Mulher que assistiu vídeo de traficantes torturando e matando um rapaz deu depoimento impressionante sobre o caso e disse que nenhum ser humano aguentaria aquilo
Uma mulher que foi testemunha de um processo que julgou traficantes ligados à facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA) acusados de homicídios em Campos dos Goytacazes deu um depoimento impressionante sobre os fatos. O marido dela, chamado Maurício, foi assassinado pelos bandidos. Segundo os autos, testemunha contou que uma das vítimas, conhecida como Durinho, teve o aparelho dentário arrancado na covardia. Segundo ela, bateram nele com pau. “Foi uma tortura o que fizeram com ele”. Ela disse que nenhum ser humano aguenta aquilo e falou que não tem medo de ser morta e sim torturada. A decisão judicial aponta que a mulher falou que assistiu o vídeo do crime e viu um bandido batendo no rosto de Durinho, torturando o braço. Segundo ela, a vítima pedia socorro e era mais porrada em cima de porrada. Contou que as piores coisas que possa imaginar fizeram com o rapaz. De acordo com os autos, a testemunha disse que Durinho sangrava muito, estava com os braços e pernas amarradas. O rapaz era usuário de drogas. Segundo ela, eram dez pessoas contra um, cada uma tirando um pedaço do rapaz. O processo revela que a mulher contou na época que, dois anos após o fato, seu psicólogico ficou ruim e que até hoje não é uma pessoa normal mais. Foi a primeira vez que viu um negócio daquele. O relatório da Justiça informa ainda que ela ainda disse que se acontecer alguma coisa com ela, se a matarem, vai morrer feliz, por causa da coragem que está tendo em tentar acabar com o tráfico, a droga e a violência ao ser humano. Falou que a única certeza que tem é que vai morrer um dia, mas se não for por violência está tranquilo, segundo o que consta nos autos. A decisão judicial revela ainda que ela contou que já recebeu ameaças e que seu marido da declarante não deixava a declarante ter amizade com ninguém para ela não ficar sabendo de nada, pois ela não gostava de coisa errada. Falou também que após matarem o marido, , falaram que passaram a foto da declarante para a galera do ADA para matarem ela. Segundo ela, de onde a virem, vão matá-la. Sobre o marido, disse que uma ligação de dentro da cadeia pediu um traficante matá-lo pois sabia de muita coisa, diz a Justiça. O relatório informou que Maurício teria estado na mata para colocar armadilhas para passarinhos, ouviu Durinho pedir por socorro, viu avítima ser agredida e em seguida, ouviu os disparos e também ouviu quando os criminosos ligaram para informar que “estava feito”. Contudo, ao sair da mata, Maurício foi visto e, por isso , estava com medo. Dias depois, houve a negativa de Maurício de esconder armas para os traficantes e seu estabelecimento foi arrombado, tendo Maurício que não queria mais ostraficantes no bar. Após, Maurício teria sido assassinado. O assassinato de Durinho levou a condenação de Alan Carlos da Silva Nunes à pena de 34 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão. A defesa do condenado postulou a absolvição sob alegação de ser a decisão contrária à prova dos autos. Subsidiariamente requereu a revisão da pena. Em decisão promulgada em 25 de fevereiro, a Justiça negou.





