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Notícias

Após chacina em Cordovil, muitos moradores abandonaram suas casas e favela virou uma ‘cidade fantasma’. VIDEO

Segundo denúncia da página TV Complexo, após a chacina ocorrida na madrugada de sábado na comunidade do Dourado, em Cordovil, muitos moradores fugiram às pressas da localidade deixando suas casas; “Parece uma cidade fantasma. O medo se instaurou. As pessoas estão se mudando às pressas, pegando suas coisas e abandonando suas casas. Eles vivem em um verdadeiro caos”, relatou o vídeo publicado na página. VEJA VÍDEO https://www.instagram.com/reels/DatSRbZNjAQ/ Pelo menos sete pessoas teriam morrido em uma invasão de traficantes do Terceiro Comando Puro. Entre os mortos está Karolaine Nascimento Neves, de 22 anos, jovem autista que teve o corpo jogado em um valão. Segundo sua irmã, ela teria sido abusada sexualmente. Em meio a chacina, os traficantes acusados do crime foram filmados em um baile funk neste fim de semana no Complexo de Israel, com show de MC famoso, fuzis e a presença do chefão do tráfico, vulgo Peixão, que voltou da Bolívia. VEJA VIDEO: https://www.instagram.com/p/DatPR-JKlyc/ Os bandidos do TCP debocharam da chacina Um mês antes da chacina, os traficantes ligados a Peixão haviam dado um baque no Dourado e mataram dois traficantes do CV.

Traficantes deixam população sem internet em Araruama

Clientes da operadora Amigo nos bairros Praia do Hospício, Havaí e Area, em Araruama, estão sem internet após a interrupção de um serviço de manutenção na rede. De acordo com uma mensagem enviada pela empresa a um cliente, a equipe técnica foi “abordada e expulsa do bairro por ordens do tráfico local”, o que impediu a realização da manutenção e o restabelecimento do serviço. Além dos frequentes relatos de roubos e furtos, moradores agora também enfrentam a interrupção de serviços essenciais por questões de segurança. Moradores reclamaram nas redes sociais Pois aqui eles disseram que não iriam mais poder vir, fui praticamente obrigada a colocar a que tinha, já que nem uma outra mais atende aqui. E a internet está péssima, caí toda hora, o aparelho é fraco, tive que comprar dois repetidores para espalhar o sinal, que antes ia até o fundo do terreno. Acho um absurdo. Quase tentando uma satélite. Isso tem sido um problema que aflige vários municípios fluminenses. Matéria do Globo hoje mostrou estrições impostas por grupos criminosos que já atingem diferentes regiões de Niterói, reduzem a atuação das principais operadoras e afetam milhares de moradores

Saiba os motivos que levaram STF a mandar soltar Márcio Canella

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liberdade provisória ao ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto por entender que ainda existem dúvidas que precisam ser esclarecidas sobre a posse das armas apreendidas durante a operação policial. Embora tenha reconhecido a legalidade das prisões em flagrante, o magistrado concluiu que, neste momento da investigação, a custódia poderia ser substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de deixar a comarca sem autorização judicial. Na decisão, o ministro destacou que a defesa de Canella sustentou que a arma encontrada em seu veículo pertencia ao policial militar Alexandre Paixão da Silva Júnior, integrante de sua equipe de escolta. Segundo os advogados, o próprio militar confirmou essa informação durante o cumprimento dos mandados e apresentou documentos indicando que o armamento havia sido regularmente cedido pela Polícia Militar. Em relação a Antônio Gomes da Silva Neto, a defesa afirmou que ele exercia a função de segurança no imóvel alvo das buscas e utilizava arma pertencente à corporação em razão de sua condição de policial militar. Ao analisar o caso, o ministro afirmou que ainda será necessário esclarecer se a posse da arma pelo policial militar era regular, por qual motivo o armamento estava no veículo utilizado por Canella e se Antônio Gomes exercia legalmente a atividade de segurança utilizando arma da Polícia Militar. Para o magistrado, essas dúvidas deverão ser esclarecidas no curso da investigação, inclusive mediante informações a serem prestadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Diante disso, concluiu que a prisão preventiva não era necessária neste momento e concedeu liberdade provisória aos investigados, impondo medidas cautelares. A decisão ressalta que a arma apreendida no veículo de Márcio Canella não era registrada em seu nome, mas sim de um policial militar que integrava sua equipe de escolta. Segundo a defesa, o armamento havia sido regularmente cedido pela Polícia Militar ao agente, circunstância que ainda será apurada durante a investigação e que foi considerada pelo ministro como um dos pontos que justificam a substituição da prisão pelas medidas cautelares. Márcio Canella foi preso em flagrante durante a Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para cumprir mandados de busca e apreensão no âmbito de investigação que apura a atuação de uma suposta organização criminosa voltada à prática de crimes como corrupção, obstrução de Justiça e utilização da estrutura pública em benefício de interesses privados. Durante as diligências, os agentes apreenderam armamentos, o que motivou a autuação em flagrante de Canella e do policial militar Antônio Gomes da Silva Neto. Posteriormente, o ministro do STF reconheceu a legalidade das prisões, mas concedeu liberdade provisória aos dois investigados mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Irmã de jovem autista morta em ataque do tráfico em Cordovil disse que ela foi abusada sexualmente e jogada sem roupa no rio. ACESSE O LINK E ASSISTA

A irmã de Karolaine Nascimento Neves, moça autista que  foi morta durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro na comunidade do Dourado, em Córdovil disse que ela teria sido abusada sexualmente pelos assassinos. A jovem teria sofrido mutilação das partes íntimas e atirada sem roupa dentro de uma vala. “Minha irmã lnão é traficante. Ela tem um retardo mental..Foi brutalmente asassinada. Abusaram dela porque ela tava pelada  e jogaram o corpo no Rio e a gente que reve que titar”. Acesse o link e veja a entrevista https://www.instagram.com/p/DaqMdMNxIwS A jovem autista muito querida na região. Nas redes sociais, dezenas de mensagens de carinho e despedida demonstram a comoção causada por sua partida. Familiares afirmam que ela tinha a mentalidade de uma criança, não fazia mal a ninguém e era uma pessoa sem qualquer maldade. De acordo com relatos, Karolaine foi baleada durante a invasão e teve o corpo lançado em um valão. Ainda de acordo com testemunhas, após Karolaine ser baleada, criminosos do TCP teriam lançado o corpo da jovem em um valão, acreditando que a correnteza o levaria. No entanto, segundo esses relatos, a água não tinha força suficiente e o corpo ficou preso na vegetação. Apesar de ter sido divulgado que houve cinco mortos, moradores disseram que teriam sido sete sendo todos inocentes. Relatos de moradores apontam que a invasão provocou cenas de desespero e obrigou muitas famílias a se protegerem dentro de casa enquanto os disparos eram ouvidos em diversos pontos da comunidade. Vestidos com fardamentos semelhantes aos utilizados pelo Exército de Israel, armados com fuzis e tentando esconder os rostos com emojis, soldados do Terceiro Comando Puro (TCP) exibiram nas redes sociais imagens do ataque à Favela do Dourado. As fotografias foram divulgadas pelos próprios criminosos. Segundo a polícia, porém, a estratégia de ocultar a identidade não adiantou, já que os envolvidos estariam sendo identificados pelas equipes de investigação. Há tempos que a comunidade do Dourado tem sidopalco de guerras entre facções. Em 2024, por exemplo, o traficante Peixão do Terceiro Comando Puro teria tomado o local mas seu rival Doca (CV)  enviou reforços. Houve intenso tiroteio e o CV retornou para a Penha. Comentários nas redes socias dão conta que os ttraficantes do Dourado nsatisfeitos com a gestão da Penha que não enviaria soldados nem armamento e queriam a troca de facção A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de cinco pessoas, ainda não identificadas, na região de Cordovil, na Zona Norte do Rio. Diligências estão em andamento para apurar os fatos.

Ataque do CV em Rio das Pedras encerra trajetória de miliciano condenado por arma de uso restrito e acusado de execução

Morto durante o ataque promovido por criminosos do Comando Vermelho (CV) na última sexta-feira, o miliciano Maycon Lucas da Silva Ferreira já havia sido alvo de investigações por crimes envolvendo armas e homicídio na Justiça do Rio de Janeiro. Em agosto de 2024, Maycon foi condenado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, após ser preso em flagrante com uma pistola Glock calibre 9 mm municiada, durante uma ocorrência em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Segundo a sentença, policiais militares faziam buscas após um cabo da Polícia Militar relatar que havia sido alvo de diversos disparos contra seu veículo nas proximidades da comunidade. Minutos depois, Maycon foi localizado pilotando uma motocicleta vermelha e, durante a abordagem, os agentes encontraram com ele uma pistola Glock carregada com 11 munições. O policial que sofreu o ataque afirmou que seu carro foi atingido por cinco disparos, mas, por ser blindado, ninguém ficou ferido. Apesar disso, durante o julgamento, a Justiça entendeu que não havia provas suficientes para responsabilizar Maycon pelos tiros contra o veículo, já que a vítima não conseguiu identificar o autor dos disparos e os policiais que efetuaram a prisão também não presenciaram o ataque. Por esse motivo, ele foi absolvido da acusação de disparo de arma de fogo, mas acabou condenado pelo porte ilegal da pistola de uso restrito. A pena foi fixada em três anos de reclusão, posteriormente substituída por prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana, permitindo que respondesse em liberdade. Além dessa condenação, Maycon também se tornou réu em outro processo, desta vez acusado de participação na execução de Pedro Henrique dos Santos Pires, morto a tiros em maio de 2023, na entrada do Condomínio Jardim Clarice, no Anil. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Maycon teria atuado ao lado de Gerlan Anacleto de Oliveira, conhecido como “GL Moreno”, apontado nas investigações como integrante da milícia de Rio das Pedras. Imagens de câmeras de segurança e o reconhecimento feito pela companheira da vítima embasaram a acusação. Segundo o Ministério Público, Pedro Henrique foi executado por homens que chegaram ao local em motocicletas e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A companheira da vítima afirmou reconhecer Maycon e Gerlan porque ambos moravam em Rio das Pedras e eram conhecidos da região. Ela também relatou que Pedro Henrique havia se desentendido meses antes com “GL Moreno”, que teria ameaçado “fazer algo pior” contra ele. Ao receber a denúncia, a Justiça entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para instaurar a ação penal e decretou a prisão preventiva de Maycon e Gerlan. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade da execução em via pública, o modo de agir dos acusados, a necessidade de preservar a ordem pública e o risco de intimidação das testemunhas, que relataram medo em razão da suposta atuação dos denunciados na milícia da região. Agora, a trajetória de Maycon termina de forma violenta. Ele está entre os mortos do ataque atribuído a criminosos do Comando Vermelho, encerrando uma sequência de processos judiciais que o colocaram no centro de investigações envolvendo armas e um homicídio praticado na Zona Oeste do Rio. . Em menos de 24 horas, houve dois ataques do CV em Rio das Pedras deixando dois mortos e dois feridos. Entre os mortos está um homem identificado como LC, apontado pelas investigações como uma das lideranças do grupo paramilitar que atua na localidade conhecida como Sertão. Segundo a apuração, soldados da tropa de Kauan invadiram o imóvel onde ele estava. Outro homem, conhecido como Pitomba, também foi alvo da ação, mas conseguiu fugir. Os criminosos ainda levaram armas, celulares desbloqueados e outros materiais ligados ao grupo rival. Após o ataque, perfis atribuídos ao Comando Vermelho divulgaram imagens de um fuzil nas redes sociais com a frase “Presente do Doca” e voltaram a ameaçar lideranças rivais. Investigadores avaliam que a facção vem adotando uma estratégia de expansão territorial baseada no monitoramento prévio de seus alvos e em ataques direcionados, um fenômeno que especialistas classificam como uma “mexicanização” do crime organizado, pela semelhança com métodos empregados por cartéis mexicanos na disputa por territórios. Ver menos

Cinco pessoas foram mortas em guerra de facções em Cordovil

Uma guerra entre facções criminosas na Favela do Dourado, em Cordovil, na Zona Norte do Rio, deixou ao menos cinco pessoas mortas, segundo moradores da região. Entre as vítimas está uma jovem mulher, que, de acordo com relatos, seria autista. Segundo informações apuradas pelo repórter Bruno Assunção, criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP) teriam tentado invadir a comunidade, dando início a um intenso confronto. Durante o tiroteio, que começou na madrugada e se estendeu até a manhã deste sábado, moradores relataram que as vítimas foram atingidas. Após o confronto, moradores de diferentes regiões de Cordovil e Brás de Pina realizaram manifestações pedindo justiça e cobrando uma intervenção das forças de segurança para impedir novos confrontos e a disputa entre as facções criminosas. Ver menos

CV volta a atacar Rio das Pedras e baleou três

Segundo informações divulgadas pelo repórter Bruno Assunção, traficantes do Comando Vermelho voltaram a atacar a comunidadei Rio das Pedras está noite. De acordo com o jornalista , três homens suspeitos de pertencer a milícia teriam sido baleados no ataque. Um deles morreu. A ação ocorreu em um bar a tiros na Rua do Amparo, próximo à Rua Velha. No vídeo filmados por uma câmera de segurança local, é possível ver o momento de tensão na hora dos disparos, com todos se jogando no chão. Segundo informações, dois homens foram atingidos dentro do estabelecimento, um deles sendo miliciano, que morreu no local. De acordo com relato, outros dois milicianos que estavam fora do Bar também foram atingidos e não resistiram. Rio das Pedras vive um cenário de forte tensão devido à disputa entre traficantes e milicianos, que tem provocado confrontos frequentes e colocado moradores em risco. A quadrilha do ex-miliciano Kauan que pulou para o CV e tem sido um dos pivôs desta recente guerra já tinha feito ameaças.

Corpos levados por populares à UPA podem ser de suspeitos que trocaram tiros com PMs de helicóptero durante operação ontem em Realengo

Circulam informações na Internet que os seis corpos levados para a UPA de Magalhães Bastos sejam de suspeitos que trocaram tiros com PMs que estavam em um helicóptero durante operação ontem no Jardim Novo, em Realengo A Polícia Militar flagrou.de cima traficantes fortemente armados dentro da mata na comunidade. veja vídeo https://www.facebook.com/share/r/1AtFMDFc8C .Traficantes atiraram contra a aeronave da Polícia Militar. Foram mais de cinco horas de troca de tiros. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de seis homens. De acordo com informações preliminares, os corpos foram encontrados por populares, que os encaminharam a uma unidade de saúde. Cinco já foram identificados: Lukas Taylan de Mendonça Monteiro, Jonathan Andrade Ferreira, Vinicius Neves Dantas, Felipe Barbosa da Silva e Alanderson de Almeida Guimarães. Os corpos foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML), onde passarão por exames de necrópsia. Outras diligências também estão em andamento para esclarecer os fatos.

Trabalhadores denunciam esquema de “arrego” a traficantes e milicianos para liberar entregas em favelas do Rio; dois processos expõem relatos chocantes

Uma ação trabalhista revelou denúncias que ultrapassam a discussão sobre direitos trabalhistas e expõem um suposto esquema envolvendo o pagamento de “arrego” para que caminhões de entrega pudessem circular em áreas dominadas por organizações criminosas no Estado do Rio de Janeiro. Os relatos foram feitos por trabalhadores que atuavam nas entregas e descrevem uma rotina marcada pelo medo, pela intimidação e pela convivência direta com homens armados. Segundo os depoimentos prestados à Justiça, a empresa teria estabelecido acordos com traficantes e milicianos para garantir o acesso às comunidades onde realizava suas operações comerciais. De acordo com uma das testemunhas ouvidas em juízo, o chamado “arrego” consistia na entrega de mercadorias a criminosos que controlavam essas regiões. O depoente afirmou que a prática beneficiava traficantes, milicianos e até policiais que atuariam nas localidades, permitindo que os caminhões continuassem realizando as entregas sem sofrer ataques ou impedimentos. A testemunha relatou que as equipes atendiam comunidades como Aliança, Dom Bosco e Grão Pará, em Nova Iguaçu, consideradas áreas de forte influência do crime organizado. Segundo o depoimento, quando o “acordo” deixava de ser cumprido, os trabalhadores eram impedidos de deixar a comunidade e permaneciam sob a vigilância de criminosos armados até que a situação fosse resolvida. O relato é um dos trechos mais impactantes do processo. Conforme a testemunha, motoristas e ajudantes ficavam literalmente sentados, cercados por homens armados, aguardando que representantes da empresa resolvessem o impasse com os criminosos responsáveis pelo controle territorial da região. As denúncias não partiram apenas do trabalhador que ajuizou a ação. Uma testemunha confirmou detalhadamente a existência desses supostos acordos e descreveu a dinâmica utilizada para garantir a entrada dos veículos nas comunidades. Já uma testemunha apresentada pela própria empresa reconheceu que o reclamante era responsável por uma rota que atendia a comunidade do Grão Pará, embora tenha afirmado não saber se havia pagamento de “arrego”. Ao analisar as provas, o juiz destacou que os relatos demonstram uma exposição completamente incompatível com qualquer ambiente de trabalho. Na sentença, o magistrado registrou que obrigar empregados a permanecerem em áreas dominadas por criminosos armados, aguardando a solução de conflitos envolvendo supostos pagamentos a grupos criminosos, extrapola qualquer risco normal da atividade profissional. A decisão afirma que a tensão psicológica vivida pelos trabalhadores, obrigados a aguardar uma “solução comercial” enquanto permaneciam sob a mira de armas de fogo, ultrapassa todos os limites de tolerância e configura grave violação aos direitos fundamentais do trabalhador. O magistrado também entendeu que, caso confirmadas essas circunstâncias, a empresa deixou de cumprir seu dever constitucional de proporcionar um ambiente de trabalho seguro, submetendo seus funcionários a um risco muito superior ao inerente à atividade de entrega de bebidas. Em razão desse conjunto de provas, a Justiça condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais. No entanto, o trabalhador recorreu da decisão, sustentando que o valor fixado não é compatível com a gravidade das denúncias nem com o porte econômico da empresa. Mais do que uma discussão sobre verbas trabalhistas, o caso chama atenção pelo conteúdo dos depoimentos, que descrevem a suposta existência de negociações entre empresas privadas e grupos criminosos para viabilizar atividades comerciais em territórios dominados por facções e milícias. Os relatos apontam que os maiores prejudicados eram justamente os trabalhadores, obrigados a ingressar diariamente em áreas de alto risco e, segundo as testemunhas, abandonados à própria sorte sempre que os supostos acordos deixavam de ser cumpridos. As denúncias, registradas sob compromisso legal perante a Justiça do Trabalho, lançam luz sobre uma realidade frequentemente relatada por profissionais que atuam em comunidades dominadas pelo crime organizado: a de que, para manter suas operações, empresas acabam se submetendo às regras impostas por grupos armados, enquanto motoristas, ajudantes e entregadores são expostos a situações extremas de medo, coação e riscoA equipe do Fatos Policiais teve acesso a outro processo trabalhista que reforça denúncias semelhantes envolvendo a atuação de empresas em áreas dominadas pelo crime organizado no Estado do Rio de Janeiro. Na ação, um ex-funcionário afirma que foi obrigado a negociar diretamente com traficantes e milicianos para garantir a realização de entregas e ações comerciais em comunidades controladas por grupos criminosos. Segundo o trabalhador, a empresa delegava aos próprios empregados a responsabilidade de acertar com criminosos os valores e condições do chamado “arrego”, expondo vendedores e supervisores a um risco permanente de morte. O processo foi ajuizado em dezembro de 2023 e reúne uma série de acusações contra a empresa. Além de jornadas exaustivas, supressão de intervalos e outras irregularidades trabalhistas, o ponto mais grave da ação diz respeito às alegações de que funcionários eram utilizados como intermediários em negociações com traficantes e milicianos para viabilizar operações comerciais em territórios dominados por organizações criminosas. Em seu depoimento, o trabalhador afirmou que era obrigado a negociar “o percentual das doações” exigidas por criminosos para permitir a entrada das equipes nas comunidades. Segundo ele, a situação gerou tamanho abalo psicológico que passou a temer por sua própria vida, alterou sua rotina pessoal e afetou inclusive seu relacionamento familiar. Os relatos não ficaram restritos ao autor da ação. Uma testemunha confirmou em juízo que o chamado “arrego” correspondia a uma “taxa informal negociada entre a empresa e as comunidades para que pudesse fazer as vendas e as entregas”. Ainda segundo esse depoimento, quando o pagamento não era realizado, vendedores sofriam represálias impostas pelos criminosos. A testemunha revelou ainda um episódio que demonstra o nível de risco enfrentado pelos funcionários. Segundo declarou sob compromisso legal, chegou a permanecer retida por milicianos em Rio das Pedras até que o pagamento exigido fosse efetuado. O mesmo depoimento afirma que o supervisor da equipe — autor da ação — era quem costumava negociar diretamente com os criminosos e chegou a ir ao local para resolver o impasse. Outro trecho do processo chama atenção por indicar que a empresa tinha pleno conhecimento dos riscos enfrentados por seus empregados. Durante a audiência, o representante da companhia reconheceu que já haviam ocorrido episódios de violência relacionados à realidade das operações no Rio de Janeiro

Saiba quem é o bandido que pode ter herdado o comando do Muquiço (TCP) após a prisão de Coronel. Traficantes da favela atacaram policiais e um agente acabou morto

A morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, durante um ataque de traficantes da Favela do Muquiço, em Deodoro, colocou novamente no centro das atenções um dos criminosos mais perigosos do estado. Com a prisão recente do chefe do tráfico da comunidade, conhecido como Coronel, investigadores apontam que um dos bandidos que pode ter assumido o comando da favela é o traficante Grisalho, contra quem existem 14 mandados de prisão. O ataque que vitimou o agente da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) também deixou uma policial civil e um morador baleados, provocando uma megaoperação da Polícia Civil na comunidade. Natural de São Gonçalo, Grisalho foi aliado de Thomas Jhayson Vieira Gomes, o 3N, um dos antigos chefes do tráfico do Complexo do Salgueiro. Os dois romperam com o Comando Vermelho (CV) e migraram para o Terceiro Comando Puro (TCP), fortalecendo a facção em diversas regiões do estado. Segundo investigações, Grisalho chegou a comandar o tráfico em mais de dez comunidades de São Gonçalo. Além da atuação no tráfico, Grisalho e Coronel são apontados em investigações como responsáveis por impor um regime de terror na região do Muquiço. Trabalhadores da Light eram impedidos de realizar cortes de energia elétrica e chegaram a ser ameaçados de morte. Em um dos episódios, dois funcionários tiveram equipamentos roubados na Rua Melita, atrás da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, e receberam o aviso de que seriam mortos caso retornassem ao local. As investigações também apontam que Grisalho e Coronel mantinham ligação com supostos milicianos. A partir dessa aliança, comerciantes passaram a ser obrigados a pagar taxas ilegais sob ameaça de morte. Um comerciante que se recusou a pagar acabou assassinado. Grisalho e Coronel também fizeram parte da Tropa do Pai, que comandava o Complexo da Alma, em São Gonçalo. A quadrilha foi identificada em diversos procedimentos investigatórios, vários deles instaurados na DHNSG para apurar a prática reiterada de crimes de homicídio na região. Foi possível verificar que os denunciados, valendo-se do denominado “tribunal do tráfico” por eles instituído, julgavam e executavam todos aqueles que são considerados inimigos ou informantes (“X-9”) da facção criminosa rival Comando Vermelho, Mesmo sendo um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, Grisalho chegou a desafiar publicamente as autoridades. Após ter sua foto divulgada em um cartaz do Disque Denúncia oferecendo recompensa de R$ 1 mil por informações sobre seu paradeiro, publicou uma selfie nas redes sociais com a frase: “Quem me pegar tem um doce!!!” Após o assassinato do policial Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, a Secretaria de Estado de Polícia Civil desencadeou uma operação emergencial na Favela do Muquiço, mobilizando equipes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Carlos Alberto ingressou na Polícia Civil em dezembro de 2023 e, desde maio deste ano, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Ele deixa esposa e dois filhos. Em nota, a Polícia Civil afirmou que ataques contra agentes de segurança representam um ataque direto ao Estado e garantiu que seguirá intensificando o combate às facções criminosas. A instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, prestando suas mais sinceras condolências.Até

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