Relatório do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aponta quem são os principais traficantes que atuam na comunidade do Para-Pedro, em Colégio, na Zona Norte do Rio. Segundo o documento, a localidade é dominada por organização criminosa pertencente à facção criminosa “Terceiro Comando Puro”, que atua na região há muitos anos, explorando como atividade principal o comércio ilegal de drogas, porém, de maneira acessória, também explora a prática dos crimes de porte ilegal de armas de fogo, roubos e homicídios, O relatório indica que um criminoso conhecido como Free Fire , figura como dono” da comunidade Para Pedro, Os traficantes Rex ou Neto e Radical do Parapaz têm a função de gerentes do tráfico de drogas, enquanto que Dudu ou Ribery exerce o cargo de soldado. Os traficantes da Para Pedro teriam sido os responsáveis pelo ataque ocorrido na última sexta-feira no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, área dominada pelo Comando Vermelho. O relatório diz que Free Fire é suspeito de ser o mandante da morte de Márcio Eduardo Magalhães Santana, o Orelha, ocorrida em maio de 2024, no Morro do Jorge Turco, em Coelho Neto. O documento diz que Orelha era apontado como integrante da facção criminosa “C.V.”, Uma pessoa inocente foi atingida no ataque, Na época do fato, o Jorge Turco estava sendo objeto de constantes ataques da organização criminosa que controla a comunidade Para Pedro”, ligada à facção criminosa “Terceiro Comando Puro”, em razão da disputa territorial pelo controle do comércio ilegal de drogas explorado naquelas comunidades. O relatório judicial diz que os assassinos conseguiram cercar a vítima e executá-la, desferindo diversos disparos de arma de fogo, levando um fuzil e dois celulares da vítima. O documento da Justiça revela que foi encontrado o perfil do traicante Neto no X onde foi, possível constatar que este faz parte do tráfico da Comunidade “Para Pedro”. Em uma dessas, aparece um fuzil que, supostamente, pertencia à vítima Marcio Eduardo. Segundo o MPRJ, o depoimento de três familiares da vítimA (primo, irmão e mãe), os quais afirmam que o homicídio foi perpetrado por traficantesda Comunidade “Para Pedro”, pertencente ao TCP, em razão da vítima ser integrante do tráfico da Comunidade “Jorge Turco”, pertencente ao CV.