulavam em áreas dominadas por milicianos na região de Guaratiba, Vargem Grande e adjacências. Posteriormente, passaram a atuar em conflitos ligados ao tráfico de drogas. Segundo os investigadores, no fim da trajetória criminosa ambos já estavam diretamente ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP). Os depoimentos apontam que os dois chegaram a residir na comunidade da Vila do João, no Complexo da Maré, de onde saíam para realizar execuções e ações ligadas à expansão territorial da facção na Zona Oeste. Testemunha descreveu dupla como “matadores” Uma testemunha ouvida em outra investigação também atribuiu à dupla a prática de diversos homicídios. Segundo o depoimento, Esquilo e Caio eram conhecidos na região por realizar assassinatos sob encomenda. O relato afirma que: Esquilo seria o executor;Caio atuaria como motorista e pilotoExecuções ligadas aos chamados “botes” As investigações revelam que parte dos homicídios atribuídos à dupla estaria relacionada aos chamados “botes”, expressão utilizada no mundo do crime para designar furtos, roubos, desvios de dinheiro, drogas ou mercadorias pertencentes a traficantes e milicianos. Segundo os autos, a execução de Helivelton Ragazzi Marcelino, conhecido como “Pitico”, teria sido motivada justamente por um conflito desse tipo. De acordo com testemunhas e investigadores, Pitico teria criado problemas para uma “estica” — ponto de venda de drogas ligado a Esquilo — provocando prejuízos aos interesses do grupo criminoso. Um dos depoimentos afirma que a vítima teria dado um “bote” em um dos homens que trabalhavam para Esquilo na comercialização de entorpecentes. A reação teria sido imediata. Pouco depois, Pitico foi executado a tiros em Barra de Guaratiba. Outro homicídio teria ocorrido após adulteração de drogas Os autos também mencionam o assassinato de um homem identificado como Felipe. Segundo relato prestado por uma testemunha à Polícia Civil, Felipe teria sido morto após supostamente adulterar cargas de cocaína pertencentes ao grupo criminoso. O depoimento aponta que ele teria aberto pacotes da droga e alterado seu conteúdo, causando prejuízo financeiro aos traficantes. A suposta traição teria resultado em uma sentença de morte. Investigadores afirmam que testemunhas atribuíram a execução à dupla formada por Esquilo e Caio. Um histórico marcado por mortes Embora cada caso possua investigação própria, os depoimentos reunidos pela Justiça apontam para um padrão que se repetia constantemente: assassinatos realizados em motocicletas, ataques rápidos, vítimas ligadas a disputas do crime organizado e motivações frequentemente relacionadas a dívidas, traições, “botes” ou conflitos entre grupos criminosos. Para os investigadores que atuaram nos inquéritos, o histórico atribuído à dupla revela uma estrutura que ultrapassava as disputas locais e operava como um verdadeiro grupo de extermínio a serviço de diferentes interesses

PIADA: Apesar de ter perdido o cargo, policial civil acusado de cobrar propina armada de R$ 15 mil a delegado e citar “aval de delegado” pegou só 2 anos de prisão no RJ e ainda assim em semiaberto. Ele ainda recorreu

Um policial civil condenado por usar distintivo, arma de fogo e o peso da função pública para extorquir um comerciante no interior do Rio acabou recebendo uma punição considerada extremamente branda: apenas 2 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. Segundo a denúncia do Ministério Público, o agente participou de uma abordagem em que a vítima foi pressionada a pagar R$ 15 mil para “resolver” uma suposta investigação criminal. Durante a intimidação, os acusados chegaram a afirmar que o valor “não poderia ser menor porque o delegado não aceitaria”. Apesar da gravidade das acusações — que envolvem ameaça, cobrança de propina e uso da estrutura policial para intimidar a vítima — a pena aplicada pela Justiça ficou abaixo de três anos. O agente também perdeu o cargo público. O caso aconteceu em abril de 2025, em Volta Redonda. De acordo com o processo, o policial e outro homem abordaram um comerciante próximo a uma padaria após serem apresentados por um policial militar conhecido da vítima. Na abordagem, um dos acusados se apresentou armado e exibindo distintivo da Polícia Civil. Em seguida, afirmou que o comerciante estaria sendo investigado por uma disputa envolvendo um terreno e que poderia “desenrolar a situação”. Ainda conforme os autos, os suspeitos questionaram a vítima sobre tráfico de drogas e armas escondidas na região antes de iniciarem a cobrança dos R$ 15 mil. O comerciante relatou ter ficado intimidado pela arma de fogo e pelo fato de um dos envolvidos ser policial civil com atuação anterior em delegacias do Sul Fluminense. Segundo a investigação, os acusados insistiram que o dinheiro seria necessário para evitar problemas na suposta investigação e afirmaram que “o delegado não aceitaria” valor inferior. Temendo sofrer represálias e possíveis complicações policiais, a vítima concordou inicialmente em pagar R$ 5 mil e prometeu entregar o restante posteriormente. Os acusados forneceram então um número de telefone internacional registrado no Canadá para manter contato e acertar a entrega do dinheiro. Mensagens trocadas entre os envolvidos foram anexadas ao processo. O pagamento, porém, não chegou a ser realizado. Dias depois, o comerciante viu publicações nas redes sociais denunciando homens suspeitos de extorquir comerciantes na região e reconheceu os envolvidos. Após procurar a delegacia, a vítima fez o reconhecimento formal dos acusados. Segundo o Ministério Público, o policial utilizava a própria estrutura da Polícia Civil para intimidar vítimas, aproveitando-se do acesso a armas, informações sigilosas, inquéritos e dados pessoais. Mesmo diante das acusações consideradas graves, a Justiça condenou o policial a apenas 2 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. O outro acusado recebeu pena de 2 anos e 4 meses. Além da condenação criminal, a Justiça determinou a perda do cargo de policial civil. As defesas recorreram da sentença mas a Justiça negou.

“Matei mais de 40 vagabundos”: traficante do TCP admite série de assassinatos em áudio anexado à Justiça

Um áudio atribuído ao traficante Bruno Siqueira, conhecido pelos apelidos de “Morrão”, “Professor” e “Sombra”, revelou detalhes chocantes sobre a atuação do Terceiro Comando Puro (TCP) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Apontado pelas investigações como integrante e uma das lideranças da facção criminosa TCP, o criminoso aparece se vangloriando de homicídios cometidos durante a disputa pelo controle de comunidades da cidade. A gravação foi citada em decisão judicial que manteve a prisão preventiva do acusado. Para a Justiça e o Ministério Público, o conteúdo demonstra a alta periculosidade do traficante e reforça os indícios de participação direta em execuções ligadas à guerra entre facções. No trecho mais impactante do áudio, Bruno Siqueira afirma: “… Dentro de Teresópolis ninguém tem mais homicídio de que eu de Comando Vermelho, ninguém tem. Eu posso bater no peito e falar. Ninguém tem. Eu matei pra mais de 40 vagabundo aí dentro dessa porra aí, ninguém tem. Posso falar de cabeça erguida, pergunta ao Da Roça, pergunta a qualquer um. Até na cadeia, o cara do Amarelinho falou: ‘E aí mano, parou com aquela saga lá em cima?’ Falei: ‘parei nada’. Falou: ‘Que isso, rapaz?’ Eles ficaram apavorados, ficaram apavorados. Quando eu saí também, agora, fiz uma limpa, acabei com tudo, né mano?’” Apesar de citar o “Comando Vermelho” no áudio, a própria investigação aponta que Bruno Sequeira atua ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção que disputa território e rotas do tráfico na Região Serrana. Segundo os autos, o traficante utilizava violência extrema para manter a hegemonia criminosa em comunidades de Teresópolis, além de intimidar moradores e rivais. O processo também aponta que Bruno Siqueira e comparsas teriam ameaçado um policial militar e familiares do agente após apreensões de drogas e armas ligadas à facção. De acordo com o Ministério Público, os criminosos monitoravam a rotina da família da vítima e faziam promessas constantes de morte. Na decisão, o juiz destacou que o acusado “causava verdadeiro terror” em localidades antes consideradas pacíficas e que sua liberdade representa risco concreto à ordem pública. Além da acusação de associação para o tráfico e coação no curso do processo, Bruno Sequeira possui antecedentes por tráfico de drogas e crimes envolvendo armas de fogo. Por conta da gravidade dos fatos e do risco de reiteração criminosa, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do traficante. Ele preso na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio, em 2024.

Traficante do Complexo do Alemão (CV) enviava drogas pelos Correios para abastecer facção na Bahia

Uma investigação do Ministério Público da Bahia descobriu um esquema de tráfico interestadual de drogas operado a partir do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, entorpecentes eram enviados pelos Correios para integrantes do Comando Vermelho na Bahia. De acordo com a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada, um dos acusados morava na localidade conhecida como “Casinhas”, dentro do Complexo do Alemão, área dominada pela facção criminosa Comando Vermelho, e seria o responsável pela distribuição das drogas enviadas para outros estados. As investigações apontam que, no dia 3 de setembro de 2025, agentes interceptaram encomendas no Centro de Tratamento de Encomendas (CTE) de Benfica, na Zona Norte do Rio. Nos pacotes foram encontrados 4,45 quilos de maconha prensada e 2 quilos de cocaína, acondicionados em tabletes. Segundo o Ministério Público, a carga tinha como destino o estado da Bahia, onde outro integrante da facção seria responsável por receber e redistribuir os entorpecentes. A apuração identificou que o esquema funcionava de forma contínua e organizada. Somente em agosto de 2025, o acusado apontado como remetente realizou seis envios com características semelhantes às encomendas apreendidas. Em quatro deles, o destinatário era o mesmo investigado na Bahia. Ainda conforme a denúncia, entre janeiro de 2024 e setembro de 2025 foram registrados 42 envios postais ligados ao esquema criminoso. Desse total, 31 tinham como destino o mesmo receptor baiano, o que, segundo o MP, demonstra a atuação permanente da associação criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas. O Ministério Público sustenta que os acusados se associaram de forma estável para a prática reiterada do tráfico de drogas por meio do sistema postal, utilizando encomendas para abastecer integrantes da facção fora do Rio de Janeiro. Os dois denunciados vão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e tráfico interestadual.

PMs são denunciados por estrangular homem até desmaiar dentro de delegacia no RJ

A Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro decidiu receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra dois policiais militares acusados de submeter um homem a uma série de agressões e abusos de autoridade que teriam culminado em um estrangulamento dentro de uma delegacia, fazendo a vítima perder a consciência e cair no chão. Os denunciados são um terceiro-sargento e um cabo que agora passam a responder formalmente ao processo criminal após o magistrado entender que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para a abertura da ação penal. Segundo a denúncia do Ministério Público, os fatos ocorreram em 27 de março de 2025, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. De acordo com a investigação, os policiais abordaram M.J.O.H que transitava em uma bicicleta vermelha pelo bairro Parque das Águas. A revista pessoal não teria encontrado qualquer material ilícito e também não havia mandado de prisão contra ele. Mesmo assim, segundo a acusação, os agentes teriam obrigado o homem a acompanhá-los até a 144ª Delegacia de Polícia, onde os episódios mais graves teriam ocorrido. A denúncia afirma que, após ser constatado que não existia qualquer mandado de prisão contra m, um dos policiais exigiu que fosse feita uma fotografia do seu rosto. A vítima teria se recusado. Foi então que, segundo o Ministério Público, o sargento puxou M pela camisa e o levou para uma área mais reservada da delegacia. Ainda conforme a denúncia, o policial passou a pressionar o pescoço da vítima contra uma parede para forçá-la a aceitar o registro fotográfico. Quando Marlon pediu que o agente soltasse seu pescoço, o cabo teria segurado seus braços enquanto o sargento continuava a esganadura. A acusação sustenta que o estrangulamento foi tão intenso que a vítima acabou perdendo a consciência. “O estrangulamento persistiu até que M perdesse a consciência, caindo ao solo e batendo com a cabeça no chão”, descreve a denúncia. O Ministério Público afirma que as acusações são amparadas por análises de imagens, vídeos e demais elementos reunidos durante o Inquérito Policial Militar. Como se não bastasse o episódio do estrangulamento, a denúncia relata que, pouco antes de liberar a vítima, o sargento ainda teria desferido um tapa em seu rosto. A agressão teria provocado um ferimento na boca de Marlon, registrado por fotografias e outros elementos periciais anexados aos autos. Na decisão, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, da Auditoria da Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro, destacou que a denúncia atende aos requisitos legais e que os elementos reunidos durante a investigação fornecem base suficiente para a instauração da ação penal. O magistrado ressaltou que a acusação está apoiada em depoimentos, registros audiovisuais e demais provas produzidas durante o Inquérito Policial Militar. Diante disso, determinou o recebimento da denúncia e a citação dos policiais para apresentarem defesa. Os dois PMs são acusados de crimes militares relacionados a constrangimento ilegal praticado com abuso de autoridade e violência, enquanto o sargento também responderá por acusação de lesão corporal em razão do tapa que teria atingido a vítima. Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução, quando serão analisadas as provas, ouvidas testemunhas e apresentadas as versões da defesa e da acusação. O episódio chama atenção pela gravidade das acusações, já que a suposta violência não teria ocorrido durante uma troca de tiros ou uma prisão em flagrante, mas dentro de uma unidade policial e contra uma pessoa que, segundo a própria investigação, não possuía mandado de prisão e não portava material ilícito no momento da abordagem. A denúncia descreve uma sequência de atos que vão desde a condução forçada à delegacia até um alegado estrangulamento que teria feito a vítima desmaiar, fatos que agora serão analisados pela Justiça Militar do Rio de Janeiro.

Investigação aponta rede com mais de 20 empresas de diferentes setores usada para movimentar recursos da quadrilha de Rabicó (CV). Jornal que fez circular R$ 58 milhões em um ano e clínica estética na França são citados

A denúncia do Ministério Público revela a dimensão empresarial atribuída à organização criminosa ligada ao traficante conhecido como Rabicó do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.  Segundo a investigação, o grupo teria utilizado mais de 20 empresas espalhadas por diversos segmentos econômicos para movimentar milhões de reais e ocultar a origem dos recursos sob suspeita. O que mais chama atenção é a variedade dos negócios citados nos autos. Entre as empresas mencionadas aparecem companhias dos setores de reciclagem de sucata, comércio de metais, transportes, logística, reboque de veículos, energia solar, informática, cursos preparatórios, importação, comércio de alimentos, varejo online, armarinho, pagamentos,  assessoria empresarial, intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, comunicação (jornal), comércio de mercadorias em geral não especializado”, alimentos (Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares_além até mesmo de uma sorveteria localizada na Ilha de Itaóca, em São Gonçalo., e suprimentos para processamento de dados, comercio varejista, plastificação, corretagem de automóvel, distribuição de correspondência, malote, administração de veículos automotores, correspondentes bancários, mala direta, escritório virtual, serviços de assessoria administrativa, informações cadastrai, serviços de salas de internet. A investigação cita ainda clínicas de serviços estéticos, sendo uma delas supostamente localizada na França e  outra no  Complexo do Salgueiro vinculadas a esposa de um dos membros da quadrilha de Rabicó.  As empresas eram de fachada e usadas, notadamente, com o propósito de ocultar, dissimular e reinserir recursos ilícitos no sistema financeiro formal.  Chama atenção também a ausência de estrutura operacional (funcionários registrados e infraestrutura física) e compatível com os vultosos valores movimentados pelas firmas, reforçando a tese de que tais empresas não exercem atividade econômica legítima Uma delas, por exemplo, movimentou cerca de R$ 32 milhões no intervalo de um ano. O jornal fez circular R$ 58 milhões, Tinha empresa, inclusive, localizada fora do RJ. Foram descobertas firmas no Paraná e em São Paulo.  O núcleo empresarial, portanto, não apenas servia como meio de ocultação da origem dos recursos, mas também como rota de dispersão e pulverização dos valores, beneficiando diretamente os integrantes da organização criminosa, inclusive seus líderes e operadores financeiros

PM é acusado de trocar carregador da arma para enganar perícia após ação que terminou com morte de menino de 11 anos em Maricá

Um cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro é acusado pelo Ministério Público de ter alterado as características de sua arma funcional para dificultar o trabalho da perícia e induzir ao erro investigadores, peritos e até mesmo a Justiça após uma operação realizada em Maricá que terminou com a morte do menino D.A.C., de 11 anos. Segundo a acusação, o policial teria trocado o carregador original da pistola por outro modelo e utilizado munições de origem desconhecida para dificultar a identificação dos disparos efetuados durante o confronto. Quase três anos após os fatos, a Justiça Militar decidiu receber a denúncia contra o cabo, transformando-o oficialmente em réu no processo. A decisão foi assinada pelo juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, que entendeu existirem indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal. De acordo com a denúncia do Ministério Público, tudo aconteceu na manhã de 12 de julho de 2023, durante uma operação policial realizada no conjunto habitacional Minha Vida, em Inoã, distrito de Maricá. Na ocasião, policiais do PATAMO se envolveram em uma troca de tiros com homens armados. So agora a Justiça Militar recebeu denúncia contra ele. A investigação aponta que, durante ou logo após o confronto, o cabo teria retirado o carregador original de sua pistola Glock calibre .40, pertencente à PMERJ, e acoplado um carregador transparente incompatível com os modelos fornecidos pela corporação. Além disso, segundo a acusação, ele passou a utilizar munições cuja procedência não foi esclarecida. Para os promotores, a suposta manobra tinha como objetivo dificultar a reconstrução dos fatos e criar obstáculos para a identificação da quantidade exata de disparos efetuados pelo policial durante a ocorrência. As suspeitas ganharam força após a análise das imagens captadas pela câmera corporal utilizada pelo próprio militar. Segundo o Inquérito Policial Militar, os registros audiovisuais mostrariam momentos importantes da alteração apontada pelos investigadores. Outro elemento que chamou a atenção dos responsáveis pela investigação foi a divergência encontrada nos registros oficiais da corporação. Embora o policial tenha declarado à Delegacia de Homicídios ter efetuado três disparos durante a ocorrência, os investigadores afirmam que esses tiros não foram registrados no Livro de Partes Diárias da unidade e tampouco houve lançamento do consumo das munições ao final do serviço. Na decisão que recebeu a denúncia, o magistrado destacou que o Inquérito Policial Militar reuniu elementos suficientes para justificar a abertura da ação penal, especialmente os relatórios produzidos a partir da análise das câmeras corporais. Agora, o policial terá a oportunidade de apresentar sua defesa antes do início da fase de instrução do processo. Caso seja condenado, poderá responder pelo crime previsto no artigo 16, parágrafo 1º, inciso II, da Lei do Desarmamento, que trata da modificação de arma de fogo para induzir ao erro autoridades policiais, peritos ou magistrados. A abertura da ação penal ocorre quase três anos após a operação que resultou na morte da criança, um caso que provocou grande repercussão na época e que agora volta ao centro das atenções com as acusações envolvendo a suposta adulteração da arma utilizada pelo policial.

IMPÉRIO DE RABICÓ (CV): Armas e drogas vinham do Complexo da Penha. Casa em Iguaba reunia família do criminoso

Segundo a denúncia do Ministério Público, o nome de “Matuto Falcão” aparece nas investigações como um dos principais fornecedores de armas e drogas ligados ao grupo criminoso chefiado por Rabicó. As apurações apontam que ele seria responsável por intermediar ou fornecer carregamentos destinados à facção, mantendo conexões com criminosos de outras áreas dominadas pelo Comando Vermelho, como o Complexo da Penha As investigações revelam que Magrinho Brizola atuava como um dos responsáveis pelas negociações envolvendo a aquisição desses armamentos e entorpecentes. Conversas analisadas pelos investigadores mostram tratativas relacionadas à compra de drogas e armas, além de movimentações financeiras destinadas a viabilizar essas operações. Em um dos episódios citados na denúncia, uma transferência de R$ 5 mil teria sido utilizada em uma negociação relacionada ao abastecimento da organização criminosa. Para o Ministério Público, as mensagens demonstram que Magrinho Brizola exercia papel estratégico dentro da engrenagem criminosa, funcionando como interlocutor entre integrantes da facção e fornecedores externos, entre eles o homem identificado pelo vulgo “Matuto Falcão”, apontado como peça importante na cadeia de suprimentos do grupo. egundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, um dos bens que chamou a atenção dos investigadores foi uma residência localizada na Rua Elvira Maria da Dores, nº 5, no bairro Iguabella, em Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Embora o imóvel esteja formalmente registrado em nome de Bruno P.C, os promotores sustentam que a propriedade seria, na prática, utilizada pela família de Rabicó. De acordo com a investigação, a análise dos dados extraídos de aparelhos eletrônicos revelou uma série de fotografias e registros que mostrariam a presença frequente de Raquel Neves dos Santos Mendonça, companheira de Rabicó, além de familiares e pessoas próximas ao casal, no imóvel. As imagens retratariam momentos de lazer, reuniões familiares e situações cotidianas, indicando que a residência seria utilizada de forma contínua pela família do traficante. A denúncia destaca ainda que foram identificados documentos e comprovantes relacionados à manutenção da propriedade. Segundo os investigadores, despesas ordinárias, como serviços de internet e outras contas ligadas ao funcionamento da casa, seriam administradas ou pagas por pessoas ligadas ao núcleo familiar de Rabicó, apesar de o imóvel permanecer registrado em nome de um terceiro. Outro ponto citado pelo Ministério Público é uma conversa atribuída a Raquel na qual ela teria cobrado de Rabicó providências para que a propriedade fosse transferida para o nome da filha do casal. Para os promotores, o diálogo seria um indicativo de que a família se considerava a verdadeira beneficiária do imóvel, independentemente da titularidade formal registrada nos documentos oficiais. Os investigadores afirmam que o caso da casa de Iguaba Grande se encaixa em um padrão identificado ao longo da apuração: bens registrados em nome de terceiros, mas utilizados e administrados por integrantes da organização criminosa. Segundo a acusação, esse mecanismo teria como objetivo dificultar a identificação dos verdadeiros proprietários e proteger o patrimônio contra eventuais medidas judiciais de bloqueio ou sequestro. A residência de Iguaba Grande não é o único bem mencionado na denúncia. O Ministério Público aponta que veículos e outros imóveis também teriam sido colocados em nome de pessoas próximas ou de terceiros, formando uma rede de suposta blindagem patrimonial destinada a ocultar a origem dos recursos e a propriedade efetiva dos bens utilizados pela cúpula da organização criminosa. Entretanto, a casa de Iguaba ganhou destaque por conta da quantidade de registros fotográficos, documentos e mensagens encontrados durante a investigação, que, segundo os promotores, demonstrariam seu uso direto pela família de Rabicó.

Menor de 15 anos foi atingido por explosivos jogados por drone em favela da Zona Norte do Rio

Um adolescente de 15 anos ficou ferido após ser atingido por explosivos lançados por um drone na noite desta sexta-feira (29), no Morro da Caixa d’Água, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com relatos de moradores ouvidos pelo repórter Bruno Assunção, o equipamento teria lançado ao menos dois artefatos explosivos na direção do jovem. A principal suspeita é de que ele tenha sido confundido com um soldado de uma facção rival durante uma ação de monitoramento realizada por criminosos. A região é vizinha às comunidades do Quitungo e Guaporé, que há mais de uma semana vêm sendo palco de sucessivas tentativas de invasão promovidas por traficantes ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), oriundos do Complexo de Israel. O adolescente foi socorrido e encaminhado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Segundo informações apuradas, ele permanece internado e apresenta quadro de saúde estável. Diante da escalada da violência na região, parentes da vítima, moradores e amigos organizaram uma manifestação para este sábado (30). O grupo pretende cobrar o fim dos confrontos entre facções criminosas e uma resposta das forças de segurança diante da situação que tem colocado em risco a vida de moradores inocentes.

Luxo e festas: denúncia aponta mulher de Rabicó (CV) como peça da ostentação da quadrilha

A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra integrantes da facção que atua no Complexo do Salgueiro traz detalhes sobre o padrão de vida luxuoso mantido por RAQUEL NEVES DOS SANTOS MENDONÇA, companheira do traficante Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, além de expor diálogos e movimentações atribuídas a ALEX SANDRO FERREIRA DE ARAÚJO, o “TEC”, apontado como operador financeiro da quadrilha. Segundo a investigação, Raquel seria uma das principais responsáveis pela ocultação de patrimônio e pela administração de bens ligados ao núcleo criminoso. Os investigadores afirmam que a análise da nuvem de dados da denunciada revelou registros de festas privadas, viagens, resorts de luxo, cruzeiros, carros e grande quantidade de dinheiro em espécie. De acordo com o relatório, foram encontrados registros de eventos de alto padrão, comemorações privadas e encontros realizados em áreas controladas pela facção. A denúncia afirma que Raquel ostentava joias, roupas caras e maços de dinheiro em fotos armazenadas em dispositivos eletrônicos. Entre os locais citados pelos investigadores aparecem hospedagens em resort de luxo, participação em cruzeiro e festas realizadas em imóveis atribuídos ao grupo criminoso. O Ministério Público sustenta que o padrão de vida seria incompatível com qualquer renda oficialmente declarada. Outro trecho da investigação aponta que o esquema financeiro da quadrilha também teria sido utilizado para beneficiar integrantes da família de “Rabicó”, incluindo seu filho, RUAN DOS SANTOS FERREIRA. Segundo os investigadores, foram identificadas transferências bancárias relacionadas a pessoas que realizavam visitas ao filho do traficante enquanto ele estava preso. A denúncia cita, por exemplo, uma transferência de R$ 2 mil feita por “TEC” para uma mulher identificada como frequentadora das visitas a Ruan no sistema penitenciário. Para os investigadores, o pagamento reforça a ligação direta entre o operador financeiro da quadrilha e o núcleo familiar do chefe da facção. As investigações também apontam que Raquel administrava veículos e imóveis registrados em nome de terceiros, prática que, segundo os promotores, teria o objetivo de ocultar patrimônio supostamente adquirido com dinheiro do tráfico, roubos e lavagem de capitais. Outro ponto destacado na denúncia envolve as conversas entre “Rabicó” e “TEC”, descrito pelas autoridades como o principal operador financeiro da organização criminosa. Os áudios reunidos pela investigação mostram pedidos de pagamentos, depósitos, compras e transferências bancárias. Trechos das mensagens atribuídas a “Rabicó” revelam a relação direta com “TEC”: “Meu parceiro Tec, é só você dar o sinal aí pra me encostar lá, pegar lá essa parada aqui, pros caras pintar aqui, valeu? É só você dar um salvão que eu vou encostar lá agora.” Em outro áudio anexado ao processo, “Rabicó” solicita a compra de materiais: “Meu querido, por que você pode fazer esse favor pra mim aí? Dá uma batida lá na madeira, rola isso lá e encomenda esse material pra mim, por favor aí, cara.” As escutas também mostram pedidos frequentes de PIX e depósitos bancários: “É isso mesmo, Tec. Vem já bem. Eu vou mandar mais um Pix pra tu aí pra você ir adiantar aí pra botar uma conta agora de 700 reais aí, valeu?” Outro trecho aponta novas solicitações financeiras: “Oi meu mano Tec, bom dia aí. Tem como você botar aí um Pix de mil reais nessa conta pra mim por gentileza aí mano?” E ainda: “Oi Tec, me faz um favor aí, deposita mil nessa conta, por favor aí, por gentileza aí, cara.” Segundo o Ministério Público, os diálogos demonstram uma relação de confiança e subordinação entre os integrantes da organização criminosa. A investigação afirma que “TEC” era responsável por movimentar dinheiro da facção, realizar transferências pulverizadas e administrar contas utilizadas para ocultar recursos ilícitos. Os promotores afirmam ainda que o operador financeiro teria movimentado mais de R$ 73 milhões em operações consideradas suspeitas pelo COAF, utilizando empresas de reciclagem, contas de passagem e depósitos fracionados para dificultar o rastreamento do dinheiro. A denúncia sustenta que Raquel, “TEC” e pessoas ligadas à família de “Rabicó” integravam diretamente a engrenagem financeira da organização criminosa comandada pelo traficante no Complexo do Salgueiro. A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra integrantes da facção que atua no Complexo do Salgueiro traz detalhes sobre o padrão de vida luxuoso mantido por Raquel Neves dos Santos Meondoça companheira do traficante Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, além de expor diálogos e movimentações atribuídas a Alex Sandro Ferreira de Araújo, , apontado como operador financeiro da quadrilha. Segundo a investigação, Raquel seria uma das principais responsáveis pela ocultação de patrimônio e pela administração de bens ligados ao núcleo criminoso. Os investigadores afirmam que a análise da nuvem de dados da denunciada revelou registros de festas privadas, viagens, resorts de luxo, cruzeiros, carros e grande quantidade de dinheiro em espécie. De acordo com o relatório, foram encontrados registros de eventos de alto padrão, comemorações privadas e encontros realizados em áreas controladas pela facção. A denúncia afirma que Raquel ostentava joias, roupas caras e maços de dinheiro em fotos armazenadas em dispositivos eletrônicos. Entre os locais citados pelos investigadores aparecem hospedagens em resort de luxo, participação em cruzeiro e festas realizadas em imóveis atribuídos ao grupo criminoso. O Ministério Público sustenta que o padrão de vida seria incompatível com qualquer renda oficialmente declarada. Outro trecho da investigação aponta que o esquema financeiro da quadrilha também teria sido utilizado para beneficiar integrantes da família de “Rabicó”, incluindo seu filho, RUAN DOS SANTOS FERREIRA. Segundo os investigadores, foram identificadas transferências bancárias relacionadas a pessoas que realizavam visitas ao filho do traficante enquanto ele estava preso. A denúncia cita, por exemplo, uma transferência de R$ 2 mil feita por “TEC” para uma mulher identificada como frequentadora das visitas a Ruan no sistema penitenciário. Para os investigadores, o pagamento reforça a ligação direta entre o operador financeiro da quadrilha e o núcleo familiar do chefe da facção. As investigações também apontam que Raquel administrava veículos e imóveis registrados em nome de terceiros, prática que, segundo os promotores, teria o objetivo de ocultar patrimônio supostamente adquirido com dinheiro do tráfico, roubos e lavagem de capitais. Outro ponto destacado na

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