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Um dos seis mortos levados para a UPA foi citado em investigação que lhe apontou como olheiro que monitorava operações policiais para a ADA no Jardim Novo

Um dos seis mortos que foram levados por moradores para a UPA de Magalhães Bastos, Jonathan Andrade Ferreira, que usava o nome falso de Diego, foi citado em uma investigação do início da década sobre o tráfico no Complexo do Jardim Novo, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Jonathan na época seria olheiro da quadrilha chegando a ficar preso As investigações da época revelaram que Jonathanmonitorava as vias de acesso e a movimentação policial no entorno das comunidades, informando aos demais comparsas da mesma facção criminosa “ADA” Ele participava do grupo usado pelos traficantes ‘De Ponta a Outra’ que monitorava o conjunto de comunidades, Nogueira, Light, Jardim Novo, 77 e Vila Vintém, com o objetivo de informar sobre operações policiais e movimentação de facções rivais. Em uma mensagem enviada ao grupo, ele chegou a escrever.  “Legal JN, Iraque”,”, onde se percebeu que o mesmo está monitorando a localidade Iraque, na comunidade jardim Novo. Em outra postagem Jonathan enviou uma figura que faz alusão à facção criminosa A.D.A (Amigos dos Amigos), com a inscrição: ” Só os ADA na pista”.e outra figurinha com a inscrição 141 Resistência”. Jonathan chegou a ser condenado a quatro anos e um mês de prisão. Sobre os mortos, a principal suspeita é que os m0rtos sejam crimin0sos que teriam trocado tir0s com a equipe do helicóptero da PM, o “Sapão”, durante uma ação em uma área de mata do Jardim Novo. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. Um vídeo divulgado pelo repórter Jackson Silva mostrou imagens do helicóptero no momento do confronto. Até o momento, essa informação não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Corpos levados por populares à UPA podem ser de suspeitos que trocaram tiros com PMs de helicóptero durante operação ontem em Realengo

Circulam informações na Internet que os seis corpos levados para a UPA de Magalhães Bastos sejam de suspeitos que trocaram tiros com PMs que estavam em um helicóptero durante operação ontem no Jardim Novo, em Realengo A Polícia Militar flagrou.de cima traficantes fortemente armados dentro da mata na comunidade. veja vídeo https://www.facebook.com/share/r/1AtFMDFc8C .Traficantes atiraram contra a aeronave da Polícia Militar. Foram mais de cinco horas de troca de tiros. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de seis homens. De acordo com informações preliminares, os corpos foram encontrados por populares, que os encaminharam a uma unidade de saúde. Cinco já foram identificados: Lukas Taylan de Mendonça Monteiro, Jonathan Andrade Ferreira, Vinicius Neves Dantas, Felipe Barbosa da Silva e Alanderson de Almeida Guimarães. Os corpos foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML), onde passarão por exames de necrópsia. Outras diligências também estão em andamento para esclarecer os fatos.

JUSTIÇA FEDERAL CONFIRMA BRAÇO INTERNACIONAL DO CV PARA RECRUTAR BRASILEIROS PARA A GUERRA NA UCRÂNIA

A Justiça Federal do Rio de Janeiro passou a conduzir uma investigação de grande alcance que apura a existência de um suposto braço internacional do Comando Vermelho responsável por recrutar cidadãos brasileiros para atuar na Guerra da Ucrânia e, posteriormente, trazer ao país o conhecimento militar adquirido no conflito. O caso teve origem em um inquérito instaurado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio, inicialmente voltado para apurar crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas. No decorrer das investigações, porém, os agentes identificaram indícios de uma estrutura muito mais complexa, com possível atuação transnacional. Segundo os documentos judiciais, os investigadores apontam que Pedro Paulo Noel Cunha Ramaldes e Philippe Marques Pinto seriam integrantes de uma estrutura ligada ao Comando Vermelho que atuaria como uma espécie de “braço internacional” da facção. A suspeita é de que eles estariam envolvidos na arregimentação de criminosos brasileiros interessados em participar da Guerra da Ucrânia, além da disseminação, em território nacional, de técnicas e conhecimentos militares adquiridos durante o conflito armado. Diante dos indícios de internacionalização das atividades criminosas, a 1ª Vara das Garantias da Comarca da Capital declinou da competência para a Justiça Federal. O Ministério Público Federal concordou com o entendimento, sustentando que os fatos investigados apresentam características de transnacionalidade, enquadrando-se, em tese, na Lei das Organizações Criminosas. Ao analisar o caso, o juiz federal Marcos André Bizzo Moliari reconheceu a competência da Justiça Federal para conduzir a investigação, destacando que os elementos reunidos até o momento indicam possível atuação criminosa que ultrapassa as fronteiras nacionais. Com a decisão, a Polícia Federal assumirá formalmente a condução das investigações. O magistrado determinou que o corregedor regional da corporação indique a delegacia responsável pelo caso e o delegado que ficará encarregado do inquérito, podendo inclusive promover novos ajustes nas diligências inicialmente requeridas pela Polícia Civil. Além da mudança de competência, a Justiça Federal acolheu pedido do Ministério Público Federal para elevar o nível de sigilo do processo, restringindo o acesso aos autos em razão da sensibilidade das investigações. Os documentos também revelam que o inquérito, inicialmente instaurado para investigar tráfico de drogas e associação para o tráfico, acabou expondo uma hipótese investigativa inédita: a possível utilização de um conflito armado internacional como ambiente de recrutamento e treinamento de integrantes de uma das maiores organizações criminosas do Brasil. Caso os indícios sejam confirmados ao longo das investigações, o caso poderá revelar uma estratégia de internacionalização do Comando Vermelho, envolvendo não apenas o envio de brasileiros para uma zona de guerra, mas também a importação de experiência militar que, segundo a linha investigativa, poderia posteriormente ser utilizada em atividades criminosas no território nacional.

CV comemora prisão de Canella com fogos e deboche nas redes. VIDEO

Traficantes do Comando Vermelho da comunidade do Castelar, em Belford Roxo, comemoraram com a prisão do ex-prefeito Márcio Canella Relatos dão conta de quase 10 minutos de fogos na noite da terça-feira. Os bandidos também postaram fotos debochando do político, que é pré-candidato ao Senado. “Cracudo fedorento. Se fudeu”. A prisão aconteceu durante a Operação Unha e Carne, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis. Entre os alvos estava Canella, que acabou preso por portar um fuzil A repercussão nas redes mostra o impacto da operação na Baixada Fluminense. Durante o seu governo, Canella disse que reprimiu o tráfico, principalmente com a retirada de barricadas. Toda vez que um bandido era preso, o então prefeito dizia que iria ”sentar no colo do capeta’

Alvo da Operação Unha e Carne, delegado Marcus Amin já havia sido afastado pela Justiça por operação considerada ilegal

Um dos alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, o delegado Marcus Vinícius Amin volta ao centro de uma investigação policial anos depois de ter sido alvo de uma decisão judicial que determinou seu afastamento cautelar da Polícia Civil por supostas irregularidades durante uma operação da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. O processo, no entanto, foi arquivado. Amim já foi chefe da Polícia Civil também. Marcus Amin já havia enfrentado problemas com a Justiça em um processo decorrente de uma operação realizada em fevereiro de 2017. Em decisão que acolheu pedido do Ministério Público, o juiz destacou que havia indícios, corroborados pela investigação ministerial e pela Corregedoria da Polícia Civil, de que policiais da Delegacia de Homicídios ingressaram em uma residência sem mandado judicial e sem autorização dos moradores. Segundo a decisão, imagens do circuito interno de segurança e laudos periciais indicariam que os agentes acessaram o imóvel pelos fundos, pulando o portão da residência. O próprio Marcus Amin, em depoimento prestado à Corregedoria, confirmou que a equipe realizava diligências para localizar uma arma de fogo supostamente utilizada em um homicídio, admitindo que não havia mandado de busca e apreensão para a operação. O magistrado também apontou indícios de outras irregularidades, como a condução de um suspeito sem ordem judicial e o suposto emprego excessivo de força durante a ação, fatos que, segundo a decisão, eram corroborados pelas imagens anexadas ao processo. Diante desse conjunto de elementos, o juiz determinou o afastamento cautelar dos policiais envolvidos, incluindo Marcus Amin, proibindo-os de exercer funções policiais, ingressar em delegacias como agentes públicos e portar armamento funcional enquanto perdurassem as medidas cautelares. O pedido de prisão preventiva, entretanto, foi negado por ausência de elementos que demonstrassem risco concreto à investigação ou tentativa de intimidação de testemunhas. Na ação desta terça, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense, além de medidas de sequestro de bens, bloqueio de valores e suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo investigado. Segundo a PF, a organização criminosa teria utilizado uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro e movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam veículos de luxo em imóveis localizados nos bairros de Camboinhas e Piratininga, em Niterói, além de dinheiro em espécie e outros bens que serão periciados. Ainda durante a operação, um dos investigados apontado pela Polícia Federal como braço político da organização foi preso em flagrante após os policiais encontrarem um fuzil calibre .556 no interior de seu veículo. Trata-se do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que foi autuado pelo crime de posse ou porte de arma de fogo de uso restrito. Agora, o delegado volta a figurar entre os investigados na Operação Unha e Carne, que apura uma suposta estrutura criminosa responsável por lavar recursos por meio de empresas do setor de combustíveis, com participação de agentes públicos e operadores financeiros.

Homem envolvido em morte da menina Eduarda que foi morto um dia após o crime teria participado de assassinato de PM junto a suspeito de planejar homicídio da garota que foi preso hoje

Jefferson Bruno da Silva Oliveira, o Teleco, homem que, segundo a Polícia Civil do Rio, teria participado do assassinato da menina Eduarda Cruz dos Santos, de sete anos, em Nova Iguaçu, e que foi morto um dia após o crime, participou junto com Marcos Vinicius Moura da Silva, o Marquinho, do homicídio de um PM no ano passado, de acordo com informações da Justiça. Marquinho foi preso hoje suspeito de planejar o assassinato da menina. Segundo as investigações, o homem agiu como autor intelectual do crime e forneceu informações logísticas para a concretização do homicídio. Ele foi responsável por dar detalhes sobre a residência da vítima, além de ter reunido outros criminosos do Comando Vermelho para participarem do crime hediondo. Conforme os trabalhos de investigação, o fato teria acontecido após o criminoso dizer que o pai da vítima seria miliciano. Desta forma, os trabalhos de inteligência da unidade apontaram que a invasão à residência da família da criança foi orquestrada por traficantes da facção criminosa para executar o pai dela e subtrair bens. Durante o ataque armado, a menor foi alvejada por disparos de arma de fogo, vindo a óbito. No dia seguinte a morte da menina, o criminoso compareceu à residência da família dela sob o pretexto de prestar condolências. A Polícia Ciivl informou que no dia 20 de fevereiro de 2025, Marquinho assassinou um policial militar, na saída de uma casa noturna na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu. Após o crime, ele se escondeu no Complexo do Alemão, onde atuou ativamente para a concretização do assassinato da menina Eduarda. Conforme apurado, o homem não frequentava a região desde a morte do policial militar e o objetivo da visita seria verificar o nível de conhecimento das vítimas acerca de sua participação no crime. Sobre Teleco, ele foi encontrado morto, no mesmo bairro, um dia após o ataque à casa de Eduarda, o que demonstra uma tentativa de “queima de arquivo” e a ligação dos fatos. Ainda sobre o assassinato do PM, Marquinho teria dito no dia: “Pô cara, teve uma briga na Malibu, não tinha jeito, era o cara ou o Teleco. O cara colocou a arma na cabeça do Jefferson”.

PM alvo de operação por propina ao Comando Vermelho é acusado de executar jovem após vídeo que provocava milicianos em Nova Iguaçu

Um dos alvos da operação do MPRJ hoje contra PMs suspeitos de receber propinas de traficantes do Comando Vermelho na Baixada Fluminense, o policial Alan Silva do Nascimento é suspeito de matar Miguel Lopes Nascimento e atingir um homem chamado Higor em fevereiro de 2023 no bairro Cobrex, em Nova Iguaçu. O crime foi praticado por motivo torpe, em razão de disputa territorial entre grupos milicianos, com o objetivo de manter o controle da área onde os fatos ocorreram. O crime foi praticado com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, visto que o denunciado e seu comparsa atacaram as vítimas de surpresa, efetuando disparos de dentro de um veículo em movimento, impedindo qualquer reação defensiva eficaz por parte das vítimas. Testemunhas disseram que Miguel colocou uma foto com arma; que depois, com 17 anos, a vítima colocou um vídeo dizendo “quer matar, mata agora, porque quando eu completar 18 anos já era; que a vítima estava provocando o pessoal do Cobrex. Miguel estava colaborando com a boca de fumo do Cobrex e o local tinha domínio de milícia. Os paramilitares mtiveram conhecimento do vídeo e queriam matar a vítima.Um conhecido alertou Miguel que os caras estavam de olho nele. O bairro na época tinha a atuação de justiceiros, entre eles Soró e Linguiça Após gravar um vídeo com ameaças, Miguel foi aconselhado a fazer um outro pedindo desculpas mas não deu tempo. O sobrevivente do fato chegou a acusar o PM como um dos participantes do crime chegando a dizer que Alan queria matar Miguel porque ele fazia muita besteira. Quando foi ouvido pela Justiça sobre o caso, Alan ficou em silêncio A operação de hoje O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, cumpre, nesta sexta-feira (03/07), sete mandados de busca e apreensão contra dois policiais militares investigados por associação criminosa armada e corrupção passiva majorada. O GAECO/MPRJ encontrou fortes indícios de que os dois agentes integram um esquema de recebimento de valores de narcotraficantes da facção Comando Vermelho para não combaterem o tráfico de drogas em comunidades de Japeri, na Baixada Fluminense. A investigação teve início a partir da apuração de crimes cometidos pelo policial militar, Alan Silva do Nascimento, que já resultou em denúncia por homicídio e em uma condenação por tráfico de drogas e posse ilegal de um fuzil e de munições de calibre restrito. O GAECO/MPRJ identificou a prática de diversos crimes de corrupção por Alan Nascimento e, de acordo com as investigações, por sua guarnição, autodenominada “Irmãos Metralha”, à época integrada pelos dois policiais alvos das buscas desta sexta-feira. Os agentes estavam lotados no 24º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento das cidades de Queimados, Japeri, Paracambi, Seropédica e Itaguaí. Os mandados, expedidos pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar a pedido do GAECO/MPRJ, estão sendo cumpridos em endereços nas cidades de Queimados e Nova Iguaçu, bem como no 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita), atual unidade de lotação dos alvos.

Preso por suspeita de integrar milícia, policial civil também é investigado por tráfico de drogas sintéticas após flagrante com MDMA

Um policial civil preso no ano passado sob suspeita de integrar uma milícia que atuava em Belford Roxo também passou a ser investigado por envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas, conforme revela um documento da Justiça obtido com exclusividade pela reportagem. A prisão do agente foi decretada no âmbito da investigação que apura a atuação da organização paramilitar na Baixada Fluminense. No entanto, durante o cumprimento do mandado, a operação revelou um cenário ainda mais grave. Na residência do policial, localizada no Condomínio Reserva do Parque, em Jacarepaguá, os agentes encontraram grande quantidade de drogas sintéticas escondidas dentro de um travesseiro no quarto do casal. Outra parte do entorpecente foi localizada no interior da viatura oficial da Polícia Civil que estava sob a posse do investigado. O policial foi preso em flagrante no dia 9 de dezembro de 2025. O laudo pericial confirmou que o material apreendido era composto por MDA e MDMA, totalizando mais de 180 gramas entre comprimidos e pó. Segundo o documento judicial, os elementos reunidos apontam para a prática de tráfico de drogas de forma individual, investigação distinta da apuração sobre a suposta participação do agente na milícia. Além dos entorpecentes, a operação apreendeu um verdadeiro arsenal em poder do policial: um fuzil, uma pistola Glock — ambos pertencentes ao patrimônio da corporação —, um simulacro de pistola, carregadores, munições, colete balístico, distintivo funcional de comissário, carteira funcional da SEPOL, um canivete, um coldre de Glock e a viatura oficial Toyota Corolla, prefixo 67-2098, utilizada pelo investigado.

ATRAÍDO PARA MORRER: Milícia de Araruama enganou integrante antes de executá-lo e pode estar por trás de outras mortes

Uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro revela que a milícia que atua na região de Itatiquara, em Araruama, teria atraído um dos próprios integrantes para uma emboscada antes de executá-lo a tiros em plena via pública. A investigação também aponta que outros assassinatos podem estar ligados ao grupo, incluindo um possível caso de “queima de arquivo”. De acordo com a denúncia recebida pela Justiça, a vítima, Elizeu de Almeida Campina, conhecido como “Zeu” ou “Zeus”, foi morta no dia 29 de março de 2025 após ser enganada pelos próprios comparsas. Segundo o Ministério Público, minutos antes do crime, Eliomar Souza da Silva Cordeiro, o “Bimba”, telefonou para Elizeu e o convidou para uma suposta reunião destinada a esclarecer um boato. Convencido de que retornaria rapidamente para casa, Elizeu pegou emprestada a motocicleta da companheira e foi até o local combinado. Ao chegar, acabou surpreendido pelos executores. Ainda conforme a denúncia, os criminosos iniciaram uma conversa aparentemente amistosa antes de efetuarem diversos disparos de arma de fogo contra a vítima. O Ministério Público afirma que os autores estavam em superioridade numérica e utilizaram armamento de uso restrito, incluindo munições calibre 9 mm, impossibilitando qualquer reação da vítima. Para os investigadores, a execução ocorreu em razão de conflitos internos da própria organização paramilitar. A denúncia sustenta que todos os envolvidos, inclusive a vítima, integravam a chamada “milícia de Itatiquara”, grupo que, segundo o Ministério Público, era liderado pelo ex-policial militar e ex-vereador conhecido como “Egger”. De acordo com a acusação, a organização criminosa atuava sob o pretexto de oferecer segurança aos moradores, mas seria responsável por uma série de crimes, entre eles homicídios, extorsões, esbulhos possessórios, porte ilegal de armas, adulteração de veículos e coação de testemunhas. As investigações também indicam que a violência interna da organização pode ter feito novas vítimas. A decisão judicial destaca que um dos denunciados, Carlos Eduardo Dias de Oliveira dos Santos, o “Cadu”, morreu durante o andamento do processo, levando à extinção de sua punibilidade. Já em relação a Eliomar Souza da Silva Cordeiro, o “Bimba”, apontado como responsável por atrair Elizeu para a emboscada, o magistrado registra que ele está desaparecido e há indícios de que também tenha sido assassinado em um contexto de “queima de arquivo” relacionado à atuação da milícia. Até o momento, porém, sua morte ainda não foi oficialmente confirmada. Ao receber a denúncia, a Justiça também decretou a prisão preventiva dos demais acusados,, conhecidos pelos apelidos de “Egger”, “Dudu”, “Bimba” e “Jailton Caçador”. Na decisão, o magistrado. O juiz ressaltou que há indícios de participação dos réus em organização criminosa e destacou a extrema violência empregada no homicídio, considerado premeditado e praticado mediante emboscada. A decisão ainda autorizou o compartilhamento das provas com outros processos que investigam o funcionamento da milícia em Araruama e uma tentativa de homicídio atribuída ao mesmo grupo. Para o magistrado, as informações podem ajudar a esclarecer a estrutura da organização, seu modo de atuação e a possível participação de seus integrantes em outros crimes violentos registrados na região.

Preso em operação da PF, pastor Márcio Poncio já era investigado por suspeita de ligação com a máfia dos cigarros

O pastor Márcio Poncio, preso em operação deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal, já era investigado pelas autoridades há vários anos por suspeitas de envolvimento em um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionado ao comércio de cigarros. A investigação teve origem em uma denúncia anônima apresentada à Ouvidoria do Ministério Público de São Paulo em 2021. O relato afirmava que Poncio, apontado como responsável de fato por empresas do setor tabagista, teria estruturado um esquema para esconder sua participação nos negócios e dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização. Segundo os autos, a principal empresa mencionada era a Win Distribuidora de Cigarros, que, conforme a denúncia, teria transferido sua sede do Rio de Janeiro para São Paulo e promovido alterações societárias para retirar oficialmente Márcio Poncio do quadro de sócios. Apesar disso, o documento sustentava que ele continuaria exercendo o comando da empresa, figurando apenas como procurador. A denúncia também citava outras empresas ligadas ao grupo, entre elas a New Ficet Indústria e Comércio de Cigarros, a Quality in Tabacos Indústria e Comércio de Cigarros e a Blue Comercial Ltda.. Conforme o relato encaminhado ao Ministério Público, alterações societárias e mudanças de endereço teriam sido utilizadas para ocultar o verdadeiro controle das companhias e dar continuidade às atividades sem despertar a atenção das autoridades. O documento ainda descrevia um suposto esquema de movimentação de grandes quantias em dinheiro em espécie provenientes da comercialização de cigarros, principalmente na região da Rua 25 de Março, em São Paulo. Os valores, segundo a denúncia, seriam recolhidos por pessoas ligadas ao grupo e posteriormente entregues a Márcio Poncio. As suspeitas também envolviam o uso de empresas e de terceiros para ocultação patrimonial, além da aquisição de imóveis e bens de luxo supostamente incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. Durante a apuração, o Ministério Público Estadual arquivou a parte relacionada aos crimes tributários por entender que não havia elementos suficientes para demonstrar a existência de sonegação fiscal ou de lançamento definitivo de tributos. O caso foi então remetido ao Ministério Público Federal para análise de possíveis crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro. Ao longo da investigação, a Polícia Federal e o MPF solicitaram informações à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Também foram verificadas centenas de inscrições em dívida ativa envolvendo empresas citadas na denúncia. Apesar disso, a Receita Federal informou não ter localizado lançamentos tributários definitivos ou ações fiscais capazes de caracterizar os crimes apontados. Diante da ausência de um crime antecedente que sustentasse a investigação por lavagem de dinheiro e da falta de provas suficientes, o Ministério Público Federal concluiu que não havia suporte probatório mínimo para o prosseguimento das investigações. Em abril de 2025, o MPF requereu o arquivamento do inquérito, destacando que, após o esgotamento das diligências realizadas, não foram encontrados elementos capazes de comprovar os delitos investigados. O arquivamento ocorreu sem prejuízo de eventual reabertura do caso caso surgissem novas provas, conforme prevê o artigo 18 do Código de Processo Penal. A existência desse inquérito demonstra, no entanto, que Márcio Poncio já vinha sendo monitorado pelas autoridades antes de voltar ao centro das investigações na operação realizada nesta quarta-feira. A ação de hoje Poncio é um dos alvos da quinta fase da Operação Unha e Carne com o objetivo de aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo “capo” da nova cúpula do jogo do bicho, vulgo Adilsinho, e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro. Na ação de hoje, policiais federais cumprem cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF em endereços vinculados aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Além disso, o STF determinou o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.  Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, a identificação do fluxo financeiro investigado e a apuração da participação de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema. A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

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