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Trabalhadores denunciam esquema de “arrego” a traficantes e milicianos para liberar entregas em favelas do Rio; dois processos expõem relatos chocantes

Uma ação trabalhista revelou denúncias que ultrapassam a discussão sobre direitos trabalhistas e expõem um suposto esquema envolvendo o pagamento de “arrego” para que caminhões de entrega pudessem circular em áreas dominadas por organizações criminosas no Estado do Rio de Janeiro. Os relatos foram feitos por trabalhadores que atuavam nas entregas e descrevem uma rotina marcada pelo medo, pela intimidação e pela convivência direta com homens armados. Segundo os depoimentos prestados à Justiça, a empresa teria estabelecido acordos com traficantes e milicianos para garantir o acesso às comunidades onde realizava suas operações comerciais. De acordo com uma das testemunhas ouvidas em juízo, o chamado “arrego” consistia na entrega de mercadorias a criminosos que controlavam essas regiões. O depoente afirmou que a prática beneficiava traficantes, milicianos e até policiais que atuariam nas localidades, permitindo que os caminhões continuassem realizando as entregas sem sofrer ataques ou impedimentos. A testemunha relatou que as equipes atendiam comunidades como Aliança, Dom Bosco e Grão Pará, em Nova Iguaçu, consideradas áreas de forte influência do crime organizado. Segundo o depoimento, quando o “acordo” deixava de ser cumprido, os trabalhadores eram impedidos de deixar a comunidade e permaneciam sob a vigilância de criminosos armados até que a situação fosse resolvida. O relato é um dos trechos mais impactantes do processo. Conforme a testemunha, motoristas e ajudantes ficavam literalmente sentados, cercados por homens armados, aguardando que representantes da empresa resolvessem o impasse com os criminosos responsáveis pelo controle territorial da região. As denúncias não partiram apenas do trabalhador que ajuizou a ação. Uma testemunha confirmou detalhadamente a existência desses supostos acordos e descreveu a dinâmica utilizada para garantir a entrada dos veículos nas comunidades. Já uma testemunha apresentada pela própria empresa reconheceu que o reclamante era responsável por uma rota que atendia a comunidade do Grão Pará, embora tenha afirmado não saber se havia pagamento de “arrego”. Ao analisar as provas, o juiz destacou que os relatos demonstram uma exposição completamente incompatível com qualquer ambiente de trabalho. Na sentença, o magistrado registrou que obrigar empregados a permanecerem em áreas dominadas por criminosos armados, aguardando a solução de conflitos envolvendo supostos pagamentos a grupos criminosos, extrapola qualquer risco normal da atividade profissional. A decisão afirma que a tensão psicológica vivida pelos trabalhadores, obrigados a aguardar uma “solução comercial” enquanto permaneciam sob a mira de armas de fogo, ultrapassa todos os limites de tolerância e configura grave violação aos direitos fundamentais do trabalhador. O magistrado também entendeu que, caso confirmadas essas circunstâncias, a empresa deixou de cumprir seu dever constitucional de proporcionar um ambiente de trabalho seguro, submetendo seus funcionários a um risco muito superior ao inerente à atividade de entrega de bebidas. Em razão desse conjunto de provas, a Justiça condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais. No entanto, o trabalhador recorreu da decisão, sustentando que o valor fixado não é compatível com a gravidade das denúncias nem com o porte econômico da empresa. Mais do que uma discussão sobre verbas trabalhistas, o caso chama atenção pelo conteúdo dos depoimentos, que descrevem a suposta existência de negociações entre empresas privadas e grupos criminosos para viabilizar atividades comerciais em territórios dominados por facções e milícias. Os relatos apontam que os maiores prejudicados eram justamente os trabalhadores, obrigados a ingressar diariamente em áreas de alto risco e, segundo as testemunhas, abandonados à própria sorte sempre que os supostos acordos deixavam de ser cumpridos. As denúncias, registradas sob compromisso legal perante a Justiça do Trabalho, lançam luz sobre uma realidade frequentemente relatada por profissionais que atuam em comunidades dominadas pelo crime organizado: a de que, para manter suas operações, empresas acabam se submetendo às regras impostas por grupos armados, enquanto motoristas, ajudantes e entregadores são expostos a situações extremas de medo, coação e riscoA equipe do Fatos Policiais teve acesso a outro processo trabalhista que reforça denúncias semelhantes envolvendo a atuação de empresas em áreas dominadas pelo crime organizado no Estado do Rio de Janeiro. Na ação, um ex-funcionário afirma que foi obrigado a negociar diretamente com traficantes e milicianos para garantir a realização de entregas e ações comerciais em comunidades controladas por grupos criminosos. Segundo o trabalhador, a empresa delegava aos próprios empregados a responsabilidade de acertar com criminosos os valores e condições do chamado “arrego”, expondo vendedores e supervisores a um risco permanente de morte. O processo foi ajuizado em dezembro de 2023 e reúne uma série de acusações contra a empresa. Além de jornadas exaustivas, supressão de intervalos e outras irregularidades trabalhistas, o ponto mais grave da ação diz respeito às alegações de que funcionários eram utilizados como intermediários em negociações com traficantes e milicianos para viabilizar operações comerciais em territórios dominados por organizações criminosas. Em seu depoimento, o trabalhador afirmou que era obrigado a negociar “o percentual das doações” exigidas por criminosos para permitir a entrada das equipes nas comunidades. Segundo ele, a situação gerou tamanho abalo psicológico que passou a temer por sua própria vida, alterou sua rotina pessoal e afetou inclusive seu relacionamento familiar. Os relatos não ficaram restritos ao autor da ação. Uma testemunha confirmou em juízo que o chamado “arrego” correspondia a uma “taxa informal negociada entre a empresa e as comunidades para que pudesse fazer as vendas e as entregas”. Ainda segundo esse depoimento, quando o pagamento não era realizado, vendedores sofriam represálias impostas pelos criminosos. A testemunha revelou ainda um episódio que demonstra o nível de risco enfrentado pelos funcionários. Segundo declarou sob compromisso legal, chegou a permanecer retida por milicianos em Rio das Pedras até que o pagamento exigido fosse efetuado. O mesmo depoimento afirma que o supervisor da equipe — autor da ação — era quem costumava negociar diretamente com os criminosos e chegou a ir ao local para resolver o impasse. Outro trecho do processo chama atenção por indicar que a empresa tinha pleno conhecimento dos riscos enfrentados por seus empregados. Durante a audiência, o representante da companhia reconheceu que já haviam ocorrido episódios de violência relacionados à realidade das operações no Rio de Janeiro

Saiba quem é o bandido que pode ter herdado o comando do Muquiço (TCP) após a prisão de Coronel. Traficantes da favela atacaram policiais e um agente acabou morto

A morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, durante um ataque de traficantes da Favela do Muquiço, em Deodoro, colocou novamente no centro das atenções um dos criminosos mais perigosos do estado. Com a prisão recente do chefe do tráfico da comunidade, conhecido como Coronel, investigadores apontam que um dos bandidos que pode ter assumido o comando da favela é o traficante Grisalho, contra quem existem 14 mandados de prisão. O ataque que vitimou o agente da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) também deixou uma policial civil e um morador baleados, provocando uma megaoperação da Polícia Civil na comunidade. Natural de São Gonçalo, Grisalho foi aliado de Thomas Jhayson Vieira Gomes, o 3N, um dos antigos chefes do tráfico do Complexo do Salgueiro. Os dois romperam com o Comando Vermelho (CV) e migraram para o Terceiro Comando Puro (TCP), fortalecendo a facção em diversas regiões do estado. Segundo investigações, Grisalho chegou a comandar o tráfico em mais de dez comunidades de São Gonçalo. Além da atuação no tráfico, Grisalho e Coronel são apontados em investigações como responsáveis por impor um regime de terror na região do Muquiço. Trabalhadores da Light eram impedidos de realizar cortes de energia elétrica e chegaram a ser ameaçados de morte. Em um dos episódios, dois funcionários tiveram equipamentos roubados na Rua Melita, atrás da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, e receberam o aviso de que seriam mortos caso retornassem ao local. As investigações também apontam que Grisalho e Coronel mantinham ligação com supostos milicianos. A partir dessa aliança, comerciantes passaram a ser obrigados a pagar taxas ilegais sob ameaça de morte. Um comerciante que se recusou a pagar acabou assassinado. Grisalho e Coronel também fizeram parte da Tropa do Pai, que comandava o Complexo da Alma, em São Gonçalo. A quadrilha foi identificada em diversos procedimentos investigatórios, vários deles instaurados na DHNSG para apurar a prática reiterada de crimes de homicídio na região. Foi possível verificar que os denunciados, valendo-se do denominado “tribunal do tráfico” por eles instituído, julgavam e executavam todos aqueles que são considerados inimigos ou informantes (“X-9”) da facção criminosa rival Comando Vermelho, Mesmo sendo um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, Grisalho chegou a desafiar publicamente as autoridades. Após ter sua foto divulgada em um cartaz do Disque Denúncia oferecendo recompensa de R$ 1 mil por informações sobre seu paradeiro, publicou uma selfie nas redes sociais com a frase: “Quem me pegar tem um doce!!!” Após o assassinato do policial Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, a Secretaria de Estado de Polícia Civil desencadeou uma operação emergencial na Favela do Muquiço, mobilizando equipes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Carlos Alberto ingressou na Polícia Civil em dezembro de 2023 e, desde maio deste ano, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Ele deixa esposa e dois filhos. Em nota, a Polícia Civil afirmou que ataques contra agentes de segurança representam um ataque direto ao Estado e garantiu que seguirá intensificando o combate às facções criminosas. A instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, prestando suas mais sinceras condolências.Até

JUSTIÇA FEDERAL CONFIRMA BRAÇO INTERNACIONAL DO CV PARA RECRUTAR BRASILEIROS PARA A GUERRA NA UCRÂNIA

A Justiça Federal do Rio de Janeiro passou a conduzir uma investigação de grande alcance que apura a existência de um suposto braço internacional do Comando Vermelho responsável por recrutar cidadãos brasileiros para atuar na Guerra da Ucrânia e, posteriormente, trazer ao país o conhecimento militar adquirido no conflito. O caso teve origem em um inquérito instaurado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio, inicialmente voltado para apurar crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas. No decorrer das investigações, porém, os agentes identificaram indícios de uma estrutura muito mais complexa, com possível atuação transnacional. Segundo os documentos judiciais, os investigadores apontam que Pedro Paulo Noel Cunha Ramaldes e Philippe Marques Pinto seriam integrantes de uma estrutura ligada ao Comando Vermelho que atuaria como uma espécie de “braço internacional” da facção. A suspeita é de que eles estariam envolvidos na arregimentação de criminosos brasileiros interessados em participar da Guerra da Ucrânia, além da disseminação, em território nacional, de técnicas e conhecimentos militares adquiridos durante o conflito armado. Diante dos indícios de internacionalização das atividades criminosas, a 1ª Vara das Garantias da Comarca da Capital declinou da competência para a Justiça Federal. O Ministério Público Federal concordou com o entendimento, sustentando que os fatos investigados apresentam características de transnacionalidade, enquadrando-se, em tese, na Lei das Organizações Criminosas. Ao analisar o caso, o juiz federal Marcos André Bizzo Moliari reconheceu a competência da Justiça Federal para conduzir a investigação, destacando que os elementos reunidos até o momento indicam possível atuação criminosa que ultrapassa as fronteiras nacionais. Com a decisão, a Polícia Federal assumirá formalmente a condução das investigações. O magistrado determinou que o corregedor regional da corporação indique a delegacia responsável pelo caso e o delegado que ficará encarregado do inquérito, podendo inclusive promover novos ajustes nas diligências inicialmente requeridas pela Polícia Civil. Além da mudança de competência, a Justiça Federal acolheu pedido do Ministério Público Federal para elevar o nível de sigilo do processo, restringindo o acesso aos autos em razão da sensibilidade das investigações. Os documentos também revelam que o inquérito, inicialmente instaurado para investigar tráfico de drogas e associação para o tráfico, acabou expondo uma hipótese investigativa inédita: a possível utilização de um conflito armado internacional como ambiente de recrutamento e treinamento de integrantes de uma das maiores organizações criminosas do Brasil. Caso os indícios sejam confirmados ao longo das investigações, o caso poderá revelar uma estratégia de internacionalização do Comando Vermelho, envolvendo não apenas o envio de brasileiros para uma zona de guerra, mas também a importação de experiência militar que, segundo a linha investigativa, poderia posteriormente ser utilizada em atividades criminosas no território nacional.

CV comemora prisão de Canella com fogos e deboche nas redes. VIDEO

Traficantes do Comando Vermelho da comunidade do Castelar, em Belford Roxo, comemoraram com a prisão do ex-prefeito Márcio Canella Relatos dão conta de quase 10 minutos de fogos na noite da terça-feira. Os bandidos também postaram fotos debochando do político, que é pré-candidato ao Senado. “Cracudo fedorento. Se fudeu”. A prisão aconteceu durante a Operação Unha e Carne, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis. Entre os alvos estava Canella, que acabou preso por portar um fuzil A repercussão nas redes mostra o impacto da operação na Baixada Fluminense. Durante o seu governo, Canella disse que reprimiu o tráfico, principalmente com a retirada de barricadas. Toda vez que um bandido era preso, o então prefeito dizia que iria ”sentar no colo do capeta’

Alvo da Operação Unha e Carne, delegado Marcus Amin já havia sido afastado pela Justiça por operação considerada ilegal

Um dos alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, o delegado Marcus Vinícius Amin volta ao centro de uma investigação policial anos depois de ter sido alvo de uma decisão judicial que determinou seu afastamento cautelar da Polícia Civil por supostas irregularidades durante uma operação da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. O processo, no entanto, foi arquivado. Amim já foi chefe da Polícia Civil também. Marcus Amin já havia enfrentado problemas com a Justiça em um processo decorrente de uma operação realizada em fevereiro de 2017. Em decisão que acolheu pedido do Ministério Público, o juiz destacou que havia indícios, corroborados pela investigação ministerial e pela Corregedoria da Polícia Civil, de que policiais da Delegacia de Homicídios ingressaram em uma residência sem mandado judicial e sem autorização dos moradores. Segundo a decisão, imagens do circuito interno de segurança e laudos periciais indicariam que os agentes acessaram o imóvel pelos fundos, pulando o portão da residência. O próprio Marcus Amin, em depoimento prestado à Corregedoria, confirmou que a equipe realizava diligências para localizar uma arma de fogo supostamente utilizada em um homicídio, admitindo que não havia mandado de busca e apreensão para a operação. O magistrado também apontou indícios de outras irregularidades, como a condução de um suspeito sem ordem judicial e o suposto emprego excessivo de força durante a ação, fatos que, segundo a decisão, eram corroborados pelas imagens anexadas ao processo. Diante desse conjunto de elementos, o juiz determinou o afastamento cautelar dos policiais envolvidos, incluindo Marcus Amin, proibindo-os de exercer funções policiais, ingressar em delegacias como agentes públicos e portar armamento funcional enquanto perdurassem as medidas cautelares. O pedido de prisão preventiva, entretanto, foi negado por ausência de elementos que demonstrassem risco concreto à investigação ou tentativa de intimidação de testemunhas. Na ação desta terça, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense, além de medidas de sequestro de bens, bloqueio de valores e suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo investigado. Segundo a PF, a organização criminosa teria utilizado uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro e movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam veículos de luxo em imóveis localizados nos bairros de Camboinhas e Piratininga, em Niterói, além de dinheiro em espécie e outros bens que serão periciados. Ainda durante a operação, um dos investigados apontado pela Polícia Federal como braço político da organização foi preso em flagrante após os policiais encontrarem um fuzil calibre .556 no interior de seu veículo. Trata-se do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que foi autuado pelo crime de posse ou porte de arma de fogo de uso restrito. Agora, o delegado volta a figurar entre os investigados na Operação Unha e Carne, que apura uma suposta estrutura criminosa responsável por lavar recursos por meio de empresas do setor de combustíveis, com participação de agentes públicos e operadores financeiros.

Veja vídeos que mostram suposta encenação de traficantes do CV para incriminar rivais do TCP em Jardim América por conta de granada deixada em telhado de creche. ACESSE O LINK

Assista os vídeos que mostram uma suposta encenação de traficantes do Comando Vermelho que teriam colocado uma granada no telhado de uma creche na comunidade de Furquim Mendes no Jardim América para incriminar os rivais do Terceiro Comando Puro de Vigário Geral com quem estão em guerra. Os vídeos mostram os bandidos posicionando um carro destruído como barricada bem ao lado de uma creche. Eles teriam tentado forjar um ataque com drone: colocaram o veículo praticamente inutilizado no local para simular que uma granada teria sido lançada por drone e culpar rivais de Vigário Geral e Parada de Lucas. As imagens ainda mostram os criminosos efetuando diversos disparos a esmo durante a ação. Usar uma creche como cenário para encenação criminosa. Isso é o nível que chegou. Acesse o link e assista https://twitter.com/CDFNOTICIA/status/2073921615679651923/video/1 Páginas ligadas ao Traficante Peixão desmentiu ataque da facção (TCP) no Jardim América.

Comando Vermelho domina principais comunidades de Paraty e ataque que deixou menino de 4 anos morto pode ter sido ação do TCP

A cidade de Paraty, na Costa Verde fluminense, vive um momento de tensão após a tragédia registrada no último fim de semana, quando um ataque a tiros no bairro Pantanal deixou um menino de quatro anos morto, uma menina de cinco gravemente ferida e um adolescente baleado. Enquanto a polícia investiga o crime, levantamento da reportagem mostra que as principais comunidades do município estão atualmente sob domínio do Comando Vermelho (CV), que ampliou sua presença na região nos últimos anos. Segundo apurado, a facção controla o próprio Pantanal, além das comunidades da Mangueirinha e do Condado, assim como a Iha das Cobras. O portal A Cidade da Costa Verde informou que o ataque deste domingo teria sido uma ação de integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) contra rivais do CV. Assim como ocorre em áreas dominadas pela facção na capital fluminense, o Comando Vermelho também ampliou a exploração de atividades econômicas nas localidades que controla em Paraty. O grupo, por exemplo, extorque barqueiros. O bando também controla áreas turísticas. Mais recentemente, em abril deste ano, a Polícia Militar prendeu o apontado chefe do tráfico no Pantanal, conhecido como “Luan dos Remédios”, durante uma operação em que foi apreendida uma pistola. O ataque Um ataque a tiros deixou um menino de 4 anos morto, uma menina de 5 anos em estado grave e um adolescente de 15 anos ferido na noite deste domingo, no bairro Pantanal, em Paraty. O crime aconteceu por volta das 19h30, quando três homens armados abriram fogo contra uma praça onde moradores acompanhavam uma partida de futebol e crianças brincavam. Os três jovens foram atingidos pelos disparos. José Heitor Dias Cerqueira, de 4 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo uma moradora, o menino vivia em Salvador com a mãe e passava as férias na casa do pai, em Paraty. No momento do ataque, brincava na praça. Uma moradora, que preferiu não se identificar, contou ter ouvido cerca de 20 disparos e descreveu o desespero vivido pelos moradores. “Estava em casa com a minha família após o jogo quando ouvi cerca de 20 tiros. Desci correndo para a praça e vi o menino baleado no chão, todo mundo em desespero. Ele mora em Salvador com a mãe, estava passando férias com o pai, e aconteceu isso. A família está inconsolável”, relatou. Segundo ela, que mora na região há mais de 30 anos, o Pantanal sempre foi considerado um bairro tranquilo, o que tornou o episódio ainda mais chocante para os moradores. “Ninguém esperava isso. Os bandidos saíram atirando, e só tinha famílias na praça. Colocaram uma TV perto da quadra para o pessoal assistir ao jogo. Tem a pracinha, o parquinho, a quadra e um quiosque. Estava todo mundo reunido ali, com as crianças brincando. Existem outros bairros de Paraty onde a gente sabe que há disputas entre criminosos, mas aqui nunca teve isso. A gente entra e sai a qualquer hora, abre a garagem de madrugada, sai de casa. Aqui não tem assalto. Você dorme com a porta e a janela abertas. É uma tranquilidade que acabou”, lamentou.

CV e milicia voltaram a entrar em guerra em três regiões do Rio com relatos de mortes

Mais úm fim de semana de guerra entre o Comando Vermelho e a milicia em três regiões da capital fluminense com registros de mortes. Criminosos ligados à Tropa do Urso (CV) realizaram um baque simultâneo na Favela da Guarda e na Favela do Rato em Del Castilho, matando dois milicianos. Milicianos oriundos da Carobinha, em Campo Grande ligados ao GAT do Cara de Egua executaram um taficante ligado à Tropa do Flamengo (CV) na Vila Kennedy.. Paramilitares ironizaram Em Curicica, traficantes da Tropa do Tricolor (CV) avançaram e expulsaram os rivais ligados à milícia do Capitão América da Comunidade do Alto do Bela Vista.

CV teria expulsado o TCP de São João de Meriti e ampliado domínio na Baixada Fluminense

Segundo informações que circulam nas redes sociais neste fim de semana, o Comando Vermelho teria expulsado de vez os rivais do Terceiro Comando Puro de São João de Meriti. De acordo com as publicações, o CV teria conseguido retirar o TCP da comunidade Trio de Ouro, que tinha influência do traficante Lacoste, do Complexo da Serrinha, em Madureira. As tropas do Urso, Esquilo e Jetta teriam comandado a ação de expulsão dos inimigos da cidade. O repórter Bruno Assunção informou que o local teria passado a se chamar agora ‘Dois de Ouro’ em razão de o número dois fazer referência ao CV. O CV agora só encontraria resistência de milciianos na cidade. SAIBA MAIS https://twitter.com/bnn_oficiall/status/2073535753892610256/video/1

GUERRA NA REGIÃO SUDOESTE: TCP teria tomado golpe e perdido áreas de Vargem Grande para o CV

Segundo informações que circulam nas redes socosis, traficantes do Comando Vermelho após muito tempo de conversa conseguiram fazer com que alguns soldados importantes do Terceito Comanfk Puro de Vargem Grande pulassem para a facção. Com isso, o TCP teria perdido o controle das comunidades Canal, Taboinha e Pombo sem Asa.. Como represália, o chefão do TCP, vulgo Gabriel Cocão resolveu dar um baque na comunidade do Canal.ação que teria terminado na morte de um Inocente Gabriel Cocão tinha apoio do TCP do Complexo da Maré Após a perda do território, soldados do grupo liderado por “GB” buscaram refúgio na Vila do João, no Complexo da Maré. Mesmo diante da derrota, os narcomilicianos divulgaram um vídeo se exibindo nas redes sociais. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, a postura de GB gerou insatisfação entre alguns chefes do TCP, que não aprovaram as publicações do criminoso se divertindo e ostentando nas redes logo após a perda das comunidades para o CV. Ainda de acordo com a apuração, soldados da facção teriam avaliado que a exposição excessiva de GB tem chamado muita atenção para a Vila do João, onde o grupo está refugiado.

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