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investigação

Traficante que foi batizado pelo CV no RJ e se tornou chefe da facção no interior de SP comanda envio de armas para bandidos cariocas. Esquema conta com CAC e loja de armas

Uma investigação do GAECO de Piracicaba revelou a existência de um esquema instalado no interior de São Paulo voltado ao fornecimento de armas para traficantes do Rio de Janeiro, especialmente integrantes do Comando Vermelho (CV). No centro da apuração aparece Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto, conhecido como “Léo Bode”, apontado como articulador do armamento destinado à facção carioca. Segundo o Ministério Público, Léo Bode foi “batizado” pelo Comando Vermelho no RJ e hoje exerce papel de liderança da facção em áreas do interior paulista, sendo apontado ainda como responsável por ordenar execuções e ataques contra rivais ligados ao PCC em Rio Claro. A investigação teve origem após a Operação Contenção, deflagrada em maio de 2025, que levou à prisão de um comerciante de armas suspeito de abastecer o CV. A partir daí, promotores passaram a rastrear uma estrutura empresarial usada para dar aparência de legalidade ao comércio clandestino de armamentos. Loja de armas e viagens constantes ao Rio De acordo com o procedimento investigatório, uma empresa do ramo esportivo sediada em Americana, no interior paulista, passou a ser monitorada após suspeitas de que estaria sendo utilizada como fachada para negociações ilegais de armas. Os investigadores identificaram viagens frequentes ao Rio de Janeiro realizadas em veículos registrados em nome da empresa. Os deslocamentos coincidiam, segundo o GAECO, com a continuidade das atividades criminosas mesmo após a prisão do principal investigado na Operação Contenção. Levantamentos feitos por radares inteligentes mostraram que os veículos circularam repetidamente pela Região Metropolitana do Rio, área de influência do Comando Vermelho. Conversas revelam contatos diretos com criminosos do Rio A quebra telemática autorizada pela Justiça aprofundou as suspeitas. A análise de mensagens de WhatsApp revelou contatos permanentes com pessoas ligadas ao crime organizado fluminense, inclusive utilizando números internacionais associados a comunidades dominadas pela facção. Os investigadores afirmam que criminosos com maior estrutura costumam utilizar linhas estrangeiras para dificultar o rastreamento policial. Um dos números identificados possuía prefixo colombiano e, segundo o relatório, era usado em comunidades do Rio controladas pelo CV. CAC é apontado como peça do esquema Outro ponto considerado grave pelos investigadores envolve a participação de um CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) no esquema. Um homem conhecido como “Galego”, preso em Rio Claro com drogas e armas, mantinha em seu acervo um fuzil calibre 7.62 e pistolas 9mm que não foram localizadas durante as buscas, levantando a suspeita de que os armamentos já estivessem em circulação nas mãos da facção. Ainda segundo o Ministério Público, armas registradas em nome de Léo Bode foram encontradas na residência do suspeito. Parte da documentação de tráfego desses armamentos teria sido assinada pelo pai de um dos investigados presos anteriormente por envolvimento no abastecimento do Comando Vermelho. Facção carioca expandindo influência em São Paulo Os documentos do GAECO indicam que Léo Bode atua como elo entre criminosos paulistas e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro, fortalecendo uma rota interestadual de armas e drogas. A investigação aponta que ele passou a comandar ações violentas em Rio Claro após ser incorporado à facção carioca, promovendo ataques contra integrantes do PCC e ampliando a influência do CV em cidades do interior paulista. Agora, o Ministério Público busca aprofundar a análise dos celulares apreendidos e rastrear o destino final das armas encontradas em um fundo falso de uma loja investigada no esquema.

Operador financeiro do Comando Vermelho chegou a ser preso durante operação contra a quadrilha de Adilsinho levantando suspeitas sobre possível ligação da facção com a contravenção

Uma revelação contida em decisão judicial escancarou uma conexão explosiva entre integrantes do Comando Vermelho e um dos principais alvos das investigações contra a contravenção no Rio de Janeiro: um homem apontado como operador financeiro da facção foi preso justamente durante uma operação contra o grupo do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”. O investigado aparece nos autos como responsável por movimentações financeiras clandestinas em benefício da cúpula do Comando Vermelho, incluindo operações ilegais de câmbio em dólares destinadas ao traficante Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, atual chefe da facção no Complexo do Alemão. Segundo a investigação, Igor integrava o chamado núcleo financeiro da organização criminosa e teria atuado diretamente na ocultação e dissimulação de recursos oriundos do tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outras atividades do CV. O detalhe que chamou atenção dos investigadores — e que até então não havia sido divulgado — é que o operador financeiro do Comando Vermelho acabou preso em março de 2025 numa operação policial voltada justamente contra as atividades ilícitas atribuídas ao grupo do mafioso do jogo do bicho “Adilsinho”. A informação cria um elo inédito entre um personagem apontado como lavador de dinheiro do Comando Vermelho e uma investigação ligada à estrutura financeira da contravenção carioca. Dólares para o CV e ligação com esquema investigado na contravenção Os autos apontam que, em abril de 2024, Igor teria realizado uma operação clandestina de câmbio no valor de US$ 60 mil para beneficiar diretamente “Pezão”, uma das lideranças máximas do CV no Rio. As tratativas, segundo a investigação, envolveram ainda outros integrantes do grupo, incluindo operadores políticos e logísticos ligados à facção. Mesmo com esse histórico descrito pelos investigadores, Igor acabou aparecendo posteriormente no radar da operação contra “Adilsinho”, acusado de integrar organização criminosa ligada a esquemas financeiros ilícitos. O operador foi preso durante a ofensiva policial, mas acabou libertado meses depois, respondendo atualmente em liberdade.

MP quer tirar de Búzios julgamento de PMs acusados de executar Horácio e diz que réus integram milícia que atua na Zona Oeste e Baixada

A execução de Horácio Carvalho, apontado como ex-chefe de milícia com atuação na Zona Oeste do Rio, e de Maicon, dentro de uma lanchonete em Armação dos Búzios, ganhou um novo capítulo: o Ministério Público pediu que o julgamento dos acusados saia da Região dos Lagos por considerar que a cidade não tem estrutura nem ambiente de segurança para realizar o Tribunal do Júri. Na petição, o MP sustenta que os quatro acusados — entre eles policiais militares e um policial penal — não seriam apenas autores de um duplo homicídio de repercussão estadual. Segundo a acusação, eles integrariam uma milícia estruturada, armada e com atuação permanente em áreas da Zona Oeste do Rio e em municípios da Baixada Fluminense, organização que disputava território e influência com o grupo ligado a Horácio. Para o Ministério Público, o caso extrapola um homicídio comum: seria um episódio de confronto entre grupos paramilitares com capacidade de intimidação e histórico de violência. De acordo com a denúncia, na madrugada de 3 de maio de 2023, os acusados teriam saído do Rio de Janeiro e percorrido dezenas de quilômetros até Búzios para localizar Horácio. O alvo estava no estabelecimento Gaúcho Burguer & Beer, no bairro Manguinhos. Ainda segundo os autos, Horácio e Maicon foram surpreendidos e atingidos por diversos disparos. Funcionários que estavam no local escaparam da morte porque conseguiram se proteger durante os tiros e acabaram feridos por estilhaços. Após o ataque, os suspeitos tentaram deixar a cidade, mas acabaram interceptados por policiais militares antes de sair de Búzios. Com eles, segundo o processo, foram apreendidos: Na reconstrução feita pelo Ministério Público, o arsenal e a forma de execução reforçariam a tese de uma ação planejada e típica de grupo criminoso organizado. O pedido de desaforamento insiste que o ponto central não é apenas a gravidade do crime, mas quem são os envolvidos e o alcance territorial da organização atribuída aos acusados. O MP descreve o grupo como uma estrutura com características de milícia: atuação armada, domínio de áreas, obtenção de lucro ilegal e emprego recorrente de violência para manutenção de influência. Segundo a peça, essa rede teria presença especialmente na Zona Oeste da capital e na Baixada Fluminense, regiões historicamente marcadas por disputas entre grupos armados. Na visão da promotoria, levar esse julgamento ao Tribunal do Júri de Búzios colocaria pressão excessiva sobre jurados de uma cidade pequena, onde a repercussão do caso teria produzido ambiente de temor. O texto cita que o município não estaria preparado para absorver um julgamento com esse nível de risco operacional, mencionando preocupações com: O pedido lembra ainda que, em fases anteriores do processo, atos judiciais já precisaram ter medidas diferenciadas por razões de segurança. Por isso, o Ministério Público quer que o julgamento seja transferido para uma comarca com estrutura maior — defendendo, inclusive, a possibilidade de realização na capital. Na prática, a tese apresentada é que Búzios virou palco de um acerto de contas entre grupos milicianos que nasceram fora da cidade — e que o peso desse conflito hoje impede que o caso seja julgado ali com tranquilidade institucional.

Investigação revela que CV tomou a pacata cidade de Bom Jardim, no interior do RJ

Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio descreve um cenário de expansão do Comando Vermelho em Bom Jardim, na Região Serrana, com atuação estruturada em bairros da cidade, monitoramento permanente da movimentação policial e manutenção de atividades criminosas mesmo com parte das lideranças presa. Segundo o documento encaminhado à Justiça, 21 investigados teriam integrado uma associação voltada ao tráfico de drogas com atuação principalmente nos bairros dos Alves e Jardim Boa Esperança (BNH), apontados pelos investigadores como áreas onde o grupo buscava consolidar presença territorial. De acordo com a acusação, a organização mantinha uma divisão interna de funções semelhante a uma estrutura empresarial clandestina: havia responsáveis pelo comando, gerenciamento financeiro, armazenamento e distribuição de drogas, transporte de entorpecentes, fornecimento de armas, prestação de contas e vigilância para antecipar ações policiais. Um dos elementos destacados pelo MP é que o comando do grupo, segundo a investigação, continuava ativo mesmo com lideranças encarceradas. A denúncia sustenta que ordens eram transmitidas por telefone e aplicativos de mensagens, permitindo manter o funcionamento do esquema fora dos presídios. Os autos descrevem que o grupo operava por meio de um canal de comunicação no WhatsApp chamado “Tropa do Gato Preto”, usado diariamente para trocar alertas sobre presença policial e proteger a atividade do tráfico. Segundo a denúncia, os integrantes monitoravam em tempo real diversos pontos considerados estratégicos dentro do município. Nas conversas e levantamentos citados pelo Ministério Público aparecem referências a áreas identificadas pelos próprios investigados como “Iraque”, “Iraq”, “BNH”, “Pistão”, “Pistão Iraque”, “Pistão BNH”, “Angico”, “Rodo”, “Rodinho”, “Altos”, “Pombal”, “Cemitério”, “12”, “15”, “Rua do Seu Erly”, “Volta da Cachoeira”, “Ponte do Sinal”, “CT”, “Quadra”, “Galpão” e “Bolívia”. Para os investigadores, esses nomes funcionariam como uma espécie de mapa operacional da associação, indicando locais de vigilância, circulação de integrantes e áreas usadas para sustentar a venda de drogas. Ainda conforme o Ministério Público, maconha e cocaína seriam comercializadas em embalagens diferenciadas por cores, símbolos e inscrições para facilitar identificação, separação de quantidades e venda. A denúncia também afirma que integrantes monitoravam viaturas para avisar sobre abordagens e operações, reduzindo o risco de apreensões e prisões em flagrante. Outro ponto citado pelo MP é o uso de violência e intimidação para preservar o controle interno do grupo. O documento menciona ainda emprego de armas, suposta participação de adolescentes em funções ligadas ao tráfico e referências a pichações atribuídas à facção em pontos da cidade. Ao pedir prisões preventivas, o Ministério Público argumentou que o grupo teria criado uma estrutura permanente para manter o tráfico funcionando e dificultar a atuação das forças de segurança. Os denunciados terão direito ao contraditório e à ampla defesa ao longo do processo judicial.

De dentro de Bangu: denúncia aponta que preso comandava avanço do Comando Vermelho em Juiz de Fora

Mesmo encarcerado no Complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, um integrante apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais como liderança do Comando Vermelho teria continuado exercendo influência direta sobre atividades criminosas em Juiz de Fora e na Zona da Mata. Segundo denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o preso conhecido como “Canela” ou “CNL” ocupava posição de destaque na hierarquia da facção e seria responsável por decisões estratégicas relacionadas ao tráfico, arrecadação de dinheiro, distribuição de drogas e articulação interna do grupo. De acordo com a acusação, seis investigados foram denunciados por promover e integrar organização criminosa. O MP sustenta que a estrutura atuava de forma organizada desde, ao menos, o início de 2025 e mantinha funções definidas para controle territorial, cadastro de integrantes, gestão de pontos de venda de drogas e recolhimento de valores entre membros da facção. A denúncia afirma que, mesmo preso em Bangu, Canela continuava ativo na tomada de decisões e no gerenciamento de interesses do grupo em Juiz de Fora. O documento aponta que ele integraria um chamado “conselho permanente” da facção e que subordinados o descreviam como uma das principais referências do Comando Vermelho em Minas Gerais. Segundo o Ministério Público, parte das provas foi obtida por meio de quebras de sigilo telemático, apreensão e análise de celulares em operações anteriores, além do compartilhamento de elementos colhidos em investigações conduzidas pelo Judiciário. Os investigadores relatam ter identificado grupos de WhatsApp usados para administrar atividades criminosas, organizar cobranças internas conhecidas como “caixinha”, registrar pontos de tráfico e impor regras internas. Entre os grupos citados estão canais denominados “Caixinha da Casa”, “Tropa da Loba”, “A Grande Família” e “Caça as Notas”, que, segundo a denúncia, seriam utilizados para controle financeiro e operacional da organização. Ainda conforme o MP, duas lideranças apontadas na investigação estariam presas — uma em Juiz de Fora e Canela em Bangu — sem que isso tivesse interrompido a atuação atribuída ao grupo. A acusação também menciona suspeitas de uso de menores em atividades ligadas ao tráfico, circulação de armamento e tentativas de expansão da influência da facção para além das atividades criminosas tradicionais. Ao final, o Ministério Público pede o recebimento da denúncia, a condenação dos investigados por organização criminosa, perda de bens ligados às apurações, fixação de indenização mínima por danos coletivos e restrições futuras para progressão de regime caso haja condenação. Os denunciados terão direito à ampla defesa e ao contraditório ao longo do processo.

Emboscadas, tiros e matadores de aluguel: decisão judicial revela bastidores da Milícia de Araruama

Um relatório da Justiça revelou detalhes sobre o funcionamento da Milícia de Itatiquara, organização criminosa investigada por atuar em Araruama, Região dos Lagos com emboscadas, execuções planejadas e atuação como milícia privada e grupo de extermínio. Segundo os autos, o grupo teria sido liderado por um policial civil apontado como responsável por coordenar uma estrutura formada por executores armados e operadores encarregados de monitorar e eliminar alvos mediante recompensa financeira. A decisão recebeu denúncia do Ministério Público, decretou prisões preventivas e autorizou o compartilhamento de provas com outras investigações para aprofundar o mapeamento da atuação da milícia. O caso detalhado no relatório envolve uma tentativa de homicídio ocorrida em agosto de 2024. Conforme a acusação, integrantes do grupo teriam montado uma operação previamente planejada para executar um alvo em via pública. O documento descreve que os criminosos permaneceram escondidos dentro de um veículo aguardando o momento exato para agir e abrir fogo. O ataque só não teria terminado em morte porque o carro utilizado pela vítima possuía blindagem balística. Segundo o Ministério Público, “Bimba” teria participado diretamente do planejamento, vigilância e cerco armado durante a ação. Já “Zeus”, ao lado de outros integrantes investigados, teria atuado na execução direta do atentado, incluindo os disparos e a operação de fuga. Mas o relatório vai além do episódio específico e descreve o que seria o funcionamento interno da organização. De acordo com os autos, o grupo ligado a “Egger” teria começado atuando na execução de traficantes e depois ampliado sua atuação para funcionar como uma estrutura de matadores de aluguel, realizando homicídios e tentativas de homicídio mediante pagamento. Para sustentar a denúncia, a investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, dados obtidos após quebra de sigilo telemático, rastreamento de celulares por antenas, perícias balísticas, exames em munições, apreensão de aparelhos eletrônicos e diligências autorizadas pela Justiça. A decisão também registra que parte dos denunciados morreu durante o andamento das investigações e menciona a existência de indícios ainda não confirmados de possível assassinato de um integrante desaparecido em contexto investigado como eventual “queima de arquivo”, hipótese que segue sem conclusão oficial nos autos. Ao decretar as prisões preventivas, o magistrado destacou que o modus operandi marcado por planejamento, emboscada, divisão de tarefas, uso de armas de fogo e indícios de vínculo com milícia demonstraria elevada periculosidade concreta e justificaria a medida para preservar a ordem pública e a instrução processual. O Juízo também autorizou o compartilhamento das provas produzidas neste processo com outros procedimentos que investigam o funcionamento da Milícia de Itatiquara e fatos relacionados a integrantes do grupo. O processo continua em tramitação e as acusações ainda serão submetidas à fase de instrução e julgamento, sem condenação definitiva até o momento.

Guerra no Recreio e Vargens: investigação revela estrutura do TCP com “matadores”, tráfico na praia e disputa sangrenta contra CV e milícia

A recente execução de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a escancarar a guerra silenciosa que vem transformando a região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, em território de disputa entre traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos. Em meio ao clima de tensão, uma denúncia do Ministério Público do Rio revelou detalhes da estrutura criminosa montada pelo TCP nas regiões do Terreirão e Posto 12, apontando traficantes responsáveis por execuções, distribuição de drogas, monitoramento policial e venda de entorpecentes em plena orla da praia. A morte do casal, ocorrida recentemente em uma das áreas mais conflagradas do Recreio, aumentou o medo entre moradores e frequentadores da região. O crime é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um reflexo da disputa territorial que se intensificou nos últimos anos na Zona Sudoeste da capital. Segundo o Ministério Público, o TCP mantém domínio sobre pontos estratégicos do Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha e Notredame, além de áreas próximas às Vargens e ao Posto 12, onde traficantes atuariam até mesmo durante o dia comercializando drogas para turistas e frequentadores de quiosques. A investigação aponta que armas e entorpecentes eram escondidos na areia da praia, debaixo de decks e próximos a barcos utilizados pelos criminosos. Estrutura da facção tinha gerentes, distribuidores e executores A denúncia mostra que a facção possuía uma divisão clara de funções dentro da organização criminosa. O traficante conhecido como “Lobim” aparece como um dos principais gerentes do tráfico na região, responsável pelo abastecimento de drogas vindas da Vila do João, no Complexo da Maré. Além da logística dos entorpecentes, ele é apontado como um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios ocorridos no Recreio. Outro nome citado é “RB”, descrito pelos investigadores como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele atuava diretamente na eliminação de rivais e no controle dos pontos de venda de drogas. Já o criminoso conhecido como “Sem Vulgo” é apontado como um dos principais executores da organização. Testemunhas afirmaram que ele fazia rondas diárias pela comunidade à procura de integrantes de facções rivais para matar. Outro denunciado, conhecido como “Chibata”, foi apontado como participante de ataques armados e homicídios ligados à disputa territorial. Em um dos episódios citados na investigação, ele teria efetuado disparos contra um rival dentro de um posto de saúde no Terreirão. Tráfico funcionava em quiosques e pistas de skate A denúncia detalha ainda que o tráfico funcionava abertamente em áreas movimentadas do Posto 12. Segundo as investigações, integrantes da facção comercializavam cocaína e maconha na areia da praia, em quiosques, decks e próximos à pista de skate frequentada por jovens e turistas. Uma das denunciadas foi flagrada vendendo drogas diretamente para frequentadores da praia. Outro integrante acabou preso após fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais exibindo cocaína e anunciando a venda do entorpecente. O Ministério Público afirma que quase metade dos registros de tráfico da região estavam concentrados no entorno do Posto 12. Guerra envolve também milicianos e o Comando Vermelho As investigações mostram que a violência no Recreio e nas Vargens vai além da rivalidade entre TCP e CV. Grupos milicianos também tentam avançar sobre áreas estratégicas da Zona Sudoeste, aumentando o cenário de confrontos e execuções. Um dos casos citados na denúncia envolve a morte de dois homens apontados como milicianos. Segundo os investigadores, traficantes do TCP teriam sido acionados após a presença dos rivais ser identificada no Terreirão. O Ministério Público afirma que o conflito armado provocou uma explosão nos homicídios da região, que registrou aumento de 163% nas mortes entre 2022 e 2023. Além das execuções, os criminosos utilizavam grupos de WhatsApp para monitorar viaturas e operações policiais em tempo real, permitindo esconder drogas e armas antes da chegada das equipes. Para os investigadores, o Recreio e a região das Vargens deixaram de ser apenas áreas de expansão imobiliária e lazer da cidade para integrar o mapa das principais disputas do crime organizado no Rio de Janeiro. cara, nao eh para omitir as funcoes dos traficantes Execução de casal expõe guerra entre facções na Zona Sudoeste do Rio; denúncia revela estrutura do TCP no Recreio com gerentes, “matadores” e tráfico na praia A execução recente de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a expor a escalada da violência na região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, onde traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos travam uma disputa armada por território, pontos de drogas e influência criminosa. Em meio ao clima de guerra, uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio detalhou a estrutura montada pelo TCP no Terreirão e no Posto 12, revelando a atuação de gerentes do tráfico, distribuidores de drogas, vendedores na praia, executores de rivais e integrantes responsáveis por monitorar operações policiais. Segundo a investigação, a facção domina áreas como Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha, Notredame e pontos estratégicos próximos às Vargens e à orla do Recreio. O documento mostra que a região virou um dos principais centros de venda de drogas da Zona Sudoeste, com traficantes atuando até mesmo em quiosques, decks e pistas de skate frequentadas por turistas. A denúncia afirma que armas e drogas eram enterradas na areia da praia ou escondidas embaixo de barcos e estruturas da orla. Gerentes do tráfico e ligação com o Complexo da Maré Entre os principais nomes citados está o traficante conhecido como “Lobim”, apontado como um dos gerentes do tráfico no Posto 12 e Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele era responsável por trazer drogas da Vila do João, no Complexo da Maré, para abastecer os pontos de venda no Recreio. Além da logística dos entorpecentes, Lobim também seria um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios registrados na região. Outro denunciado apontado como liderança é “RB”, descrito como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. A investigação afirma

Justiça expõe bastidores dos “justiceiros” da Zona Sul: violência, ambição política e acusação de facção criminosa e milícia

Um relatório anexado a um processo que tramita na Justiça do Rio lançou novas luzes sobre a atuação dos chamados “justiceiros” da Zona Sul e aponta que líderes do grupo teriam utilizado o movimento como instrumento de projeção política e eleitoral. O caso voltou a ganhar repercussão nesta semana após novas movimentações judiciais envolvendo a página @anjosdaguarda.rio, ligada ao grupo “Anjos da Guarda Vigilância Comunitária”, conhecido por divulgar nas redes sociais ações violentas contra suspeitos de furtos em bairros como Copacabana, Botafogo, Flamengo e Leblon. Nos documentos apresentados à Justiça, os autores da ação sustentam que os responsáveis pelo movimento tinham “fins eleitoreiros” e buscavam capitalizar politicamente a imagem de “combatentes do crime” na Zona Sul carioca. O relatório cita nominalmente William Correia da Silva Junior, apontado como ex-funcionário comissionado da Prefeitura do Rio e candidato a vereador em eleições anteriores. Segundo os autos, ele teria utilizado o crescimento do movimento para ampliar sua projeção pública através de vídeos, ações de rua e patrulhamentos divulgados nas redes sociais. Outro nome citado é de um advogado apontado como aliado do grupo e ex-candidato à Prefeitura de Petrópolis. A ação sustenta que ambos teriam atuado “em concurso de agentes”, utilizando a repercussão do movimento para fortalecimento político e eleitoral. O relatório descreve o grupo como uma organização que passou a atuar de forma sistemática em áreas da Zona Sul promovendo ações de vigilantismo urbano. Segundo os autos, os integrantes realizavam perseguições, abordagens coletivas, espancamentos e exposições públicas de suspeitos, com ampla divulgação dessas ações nas redes sociais. Os documentos afirmam que adolescentes, moradores de comunidades e pessoas em situação de rua apareciam frequentemente nos vídeos publicados pelo grupo. A ação vai além e acusa o movimento de praticar racismo, tortura, exposição ilegal de menores, exercício arbitrário das próprias razões, usurpação de função pública e até formação de milícia privada. Em um dos trechos mais duros do processo, os autores afirmam que o grupo “atua como uma facção criminosa”, utilizando o discurso de combate à criminalidade como justificativa para ações violentas nas ruas. O relatório afirma ainda que o movimento teria começado em Copacabana e posteriormente ampliado atuação para Botafogo, Flamengo, Leblon e Centro do Rio. Os documentos mencionam que os integrantes montavam barracas em vias públicas, distribuíam panfletos e promoviam ações em áreas movimentadas para atrair apoio popular e transmitir aparência de organização oficial de segurança comunitária, apesar de não possuírem qualquer atribuição policial. Outro ponto explorado no processo é a tentativa dos organizadores de associar o grupo carioca a movimentos comunitários surgidos nos Estados Unidos. Segundo os autos, os responsáveis afirmavam publicamente que o projeto teria sido inspirado em organizações de patrulhamento urbano de Nova York. A narrativa, porém, é contestada pela entidade Guardian Angels Brasil, que acusa o grupo de deturpar a origem do movimento internacional criado em 1979 por Curtis Sliwa. Os documentos afirmam que os Guardian Angels originais nunca incentivaram agressões, perseguições violentas ou exposição pública de suspeitos. A ação também sustenta que o grupo utilizava a sensação de insegurança na Zona Sul para fortalecer apoio político. Segundo os documentos, o discurso de “combate ao crime” passou a ser explorado como ferramenta de mobilização eleitoral, principalmente através das redes sociais. Os autos afirmam que os integrantes utilizavam uniformes padronizados, promoviam ações filmadas, realizavam transmissões ao vivo e buscavam associação com autoridades e figuras públicas para ampliar legitimidade junto à população. Os documentos anexados ao processo ainda mencionam acusações de que vídeos publicados pelo grupo mostrariam jovens sendo perseguidos, agredidos e expostos publicamente antes de qualquer decisão judicial. Há também referências a episódios envolvendo perseguições próximas à praia, incursões em bairros da Zona Sul e até ataques contra adolescentes que retornavam para comunidades após passarem o dia na orla. Apesar de ter negado o pedido de retirada imediata da página do Instagram, a Justiça decidiu manter o processo em andamento e reconheceu a existência de controvérsias relevantes envolvendo a atuação do grupo. O magistrado determinou continuidade da produção de provas, incluindo possibilidade de perícia e apresentação de ata notarial. Com isso, o caso volta ao centro do debate público justamente em meio ao crescimento das discussões sobre grupos de “justiceiros” atuando nas ruas do Rio de Janeiro e os riscos da utilização do medo e da violência urbana como ferramenta de projeção política. Um dos citados, William, se posicionou nas redes sociais Alem da resposta jurídica , Tive que me posicionar aqui, para esclarecer alguns pontos sobre essa ação contra mim. Infelizmente nos população de bem segundo alguns, temos que aceitar essa realidade de violência . Esse menores roubam, agridem, mat@m e ainda devem ser mesmo protegidos até quando por essa lei? E cadê a nossa defesa? Cadê a lei para nos proteger? Por que só funciona pro lado dos vagabund0s? Até quando? Botar a cara desses gansos , seja menores ou não, mas em FLAGRANTE, após denúncias de VÍTIMAS, é errado pra quem? Precisamos SIM, saber a cara deles para nos protegermos e anteciparmos o crime, graças aos meus vídeos, muitos foram presos pois vítimas antigas reconheceram, outros certamente com medo da exposição pararam ou mudaram a rota… isso é um serviço para população, mas para alguns INCOMODA. Seguirei até onde eu puder para que os resultados que construí se mantenham e melhoram cada dia mais e que mais bairros tenham o mesmo! Mesmo achando um absurdo, decisão judicial se cumpre, então retirei os vídeos mencionados pelo @mprj.oficial e estou a disposição, como sempre, para maiores esclarecimento

Informação divulgada pela TV segue as redes sociais e diz que empresário morto em Guaratiba pode ter sido assassinado por supostamente ser amigo de ex-miliciano que teria pulado para o CV

O apresentador Tino Junior do programa Balanço Geral da TV Record disse que o empresário Sérgio Parafuso, morto ontem em Barra de Guaratiba, teria sido assassinado por ser supostamente amigo de um ex-miliciano conhecido como Zero. Esse boato já circulava desde ontem nas redes sociais. Zero era um dos principais líderes da milícia do PL até o ano passado quando foi expulso da quadrilha. O grupo de PL comanda também a região de Guarstiba. Essa semana surgiram informações que Zero teria sido recrutado pelo Comsndo Vermelho. De acordo com as primeiras informações, o crime aconteceu por volta das 9h30, na Estradada Roberto Burle Marx. Testemunhas contaram que a vítima voltava de um mercado quando dois criminosos, que estavam em uma motocicleta, o abordaram. Testemunhas contaram que os suspeitos se aproximaram e fizeram vários disparos contra o empresário. Ele chegou a cair no chão, mas, mesmo assim, continuou sendo baleado. Ao todo, pelo menos cinco tiros atingiram a vítima. O homem morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. As sacolas de compras que ele carregava ficaram espalhadas pela via. Policiais militares foram acionados e isolaram a área para o trabalho da perícia. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi chamada e ficará responsável pela investigação. Em 2024, Sérgio tentou uma vaga na Câmara Municipal do Rio pelo Solidariedade. Naquele pleito ele teve 1.186 votos e ficou com a suplência. Na semana passada, por conta de uma suposta cobrança interna na milicia do PL, quatro paramilitares teriam sido mortos em Guaratiba, entre eles Jefinho, que comandava a Favela do Piraquê. Essa semana

“CV NA GUERRA DA UCRÂNIA”: PF e MPF investigam traficante do Comando Vermelho já identificado por viagem ao front para aprender táticas militares usadas hoje nas favelas do Rio com drones e granadas

A suspeita de que traficantes do Comando Vermelho estariam indo para a Ucrânia para receber treinamento e depois retonrar ao Rio para ensinar aos criminosos táticas de guerra virou alvo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Um dos bandidos que teria feito o intercâmbio e já teve a identidade divulgada pela Polícia Civil no ano passado é alvo de um inquérito que tramita na Justiça Federal: trata-se de Philippe Martins Paiva Segundo o que foi divulgado na época,, Marques Pinto é ligado ao traficante Antonio Hilário Ferreira, conhecido como Rabicó, uma das principais lideranças da facção. Ele é considerado chefe do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). A polícia descobriu que o integrante do CV foi ao menos três vezes para a Europa desde o início do conflito na Ucrânia. Todas as vezes, ele viajou do Aeroporto do Galeão, no Rio, para Lisboa, em Portugal, e depois teria ido até a região do conflito. A primeira viagem aconteceu em junho de 2023. Na ocasião, ele ficou seis meses na Europa até o retorno ao Brasil. Depois, Marques Pinto permaneceu um ano em solo europeu, entre junho de 2024 e junho de 2025. Conforme a investigação, a terceira ida do integrante do CV para a Ucrânia foi no dia 9 de setembro de 2025. Os investigadores tiveram acesso a fotos e vídeos do homem com armas, usando uniforme de combate, e também em áreas de conflito.Os bandidos do Rio de Janeiro estão usando táticas comunemente praticadas na Ucrânia Um relatório de inteligência apontou que o ex-miltiar da Marinha Rian Maurício Tavares Mota, conhecido como Da Marinha, que está preso em penitenciária federal, teria se tornado peça estratégica do Comando Vermelho ao introduzir nas favelas cariocas uma técnica inspirada diretamente na guerra da Ucrânia: o uso de drones adaptados para lançar granadas contra rivais e forças policiais. Rian não era apenas mais um integrante da facção, mas um operador especializado responsável por elevar o nível tecnológico e bélico do Comando Vermelho. As investigações sustentam que ele usou conhecimentos adquiridos durante sua carreira militar para treinar criminosos no manuseio de drones e equipamentos eletrônicos utilizados em ações armadas da organização criminosa. A decisão destaca que relatórios da Secretaria de Inteligência da Polícia Civil apontam que o acusado ocupa posição de relevância dentro da facção, atuando diretamente sob influência de Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”, apontado como principal líder do Comando Vermelho no Complexo da Penha. Drones com granadas e “tática de guerra” O trecho mais explosivo da decisão judicial envolve justamente a referência às técnicas utilizadas no conflito entre Rússia e Ucrânia. De acordo com os relatórios anexados ao processo, Rian seria o responsável por implementar em comunidades dominadas pelo CV uma espécie de adaptação das táticas vistas no leste europeu: drones equipados com dispensadores de granadas capazes de atacar alvos à distância e dificultar operações policiais. A investigação afirma que o acusado teria introduzido: drones adaptados para lançamento de explosivos;treinamento de criminosos para uso dos equipamentos;estratégias aéreas para proteção de líderes da facção;técnicas voltadas para impedir avanço de tropas policiais em favelas. Os documentos apontam que o sistema teria sido utilizado em confrontos recentes nos Complexos da Penha e do Alemão, onde traficantes passaram a usar drones armados para tentar conter operações das forças de segurança. Guerra urbana no Rio A decisão menciona diretamente os confrontos ocorridos em 28 de outubro de 2025, quando uma megaoperação resultou em: 113 presos;10 adolescentes apreendidos;118 armas apreendidas;119 mortos;4 agentes de segurança mortos. Segundo o relatório citado pela Justiça, integrantes do Comando Vermelho utilizaram drones com granadas durante os ataques para proteger arsenal, drogas e líderes da facção. O texto afirma que a tecnologia teria sido usada para criar uma espécie de “barreira aérea” contra a entrada da polícia em territórios controlados pelo grupo criminoso. Ex-militar virou peça estratégica do CV Para o Ministério Público, a gravidade do caso está justamente no fato de que o acusado possui formação militar especializada. Os investigadores sustentam que: Rian treinava comparsas;ajudava no desenvolvimento operacional da facção;atuava na modernização tecnológica do grupo;auxiliava no fortalecimento territorial do CV. A Justiça entendeu que o nível de influência do acusado dentro da organização e o risco de continuidade das articulações criminosas justificam sua remoção imediata para o sistema penitenciário federal. Ligação direta com Doca A decisão também ressalta que Rian responde ação penal ao lado de: Edgar Alves de Andrade, o “Doca”;Márcio Soares da Silva, o “Márcio Pedreiro”;Mayelle Stephane Mathias Goulart, a “May”. Os quatro são investigados por crimes ligados à organização criminosa, uso ilegal de explosivos e lavagem de dinheiro. Segundo os autos, o acusado teria atuado diretamente para fortalecer o poder bélico do Comando Vermelho em áreas dominadas pela facção. Justiça vê “elevada periculosidade” Ao autorizar a inclusão de Rian no sistema federal, a Justiça destacou que a combinação entre conhecimento técnico militar, uso de explosivos e participação em organização criminosa representa alto risco à ordem pública. A decisão afirma que o isolamento do acusado em presídio federal é necessário para: interromper comunicação com a facção;reduzir articulações criminosas;impedir continuidade do treinamento de traficantes;evitar expansão das técnicas de guerra A primeira viagem aconteceu em junho de 2023. Na ocasião, ele ficou seis meses na Europa até o retorno ao Brasil. Depois, Marques Pinto permaneceu um ano em solo europeu, entre junho de 2024 e junho de 2025. Conforme a investigação, a terceira ida do integrante do CV para a Ucrânia foi no dia 9 de setembro deste ano.Os investigadores tiveram acesso a fotos e vídeos do homem com armas, usando uniforme de combate, e também em áreas de conflito.Os bandidos do Rio de Janeiro estão usando táticas comunemente praticadas na Ucrânia

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