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Governador do Rio diz que ataque à delegacia está tendo resposta à altura: 35 bandidos foram presos e cinco mortos. Quatro morreram nesta madrugada em Caxias

Segundo o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a polícia está dando uma resposta à altura ao ataque à 60ª DP (Campos Elíseos) na semana passada. De acordo com ele, desde então, foram presos 35 criminosos que integram a facção que ordenou e executou a tentativa de resgate de presos na unidade, cinco foram mortos e quatro fuzis apreendidos. Quatros deles foram abatidos nesta madrugada na comunidade do Vai Quem Quer, em Duque de Caxias. “O Estado não se curva ao crime! A resposta à ousadia dos narcoterroristas que atacaram a 60ª DP. já veio com força”, disse o governante. Castro afirmou que a Força-Tarefa, com a Polícia Civil e a Polícia Militar, segue avançando para prender cada um dos responsáveis pelo ataque. “Terroristas atacaram uma delegacia e afrontaram o Estado. Isso não pode ficar por isso mesmo. A nossa polícia vai atrás de cada um que participou deste ataque e vai seguir firme no combate às máfias criminosas que atuam no Rio de Janeiro. O crime não tem vez no nosso estado – garantiu o governador. De acordo com as investigações, todos os detidos e mortos participaram, direta e indiretamente, da investida. Na madrugada deste sábado (22/02), durante ação de inteligência na região, os agentes foram atacados nas proximidades da comunidade Vai Quem Quer e houve intensa troca de tiros. Quatro criminosos morreram em confronto. Foram apreendidos um fuzil, três pistolas, farta quantidade de entorpecentes e rádios comunicadores. Um.dos mortos foi o vulgo Curió, 02 da favela. Na sexta-feira (21/02), os policiais civis prenderam o gerente do tráfico de drogas da comunidade da Mangueirinha. Com ele, foram apreendidos dois fuzis, munições e carregadores. Policiais militares participaram da ação. Na última terça-feira (18/02), outro integrante da facção também foi detido na posse de um fuzil usado no ataque. Segundo informações, o armamento seria de Joab da Conceição Silva, o narcoterrorista que comandou o ataque. Casa demolida era ponto de encontro de quadrilha Durante as ações realizadas nos últimos dias, um imóvel de luxo pertencente a Joab foi demolido, no Jardim Primavera. A casa, com piscina e churrasqueira, ainda estava em construção, mas já era utilizada pelo narcoterrorista e seus comparsas. Entre os detidos, está um casal que operava como “laranjas” de Joab. Os agentes também estouraram um depósito de bebidas suspeito de envolvimento no esquema de lavagem de dinheiro dele, que ajudava a financiar as atividades criminosas e a vida de luxo dos integrantes da facção e de seus familiares. FONTE: Twitter oficial do governador Cláudio Castro e Polícia Civil do Rio de Janeiro

Leia agora todos os detalhes do ataque a um morador de rua que teve o corpo queimado por um adolescente que se dizia adepto do nazismo. Ele disse que foi pago para fazer isso

Leia agora em detalhes como foi o ataque planejado contra um morador de rua no Pechincha, em Jacarepagá, que teve o corpo queimado por coquetéis molotov, caso que foi tramado um adolescente e o soldado do Exército Miguel Felipe. Segundo consta, o Laboratório de Operações Cibernéticas da Polícia Civil tomou conhecimento de que no dia 19/02/2025 uma pessoa em situação de rua foi atacada com o uso coquetel molotov e tal agressão foi transmitida, ao vivo, através do servidor da plataforma Discord denominado “696”. Realizadas investigações, foi verificado através de conversas explícitas entre frequentadores da Plataforma Discord, versando sobre um ataque a ser realizado contra um morador de rua. O relatório técnico acostado aos autos chegou à identificação do menor B.V.T.A como autor da agressão, Inclusive foi possível constatar que o ataque ocorreu numa distância de 550 metros de sua casa. Paralelo às investigações, consta que a avó e a irmã do adolescente desconfiaram de que algo pudesse ter ocorrido, diante do comportamento dele e, constataram os fatos ao verificarem o celular do menor, que, após, lhes confessou o atentado contra o morador de rua, quando, então, a família a 41ª Delegacia de Polícia para noticiar os fatos. O adolescente contou que criaram um grupo no Discord chamado “Evento foto no mendigo”onde os integrantes planejaram todo o atentado, como por exemplo: como iriam executar, quem seriam os autores, o instrumento que utilizariam para o crime, etc;. B teve a ideia de atear fogo em um mendigo e para executar seu plano chamou Miguel para participar do crime; Em um grupo russo, no telegram recebeu um PDF com instruções de como fazer um coquetel molotov. No dia 18/02/2025, por volta das 19h, ele comprou cerca de 4 litros de gasolina em um posto de combustíveis. Ele preparou preparou 3 garrafas de coquetel molotov. Para realizar o atentato, se vestiu com uma calça preta, tenis preto da adidas, uma camiseta azul, quase preta, uma balaclava de caveira e um óculos escuros de armação cinza, além de estar com uma mochila nas costas, onde havia um galão de gasolina, 3 molotovs e roupas para trocar após o ato criminoso. Marcou encontro com Miguel e avistaram o mendigo Eles prepararam uma call no discord para transmitir ao vivo o momento em que ateariam fogo no mendigo. A live possuía 221 pessoas assisitindo;. Ao se aproximar do morador de rua, o declarante constatou que ele era negro e por isso continuou com a empreitada criminosa, pois se o mesmo fosse branco, não cometeria o ato contra a vítima; B se aproximou do morador de rua, enquanto Miguel filmava toda a ação. O adolescente tirou de sua mochila 2 coqueteis molotov e atirou os dois em direção ao morador de rua; O morador de rua pegou fogo, tendo saído correndo e gritando por socorro, enquanto estava em chamas; Ele tinha a ideia de após jogar os coqueteis molotov, joga em seguida o galão de gasolina que estava na mochila do declarante, mas não teve tempo, pois o morador de rua correu em chamas; Depois, o adolescente e Miguel correram de volta até o ponto onde se encontraram onde aguardaram por cerca de 40 minutos, momento em que ambos trocaram de roupas, tendo Miguel ido embora de uber e o declarante andando para sua casa; Para praticar o referido ato contra o morador de rua, o declarante teve a promessa de receber a quantia de R$ 250,00 de “Andrey” e “Reduzir”, para que o declarante pudesse consertar a sua bicicleta. Ele não recebeu o valor de R$ 250,00. Disse que é adepto ao regime nazista alemão, que inclusive se automutilou com um corte onde fez referencia a uma suástica. Falou possuir possui em seu telefone celular diversas imagens de adolescentes que se auto mutilaram por sua ordem. Tais automutilações são chamadas de “plaquinhas. suas vítimas costumavam se automutilar por dinheiro, que era pago por “Perssy, Reduzir e Andrey. Em seu telefone celular existe diversos arquivos de abuso sexual infantojuvenil; Chegou a induzir uma menina de 12 anos a introduzir uma faca em sua vagina; Falou que Andrey” transferiu ao declarante a quantia de R$ 50,00 para que comprasse a gasolina utilizada no ato e recebeu o dinheiro pelo aplicativo “Z1 A avó disse que só tomou conhecimento a respeito dos fatos no dia, 19/02/2025. Seu genro contou para a declarante que havia um galão e uma garrafa, ambos contendo gasolina, em um “quartinho” que fica na garagem da casa dela, junto com uma camisa vermelha. O menor, a princípio, negou que fosse de sua propriedade. Mas sua irmã acessou o telefone do rapaz, momento em que viu um vídeo, em que ele estava de máscara e ateava fogo em um morador de rua, naquela madrugada do dia 18 pro dia 19 de fevereiro. Havia fotos de B com essa mesma máscara, com a legenda “horas antes do atentado”; As familiares, pelas conversas do aplicativo Discord, disseram acreditam que o jovem tenha sido pago para o ato por um indivíduo de nome “Andrey”, pois o menor dizia “Andrey, o limite da minha conta é de 455 reais”; A avó ficou muito desesperada com todo o ocorrido, e deixou que a irmã do rapaz continuasse analisando o telefone celular. A irmã viu também arquivos de “pornografia infantil” no celular de B; O militar Miguel Felipe se vangloriava o tempo todo dizendo: “Fizemos algo grande, todos no discord estão comentando”. A irmã confirmou que viu um video no celular do menor, em que ele estava de máscara ateando fogo em um morador de rua, enquanto o ato era filmado por Miguel. Além das mídias referentes ao crime apurado, havia também diversos arquivos de “pornografia infantil; Ela foi até o local do crime, que é próximo de sua casa eobservou que o chão estava todo queimado. O adolescente teria dito que o crime foi planejado e que foram pagos para fazer isso. O valor do pagamento foi de 750 reais para cada e que foi pago por um indivíduo de

MP e polícia detiveram cerca de 50 pessoas e fecharam pontos de jogo do bicho de Rogério Andrade

O Ministério Público e a Polícia Civil fecharam dezenas de pontos de jogo do bicho, em vários bairros da Capital controlados pela organização criminosa liderada por Rogério de Andrade, que está preso. Além de grande quantidade de material apreendido na operação Safari, foram detidas 50 pessoas. Os locais de jogo foram levantados após trabalho de investigação e de Inteligência desenvolvido pelo MPRJ. A operação de hoje teve sua gênese no mapeamento de pontos do bicho pertencentes a Rogério de Andrade, cuja organização criminosa persiste em suas atividades ilícitas. A ação estratégica permitirá seguirmos o rastro do dinheiro do bicho. A CSI/MPRJ Mobilizou 50 viaturas e 100 agentes para a operação FONTE: Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro

Veja modo de atuação de uma quadrilha de roubadores de celulares ligadas ao CV. Dinheiro das vendas dos aparelhos subraídos ajudava a financiar a caixinha da facção

Uma quadrilha que rouba telefones celulares e ainda praticava extorsões contra as vítimas, com o objetivo de desbloquear e revender os aparelhos é alvo de operação da Polícia Civil no RJ. O bando é ligado ao Comando Vermelho. Os agentes buscam cumprir 43 mandados de prisão na capital, Duque de Caxias, São João de Meriti, Barra do Piraí e também no estado de São Paulo. Até o momento, mais de 30 pessoas foram presas. MODUS OPERANDI O bando não apenas roubava os dispositivos, mas intimidava violentamente as vítimas para obter senhas e acessos. Os criminosos faziam ameaças diretas, intimidação psicológica e coação financeira, exigindo pagamentos ou informações sob a ameaça de represálias. A estratégia tornava a quadrilha ainda mais lucrativa, pois dispositivos desbloqueados têm maior valor de revenda e permitem o acesso a contas bancárias e aplicativos financeiros das vítimas. O primeiro ato da organização envolvia a subtração dos celulares em áreas de grande circulação, como Duque de Caxias, Calçadão de Bangu e Central do Brasil. Para garantir exclusividade no fornecimento, os líderes davam armas aos assaltantes, eliminando intermediários e estabelecendo vínculos diretos com traficantes que autorizavam os roubos em troca de parte dos lucros. Após os roubos, agia o núcleo de extorsão, que utilizava diversos métodos para coagir as vítimas a fornecerem senhas e acessos financeiros, como ameaças via aplicativos de mensagem ou SMS, uso de informações obtidas na dark web, golpes de phishing e pressão psicológica. Quando esses métodos falhavam, os celulares eram desmontados e vendidos como peças para assistências técnicas clandestinas. O grupo lavava o dinheiro obtido com a venda dos celulares desbloqueados e das extorsões. Os valores eram distribuídos entre contas bancárias de terceiros, dificultando o rastreamento, sacado em espécie e escondido em locais estratégicos e também como fonte de receita da “caixinha” do CV, que financia as atividades criminosas e disputas territoriais e garante pagamentos para parentes de faccionados, estejam eles presos ou em liberdade. Os bandidos envolvidos no esquema ostentavam luxo nas redes sociais, com a compra de bens de alto valor e festas financiadas pelo crime. FONTE: Polícia Civil do Rio de Janeiro

Leia detalhes da sentença que condenou dois traficantes do CV a 160 anos de prisão pela morte de duas pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, e deixou seis pessoas feridas em Três Rios em 2020. Alvo era uma das vítimas sobreviventes que pertencia ao TCP. Crime foi planejado. Cidade foi tomada por bandidos

Os condenados a 160 anos pelas mortes de duas pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, e que deixaram seis pessoas feridas em Três Rios em 2020, são Leonardo Félix de Freitas, o Léo Jack e Ualifer Medeiros de Araújo, vulgo Cagado, integrantes do Comando Vermelho. O motivo torpe, reconhecido pelos Jurados, tem por fundamento a disputa pelo tráfico de drogas na região, pertencendo os criminosos à Organização Criminosa Comando Vermelho. Um dos baleados pertencia ao Terceiro Comando Puro e era o alvo da ação. Os denunciados e o alvo já vinham tendo problemas anteriores em razão de pertencerem a organizações criminosas diversas e por disputarem a mercancia de drogas na mesma região. Na data dos fatos, as vítimas, seus familiares e amigos se encontravam comemorando o aniversário do alvo quando Leonardo e Ualifer chegaram de moto e passaram a disparar em direção a todos os presentes. Na Cidade de Três Rios, o tráfico de drogas já não mais permite ações isoladas. As comunidades locais estão corrompidas e as facções, arregimentadas por pessoas que nada têm a perder, avançam abruptamente, criando rotinas violentas com regimentos e regras que lhes são próprias. Caso contrariadas, a morte é certa, pelo que se convencionou chamar de ¿Tribunal do Tráfico¿. Léo Jack era um dos chefe do tráfico da cidade, contando com o auxílio de ¿Cagado. Contra Léo Jack consta anotação na Ficha de Antecedentes Criminais condenação transitada em julgado por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na data de 20/04/2015, por acórdão condenatório. A pena foi cumprida apenas em 16/12/2020. A menina morta, Maria Alice de Freitas Neves, foi atingida por 18 disparos. O delito foi cometido durante o repouso noturno, por volta das 22h30, na Travessa Senhor dos Passos, nº 389, Casa 02, Ladeira das Palmeiras, Cidade de Três Rios, neste Estado. No caso, trata-se de área destinada à residência. Houve planejamento de todo o delito, representado pelo armamento empregado no crime, pelas roupas que visavam não permitir a identificação de cada qual, pela cobertura de outros membros faccionados e ainda não identificados e, principalmente, pela fuga com uma motocicleta. Inclusive, os autos apontam que um dos indivíduos passou anteriormente no local dos fatos, entre às 19h e 20h de 30 de junho de 2020, para averiguar as condições do local. A paz pública foi colocada em xeque com a conduta dos homicidas. Os moradores locais foram extremamente abalados com a ocorrência dos assassinatos. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

De dentro de presídio, dono das bocas de fumo do Complexo de São Carlos (TCP) articulava união com facção criminosa mineira. VEJA TRECHO DE ESCUTA

Denúncia contra 36 traficantes, entre eles Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, dono das bocas de fumo do Complexo de São Carlos, no Estácio, Região Central do Rio, revela a atuação de uma quadrilha nas capitais mineira e fluminense, bem como em outras localidades das regiões Sul e Sudeste do país. A investigação inciiada em 2022 apontou que o bando praticava interestadual de drogas, lavagem de capitais, posse irregular de armas de fogo de uso permitido e restrito. O bando se intitulava Sala Vip” e tinha estreitos vínculos com outra organização criminosai ndependente sediada no Estado do Rio de Janeiro, o Terceiro Comando Puro (TCP), bem como utilizava serviços de branqueamento de capitais advindos sobretudo do tráfico de drogas interestadual promovidos por associações criminosas especializadas na dissimulação e ocultação de valores e bens produtos de crime. Ao longo das investigações, apurou-se que a organização criminosa conhecida como “Sala Vip” tinha como líder o denunciado Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo Paraíba, que comandava o tráfico de drogas no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte, em estreita cooperação no comércio de entorpecentes com o TCP que domina o território do Complexo do São Carlos, na capital fluminense. O vínculo de Paraíba, com a facção carioca era mantido com Coelho, que mesmo preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Estado Fluminense, tinha acesso a telefones celulares. Consta no inquérito policial que Coelho tinha como um de seus interlocutores extramuros com Paraíba, a denunciada Bruna Neiva Clem Galdino, que recebia informações via aplicativo de mensageria de Anderson orientando como Rafael Carlos deveria agir com pessoas que desafiavam a liderança deste no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte/MG e no Morro da Mineira, no Rio de Janeiro/RJ, dando a este liberdade para atuação no tráfico de drogas na localidade carioca, bem como prestando apoio financeiro e logístico da facção. Bruna foi presa no Rio em janeiro. Veja áudios, primeiro de Bruna e depois de Coelho. Em apoio às atividades criminosas capitaneadas pelo vulgo Paraíba no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte/MG tomava parte seu irmão e codenunciado Maurício da Silva Ferreira, vulgo Maumau. Ele era visto como o “número 02” da organização criminosa “Sala Vip” Mamau passou a ser sinônimo do poder do tráfico de drogas no aglomerado Cabana do Pai Tomás após Paraíba, que era foragido, ter deixado a comunidade visando evitar ser preso pelas forças de segurança e homiziar-se no Morro da Mineira, Rio de Janeiro/RJ,uma das favelas que compõem o Complexo do São Carlos, área dominada pelo Terceiro Comando Puro – TCP, cujo líder é o já mencionado Anderson Rosa Mendonça, vulgo CoelhoDouglas Henrique Mattos de Jesus, vulgo Predestinado, atuava de forma incessante na venda de maconha, cocaína, ecstasy e lança-perfume na capital mineira e, em duas ocasiões, foi preso em ocorrências com natureza de “tráfico de drogas. Ele criou uma rede de “mulas” para realizar o transporte de entorpecentes entre Belo Horizonte/MG e o Rio de Janeiro/RJ, abastecendo a organização criminosa “Sala Vip” com drogas adquiridas em parceria com a facção Terceiro Comando Puro. Competia a André Vinícius de Souza Cezário, vulgo Mantega, a negociação e venda de cocaína, crack (referido nas conversas como “gordura” ou “óleo”) e drogas sintéticas (“K4” e “K9”). Detectou-se, ainda, nas referidas conversas, a venda de armas de fogo curtas, tratadas como “oitão” Ele tinha também por hábito auxiliar os membros da organização criminosa em ações assistenciais promovidas no aglomerado Cabana do Pai Tomás, como aquela que ocorreu no Natal de 2023, quando centenas de aves “Chester foram distribuídos à população local. Ele também custeava as despesas de outros integrantes da organização criminosa com honorários advocatícios e com aluguel de telefones celulares dentro de unidades prisionais. Manteiga também monitorava a atividade de empresas que disponibilizam serviços de internet no aglomerado Cabana do Pai Tomás e impedia que estas concorressem com a pessoa jurídica Top Net Telecom Vista Alegre Ltda, em cujo quadro societário figurava o pai de Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo Paraíba. A quadrilha tinha também Gabriel Pereira de Oliveira, vulgo Chavosinho, realizar o comércio de drogas, a quem eram confiados a atos violentos destinados a aterrorizar a população ordeira, como incêndio de ônibus do transporte público de passageiros que acessavam o aglomerado Cabana do Pai Tomás, em retaliação a ações policiais. Gabriel passou a ser presença constante no Morro da Mineira, no Rio de Janeiro/RJ, área dominada pelo Terceiro Comando Puro – TCP, onde Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo Paraíba, foragido da capital mineira, encabeçava o tráfico de drogas, sob autorização de Anderson Rosa Mendonça, vulgo Coelho.O criminoso foi preso em flagrante no dia 03/09/2024 durante uma operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, Rio de Janeiro/RJ, região de domínio do Terceiro Comando Puro. Na ocasião Gabriel encontrava-se na companhia de comparsas e as forças de segurança lograram apreender com os presos 07 (sete) fuzis, 05 (cinco) pistolas, drogas, carregadores, celulares e granadas. Presa no Rio, Bruna Neiva Clem Galdino era tesoureira da quadrilha. Sob ordens de Paraíba, ela agoa efetuando depósitos bancários relativos a produto da venda de entorpecentes, utilizando a própria conta bancária para movimentar valores da organização criminosa e realizando pagamentos em espécie para fornecedores de drogas ilícitas. Ela atuava diretamente na comercialização de entorpecentes e outras substâncias proscritas como lança-perfume, não se limitando a exercer a contabilidade do tráfico de drogas. O maior operador financeiro do bando era Judeudson Cleves Andrade. Suas ovimentações financeiras ao longo dos últimos anos alcançaram mais de R$12.000.000,00 (doze milhões de reais), sem que houvesse qualquer justificativa legal ou fática para tanto. FONTE: Relatório da Polícia Civil de Minas Gerais disponível no site Jusbrasil

Relatório policial dá mais detalhes sobre atuação de quadrilha capixaba baseada no Rio alvo de operação hoje no Complexo da Maré (TCP). COMO FUNCIONAVA A LAVAGEM DE DINHEIRO

Segundo mais um relatório da Justiça obtido pela reportagem sobre a quadrilha capixaba alvo de operação hoje no Complexo da Maré, , os líderes do bando, os Irmãos Vera” auxiliaram no desenvolvimento do Terceiro Comando Puro (TCP) no Espírito Santo.tendo como pressuposto a atuação baseada no tráfico ilícito de entorpecentes. Em razão da forte influência existente a partir do Estado do Rio de Janeiro, local em que o TCP surgiu, os Irmãos Vera passaram a extorquir de empresas locais prestadoras de serviços de internet e de fornecimento de água e gás o pagamento de valores como condição de atuação e, em alguns casos, até mesmo avocar, sob coação, violência e ameaça, a administração desses provedores e empresas, fundamentados e justificados pela condição de liderança do tráfico ilícito de entorpecentes. Tal fato, de extrema gravidade, demonstrou novo viés da influência do tráfico carioca no Espírito Santo, indicando que a criminalidade tem avançado cada vez mais na ocupação dos espaços socais, se inserindo na prestação de serviços gerais, como ocorre no estado do Rio de Janeiro, tendo o tráfico e as milícias se colocado como fornecedores de internet, gás, dentre outros, à comunidade sobre sua influência e em situação de vulnerabilidade social Foi possível extrair do aparelho de celular de investigados informações sobre a existência de contas bancárias utilizadas por um dos irmãos Vera para receber os valores ilícitos provenientes do tráfico de drogas e das extorsões praticadas, sendo então solicitado ao COAF (Conselho de Controle de Atividade Financeiras) o encaminhamento de Relatório de Inteligência Financeira vinculado ao investigado. foi possível constatar indícios concretos da participação dos investigados e de pessoas jurídicas a eles vinculadas em sofisticada rede de lavagem de capitais, existindo inclusive aparente “banco paralelo” com a finalidade de dar aparência lícita aos valores advindos da prática delitiva. Um dos envolvidos era parte fundamental no esquema de lavagem de dinheiro, sendo o responsável por receber valores decorrentes de extorsão a empresários, que implicam em uma rede de financiamento associada ao tráfico de drogas, além de possuir endereço no Rio de Janeiro, no local onde Nomeficou escondido antes de sua prisão. A análise de suas movimentações financeiras não deixou dúvida acerca da procedência ilícita dos valores movimentados em suas contas bancárias, tendo em vista a incompatibilidade com sua renda declarada. Essa pessoa era companheira do traficante Kamu e parte fundamental do esquema, auxiliando seu companheiro no recebimento de valores decorrentes de extorsão do tráfico de drogas, sendo sua conta uma das mais utilizadas pela ORCRIM para inserção do dinheiro no sistema financeiro.Uma outra mulher d dona da uma casa lotérica situada na região da Maré, no Rio de Janeiro/RJ (local onde um dos irmãos Vera estava homiziado), sendo esse estabelecimento uma das pessoas jurídicas que, em razão de seu fluxo de dinheiro em espécie, recebia depósitos de valores da ORCRIM. Consta nos autos que, apesar de ter recebido auxílio emergencial durante o período de pandemia, apresentou intensa movimentação financeira com valores absolutamente incompatíveis com sua renda, se utilizando de um esquema de lavagem de dinheiro por meio de pagamento de boletos.Outros dois participantes do bando verifica-se que ambos, utilizando de suas contas pessoais e de suas pessoas jurídicas, criaram uma instituição financeira que operava de forma paralela ao sistema bancário e ligado à facção TCP, lavando dinheiro ilícito do tráfico do ES e RJ, com um complexo esquema para diversificar as formas de introdução dos valores ilícitos no sistema financeiro. Para dissimular valores ilícitos, também utilizam a conta da filha menor tendo os relatórios de inteligência financeira apontado movimentação de milhões de reais. O dono de um provedor de internet se alinhou aos interesses da ORCRIM e se tornado parte dela, sendo o responsável por interferir deliberadamente no serviço de Internet das regiões sobre a influência do TCP e extorquir empresários, usando ainda métodos de sabotagem, como cortes de fiação, para forçar clientes a migrar para sua empresa. Além disso, o investigado estava auxiliando um dos irmãos Vera na aquisição de equipamentos para monitoramento, como câmeras, como forma de evitar as ações policiais e exercer controle nas comunidades em que estão inseridos Mais quatro citados na investigação integram a organização criminosa emprestando suas contas bancárias para recebimento de valores ilícitos, decorrentes de extorsão e tráfico de drogas, tanto aquelas cometidos sendo que os investigados residem no ES, em áreas dominadas pelo TCP. Sócios de uma loteria uanto receberam, por meio da pessoa jurídica, valores expressivos dos representados Nomee Nome, utilizando do fato de que casas lotéricas são negócios frequentemente utilizados na lavagem de dinheiro ilícito por lidarem com grande fluxo de dinheiro em espécie. Retira-se dos relatórios de inteligência financeira que a movimentação da lotérica é totalmente incompatível com sua renda declarada, bem como de seus sócios, chegando a movimentar, em um curto período (01/02/23 a 31/07/23), mais de 27 milhões de reais. FONTE: Relatório da Justiça do Espírito Santo disponível no site Jusbrasil

Justiça Federal condenou a até 20 anos 15 milicianos do bando de Zinho que trocaram tiros com PRFs na Avenida Brasil ano passado. Veja o papel de cada um no grupo e detalhes da investigação

A Justiça Federal do Rio condenou 15 milicianos do “Bonde do Zinho” que trocaram tiros com agentes da PRF na Avenida Brasil, em março do ano passado. Na ocasião, nove milicianos foram presos e outros seis baleados. As penas variam de 15 a 20 anos de prisão. Segundo a denúncia, na madrugada do dia 7 de março de 2024, por volta das 4h, os denunciados foram flagrados, por policiais rodoviários federais, com as armas e munições pelo menos, 12 fuzis, 7 pistolas, 2 granadas e milhares de munições, além de coldres, camisas, calças e cintos táticos com a inscrição “Polícia”, balaclavas e rádios comunicadores, quando trafegavam pela Avenida Brasil (BR-101), sentido Centro, na altura do Viaduto Eng. Oscar Brito, em Campo Grande, nesta cidade. Os acusados e resistiram, com violência, à ordem de parada policial, bem como dirigiam,na oportunidade, 3 veículos clonado sendo tal forma de deslocamento conhecida vulgarmentecomo “bonde”, além de que constituíam milícia privada voltada à prática de delitos como extorsão, receptação, ameaça e homicídio Um dos bandidos presos afirmou que um dos comparsas foi lhe buscar para r para ir para a Carobinha a pedido do Pipito, para ajudarem na “contenção” na comunidade porque o Comando Vermelho iria tentar invadir o local. Um outro também confirmou que foram para a Carobinha fazer a segurança para evitar uma suposta invasão do Comando Vermelho. Um terceiro contou que eles estavam voltando da Carobinha; que tinham ido para apoio, pois a localidade estava em guerra contra o Comando Vermelho; que foi acionado para evitar a invasão dos bandidos do Comando Vermelho, como não houve invasão foram liberados Um delegado afirmou que quando o falecido Pipito assumiu o comando da milícia de Zinho, houve um período de instabilidade e o Comando Vermelho aproveitou para retomar algumas áreas de domínio. Ao receber ainformação de que haveria uma investida na Carobinha, em Campo Grande, na passou-se a investigar tanto os traficantes que iriam retomar o poder sobre a comunidade quanto os milicianos da região; que conseguiu com essa investigação informações sobre dois veículos utilizados em deslocamentos da milícia; que esses veículos eram usados também pela milícia para deslocamento de homens e reforços para determinada região;que houve algumas tentativas de interceptação desses veículos sem sucesso até o dia que, com auxílio da PRF e do 27° Batalhão de Santa Cruz, logrou interceptar o comboio e apreender os materiais que estão nos autos; que a Polícia Civil agiu em viaturas descaracterizadas, posicionados em locais indicados pela PRF para que não fossem descobertos por olheiros; que a PRF, estando em viaturas ostensivas, foi quem ficou responsável pela abordagem. Segundo ele, a milícia do Zinho cobra taxa, exerce o monopólio na venda de serviços e produtos; que, diferente de outras milícias, o grupo criminoso de Zinho tem, como atividade não tolerada, o tráfico de drogas, apesar de alguns de seus integrantes responderem por tráfico de entorpecentes. O delegado afirmou que havia a monitoração tanto dos milicianos quanto dos traficantes com intenção de impum grande confronto na localidade; que as informações são obtidas por compartilhamento de agências de inteligência; que informações sobre a movimentação miliciana em questão estava, inclusive, em redes sociais de pessoas da região. O policial falou que um dos emvlvidos, Driel, exercia a função de liderança, detinha a confiança do Zinho e era o responsável pela administração miliciana de uma comunidade na região de Paciência; que os outros integram o Grupo de Ações Táticas da milícia (GAT), imitando a estrutura da Polícia Militar, são os combatentes que possuem os melhoresarmamentos, responsáveis por fazer a segurança em territórios já integrados pelo grupo criminoso e tomada de territórios de grupos criminosos rivais Ela disse que a milícia que a milícia em questão, do Zinho e do Pipito, não firma nenhum pacto com o tráfico; que o lucro da milícia em questão vem da exploração de serviços, venda da gás, taxa para circulação de transporte alternativo; que as informações analisadas. Uma policial afirmou que possuía informações de dois veículos utilizados pelos criminosos e que estariam em deslocamento para uma disputa territorial entre a milícia e o Comando Vermelho na localidade da Vila Kennedy; que contou com o auxílio da PRF por questões logísticas de deslocamento e possível perda da oportunidade de confirmação das informações; Falou que Driel era uma das sub-lideranças da milícia e responsável por uma regiãohabitacional de Paciência; que os criminosos presos integravam os grupos de ação tática da milícia e são responsáveis pela segurança dos territórios já tomados e pela tomada de novas localidades em disputas territoriais; que a milicia atua tanto na cobrança de “gato net”, quanto na cobrança de taxa de segurança da região e domina determinada região; que as milícias começaram com policiais desviados de suas funções combatendo o crime. Um outro policial falou que todos os denunciados confessaram, em sede de interrogatório em Juízo, que pertenciam ao grupo criminoso armado liderado por Luis Antônio da Silva Braga, vulgo “Zinho”, liderança que teria sido sucedida por Rui Paulo Gonçalves Estevão, vulgo “Pipito”. Admitiram, ainda, que atuavam na “segurança” dos locais determinados pela organização criminosa,sendo integrantes do grupo de ações táticas conhecido como “GAT da milícia, que recebiam remuneração semanal ou mensal por isso, além de terem esclarecido há quanto tempo se dedicavam às atividades no grupo. Veja o papel de cada um na milícia ALEXANDRO DOS ANJOS GARCIA: “… que ia ganhar R$ 200,00 (duzentos) reais e uma cesta básica; que já participou 6 (seis) ou 7 (sete) vezes de serviços como esse; … que não costumava a realizar outras funções, como cobrança; que só costumava fazer o “serviço de patrulhamento” nas áreas de Paciência, Santa Cruz; que o intuito desses patrulhamentos era fazer a segurança da área; que não levava o armamento nem o colete para casa; que, após o serviço, entregava os equipamentos para o Buiu, recebia o dinheiro e ia para casa …”; DRIEL AZEVEDO DE ARAÚJO: “…que já serviu ao quartel, onde aprendeu a atirar; que trabalhava em uma ótica e sofreu um atentado contra sua vida,

Carne podre que ficou submersa nas enchentes do RS adquirida por empresa do RJ era para ser usada para fabricar graxa e ração animal mas foi revendida para ser comercializada para consumo humano. VEJA DETALHES

A empresa Tem Di Tudo de Três Rios adquiriu de uma firma de Canoas (RS) carne NA condição ‘imprópria para consumo humano’ que ficou submersa durante as enchentes no Rio Grande do Sul que, pelo contrato, deveria ser destinada a produção de ração animal e graxas. No entanto, segundo investigação da Decon/RS, a firma deu destinação diversa para a mercadoria, revendendo para outras empresas, incluindo para uma de Cachoeirinha, cidade gaúcha, “A Tem di Tudo adquiru cerca de 800 toneladas de carnes de uma empresa sediada na cidade de Porto Alegre e a empresa da qual adquiriram as carnes ainda tinha na sua área de operação alagamentos de 30 a 40 cm e diversos cortes de carne estavam acondicionadas em pallets submersos. Parte dessa carne foi transportada para a cidade de Três Rios/RJ e outra parte foi revendida para outras empresas. Além disso, a carne levada para a cidade de Três Rios foi reaproveitada pela empresa, sendo revendida para comerciantes”, revelam os autos. Em 03/06/2024, foi recebida a notícia de que o alimento estava sendo comercializado para consumo humano, sendo que circulou uma fotografia de um alimento que estava sendo ofertado no Paraná e que foi identificado pelo código de barras como sendo parte dos produtos impróprios. Quando a carne chegou na empresa de Cachoeirinha, o sócio notou que ela possuía aspecto de estragada. Após, verificou que nas caixas tinha a inscrição da distribuidora PMI, de Canoas, fato este que despertou a sua desconfiança de que poderia ser produto da enchente. Em contato com a empresa PMI, eles confirmaram que a mercadoria havia sido vendida para fazer ração animal; Na operação realizada pela Delegacia do Consumidor do Rio de Janeiro na empresa Tem diTudo, os agentes apreenderam produtos femininos, detergentes, outros produtos de limpeza, óleos lubrificantes, frascos de álcool 70% e carne bovina com aproximadamente duas toneladas. As condições eram muito precárias aduzindo sujidades, embalagens amassadas e fracionadas e a carne estava podre embora acondicionada em câmara refrigerada. . Em uma câmara fria, foi encontrada grande quantidade de peças de carne bovina ainda com ossos, que exalavam forte odor pútrido. No local, também foi encontrada peça de carne oriunda do frigorifico de Canoas (RS), a empresa que comprova que a Tem di Tudo adquiriu mercadorias impróprias naquela da empresa gaúcha e mesmo depois de seis meses ainda mantinha em seu poder exemplar da carne adquirida como imprópria, mas acondicionada junto a outras carnes que no local foi dito estarem em boas condições. Segundo investigadores, a Tem di Tudo teria adquirido em junho de 2024 800 toneladas de carnes de sediada na cidade de Canoas e conseguiu tal mercadoria na condição de “imprópria ao consumo humano” pelo valor de aproximadamente R$ 0,97 por quilo. Após comprar a carga, a Tem di Tudo se comprometeu a fazer rapidamente a coleta, nesse sentido, a partir do dia 23/05/2024 começaram a retirada de aproximadamente 800 toneladas de produto, a retirada demorou 9 dias para ser concluída e foram necessárias 32 carretas. Uma testemunha confirmou que a Tem di Tudo adquiriu muitas toneladas de carnes de uma empresa do Rio Grande do Sul e constatou que diversos cortes de carne estavam condicionadas em pallet e estes estavam submersos; que parte dessa carne, considerada boa pelos sócios da empresa foi transportada para a cidade de Três Rios e outro tanto foi revendido para outras empresas, Segundo a declarante, a carne trazida para Três Rios foi reaproveitada pela empresa que a revendeu para comerciantes. FONTE: TJ-RJ

Veja como funciona o esquema da ‘caixinha’ do Comando Vermelho

As investigações do MPRJ e da Polícia Civil revelam como funciona o esquema da ‘caixinha’ do Comando Vermelho. O sistema opera por meio de taxas cobradas de forma mensal de líderes de pontos de venda de drogas nas comunidades controladas pela facção. Em troca, os responsáveis pelas “bocas de fumo” têm acesso à marca da organização, fornecedores de entorpecentes, suporte logístico e apoio bélico. Os valores arrecadados são centralizados e utilizados para financiar ações como compra de drogas e armamentos, expansão territorial, pagamento de propinas, assistência a membros presos e crimes conexos, como extorsões, roubos de cargas e veículos, além da exploração monopolizada de serviços de internet. Nesta fase da operação, os principais alvos são familiares e operadores do fundo financeiro da facção criminosa. Os alvos foram denunciados pelo GAECO/MPRJ à Justiça pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, relacionados ao tráfico de drogas e à ocultação de valores ilícitos em mais de 4.888 operações financeiras, totalizando aproximadamente R$ 21.521.290,38. Os agentes estão cumprindo mandados contra suspeitos em Bangu, Jacarepaguá, Engenho da Rainha, Nova Iguaçu, Ramos, Copacabana, Cordovil, Santo Cristo e no Instituto Penal Vicente Piragibe. Também há mandados sendo cumpridos nos estados da Bahia e Paraíba. A polícia e o MP começaram a investigar a caixinha em 21 de maio de 2019, com a prisão em flagrante de Elton da Conceição, conhecido como “PQD da CDD”, na Cidade de Deus, em Jacarepaguá. Na ocasião, foram apreendidas armas, munições e documentos que revelaram um esquema estruturado de lavagem de dinheiro operado pelo Comando Vermelho. Entre os materiais recolhidos, destacaram-se comprovantes de depósitos bancários, que permitiram rastrear movimentações financeiras ilícitas utilizadas para financiar as atividades da facção criminosa. A primeira fase da operação, deflagrada em 2020, concentrou-se na identificação do fluxo financeiro vinculado ao Comando Vermelho. Essa etapa resultou no indiciamento de 84 pessoas e na apreensão de documentos que detalhavam o funcionamento da “Caixinha”, o fundo financeiro que sustenta a organização criminosa. ]FONTE: Ministério Público e Polícia Civil

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