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homicidio

Adolescente morador do Caju (TCP) foi sequestrado e morto por traficantes do Parque Arará (CV)

Um adolescente identificado como Ruan, de 16 anos, foi sequestrado e morto na Favela do Arará, na Zona Norte do Rio de Janeiro, área sob influência do Comando Vermelho. Segundo testemunhas ouvidas pelo repórter Bruno Assunção, o jovem seria morador do Caju, região controlada por uma facção rival. As duas localidades são separadas pela Avenida Brasil, considerada uma linha divisória entre territórios dominados por grupos criminosos distintos. De acordo com relatos, Ruan teria ido até o Arará para deixar uma jovem com quem estaria se relacionando. No local, ele acabou sendo reconhecido como morador de uma área rival, o que teria motivado o crime. Ainda segundo as informações, o adolescente foi brutalmente espanc4do e  logo depois m/rto. O corpo foi posteriormente deixado às margens da Avenida Brasil, em meio a uma pilha de lixo. Familiares e amigos da vítima utilizam as redes sociais para cobrar justiça e pedem uma resposta das autoridades.

Vereador morto em Nova Iguaçu já havia sido detido em operação contra milícia e teve arma e R$ 35 mil apreendidos

O assassinato do vereador de Nova Iguaçu Germano Silva de Oliveira, conhecido como Maninho de Cabuçu, segue gerando desdobramentos e trazendo à tona episódios anteriores envolvendo o histórico do político. Levantamento feito por nossa reportagem identificou uma matéria publicada pelo jornal Extra em 22 de setembro de 2016, assinada pelo repórter Rafael Soares, que revela que Maninho — à época candidato a vereador — foi detido por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Na ocasião, a especializada realizava uma operação para cumprir mandados de prisão contra suspeitos de integrar uma milícia que atuava na Baixada Fluminense. Segundo a reportagem, denúncias anônimas encaminhadas à Draco apontavam o então candidato como suposto integrante do grupo paramilitar. Durante a ação, policiais estiveram na residência de Maninho, onde apreenderam uma pistola com documentação irregular e cerca de R$ 35 mil em espécie. Ainda de acordo com o Extra, o delegado Alexandre Herdy, então titular da Draco, confirmou que o nome de Maninho apareceu nas denúncias recebidas pela especializada no contexto da investigação. O texto também destacava que Germano Silva de Oliveira ocupou cargo de confiança na Prefeitura de Nova Iguaçu entre 2013 e junho de 2016. Conforme registro no Diário Oficial de 1º de julho daquele ano, ele foi exonerado “a pedido” pelo então prefeito Nelson Bornier para disputar as eleições. Na administração municipal, exercia a função de assessor especial do prefeito. Apesar dos episódios, Maninho não chegou a se tornar réu no caso, e seu suposto envolvimento com milícia não foi comprovado oficialmente pelas investigações. Quatro anos depois, como já revelado anteriormente por nossa reportagem, o nome do político voltou a aparecer em outra operação policial voltada ao combate à milícia. Na ocasião, sua residência foi alvo de mandado de busca e apreensão. Informações divulgadas à época — também não comprovadas — indicavam que ele teria sido apontado como possível candidato apoiado pelo grupo paramilitar. A morte de Maninho de Cabuçu está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Até o momento, não há indicação de que o homicídio tenha relação com as operações anteriores envolvendo investigações sobre milícia.

Vereador morto em Nova Iguaçu foi alvo de operação contra milícia há seis anos, mas nada foi comprovado

Morto na manhã desta quinta-feira após ser baleado no dia anterior, o vereador Germano Silva de Oliveira, o Maninho do Cabuçu, já havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil contra a milícia que atuava na Baixada Fluminense. A ação ocorreu em 2020, quando agentes cumpriram mandados e realizaram buscas em endereços ligados a investigados — entre eles, a residência do parlamentar. Na época, reportagens (inclusive do G1) apontaram que Maninho teria sido citado como possível candidato com apoio do grupo criminoso. Posteriormente, no entanto, não houve confirmação oficial dessa informação, nem divulgação de desdobramentos que comprovassem a acusação. Aquela operação que Maninho fo alvo era para investigar o assassinato do vereador Domingos Cabral. O irmão do político, um PM, comandava uma milícia na região. Até o momento, também não há qualquer indicação de que o atentado que resultou na morte do vereador tenha relação com aquela investigação. ATAQUE A TIROS Maninho foi baleado na tarde de quarta-feira, nas proximidades do Posto Aliança, na Avenida Abílio Augusto Távora, em Nova Iguaçu. Segundo relatos, homens armados se aproximaram e efetuaram disparos. O vereador foi atingido nas costas. Policiais do 20º BPM prestaram socorro e o levaram para a UPA de Cabuçu. Ele chegou consciente e com estado considerado estável. Em seguida, foi transferido para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta quinta-feira. CENÁRIO DA MILÍCIA NA REGIÃO A operação que citou o nome do vereador tinha como alvo a organização criminosa que, à época, era comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, e tinha como um dos principais nomes Danilo Dias Lima, o Tandera. Atualmente, segundo investigações, o grupo que atua na região é associado à liderança de Juninho Varão. INVESTIGAÇÃO O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Flumiensne que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Até agora, não há informações oficiais sobre suspeitos ou possíveis ligações entre o homicídio e investigações anteriores. NOTA OFICIAL DA CÂMARA DE NOVA IGUAÇU A Câmara Municipal de Nova Iguaçu manifesta profundo pesar pelo falecimento do vereador Maninho de Cabuçu, ocorrido na madrugada desta quinta-feira, após ter sido vítima de um atentado na tarde de ontem, em Cabuçu. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e toda a população de Nova Iguaçu, especialmente da região de Cabuçu, onde o vereador construiu sua trajetória de dedicação à vida pública. Em razão dessa perda irreparável, o presidente da Câmara, Dr. Marcio Guerreiro, decretou luto oficial de 5 dias no município. Os vereadores reforçam a necessidade de rigorosa apuração dos fatos pelas autoridades competentes e esperam que os responsáveis por este ato de violência sejam identificados e presos o mais rápido possível. Casado e pai de três filhos, Maninho estava no segundo mandato de vereador. Que sua trajetória de trabalho e compromisso com a população seja lembrada e respeitada. Ao longo do dia iremos passar mais informações sobre o falecimento do vereador. O velório será no plenário da Casa, na parte da tarde de hoje.

Homem considerado X9 caiu no ‘tribunal do tráfico’ do CV em Três Rios sendo morto com golpes de enxada e cadeiradas

Um homem foi morto com golpes de enxada e cadeiradas após cair no ‘tribunal do tráfico’ do Comando Vermelho na cidade de Três Rios, no interior fluminense. A vítima foi acusada de ser X9 da polícia. O crime ocorreu em outubro e o Ministério Público Estadual denunciou três suspeitos. O alvo foi submetida a intenso e desnecessário sofrimento, sendo brutalmente espancada com golpes de enxada, em evidente excesso de violência, o que tornou impossível a defesa da vítima , que estava dormindo no momento da execução. A vítima passou a ser considerada “x9” pela facção criminosa Comando Vermelho após, em tese, ter informado à Polícia Militar o paradeiro de uma carga de drogas e de demais objetos referentes à traficância. Com isso, um dos líderes da facção e responsável pelo “tribunal do tráfico”, determinou a morte da vítima. Na ocasião dos fatos, a vítima e dois dos autores encontravam- se na mesma residência e, com o intuito de cumprir a ordem emanada, aguardaram que o ofendido adormecesse. Após constatarem que a vítima estava dormindo, um dos autores pegou uma cadeira e uma enxada e passou a desferir-lhe diversos golpes, causando-lhe a morte.Uma mulher registrou um vídeo do momento da execução, afirmando para a vítima que “se ela corresse ia ser pior”. O mandante do crime realizava diversas publicações em redes sociais fazendo expressa referência ao denominado “tribunal do tráfico” , inclusive com a divulgação de vídeo da execução , bem como ostentando arma de fogo e se apresentando como figura de autoridade no âmbito da facção criminosa Comando Vermelho. O bandido que atirou na vítima confessou o crime aos policiais militares que atenderam a ocorrência, assumindo expressamente sua autoria .

Homem morto na Abolição ontem disse a policiais que fazia parte da milícia quando foi preso em 2023

O homem que foi assassinado ontem no bairro da Abolição quando foi preso em 2023 admitiu aos policiais que fazia parte da milícia, segundo informações do Tribunal de Justiça; Antônio Sérgio Tosca Júnior havia sido preso em 20 de outubro de 2023 na Rua Honório, em Todos os Santos. Na ocasião, tinha uma pistola Glock calibre 9mm, com numeração numeração suprimida, municiada com um carregador estendido, com 30 munições, 2 carregadores sobressalentes municiados, totalizando 70 munições, bem como 06 granadas e uma munição, calibre 7,62. Além disso, estava com um veículo VW/Cross, de cor branca, produto de roubo e que tinha placa adulterada. Na ocasião, , policiais civis lotados na 19ª DP após obterem informações do setor de inteligência de que ocorreria um roubo na Rua Honório, nas proximidades do nº 377, Todos os Santos, dirigiram-se para o local indicado. Chegando lá, avistaram o veículo VW estacionado irregularmente na calçada. Realizada consulta ao Proderj, os agentes constataram que o veículo estava registrado em nome de H.F.D o qual se localizava em Minas Gerais. Em contato com o dono, este declarou que o veículo se encontrava em seu poder e que estava recebendo multas não reconhecidas, oriundas do Estado do Rio de Janeiro. Em dado instante, os agentes avistaram Antônio ingressando no carro e dando a partida, ocasião em que realizaram a abordagem. No momento da abordagem, o suspeito admitiu aos agentes que o veículo era clonado, que integrava milícia e que possuía armas de fogo em sua residência, local onde o automóvel estava estacionado. Um policial civil prestou depoimento na época e disse que Antõnio afirmou que pertencia a uma milícia na beira da Linha Amarela, provavelmente a que atua na comunidade do Guarda, em Del Castilho. Ouvida na época, a mulher de Antônio falou que desconhecia o envolvimento dele com grupo paramilitar. Antônio chegou a fazer parte do programa Segurança Presente do governo estadual , atuando no bairro do Centro e também foi paraquedista, tendo ficado oito anos no Exército. Ele foi morto na Avenida Dom Hélder Câmara. Segundo testemunhas, o homem estava dentro do carro quando acabou cercado por criminosos armados, que efetuaram os disparos. Ele perdeu o controle do veículo e colidiu com um estabelecimento comercial

Tiro fatal na Barra: Justiça aponta que rapaz morto por causa de discussão de camarote já estava contido no momento do disparo e contesta tese de legítima defesa de PM suspeito

Um relatório da Justiça indica que o homem morto na madrugada da última segunda-feira (13) dentro de um restaurante na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, já estaria contido por frequentadores do local no momento do disparo que o atingiu. A conclusão, segundo os autos, enfraquece a tese de legítima defesa apresentada pelo policial militar apontado como autor do disparo, o PM Milton Lopes dos Santos. De acordo com o processo, a vítima, identificada como Ryan Victor Araújo dos Santos, foi atingida por um disparo de arma de fogo dentro do estabelecimento. Ele chegou a ser socorrido ainda com vida por policiais militares e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. As investigações iniciais apontam que o caso teve início dentro do restaurante em meio a um desentendimento por disputa de espaço em área reservada (camarote), envolvendo a vítima e outros frequentadores do local. Segundo os autos, o policial militar estava presente no ambiente e teria efetuado o disparo que atingiu Ryan durante o desenrolar da confusão. O relatório judicial descreve que, no interior do restaurante, a vítima passou a apresentar comportamento alterado, possivelmente em razão da ingestão de álcool, envolvendo-se em discussões justamente pela disputa do camarote. A situação, conforme a documentação do processo, evoluiu para agressões físicas. Ainda segundo relatos reunidos nos autos, Ryan teria sido retirado do local por seguranças, mas retornado em seguida de forma agressiva, portando uma garrafa de vidro, com a qual passou a ameaçar e investir contra outras pessoas, ampliando o tumulto no estabelecimento. Para a Justiça, no entanto, esse contexto não afasta a responsabilização do suspeito. O entendimento é de que o disparo não ocorreu em situação de surpresa ou emboscada, mas sim no curso de um conflito já em andamento, relacionado à discussão por espaço no camarote, no qual diversas pessoas tentavam conter a vítima. O juiz responsável pelo caso destacou que, no momento do disparo, a situação já estaria, ao menos em tese, sob controle parcial, com a vítima sendo contida por várias pessoas. Esse ponto, segundo a decisão, enfraquece a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. “Isso enfraquece, pelo menos abstratamente, a tese de legítima defesa (ou de estado de necessidade, se se pensar numa brutalidade fática engendrada sem consciência pela vítima, naquele momento, segundo se diz, embriagada)”, registram os autos. Após o ocorrido, o policial militar deixou o local sem prestar socorro à vítima e só se apresentou posteriormente, acompanhado de advogado. Ele teve a prisão temporária decretada no curso das investigações.

Justiça manda prender “Naval”, um dos cabeças da maior milícia do RJ, por execução em plena luz do dia

A Justiça do Rio partiu pra cima e decretou, no último dia 10, a prisão preventiva de um dos principais nomes ligados à maior milícia do estado, conhecido como “Naval”, investigado por um homicídio brutal em meio à guerra por território. Um comparsa também teve a prisão decretada. pelo mesmo fato. Segundo os autos, o crime — cujos detalhes como identidade da vítima, data exata e local não foram divulgados — teria ocorrido em plena luz do dia, no estacionamento de um supermercado, com o uso de armas de fogo de uso restrito. A execução, de acordo com a investigação, está inserida no cenário de disputa violenta entre milicianos por domínio de áreas, conflito que vem deixando um rastro de mortes. Naval é apontado pelas investigações como um dos principais “frentes” da organização criminosa, que passou por mudanças recentes no comando. O grupo era liderado por Zinho, atualmente preso, e teve como um de seus nomes fortes Pipito, morto em confronto com a polícia. Após isso, a liderança teria sido assumida por PL, também conhecido como Jorjão, evidenciando a reorganização interna da quadrilha. A decisão judicial destaca que há fortes indícios de autoria, sustentados por imagens de câmeras de monitoramento que teriam registrado a ação. O documento também aponta que o caso não seria isolado, indicando que os investigados possuem histórico criminal, incluindo condenações definitivas, o que reforça o risco de novos crimes. A Justiça ainda cita entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), no sentido de que a necessidade de frear a atuação de integrantes de organizações criminosas, como milícias, justifica a prisão preventiva para garantia da ordem pública. De acordo com as investigações, o grupo ligado a Naval atua principalmente em Paciência, Campo Grande, Santa Cruz, Sepetiba e Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, além de expandir sua influência para a Baixada Fluminense, como Itaguaí. O caso segue sob investigação, e novas informações podem surgir a qualquer momento.

Tribunal do tráfico”: dívida de R$ 25 mil termina em execução e esquartejamento no Rio

Um crime marcado por requintes de crueldade e métodos típicos do chamado “tribunal do tráfico” levou a Justiça do Rio de Janeiro a decretar a prisão preventiva de três homens investigados por um homicídio em que a vítima teria sido esquartejada por causa de uma dívida. De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o assassinato teria sido motivado por uma suposta dívida de R$ 25 mil. Os autos, no entanto, não revelam a identidade da vítima, nem detalham a data ou o local exato do crime. Segundo a decisão judicial, os investigados teriam armado uma emboscada para executar a vítima, que foi atraída sob o falso pretexto de um encontro para conversar com um homem conhecido como “Power Ranger”. Após o homicídio, uma imagem do cadáver teria sido compartilhada por um dos suspeitos. Os indícios de autoria reunidos no processo incluem reconhecimentos fotográficos feitos por quatro testemunhas, além de registros de ameaças atribuídas aos investigados. A apuração também aponta publicações em redes sociais que indicariam envolvimento direto no crime. Em uma delas, um dos suspeitos teria feito referência à execução ao afirmar que “galinha de casa não se corre atrás”. A Justiça destaca que o crime foi praticado com “extrema ousadia” e elevado grau de violência, em um contexto associado à atuação de organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. A decisão também menciona a ocultação do corpo, que teria sido esquartejado, além de relatos de ameaças e demonstrações públicas de desrespeito às autoridades. A reportagem apurou que há semelhanças com o caso de Breno Barbosa Diniz, apontado como gerente do tráfico na Cidade de Deus e desaparecido há cerca de dois meses. O pai dele, policial militar, busca informações sobre o paradeiro do corpo. Informações já divulgadas indicam que Breno teria uma dívida de aproximadamente R$ 29 mil, relacionada à perda de drogas após uma ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais. Apesar das coincidências, não há confirmação oficial de que o caso julgado pela Justiça tenha relação com o desaparecimento. Procurado, o TJ-RJ limitou-se a encaminhar a decisão já disponível publicamente, sem fornecer novos detalhes. O caso segue cercado de lacunas, mas expõe, mais uma vez, o nível de violência imposto por organizações criminosas em áreas do Rio.

GUERRA DO BICHO: Iggnácio foi acusado de mandar matar Rogério Andrade ao menos duas vezes em disputa marcada por atentados e mortes

A execução de Fernando Iggnácio reacendeu uma das disputas mais violentas do submundo do jogo ilegal no Rio: a guerra com seu rival Rogério de Andrade, marcada por atentados, mortes e acusações reiteradas de mando de execução entre os dois lados. Um dos pontos mais emblemáticos dessa rivalidade é que Iggnácio foi acusado de mandar matar Rogério Andrade pelo menos duas vezes, em episódios distintos ao longo dos anos. Primeira tentativa: arma falha e impede execução em hotel No dia 8 de outubro de 2001, no corredor do 15º andar de um apart-hotel na Barra da Tijuca, um homem tentou executar Rogério Andrade com disparos de arma de fogo. A arma, no entanto, falhou no momento do disparo, permitindo que Andrade reagisse. Houve luta corporal, o agressor foi desarmado e ainda tentou concluir o crime por estrangulamento, sem sucesso. Nesse caso, Fernando Iggnácio foi denunciado como suposto mandante da tentativa de homicídio, mas acabou impronunciado pela Justiça. Segunda acusação: atentado a bomba deixa morto e ferido A segunda vez em que Iggnácio foi acusado de mandar matar o rival envolve o atentado ocorrido em 8 de abril de 2010, também na Barra da Tijuca. Na ocasião, uma explosão matou Diogo Andrade, filho de Rogério, e deixou o próprio contraventor gravemente ferido. Iggnácio foi apontado como acusado de envolvimento no ataque, novamente dentro da lógica de tentativa de atingir o rival. Origem da guerra: disputa por território e dinheiro Segundo investigações, a rivalidade tem origem na divisão de negócios após a atuação do contraventor Castor de Andrade. Com o crescimento explosivo dos lucros das máquinas, Rogério teria passado a tentar expandir sua atuação sobre esse mercado, gerando conflito direto com Iggnácio. Foi o início de uma disputa violenta e contínua. Guerra deixou rastro de mortes e atuação armada A disputa pelo controle dos caça-níqueis evoluiu para um cenário de extrema violência, com dezenas de mortes ao longo dos anos, conforme apontam investigações. Os grupos são descritos como estruturas fortemente armadas, com atuação organizada e, em alguns casos, com apoio de agentes policiais, responsáveis por garantir segurança e viabilizar os negócios ilícitos. Acusações de mando nos dois lados Se por um lado Fernando Iggnácio foi acusado ao menos duas vezes de mandar matar Rogério Andrade, por outro, Rogério Andrade também é acusado de ser o mandante do assassinato de Iggnácio, caso que voltou ao centro do debate com os recentes desdobramentos judiciais. Conclusão A trajetória dos dois contraventores revela uma guerra prolongada pelo controle do jogo ilegal no Rio, marcada por tentativas de execução, atentados e acusações de mando de ambos os lados. O histórico reforça o nível de violência e organização dessa disputa, que segue produzindo desdobramentos até hoje.

Mulher morta em Jacarepaguá seria ex de um miliciano que foi assassinado

A mulher que foi morta na Taquara, em Jacarepaguá, na manhã deste sábado era ex-companheira de um miliciano que foi assassinado em janeiro na comunidade Dois Irmãos em ja, em Curicica, segundo informações divulgadas nas redes sociais. Carolina Siqueira, conhecida como Carol Loirinha, levou três tiros: dois na cabeça e um no peito. De acordo com informações iniciais, Carolina passava com sua moto PCX em frente a uma pastelaria quando foi surpreendida por um criminoso armado, que efetuou três disparos contra a vítima. Após o ataque, o suspeito fugiu do local. Moradores relataram que tiros foram ouvidos minutos antes dela ter sido encontrada sem vida. Familiares e amigos lamentaRam profundamente a perda, especialmente pelo fato de a jovem deixar um filho pequeno. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

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