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investigação

Um dos chefes do TCP na Maré tem atuação destacada para além dos limites territoriais da favela. Veja seu poder

Um dos chefes do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo da Maré, o traficante Bill, Negão ou Mangolé tem atuação junto à facção criminosa para além dos limites territoriais deste conjunto de favelas. A investigação revelou que Mangolé tem influência, por exemplo, no Morro do Chapéu Mangueira, no Leme, uma das poucas comunidades na Zona Sul controlada pelo TCP. O bandido também chegou a oferecer apoio financeiro e bélico para a quadrilha do traficante Pai da Alma na guerra contra o Comando Vermelho pela comunidade da Vila Candosa, em São Gonçalo, no início desta década. Bill também cedeu “soldados” para o confronto com o Comando Vermelho na última guerra de facções na cidade de Niterói, mais especificamente no Morro do Estado. Em agosto de 2020, imagens mostraram uma uma festa no Complexo da Maré, na porção dominada pelo “TCP”, em que várias lideranças do tráfico daquele complexo de comunidades apareceram escoltados por seus “seguranças”, dentre eles Mangolé, Nas redes sociais, constantes são as postagens de apologia que fazem referência à liderança de “Bill” na comunidade. Um cordão de Bill faz apologia ao tráfico de drogas e tem o mapa do Complexo da Maré dentro do mapa do Brasil Em outras postagens há a comemoração ao aniversário do líder, inclusive com “música” enaltecendo o criminoso e foto de criminosos armados com referência ao líder e à localidade Vila dos Pinheiros. Mangolé ainda emite as ordens da organização criminosa paras atos de depósitos identificados como provenientes de moradores das comunidades dominadas pelo por ele, os quais são realizados para aquisição de drogas e armas para o grupo.

Justiça volta a punir PMs envolvidos em extorsões e homicídios de traficantes na Baixada Fluminense e que foram denunciados na Operação Mercenários

Deflagrada em 2022 a Operação Mercenários que prendeu PMs envolvidos em extorsões e homicídios na Baixada Fluminense continua rendendo na Justiça, Nesta semana, por conta de uma tentativa de homicídio ocorrida em 2019, a Corte determinou medidas cautelares contra sete policias, de vulgos Santinho, Benício, Magrelo, Sardinha ou Peixe, Marinho e outros dois sem apelidos. Os policiais foram acusados de no final da tarde do dia 14 de agosto de 2019, por volta das 16h, quando realizavam diligência no interior da comunidade Morro do Carvão, em Itaguaí, , fizeram disparos de arma de fogo contra P.D.S.S que se feriu tendo seu acompanhamente P.H,S;S conseguido fugir do local. As duas vítimas estavam em uma motocicleta, paradas e de costas, enquanto conversavam com terceiro, as quais, descontraídas e sem esperar, sem qualquer investida, foram alvo de diversos disparos de arma de fogo por parte dos agentes da lei. Foi determinado a suspensão do porte de armas, funcional e/ou pessoal; b) Afastamento dos serviços externos, lotando-os o comando militar a que vinculados apenas em serviços administrativos internos da corporação policial em que inseridos. Como forma de efetivação das medidas aqui deferidas, determino à serventia que adote as seguintes providências: a) Comunique-se a ao comando da PMERJ e ao SINARM/SIGMA, para as pertinentes providências; b) Oficie-se à CIntPM determinando o recolhimento das respectivas identidades funcionais dos denunciados que consignem autorização de porte e demais cautelas necessárias a tal provimento; Cumpridas as diligências acima deferidas, dê-se ciência ao Ministério Público. Segundo a investigação que resultou na Operação Mercenários, os policiais militares irmanaram para praticar de homicídios e a fraude processual. Os gentes enquanto componentes do GAT, em vez de efetuar a prisão de criminosos, buscavam, sim, a execução de alguns deles, ou qualquer um que achassem que fosse componente do “tráfico” como forma de pressionar a quadrilha de traficantes que ali domina a lhes pagar valores a título de corrupção, havendo indícios de ser uma constante na atuação “policial” desviante, em escala de serviço compactuada pelos denunciados.

Os negócios controlados por Doca, chefão do CV no Complexo da Penha

Depoimento de uma testemunha em uma investigação antiga da polícia revela o poder que o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, tem dentro do Complexo da Penha (CV). Segundo o que revelou, além de comandar o tráfico de drogas, Doca também é o responsável por controlar os pontos de mototaxistas, de lotadas (Kombis), a venda de cigarros clandestinos (contrabandeados ou falsificados), a gatonet (desvio de sinais de TV e internet), um bar de bebidas e entreterimento masculino, além das barraquinhas de festas que acontecem no Complexo da Penha, , ficando responsável por notadamente o “Baile da Gaiola. Doca também determina que moradores façam depósitos bancários de dinheiro proveniente da venda de drogas. Essa testemunha afirmou à polícia que era obrigada a comparecer a agências bancárias para depositar dinheiro em espécie. As contas bancárias que recebiam os valores earm informadas ao declarante através de mensagem do aplicativo Whatsapp. Após executar os depositos bancários, o declarante tinha que apagar essas mensagens e entregar os comprovantes de depósitos bancários para a pessoa que lhe “pagou a missão”. Por ela, recebia R$ 100, Informou que mesmo que quisesse recusar agir sob as ordens dos traficantes não poderia porque em represália seria castigado por Doca e;/ou com a suspensão de suas atividades no ponto de mototáxi por pelo menos uma semana ou seria alvo de coisa pior; que o declarante precisa de atuar nessa função para sustentar sua família e o dinheiro que consegue com os depósitos ajudava muito na sua renda. A investigação também revelou que Doca começou no crime atuando como gerente de Elias Maluco e por essa função recebia R$ 7.000 por semana Conhecikdo também como Paraíba, Doca comanda a Tropa do Urso, um grupo de “soldados do tráfico”, treinados e fortemente armados para defesa, tomada e retomada de territórios da organização criminosa. Composto por mais de 300 marginais, provenientes de várias comunidades dominadas pela facção, mas principalmente aqueles da região dos complexos da Penha e do Alemão, “Doca tem uma política expansionista pela dominação de territórios, subjugando facções rivais e moradores. .

LAVAGEM DE DINHEIRO: Traficante Lacoste da Serrinha (TCP) tinha casarão avaliado em R$ 500 mil em Búzios que colocou em nome de dona de salão e fez moradores movimentarem valores milionários. Chefão do Jacarezinho (CV) também tinha residência em condomínio de luxo em Natal (RN)

O traficante Lacoste ou Salomão, chefão do Complexo da Serrinha, em Madureira, adquiriu há alguns anos um imóvel de veraneio na cidade de Armação de Búzios, na Região dos Lagos, no valor de R$ 500 mil. Só que para ocultar o seu nome, colocou o bem no nome de uma mulher, que era uma espécie de secretária dele. A moça possuía um pequeno salão na Serrinha totalmente desestruturado. incapaz de justificar a titularidade, da sua parte, de mais de R$500.000,00.Parte dos valores para a compra da casa foram depositados por um homem que foi preso por tráfico de drogas. A polícia chegou a ficar de campana no local em datas comemorativas e feriados para tentar prender Lacoste em Búzios Ocorre que estas diligências foram capazes, exclusivamente, de revelar o uso do imóvel por familiares do traficante”, a exemplo de uma de suas filhas, que se encontrava presente em uma dessas diligência Lacoste também se vale de moradores para depósitos, com fins de ocultação da origem. Em uma investigação foram identificados em depósitos vinculados ao tráfico da Serrinha um total de mais de R$3.000.000,00 Na mesma investigação, foi descoberto que um outro chefão do tráfico, vulgo Lambari, da Favela do Jacarezinho (CV), adquiriu um imóvel em um condomínio em Natal (RN) e colocou no nome de um homem, que era proprietário de um comércio minúsculo no interior da comunidade. Lambari se mudou do Estado do Rio de Janeiro, passando a viver com considerável conforto no nordeste brasileiro. Ele saiu dos holofotes policiais, perambulando livremente junto à sociedade já há algum tempo, sem que os aparatos de justiça criminal tivessem conhecimento de seus atos. Mesmo assim, continuou envolvido com o tráfico de drogas, recebendo “participações nos lucros” ou “royalties” decorrentes da sua condição de “dono da comunidade”. E ele manteve mantém alguns bens em nome de interpostas pessoas (laranjas) de sua maior confiança. E essas pessoas são moradoras do Jacarezinho, pessoas, ordinariamente, sem renda, que movimentavam valores estratosféricos, completamente fora da realidade de vida contemplada por esses indivíduos, não deixando dúvidas de que estas pessoas são operadoras do esquema de arrendamento da comunidade levado a cabo por Lambari.Um outro morador, dono de um pequeno comércio na comunidade, movimentou R$ 5 milhões. Seu frente, Chico Bento, vivia sob mais absoluto luxo no Jacarezinho em um imóvel projetado por arquiteto, móveis os mais modernos, piscina, banheira de hidromassagem, ,

Bandidos infiltrados em torcidas organizadas são alvos de operação no Rio

Criminosos se passam por torcedores de facções organizadas para cometer delitos violentos como roubos e homicídios. Esses bandidos se utilizam de redes sociais para marcar confrontos, cujos resultados vêm se agravando, com casos recentes de feridos e mortes. Hoje, a Polícia Civil faz uma operação contra esses marginais. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão contra 39 alvos, em diversos endereços, incluindo as sedes das principais torcidas do Rio. Até o momento, dois homens foram presos em flagrante: um por entrar em confronto com os agentes e outro por posse ilegal de arma de fogo. Além disso, dois fuzis foram apreendidos durante as diligências A ação visa a obter maiores subsídios para identificar as organizações criminosas inseridas nas torcidas.

Confira a hierarquia da quadrilha do CV (cúpula, líderes territoriais e gerentes) especializada em roubo de veículos

Segundo investigações, os traficantes Fernandinho Beira-Mar, Marcinho VP, Fu, Barbozinha e Abelha integravam a cúpula da quadrilha do Comando Vermelho especializada em roubo de veículos e comandavam os valores pagos pelos carros subtraídos e o papel de outros membros no esquema; Mesmo já estando em unidades prisionais, eles mantêm o domínio finalístico das ações do grupo, deliberando sobre as estratégias criminosas e emanando ordens para os demais escalões. Os veículos objetos de subtração pelo grupo eram levados para comunidades dominadas pela facção “Comando Vermelho”. A apreensão de veículos roubados no Rio de Janeiro,já com placas e chassis adulterados (“clonados”), em outros estados como Espírito Santo e São Paulo, enquanto eram utilizados para outros crimes como o tráfico de drogas, demonstra a sofisticação, a amplitude e a conexão interestadual da organização criminosa. Existiam os lideres territoriais Um deles é Paulinhozinho, apontado como líder do Morro do Fallet e Fogueteiro, bem como membro do “Conselho”. Ele não apenas autoriza, mas fornece a estrutura necessária para que os veículos roubados sejam levados para sua área de domínio, garantindo abrigo e proteção aos executores. Sua liberdade representa a manutenção de um porto seguro para a continuidade dos crimes. Jiló, é tido como líder do Morro dos Prazeres e membro do “Conselho”. A investigação, corroborada por confissões, indica sua comunidade como um dos principais locais para aclonagem de veículos, atividade que ele supervisiona e com a qual lucra. Lambari é imputado como chefe da Favela do Jacarezinho e também membro do “Conselho”. A investigação apontou sua comunidade como destino de veículos roubados e revelou um robusto esquema de lavagem de dinheiro, demonstrando seu papel central no financiamento da quadrilha., . Corolla ou Chacota é apontado como chefe da Favela de Manguinhos. Sua área de domínio foi identificada como o destino de veículos e o local de origem de roubadores, indicando seucontrole direto sobre a atividade criminosa na região. Ratinho é tido como líder da Favela do Arará. Esta comunidade foi apontada como base para uma quadrilha de roubadores e destino de veículos subtraídos. Sua atuação é fundamental para dar suporte e proteção aos executores. Adidas ou Gazela ´é apontado como coordenador do tráfico no Morro do Turano, responsável por determinar ações e dar proteção aos criminosos em sua área de atuação. As investigações apontam que Adidas passa as determinações do “Conselho” para os seu comandado vulgo Pivete,.“Marcinho da Paula Ramos é imputado como membro do “Conselho” e líder do Morro Paula Ramos. Encontra-se em prisão domiciliar, mas as investigações apontam que, após sua soltura para este regime, os roubos de veículos na região dobraram. Ademais, conforme certidão da SEAP e demais informações descritas Marcinho descumpriu as condições impostas, não sendo localizado em seu trabalho e não comparecendo para a instalação de tornozeleira eletrônica. Assim, sua conduta revela total desrespeito à ordem judicial e umretorno imediato ao comando do crime, Gerentes e Núcleo Operacional Pivete – é apontado como a atual “frente”, auxiliar do chefe, do Morro do Turano. Ele tem a função de executar as determinações criminosas e dar proteção a roubadores e clonadores na comunidade. A investigação demonstra que ele se reporta à estrutura de comando historicamente liderada por “Adidas” ou “Gazela”) naquela localidade, mantendo as atividades ilícitas em pleno funcionamento mesmo após a prisão de outras lideranças. Trata-se de acusado que atua como gerente direto, o chamado “frente” de suacomunidade, sendo o elo entre o comando do “Conselho” e a execução nas ruas. Sua prisão é essencial para desarticular a linha de frente operacional do grupo. Chico Bento – atua como “frente” da Favela do Jacarezinho. Sua função é a de determinar as ações criminosas e proteger os executores de roubos no território. As investigações indicam que ele responde diretamente às ordens do chefe da localidade, Lambari, sendo o principal responsável por gerenciar a atividade criminosa na ponta. Trata-se de acusado que atua como gerente direto, o chamado “frente” de sua comunidade, sendo o elo entre o comandodo “Conselho” e a execução nas ruas Cocão – exerce a função de líder dos executores de roubos e principal “clonador” de veículos. Em sua confissão detalhou o funcionamento do esquema, revelando sua posição central na engrenagem criminosa. Ratinho” ou “Rato Velho” atua no transporte dos veículos roubados e no contato com receptadores para “escoar” a mercadoria ilícita. Marconi – desempenha a função de “piloto” ou “atravessador” do grupo, sendo essencial para a movimentação dos veículos roubados/clonados. Graxinha – apontado como um dos maiores receptadores do grupo, responsável por receber, adulterar e desmanchar os veículos roubados. Leandro Daniel atua como “batedor”, garantindo a segurança das operações de roubo e transporte, sendo responsável por observar e avisar da presença policial ao grupo criminoso que executa o roubo e na entrega dos veículos clonados, além de escolher os veículos queserão subtraídos. Natureza – atua como como receptador e vendedor dos veículos clonados. Sua confissãofoi de extrema importância para desvendar a estrutura do núcleo operacional e o papel de cada integrante.

MP denunciou 70 integrantes do Comando Vermelho do Catiri, Penha e Tabajaras

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), denunciou 33 integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, incluindo suas lideranças, pelos crimes de associação criminosa e tráfico de drogas na comunidade do Catiri, em Bangu. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil realizou, nesta quarta-feira (17/09), uma operação no Catiri e na Vila Kennedy, na Zona Oeste da capital, para prender os 33 denunciados e cumprir 62 mandados de busca e apreensão. A denúncia encaminhada ao Judiciário relata que os acusados atuavam na comercialização de entorpecentes na comunidade, sendo a organização criminosa estruturada em hierarquia, liderança e divisão de tarefas, e responsável pela venda, distribuição, fornecimento e entrega de drogas na localidade, além da contabilidade do tráfico e da gerência dos pontos de venda de entorpecentes.  Ainda segundo a denúncia, os acuados contavam com estrutura voltada para a proteção armada do território, considerado estratégico pelo grupo criminoso devido à sua logística para o tráfico de drogas, à circulação de armamentos e à comunicação com internos do sistema prisional. Denunciados em Copacabana, Botafogo e Penha Entre julho e agosto de 2025, a 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro ajuizou outras duas denúncias contra membros do Comando Vermelho, com atuação nas comunidades da Ladeira dos Tabajaras, nos bairros de Copacabana e Botafogo, e da Vila Cruzeiro, na Penha.  No primeiro caso, 23 pessoas foram denunciadas pela participação no tráfico de drogas na Ladeira dos Tabajaras e pela prática de ataques contra comunidades dominadas por milícia e facções rivais, com uso de violência, grave ameaça e emprego de armas de fogo e explosivos. No segundo, 15 integrantes da organização foram denunciados pela atuação na Vila Cruzeiro, associando-se de forma estruturalmente organizada e com divisão de tarefas para praticar crimes, como o porte de armas de fogo de uso restrito e proibido, além de homicídios relacionados ao narcotráfico. 

Beira-Mar, Marcinho VP e outros chefões do CV tiveram prisões decretadas por crimes patrimoniais na região da Grande Tijuca

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve a prisão preventiva de 20 integrantes da organização criminosa Comando Vermelho, por associação criminosa para a prática de crimes patrimoniais. A denúncia do MPRJ relata que os integrantes da organização criminosa, entre eles os líderes Luiz Fernando da Costa, conhecido como “Fernandinho Beira Mar”, Márcio Santos Nepomuceno (“Marcinho VP”), Ricardo Chave de Castro Lima (“Fú”), Ocimar Nunes Robert (“Barbozinha”), e Wilton Carlos Rabelo Quintanilha (“Abelha”), associaram-se para praticar, reiteradamente, uma série de crimes patrimoniais na cidade do Rio de Janeiro, concentrando suas atividades no roubo de veículos e receptação. Ainda segundo o documento, os integrantes da organização promoveram diversos roubos de veículos na circunscrição distrital da 18ª e da 20ª Delegacias de Polícia, clonando os veículos roubados para serem revendidos ou vendendo suas peças para lojas e ferros-velhos. De acordo com as investigações, a dinâmica dos crimes era composta, além dos líderes da organização, pelos “batedores”, responsáveis por observar e avisar ao grupo que executava os roubos da presença de policiais, pelos “executores”, que efetivamente conduziam o roubo dos veículos, e por integrantes do grupo que eram responsáveis por levar os automóveis roubados a uma das comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, com a prévia anuência dos chefes das localidades.

Polícia faz operação contra expansão do CV na Zona Oeste do Rio. 27 foram presos

As disputas por expansão territorial do Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio são alvo de ação da Polícia Civil, nesta quarta-feira (17/09). A operação ocorre”, nas comunidades do Catiri e da Vila Kennedy. Ao todo, 27 criminosos foram presos e um menor foi apreendido. Também, foram apreendidos um fuzil, pistola, granada, munições, drogas e um jammer, além de oito veículos recuperados. O objetivo da ação é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da facção que atuam na região. As investigações demonstraram que os líderes do tráfico no Complexo da Penha, em especial Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, e seu principal aliado, Carlos Costa Neves, o “Gadernal”, vêm coordenando a atuação de células armadas, com o propósito de expandir a influência territorial da organização criminosa. Essa expansão, segundo apurado, abrange o Catiri e áreas estratégicas de Campo Grande, tendo a Vila Kennedy como ponto de apoio logístico e operacional. A partir dessa base, foram deflagradas sucessivas ofensivas violentas, que culminaram em homicídios e graves violações à ordem pública na região. As investigações apontaram que os criminosos utilizam violência e ameaças para consolidar seu domínio, impondo toques de recolher, expulsando moradores de suas residências e instalando barricadas, a fim de dificultar a entrada das forças policiais. Os agentes também identificaram o uso intensivo de tecnologia, com drones empregados tanto para monitorar as tropas policiais quanto para guiar ataques contra rivais e agentes públicos. Com base em provas técnicas, a Polícia Civil obteve mandados judiciais para desarticular a célula criminosa. A ação faz parte da “Operação Contenção”, uma ofensiva estratégica para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Até o momento, mais de 50 capturados e outros 7 criminosos neutralizados em confronto.

Leia como foi o assassinato de delegado que prendeu o chefão do PCC

As investigações preliminares indicam que o delegado Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, morto ontem, foi seguido por criminosos após sair da Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo. O policial foi um dos responsáveis pela prisão de Marcola, líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em um momento da perseguição, seu carro foi alvejado, ele perdeu o controle do veículo e colidiu com um ônibus. Logo em seguida, homens armados com fuzis desceram de uma picape e dispararam contra o carro, executando Fontes. Duas outras pessoas que estavam na rua também ficaram feridas, mas não correm risco de morte. A principal linha de investigação aponta para uma possível vingança do crime organizado, especialmente do PCC. Fontes foi um dos responsáveis por indiciar a cúpula da facção, incluindo o líder Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, em 2006. Ele também comandou a transferência de líderes do PCC para presídios federais em 2019, o que teria enfraquecido o grupo. De acordo com a mídia, o nome de Fontes já havia aparecido em uma lista de alvos do PCC no passado, e ele já havia escapado de um plano para ser assassinado em 2010.

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