Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

investigação

Homem foi achado morto em Bangu após ter sido sequestrado

Um homem foi encontrado morto em Bangu Everton Alvez teria sido sequestrado por criminosos em Barra de Guaratiba. Testemunhas relataram que os bandidos estavam em um Jeep branco. Durante a ação, eles atiraram contra o carro da vítima, o colocaram no porta-malas e seguiram pela Serra de Grumari. Moradores próximos ao 14° BPM afirmaram ter ouvido diversos disparos na região. No entanto, existem duas hipóteses: que o corpo de Everton apenas teria sido jogado na região ou morto no local. A polícia já iniciou as investigações para identificar os autores do crime e esclarecer a motivação.

Traficante Coelhão da Serrinha (TCP) empresta armamentos para ladrões de carros e exige percentual de cada delito executado com sucesso

O traficante Coelhão do Complexo da Serrinha, em Madureira, fornecia armamento de uso restrito à quadrilha de roubadores de carro da regi~çao mediante pagamento de percentual fixo a cada roubo executado com sucesso, ou seja, auferia vantagem econômica direta com os crimes cometidos . Coelhão é um indivíduo amplamente conhecido na localidade como braço direito do traficante Lacoste, liderança do tráfico naquela comunidade , com forte poder de articulação e comando operacional sobre ações criminosas da facção, inclusive na gestão do armamento destinado à prática de roubos de veículos. Sua atuação era essencial para a manutenção do ciclo delitivo do grupo, fornecendo os meios materiais para a execução dos crimes. Em um roubo ocorrido este ano, um envolvido preso confirmou que a arma utilizada na execução do roubo – uma pistola Glock, calibre .380, de cor marrom – era emprestada regularmente por Coelhão. O preso, além de confessar sua participação neste roubo, admitiu envolvimento em pelo menos outros seis roubos de veículos cometidos em companhia de seus comparsas, inclusive utilizando o mesmo armamento. Neste roubo, a vítima constatou pelo rastreador que o veículo se encontrava no Morro da Primavera, em Cavalcanti, e pediu ajuda a um mototaxista local para negociar com os traficantes a devolução do seu carro. E fez o pagamento via Pix.

Polícia faz operação para conter a guerra entre os traficantes Lacoste (TCP) e Doca (CV)

As polícias Militar e Civil realizam uma operação contra os confrontos por disputas territoriais nas comunidades da Serrinha, Juramento, Campinho e Fubá, na Zona Norte. A ação desta terça-feira (26/08) é parte da “Operação Contenção”, uma vez que os conflitos na região ocorrem por conta de uma busca do Comando Vermelho por expandir sua atuação na Zona Oeste, ocupando a área que liga as duas regiões, entre Campinho e a Praça Seca. Até o momento, três pessoas foram presas, um fuzil e drogas apreendidos, veículos recuperados e 18 seteiras destruídas. As investigações apontam que os territórios se tornaram palco de intensos confrontos armados entre CV e Terceiro Comando Puro (TCP). De um lado, traficantes como Wallace de Brito Trindade, o “Lacoste”, e William Yvens da Silva, o “Coelhão”, expandem sua influência a partir da comunidade da Serrinha. Do outro, o Comando Vermelho, sob a liderança de Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, promove ofensivas sistemáticas a partir do Morro do Juramento, empregando grupos de ataque especializados. De acordo com a DRE-CAP, criminosos vêm promovendo um cenário de guerra urbana, marcado pelo uso de armamento pesado, granadas, munições traçantes e explosivos. Casos recentes demonstram a gravidade da situação. Em maio deste ano, uma mulher de 56 anos foi morta por bala perdida no Morro do Juramento, durante dois dias de tiroteios intensos e, em junho, um trabalhador morreu no Morro do Fubá, alvejado enquanto recolhia ferro-velho. Esses episódios somam-se a uma série de homicídios de criminosos e ataques recíprocos das facções que afetam diretamente moradores inocentes, obrigados a viver sob toque de recolher imposto pelo tráfico, com escolas e unidades de saúde paralisadas e a rotina do comércio local comprometida. A “Operação Contenção” é realizada de forma sistemática e prolongada, uma ofensiva estratégica para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Já são mais de 40 presos, sete criminosos neutralizados e 11 adolescentes infratores apreendidos. Os agentes também recuperaram mais de 250 armas utilizadas pelos bandidos.

Traficante do CV que a Justiça liberou para passar Dia dos Pais em casa e não voltou planejou ataques a repartições públicas no Rio como UPP, UPA e Restaurante Popular e atirava em policiais gritando. “Vai morrer”

A Justiça do Rio concedeu benefício de visita periódica ao lar a um traficante que praticava ações covardes e de extrema violência na Cidade de Deus, levando terror a comunidade. Luciano da Silva Teixeira, o Sardinha, chegou a mandar em certa ocasião seus subordinados a atacarem a UPP, uma UPA e um Restaurante Popular e interromper o trânsito na região. “Quando uma criança foi baleada no interior da escola, Sardinha determinou a Serrote, que que repartições públicas fossem batacadas pelos traficantes”, diz uma investigação. Sardinha está no crime desde agosto de 1996. Ele foi flagrado em uma escuta dizendo que perseguiu policiais quando estava armado. Policiais o reconheceram uma vez como sendo autor de disparos contra eles. Em um dos fatos, ele estava em uma moto e atirou em direção a guarnição, gritando: “ vai morrer na UPP Sardinha andava sempre cheio de seguranças fortemente armados e usava colete balístico. Sardinha era o líder do tráfico na Quadra 15 no Complexo da CDD sendo rsponsável pelos pontos de venda naquela área mesmo depois de ter sido preso, cabia as tarefas de planejar, organizar e distribuir a compra e venda de entorpecentes, armamentos e munição, cooptar integrantes para a associação criminosa, visando manter ne operacionalizar a traficância local,

Traficante preso ontem em mansão de luxo no Recreio chegou a vender duas toneladas de maconha em uma semana

Um dos traficantes presos ontem em uma mansão de luxo no Recreio dos Bandeirantes disse em outra prisão que teve que conseguia arrecadar o dinheiro com a venda de drogas ilícitas, oriundas de Foz do Iguaçu, que inclusive vendeu em uma essa semana, pouco mais de duas toneladas de maconha; Matheus Medeiros afirmou na época que começou a praticar o delito depois da prisão de seu pai, Cristiano, que foi preso com ele ontem , pois teve que assumir” os negócios “da família. Na época, polícia recebeu diversas denúncias anônimas que Matheus praticava tráfico de drogas em Minas Gerais, Ele explicou, por exemplo o que estava registrado no caderno que em uma das anotações apreendidas pela polícia., consta:” Cumpa de mandou 2.140 Kg “, e esse valor seria o peso das drogas, e seria maconha que chegou para o mesmo em uma sexta feira. O lucro dessa carga seria R$ 631.650,00; Matheus teria lucrado R$ 850 mil ao vender pouco mais de uma tonelada de maconha para um indivíduo vulgo Grandão Conhecido como “Budega”, Cristiano atuava como responsável pela interlocução com os fornecedores paranaenses e pela distribuição dos entorpecentes na Capital mineira, bem como na Região Metropolitana. Cristiano recepcionava os associados do “Núcleo Paraná”, conduzia os veículos que transportavam os entorpecentes até os locais onde era feito o descarregamento e, posteriormente, repassava aos paranaenses os valores e automóveis utilizados como pagamento. Ele chegou a negociar com servidores penais corruptos e advogados a sua permanência no Complexo Penitenciário Nelson Hungria

Confira detalhes atualizados da atuação da milícia alvo de operação hoje na Baixada, desde a função de cada um na quadrilha e conversas sobre homicídios. “Vamos deixar sem cabeça”.

Confira agora detalhes atualizados da investigação sobre a milícia que foi alvo de operação hoje do Ministério Público Estadual do Rio em Nova Iguaçu e Belford Roxo. Foram cumpridos 11 mandados de prisão A investigação começou a partir do ano de 2023 até os dias atuais especialmente nos bairros Miguel Couto, Parque Ambai, Itaipu e Shangri-lá. O band praticava diversos delitos como extorsão, homicídios, dentre outros”. Os criminosos exigiam indevida vantagem econômica, constrangeram, mediante grave ameaça, diversos comerciantes dos citados bairros a realizar o pagamento de taxas de segurança, sendo certo que a ameaça consistia em dizer comparecer nos endereços das vítimas armados e dizer a elas que se não pagassem as aludidas taxas eles iriam retornar e fazer um mal maior.” O grupo seria liderado por Deco ou DC ou “01”, que comanda a malta de dentro do presídio. Os bandidos extorquiam comerciantes e de taxistas, mototaxistas e motoristas de transporte alternativo, além de corromperem policiais civis e militares e planejarem homicídios e sessões de agressões a desafetos. Havia uma guerra com a milícia de Juninho Varão e a milícia do Jota, do bairro do Grama, em Nova Iguaçu.a ponto de vítimas comentarem com os ora denunciados que há um reinado dividido na milícia da região. Deco atuava no topo da hierarquia criminosa da milícia atuante nos bairros de Miguel Couto, Parque Ambai, Itaipu e Shangri-lá, possuindo o domínio final do fato sobre todas as condutas praticadas pelos integrantes do grupo, os quais se encontram a ele subordinados. Bruno e Deco praticamente diariamente, conversava sobre as extorsões realizadas pelos denunciados, bem como sobre a aquisição de veículos e armas de fogo para a milícia, além de outros assuntos envolvendo a atuação criminosa. Em diversas mensagens, os dois” falavam sobre o pagamento de cobrança de mototaxistas e de empresas de internet e TV a cabo (“gatonet”), sendo dito por Deco que “qualquer um que tiver internet e gatonet aí tem que dar uma moral para nós”, além de, também, conversarem sobre a aquisição de armas de fogo e munições para serem utilizadas pelos denunciados em suas empreitadas criminosas. Foram obtidos, ainda, diálogos em que se verifica a disputa territorial entre a milícia dominada por “Deco” com outros grupos criminosos que atuam na localidade, nos quais eles planejam a realização de um ataque à milícia rival e fazem menção à aquisição de armas de grosso calibre (espingarda calibre .12 e metralhadora) para a execução dos desafetos. Sabiá também seria um integrante da liderança do grupo, atuando de dentro do presídio, ao lado de “Deco”, na tomada de decisões, a quem o denunciado Bruno também se subordinava, conforme demonstram as conversas capturadas. Foram obtidas conversas travadas entre Bruno e Sabiá as quais revelam que estes eram, juntamente com Deco, responsáveis por autorizar a compra de armamento para a milícia, bem como planejar o ataque a grupos rivais. Há diálogos em que Sabiá informa que, em três semanas, estará na rua e que o seu primeiro objetivo é “deixar uns 4 deles fudidos aí na rua”.Bruno anui com o plano e diz que “dá para ir no miolo deles”, pois “eles são frouxos”, apesar de “no telefone serem uns leões”. Sabiá concordou e diz que “eles vão sofrer (pelo) que fizeram com eles”. Bruno citou o miliciano Carlinhos da Van como seu alvo prioritário, ao passo que Sabiá diz que “os primeiros que vão morrer são os cobradores deles que estão cobrando na Beira-Linha”. Bruno ressaltou que deixarão sem cabeça. Há de se ressaltar, também, que em determinado diálogo travado entre Bruno e Sabiá que relata que integrantes da milícia quase foram presos pela Polícia Militar e que só pegaram o Renatinho mas ele estava sem nada. Bruno ainda afirmou que “o gordão do lava-jato é X9”, ocasião em que Sabiá, sem pestanejar, determina sua execução, dizendo: “resolve ele, assim que tiver oportunidade pode resolver”. Bufalo ou Gordinho atuaria como braço direito da liderança, sendo, inclusive, o destinatário dos pagamentos de cobrança das vítimas. Ele foi preso, no dia 01 de fevereiro de 2024, escondido em uma casa de praia na Região dos Lagos em virtude de acusação de tentativa de homicídio contra dois policiais militares. As conversas obtidas revelam que tinha a função de cobrar e receber o valor das extorsões realizadas pelo grupo, especialmente através de transferências via PIX. Com a sua prisão, o denunciado Bruno passou a exercer tal função. Bruno e índio se dividiam na gerência do grupo criminoso. Eles tinham como função exercer a gerência da milícia local, exigindo dos seus subordinados a realização de suas funções, além de prestar contas, posteriormente, ao líder do grupo, vulgo Deco. Eles mantinham contatos com as vítimas do grupo, indicando a chave PIX para qual aquelas deveriam realizar as transferências bancárias em virtude das cobranças realizadas, além de, também, ser o responsável por indicar os milicianos que deveriam realizar as extorsões a comerciantes e motoristas de táxi, van e mototáxi. Foram captadas, ainda, conversas de Bruno em que este ameaça matar o motorista de mototáxi que resolve se insurgir contra o grupo. Há, ainda, diálogos em que os denunciados Bruno e índio fazem a contabilidade dos lucros e gastos da milícia, destacando, inclusive, o valor do pagamento de cada um dos integrantes, bem como conversam e decidem sobre a aquisição de outro carro ou de outra arma de fogo para o grupo miliciano. Big Mac ou Big atuava na cobrança de comerciantes extorquidos pela milícia., além de ceder sua conta para o recebimento de valores oriundos das extorsões. Ressalte-se que Big e Bruno foram presos no dia 13 de março de 2024, por estarem extorquindo comerciantes, ocasião em que foram apreendidos os seus aparelhos celulares, permitindo que, a partir da análise do aparelho celular deste último, fosse descoberta a conduta de todos os ora denunciados. Há registros de diálogos que deixam claro a personalidade violenta e impiedosa de Big e Bruno como por exemplo, um diálogo ocorrido entre eles, no qual Bruno diz que Deco e Sabiá já deram a

Assassinos do ator Jeff Machado vão a júri popular. RELEMBRE DETALHES DO CRIME

Bruno de Souza Rodrigues e Jeander Vinicius da Silva Braga vão a júri popular pelo homicídio do ator Jeff Machado em 2023.Veja detalhes do crime A partir de 11 de outubro de 2019, nesta cidade, Bruno obteve, para si, vantagem ilícita de R$ 12.000,00 em prejuízo da mãe de Jeff ocasião em que prometeu falsamente a vítima, a compra de vaga de ator numa novela da emissora de televisão Rede Globo, recebendo o valor, sob o pretexto de repassá-lo a um suposto produtor. Convicto que Bruno conseguiria fazê-lo ser contratado para atuar na novela da emissora, Jeff pediu à sua mãe que realizasse o depósito na conta bancária informada por Bruno, o que foi concretizado, em 11 de outubro de 2019, através de depósito em dinheiro. O dinheiro nunca foi restituído, tampouco houve a contratação de Jeff pelaemissora Rede Globo, por se tratar mera isca criada por Bruno para obter vantagens financeiras ilícitas da vítima. A partir do êxito no primeiro golpe, Bruno, então, passou a manter Jeff em erro, passando-se por , suposto produtor/diretor criado por ele, com o fim de alimentar a expectativa da vítima de ser contratada para atuar em novela da emissora, oportunidade em que Jeff realizou outros depósitos, entre 11 de outubro de 2019 e 12 de janeiro de 2023, totalizando R$ 23.322,00. Com as cobranças por parte de Jeff, Bruno decidiu matá-lo, para ocultar a fraude e, assim, preservar a sua imagem no meio profissional, artístico e social em que vivia. Em 23 de janeiro de 2023, entre 15h30min e 20h, na residência de Jeff localizada na Estrada Roberto Burle Marx, e, Barra de Guaratiba, Bruno e Jeander estrangulou o pescoço de Jeffcom um cabo de aparelho de telefonia celular, matando-o: O crime foi premeditado por Bruno, desde 1o de dezembro de 2022,quando contatou a proprietária da kitnet para onde levaria o corpo da vítima, passando-se por Jeff, alugando o imóvel no dia 12 e, em seguida, contratando Jeander pararealização de obras no local, elevando o muro da kitnet em cerca de 1 metro e instalando um portão fechado. No dia do crime, acreditando na história contada por Bruno, Jeff o buscou depois Jeander dirigindo-se todos à sua residência, para fornecer documentos a Bruno para a pretensa assinatura do contrato com a emissora de TV e para gravar um filme erótico com Jeander. Na residência da vítima, Bruno ministrou certa substância entorpecente na bebida de Jeff deixando-o letárgico, quando todos, inclusive Jeander subiram ao quarto da casa, onde deram início à relação sexual, enquanto conversavam sobre os documentos pessoais de Jeff para sua suposta contratação. Em meio ao ato sexual, quando a vítima se encontrava de costas, Bruno pegou um cabo telefônico e estrangulou o pescoço de Jeff provocando a sua morte. Jeander concorreu para a prática do crime, atuando no ato sexual e trocando carícias com a vítima, com o fim de distrai-la para que Bruno pudesse atacá-la. Prosseguindo no plano criminoso, por volta das 21h do dia 23 de janeiro de 2023, o denunciados ocultaram o cadáver de Jeff, colocando-o em um baú pertencente à vítima e oenterrando na parte da frente da kitnet, alugada por Bruno, ocalizada na RuaItueira, no 10, Campo Grande, nesta cidade, onde permaneceu até ser descoberto, em 22 de maio de2023, por policiais civis: Depois de matarem Jeff, os denunciados amarraram suas mãos e pés, acondicionando o seu corpo num baú, colocando-o no porta-malas do automóvel da vítima e dirigindo-se para o imóvel onde o cadáver foi enterrado numa “cova improvisada”, cavada por Jeander, de cerca de 2m de profundidade, cobrindo com terra. No dia seguinte, Bruno comprou materiais para concretagem e contratou um pedreiro especialista em contrapiso que concretou a superfície de terra, onde a vítima fora enterrada. Após matar a vítima e ocultar seu corpo, Bruno deu seguimento ao seu plano criminoso, passando, agora, à prática dos crimes patrimoniais contra o espólio de Jeff roubando seus pertences e fazendo saques em suas contas bancárias.

Milícia de Rio das Pedras tinha fuzis abastecidos com peças importadas dos EUA

Na manhã de hoje, a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar a prática de importação ilegal de peças de fuzil, voltada para o abastecimento da milícia atuante no bairro de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na ação de hoje, policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados no bairro supracitado. Também seria cumprido um mandado de prisão preventiva contra o principal investigado, mas ele não foi encontrado no local e segue foragido da Justiça. Durante as buscas, os policiais encontraram equipamentos, maquinários, acessórios e insumos utilizados na fabricação e montagem de armas e munições. De acordo com as apurações, o investigado importava ilegalmente o material oriundo de Miami, nos Estados Unidos, para ser utilizado na montagem e manutenção de armamentos de alta potência, que seriam utilizados pelo crime organizado instalado em Rio das Pedras para reforçar o domínio da região, além de defender o território contra forças policiais e facções rivais. A deflagração de hoje foi fruto da investigação referente a diversas encomendas contendo material bélico em situação irregular, interceptadas pela Receita Federal no Aeroporto Internacional do Galeão. O recebedor das mesmas foi preso em flagrante pela Polícia Federal em julho deste ano, no Rio de Janeiro.

Milícia alvo de operação hoje na Baixada já era investigada há quase dez anos. VEJA DETALHES DE SUA ATUAÇÃO

Uma investigação antiga revelou que a milícia alvo de operação hoje pelo Ministério Público Estadual atuava na região do Bairro da Grama, em Nova Iguaçu (Grupo A) e nos bairros Bela Vista, Nova Aurora e Shangri-La, em Belford Roxo, aos quais é atribuída a prática de variados delitos, incluindo homicídios, extorsão de comerciantes por meio da imposição de taxas de segurança, agiotagem, além da exploração de atividades típicas de milícia. O bando atuava como um grupo de extermínio e só depois eles vieram “com esse negócio de milícia, de cobrar taxa”. Todos os homicídios atribuídos aos dois grupos criminosos objeto destes autos têm como característica marcante o emprego de múltiplos disparos de arma de fogo O bando começou a ser invetigado em 2016 a partir principalmente depois que um indivíduo da milícia de Nova Aurora fez contato com um dos alvos de Nova Iguaçu e então passaram a investigar também o grupo de Belford Roxo. Um dos bandidos ligou para algum dos membros do grupo da Grama (Baiano, salvo engano), para tratar de alguma situação relativa a informações que o batalhão estaria reunindo sobre os dois. A atividade essencial era empréstimo a juros, com ameaça e extorsão. Havia depósitos de gás, tomada de casas para aluguel, cobrança de taxas de segurança e taxa de água. Um dos alvos da operação de hoje, vulgo Deco, era o braço armado do grupo da Grama na éopca e, mais depois, assumiu a liderança. O grupo torturou três adolescentes. Nas interceptações, os investigados diziam que deram uma coça nos meninos porque os pegaram roubando na localidade.Uma mulher chamada Janice foi capturada e depois foi executada. Os indivíduos faziam cobranças dos comércios e do moto-taxi. Havia divisão de valores entre os membros. Cada um ficava com um percentual. Havia vários homicídios atribuídos ao grupo. As testemunhas arroladas na denúncia foram vítimas de extorsão que foram ouvidas na delegacia, Elas tinham muito receio pela fama de violência do grupo. Os milicianos usavam armas de fogo e havia informação de que possuíam dois fuzis na época, mas não foram encontrados. Os grupos investigados respeitavam cada um o seu território. Uma das condições do acordo de colaboração era fazer a cirurgia do colaborador. O colaborador transitava entre os dois grupos. Integrava efetivamente o grupo de Belford Roxo, mas também frequentava festas do grupo de Nova Iguaçu. O inquérito se iniciou com a denúncia de que um miliciano liderava a organização de dentro do presídio. Houve uma situação em que ele pedia que a esposa pegasse dinheiro e levasse para o presídio e a conversa dá a entender que seria dinheiro de cobranças. . Havia comentários sobre o “bonde do trem”, que se dedicava a execuções e repressão de crimes na região. Foi identificado um episódio em que três jovens foram capturados e torturados pelo bonde do trem. Um diálogo mencionava que os três jovens foram pegos com uma arma de fogo e receberam uma “massagem”. Também diziam que uma viatura passou pelo local, na região do beira-linha, e isso impediu que os jovens fossem executados. Em Nova Iguaçu havia muita informação sobre agiotagem. Havia cobrança de taxas pelas vagas nos pontos de moto-taxi. Havia prática de atividades de segurança. Há uma conversa que fornece fortes indícios de que uma furtadora foi capturada e morta pelo grupo. Há informações que sugeriam a exploração de atividades de vans. A milícia investigada ainda não possuía a estrutura que têm as milícias de hoje, mas ficou evidenciada a prática das atividades de forma bem costumeira. Havia preocupação em coibir atividades criminosas e manter o controle da área. A convivência entre os dois polos era de paz. Um dos líderes do grupo de Belford Roxo era um PM que foi flagrado em uma conversa em que demonstrou certo descontentamento por uma operação da P2 que estaria sendo realizada sem o seu conhecimento. Com base no que foi interceptado, uma equipe da P2 estaria atuando na área de domínio da organização e, quando essa notícia vem, o PM miliciano deu a entender que assumiria o controle dessa equipe e que, por ordem dele, essa equipe pararia a atividade e passaria a se reportar a ele A milícia cobrava dos comércios e decretou a ordem de que só podia comprar gás com as revendas deles. Também explorava gatonet e kombis. Era normal os milicianos andarem armados na localidade. Quando surgiam boatos sobre tráfico de drogas, “a Milícia ia lá e matava”, Um miliciano tinha uma foto de perfil com os dizeres: “Deus julgará os meus inimigos, eu apenas providencio o encontro. Nova Iguaçu, bonde do trem”

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima