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homicidio

Após ingerir três latões de cerveja, motorista de caminhão de lixo da Prefeitura de Meriti atingiu carro de aplicativo com crianças e acabou provocando a morte de uma delas

Um motorista do caminhão de coleta de lixo da Prefeitura de São João de Meriti foi preso após provocar um grave acidente enquanto dirigia sob efeito de álcool. O caso ocorreu no dia 7 de fevereiro. De acordo com as informações, o caminhão colidiu contra um carro de aplicativo que estava parado para o desembarque de passageiros. No veículo estavam duas crianças, a mãe e o motorista. Com o impacto, as vítimas sofreram ferimentos. Uma das crianças, identificada como Mel de Araújo Garcia, não resistiu e morreu. O acusado admitiu que iniciou sua jornada de trabalho após consumir três latões de bebida alcoólica, fato confirmado por laudo de alcoolemia. No andamento do processo, a Justiça determinou a juntada do laudo pericial dos veículos apreendidos e do laudo de local. Também foi expedido ofício a uma pizzaria da região para que forneça imagens das câmeras de segurança referentes ao dia 7 de fevereiro de 2026. A audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 18 de maio de 2026, às 15h, quando serão ouvidas as testemunhas indicadas pelo Ministério Público e pela defesa.

Dívida, tortura e execução: Justiça manda prender traficantes do CV por morte brutal em Angra

A Justiça decretou a prisão temporária de traficantes ligados ao Comando Vermelho, conhecidos pelos apelidos “DN” ou “Frango”, “GL” e “Indinho” ou “Lacoste”, suspeitos de envolvimento em um homicídio ocorrido em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. De acordo com as investigações, Henrique dos Santos Souza foi vítima de homicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de tortura e de recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa, além de ter tido o corpo ocultado após o crime. Os fatos teriam ocorrido em uma comunidade dominada pela facção criminosa. O caso foi registrado inicialmente como desaparecimento no dia 28 de fevereiro de 2026, após a mãe da vítima procurar a polícia. Segundo o relato, Henrique teria uma dívida relacionada ao tráfico de drogas e foi chamado até sua residência por um dos suspeitos, sendo posteriormente levado para a comunidade por “GL”, supostamente a mando de “Frango”. Durante as investigações, outros integrantes do Comando Vermelho ouvidos pela polícia apontaram os mesmos suspeitos como autores do crime. Informações colhidas com moradores da região também indicaram a participação de um terceiro envolvido, conhecido como “Indinho” ou “Lacoste”. Ainda segundo os autos, uma possível motivação para o crime seria de natureza pessoal: a vítima teria se relacionado com a ex-namorada de “Indinho”, o que pode ter contribuído para o desfecho violento. Após diligências e coleta de depoimentos, o corpo de Henrique foi localizado no dia 7 de março de 2026. A identificação oficial ocorreu dois dias depois, em 9 de março, após a conclusão do laudo de perícia necropapiloscópica. O caso foi registrado sob o número 166-01183/2026, e tramita na Justiça sob o processo nº 0801517-85.2026.8.19.0003.

Mulher foi morta na Rocinha (CV) após bandidos verem foto de fuzil no seu celular

Uma mulher de Senador Camará (TCP) foi para Favela da Rocinha (CV) e tria sido morta durante a madrugada .O corpo ainda não apareceu. Segundo relatos, a moça seria envolvida com o crime Os traficantes teriam pego o celular dela e viram uma foto com.fuzil. Ela se chamava Jeane e era conhecida como Bebê-ou Bebelzinha. Há fotos dela sabendo o símbolo do Terceiro Comando com as mãos e fazendo referência ao traficante Sabão de Camará

Médica morreu atingida por bala perdida em Cascadura. VIDEO

Uma mulher chamada Andrea Marins Dias,;de 61 anos, morreu após ser atingida por uma bala perdida durante uma perseguição com troca de tiros na Rua Palatinado, em Cascadura, Zona Norte do Rio. Segundo relatos de moradores, a vítima era médica e antiga moradora da região. Ela teria ido visitar a mãe e estava sozinha no carro no momento em que foi atingida. Os criminosos conseguiram fugir. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga a morte de Andrea Marins Dias. Diligências estão em andamento para apurar os fatos.  O Corolla Cross que ela dirigia teria sido confundido por policiais militares com o veículo de criminosos suspeitos de praticar roubos na região. Segundo relatos, os PMs do 9º BPM, faziam patrulhamento de rotina quando foram alertados por um transeunte sobre um carro do mesmo modelo envolvido em assaltos. Com base na denúncia, os agentes iniciaram buscas e afirmam que, ao chegarem ao cruzamento das ruas Cupertino e Araruna, avistaram três veículos — um Jeep Commander, um Corolla Cross e uma motocicleta — que teriam fugido ao perceber a aproximação da viatura. De acordo com os policiais, foi dada ordem de parada, mas os veículos não obedeceram e disparos teriam sido feitos contra a guarnição, que reagiu. O carro dirigido pela idosa seguiu por diversas ruas da região em alta velocidade. A perseguição terminou na rua Palatinado, onde o veículo parou em frente ao número 38. Ao se aproximarem, os policiais encontraram Andrea Marins Dias caída no banco do motorista, com uma perfuração provocada por disparo de arma de fogo e já sem vida. Foi o.segundo caso neste fim.de semana. Ontem.uma mulher morreu alvejada por bala perdida no.ardim Catarina, em.São Gonçalo

Traficante preso em resort de luxo responde por execução brutal após vítima ser arrancada de casa por grupo armado. SAIBA MAIS

Preso nesta semana em um resort de luxo à beira-mar na Costa Verde fluminense, o traficante Matheus Eduardo Tentempo, conhecido como “Dourado”, ainda responde por um homicídio ocorrido em 2018 que nunca chegou a julgamento. De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima, Patrick, foi retirada à força de dentro de casa por um grupo armado e executada a tiros. O crime ocorreu por volta das 2h da madrugada, quando seis homens, usando toucas ninjas, roupas camufladas e portando fuzil, pistolas e granadas, foram até a residência da vítima. Os criminosos se passaram por policiais e bateram à porta exigindo que Patrick abrisse. Assim que ele abriu uma pequena fresta, o grupo invadiu o local, tomou seu telefone celular e o arrastou para fora da casa. Em seguida, efetuaram diversos disparos contra a vítima, que morreu pouco depois. Segundo a investigação, os suspeitos utilizaram uma estrutura logística que incluía carros, motos, rádios transmissores e o apoio de outros homens oriundos de comunidades do Rio de Janeiro, ainda não identificados. Após o homicídio, parte do grupo ainda teria realizado um “arrastão” na região, roubando passageiros de ônibus e motoristas que passavam pela localidade. Uma testemunha relatou que o crime teria sido motivado pela morte de um homem chamado Nicolas. Segundo ela, seis pessoas participaram da ação e três delas foram responsáveis por arrastar Patrick para fora da residência. A testemunha contou ainda que Patrick utilizou seu celular para acender a lanterna e verificar quem o chamava na madrugada. Nesse momento, os criminosos entraram na casa, arrancaram o telefone de suas mãos e o levaram para fora. O depoente disse ter visto homens armados com fuzis e pistolas. O pai da vítima afirmou ter ouvido o filho implorar por sua vida. Segundo ele, Patrick foi atingido por um disparo de fuzil na testa. O homem relatou que os criminosos perguntavam quem havia matado um homem chamado Ruan e que seu filho chegou a chamar alguns dos agressores pelos apelidos “Dourado” e “Loiro”, afirmando que os conhecia. Ainda de acordo com o relato, Patrick foi torturado antes de ser morto. O pai contou que ouviu o filho negar envolvimento na morte de Ruan enquanto era agredido. Ele também afirmou ter visto seis agressores no local, alguns armados com fuzis e outros com pistolas, além de granadas presas à cintura. O homem disse ainda que foi alvo de disparos efetuados por dois dos criminosos, identificados pelos apelidos “Zoio” e “Dourado”, mas não foi atingido. Outro depoimento importante foi o de um motorista de táxi. Ele relatou que havia sido chamado para uma corrida no bairro Atílio Marotti quando foi rendido por três homens armados, alguns com o rosto coberto. Um deles portava um fuzil e os demais pistolas. Segundo o taxista, os suspeitos disseram que “o problema não era com ele” e ordenaram que deixasse o local. Na delegacia, ele reconheceu um dos envolvidos, identificado como Luan. O motorista também ouviu integrantes do grupo afirmarem que estavam na região para vingar a morte de um companheiro. Policiais que atenderam a ocorrência relataram ter encontrado o corpo da vítima e recolhido projéteis de arma de fogo no local. Um carregador de fuzil ainda municiado também foi encontrado próximo ao corpo. Outra testemunha contou que naquela madrugada ouviu barulho e, ao sair para verificar, viu Lorran e Matheus, o “Dourado”, deixando a casa de seu pai armados com fuzil, pistola e granadas. Segundo ele, havia cerca de sete pessoas na ação, sendo três dentro da residência e outras do lado de fora, fechando o acesso à rua. O grupo utilizava dois carros, um Prisma branco e um Corolla. O depoente afirmou que seu pai chegou a ser abordado por “Dourado”, que estava com uma pistola em punho. Segundo o relato, os criminosos procuravam por um homem conhecido como “Lerdinho”, suspeito de ter matado Ruan. A testemunha acredita que Patrick acabou sendo executado por ser amigo de Lerdinho e estar frequentemente em sua companhia. Ela também afirmou ter visto o suspeito conhecido como “Zoio” e ouvido integrantes do grupo chamarem outro envolvido, identificado como Daniel, apelidado de “Nori”. Informações repassadas por moradores indicavam ainda que um homem chamado Jean seria o líder do grupo e teria ordenado a morte de Patrick. Durante interrogatório, alguns dos acusados negaram participação no crime. Lorran negou as acusações. Daniel, conhecido como Nori, admitiu envolvimento com o tráfico, mas disse não ter relação com o homicídio. Luan, que afirmou integrar o Comando Vermelho, também negou participação. Já Carlos Eduardo afirmou não ter participado da execução e disse apenas ter levado um homem do Rio de Janeiro até Petrópolis. Parte dos envolvidos no crime foi pronunciada pela Justiça e deverá responder a júri popular, mas a data do julgamento ainda não foi marcada. Na década passada, Dourado já havia sido apontado pela polícia como suspeito de comandar um esquema de tráfico de drogas em Petrópolis a partir do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A base da organização na Região Serrana seria o Morro do Neilor, enquanto o traficante permanecia na comunidade do Parque União. Segundo investigações da época, o esquema era considerado altamente lucrativo e operava de forma constante na região.

Justiça negou pedido do MP e manteve função pública de PMs do BOPE denunciados por morte de inocente no Catete. Agentes só foram afastados das ruas mas continuam trabalhando internamente

A Justiça do Rio aceitou a denúncia contra dois PMs do BOPE suspeitos da morte de Herus Guimarães Mendes da Conceição, de 23 anos no Morro do Santo Amaro, no Catete, em junho do ano passado, mas negou a suspensão integral da função pública dos agentes, Segundos os autos, se imputa aos PMs conduta gravíssima, em verdadeira subversão da ordem social, já que a conduta teria partido de quem tinha a obrigação de proteger a vida humana. Tais circunstâncias, além de causar intranquilidade do seio da sociedade, podem provocar temor no ânimo de testemunhas, caso se permita que os réus sigam exercendo normalmente sua função. No entanto, a Corte argumentou que tendo em conta que o fato se deu durante uma operação policial, entendeu que o pedido de suspensão integral da função pública dos denunciados se afigura demasiado, já que o simples afastamento deles de sua atividade-fim, juntamente com as outras medidas pleiteadas, são suficiente para garantir o salutar distanciamento entre os réus e as testemunhas do fato, além de fornecer à sociedade a resposta necessária, neste momento do processo. A Justiçã determinou as seguintes medidas cautelares contra os PMs. I – Suspensão das atividades de policiamento externo, devendo ficar os réus adstritos a atividades administrativas.II – Comparecimento bimestral ao juízo, para informar e justificar suas atividades, mantendo sempre atualizados endereço, telefone e outros meios de contato.III – Proibição de acessar ou frequentar outras unidades militares, que não aquela para a qual forem designados para exercerem suas funções.IV – Proibição de manter contato, seja por qual meio for – pessoalmente, por telefone, mensagens, redes sociais etc. – com as testemunhas do processo ou com familiares da vítima, mantendo-se deles afastados a, pelo menos, 300 metros.V – Proibição de se ausentarem da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por período superior a 10 dias, sem prévia autorização do juízo. Intimem-se os réus para cumprimento das medidas. O crime ocorreu durante operação policial realizada em 07 de junho de 2025, no Morro Santo Amaro, no bairro do Catete, Zona Sul do Rio.Segundo a denúncia do GAESP/MPRJ, o 1º sargento Daniel efetuou os disparos que causaram a morte da vítima. As imagens das câmeras operacionais portáteis demonstram que a vítima Herus não esboçou qualquer atitude agressiva e tentou se afastar para se proteger, estando de costas no momento em que foi atingido. Já o 1º tenente Felippe Carlos, comandante da equipe ALFA do BOPE, foi denunciado por omissão penalmente relevante, pois decidiu manter a operação mesmo após receber informações de que havia uma festa junina em andamento, com grande número de moradores, incluindo crianças, na Rua Luiz Onofre Alves. O GAESP/MPRJ afirma que o tenente descumpriu seu dever de cuidado e expôs a população a risco grave. Os dois policiais responderão por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia também destaca que o Inquérito Policial concluiu, pela existência de legítima defesa putativa por parte do 1º sargento Daniel, porém essa interpretação não encontra respaldo em nenhuma prova técnica produzida. Segundo o GAESP/MPRJ, as análises de imagens, os laudos periciais e os próprios depoimentos colhidos demonstram que não houve qualquer gesto da vítima que indicasse agressão ou ameaça. O MPRJ ressalta que o IP desconsiderou elementos objetivos da investigação e que a tese de legítima defesa putativa não se sustenta diante do conjunto probatório reunido. Pedido de suspensão da função pública O GAESP/MPRJ requereu ao Juízo a aplicação de medidas cautelares, incluindo a suspensão integral do exercício da função policial militar dos dois denunciados. O Ministério Público também solicitou restrição de contato com testemunhas, comparecimento periódico em juízo, proibição de acesso a unidades militares e limitação de deslocamento. Segundo os promotores, a continuidade dos denunciados no serviço ativo pode comprometer a regularidade da instrução criminal. A denúncia aponta, inclusive, tentativa de manipulação de imagens de câmera por um dos policiais, o que reforça a necessidade das medidas cautelares.

Mulher é suspeita de pagar R$ 5.000 para matarem um homem por conta de briga por herança na Baixada

Confira agora detalhes do processo contra Suellen Amorim, acusada de encomendar um assasssinato em Queimados, na Baixada Fluminense, por conta de uma disputa de herança familiar. A vítima foi Marcos Aparecido Barcelos da Silva. Consta dos autos que, no dia 17/01/2026, na Rua Deoclécio Lopes da Costa, lote 06, quadra 03, Vila Scintila, a vítima foi encontrada sem vida no interior de sua residência, apresentando sinais de morte violenta decorrente de disparos de arma de fogo, tendo sido arrecadados no local estojos e projéteis de calibre 9mm. Além disso, consta que, no curso das investigações, foi possível identificar a trajetória de uma motocicleta Honda Titan 160, utilizada pelos executores do crime, a qual se deslocou até o endereço da vítima no horário aproximado da execução e posteriormente empreendeu fuga em direção ao município de Japeri. O veículo foi identificado como de propriedade de Felipe David, o qual, após capturado, confessou sua participação no crime, relatando que foi procurado por Suellen para providenciar a execução da vítima, mediante pagamento de R$ 5.000,00, apontando Alan Victor Bezerra Ribeiro como o executor dos disparos. Alan também foi preso. Segundo os autos, Suellen contratou terceiros para executar a vítima, em razão de desavenças relacionadas à disputa por bens pertencentes ao falecido ex-companheiro.

Justiça mantém preso homem acusado de matar padrasto e balear irmã em Niterói

A Justiça manteve a prisão de Oldenir de Almeida Filho, acusado de matar o padrasto e ferir a irmã em janeiro, em Niterói. Ele estava preso temporariamente desde o dia 19 daquele mês e no último dia 11 foi decretada a prisão preventiva. Oldenir é acusado de matar a tiros Rudson Fernando da Silva Barreto no interior da residência situada na Rua Edma Rodrigues Valadão, nº 510, Camboinhas, em 18 de janeiro. Na mesma data, o acusado também teria cometido um atentado contra a integridade física de sua irmã, a adolescente S. Q. H. D. A. E. A. E., ao efetuar disparo de arma de fogo contra a vítima. O acusado se encontra preso desde o dia 19 de janeiro de 2026, em razão do cumprimento de mandado de prisão temporária, cuja prorrogação ocorreu após o decurso do prazo inicial de 30 (trinta) dias. O prazo da custódia cautelar está, portanto, prestes a expirar, o que exigiu uma análise minuciosa e a adoção de uma medida cautelar definitiva, a fim de garantir a continuidade da instrução processual e a aplicação da lei penal. Segundo a Justiça, no caso, existem indícios suficientes de autoria e materialidade, conforme os depoimentos detalhados prestados pelas testemunhas, como o namorado da menor e a mãe do assassino e da garota. De acordo com os autos, o acusado teria praticado um ato de altíssima reprovabilidade social, em que a violência extrema se somou à utilização do ambiente doméstico para cometer os crimes, configurando risco concreto à paz social. O denunciado possui vários antecedentes criminais, incluindo registros de homicídios, é dependente químico e demonstrou comportamentos agressivos durante a apuração dos fatos. Esses elementos evidenciam sua natureza perigosa e reforçam a urgência da prisão preventiva para evitar que ele cometa novos delitos ou ameace novamente as vítimas ou testemunhas.

Justiça aceitou denúncia contra chefões do tráfico na Pedreira (TCP) por homicídio de rival do CV

Depois de dois anos, a Justiça determinou que seja recebida denúncia do Ministério Público Estadual contra os líderes do tráfico do Complexo da Pedreira (TCP), em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, vulgos Coelho, Arafat, Raro e Cego ou Morcego pelo homicídio de um traficante rival em 2023. Uma amiga da vítima teria avisado aos familiares de sua morte e dado informações acerca da dinâmica dos fatos. Ela contou em mensagem, via facebook, que a vítima Sérgio teria entrado para o tráfico da comunidade do Mata Quatro – localizada no interior do Complexo do Chapadão e dominada pela facção criminosa Comando Vermelho – e que no retorno de seu primeiro dia de “trabalho”, o veículo, onde ele, teria sido interceptado pela facção rival Terceiro Comando Puro, quando trafegava de uma favela para outra. A vítima então teria sido capturada, juntamente com outros traficantes do Chapadão, e dias depois, seu corpo foi encontrado com marcas de tiros na entrada do Complexo da Pedreira, enquanto os demais ocupantes do veículo teriam sido baleados ou estariam desaparecidos .Tais informes vieram aos autos por meio das duas únicas testemunhas ouvidas na investigação, mãe e irmã da vítima, que, frise-se, não presenciaram o fato, tampouco souberam identificar quem seriam os traficantes envolvidos na morte da vítima. Diante do impasse no rumo da apuração, os investigadores passaram a colher informes sobre os indivíduos ligados ao tráfico naquela localidade, chegando a autoridade policial, em seu relatório final, a representar pela prisão preventiva de quatro elementos como mandantes/partícipes do homicídio tratado neste processo. Segundo a Justiça, na época, havia notória falta de elementos indiciários aptos a dar suporte à ação penal, já que, conquanto oportuno o levantamento realizado pelos agentes, tal só serviria como um reforço de eventual prova, mas não para sustentar justa causa para o oferecimento de denúncia por homicídio contra pessoas. Por conta disso, naquela ocasião, a denúncia foi rejeitada. Entretanto, em agosto do ano passado, por conta dos depoimentos da mãe e irmã da vítima dos prints de conversa do whatsapp e o Laudo de Exame de Local de Encontro de Cadáver), a Justiça aceitou o recurso do MPRJ e concordou com a denúncia. Dos suspeitos denunciados, Arafat e Raro estão presos.

Homem foragido por desaparecimento de vigilante em Niterói já respondia por outro homicídio na cidade

Um homem apontado como envolvido no desaparecimento do vigilante Maximiliano Pina Júlio, de 41 anos, em Niterói, está foragido da Justiça e já responde a outro processo por homicídio na cidade, segundo informações obtidas no Tribunal de Justiça do Rio. A ação é de 2014 e até hoje encontra-se em sigilo, portanto não é possível acessar as informações. Além dele, outras duas pessoas foram acusadas. O mesmo homem respondeu a processo em 2017 por lesão corporal leve que foi arquivado. Um outro suspeito de envolvimento no desaparecimento do vigilante foi preso ontem em Itaboraí As investigações apontaram que um vigilante, que trabalhava em um posto de segurança no Horto do Fonseca, em Niterói, foi inicialmente dado como desaparecido no dia 21 de fevereiro deste ano. Amigos e familiares passaram a procurá-lo após perceberem que o trabalhador não retornou para casa e aparentemente não teria assumido o plantão no local. Com o avanço das diligências, os agentes descobriram que a vítima de fato havia comparecido ao trabalho naquela manhã, chegando ao local em sua motocicleta e informou que havia assumido o plantão. A partir da análise de imagens de câmeras de segurança da região, os policiais identificaram movimentações suspeitas dentro das dependências do posto de serviço. As gravações indicam que dois vigilantes ligados ao local aguardavam a chegada da vítima. Em seguida, as câmeras registraram os dois homens colocando o corpo da vítima no interior de um veículo. A partir da troca de dados de inteligência, os agentes identificaram o automóvel utilizado na ação, que pertence a uma empresa de segurança privada da região. Os policiais também descobriram que a motocicleta da vítima foi abandonada em outra rua do bairro Fonseca. O trabalho investigativo da DHNSG identificou que um dos homens chegou a afirmar a terceiros que o vigilante não teria comparecido ao trabalho naquele dia, versão que posteriormente se mostrou falsa. Com base nas provas reunidas ao longo do inquérito, a autoridade policial representou pela prisão dos dois envolvidos no crime. Na ação desta sexta, um deles foi localizado e preso no bairro Aldeia da Prata, em Itaboraí. O segundo criminoso não foi encontrado durante as diligências e é considerado foragido. As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime e localizar o corpo da vítima, que ainda não foi encontrado.

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