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Terceiro Comando Puro

Quadrilha de Jiló dos Prazeres (CV) chegou a assaltar banco para conseguir dinheiro para financiar a compra de armamentos que seriam usados na retomada do Morro da Mineira (TCP)

Membros da quadrilha do traficante Jiló dos Prazeres, morto ontem em operação policial, assaltaram um banco no Centro do Rio em 2023. O objetivo era conseguir dinheiro para financiar a compra de armamentos que seriam usados em uma guerra para a retomada do Morro da Mineira, no Catumbi. Na ocasião, os bandidos restringiram a liberdade das vítimas e roubaram a quantia de R$ 130.000, valores que se encontravam inseridos em caixas eletrônicos da agência. Jiló participou de outra intensa guerra na região central do Rio em 2020 quando bandidos do CV tentaram invadir o Complexo de São Carlos. Na ocasião, ele fez a alocação de integrantes de outras comunidades para a invasão e participou ativamente do confronto. Na época, ele também ficou encarregado de receber o contingente de criminosos e armamentos provenientes de comunidades aliadas, a fim de se estabelecerem e, em seguida procederem à invasão no Complexo do São Carlos. A quadrilha de Jiló possuía um integrante, vulgo Cocão, que organizava todos os roubos de veículos, com as correspondentes clonagens, vinculadas ao Morro dos Prazeres. Jiló supervisionava essa atividade com a qual lucrava. Jiló fornecia o “território” e suporte, autorizando a utilização da estrutura criminosa instalada na comunidade dos Prazeres e Paula Ramos para que os veículos subtraídos fossem armazenados, temporiamente, até sua destinação, seja na devolução, mediante pagamento de resgate, para as vítimas, seja na adulteração de seus marcos identificadores, na modalidade vulgarmente conhecida como “clonagem de veículos”. Há alguns anos, Jiló liderou a invasão a apartamentos e o proprietário de um deles ao ser surpreendido foi conversar com as lideranças do tráfico que lhe informaram que a unidade funcional não era mais dele, mas sim daquele movimento de invasão, relatando, ainda, que a mulher do traficante “Jiló” ocuparia o melhor apartamento do prédio, determinando ao rapaz que se evadisse, pois não exerceria de forma alguma a função de zelador naquele lugar; Embora tivesse papel de destaque no tráfico há muito tempo, Jiló não era dono das bocas de fumo dos Prazeres. Ele, na verdade, era braço-direito do traficante Marcelinho dos Prazeres, morto em 2021.

Bandidos do CV atacaram a milícia em Santa Cruz, foram interceptados pela PRF na Avenida Brasil e fugiram para dentro de comunidade dominada pelo TCP

Bandidos do Comando Vermelho que pretendiam atacar a comunidade do Rodo, em Santa Cruz, dominada pela milícia, foram interceptados por policiais rodoviários federais na Avenida Brasil, na altura da Penha. Dois deles saíram do carro e começaram a atirar nos agentes. Eles acabaram fugindo e entrando em uma comunidade dominada pelo Terceiro Comando Puro, a Cinco Bocas. Um terceiro elemento acabou preso. Ele portava uma pistola, com carregadores e munições. O suspeito preso que vestia um uniforme semelhante ao da polícia contou que era da comunidade do Rodo mas foi expulso da milícia e decidiu organizar um ataque à localidade. E confirmou que seria da Tropa do Urso, braço do CV comandado pelo traficante Doca.Inclusive o carro em que os bandidos estavam tinha perfurações à bala que não eram do confrronto com os patrulheiros. A PRF informou que não foi possível entrar na Cinco Bocas para prender os outros criminosos mas está fazendo buscas em hospitais da região para ver se eles teriam sido feridos ou internados.

Mulher foi morta na Rocinha (CV) após bandidos verem foto de fuzil no seu celular

Uma mulher de Senador Camará (TCP) foi para Favela da Rocinha (CV) e tria sido morta durante a madrugada .O corpo ainda não apareceu. Segundo relatos, a moça seria envolvida com o crime Os traficantes teriam pego o celular dela e viram uma foto com.fuzil. Ela se chamava Jeane e era conhecida como Bebê-ou Bebelzinha. Há fotos dela sabendo o símbolo do Terceiro Comando com as mãos e fazendo referência ao traficante Sabão de Camará

Preso em SP MC que exaltou Peixão (TCP)

Policiais civis da Delegacia de Roubos de Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP), em ação conjunta com policiais civis de São Paulo, prenderam, neste domingo (15/03), um MC conhecido como Urubuzinho que promovia narcocultura e enaltecia chefes do tráfico de drogas. De acordo com os agentes, o criminoso estava foragido pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. Ele foi localizado no bairro de Belenzinho, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com as investigações, o bandido, que é residente no Rio de Janeiro, participou, durante o carnaval deste ano, do baile funk da “Colômbia”, na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo. Na ocasião, ele teria estimulado traficantes fortemente armados a realizar disparos de arma de fogo, além de enaltecer o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, líder da facção criminosa do Terceiro Comando Puro no Complexo de Israel .Após três semanas de um intenso trabalho estratégico de inteligência e monitoramento da unidade, agentes identificaram que o bandido procurado estava em um endereço da região e, em ação integrada, capturaram o criminoso. Com a prisão deste domingo, a Polícia Civil reafirma que não há glamour no crime. Por trás dessa narrativa criminosa que utiliza a música como arma, estão a violência, a coação de moradores e o recrutamento de adolescentes para atividades ilícitas. Combater a narcocultura também é enfrentar essa falsa estética do crime.

PM é suspeito de vender arma argentina e droga para narcomilícia em Anchieta; deputado aparece em investigação. Outros policiais estão envolvidos

Uma investigação sigilosa realizada em 2023 apontou que um policial militar teria negociado armas e drogas com integrantes de uma narcomilícia que atuava na comunidade Az de Ouro, no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso consta em documentos analisados pela Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com as apurações, o policial, conhecido pelo apelido de Ricardinho, seria um possível fornecedor de armamentos para o grupo criminoso. Em uma das conversas interceptadas durante a investigação, ele teria oferecido a um dos líderes da quadrilha, conhecido como Lacraia, uma pistola calibre 9 milímetros de fabricação argentina pelo valor de R$ 6 mil. No diálogo, Ricardinho chegou a compartilhar a imagem da arma. Em seguida, Lacraia indicou que o policial teria intermediado a venda do armamento para um homem conhecido como Mano, apontado como chefe do tráfico na comunidade. Posteriormente, em novas mensagens, Ricardinho teria reclamado com Lacraia que ainda não havia recebido o pagamento pela arma negociada. As investigações também indicam que o policial teria tratado da venda de uma carga de 140 quilos de maconha com um interlocutor. Outro policial militar, conhecido como Léo, também aparece nas apurações como alguém que mantinha contato com integrantes do grupo. Relação com político da Baixada A investigação cita ainda um deputado estadual que, na época dos fatos, exercia mandato como vereador em Nilópolis. Segundo os investigadores, ele mantinha relação próxima com Lacraia, a ponto de ambos se tratarem pelo apelido de “xará”, por terem o mesmo nome. Mensagens analisadas pela investigação mostram Lacraia enviando ao político dados pessoais e currículos de determinadas pessoas. Em algumas respostas, o parlamentar demonstrava concordância, o que levou os investigadores a suspeitar que o criminoso estaria solicitando indicações para nomeações. Além disso, Lacraia também mantinha contato com um assessor do deputado. Segundo os investigadores, o assessor preferia tratar de determinados assuntos por meio de ligações no WhatsApp, evitando conversas por mensagens escritas. As mensagens analisadas também indicariam a proximidade do criminoso com o meio político. O parlamentar citado nas investigações já foi condenado anteriormente a 11 anos, 11 meses e 15 dias de prisão por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Conversas revelam influência de policiais Em uma das conversas interceptadas entre Lacraia e o policial militar Léo, o criminoso afirmou que estava em “Nilo, no vereador”, em referência a Nilópolis. Em outra mensagem, Lacraia chegou a chamar o político de “patrão” e afirmou que o telefone que estava utilizando seria o “bom”, o que, segundo os investigadores, pode indicar a existência de outro aparelho usado para tratar de assuntos ilícitos. Os diálogos também sugerem que o policial Léo possuía influência na região onde Lacraia residia e entre grupos criminosos. Em uma das conversas, é citado que um homem identificado apenas como Rodrigo estaria usando o nome do policial para intimidar outras pessoas. No mesmo diálogo, Lacraia afirmou que, caso tivesse “problemas na rua”, pediria ajuda a Léo, o que, segundo os investigadores, demonstra a proximidade entre os dois. Conversas mencionam políticos da Baixada Outras mensagens analisadas pela investigação também citam a relação de Lacraia e de um homem identificado como Samyr com a política da Baixada Fluminense. Em uma conversa, um interlocutor conhecido como Marreta mencionou uma obra avaliada em R$ 77 milhões e reclamou que políticos locais não teriam repassado dinheiro ou cargos ao traficante Samyr. Ele solicitava a intervenção de Lacraia para resolver o problema. Em resposta, Lacraia afirmou que teria levado a demanda aos políticos e que um compromisso anteriormente assumido seria cumprido: a construção de um salão, piscina e quitinetes. Ele também pediu que os envolvidos deixassem de solicitar dinheiro ou cargos. Na sequência da conversa, Marreta afirmou discordar da situação e disse que o prefeito teria mandado um recado a Samyr, por meio do então vereador citado na investigação, afirmando que não poderia interferir na obra. As investigações sobre a atuação do grupo criminoso e seus possíveis vínculos com agentes públicos seguem sob análise da Justiça Uma outra situação mostra que diálogos que comprovariam o vínculo criminoso estável e permanente de Ricardinho e outro policial chamado Raphael e de outros policiais ainda não identificados com a quardilha, sendo recuperadas mensagens datadas de 10.11.2025 em que eles planejam lucrar 20 mil reais com um roubo de carga de guaraná, cujo valor total da mercadoria equivaleria a 170 mil reais, mas o produto seria vendido a um dono de depósito pelo valor de 100 mil reais. Raphael passou a Ricardinho  a localização exata do veículo que teria a carga roubada. Vejamos: RAPHAEL:” Aquela última rua, Marcos de Macedo. Última rua. Vira pra direita, lá no final daquela rua lá. Lá dá saída lá pro Gogó, sei lá. Pro Gogó não, outra parada, esqueci agora o nome. Vou te mandar aí onde está o carro “. Através de diálogos de Ricardinho com Costa se verificou que este apreende armas de fogo em incursões policiais e deixa de apresentá-las à Delegacia de Polícia, entregando-as, de forma rotineira e habitual, a Ricardinho . Aliás, as mensagens demonstram que a dupla utiliza os armários da P2 do 41º BPM para acautelar as armas desviadas nas ocorrências. Em determinado trecho da conversa, Ricardinho chega a reclamar de ter sido apreendida e desviada apenas uma arma de fogo em uma ocorrência realizada. Por fim, convém frisar que a troca de mensagens entre Ricardinho e Costaq confirmou não apenas os desvios de armamentos, mas também que Costa foi acionado pelo primeiro para participar da empreitada criminosa planejada pelo denunciado Raphael haja vista que Ricardo encaminhou para Costa , no dia 11.11.2025, a localização do veículo que seria objeto do roubo de carga e que estaria situado na”barreira”. Tais mensagens não deixam dúvidas, portanto, que os três PMs se associaram para praticar uma série de delitos de peculato desvio, tráfico de drogas, receptação, entre outros.

Justiça aceitou denúncia contra chefões do tráfico na Pedreira (TCP) por homicídio de rival do CV

Depois de dois anos, a Justiça determinou que seja recebida denúncia do Ministério Público Estadual contra os líderes do tráfico do Complexo da Pedreira (TCP), em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, vulgos Coelho, Arafat, Raro e Cego ou Morcego pelo homicídio de um traficante rival em 2023. Uma amiga da vítima teria avisado aos familiares de sua morte e dado informações acerca da dinâmica dos fatos. Ela contou em mensagem, via facebook, que a vítima Sérgio teria entrado para o tráfico da comunidade do Mata Quatro – localizada no interior do Complexo do Chapadão e dominada pela facção criminosa Comando Vermelho – e que no retorno de seu primeiro dia de “trabalho”, o veículo, onde ele, teria sido interceptado pela facção rival Terceiro Comando Puro, quando trafegava de uma favela para outra. A vítima então teria sido capturada, juntamente com outros traficantes do Chapadão, e dias depois, seu corpo foi encontrado com marcas de tiros na entrada do Complexo da Pedreira, enquanto os demais ocupantes do veículo teriam sido baleados ou estariam desaparecidos .Tais informes vieram aos autos por meio das duas únicas testemunhas ouvidas na investigação, mãe e irmã da vítima, que, frise-se, não presenciaram o fato, tampouco souberam identificar quem seriam os traficantes envolvidos na morte da vítima. Diante do impasse no rumo da apuração, os investigadores passaram a colher informes sobre os indivíduos ligados ao tráfico naquela localidade, chegando a autoridade policial, em seu relatório final, a representar pela prisão preventiva de quatro elementos como mandantes/partícipes do homicídio tratado neste processo. Segundo a Justiça, na época, havia notória falta de elementos indiciários aptos a dar suporte à ação penal, já que, conquanto oportuno o levantamento realizado pelos agentes, tal só serviria como um reforço de eventual prova, mas não para sustentar justa causa para o oferecimento de denúncia por homicídio contra pessoas. Por conta disso, naquela ocasião, a denúncia foi rejeitada. Entretanto, em agosto do ano passado, por conta dos depoimentos da mãe e irmã da vítima dos prints de conversa do whatsapp e o Laudo de Exame de Local de Encontro de Cadáver), a Justiça aceitou o recurso do MPRJ e concordou com a denúncia. Dos suspeitos denunciados, Arafat e Raro estão presos.

Expansão do Comando Vermelho: como ‘Doca’ comandou a tomada de dezenas de favelas da milícia e do TCP no Rio”. VEJA LISTA

Assim que se consolidou como o principal líder do Comando Vermelho em liberdade, o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, deu início a uma estratégia de expansão territorial da facção que resultou na tomada de dezenas de comunidades dominadas por milicianos e pelo Terceiro Comando Puro (TCP) nos últimos anos no estado do Rio de Janeiro. A reportagem reuniu informações divulgadas ao longo do tempo pela imprensa, além de dados citados em investigações da polícia, do Ministério Público e da Justiça. Entre as primeiras comunidades conquistadas nessa ofensiva estão os morros do Dezoito, Saçu e Caixa D’Água, localizados entre Água Santa, Quintino e Piedade, na Zona Norte do Rio. Essas áreas eram controladas por milicianos e, em determinado período, chegaram a ficar sob domínio do TCP. O grupo liderado por Doca também assumiu o controle do Conjunto Habitacional do Quitungo, em Brás de Pina, tradicional reduto de milicianos. Avanço em Jacarepaguá e Praça Seca No início da década, a chamada Tropa do Urso — como é conhecida a ala do Comando Vermelho ligada a Doca — passou a concentrar sua ofensiva em comunidades de Jacarepaguá e da região da Praça Seca. Nesse período, o grupo conquistou as comunidades da Covanca, Chacrinha, Barão e Bateau Mouche, todas anteriormente dominadas por grupos paramilitares. Posteriormente, também passou a controlar Jordão, Santa Maria e Teixeiras. Conquistas na Zona Norte e Baixada O Comando Vermelho também tomou do TCP duas comunidades em Anchieta, conhecidas como Az de Ouro e Tatão. Na Baixada Fluminense, o grupo ampliou sua presença ao conquistar áreas antes dominadas por milicianos em Nova Iguaçu, como o Grão Pará e o Conjunto da Marinha, além da comunidade do Danon, que estava sob controle do TCP. Ainda na Zona Norte do Rio, o CV tomou da milícia a localidade do Amorim, em Manguinhos. Ofensiva na Zona Oeste Anos depois, a facção iniciou uma ofensiva para ampliar sua presença na Zona Oeste e região de Jacarepaguá. Nessa etapa, o grupo passou a controlar áreas como Gardênia Azul, Muzema, Tijuquinha, Sítio Pai João, Morro do Banco, Cesar Maia, Fontela, Coroado e Palmares, comunidades que, em sua maioria, eram consideradas redutos da milícia. Mais recentemente, o CV também tomou do TCP os morros dos Macacos, Fubá e Campinho, todos na Zona Norte da capital. Outras áreas que passaram ao controle da facção incluem o Gogó da Ema, em Belford Roxo, e a comunidade conhecida como 700, na Taquara, que era dominada por milicianos. A Vila Sapê, em Curicica, apontada como reduto da milícia, foi uma das comunidades mais recentes a ser tomada pela organização criminosa. Tentativas de novas invasões Ao mesmo tempo em que consolidava o controle sobre diversas áreas, a Tropa do Urso também tentou — ou ainda tenta — avançar sobre outras comunidades dominadas por milicianos. Entre os locais que já foram alvo de investidas estão Catiri, em Bangu, Carobinha, em Campo Grande, Barbante, em Inhoaíba, Antares, em Santa Cruz, e Rio das Pedras, em Jacarepaguá. A facção também tentou ocupar o Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Goveua, em Paciência e áreaseem Guaratiba e Pedra de Guaratiba. Já contra o Terceiro Comando Puro, o Comando Vermelho tenta avançar sobre o Morro do Chaves, em Barros Filho, e a Malvina, em Irajá. Além disso, as duas facções seguem envolvidas em confrontos em áreas estratégicas como os complexos da Pedreira e de São Carlos, além de morros da Tijuca, como Cruz e Chácara do Céu, o Morro do Dendê e o Trio de Ouro, em São João de Meriti. A facção ainda mira recuperar os territórios perdidos para o TCP em Niterói, onde os tiroteios têm sido constantes. Com extensa ficha criminal, Doca segue sendo investigado e aparece em mais de 329 investigações desde 2003, sendo considerado atualmente um dos criminosos mais procurados do Brasil. Evadido do sistema carcerário, ele é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Em outubro de 2023, Doca foi apontado como o mandante da execução de três médicos e da tentativa de homicídio de uma quarta vítima na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. As vítimas participavam de um congresso de medicina e foram confundidas com milicianos de Rio das Pedras. Contra ele há mais de 20 mandados de prisão expedidos em seu nome pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), segundo dados do site do Conselho Nacional de Justiça.

Traficantes do CV são suspeitos de matar motorista da Prefeitura de Búzios por causa de dívida de drogas, diz Justiça

A Justiça decretou ontem a prisão de um traficante do Comando Vermelho vulgo Zóio, suspeito de ser um dos executores de um homicídio cometido na cidade de Armação de Búzios, na Região dos Lagos. A vítima era motorista da Prefeitura. O bandido já estava preso. Segundo os autos, os mandantes do crime teriam sido os bandidos conhecidos como Novinho e DG. Zóio teria sido um dos executores junto com GB, Baiano e um adolescente vulgo Cocão. De acordo com a decisão judicial, houve rumores de que a vítima poderia ter sido confundida com um informante do traficante “Macaco”, vinculado à facção rival TCP, hipótese que não foi descartada nas apurações iniciais, embora as confissões posteriores tenham confirmado que a motivação principal foi uma dívida de drogas no valor aproximado de R$ 3.000,00 entre a vítima e o grupo liderado por “Novinho. Um PM disse que a vítima Geovan estava na construção de uma casa quando três indivíduos chegaram ao local, chamaram ele e, após breve diálogo, passaram a efetuar disparos de arma de fogo, perseguindo-o pela via pública até sua morte. A esposa da vítima, afirmou que convivia há 14 anos com Geovan, descrevendo-o como homem trabalhador, sem envolvimento com o tráfico ou uso de drogas. Declarou ainda que não possuía a senha de desbloqueio do celular apreendido da vítima, que trabalhava como motorista da Prefeitura de Armação dos Búzios e que desconhecia qualquer ameaça recente. Duas outras testemunhas disseram que Geovan estava na obra para ajudar no “virar laje”, quando três indivíduos chegaram perguntando “quem é o Du Mato”, chamando-o para fora e, em seguida, abriram fogo contra ele, sem subtraírem qualquer pertence. Ambos relataram que os autores ameaçaram os presentes, advertindo que, se alguém “abrisse o bico”, seria morto, o que explica o posterior temor das testemunhas em proceder ao reconhecimento fotográfico dos autores. No curso das investigações, Zóio foi preso em flagrante por tráfico e porte de arma, (APF ) ocasião em que confessou espontaneamente a autoria do homicídio, relatando que a decisão de matar Geonva partiu dele próprio, tendo solicitado autorização das lideranças da facção via grupo de WhatsApp, sendo prontamente autorizado por “DG e Novinho. Mencionou falsamente os nomes de “RD” e “Miguel”, indivíduos não identificados e sem relação com o fato.As diligências seguintes comprovaram que, possivelmente, Zóio utilizou tais nomes para encobrir os reais comparsas, identificados posteriormente como GB e Cocão. Relatou que vendeu as drogas que originaram a dívida, que a vítima devia cerca de R$ 3.000,00, e que, no dia do crime, foi até o local acompanhado de dois comparsas, todos armados ¿ ele com um revólver calibre .38 e os outros com pistolas 9mm. Descreveram que chamaram a vítima para conversar e, ao perceberem sua tentativa de fuga, efetuaram aproximadamente dez disparos. O adolescente, enteado de Zóio, também confessou participação, afirmando que foi coagido pelo padrasto a participar da execução sob ameaça de morte. Disse que portava um revólver calibre .38 e, após ver a vítima cair, efetuou dois disparos na região do rosto de Geovan, confirmando ainda a presença de “GB” e “Baiano” . Declarou não saber o motivo exato, mas acreditava tratar-se de “guerra de facções”. Com base nessas informações, equipes da 127ª DP e da P2 do 25º BPM também prenderam Baiano. Durante sua prisão, ele portava 28 pinos de cocaína e admitiu participação no homicídio, esclarecendo em detalhes a dinâmica completa do crime. Disse que recebeu ordem direta de “DG”, por orientação do “patrão” “Novinho”, para “pegar um homem e trazê-lo para o Sem Terra”, sob o pretexto de que este informaria paradeiro de integrantes do TCP. Informou que se encontrou inicialmente com Cocão na Praça do INEFI, de onde ambos desceram a pé pela Avenida José Bento Ribeiro Dantas até a localidade da Marina, encontrando Zóio e GB já posicionados. No local, receberam três armas de fogo ¿ dois revólveres calibre .38 (um de cano curto e outro longo) e uma pistola preta. Segundo Baiano, Zóio ficou com a pistola, Cocão com o revólver de cano curto e GB com o revólver de cano longo, enquanto ele permaneceu em ponto estratégico, na esquina, fazendo a contenção e observação do movimento policial . Narrando a sequência dos fatos, Baiano disse que os três executores seguiram até o local onde Geovan se encontrava, ouviu em seguida diversos disparos e, logo depois, viu os comparsas retornarem correndo. No trajeto de fuga, Cocão comentou que havia descarregado o revólver no rosto da vítima, enquanto Zóio e GB afirmaram também terem descarregado suas armas. Todos fugiram a pé pela mesma rota, seguindo depois para a Praia da Ponta do Pai Vitório. Posteriormente, Baiano reconheceu por fotografia o revólver de cano longo preto calibre .38 utilizado no crime, informando que tal arma estava sob posse de GB no momento da execução, sendo este armamento posteriormente apreendido em outro procedimento policial (013-04475/2024).GB, por sua vez, negou envolvimento, alegando que estava em um lava-jato durante o crime. Segundo o setor de inteligência da 127 DP, Novinho o dono do movimento (patrão) e DG seu imediato em hierarquia, gerenciando o tráfico na localidade. Ambos já são conhecidos pelos agentes das forças de segurança, tanto da polícia civil quanto da polícia militar. Cabe destacar que duas testemunhas foram novamente intimadas para reconhecimento formal dos autores, mas preferiram não fazê-lo alegando falta de condições visuais, o que se entende como reflexo do temor decorrente das ameaças proferidas durante o crime.”

Chefes do TCP na Ilha do Governador voltaram a trocar farpas pelas redes sociais. CONFIRA AS POSTAGENS

Postagens em redes sociais apontaram para novas trocas de farpas entre os dois principais chefes do Terceiro Comando Puro na Ilha do Governador: os traficantes Neves, que comanda o Morro do Dendê e Neguinho, que controla o Boogie Woggie. Os dois já se estranham há tempos. Segundo o que foi publicado no blog Crimes News RJ, conhecido como “Neguinho teria levado para o tribunal do tráfico um morador do Morro do Dendê por suposto envolvimento com uma ex-amante. Para responder essa atitude, o Neves, apontado como chefe do Morro do Dendê (TCP), ordenou que não quer ninguém do Dendê indo pra Boogie Woogie (TCP). Nas redes sociais, o chefe da Boogie Woogie (TCP), usou suas redes sociais para dar o seu motivo de ser contra a gestão do Neves. O controle da distribuição do Gás seria um dos motivos da briga entre os 2 chefões do TCP. Confira agora as postagens

CV recruta traficantes de São Gonçalo para reforçar facção na guerra contra o TCP na Zona Norte da capital. Polícia faz operação

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) fazem operacdp hoje de enfrentamento da atuação de narcoterroristas da facção criminosa Comando Vermelho no Complexo do Chapadão, na Zona Norte da capital. Até o momento, quatro criminosos foram presos, incluindo os dois principais alvos, que comandaram a invasão. Houve ainda apreensão de drogas, armas e roupas táticas. A operação é resultado de uma investigação instaurada para apurar os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, praticados por integrantes da facção, que mantém atuação na região. O grupo age com divisão de funções e manutenção de diversos pontos de venda de entorpecentes.As diligências investigativas revelaram que os criminosos utilizam armamento pesado e adotam estratégias de intimidação para consolidar o domínio sobre a localidade. Eles submetem moradores a constantes ameaças e constrangimentos, além de promover ações violentas voltadas à expansão territorial em áreas sob influência de facções rivais. Durante o curso das investigações, foram identificados criminosos que realizaram incursões armadas utilizando uniformes semelhantes aos empregados por forças policiais, com o objetivo de atacar o Morro do Chaves, área anteriormente controlada pelo Terceiro Comando Puro, em tentativa de ampliação territorial na região. A disputa entre facções criminosas tem provocado episódios recorrentes de extrema violência na região, como a morte de uma moradora, em outubro de 2025, que, durante uma investida de criminosos do CV, teve a casa invadida e foi atingida na cabeça. Os levantamentos indicam, ainda, que integrantes da facção, principalmente oriundos da comunidade do Jardim Catarina, em São Gonçalo, vêm sendo deslocados para reforçar comunidades sob disputa, como Fubá e Campinho, diante de investidas da facção rival Terceiro Comando Puro em áreas estratégicas. A ação faz parte da Operação Contenção, uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Até o momento, mais de 310 capturados e outros 137 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas cerca de 470 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 50 mil munições.

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